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CURSO DE TREINAMENTO -

HIDROCICLONES
1) OBJETIVOS E DURAÇÃO

• Focos principais

– Operação

– Manutenção

• Duração por turma

– 2 a 3 horas
CURSO DE TREINAMENTO
2) ASPECTOS GERAIS

• O que é e para que serve um


hidrociclone?

• Quais os principais itens estruturais


– Hidrociclones

– Baterias de hidrociclones

• Principais vantagens e desvantagens


CURSO DE TREINAMENTO

3) OPERAÇÃO
• O que é classificação?
• Variáveis que influenciam no desempenho
do ciclone
– Variáveis operacionais
– Variáveis do equipamento
– Variáveis da instalação

• Formas de descarga do apex


• Parâmetros de controle do desempenho
CURSO DE TREINAMENTO

4) MANUTENÇÃO
• Desenho dimensional
• Lista de componentes
• Peças de desgaste
• Forma correta de montagem dos
revestimentos
• Inspeção dos revestimentos
• Substituição de peças desgastadas
• Materiais de aplicação
CURSO DE TREINAMENTO

5) DIMENSIONAMENTO

• Principais conceitos

• Como dimensionar um
hidrociclone
Estrutura Mundial – Sede e
Filiais

Áustria
Tucson
EUA Filipinas
Brasil
Chile Austrália

África do Sul
HIDROCICLONES KREBS

Krebs Engineers Brasil Ltda.


Piracicaba – SP

Fone: (19) 3438-9800


E-mail:
krebsbrasil@krebs.com
Site: www.krebs.com
Krebs Engineers Ltd.
• Sede: Tucson, Arizona, EUA
• Fundada em 1952 – Mais de 55 anos de
experiência
• Líder Mundial em sistemas de ciclonagens
• Mais de 70.000 sistemas de ciclonagens
instalados em todo o mundo
• Maior experiência na separação sólido-
líquido (classificação de partículas)
• Adquirida em 2007 pelo grupo FLSmidth
O QUE É CLASSIFICAÇÃO?
CLASSIFICAÇÃO é a operação
unitária de Tratamento de
Minérios que consiste em separar
uma população de partículas em
duas outras populações, uma com
proporção significativamente
maior de partículas grossas e
outra com proporção
significativamente maior de
partículas finas.
• Um hidrociclone é um equipamento para
O QUE É UM HIDROCICLONE?
classificação de
partículas sólidas em meio líquido (polpa)
• Utiliza a força centrífuga para fazer
separações das
partículas, baseado em suas diferenças de
densidade e
tamanho
• Gera dois produtos diferentes:
– Um com partículas mais grossas (e a
menor parte da
água)
– Outro com partículas mais finas (e a
maior parte da
água)
• O hidrociclone não tem partes móveis.
HIDROCICLONE

Desenho
Esquemático
PRINCIPAL FUNÇÃO DO
HIDROCICLONE

 ENTREGAR UM PRODUTO DE
MELHOR
QUALIDADE PARA A ETAPA
SEGUINTE
PARA ASSEGURAR A MÁXIMA
PERFORMANCE E RECUPERAÇÃO

Copyright, 1996 © Dale Carnegie & Associates,


Componentes do Hidrociclone
Conexão de
Descarga do
Overflow
Conexão de
entrada
Cabeçote de
entrada
Vortex
Finder
Cilindro
Cone

Apex (alojamento /
revestimento)
Saia contra
Respingo
BATERIA DE
HIDROCICLONES
Componentes de uma bateria de
ciclones Manômetro
Distribui /
dor de Transmisso
polpa r de pressão
Curvas
Ciclon
de
es
Calha de overflow
overflow Válvulas
de
isolamen
Calha de to
underflo Estrutur
w a
suporte
Tubo de alimentação
COMO
FUNCIONA
UM
HIDROCICLON
E?
PRINCIPAIS APLICAÇÕES
 CIRCUITOS DE MOAGEM –
CLASSIFICAÇÃO

 DESLAMAGEM E SEPARAÇÃO DE
PARTÍCULAS FINAS E ULTRAFINAS

 DESAGUAMENTO DE PRODUTOS E
REJEITOS
VANTAGENS
 Extremamente versátil  aplicável
em diversas situações

 Projeto simples

 Baixo custo de aquisição e operação

 Pequeno espaço necessário, quando


comparado com sua capacidade de
vazão
LIMITAÇÕES
 Sensível a alterações
operacionais significativas
(concentração de sólidos,
distribuição granulométrica,
etc.)

 Susceptível ao desgaste

 Eficiência de classificação
CIRCUITO BARRAS - BOLAS
Produto
OVERFLO
ALIMENTAÇÃ W
O Ciclon
e
Krebs

UNDERFLO
Alimenta Carga W
ção nova Circulant
Barr e Bola
as s

Bomba de
Polpa
CIRCUITO – MOINHO DE
BOLAS
OVERFLOW
Produt
Ciclone o
Krebs
ALIMENTAÇÃO

UNDERFLO
W Bolas
Alimentaçã Carga
o Circulan
Nova te

Bomba
de
Polpa
UTILIZAÇÃO DE
HIDROCICLONES
CIRCUITO SAG - BOLAS
Produt
o
OVERFLO
ALIMENTAÇÃO W
Ciclone
Krebs
Alimentac
ão nova
SA UNDERFLO
G Carga W
Circulant
e
Bola
s

Bomba de
Polpa
VARIÁVEIS QUE INFLUEM NA
SEPARAÇÃO
VARIÁVEIS DO EQUIPAMENTO
 Diâmetro do ciclone (porção cilíndrica, em
polegadas)
 Desenho do distribuidor de polpa
 Geometria do ciclone
– Desenho do inlet
– Diâmetro do vortex finder: diversas opções
– Diâmetro do apex: diversas opções
– Comprimento do cilindro
– Ângulo dos cones
– Materiais de construção dos revestimentos
VARIÁVEIS QUE INFLUEM NA
SEPARAÇÃO
VARIÁVEIS DA OPERAÇÃO

 Concentração de sólidos na alimentação


 Densidade dos sólidos
 Densidade da polpa (mistura sólidos + água)
 Formato das partículas sólidas
 Distribuição granulométricas das partículas
 Viscosidade da polpa
VARIÁVEIS QUE INFLUEM NA
SEPARAÇÃO
VARIÁVEL DA INSTALAÇÃO/PROJETO

• Posição de montagem dos ciclones

 Vertical

 Inclinados
VARIAVEIS QUE INFLUEM NA
SEPARAÇÃO
 Forças que agem sobre a partícula

vortex finder parede do ciclone

força de arraste força


centrífuga
VARIÁVEIS QUE INFLUEM NA
SEPARAÇÃO
 Tamanho das
partículas
VARIÁVEIS CONTROLADAS
PELO OPERADOR
 Porcentagem de sólidos em peso na
alimentação

 Forma da descarga do underflow

 Pressão

 Número de ciclones
em operação
Apex - Capacidade de vazão x Diâmetro

1000

100
Vazão (m/ h)

Vazão
3

10 mínima

Vazão
1
máxima

0,1
0,1 1 10
Diâmetro (pol)
MUDANÇAS MAIS COMUNS E
SEUS EFEITOS
 Menor porcentagem de sólidos na
alimentação:

– Menor by-pass de finos para o underflow


– Menor by-pass de grossos para o overflow
– Produto mais fino
– Maior recuperação de sólidos para o underflow
– Maior eficiência de classificação
MUDANÇAS MAIS COMUNS E SEUS
EFEITOS
 Aumento na pressão de alimentação:

AUMENTA AUMENTA MAIS FINO

PRESSÃO CAPACIDADE PRODUTO


MUDANÇAS MAIS COMUNS E SEUS
EFEITOS

AUMENTA

DIÂMETRO PRODUTO CAPACIDADE PRESSÃO


MAIS DE VAZÃO
VORTEX GROSSO

DIMINUI
MUDANÇAS MAIS COMUNS E SEUS
EFEITOS

AUMENTA

% SÓLIDOS BYPAS BYPASS EFICIÊNCIA


NA S GROSSOS
ALIMENTAÇÃ FINOS
O

DIMINUI
ÂNGULOS TÍPICOS DO CONE DO CICLONE

Cone 90º

Cone 180º

Cone 10.5º
Cone 20º
SUPER CICLONES KREBS

DS10LB

DS15LB
DS20B DS20LB DS26
DS33
CICLONES EM POLIURETANO
HIDROCICLONES KREBS
gMAX®
ESTUDOS PARA
DESENVOLVIMENTO DE UM
NOVO MODELO DE CICLONE

 Maior eficiência
 Maior capacidade de vazão
 Maior vida útil
ALIMENTAÇÃO INVOLUTA
Análise da Dinâmica dos
Fluidos

FORÇAS DE
CISALHAMEN
TO SOBRE AS
PAREDES DO
CICLONE
Análise da Dinâmica dos
Fluidos

CONCENTRAÇ
ÃO DE
PARTÍCULAS
MAIORES
Perfil de velocidade
tangencial
Comparação entre Forças de
Cisalhamento: Ciclone
Convencional X Ciclone gMAX
CONCENTRAÇÃ
O DE
PARTÍCULAS
GROSSAS NO
INTERIOR DO
CICLONE
HIDROCICLONES KREBS
gMAX®
• Entrada involuta em rampa
– Maior eficiência de classificação
– Menor desgaste dos revestimentos

• Combinação de ângulos de
cones
– Cortes mais finos
– Maior capacidade
– Menor pressão requerida
HIDROCICLONES KREBS
gMAX®

Vista em Vista
corte isométrica
CICLONE
S
KREBS
gMAX®
Combinaçã
o de
ângulos de
cones
EXEMPLOS DE CICLONES DE
10”
EXEMPLOS DE CICLONES DE
26”
CICLONES HORIZONTAIS
• Vantagens
– Fácil de Operar
– Menor Desgaste dos Revestimentos
– Menor By-Pass de Finos
• Desvantagens
– Aplicáveis em Circuitos com Malha de
Separação Grossa (P80 > 170 micrones)
– Maior Espaço Requerido para sua Montagem
CICLONES HORIZONTAIS
CICLONES DE FUNDO PLANO

 Separação mais grossa ( de 2 a 4 vezes),


quando comparado com ciclones
convencionais
 Alto desgaste do fundo plano

 Menor eficiência de classificação

 Alto by-pass de grossos

 Underflow limpo, baixo by-pass de finos


DESENHOS ESPECÍFICOS PARA CICLONES E
BATERIAS

• Desenhos do ciclone
– Dimensional
– Lista de componentes
– Curva de capacidade
• Desenhos da bateria
– Arranjo geral
– Lista de componentes
– Lista de parafusos
DESENHOS
ESPECÍFICOS
PARA CADA
CICLONE
 Dimensional
 Lista de
componentes

D10LB-gMAX-
3061
DESENHOS
ESPECÍFICOS
PARA CADA
CICLONE
 Dimensional
 Lista de
componentes

D26B-1132
CURVAS DE
CAPACIDADE
ESPECÍFICAS
PARA CADA
CICLONE

Ciclone modelo
D10LB-gMAX-
3061
CURVAS DE
CAPACIDADE
ESPECÍFICAS
PARA CADA
CICLONE

Ciclone
modelo
D26B-1132
DESENHO DE ARRANJO

GERAL
Bateria modelo 20 x D10LB-gMAX-3061
DESENHO DE ARRANJO
GERAL
 Bateria modelo 10 x D26B-1132
LISTAS DE
COMPONENT
ES
ESPECÍFICAS
PARA CADA
BATERIA
Modelo
10 x D26B-
1132
LISTAS DE
COMPONENT
ES
ESPECÍFICAS
PARA CADA
BATERIA
Modelo
20 x D10LB-
gMAX-3061
DESENHOS
DE
MONTAGEM
ESPECÍFICOS

Apex com ajuste


pneumático
MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO DOS
REVESTIMENTOS
 ELASTÔMEROS:
– Borracha natural –
BPC
– Borrachas
sintéticas
 –CERÂMICOS
Poliuretano
– Carbeto de silício (Cast
Refrax)
– Cerâmicas de alta alumina
 LIGA METÁLICA
– Nihard
OTIMIZAÇÕES DOS MATERIAIS DE
REVESTIMENTO
• BPC: borracha natural
– nova formulação da borracha

• Combinações de materiais (cones e


apex):
– Borracha / Cerâmica – carbeto
– Borracha / Cerâmica – alumina
– Cerâmica – carbeto / Cerâmica –
alumina
POSSÍVEIS COMBINAÇÕES DE
MATERIAIS

BPC BPC
BPC

CR CX
CR

CR CX

CX CZ
MANUTENÇÃO DO
CICLONE
DESMONTAGEM DO
CICLONE
 Lavar o
equipamento, para
remoção de
minério, graxa e
contaminantes

 Remover os
parafusos

 Separar as peças
segmentadas
DIAGNÓSTICO DE
DESGASTE
 Inspeção do ciclone

– Verificar se existem ressaltos


anormais

– Verificar se existe
espaçamento entre os
revestimentos
DIAGNÓSTICO DE
DESGASTE
 Verificar presença
de desgastes
anormais
– Ranhuras
– Concentrações de
fluxo
– Espirais internas
– Cortes circulares
DIAGNÓSTICO DE
DESGASTE
 Verificar os
diâmetros
internos de
algumas peças
– Revestimento
do cabeçote
– Vortex finder
– Revestimento
do apex
DIAGNÓSTICO DE
DESGASTE
 SUBSTITUIR OS
ITENS
CONSIDERADOS
DESGASTADOS POR
ITENS NOVOS
MONTAGEM DO CICLONE
 Troca dos
revestimentos
desgastados
– Instalação de novos
revestimentos
– Verificar se há
espaçamento entre os
revestimentos
 Colagem de revestimentos

– Alguns revestimentos
necessitam ser colados
MONTAGEM DO CICLONE
 Iniciar pelo cabeçote,
tampo e vortex finder
 Virar conjunto para
baixo
 Montar demais itens
subseqüentes
 Colocar os parafusos e
apertar levemente
 Após a montagem de
todas as peças, apertar
novamente todos os
parafusos
 Pintar na coloração
final de acabamento
FALHAS TÍPICAS DE
MONTAGEM
 Montagem inadequada dos
revestimentos
– Presença de ressaltos internos
– Borracha muito mais altas que a
carcaça metálica

 Aperto excessivo dos


parafusos
– Provoca deformação nas
borrachas
– Provoca quebra nas cerâmicas

 Falta de junta de vedação


– Vazamentos entre as partes
PERFL DE MONTAGEM
Fluxo Fluxo Fluxo

Corret Corre Incorret


o to o
RESUMO - MANUTENÇÃO
 Desmontagem
– Lavagem e limpeza
– Remoção de parafusos
 Diagnóstico
– Inspeção das peças
– Desgastes anormais
– Medição de diâmetros
internos
 Montagem
– Troca dos
revestimentos
– Colagem dos
revestimentos
– Aperto de parafusos e
pintura
HIDROCICLONE
RECONDICIONADO
PROCEDIMENTOS DE
MANUTENÇÃO
 Peças do ciclone não são itens de extremo
desgaste

 Estabelecer rotinas de manutenção para


determinar tempo de vida útil de cada peça

 Os revestimentos costumam ser os itens de


menor custo de um ciclone

 Os revestimentos de maior desgaste costumam


ser:
– Cabeçote
– Cone inferior
– Apex
HIDROCICLONES

• DIMENSIONAMENTO

• SELEÇÃO
SEPARAÇÃO SÓLIDO-LÍQUIDO
 Boa eficiência de separação

 Alta produtividade em pequeno espaço necessário


 Separações de partículas de 5 a 500 micrômetros

 Diversos materiais de fabricação


– Carcaça
• aço carbono
• poliuretano
– Revestimentos internos
• borrachas (natural e sintéticas)
• poliuretano
• cerâmicas (carbeto de silício e alta alumina)
• ligas metálicas
APLICAÇÕES
• CIRCUITOS DE MOAGEM
– Bolas (Ex.: ferro, ouro, cobre, bauxita)
– Barras / Bolas (Ex.: fosfato)
– SAG / Bolas (Ex.: ouro, cobre)

• DESLAMAGEM DE PRODUTOS
– Ex.: ferro, fosfato, bauxita, zinco

• DESAREIAMENTO
– Ex.: bauxita, caulim

• DESAGUAMENTO/ESPESSAMENTO
– Ex.: ferro, bauxita, cobre
Ciclones em Circuitos de
Moagem
• Alta capacidade/pequeno espaço para
operar com
grandes moinhos

• Alta densidade do overflow para flotação


do Cobre
• Separação ultrafina para pelotização do
minério de ferro
CIRCUITO – MOINHO DE
BOLAS
OVERFLOW
Produt
Ciclone o
Krebs
ALIMENTAÇÃO

UNDERFLO
W Bolas
Alimentaçã Carga
o Circulan
Nova te

Bomba
de
Polpa
SELEÇÃO DE EQUIPAMENTOS PARA
SEPARAÇÃO SÓLIDO-LÍQUIDO BASEADO NA
GRANULOMETRIA
Flotação
Filtração
Peneiramento
Ciclonage
m
Espessamento / Sedimentação
Filtração
Centrifugação
Micro-Filtração
Ultra- Filtração
Vírus Argila Silte Areia Areia Cascalho
Bactéria Fina Grossa

Molécula Colóide Ultrafino Fino Médio Grosso

10-4 10-3 10-2 10-1 100 101 102 103 104


Granulometria, m
Componentes do Hidrociclone
Conexão de
Descarga do
Overflow
Conexão de
entrada
Cabeçote de
entrada
Vortex
Finder
Cilindro
Cone

Apex (alojamento /
revestimento)
Saia contra
Respingo
VARIAVEIS QUE INFLUEM NA
SEPARAÇÃO
VARIÁVEIS DO EQUIPAMENTO
 Diâmetro do ciclone (porção cilíndrica, em polegadas)
 Desenho do distribuidor de polpa
 Geometria do ciclone
– Desenho do inlet
– Diâmetro do vortex finder: diversas
opções
– Diâmetro do apex: diversas opções
– Comprimento do cilindro
– Ângulo dos cones
– Materiais de construção dos
revestimentos
VARIAVEIS QUE INFLUEM NA
SEPARAÇÃO
VARIÁVEIS DA OPERAÇÃO

 Concentração de sólidos na alimentação


 Densidade dos sólidos
 Densidade da polpa (mistura sólidos + água)
 Formato das partículas sólidas
 Distribuição granulométricas das partículas
 Viscosidade da polpa
DIMENSIONAMENTO DO
CICLONE
CONCEITO: d50 (diâmetro mediano
de partição)
O dimensionamento inicial de um ciclone é
baseado no diâmetro d50, que é o tamanho
onde:
– 50% das partículas se dirigem para o Overflow

– 50% das partículas se dirigem para o Underflow


VARIÁVEIS QUE INFLUEM NA
SEPARAÇÃO
 Tamanho das
partículas
DIMENSIONAMENTO DO
CICLONE
• Cada tamanho de ciclone tem um d50
associado, denominado d50(base), a
partir da fixação de alguns parâmetros
(ciclone padrão):
– Diâmetro do ciclone (principal fator)
– Área de entrada
– Diâmetro do vortex finder
– Diâmetro do apex
– Ângulo do cone
– Altura da seção cilíndrica
DIMENSIONAMENTO DO
CICLONE
• d50(base) – Diâmetro mediano de partição
básico

• d50(base) = Dc0,66 , onde:

– d50(base): diâmetro mediano de partição


básico
 Unidade de medida: micrômetro (m)

– Dc: diâmetro do ciclone


 Unidade de medida: centímetro (cm)
d50(base)– Diâmetro mediano de
partição básico

100

d50-base (micron)
10

1
1 10 100 1000

Diâmetro do Ciclone (cm)


DIMENSIONAMENTO DO
CICLONE
• d50(calc) – diâmetro mediano de partição calculado

• d50(calc) = d50(base) x C1 x C2 x C3 , onde:


– d50(calc): diâmetro mediano de partição calculado (m)

– d50(base): diâmetro mediano de partição básico (m)

– C1: fator de correção para concentração de sólidos na alimentação

– C2: fator de correção para queda de pressão (pressão de entrada)

– C3: fator de correção relativos aos pesos específicos dos sólidos e


do líquido

– Todos os fatores (C1, C2 e C3) são adimensionais


Fator C1:
Concentração de sólidos na alimentação
60
FatorC1(Adimensional)

50

40

30

20

10

0
0 10 20 30 40 50 60

Concentração de sólidos emvolume (%)


Fator C2:
Queda de pressão (pressão de entrada)
7
FatorC2(Adimensional)

6
5
4

3
2
1
0
0 50 100 150 200 250

Queda de pressão (kPa)


Fator C3:
Peso específico dos sólidos
5
FatorC3(Adimensional)

0
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

3
Peso específico (g/ cm )
CONCEITO: PARTIÇÃO
• Porcentagem da massa (sólidos) da
alimentação que se dirige para o
underflow
sólidos (u ' flow)
Partição  100 *
sólidos (a lim entação)
 Em relação à massa total de sólidos
 Por faixas granulométricas
EXEMPLO DE PARTIÇÃO

Malha de Abertura Massa de Massa para Partição por


peneira da peneira alimentação underflow faixa
(Tyler) (micron) (t/ h) (t/ h) (%)
35 425 10,0 10,0 100,0
48 300 10,0 10,0 100,0
65 212 10,0 10,0 100,0
100 150 10,0 9,8 98,0
150 105 10,0 8,8 92,0
200 75 10,0 7,4 74,0
270 53 10,0 5,5 50,0
325 45 10,0 3,8 38,0
400 38 10,0 3,2 32,0
-400 -38 10,0 1,5 15,0
Total 100,0 70,0 70,0
CURVA DE PARTIÇÃO REAL
100
Partição (%)

80

60

40

20

0
10 100 1000
Tamanho de partícula (micron)
PARTIÇÃO REAL E CORRIGIDA
• Partição real
 Aquela verificada operacionalmente
– Total
– Por faixas granulométricas

• Partição corrigida
 Calculada para cada faixa granulométrica

 Excluindo-se a fração de água alimentada


que se dirige para o underflow (bypass)
CONCEITO: BYPASS

• Porcentagem da água da alimentação


que se dirige para o underflow

água( u' flow )


Bypass  100 *
água( alimentação )
CURVA DE PARTIÇÃO
CORRIGIDA
• Obtida ao se eliminar o bypass
da partição real por faixas
granulométricas
( partição( faixa )  bypass )
Partição( corrigida )  100 *
( 100  bypass )
EXEMPLO DE PARTIÇÃO
CORRIGIDA
Malha de Abertura Partição Partição
peneira da peneira real corrigida
(Tyler) (micron) (%) (%)
35 425 100,0 100,0
48 300 100,0 100,0
65 212 100,0 100,0
100 150 98,0 97,6
150 105 92,0 90,6
200 75 74,0 69,4
270 53 50,0 41,2
325 45 38,0 27,1
400 38 32,0 20,0
-400 -38 15,0 0,0
Partição real (%) 70,0
Bypass (%) 15,0
Curvas de partição: real e corrigida
100

80
Partição (%)

60

40
Partição real
20
Partição corrigida
0
10 100 1000
Tamanho de partícula (micron)
DIMENSIONAMENTO DO
CICLONE
• PRINCIPAL VARIÁVEL
 Diâmetro do ciclone
• OUTRAS VARIÁVEIS (ajuste fino)
 Diâmetro do inlet
 Diâmetro do vortex finder
 Diâmetro do apex
 Ângulo do cone
DIMENSIONAMENTO DA
QUANTIDADE DE
CICLONES
• Após a determinação do modelo de
ciclone a ser utizado, deve-se:
 Calcular a quantidade de ciclones em
operação
 Prever cerca de 20% de ciclones reservas
– Manobras operacionais

– Manutenção
Vazão .de. polpa .total
N º Ciclones  1,20 *
Vazão .ciclone
TABELA DE VAZÕES (PARA
REFERÊNCIA)
CURVAS DE CAPACIDADE

ESPECÍFICAS
PARA CADA
MODELO
DE CICLONE
Variam de acordo
com:

Diâmetro do
ciclone

Área do Inlet

Diâmetro do
vortex
Inlet e Vortex Finder

Inlet Vortex
Finder
Área de Orifício de
transição entre descarga
a involuta e o superior
cilindro
MUDANÇAS MAIS COMUNS E SEUS
EFEITOS
 Aumento na pressão de alimentação:

AUMENTA AUMENTA MAIS FINO

PRESSÃO CAPACIDADE PRODUTO


MUDANÇAS MAIS COMUNS E SEUS
EFEITOS

AUMENTA

DIÂMETRO PRODUTO CAPACIDADE PRESSÃO


MAIS DE VAZÃO
VORTEX GROSSO

DIMINUI
MUDANÇAS MAIS COMUNS E SEUS
EFEITOS

AUMENTA

% SÓLIDOS BYPAS BYPASS EFICIÊNCIA


NA S GROSSOS
ALIMENTAÇÃ FINOS
O

DIMINUI
EFEITO DA ÁREA DO INLET (ENTRADA)

AUMENTA

ÁREA DO PRODUTO CAPACIDADE PRESSÃO


MAIS DE VAZÃO
INLET GROSSO

DIMINUI
PROGRAMA DE
SIMULAÇÃO (CYCMOD)

• Facilita o processo de dimensionamento

• Pode simular todos os modelos de


ciclones

• É resultado de mais de 50 anos de


experiência da Krebs em processos de
separação sólido-líquido
PROGRAMA DE
SIMULAÇÃO (CYCMOD)
• Dados de entrada

 Massa de sólidos

 Concentração de sólidos na alimentação

 Densidade dos sólidos

 Distribuição granulométrica da
alimentação
PROGRAMA DE
SIMULAÇÃO (CYCMOD)
• Dados selecionados pelo
operador
 Modelo do ciclone
– Diâmetro do ciclone
– Área do inlet
– Diâmetro do vortex finder
– Ângulo da seção cônica
 Queda de pressão (pressão de entrada)
 Concentração de sólidos no underflow
PROGRAMA DE
SIMULAÇÃO (CYCMOD)
• Dados de saída (RESPOSTA)
 d50 calculado

 Recuperação de sólidos para underflow (PARTIÇÃO)

 Distribuição granulométrica nos produtos (overflow


e underflow)

 Recuperação de água para underflow (BYPASS)

 Quantidade de ciclones em operação


CYCMOD
KREBS ENGINEERS BRASIL LTDA. Folha: 1
Rua Três, 975- CEP: 13.432-000- Distrito de Artemis - Piracicaba (SP) Data: 28 / 11 / 06
Fone: (19) 3438-9800 - Fax: (19) 3438-9801 - E-mail: krebsbrasil@krebs.com Resp.: Flávio

CLIENTE CURSO DE TREINAMENTO DE CICLONES


APLICAÇÃO EXEMPLO DE FOLHA DE SIMULAÇÃO
OBJETIVOS: Carga circulante = 300% - P95-OF ~ 75 microns (200 mesh)
MODELO E QUANT. DE CICLONES KREBS 1bateria modelo 4x D26B (4ciclones instalados, 3em operação)

Folha de
INLET VORTEX FINDER APEX PRESSÃO DE ENTRADA
2
ORIFÍCIOS: 60,0 pol 10,00 pol. 4,25 pol. 12,0 psi
2
PESO ESPECÍFICO: SÓLIDOS 4,00 LÍQUIDO 1,00 0,85 kgf/ cm

ALIMENTAÇÃO OVERFLOW UNDERFLOW

simulação
VAZÃO DE SÓLIDOS (t/ h) 400,0 100,0 300,0
VAZÃO DE LÍQUIDO (t/ h) 1200,0 1100,0 100,0
VAZÃO DE POLPA (t/ h) 1600,0 1199,9 400,1
% SÓLIDOS (peso) 25,0 8,3 75,0
3
DENSIDADE - POLPA (g/ cm ) 1,23 1,07 2,29

típica
% SÓLIDOS (volume) 7,7 2,2 42,9
VAZÃO DE POLPA (USGPM) 5726 4955 771
3
VAZÃO DE POLPA (m / h) 1300 1125 175

BY-PASS(H20) 8,3 % CARGA CIRCULANTE 300

53 3,0 48
ALIMENTAÇÃO OVERFLOW UNDERFLOW RECUP.
TAMANHO
ACUM IND ACUM IND ACUM IND P/ UFLOW
(MICRON) (%) (%) T/ H (%) (%) T/ H (%) (%) T/ H (%)

425 10,0 10,0 40,0 0,0 0,0 0,0 13,3 13,3 40,0 100,0
300 20,0 10,0 40,0 0,0 0,0 0,0 26,7 13,3 40,0 100,0
212 30,0 10,0 40,0 0,0 0,0 0,0 40,0 13,3 40,0 100,0
150 40,0 10,0 40,0 0,1 0,1 0,1 53,3 13,3 39,9 99,9
105 50,0 10,0 40,0 1,0 0,9 0,9 66,3 13,0 39,1 97,7
75 60,0 10,0 40,0 6,4 5,4 5,4 77,9 11,5 34,6 86,5
53 70,0 10,0 40,0 21,6 15,2 15,2 86,1 8,3 24,8 62,0
45 80,0 10,0 40,0 41,6 20,0 20,0 92,8 6,7 20,0 50,0
38 90,0 10,0 40,0 65,7 24,1 24,1 98,1 5,3 15,9 39,7
-38 100,0 10,0 40,0 100,0 34,3 34,3 100,0 1,9 5,7 14,3
TOTAL 100,0 400,0 100,0 100,0 100,0 300,0 75,0
A Krebs agradece sua
atenção.

MUITO OBRIGADO!!

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