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MATEMÁTICA

FINANCEIRA

Prof. Me Luís Fernando Hoffmann


luisfh@feevale.br
AULA 5

 Taxas
TAXAS PROPORCIONAIS

Duas ou mais taxas são chamadas proporcionais


no regime de capitalização simples, quando ao
serem aplicadas sobre um mesmo capital, durante
um mesmo período de tempo, produzem o mesmo
montante.
A formulação básica é dada por:

i1 n 1 ou i1 i2
 
i2 n 2 n1 n 2

Ou ainda:
 
i1 . n 2
  i1 . n 2  i 2 . n1  i 2 
n1
Exemplo 1: Qual é a taxa taxa proporcional anual
de 3% ao mês.

LISTA TAXAS 1 – exercício 1


TAXA EQUIVALENTE
OU
TAXA EFETIVA

Dizemos que duas (ou mais) taxa de juros são


equivalentes a juros compostos se o mesmo capital
aplicado por um mesmo intervalo de tempo a cada
uma das taxas, produzirem o mesmo montante.
 np

i  eq   1  i c  n c  1 x 100
 

onde, temos:
i(eq) = taxa equivalente

i c = taxa conhecida

np = prazo da taxa procurada

nc = prazo da taxa conhecida


Exemplo 2: Determinar a taxa anual equivalente a
2% ao mês.
TAXA REAL

É a taxa efetiva ganha acima do índice


inflacionário. O juro real é calculado após a
correção do capital.
 
 1  i  
ir     1 x 100
 1  i inf  

Onde:
 
i = representa a taxa de juros;
iinf = a taxa de inflação ou custo de oportunidade;
ir = taxa real de juros.
Exemplo 3: Uma aplicação durante o ano de 2001
rendeu 9,5% ao ano. Sabendo-se que a taxa de
inflação do período foi de 5,8% ao ano, determine a
taxa real de juros.
TAXA ACUMULADA DE JUROS
COM TAXAS VARIÁVEIS

A taxa acumulada de juros com taxas variáveis


é normalmente utilizada em situações de correções
de contratos como por exemplo, atualização de
aluguéis, saldo devedor da casa própria e
contratos em geral. Matematicamente o fator de
acumulação de uma taxa positiva pode ser
representado por (1 + i) e a taxa negativa (1 – i).  
Assim teremos a seguinte fórmula genérica:
 

i ( ac )   1  i1  x 1  i 2  x 1  i3  x...x 1  i n   1 x 100

 
Exemplo 4: Calcular a taxa acumulada de juros à
seguinte sequência de taxas: 5%, 3%, -1,5%, -2% e
6,5%.
 
TAXA ACUMULADA CONJUNTA

É aquela formada por mais de uma taxa


diferente.
A fórmula básica da taxa conjunta é dada por:
 
i ( c )   1  i1  . 1  i 2  ..... 1  i n  . 1  I1  . 1  I 2  ..... 1  I n   1 . 100

 
Onde:
i é a taxa de juros,
I(n) é a taxa de um indexador ou índice de preços
ou fator de correção monetária (TR, IGP-M).
Considerando que geralmente a taxa de juros é
constante, ou seja, a fórmula acima pode ser
simplificada: 

 
i ( c )  1  i  . 1  I1  . 1  I 2  ..... 1  I n   1 . 100
n
Exemplo 5: As Cadernetas de Poupança pagam
uma taxa de juros de 0,5% ao mês além da variação
da TR. A TR definida para cada mês (na data de
aniversário) em um período de 2 meses é a
seguinte:
Mês 1: 0,6839% a.m.
Mês 2: 0,7044% a.m.
Determinar a rentabilidade no período (taxa
acumulada conjunta).
TAXA MÉDIA DE JUROS

A taxa média de juros tem como base teórica o


conceito estatístico da média goemétrica.
A definição da fórmula da taxa média segue
basicamente o conceito da taxa acumulada de
juros om taxas variáveis.
Na verdade, devemos em primeiro lugar calcular
a taxa acumulada e, na sequência, a taxa média,
conforme a seguir:

1
i ( média )   1  i1  . 1  i 2  . 1  i 3  ..... 1  i n    1 . 100
n
Exemplo 6: Com base nos dados a seguir, relativos
às variações mensais do IGP-M (FGV), calcular a
taxa média do período de jan./2001 a mai/2001.
IGP-M: (jan./2001) = 0,62%
IGP-M: (fev./2001) = 0,23%
IG P-M: (mar./2001) = 0,56%
IGP-M: (abr./2001) = 1,00%
IGP-M: (mai./2001) = 0,86%

LISTA TAXAS 1 – exercício 11