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REVESTIMENTOS: FUNÇÃO

E TERMINOLOGIA
Pavimentos Rígidos e Flexíveis
REVESTIMENTOS
O QUE
SÃO?
REVESTIMENTOS
1. Principais funções
 Melhorar as condições de rolamento
quanto ao conforto.
 Resistir às cargas horizontais, tornando a
superfície de rolamento mais durável. As
cargas horizontais são ocasionadas pela
frenagem e aceleração.
 Tornar o conjunto impermeável,
mantendo a estabilidade.
REVESTIMENTOS

2. Terminologia dos revestimentos

2.1. Rígidos
2.1.1. Concreto de Cimento
2.1.2. Macadame Cimentado
2.2.3. Paralelepípedos Cimentados
REVESTIMENTOS
2. Terminologia dos revestimentos
2.2. Flexíveis
2.2.1. Em solo estabilizado
2.2.2. Por calçamento
I) Alvenaria Poliédrica;
II) Paralelepípedos: Pedra, madeira e
cerâmica;
III) Blocos de Concreto: Pré-moldados e
articulados.
2.2. FLEXÍVEIS

2.2.3. Betuminosos por penetração


I) Macadame Betuminoso
II) Tratamentos Superficiais Betuminosos (TSS,
TSD, TST)
2.2. FLEXÍVEIS
2.2.4. Betuminosos por mistura
I) A Quente: Concreto Asfáltico (CA);
Pré-Misturado a Quente (PMQ);
Argamassa Asfáltica (Areia Asfalto);
Camada Porosa de Atrito (CPA); Stone
Matrix Asphalt (SMA);
2.2. FLEXÍVEIS
2.2.4. Betuminosos por mistura
II) A Frio em Central: Pré-Misturados
(PMF); Argamassas asfálticas (Areia
Asfalto); Micro Revestimento
Asfáltico*; Lama Asfáltica *;
III) A Frio no Leito: Misturas Graduadas;
Argamassas Asfálticas (Areia Asfalto).
2.1. RÍGIDOS
2.1.1. CONCRETO DE CIMENTO
 Mistura de cimento Portland, agregado
graúdo, areia e água devidamente
adensado e espalhado formando placas de
concreto, separadas por juntas de
dilatação.
 Funcionam como base e revestimento.
2.1. RÍGIDOS
2.1.2. MACADAME CIMENTADO
 Uma camada de brita é espalhada sobre a
pista e sujeita a uma compressão, com o
objetivo de diminuir o número de vazios,
tornando a estrutura mais estável.
 Logo após é lançada uma argamassa de
cimento e areia que penetra nos espaços
vazios ainda existentes.
O produto assim formado tem
característica de um concreto pobre.
2.1. RÍGIDOS
2.1.3. PARALELEPÍPEDOS
REJUNTADOS COM CIMENTO
 São pedras irregulares ou paralelepípedos
assentados num colchão de areia sobre
uma sub-base. Podem funcionar como
base, quando um outro revestimento é
usado sobre sua superfície. Também são
usados como revestimento final,
desempenhando, as funções de
revestimentos.
 O rejuntamento é feito com argamassa de
cimento.
2.2. FLEXÍVEIS
2.2.1. EM SOLO ESTABILIZADO
É o Revestimento primário.
 Adiciona-se um material com determinada
composição granulométrica, e, que
apresenta alguma plasticidade através da
relação fino-grosso.
 Adiciona-se água e procede-se à
compactação.
 É muito comum o uso em estradas
vicinais, estradas de fazendas e pequenos
acessos rurais.
2.2.1. EM SOLO ESTABILIZADO

Foto 1 – Rodovia BR-367 cidade Jacinto. Fonte: Pesquisa.


2.2. FLEXÍVEIS
2.2.2. POR CALÇAMENTO

I) Alvenaria Poliédrica/paralelepípedos:
Consiste de um revestimento de pedras
irregulares/paralelepípedos, assentadas
por processo manual, rejuntadas com
areia, betume e assentes sobre um
colchão de areia ou de solo estabilizado.
2.2. FLEXÍVEIS
2.2.2. POR CALÇAMENTO

II) Blocos de concreto pré-moldados e


articulados: Consiste de revestimento de
blocos de pré-moldados (bloquetes),
assentados por processo manual,
rejuntados com areia ou betume, assentes
sobre o colchão de areia ou pó de pedra
ou sub-base de solo estabilizado.
2.2. FLEXÍVEIS
2.2.3. BETUMINOSOS POR
PENETRAÇÃO
I. Macadame Betuminoso
 Por penetração direta;
 Espalhamento e compressão de uma
camada de brita seguida de aplicação do
material betuminoso;
 O material betuminoso penetra nos vazios
do agregado e um novo espalhamento de
brita é feito seguido de nova compressão.
2.2. FLEXÍVEIS
2.2.3. BETUMINOSOS POR
PENETRAÇÃO
II. Tratamentos Superficiais
 São os revestimentos betuminosos por
penetração invertida;
 Aplica-se material betuminoso seguida de
espalhamento e compressão de agregado
de granulometria apropriada;
 Sua espessura é aproximadamente igual
ao diâmetro do agregado empregado.
2.2. FLEXÍVEIS
2.2.3. BETUMINOSOS POR
PENETRAÇÃO
 Inicia-se pela aplicação do ligante, sendo
recoberto em seguida por uma única camada de
agregado.
 Tratamento simples (capa selante) - objetivo
primordial de impermeabilização ou para
modificar a textura de um pavimento existente.
 Tratamento múltiplo - inicia-se pela aplicação
do ligante que penetra de baixo para cima
(penetração invertida) na primeira camada de
agregado, enquanto a penetração das camadas
seguintes de ligante é tanto invertida como
direta. A espessura acabada é da ordem de 10 a
25mm. São eles: tratamento superficial duplo
2.2. Flexíveis
2.2.3. Betuminosos por
penetração
2.2. FLEXÍVEIS
2.2.3. BETUMINOSOS POR
PENETRAÇÃO

Tratamento superficial duplo - TSD


2.2. FLEXÍVEIS
2.2.4. BETUMINOSOS POR MISTURA
A QUENTE
Concreto asfáltico (CBUQ)
 Revestimento flexível, resultante da
mistura a quente, em usina apropriada, de
agregado mineral graduado, material de
enchimento (fíler) e material betuminoso
espalhado e comprimido a quente.
 São feitas rigorosas exigências no que diz
respeito aos equipamentos,
granulometria, teor de betume,
estabilidade, vazios etc.
2.2. FLEXÍVEIS
2.2.4. BETUMINOSOS POR MISTURA
A QUENTE
Pré-misturado à quente (PMQ)
 Consiste na mistura íntima, devidamente
dosada, de material betuminoso e agregado
mineral em usina e na compressão do
produto final, à quente, por equipamento
apropriado.
 “Plant mixer”- Quando os pré-misturados
são executados em usinas;
 “Hot mix” ou “hot laid” - Quando o ligante
e o agregado são misturados e espalhados
na pista ainda quente.
2.2. FLEXÍVEIS
2.2.4. BETUMINOSOS POR MISTURA
A QUENTE
Concreto asfáltico (CBUQ)
 A diferença para o PMQ é granulometria mais
fechada e, portanto, o teor de asfalto maior.
 Durante o processo de construção e
dimensionamento, são feitas rigorosas exigências
no que diz respeito aos equipamentos,
granulometria, teor de betume, estabilidade e
índice de vazios. São classificados em faixas A, B,
C e D, conforme sua granulometria e percentual
de CAP, que varia entre 3,5 a 6%.
2.2. FLEXÍVEIS
2.2.4. BETUMINOSOS POR MISTURA
A QUENTE
CBUQ
 A mistura de agregados e ligante é realizada em
usina estacionária e transportada posteriormente
por caminhão para a pista, onde é lançada por
equipamento apropriado, denominado
vibroacabadora.
 Em seguida é compactada, até atingir um grau de
compressão tal que resulte num arranjo estrutural
estável e resistente, tanto as deformações
permanentes quanto as deformações elásticas
repetidas da passagem do tráfego.
 Quando a espessura total do revestimento for
de 7,5 cm ate 15 cm, haverá necessidade de se
2.2. FLEXÍVEIS
2.2.4. BETUMINOSOS POR MISTURA
A QUENTE
CBUQ
 Quanto ao filler, pode ser constituído, de
cimento, pó de pedra, pó de calcário e
similares.
 O CBUQ é levado ao local de execução do
pavimento por meio de caminhões
transportadores geralmente com báscula
traseira.
 A mistura asfáltica deve ser lançada em
camada uniforme de espessura e seção
transversal definidas, pronta para a
compactação.
2.2. FLEXÍVEIS
2.2.4. BETUMINOSOS POR MISTURA
A QUENTE
Areia asfalto à quente
 Consiste na mistura de areia com um produto
betuminoso obtido em usinas fixas. A areia
utilizada, normalmente é a passante na # 10
(2mm), embora 2 ou 3 areias possam ser
misturadas para se obter a granulometria
desejada.
 Apresenta o inconveniente de produzir uma
superfície lisa e macia, ocasionando problemas
de escorregamento.
2.2. FLEXÍVEIS
2.2.4. BETUMINOSOS POR MISTURA
A QUENTE
Camada porosa de atrito (CPA)
 Camada de macrotextura aberta com elevada
capacidade de drenagem através de uma
estrutura de alto índice de vazios (18 – 25%).
 Suas principais vantagens são:
i. Redução dos riscos de aquaplanagem;
ii. Redução das distâncias de frenagem sob
chuva;
iii. Aumento de distância de visibilidade. E
diminuição da cortina de água (spray);
iv. Menor reflexão luminosa;
v. Maior percepção de sinalização vertical
2.2. FLEXÍVEIS
2.2.4. BETUMINOSOS POR MISTURA
A FRIO EM CENTRAL
Pré-misturado a frio (PMF)
 É o produto obtido da mistura de agregado
mineral e emulsão asfáltica ou asfalto diluído,
em equipamento apropriado, sendo a mistura
espalhada e comprimida a frio.
 Os agregados também não são aquecidos. A
mistura obedece a métodos de
dimensionamento próprios e são produzidos em
usinas simplificadas, sem a existência de
secadores, ou através do uso de betoneiras.
 Neste tipo de mistura é permitida a estocagem
durante certo período de tempo.
2.2. FLEXÍVEIS
2.2.4. BETUMINOSOS POR MISTURA
A FRIO EM CENTRAL
Areia asfalto a frio
 É a mistura de asfalto diluído ou emulsão
asfáltica e agregado miúdo, na presença ou não
de material de enchimento, em equipamento
apropriado. O produto é espalhado e
comprimido a frio.
Lama asfáltica (não é considerada
revestimento)
 É uma associação (mistura), em consistência
fluida, de agregados ou misturas de agregados
miúdos, fíler (ou material de enchimento) e
emulsão asfáltica, devidamente espalhada e
2.2. FLEXÍVEIS
2.2.4. BETUMINOSOS POR MISTURA
A FRIO NO LEITO
Misturas graduadas
 Consiste em mistura, na própria pista, de
agregado de granulometria determinada com
um produto betuminoso líquido. São usados
asfaltos diluídos ou emulsão.
Argamassa Asfáltica (Areia asfalto)
 Similar às misturas graduadas, porém usando-
se apenas o agregado miúdo (areia) e o
material betuminoso (asfalto diluído ou
emulsão).
PAVIMENTO
SENCO, 1997 SANTANA, 1993 SOUZA, 1980 Manual de
Pavimentação DNIT
2006
Em obras de Pavimento é uma Pavimento e uma Pavimento
engenharia civil estrutura construída estrutura construída de uma rodovia é a
como sobre a superfície após a superestrutura
construções de obtida pelos terraplenagem por constituída por um
rodovias, serviços de meio de camadas sistema de
aeroportos, ruas, terraplenagem com de vários materiais camadas de
etc., a a função principal de de espessuras
superestrutura é fornecer ao usuário Diferentes finitas, assentes
constituída por um segurança e características de sobre um semi-
sistema de conforto, que devem resistência e espaco
camadas de ser conseguidos sob deformabilidade. considerado
espessuras o ponto de vista da Esta teoricamente como
finitas, assentes engenharia, isto é, estrutura assim infinito - a
sobre o terreno de com a máxima constituída infraestrutura ou
fundação, qualidade e mínimo apresenta um terreno de fundação,
considerado como custo. elevado grau de a qual é designada
semiespaco complexidade no de subleito.
infinito e designado que se refere ao
PAVIMENTO
É uma estrutura construída após a terraplenagem e
destinada, econômica e simultaneamente, em seu
conjunto, a:
a) Resistir e distribuir ao subleito os esforços verticais
produzidos pelo tráfego;
b) Melhorar as condições de rolamento quanto a
comodidade e segurança;
c) Resistir aos esforços horizontais que nela atuam,
tornando mais durável a superfície de “rolamento”.
CLASSIFICAÇÃO DOS PAVIMENTOS
FLEXÍVEL SEMI-RÍGIDO RÍGIDO
CLASSIFICAÇÃO DOS PAVIMENTOS
(I) Flexível
 Camadas não trabalham a tração, exceção feita ao
revestimento que pode ou não suportar esse tipo de
esforço.
 Todas as camadas sofrem deformação elástica sob
o carregamento aplicado e, portanto, a carga se
distribui em parcelas aproximadamente equivalentes
entre as camadas.
 Os pavimentos flexíveis, em geral associados aos
pavimentos asfálticos, são compostos por camada
superficial asfáltica (revestimento), apoiada sobre
camadas de base, de sub-base e de reforço do
subleito, constituídas por materiais granulares, solos
CLASSIFICAÇÃO DOS PAVIMENTOS
 Distribuição de cargas nos pavimentos flexíveis:
CLASSIFICAÇÃO DOS PAVIMENTOS
(II) SEMI-RIGIDO
 Caracteriza-se por uma base cimentada por algum
aglutinante com propriedades cimentícias como por
exemplo, por uma camada de solo cimento
revestida por uma camada asfáltica.
CLASSIFICAÇÃO DOS PAVIMENTOS
(III) RIGIDO
 Aquele em que o revestimento tem uma elevada
rigidez em relação as camadas inferiores e,
portanto, absorve praticamente todas as
tensões provenientes do carregamento aplicado.
 Os pavimentos rígidos, em geral associados aos
de concreto de cimento Portland, são compostos por
uma camada superficial de concreto de cimento
Portland (em geral placas, armadas ou não),
apoiada geralmente sobre uma camada de
material granular ou de material estabilizado com
cimento (chamada sub-base), assentada sobre o
subleito ou sobre um reforço do subleito quando
CLASSIFICAÇÃO DOS PAVIMENTOS
 Distribuição de cargas nos pavimentos rígidos:
CAMADAS QUE COMPÕEM O
PAVIMENTO
 O pavimento pode ser composto de base e
revestimento, sendo que a base poderá ou não ser
complementada pela sub-base e pelo reforço do
subleito.
 Subleitos de boa qualidade exigem pavimentos
menos espessos e, em consequência, poderão
dispensar a construção de camadas como reforço
ou sub-base.
 Cada camada integrante de um pavimento deve ser
executada com solos escolhidos, que apresentem
características físicas que atendam as
especificações do projeto.
CAMADAS QUE COMPÕEM O
PAVIMENTO

Seção Transversal Tipica de Pavimento Flexivel


CAMADAS QUE COMPÕEM O
PAVIMENTO

Secao Transversal Tipica de Pavimento Rigido


CONSIDERAÇÕES
 Como ESCOLHER revestimento a ser
utilizado?
 Custo
 Tempo de vida útil
 Manutenção