Você está na página 1de 12

Controlo interno

Controlo interno é um conjunto de procedimentos, métodos e rotinas,


com finalidade de garantir a produção de dados contabilísticos fiáveis, a
proteccao dos activos e ajuda a administração na condução do seu
negocio de modo que possa alcançar os objectivos previamente definidos.

Controlo interno tem como objectivo garantir a proteccao dos activos,


produção de dados contabilísticos e ajudar a administração na condução
do seu negocio.
Tipos de controlo interno

No conceito anterior pode se notar que CI engloba duas áreas principais


de uma empresa (administração e Contabilidade).

Deste modo o controlo interno esta repartido em dois tipo:

Controlo Interno Contabilistico: consiste em garantir a proteccao dos


activos e produção de dados contabilísticos.

Controlo Interno Administrativo: consiste no suporte que o mesmo da


a administração na condução do seu negocio.
Princípios fundamentais do controlo
interno contabilístico

Responsabilidade: Deve ser bem definida a responsabilidade a cada funcionario, para em casos
de haver uma irregularidade ser responsabilizado.

Rotinas internas: O normal é que as empresas tenham um manual onde constam as normas e
procedimentos da empresa que sejam seguidas por todo trabalhador.

Acesso aos activos: Deve se definir com clareza quem tem o acesso ao activo (x) e quem tem
acesso ao activo (y).

Segregacao de funções: Não pode acontecer que o fiel do armazém tenha direito dos recibos,
ou seja o fiel do armazém não pode ser o mesmo a fazer os registos contabilísticos. Consiste na
incompatibilidade de funções.
Cont.

O risco de que um contabilista não tenha a função de um armazenista (fiel do armazém),


pode ocorrer deste modo uma fraude permanente.

Confronto dos activos com os registos: Com muita frequência é sempre necessário ver
se o que esta registado é o que existe.

Arrumação do sistema do controlo interno: Na altura da implantação do sistema do


controlo interno deve ser implantado com exacta eficiência e eficácia da empresa.

Auditoria Interna: É sempre recomendável que todas as empresas tenham uma auditoria
interna. Pois esta verifica se a implantação do sistema do CI esta sendo eficiente e eficais.
Cont.

Caso a empresa tenha um departamento de auditoria interna, o auditor deve, em primeiro


lugar, determinar a sua eficiência e a eficácia através de:

 Apurar qual o papel que o auditor interno tem na empresa;

 Clarificar o âmbito do seu trabalho e ate que ponto as suas recomendações são acatadas
pelo órgão de gestão;

 Avaliar a formação e a compentencia dos auditores internose se pertencem a algum


organismoprofissional relevante;

 Verificar as politicas estabelecidas para a contratação e formação dos audtores internos.


Limitacoes do controlo interno

Relação custo beneficio: O custo de implementação de um sistema de controlo


interno não deve superar os benefícios que podem aportar a uma organização. Muitas
vezes não é possível ao órgão de gestão precisar quais são esses custos e quais são
esses benefícios, pelo que deve ser efectuada uma estimativa quantitativas e
qualitativas sobre essa relação.

Possibilidades dos controlos serem ultrapassados pelo órgão de gestão:


devido a posição que ocupas nas organizações ou empresas o órgão de gestão tem a
faculdade de ultrapassar os controlos por si estabelecidos, com intuito de obter ganhos
pessoais ou da entidade sobre avaliar os resultados.
Cont.

Erros do julgamento: Em resultado de informações inadequadas, limitações temporais,


pressões, etc, o órgão de gestão e os trabalhadores podem efectuar erros de julgamento em
processos de tomadas de decisão ou na realização de tarefas rotineiras.

Conluio: indivíduos agindo em conjunto podem ultrapassar a segragacao de funções para


efectuarem e ocultarem irregularidades.

Não realização dos controlos: Em resultado de não compreensão das instruções, fadigas,
distrações, descuido ou ignorância, os controlos implementados pela entidade, podem não ser
efectuados.

Entre outras limitações podemos citar as seguintes: Fraca formação, negligencia e mais.
Auditoria e o Controlo Interno

 A existência do controlo interno dentro de uma empresa ajuda bastante


para com os testes de auditoria a ser feita. Entre a classificação do
controlo interno e os testes de auditoria a serem feitos dentro de uma
organização existe uma relação inversa, pois quanto maior for a
classificação do controlo interno menor serão os testes de auditoria,
nesta prespectiva pode se afirmar que o controlo interno ajuda
bastante para o auditor dentro de uma empresa.
Erros e fraudes

O ERRO é ato não-intencional quando do registro dos fatos administrativos, da elaboração das Demonstrações
Contábeis e que resulte em incorreções.
O ERRO tem como principais características:
 A inexatidão aritmética na escrituração contábil e nas Demonstrações Contábeis;
 A aplicação incorreta das normas contábeis e
 A interpretação errada das variações patrimoniais.
A FRAUDE por sua vez é ato intencional (determinado; propositado) de omissão (falta; lacuna) e/ou manipulação
(forja) de transações e de adulteração (falsificação) de documentos, de registros e/ou de Demonstrações Contábeis.
A FRAUDE, por sua vez, apresenta as seguintes características:
 A alteração e/ou a modificação (mudança) dos registros de ativos, passivos e resultados;
 A apropriação indébita (imerecido; indevido) de ativos;
 Supressão (eliminação) de transações nos registros contábeis;
 Registros de transações sem comprovação e aplicação de práticas contábeis indevidas.
cont.

 Como a FRAUDE normalmente envolve atos planejados para ocultá-la, o


risco de não detecção de sua Distorção Relevante Resultante é MAIOR do
que o risco de não detecção de Distorção Relevante Resultante de ERRO.
Portanto, deve-se avaliar criticamente a concepção e como estão funcionando
os Controles Internos e o Sistema de Informações Contábeis, pois como a
responsabilidade primária de prevenção e de identificação de FRAUDES e/ou
de ERROS é da administração da entidade em tela, então a manutenção de
um adequado sistema de Controle Interno não elimina o risco de suas
ocorrências.Além do que, como na maioria dos casos, numa organização a
FRAUDE começa de cima para baixo, então deve - se avaliar a
probabilidade do envolvimento da alta administração da entidade objeto e
em havendo dúvidas, é de bom alvitre, que se faça uma avaliação mais
acurada das circunstâncias do fato antes de qualquer comunicação formal.
tipos de fraude

 Existem varios tipos de fraude dependendo da area em que sao


cometidos. mas no geral podemos agrupa-los em:
 Fraude temporaria: sao aquelas fraudes que depois de um certo
periodo sao descobertas.
 Fraude Permnente: sao aquelas fraudes que quase nunca sao
descobertas e estao mais ligadas com o conluio e segragacao de
funcoes, quando um funcionario desempenha duas ou mais funcoes
compativeis.