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2 – CALDEIRAS

CONSIDERAÇÕES Segundo
NR 13
GERAIS

Instrutor: Diogo Barradas Braz


diogo@essenciadaterra.eng.br
HISTÓRIA DO VAPOR

AS PRIMEIRAS MÁQUINAS
TÉRMICAS
Heron de Alexandria, Egito,
em 150 a.C. construiu um
dispositivo esférico, que
girava movido pela pressão
de escape do vapor –
princípio de ação e reação.
Denominou o seu invento de
Eulópila.
MÁQUINA A VAPOR
Em 1712, Thomas Newcomen,
(1663-1729) um pastor batista
com pretensões científicas, teve a
idéia de separar o cilindro da
caldeira.
Esta máquina gigante, na qual o
êmbolo subia pela pressão do
vapor e descia pela pressão
atmosférica, completava seis
vezes o curso em um minuto e
queimando cerca de 35 dcm³ de
carvão para elevar 2,5 toneladas
de água. (5 HP).
A máquina a vapor que criou tinha
duas torneiras, uma para admitir o
vapor quente da caldeira e outra
para admitir a água fria que
condensava o vapor.
BOMBA DE VAPOR
HISTÓRIA DO VAPOR

As máquinas de Newcomen trabalharam satisfatoriamente por


mais de 75 anos, salvando realmente as minas da Inglaterra.
As minas, porém, foram escavadas mais e mais profundamente
na terra, até serem atingidas profundidades de mais de 30
metros. Foi então que faltou potência nas máquinas de
Newcomen.
Nas minas profundas, debaixo de camadas de água, jaziam
riquezas que não podiam ser alcançadas, aguardando a
invenção de um outro dispositivo capaz de bombear a água.
Esta invenção aconteceu através de um professor e construtor
de instrumentos da Universidade de Glasgow, chamado de
James Watt.
HISTÓRIA DO VAPOR
HISTÓRIA DO VAPOR
HISTÓRIA DO VAPOR

 1698 - Newcomen inventa uma máquina para drenar


a água acumulada nas minas de carvão. Patenteada
em 1705, foi a primeira máquina movida a vapor.
 1765 - Watt aperfeiçoa o modelo de Newcomen. Seu
invento deflagra a revolução industrial e serve de
base para a mecanização de toda a indústria.
 1785 - Boulton começa a construir as máquinas
projetadas por Watt
 George Stephenson projetou a sua primeira
locomotiva em 1814. Stephenson revoluciona os
transportes com a invenção da locomotiva a vapor.
HISTÓRIA DO VAPOR
HISTÓRIA DO VAPOR
HISTÓRIA DO VAPOR
HISTÓRIA DO VAPOR
HISTÓRIA DO VAPOR
DEFINIÇÃO - CALDEIRA

Caldeiras a vapor são equipamentos


destinados a produzir e acumular
vapor sob pressão superior à
atmosférica, utilizando qualquer fonte
de energia, projetados conforme
códigos pertinentes, excetuando-se
refervedores e similares.
QUANTO AO FLUIDO QUE PASSA PELOS
TUBOS:

- flamotubulares, onde os
gases de combustão circulam
por dentro de tubos,
vaporizando a água
que fica por fora dos mesmos

- aquatubulares, onde os gases


circulam por fora dos tubos, e
a vaporização da água se dá
dentro dos mesmos.
CALDEIRA
CLASSIFICAÇÃO - CATEGORIA

a) caldeiras da categoria A são aquelas cuja pressão de


operação é igual ou superior a 1960 kPa (19,98 kgf/cm2),
com volume superior a 50 L (cinquenta litros);
b) caldeiras da categoria B são aquelas cuja a pressão de
operação seja superior a 60 kPa (0,61 kgf/cm2) e inferior a
1960 kPa (19,98 kgf/cm2), volume interno superior a 50 L
(cinquenta litros) e o produto entre a pressão de operação em
kPa e o volume interno em m³ seja superior a 6 (seis).
CALDEIRA FLAMOTUBULAR

Caldeiras Flamotubulares ( ou tubos de fogo). São


aquelas em que os gases quentes da combustão
passam por dentro dos tubos, tubos estes circundados
pela água.
São feitas para operar em pressões limitadas, uma
vez que o vaso submetido a pressão é relativamente
grande, o que inviabiliza o emprego de chapas de
maiores espessuras.
Existem caldeiras flamotubulares verticais, porém,
atualmente as caldeiras horizontais são mais comuns,
podendo ser constituídas de fornalhas lisas ou
corrugadas; 1, 2, 3 passes; traseira seca ou molhada.
CALDEIRAS
FLAMOTUBULARES

Constituem-se da grande maioria das


caldeiras, utilizada para pequenas
capacidades de produção de vapor (da
ordem de até 10 ton/h) e baixas
pressões (até 10 bar), chegando
algumas vezes a 15 ou 20 bar.
As caldeiras flamotubulares horizontais
constituem-se de um vaso de pressão
cilíndrico horizontal, com dois tampos
planos (os espelhos) onde estão
afixados os tubos e a fornalha.
Caldeiras modernas tem diversos
passes de gases, sendo mais comum
uma fornalha e dois passes de gases.
A saída da fornalha é chamada câmara
de reversão e pode ser revestida
completamente de refratários ou
constituída de paredes metálicas
molhadas.
CALDEIRA FLAMOTUBULAR

Em geral, as caldeiras flamotubulares até 20 Ton/h


de geração de vapor têm menor custo e são de
operação mais econômica do que as aquotubulares.
Sua manutenção é mais simples, limitando-se
basicamente a troca de tubos, como num trocador
de calor, podendo ser instalada em lugares com pé
direito baixo, já que sua altura máxima é
determinada pelo diâmetro do vaso.
CALDEIRA FLAMOTUBULAR

Vantagens da caldeira flamotubular:


•Baixo custo de construção
•Compacta e simples
•Fácil operação
•Fácil manutenção
•Desvantagens da caldeira flamotubular:
•Inicio de operação retardada
•Limitada em pressão e capacidades
•Baixa eficiência.
CALDEIRA FLAMOTUBULAR

Apresenta a limitação técnica de não gerar vapor


superaquecido e ter capacidade limitada. Assim
sendo, o seu uso é recomendado para os casos de
necessidade de vapor para aquecimento, tornando
restrito o seu emprego na indústria que necessite de
vapor superaquecido.
CALDEIRAS AQUATUBULARES

Caldeiras aquatubulares. São aquelas em que os


gases quentes envolvem os tubos que possuem água
em seus interiores.
Esse tipo de caldeira é de utilização mais ampla, uma
vez que possui vasos pressurizados ( tubulões ) de
menores dimensões relativas, o que viabiliza,
econômica e tecnicamente, o emprego de maiores
espessuras e, portanto, a operação em pressões mais
elevadas. Outra característica importante desse tipo
de caldeira é a possibilidade de adaptação de
acessórios, como o superaquecedor, que permite o
fornecimento de vapor superaquecido, necessário ao
funcionamento de turbinas e de processos que
demandam temperaturas constantes.
CALDEIRAS AQUATUBULARES

Elas têm como característica: a produção de vapor,


pelo aquecimento de água que circula no interior dos
tubos. Permitem a produção de grandes quantidades
de vapor, em alta pressão e temperatura. A diferencia
das Flamotubulares, elas trabalham em todas as
faixas de pressões
MUITO BAIXA PRESSÃO Até - 100 psi ou - 7 Kgf/cm²
BAIXA PRESSÃO 100 psi - 200 psi ou 7 - 14 Kgf/cm²
MÉDIA PRESSÃO 200 psi - 700 psi ou 14 - 49 Kgf/cm²
ALTA PRESSÃO 700 psi - 1500 psi ou 49 - 105 Kgf/cm²
MUITO ALTA PRESSÃO 1500 psi - 3.209 psi ou 105 - 225,6 Kgf/cm²
SUPERCRÍTICA Acima de 3.309 psi ou acima de 225,6 Kgf/cm²
AQUATUBULARES

As caldeiras aquatubulares tem a produção de vapor dentro de tubos


que interligam 2 ou mais reservatórios cilíndricos horizontais,
conforme figura:
- o tubulão superior, onde se dá a separação da fase líquida e do
vapor, e
- o tubulão inferior, onde é feita a decantação e purga dos sólidos
em suspensão.
Os tubos podem ser retos ou curvados. As primeiras caldeiras
aquatubulares utilizavam tubos retos, solução hoje completamente
abandonada, apesar de algumas vantagens, como a facilidade de
limpeza interna dos tubos.
A caldeira de tubos curvados, interligando os balões, proporcionam
arranjo e projeto de câmaras de combustão completamente fechada
por paredes de água, com capacidades praticamente ilimitadas.
Dada a maior complexidade construtiva em relação às caldeiras
flamotubulares, as aquatubulares são preferidas somente para
maiores capacidades de produção de vapor e pressão, exatamente
onde o custo de fabricação do outro tipo começa a aumentar
desproporcionadamente.
AQUATUBULARES
CALDEIRAS AQUATUBULARES

Vantagens da caldeira aquotubular


-Grande capacidade e alta pressão.
-Fornalha espaçosa, resultando em boa combustão.
-Possibilidade de utilização de diversos tipos de
combustíveis.
-Grande área de troca de calor e alta eficiência.
-Início de operação eficiente e rápido.
CALDEIRAS AQUATUBULARES

Desvantagens da caldeira aquotubular


-Elevado custo de construção.
-Grande sensibilidade com relação à variação de
carga, tornando necessário um sistema de controle da
unidade mais complexo.
-Construção mais complexa.
-A quantidade de tubos torna mais difícil a realização
de limpeza.
-Exigência de rigorosos cuidados no tratamento da
água utilizada.
CALDEIRAS AQUATUBULARES
CALDEIRAS AQUATUBULARES
CALDEIRAS AQUATUBULARES
CALDEIRAS AQUATUBULARES
CALDEIRAS AQUATUBULARES

Caldeiras aquatubulares. São aquelas em que os


gases quentes envolvem os tubos que possuem água
em seus interiores.
Esse tipo de caldeira é de utilização mais ampla, uma
vez que possui vasos pressurizados ( tubulões ) de
menores dimensões relativas, o que viabiliza,
econômica e tecnicamente, o emprego de maiores
espessuras e, portanto, a operação em pressões mais
elevadas. Outra característica importante desse tipo
de caldeira é a possibilidade de adaptação de
acessórios, como o superaquecedor, que permite o
fornecimento de vapor superaquecido, necessário ao
funcionamento de turbinas e de processos que
demandam temperaturas constantes.
CALDEIRA AQUATUBULAR
- TRANSFERÊNCIA DE CALOR

Em relação ao modo de transferência de calor no interior de caldeira


existem normalmente duas seções:
- a secção de radiação, onde a troca de calor se dá por radiação direta
da chama aos tubos de água, os quais geralmente delimitam a
câmara de combustão.
- a secção de convecção, onde a troca de calor se dá por convecção
forçada, dos gases quentes que saíram da câmara de combustão
atravessando um banco de tubos de água.
Não há limite físico para capacidades.
Encontram-se hoje caldeiras que produzem 2250 t/h de vapor com
pressões até 3450 atm.
Para aplicação industrial, as capacidades variam da ordem de 15 a
150 t/h, com pressões até 90-100 bar.
As figuras a seguir mostram caldeiras aquatubular de alta produção
de vapor.
CALDEIRA AQUATUBULAR
CIRCULAÇÃO DE ÁGUA

A água pode circular por convecção


natural pelos tubos, devido a diferença de
densidade entre o líquido e vapor
formado pelo aquecimento conforme
esquematizado na figura ao lado. A figura
12 mostra um gráfico que nos fornece a
relação entre os pesos específicos do
líquido e vapor saturado em função da
pressão de saturação. A força motriz da
circulação de água é exatamente a
diferença de peso específico.
Caldeiras de pressão próxima ao ponto
crítico (218 atm), ou maior, necessitam
de circulação assistida , devido a pouca
diferença entre as densidades de líquido
e vapor.
Figura 12 - Relação entre os pesos
específicos da água líquida e vapor saturado,
em função da pressão de saturação
COMPONENTES PRINCIPAIS
a) cinzeiro: em caldeiras de combustíveis
sólidos, é o local onde se depositam as cinzas ou
pequenos pedaços de combustível não queimado.
b) fornalha com grelha (combustível sólido)ou
queimadores de óleo ou gás.
c) seção de irradiação : são as paredes da câmara
de combustão revestidas internamente por tubos
de água.
d) seção de convecção: feixe de tubos de água,
recebendo calor por convecção forçada; pode ter
um ou mais passagens de gases.
e) superaquecedor: trocador de calor que
aquecendo o vapor saturado transforma-o em
vapor superaquecido.
f) economizador: trocador de calor que através
do calor sensível dos gases de combustão saindo
da caldeira aquecem a água de alimentação.
g) pré-aquecedor de ar: trocador de calor que
aquece o ar de combustão também trocando
calor com os gases de exaustão da caldeira.
h) exaustor: faz a exaustão dos gases de
combustão, fornecendo energia para vencer as
perdas de carga devido a circulação dos gases.
i) chaminé: lança os gases de combustão ao
meio ambiente, geralmente a uma altura
suficiente para dispersão dos mesmos.
COMPONENTES PRINCIPAIS

j) So p r ad o r d e f ul i g em s er v em p a r a
re m o v er f u l i g e m o u d ep ó s it o s d e ci n z a s
da s s up e r f í ci es de a q u eci m e nt o e
f u n c i o n a m , em g e r al co m v a po r s eco . E s se
s ai d o tu b o e m a lt a ve l oci d a d e, p od e nd o
at i n g i r tu b o s d i s ta n t es a 2 ou 3 m e t ro s . A
re m o ç ã o do m a te ri a l p a rt i cul a d o d a
s up e rf í c i e d e a q u eci m en t o p o d e m el h or a r
o r en d i m en t o d a ca l de i r a d e 2 % a 1 0 % .

k) V á l v u l a s d e s eg ur a n ça é a p l i ca da e m
s er v i ç o s c o m f l uí d o s com p r es s ív e is co m o
g a s es e v a p or e s, a l i vi a n d o o ex ces s o de
pr e ss ã o d ef or m a r á pi d a e i n s ta n t â ne a
( açã o p o p ) . T a m b é m s ã o con h e ci d a s com o
PSV ( p r es s u r e s a f e ty v a lv e) . N o ca s o
es p ec í f ic o d o cód i g o A S M E Se çã o I ,
ca ld e ir a s c o m s u p er f í cie d e a q u eci m en t o
s up e ri o r a 4 7m 2 d ev em p o s su i r d u as
vá l v u l a s d e s eg u r an ça . Nes t e ca s o , é
pe r m it i d o u m a cr és ci m o d e p r es s ã o
du r a n te a de s ca rg a , c om a s du a s v ál v u l as
ab e rt a s d e n o m á x i m o 6 % da PM T A .
FORNALHA PAREDES D ÁGUA

As paredes de água da câmara de


combustão podem ser totalmente
integrais, ou seja, cada tubo
tangente ao próximo formando uma
parede impermeável aos gases, ou
ainda podem ser construídas com
tubos interligados por aletas de
chapa soldadas. Há ainda paredes
de água com tubos espaçados e
parede refratária. O calor que não
atinge diretamente os tubos é
reirradiado pelo revestimento
refratário.
SUPERAQUECEDORES

Feixes tubulares
determinados a elevar a
temperatura do
vapor proveniente do tambor
da caldeira e são localizados
de modo a melhor aproveitar
o calor disponível nos gases
de combustão (temperaturas
mais altas => mais próximas
da câmara de combustão).
Super aquecedores:
convectivos ou radiativos.

Radiação proveniente do
calor emitido pela fornalha
CALDEIRA - EQUIPAMENTO

 Tubulão de água (inferior)


COMPONENTES

 É o elemento de ligação dos tubos


para possibilitar a circulação de água
na caldeira, tem por função de
acumular lama formada pela reação
dos produtos químicos com a água
da caldeira.
CALDEIRA - EQUIPAMENTO

 Tubulão de água (inferior)

 Tubulão de água
externo
 Tubulão de água (inferior)

 Tubulão de vapor
interno
 Tubulão de vapor

É um corpo cilíndrico contendo em seu interior


água e vapor formado pela troca térmica entre os
gases da combustão e a água em circulação na
caldeira.
Estes tubos contem conexões para visores de nível,
válvulas, de segurança, vents, instrumentos de
indicação e controle, além de tubos de ligação com
superaquecedor de vapor.

A principal função:

É a separação da água do
vapor.
 Tubulão de vapor

 Tubulão de vapor
externo
TUBULÃO DE ÁGUA INTERNO
TUBOS DE PURGA CONTÍNUA

Localiza-se abaixo do nível de


água aproximadamente, com
furos em toda a extensão.

É deste tubo que se faz coleta de água


para análise de sólidos, fosfatos,
dispersantes, pH, sulfito, alcalinidade,
sílica,a qual é feito o controle químico da
água da caldeira.
SEPARADORES DE VAPOR

Consiste em chicanas e
filtros que destinam-se a
reter água do vapor, de
maneira que esse entre
“seco” no super aquecedor.
TUBOS DE CIRCULAÇÃO

São tubos traseiros do feixe


tubular que conduzem a água do
Tubulão de vapor para o Tubulão
de água, chamadas de tubos
descendentes.
TUBOS GERADORES

São tubos dianteiros do feixe tubular ascendentes e


descendentes, que conduzem a mistura água e vapor
saturado para o tubulão de vapor.

Estes tubos são que recebem maior quantidade de


calor da fornalha e a caldeira propriamente dita.
TUBOS DA FORNALHA (PAREDE DE
ÁGUA)

parede frontal,
Esses tubos estão traseira e
divididos em:
lateral.

O resfriamento da fornalha é feito através do fluxo de água que


circula pelos tubos que formam as paredes, onde são eliminados
pela coleta inferior e descarregam o vapor gerado no coletor superior
que está interligado com o balão de vapor.
TUBOS DA FORNALHA (PAREDE DE
ÁGUA)

Os tubos da fornalha podem ser Aletados ou membranados


classificados em:
Tangentes

Espaçados
TUBOS DA FORNALHA (PAREDE DE
ÁGUA)
CONJUNTO DE ALIMENTAÇÃO DO
BAGAÇO
Podem ser do tipo:

gavetas

comportas transversais

seguidas de alimentadores
comportas longitudinais,
com rotor simples,

duplo rotor

passagem livre

pneumático
CONJUNTO DE ALIMENTAÇÃO DO
BAGAÇO
CONJUNTO DE ALIMENTAÇÃO DO
BAGAÇO

Rotor Duplo
INJETOR PNEUMÁTICO
GRELHA MECÂNICA BASCULANTE

São peças de ferro fundido, montadas sobre eixos, os


quais estão conectados ao mecanismo de acionamento
por meio de barras de aço.

Os elementos da grelha possuem furos suficientes


dimensionados para a passagem de ar, que mistura com
o bagaço, e torna a queima sobre o grelhado sob em
forma de colchão.
GRELHA MECÂNICA BASCULANTE
VENTILADOR DE AR FORÇADO (F.D.F.)

Sua finalidade é de
aspirar o ar ambiente e
insuflá-lo para dentro da
fornalha, onde a
combustão se realiza.
VENTILADOR DE TIRAGEM INDUZIDA
(I.D.F.)

Sua função é retirar da caldeira todo o gás formado pela


combustão.
EXAUSTORES

O exaustor tem por finalidade


retirar os gases formados pela
combustão, possui entrada de gás
com Dampers (registros)
comandados por atuadores
pneumáticos.
PRÉ-AQUECEDORES DE AR

Destina-se a fazer o aquecimento do ar de


combustão, através da troca térmica entre
o gás passando por dentro dos tubos e o
ar por fora.

Localiza-se na saída de gases da caldeira


logo após o feixe tubular.
INDICADORES DE NÍVEL

Sua finalidade permitir ao operador verificar o nível de


água no tubulão de vapor, fator este indispensável na
SEGURANÇA de operação da caldeira.
INDICADORES DE NÍVEL
CHAMINÉ

Tem por objetivo conduzir para


atmosfera os gases formados na
combustão. Quando a tiragem não é
efetuada por exaustores, sendo
portanto do tipo natural, são as
chaminés que mantém a depressão na
fornalha, portanto nesta condição eles
são de grande diâmetro e altura
elevada.
Chaminés

São dutos verticais destinados a garantir a circulação dos


gases de combustão das caldeiras para a atmosfera
Tiragem
Tiragem natural: A chaminé é a responsável de produzir a
aspiração necessária para que os gases possam vencer as
resistências que encontram em seu caminho circulando com
uma velocidade aceitável de maneira que saiam da chaminé
com suficiente energia para atingir regiões elevadas da
atmosfera

Tiragem artificial: A varredura dos gases se realiza mediante


meios mecânicos

•Tiragem •Tiragem
forçada induzida 5
1
CECAP - Centro de Capacitação Profissional
Chaminés

As chaminés podem ser construídas


em tijolos, concreto armado ou aço
Quando construídas em concreto, é
necessária a utilização de um
revestimento de tijolos ou concreto
refratário
As chaminés de aço, devem possuir
um revestimento com refratário
antiácido, de forma que seja evitada
a corrosão por condensação de gases
ácidos
Outros tipos de chaminés construídas
de aço usam revestimento refratário
para resfriar a chaparia e permitir a
utilização a utilização de espessuras
de chapas menores

5
2
Válvula de Segurança

É um dispositivo que deve atender de


forma confiável e precisa como;

Abrir a uma pressão pré-determinada


Descarregar o volume previsto no
dimensionamento e na sobre pressão
permitida.
Fechar dentro do diferencial de alivio
permitido, com a vedação inicial.
Válvula de Controle

Seu funcionamento é
automático e comandado
por instrumentos.
FUNCIONAMENTO
CALDEIRAS ELÉTRICAS

Basicamente a caldeira elétrica é constituída de um vaso de


pressão não sujeito a chama, um sistema de aquecimento
elétrico e de um sistema de água de alimentação. O
rendimento deste tipo de caldeira é bastante elevado já que
por efeito joule a troca de calor ocorre no interior da massa
líquida sem perda do calor gerado.
O HIDROGÊNIO E AS CALDEIRAS
ELÉTRICAS
A preocupação crescente dos usuários de caldeiras elétricas com a
ocorrência de hidrogênio nas mesmas prende-se ao fato deste gás
ser altamente inflamável.
De acordo com as condições e as proporções da mistura de
hidrogênio com oxigênio, podem ocorrer explosões ou detonações,
com diferentes velocidades de onda de pressão. O hidrogênio surge
nas caldeiras elétricas a eletrodos por efeito da eletrólise da água,
que quebra a molécula de água produzindo hidrogênio e oxigênio.
Para eliminar esse risco, basta instalar nos pontos altos da caldeira
eliminadores termostáticos de gases, semelhantes aos purgadores
termostáticos. Dessa forma, fica eliminada a possibilidade de
explosão.
Embora a quantidade de gases gerada seja muito pequena e o vapor
iniba qualquer explosão, há de se considerar que, quando a caldeira
for desligada e o vapor deixa de ser renovado no sistema, este
mesmo vapor se condensará e desaparecerá o seu efeito inibidor da
combustão.
Tipos de combustivel
CALDEIRAS DE COMBUSTÍVEIS SÓLIDOS

Inúmeros são os combustíveis sólidos que podem ser aplicados


para queima em caldeiras. Eles tanto podem ser combustíveis
naturais como derivados, como apresentados a seguir:
Combustíveis Sólidos Naturais
Madeira
Turfa
Carvão mineral
Bagaço de cana, etc.

Combustíveis sólidos Derivados


Carvão vegetal
Coque de carvão
Coque de petróleo, etc.
CALDEIRAS DE COMBUSTÍVEIS SÓLIDOS

O processo de colocar toras de lenha rachada diretamente na


fornalha, usado em caldeiras flamotubulares de pequeno porte, na
faixa de produção de vapor de 1 tonelada de vapor /h e pressão não
superior a 7kgf/cm², é encontrável geralmente em indústrias no
interior do país.
O processo de grelha fixa é indicado para a queima de resíduos
industriais, combustíveis moídos, ou triturados, casca de amendoim,
bagaço de cana, casca de arroz etc.. Neste processo, os combustíveis
são projetados por um dispositivo mecânico no interior da câmara de
combustão (ou fornalha), onde queimam parcialmente em suspensão
e os demais saem em meio às cinzas. Periodicamente, as cinzas são
removidas pelo basculamento das grelhas. O ar de combustão é
insuflado sob pressão por baixo da grelha, servindo também como ar
de resfriamento das grelhas. Normalmente, este processo é usado
em caldeiras aquotubulares de grande porte.
CALDEIRAS DE COMBUSTÍVEIS SÓLIDOS

Quando são utilizadas grelhas rotativas, o processo de


alimentação é totalmente mecanizado; o ar de combustão entra
pela parte inferior da grelha e a descarga das cinzas é também
mecanizada. Há grelhas de 4 até 8 metros de comprimento,
mas a aplicação de grelhas rotativas está limitada a caldeiras
até 75 ton.de vapor /h (em alguns casos até 100ton/h).
Normalmente, as caldeiras com grelhas rotativas usam cavaco
de madeira ou carvão como combustível.
CALDEIRAS DE COMBUSTÍVEIS SÓLIDOS

As fornalhas que utilizam o processo de leito fluidizado tem se


apresentado uma alternativa viável, com a vantagem adicional
de operarem com eficiência, apesar de queimarem
combustíveis menos nobres. O princípio de funcionamento é
simples: o combustível permanece em suspensão sobre um
leito, submetido a ação de uma corrente ascendente de ar, de
modo que a combustão se complete.
Nessas fornalhas, o combustível utilizado apresenta uma
granulometria menor do que a habitual e a movimentação
contínua do leito garante taxas de transferência de calor muito
acima dos valores encontrados em outras fornalhas
CALDEIRAS A COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS

Principais combustíveis líquidos queimados em


caldeiras: Óleo BPF Baixo ponto de fluidez, Óleo APF
Alto ponto de fluidez, Óleo diesel e resíduo de vácuo.
No Brasil, o óleo diesel é subsidiado pelo Governo,
mesmo assim não se constitui na opção mais
econômica para a indústria. O uso de óleo
combustível envolve o emprego de queimadores
projetados especificamente para este fim, que são
distribuídos pela fornalha atendendo a princípios
técnicos consagrados pela teoria e pela prática.
CALDEIRAS A COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS

Para perfeita queima, o óleo deve ser nebulizado e misturado


com o ar, de forma a assegurar uma chama estável e
suficientemente distante das paredes da fornalha, sendo que
nas caldeiras flamotubulares o comprimento da chama não
deve ultrapassar ¼ do comprimento da fornalha. Nos casos
em que a chama se torna muito comprida, existe a
possibilidade de se afetar o refratário do trapézio e os tubos
da segunda passagem de gases.
O espaço reservado para combustão é bastante variável. As
caldeiras flamotubulares, por exemplo, são normalmente
equipadas com pequenas câmaras de combustão, enquanto
as caldeiras aquotubulares normalmente são equipadas com
câmaras de combustão maiores.
ALGUMAS PROPRIEDADES
IMPORTANTES DOS COMBUSTÍVEIS
LÍQUIDOS
Viscosidade
Se tentarmos bombear água e glicerina por tubos exatamente
iguais, notaremos que é muito mais difícil bombear a glicerina do
que a água. Assim, a viscosidade pode se r entendida como uma
medida de resistência do fluido ao escoamento  na verdade, é
uma medida de resistência ao cisalhamento, mas não vamos nos
aprofundar nos aspectos mais elaborados da questão. É, como se
pode notar, uma característica muito importante dos óleos
combustíveis. É ela que fornece informações sobre a facilidade de
movimentar e transferir fluidos, combustíveis incluídos, nas
instalações industriais. Também será em função da viscosidade
que se determinará o grau de pré-aquecimento a que um óleo
combustível deve ser submetido para obtermos uma temperatura
correta de atomização, a fim de termos uma combustão eficiente.
ALGUMAS PROPRIEDADES
IMPORTANTES DOS COMBUSTÍVEIS
LÍQUIDOS
As viscosidades requeridas para uma boa queima (combustão) são
obtidas na faixa de temperatura entre 100 e 130ºC. A temperatura
de bombeamento depende do óleo utilizado, podendo variar entre 40
e 60ºC. O óleo pode ser aquecido com vapor, resistências elétricas ou
fluido térmico. O líquido deve ser nebulizado de maneira a se
transformar no maior número de gotículas, tão minúsculas quanto
seja possível, garantindo consequentemente uma maior área de
contato com o ar de combustão. O tamanho das gotas geralmente
variam de 10μm a 200μm. Bons queimadores garantem um mínimo
de 85% de gotículas com diâmetro de 50μm.
A determinação da viscosidade de um fluido é feita utilizando-se
aparelhos chamados viscosímetros e os mais usados são os
"Saybolt". Todos esses aparelhos são baseados no tempo de
escoamento de um dado volume de fluido através de um orifício de
dimensões pré-determinadas, a uma temperatura específica.
CALDEIRAS A COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS

Óleo Combustível
O óleo combustível é obtido a partir da
mistura de um derivado de petróleo
pesado, resíduo de vácuo ou resíduo
asfáltico, com derivados mais leves,
adicionados com a finalidade de
especificar a viscosidade.
Óleo Ponto de Teor de Viscosidade Teor de

Combustível Fulgor Enxofre Sedimentos

Tipos ºC % Peso (máx.) SSF a 50 ºC % Peso

1A 66 5,0 600 2,0


2A 66 5,5 900 2,0
3A 66 5,5 2.400 2,0
4A 66 5,5 10.000 2,0
5A 66 5,5 30.000 2,0
6A 66 5,5 80.000 2,0
7A 66 5,5 300.000 2,0
8A 66 5,5 1.000.000 2,0
9A 66 5,5 Sem Limite 2,0
1B 66 1,0 600 2,0
2B 66 1,0 900 2,0
3B 66 1,0 2.400 2,0
4B 66 1,0 10.000 2,0
5B 66 1,0 30.000 2,0
6B 66 1,0 80.000 2,0
7B 66 1,0 300.000 2,0
8B 66 1,0 1.000.000 2,0
9B 66 1,0 Sem Limite 5,0
C 66 - 2,1 a 26,0 em volume

cST a 37,8 ºC
CALDEIRAS A COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS

Resíduo de Vácuo
A PETROBRÁS consome nos fornos e caldeiras da maioria de
suas refinarias resíduo de vácuo puro. Ou seja, o produto de
fundo da torre de destilação a vácuo é encaminhado
diretamente para consumo sem nenhum tipo de diluição.
Quando consumido diretamente, sem passar por tancagem, o
produto não necessita de aquecimento adicional, já que a
temperatura de retirada do produto da torre, 380 ºC, é maior do
que a temperatura necessária para queima, 240 a 270 ºC.
Assim, o controle de temperatura é feito através da mistura do
resíduo de vácuo retirado da bateria de preaquecimento de
carga de um ponto, com temperatura mais elevada que o
desejado, com resíduo de outro ponto, com temperatura inferior
à desejada. Este combustível, também, é fornecido para
grandes consumidores, para utilização em fornos e caldeiras,
sendo enquadrado para efeito de faturamento como óleo 8A.
CALDEIRAS A COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS

Óleo Diesel
As caldeiras são construídas de acordo com o tipo de
combustível que irá utilizar. As caldeiras que utilizam
combustíveis líquidos possuem características bem definidas
para isto. Como sabemos toda queima só ocorre após uma
mistura adequada entre as moléculas do combustível com as
moléculas do comburente e numa determinada temperatura.
CALDEIRAS A GÁS

Gás Natural
As caldeiras projetadas para
a queima de gás são em
geral muito mais simples que
as utilizadas para os demais
combustíveis. Isto se explica
pelo fato do gás não requerer
nenhum aquecimento prévio
para ser queimado nas
fornalhas, não necessitar de
grandes reservatórios para
sua estocagem, e por ser um
combustível de alto
rendimento contendo poucas
impurezas.
CALDEIRAS A GÁS

Considerações sobre o gás natural


O gás natural é mais leve do que o ar. Portanto,
as instalações onde ele seja utilizado devem ser
bem ventiladas e mantidos desobstruídos os
dutos e janelas de ventilação dos recintos. Além
disso, as partes mais altas dos compartimentos,
onde há maior tendência de acúmulo do gás, não
devem abrigar equipamentos elétricos sujeitos a
faísca ou centelhamento, superfícies
superaquecidas e outros tipos de fontes de
ignição.
CALDEIRAS A GÁS

O gás natural é incolor, mas detectável pelo sentido do olfato,


devido ao seu odor característico.
Contudo, mesmo não se sentindo o seu cheiro, em ambientes
onde ele esteja sendo utilizado devem ser evitados trabalhos a
quente, soldagem, esmerilhamento, corte com maçarico etc.,
principalmente dentro da casa de caldeira à combustível gasoso
deve-se respeitar um raio mínimo de 5 (cinco) metros para se
executar algum trabalho a quente. Basicamente, o gás natural é
composto de metano. Por isso, apresenta o risco moderado de
intoxicação por via respiratória e elevado risco de incêndio e
explosão. Sendo assim, alguém somente poderá aproximar-se de
áreas onde estejam ocorrendo vazamentos se o fizer usando
proteção respiratória adequada, com suprimento de ar
compatível com o tempo esperado de intervenção, e controlando-
se permanentemente o nível de explosividade no ambiente.