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A IMPORTANCIA DA QUALIFICAÇÃO DO

PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL NO


ENSINO DA CRIANÇA COM AUTISMO
Graduação em Pedagogia
Eliana de Fatima Monteiro RU:1123180
ITS-Uninter
São José dos Campos-SP 2019
A IMPORTANCIA DA QUALIFICAÇÃO DO PROFISSIONAL DA
EDUCAÇÃO INFANTIL NO ENSINO DA CRIANÇA COM AUTISMO

• Analisar e compreender a importância da qualificação do profissional


da educação infantil no ensino da criança com autismo, para a
efetivação de uma inclusão no contexto escolar regular que
transforme as necessidades em igualdade.

• Acreditando que a inclusão escolar pode proporcionar a essas


crianças oportunidades de convivência com outras da mesma faixa
etária, constituindo-se num espaço de aprendizagem e de
desenvolvimento da competência social.
CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA

• O autismo é um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD) que


tem influencia genética e é causado por defeitos em partes do
cérebro, ele atrapalha na comunicação e na interação social e no
comportamento da criança.
• A Organização Mundial de Saúde refere o autismo como uma
síndrome presente desde o nascimento e que se manifesta antes
dos 30 meses.
• Caracterizada como uma incapacidade na relação social tanto na
linguagem verbal como não verbal, por respostas anormais a
estímulos visuais, auditivos, problemas de relacionamento como a
incapacidade de manter contato ocular, ligação social e jogos de
grupo, resistência à mudança, ligação a objetos estranhos e
brincadeiras estereotipadas, pouca imaginação. Variando a
inteligência entre consciente baixo, normal ou acima da média.
Conforme o art. 54 do ECA é obrigação do Estado garantir
atendimento educacional especializado às pessoas com deficiência
preferencialmente na rede regular de ensino, uma vez que a criança e
adolescente têm direito à educação e assim sendo garantir seu pleno
desenvolvimento e da cidadania, desta forma o docente para trabalhar
com a criança autista necessita de esclarecimento e preparo pois muitas
destas crianças apresentam severa dificuldade no aprendizado.

A necessidade de capacitar os professores sejam eles professores


do ensino regular com formação básica, e professores especializados,
que trabalhariam como equipe de atendimento e apoio. Ressalta ainda
que “Se por um lado, a educação inclusiva exige que o professor do
ensino regular adquira formação para fazer frente a uma população que
possui características peculiares, por outro, exige que o professor de
educação especial amplie suas perspectivas, tradicionalmente centradas
nessas características”.
PROBLEMA DE PESQUISA
• Qual importância na qualificação do profissional da educação infantil
para ensino da criança com autismo?
• O ambiente escolar e as ações pedagógicas estão estruturadas para
desenvolver as potencialidades de um individuo com autismo?

• A formação continuada levam os professores a uma ação reflexiva


do desenvolvimento da sua prática, reformulando suas atividades para
um próximo momento, repensando os pontos positivos e negativos
ocorridos durante o desenrolar da aula. Proporcionando assim
melhorias nas atividades e exercícios que não se mostraram eficientes
e eficazes no decorrer do período de aula.
• As práticas pedagógicas nas escolas da atualidade, exige um
professor bem capacitado e preparado para trabalhar com os
alunos e também com as novas problemáticas que estão
presentes no cotidiano da sociedade.

• Behrens (1996, p. 24), afirma que “Na busca da educação


continuada é necessário ao profissional que acredita que a
educação é um caminho para a transformação social”.

• Para o desenvolver a criança autista não basta apenas conhecer


e aplicar determinadas técnicas, faz-se necessário tratar de
compreender no que consiste ser autista.
OBJETIVO GERAL DA PESQUISA

• Apresentar dados importantes sobre o que é autismo a


fim de demostrar estratégias de inclusão na escola
regular. Verificar de que maneira o trabalho com aluno
autista tem sido desenvolvido.
• Ressaltar a importância do preparo do profissional de
educação infantil no trabalho com aluno autista.
• Verificar se os professores de Educação regular estão
capacitados para trabalhar com crianças autistas.

• Identificar o respaldo legal que possui a criança


autista;
Objetivos específicos

• Observar como o trabalho com aluno autista vem


sendo desenvolvido.

• Investigar de que maneira é o preparo dos


educadores para o trabalho com autismo.

• Ressaltar a importância deste preparo do


profissional para um melhor aprendizado do aluno
autista.
JUSTIFICATIVA
• Este projeto teve como justificativa analisar a
importância na qualificação do profissional de
educação infantil e educação regular para o
ensino da criança com autismo.
• Segundo algumas literaturas o processo de
inclusão escolar implica mudanças radicais na
compreensão dos envolvidos, na estrutura da
escola, bem como na aceitação por parte dos
alunos e dos familiares.
• A responsabilidade no êxito ou não da
inclusão é direcionada quase sempre aos
professores.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O Autismo é um transtorno global do desenvolvimento (TGD),
porque é uma alteração que afeta diversas capacidades como a
comunicação, a socialização, e o comportamento do indivíduo, fazendo
assim parte de um grupo de síndromes, classificado pelo CID-10 e o
(TID) conhecido como transtorno invasivo do desenvolvimento, porque
abarca diversas dificuldades no desenvolvimento humano.
Porém, o autismo recebeu um termo mais atual (TEA) que
significa Transtorno do Espectro Autista, pois engloba a síndrome de
Asperger, que não é mais vista como uma especificação distinta
(FONSECA, 2014).
Portanto, ao se encontrar com a criança com autismo e com o
cenário que ela compõe, levanta-se a hipótese de que os professores
possam não estar preparados para as necessidades expressas pelo
aluno com autismo, suas próprias dificuldades a fim de supri-las frente
a este desafio.
Conhecedor do Decreto nº 6.094/2007 que regulamente e
delimita o trabalho do professor em relação à inclusão e do
desenvolvimento da criança, a realidade institucional, emocional,
e a demonstrada pelo aluno com autismo, pode apresentar uma
realidade fora daquelas que as leis determinam para promover a
educação do aluno com autismo. Segundo Paulon, S M Freitas, e
Pinho (2005, p. 9):

• Um pressuposto frequente nas políticas relativas à inclusão


supõe um processo sustentado unicamente pelo professor, no
qual o trabalho do mesmo é concebido como o responsável
pelo seu sucesso ou fracasso. É claro que a aprendizagem
dos alunos é uma das metas fundamentais, não só dos
professores, mas de todo o profissional que esteja implicado
com a educação e, sem dúvida, uma prática pedagógica
adequada é necessária para alcançá-la.
Segundo Assunção e
Pimentel (2000), a
prevalência da síndrome do
autismo é quatro vezes maior
em meninos do que em
meninas.
O autista tem grande
dificuldade com a
comunicação e não com a
fala propriamente dita. Assim,
a educação de crianças
autistas torna-se um grande
desafio para as escolas, para
a família e para a sociedade.
METODOLOGIA
A metodologia de pesquisa utilizada foram livros, artigos
acadêmicos, revista e cartilhas eletrônicas, Para Marconi e
Lakatos (2008): A pesquisa bibliográfica ou pesquisa tem
abrangência na bibliografia tornada pública relacionada ao
tema em estudo. O seu principal objetivo é o de aproximar o
pesquisador daquilo que já foi pesquisado e escrito sobre o
assunto de interesse.
O artigo será de caráter exploratório, pois explicita os
conceitos e características do assunto abordado, com base em
legislações e decretos. A abordagem será qualitativa,
pressupondo a interpretação dos fenômenos e a atribuição de
significados, na qual há relação direta do pesquisador com o
ambiente.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Para que haja de fato a inclusão da criança com autismo é


necessária uma formação de todos os profissionais envolvidos com
a educação (professores, funcionários, todos que envolvem a
educação e trabalham diretamente com as crianças), assim como a
assistência às famílias, mas isso depende de um conjunto de
medidas como, por exemplo, a qualificação dos professores, apoio
e valorização do seu trabalho. Mostrar que a escola pode ser, de
fato, um espaço de desenvolvimento da competência social para
crianças autistas é ainda um grande desafio.
A formação dos profissionais que irão atendê-los, deve ser de
suma importância para o desenvolvimento de todas as crianças da
educação infantil, não somente daquela com espectro autista, mas
de todas. O preparo das técnicas de aprendizagem e do profissional
para atingir o objetivo de desenvolver a comunicação, a inteligência,
a independência e o equilíbrio pessoal da criança autista.
 
Com isso o professor torna-se reflexivo, passa a ser um
produtor de conhecimentos que permite uma melhoria em sua
prática docente, buscando um melhor desenvolvimento
integral do seu educando, seja ele portado da síndrome ou
não.
Proporcionar às crianças com autismo oportunidades de
conviver com outras da mesma faixa etária possibilita o
estímulo às suas capacidades interativas, impedindo o
isolamento contínuo. Desse modo, acredita-se que a
convivência compartilhada da criança com autismo na escola,
a partir da sua inclusão no ensino comum, possa oportunizar
os contatos sociais e favorecer não só o seu desenvolvimento,
mas o das outras crianças, na medida em que estas últimas
convivam e aprendam com as diferenças.
REFERÊNCIAS
• ASSUMPÇÃO, Francisco Batista Júnior, SCHWARTZMAN, José Salomão.
Autismo Infantil. São Paulo: Memnon, 1995
• BRASIL. Lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases
da Educação Nacional. Diário Oficial da União, 23 dez., 1996.
• FONSECA, B. Mediação escolar e autismo: a prática pedagógica intermediada na sala de
aula. RJ: Wak Editora, 2014.
• LIBÂNEO, José Carlos. Adeus Professor, Adeus Professora? novas exigências
educacionais e profissões docente. São Paulo: Cortez, 1998.
• PINHO, S.Z. Formação de educadores: o papel do educador e sua formação.
Editora UNESP, 2009.
• MANTOAN, M. T. E. A Integração de pessoas com deficiência: contribuições
para uma reflexão sobre o tema. São Paulo: Editora SENAC, 1997.
•  NUNES SOBRINHO, F. de P. e NAUJORKS, M.I (org) Pesquisa em Educação
Especial.Bauru:Edusc,2001.