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1.

Calor e temperatura
2. Medidas de temperatura
3. Trocas de calor
4. Dilatação térmica
Temperatura e calor
Nada melhor do que, em dia frio, no campo ou na beira da praia, sentar-se
próximo a uma fogueira para aquecer nosso corpo. Por que fazemos isso?
Intuitivamente, sabemos que acontece transferência de calor do meio mais
quente para o meio mais frio, por isso temos a sensação de aquecimento ao
ficarmos próximos da fogueira. Mas, por incrível que pareça, uma equipe de
cientistas de várias nacionalidades, liderada por físicos brasileiros, conseguiu uma
façanha que não é vista no mundo macroscópico. Em condições específicas,
conseguiram fazer um corpo frio transferir calor e aquecer um corpo quente,
contrariando o que observamos no nosso mundo macroscópico.
• Ao aproximar-se da fogueira, o que acontece com a sensação de aquecimento?
• Como será a transferência de calor de um corpo mais quente para um corpo
mais frio?
• Os metais apresentam temperatura menor do que o ambiente no qual eles se
encontram?

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1. Calor e temperatura
Photo Mix/Pixabay

A temperatura de um corpo
relaciona-se ao grau de
agitação das partículas.
Quanto maior a intensidade
dessa agitação, maior a
temperatura, e vice-versa.

Calor é a quantidade de
energia transferida de um
corpo para outro quando há,
entre eles, uma diferença de
temperatura.

Quando seguramos uma xícara quente,


parte da energia térmica do líquido é
transferida para as mãos.

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1. Calor e temperatura
Equilíbrio térmico

Corpos que apresentam diferentes temperaturas


trocam calor, ou seja, há transferência de energia

bitt24/Shutterstock
térmica entre eles. Essa transferência de energia
ocorre naturalmente, sempre do corpo mais quente
(com maior temperatura) para o corpo mais frio
(com menor temperatura), até que as temperaturas
se igualem. Quando isso ocorre, dizemos que eles
entraram em equilíbrio térmico. Essa transferência
de energia (calor) só ocorrerá enquanto houver
diferenças de temperatura entre os corpos em
contato.

Os cubos de gelo e o suco de laranja


trocam calor no copo até atingirem o
equilíbrio térmico.

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2. Medidas de temperatura
Para medirmos a temperatura, usamos os termômetros, que são baseados em
diferentes princípios. Os mais comuns têm um líquido termométrico, substância
cuja dilatação é facilmente observável em mudanças de temperatura.

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2. Medidas de temperatura
Para medirmos a temperatura, usamos os termômetros, que são baseados em
diferentes princípios. Os mais comuns têm um líquido termométrico, substância
cuja dilatação é facilmente observável em mudanças de temperatura.

Substância termométrica Mercúrio: −38,9 °C a 356,7 °C


(estado líquido)
Etanol: −114 °C a 78,37 °C

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2. Medidas de temperatura
Para medirmos a temperatura, usamos os termômetros, que são baseados em
diferentes princípios. Os mais comuns têm um líquido termométrico, substância
cuja dilatação é facilmente observável em mudanças de temperatura.

Substância termométrica Mercúrio: −38,9 °C a 356,7 °C


(estado líquido)
Etanol: −114 °C a 78,37 °C

Eugene Shapovalov/Shutterstock
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2. Medidas de temperatura
Para medirmos a temperatura, usamos os termômetros, que são baseados em
diferentes princípios. Os mais comuns têm um líquido termométrico, substância
cuja dilatação é facilmente observável em mudanças de temperatura.

Substância termométrica Mercúrio: −38,9 °C a 356,7 °C


(estado líquido)
Etanol: −114 °C a 78,37 °C

Eugene Shapovalov/Shutterstock
O termômetro tem um bulbo cheio de mercúrio que, ao se expandir com o aumento da
temperatura, passa por um tubo capilar, muito fino, onde essa expansão é calibrada por
uma escala.

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2. Medidas de temperatura
Escalas termométricas

Elliot Westacott/Shutterstock
As equipes de Fórmula 1 monitoram a temperatura dos pneus para o uso na corrida. É
costume mantê-los envolvidos por um “cobertor” térmico, que os deixa preaquecidos.

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2. Medidas de temperatura
Escala Celsius
Criada pelo sueco Anders Celsius em 1742, é a escala termométrica mais popular
do mundo atualmente. Nela, Celsius estabeleceu o valor zero de temperatura
para uma mistura de água e gelo e o valor cem para a ebulição da água, à pressão
de 1 atm.

• temperatura de fusão do gelo  0 C

• temperatura de ebulição da água  100 C

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2. Medidas de temperatura
Escala Fahrenheit
O polonês Daniel Gabriel Fahrenheit, criador dessa escala, também inventou o
termômetro de mercúrio. Para montá-la, ele inicialmente mergulhou o
termômetro em uma mistura de água, gelo e sal e fez uma marca na posição do
mercúrio, associando-a ao valor zero. Depois, usou o termômetro para medir a
temperatura do corpo humano, à qual ele associou o valor cem.

• temperatura de fusão do gelo  32 F

• temperatura de ebulição da água  212 F

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2. Medidas de temperatura
Escala Fahrenheit

Os pontos de fusão e de ebulição da água estão relacionados com a pressão atmosférica


do ambiente. Em locais de elevada altitude, em que a pressão atmosférica é menor, a
temperatura necessária para a água entrar em ebulição também é menor. Ao nível do
mar, a água entra em ebulição a 100 °C. Já no ponto mais alto do planeta, o monte
Everest (quase 9 quilômetros de altitude), a água ferve a apenas 70 °C.

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2. Medidas de temperatura
Escala Kelvin
Criada pelo irlandês William Thomson. A escala Kelvin é chamada de absoluta por
se relacionar diretamente com o estado de agitação das partículas, sem a
necessidade de referências, como o gelo e o vapor de água usados nas demais
escalas.

• temperatura de fusão do gelo  273 K

• temperatura de ebulição da água  373 K

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2. Medidas de temperatura
Conversão entre escalas termométricas

Ponto de
ebulição
da água

Ponto de
congelamento
da água
Clker-Free-Vector-Images/Pixabay

Zero
absoluto

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2. Medidas de temperatura
Conversão entre escalas termométricas

Ponto de 100 C
ebulição
da água

Ponto de 0 C
congelamento
da água
Clker-Free-Vector-Images/Pixabay

Zero 273 C
absoluto
C

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2. Medidas de temperatura
Conversão entre escalas termométricas

Ponto de 100 C 212 F


ebulição
da água

Ponto de 0 C 32 F
congelamento
da água
Clker-Free-Vector-Images/Pixabay

Zero 273 C 459 F


absoluto
C F

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2. Medidas de temperatura
Conversão entre escalas termométricas

Ponto de 100 C 212 F 373 K


ebulição
da água

Ponto de 0 C 32 F 273 K
congelamento
da água
Clker-Free-Vector-Images/Pixabay

Zero 273 C 459 F 0K


absoluto
C F K

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2. Medidas de temperatura
Conversão entre escalas termométricas

Ponto de 100 C 212 F 373 K


ebulição
da água

Ponto de 0 C 32 F 273 K
congelamento
da água
Clker-Free-Vector-Images/Pixabay

Zero 273 C 459 F 0K


absoluto
C F K

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3. Trocas de calor

Calor é a energia térmica em trânsito de um corpo para outro; corpos


mais quentes transferem energia para corpos mais frios, até que ocorra
equilíbrio em suas temperaturas.

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3. Trocas de calor

Calor é a energia térmica em trânsito de um corpo para outro; corpos


mais quentes transferem energia para corpos mais frios, até que ocorra
equilíbrio em suas temperaturas.

Unidades de medida de energia


• joule (J);
• caloria (cal);
• BTU.

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3. Trocas de calor

Calor é a energia térmica em trânsito de um corpo para outro; corpos


mais quentes transferem energia para corpos mais frios, até que ocorra
equilíbrio em suas temperaturas.

Unidades de medida de energia


• joule (J);
1 cal vale exatamente 4,18 J
• caloria (cal);
• BTU. 1 BTU equivale a 1 055 J ou 252 cal

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3. Trocas de calor

Calor é a energia térmica em trânsito de um corpo para outro; corpos


mais quentes transferem energia para corpos mais frios, até que ocorra
equilíbrio em suas temperaturas.

Unidades de medida de energia


• joule (J);
1 cal vale exatamente 4,18 J
• caloria (cal);
• BTU. 1 BTU equivale a 1 055 J ou 252 cal

Uma caloria (1 cal) é a quantidade de calor necessária para variar


em 1 C a temperatura de 1 g de água.

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3. Trocas de calor

Calor específico
Trata-se da facilidade ou dificuldade em variar a temperatura de uma
substância. É a quantidade de calor necessária para que 1 g dessa
substância tenha a temperatura alterada em 1 °C.

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3. Trocas de calor

A quantidade de calor (Q) trocada por um corpo que varia sua


temperatura (ΔT) depende da massa (m) e do calor específico (c) da
substância. A relação entre essas grandezas é representada
matematicamente pela equação:

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3. Trocas de calor

A quantidade de calor (Q) trocada por um corpo que varia sua


temperatura (ΔT) depende da massa (m) e do calor específico (c) da
substância. A relação entre essas grandezas é representada
matematicamente pela equação:

Q  m  c  T

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3. Trocas de calor

A quantidade de calor (Q) trocada por um corpo que varia sua


temperatura (ΔT) depende da massa (m) e do calor específico (c) da
substância. A relação entre essas grandezas é representada
matematicamente pela equação:

Q  m  c  T

CONCEITUANDO
O símbolo delta (Δ), em Matemática, indica “variação”. Para
calcular qualquer variação, deve-se efetuar a subtração: valor final
menos o valor inicial.

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4. Dilatação térmica

Ao tentar abrir um vidro


de palmito ou de
azeitonas, por exemplo,

Jan Mika/Shutterstock
na maior parte das vezes,
não adianta apelar para a
força bruta. Abrir um pote
de conservas pode não ser
tarefa difícil se forem
usados conhecimentos
científicos.

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4. Dilatação térmica

Vietnam stock photos/Shutterstock


Kate Krueger/Shutterstock

À esquerda, trilhos de trem deformados pela


dilatação térmica. Para evitar esse problema, é
comum que se deixem juntas de dilatação (à
direita), que são espaços entre os trilhos para
acomodar a dilatação do material.

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4. Dilatação térmica

Quanto maior a temperatura, maior a agitação das partículas, que


passam a se distanciar mais umas das outras – essa é a origem da
dilatação. Se a temperatura diminui, a distância entre as partículas
também fica menor – ocorre, então, a contração.
O pirômetro era um aparelho usado
para medir a dilatação no
comprimento de barras metálicas e
outros materiais sólidos. Nele, a

Morphart Creation/Shutterstock
barra do material selecionado era
encaixada e fixada em posição
horizontal, de maneira que uma das
extremidades tocava ligeiramente um
sistema de agulha. Ao aquecer a
barra, a agulha se movimentava,
marcando, em uma escala angular,
quanto o comprimento da barra tinha
aumentado.

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4. Dilatação térmica
Natursports/Shutterstock

Junta de dilatação em uma ponte, necessária


para se evitarem danos provocados pela
dilatação térmica.

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4. Dilatação térmica
Embora a dilatação seja regra geral,
Natursports/Shutterstock

nem todas as substâncias apresentam


o mesmo comportamento. A água, por
exemplo, apresenta uma
característica peculiar: quando
aquecida a partir de 0 °C, ela
inicialmente se contrai, chegando ao
máximo valor de densidade a 4 °C;
depois desse valor, ela passa a se
comportar como os demais líquidos,
ou seja, sofre dilatação conforme
aumenta a temperatura.

Junta de dilatação em uma ponte, necessária


para se evitarem danos provocados pela
dilatação térmica.

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