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FACULDADE UNINASSAU

CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO

PRÁTICA FORENSE
FAMÍLIA E SUCESSÕES

Profa: LORENA BOENTE


Email: lorenaboente@yahoo.com.br
ORIENTAÇÕES INICIAIS

OBS: O material de estudo aqui apresentado através de SLIDES e resumos de


aula foi elaborado com o objetivo de orientar o aluno no acompanhamento das
aulas e entendimento da disciplina PRÁTICA FORENSE DE FAMÍLIA E
SUCESSÕES.

No presente material de estudo utiliza-se do conhecimento dos autores, tais


como: GEDIEL CLAUDINO DE ARAUJO JÚNIOR, LARISSA DIAS PUERTA
DOS SANTOS E WANDER GARCIA, dentre outros autores voltados a
preparação para a disciplina PRÁTICA FORENSE DE FAMÍLIA E
SUCESSÕES.

*RESSALTA-SE QUE ESTE MATERIAL DE ESTUDO NÃO DEVE SER FONTE


ÚNICA DE ESTUDO, DEVENDO O ALUNO COMPLEMENTAR O ESTUDO
COM LIVROS DE DOUTRINA, MANUAIS PRÁTICOS, JURISPRUDÊNCIA E
DEMAIS LEGISLAÇÕES SOBRE AS TEMÁTICAS CIVILISTAS.
1. INTRODUÇÃO
1.1 CONCEITOS
1.2 PRINCIPAIS PEÇAS DE DIREITO DE FAMÍLIA

 PROCESSO E PROCEDIMENTO – enquanto o processo se apresenta


como o método, o instrumento, pelo qual o Estado exerce a jurisdição,
PROCEDIMENTO é a forma material pela qual o processo se realiza em
cada caso concreto.

 PARTES – são as pessoas, físicas ou jurídicas, que participam da relação


processual, ou seja, os sujeitos do processo.
No processo de conhecimento são chamados de autor e réu, sendo que “autor’
é aquele que formula o pedido ao juízo, enquanto o “réu” é aquele em face de
quem o autor faz o pedido.

 PETIÇÃO INICIAL – é o ato processual escrito por meio do qual a pessoa


exerce seu direito de ação, provocando a atividade jurisdicional do Estado.
PRINCIPAIS PEÇAS DE DIREITO DE FAMÍLIA

 CONTESTAÇÃO – É o ato processual, escrito ou oral, por meio do qual


o réu demanda a tutela jurisdicional do Estado-juiz a fim de defender-
se da pretensão do autor.

 AÇÃO DE ADOÇÃO – Tem cabimento quando uma pessoa, maior de


18 anos, ou um casal, deseja adotar, isto é, assumir como filho uma
outra pessoa, normalmente uma criança ou adolescente, contando
com a expressa concordância dos pais naturais.

 AÇÃO DE ALIMENTOS – Pode ser intentada pela pessoa que não tem
condições de prover a sua própria subsistência em face daquele que,
podendo, esteja legalmente obrigado a tanto.
PRINCIPAIS PEÇAS DE DIREITO DE FAMÍLIA

 AÇÃO DE ALTERAÇÃO DE REGIME DE BENS – tem


cabimento quando o casal conjuntamente deseja alterar o
regime de bens adotado, ou imposto, quando de seu
casamento.

 AÇÃO DE ANULAÇÃO DE CASAMENTO – tem


cabimento quando um dos cônjuges, alegando, entre
outras coisas, erro essencial quanto a pessoa do outro
cônjuge, deseja obter decisão judicial que declare a
nulidade do enlace, possibilitando que o autor volte a
ostentar o estado civil que tinha antes do matrimônio.
PRINCIPAIS PEÇAS DE DIREITO DE FAMÍLIA

 AÇÃO DE CONVERSÃO DE SEPARAÇÃO EM DIVÓRCIO - cabível


quando um dos cônjuges deseja converter a separação em divórcio,
pondo fim ao casamento.

 AÇÃO DE DESTITUIÇÃO DE PODER FAMILIAR cc ADOÇÃO –


tem cabimento quando uma pessoa, maior de 18 anos, ou um casal,
desejar adotar uma criança, sem contar com a expressa concordância
dos pais naturais, seja porque eles de fato não concordam com o
pedido de adoção, seja porque se encontram em lugar incerto ou não
sabido.
PRINCIPAIS PEÇAS DE DIREITO DE FAMÍLIA

 AÇÃO DE DIVÓRCIO CONSENSUAL – fruto de um acordo entre os


cônjuges, que resolvem conjunta e amigavelmente pôr fim ao
casamento.
A intervenção do juiz se limita a fiscalizar a regularidade do ajuste de
vontade firmado pelo casal.

 AÇÃO DE DIVÓRCIO LITIGIOSO – cabível quando o cônjuge deseja


unilateralmente pôr fim ao casamento.

 AÇÃO DE EXECUÇÃO DE ALIMENTOS – quando o alimentante se


torna inadimplente, o credor pode cobrar as pensões em atraso por
meio da ação de execução de alimentos.
PRINCIPAIS PEÇAS DE DIREITO DE FAMÍLIA

 AÇÃO DE EXONERAÇÃO DE ALIMENTOS- cabível quando não


mais estejam presentes as condições que justificaram a concessão da
pensão alimentícia, seja porque o alimentando dela não mais necessita
ou a ela não mais tem direito, seja porque o alimentante não mais
possui condições financeiras para fazer o pagamento.

 AÇÃO DE INTERDIÇÃO – tem cabimento quando uma pessoa,


normalmente um parente próximo, ou o próprio Ministério Público,
deseja colocar “sob curatela” uma pessoa capaz que, por causa
transitória ou permanente, não puder exprimir sua vontade, ou, ainda,
pelo fato de ser ébrio habitual, viciado em drogas ou pródigo.
PRINCIPAIS PEÇAS DE DIREITO DE FAMÍLIA

 AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE cc ALIMENTOS –


aqueles que se encontram sem paternidade formal declarada podem
ajuizar essa ação a fim de que, apurado quem seja o pai, esse seja
judicialmente declarado como tal, fixando-se, no caso de menor, a
pensão alimentícia.

 AÇÃO DE MODIFICAÇÃO DE GUARDA – acontecendo de o


guardião não desempenhar os seus deveres a contento, colocando em
risco o bem-estar do menor, qualquer pessoa juridicamente
interessada pode ajuizar essa ação a fim de obter a guarda do infante.
PRINCIPAIS PEÇAS DE DIREITO DE FAMÍLIA

 AÇÃO NEGATÓRIA DE PATERNIDADE – quando o homem descobre


que foi enganado quanto a sua paternidade em relação a um filho, que, de
fato, não é seu, pode ajuizar essa ação a fim de que seja judicialmente
declarada a nulidade do reconhecimento voluntário feito por erro.

 AÇÃO DE RECONHECIMENTO E DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL


Depois que a CF/88 estendeu a proteção do Estado à união livre entre pessoas,
dando a essa união o status de “entidade familiar”, as partes envolvidas nesse
tipo de relação passaram a ter direito de buscar a tutela judicial a fim de ver
formalmente reconhecida a sua união, bem como ter declarado os direitos e
deveres dos COMPANHEIROS, seja em relação ao patrimônio ou ao eventual
prole.
Ressalta-se que qualquer dos companheiros poderá fazer uso dessa ação.
PRINCIPAIS PEÇAS DE DIREITO DE FAMÍLIA

 AÇÃO DE REGULAMENTAÇÃO DE GUARDA E VISITAS – a fim de


evitar problemas e prevenir responsabilidades, o interessado deve
buscar a tutela jurisdicional por meio dessa ação para regulamentar a
guarda e o direito de visitas, de filho comum. O autor pode, ainda,
cumular o pedido de guarda e vistas com pedido de alimentos.

 AÇÃO REVISIONAL DE ALIMENTOS – o pressuposto básico dessa


ação é a alteração nas condições pessoais ou financeiras do
alimentando e/ou do alimentante.
Para propor ação revisional de alimentos o autor deverá declarar, e provar,
que a situação hoje é diferente daquela que ostentava quando da fixação
do valor da pensão.
PRINCIPAIS PEÇAS DE DIREITO DE FAMÍLIA

O que justifica a ação revisional de alimentos é a declaração expressa, a


ser provada, de que houve alteração nas necessidades e/ou possibilidades
do autor.

 AÇÃO DE SUPRIMENTO DE AUTORIZAÇÃO – podem casar os


maiores de 16 (dezesseis) anos, exigindo-se autorização de ambos os
pais, ou, se o caso do representante legal, enquanto não atingida a
maioridade civil.
Na hipótese de os pais negarem injustamente o consentimento, este pode
ser suprido pelo juiz, devendo o interessado, devidamente representado
por um curador especial, fazer uso dessa ação.
PRINCIPAIS PEÇAS DE DIREITO DE FAMÍLIA

 AÇÃO DE TUTELA – quando um casal falecer deixando filhos menores


ou quando um casal for destituído do poder familiar, um parente
próximo ou, na sua falta ou impossibilidade, uma pessoa idônea,
poderá requerer por meio da ação de tutela que o juiz o nomeie tutor
dos menores.

 CAUTELAR DE ARROLAMENTO DE BENS – tem cabimento quando


alguém, com interesse jurídico, tiver fundado receio de que o possuidor
causará ou permitirá o extravio ou dissipação de bens.
O fim da medida não é apenas constatar a existência dos bens, mas
efetivamente transferir, em depósito, sua posse para o requerente ou outra
pessoa regularmente indicada por ele ou pelo próprio juízo que conhecer
da medida.
PRINCIPAIS PEÇAS DE DIREITO DE FAMÍLIA

 CAUTELAR DE BUSCA E APREENSÃO DE MENOR - tutela de


urgência em caráter antecedente, tem cabimento sempre que a parte
buscar, com a medida, garantir a eficácia de um futuro processo de
conhecimento a ser ajuizado (“ação principal”), como, por exemplo,
uma “ação de divórcio”; a busca e apreensão pode também ser
requerida em antecipação no próprio processo principal.

 CAUTELAR DE SEPARAÇÃO DE CORPOS – é comum quando o


casal esteja em “pé de guerra”, havendo, não raro, ameaças e até
agressões que colocam em risco a integridade física de um ou de
ambos os cônjuges ou companheiros. Assim sendo, desejando o
divórcio ou a dissolução da união estável, qualquer dos cônjuges ou
companheiros pode ajuizar preventivamente essa medida.
2. ORIENTAÇÕES TEÓRICAS E PRÁTICAS DA REDAÇÃO
FORENSE

2.1 INTRODUÇÃO

- A atuação do advogado dá-se por meio da “petição escrita”.

2.2 ENTREVISTA COM O CLIENTE


O advogado deve:
 Escutar com atenção os fatos informados pelo cliente, fazendo
anotações por escrito.

 Na hipótese de o cliente ter sido citado, indagar inicialmente a data de


citação, depois leia “com atenção” o mandado e a contrafé.
ORIENTAÇÕES TEÓRICAS E PRÁTICAS DA REDAÇÃO
FORENSE

 Após ouvir o cliente, dizer de forma clara a sua opinião sobre o


problema, apresentando, de acordo com a legislação, as alternativas
encontradas.

 Após o cliente decidir o que quer fazer sobre o assunto, falar sobre os
seus honorários, e no caso de se haver um acerto, redigir o contrato.

 Reduzir a termo os fatos informados, assim como os seus pedidos e


orientações.

 Deve entregar, mediante recibo, lista dos documentos de que irá


necessitar.
ORIENTAÇÕES TEÓRICAS E PRÁTICAS DA REDAÇÃO
FORENSE

 Entregues as cópias dos documentos requeridos, firmada a procuração e o


contrato de honorários, o advogado deve PREPARAR A PETIÇÃO que a
situação exigir.

 Prestar periodicamente contas ao cliente do seu trabalho e do andamento


do processo.

 Antes de qualquer audiência, se reúna com o cliente e lhe explique


detalhadamente o que irá acontecer, bem como as vantagens de um
acordo.

 Qualquer que seja o resultado da demanda, entregar cópia da sentença


para o cliente.
ORIENTAÇÕES TEÓRICAS E PRÁTICAS DA REDAÇÃO
FORENSE

2.3 REQUISITOS LEGAIS DA PETIÇÃO INICIAL

-A provocação do Poder Judiciário se dá por meio de um ato processual


escrito denominado “petição inicial”. É ela que dá início ao processo,
embora a relação jurídica processual só se complete com a citação
válida do réu. (art.240 do CPC/2015).

O CPC, no art.319 exige que a petição inicial indique:


I – o juízo a que é dirigida;
II- os nomes, prenomes, o estado civil, a existência de união estável, a
profissão, o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no
Cadastro de Pessoas Jurídicas, o endereço eletrônico, o domicílio e a
residência do autor e do réu.
ORIENTAÇÕES TEÓRICAS E PRÁTICAS DA REDAÇÃO
FORENSE

III- o fato e os fundamentos jurídicos do pedido;


IV- o pedido com as suas especificações;
V- o valor da causa;
VI- as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos
alegados;
VII- a opção do autor pela realização ou não de audiência de conciliação
ou de mediação.

Além desses requisitos, a PETIÇÃO INICIAL DEVE ser instruída com:


- Os documentos indispensáveis à propositura da ação, assim como o
instrumento de procuração, onde conste o endereço físico e eletrônico do
advogado (arts. 287 e 320, 434 do CPC/2015)
ORIENTAÇÕES TEÓRICAS E PRÁTICAS DA REDAÇÃO
FORENSE

Quando postular em CAUSA PRÓPRIA, O ADVOGADO DEVE ainda


declarar na inicial o endereço, físico e eletrônico, onde poderá ser
intimado (art.106. I, do CPC/2015).

2.4 ORIENTAÇÕES PRÁTICAS DA REDAÇÃO DA PETIÇÃO INICIAL.


a) Do papel e dos caracteres gráficos;
b) Das margens, do tipo e do tamanho das letras;
c) Das abreviaturas;
d) Das técnicas de redação;
e) Do nome da ação;
f ) Contando os fatos;
g) Da ordem dos pedidos.
ORIENTAÇÕES TEÓRICAS E PRÁTICAS DA REDAÇÃO
FORENSE

2.5 DEFESA DO RÉU


- É o direito de resistir à pretensão do autor, podendo, esta resistência
tomar várias formas, tais como: CONTESTAÇÃO; RECONVENÇÃO;
EXCEÇÕES; IMPUGNAÇÕES e EMBARGOS.

- O RÉU, uma vez citado, não está obrigado a se defender.


- Entretanto, regularmente citado o réu pode:
a) Permanecer inerte, sofrendo os efeitos da revelia (art.344 do
CPC/2015);
b) Reconhecer o pedido do autor, provocando o julgamento antecipado
da lide (art.487, III, “a” do CPC/2015);
c) Defender-se, apresentando eventualmente exceção de suspeição ou
impedimento (art.146 do CPC/2015);
d) Contestação (art.335 do CPC/2015);
e) Embargos (art.701 do CPC/2015).
ORIENTAÇÕES TEÓRICAS E PRÁTICAS DA REDAÇÃO
FORENSE

- De acordo com o CPC de 2015, incumbe ao réu na contestação, além de


IMPUGNAR O PEDIDO DO AUTOR, alegar “em preliminar” (art.337,
CPC/2015):

- I- inexistência ou nulidade da citação;


- II- incompetência absoluta e relativa;
- III- incorreção do valor da causa;
- IV- inépcia da petição inicial;
- V- perempção;
- VI- Litispendência
- VII- Coisa julgada;
- VIII- Conexão;
- IX- Incapacidade da parte, defeito de representação ou falta de autorização;
ORIENTAÇÕES TEÓRICAS E PRÁTICAS DA REDAÇÃO
FORENSE

X- convenção de arbitragem;
XI- ausência de legitimidade ou de interesse processual;
XII- falta de caução ou de outra prestação que a lei exige como preliminar;
XIII- indevida concessão do benefício de gratuidade de justiça.
3. PROCURAÇÃO JUDICIAL
(MANDATO JUDICIAL)

3.1 CONTRATO DE MANDATO

BASE LEGAL: arts.653 a 692 do CC/02; arts.103 a 112 do CPC de 2015.

Art.653 do CC/02.

MANDATO- é o contrato pelo qual uma pessoa, denominada mandante,


outorga poderes a outrem, denominado mandatário ou procurador, para
que este, em nome do mandante, pratique atos ou administre
interesses.

- Trata-se de um contrato de natureza consensual e não solene, que pode


ser feita por instrumento público ou particular. (art.654 do CC/02).
3. PROCURAÇÃO JUDICIAL
(MANDATO JUDICIAL)

- O mandato pode envolver todos os negócios do mandante


(MANDATO GERAL), ou ser relativo a um ou mais
negócios determinados (MANDATO ESPECIAL).

- O mandatário deve agir com o necessário zelo e diligência,


transferindo as vantagens que auferir ao mandante,
prestando-lhe, ao final, contas de sua gestão. (arts. 667 a
674 do CC/02).
3. PROCURAÇÃO JUDICIAL
(MANDATO JUDICIAL)

3.2 MANDATO JUDICIAL


Procuração para o foro ou Procuração ad judicia -
Indica a existência de contrato de prestação de serviços
jurídicos; torna o Advogado representante legal do
outorgante para o foro em geral.

- É o instrumento que habilita, segundo o art.104 do CPC,


o advogado a praticar, em nome da parte, todo e qualquer
ato processual, exs:
- (ajuizar ação, contestar, reconvir, opor embargos do
devedor, recorrer, opor exceção etc),
3. PROCURAÇÃO JUDICIAL
(MANDATO JUDICIAL)

SALVO receber a citação, confessar, reconhecer a


procedência do pedido, transigir, desistir, renunciar ao
direito sobre que se funda a ação, receber, dar quitação e
firmar compromisso e assinar declaração de
hipossuficiência econômica. (art.105 do CPC de 2015).

- Pode a parte revogar o mandato a qualquer momento.

- No caso de morte ou incapacidade do advogado, o juiz deverá


suspender o feito, concedendo o prazo de quinze dias para que
a parte constitua outro para representá-la no processo.
3. PROCURAÇÃO JUDICIAL
(MANDATO JUDICIAL)

- O SUBSTABELECIMENTO exige poderes especiais.

3.3 RESPONSABILIDADE CIVIL DOS ADVOGADOS

- A obrigação do advogado é de meio e não de resultado.


A doutrina e jurisprudência têm decidido que o advogado é
civilmente responsável:
I- pelos erros de direito (desconhecimento de norma
jurídica);
3.3 RESPONSABILIDADE CIVIL DOS ADVOGADOS

II- pelas omissões de providências necessárias para ressalvar os direitos do seu


constituinte;

III- pela perda de prazo;

IV- pela desobediência às instruções do constituinte;

V- pelos pareceres que der, contrários à lei, à jurisprudência e à doutrina;

VI- pela omissão de conselho;

VII- pela violação de segredo profissional;

VIII- pelo dano causado a terceiro;


3.3 RESPONSABILIDADE CIVIL DOS ADVOGADOS

IX- pelo fato de não representar o constituinte, para evitar-lhe prejuízo,


durante os dez dias seguintes à notificação de sua renúncia ao mandato
judicial;

X- pela circunstância de ter feito publicações desnecessárias sobre alegações


forenses ou relativas a causas pendentes;

XI- por ter servido de testemunha nos casos arrolados no art.7.º, XIX, da Lei
n.8.906/94;

XII- por reter ou extraviar autos que se encontravam em seu poder;

XIII- por reter ou extraviar documentos do cliente.


EXERCÍCIO PRÁTICA FORENSE

MODELOS DE PEÇAS PROCESSUAIS

QUESTÕES SUBJETIVAS
MODELO DE PEÇAS PROCESSUAIS

(MODELO (PROCURAÇÃO AD JUDICIA, PESSOA FÍSICA)

PROCURAÇÃO AD JUDICIA

S.A. de A., brasileira, casada, professora, portadora do RG 000.000-0


SSP/SP e do CPF 000.00-00, titular do emai-l saa@gsa.com.br, residente e
domiciliada na Rua José Urbano Sanches, n.º 00, Vila Oliveira, cidade de Mogi
das Cruzes-SP, CEP 00000-000, pelo presente instrumento de procuração,
nomeia e constitui seu bastante procurador o DR. ROBERTO CELESTINO
FERREIRA SILVA, brasileiro, casado, Advogado inscrito na OAB/SP sob o n.º
00, Parque Monte Líbano, cidade de Mogi das Cruzes-SP, CEP 00000-000, a
quem confere amplos poderes para o foro em geral, com a cláusula ad judicia,
em qualquer Juízo, Instância ou Tribunal, podendo propor contra quem de
direito as ações competentes e defender nas contrárias, seguindo umas e
outras, até
MODELO DE PEÇAS PROCESSUAIS

(MODELO (PROCURAÇÃO AD JUDICIA, PESSOA FÍSICA

decisão final, usando os recursos legais que se fizerem necessários e ou


oportunos. Conferindo-lhe, ainda, poderes especiais para confessar,
desistir, transigir, firmar compromissos ou acordos, receber e dar
quitação, agindo em conjunto ou separadamente, podendo ainda
substabelecer esta em outrem, com ou sem reservas de iguais poderes,
dando-lhe tudo por bom, firme e valioso.

Especialmente para: propor ação de indenização por perdas e


danos em face do Senhor J. M.A dos S.

Mogi das Cruzes, 00 de maio de 0000.


MODELO DE PEÇAS PROCESSUAIS

(SUBSTABELECIMENTO)

SUBSTABELECIMENTO

Eu, Roberto Celestino Ferreira Silva, brasileiro, casado, Advogado, inscrito na


OAB/SP 000.000. titular do e-mail roberto@gsa.com.br, com escritório na Rua
Adelino Torquato, n.º00, bairro Parque Monte Líbano, cidade de Mogi das Cruzes-
SP, CEP 00000-000, pelo presente instrumento “substabeleço”, sem reservas, ao
“Dr. M.L.C. de A.”, brasileiro, casado, Advogado inscrito na OAB/SP 000.000,
titular do e-mail mlca@gsa.com.br, com escritório na Avenida Brasil, n.º 00,
Centro, cidade de Mogi das Cruzes-SP, CEP 00000-000, os poderes que me foram
outorgados pela “Sra. S.A. de A”, a fim de que o substabelecido possa também
representar os interesses da outorgante junto ao processo n.º 0000000-
00.0000.0.00.0000, que tramita junto à 3.ª Vara Cível da Comarca de Mogi das
Cruzes.

Mogi das Cruzes, 00 de fevereiro de 0000.


EXERCÍCIO DE PRÁTICA FORENSE

PEÇA PROCESSUAL
1-(OAB/Exame Unificado – 2007- 2.º fase) PEÇA PROFISSIONAL.
Fernanda e Josiana se conheceram no ano de 1998. Nessa época, Fernanda era professora e Josiana,
aluna, no curso de direito.

Em março de 1999, elas iniciaram relacionamento afetivo e, em outubro de 1999, resolveram morar
juntas.

Josiana, então, foi morar no apartamento em que Fernanda residia. Inicialmente, mesmo contra a
vontade de Josiana, o relacionamento não foi assumido publicamente, pois Fernanda argumentava
que tal revelação poderia trazer consequências nefastas para ambas, no âmbito familiar,
profissional e social.

A relação afetiva foi se tornando duradoura e, havendo ânimo de perpetuá-la, no ano de 2002,
Fernanda e Josiana resolveram, de comum acordo, continuar a convivência em um apartamento
mais espaçoso. Para isso, adquiriram um imóvel ao preço de R$ 190.000,00, que foi mobiliado com
esforço comum, ao custo de R$ 38.000,00. Além disso, adquiriram, também, o automóvel marca
CPC, modelo F-1, ano 2001, avaliado em R$ 25.000,00, para uso partilhado. 
EXERCÍCIO DE PRÁTICA FORENSE

Com o passar do tempo, tendo o relacionamento ficado intolerável para


Josiana, esta decidiu deixar de conviver com Fernanda.
Com base nessa situação hipotética, elabore, de forma fundamentada,
a petição inicial da ação judicial cabível para a defesa dos interesses
pessoais e (ou) patrimoniais de Josiana, considerando a peremptória
discordância de Fernanda em pôr termo ao relacionamento.
 
*(Os dados ou elementos fáticos ausentes na situação hipotética
apresentada que sejam imprescindíveis ao desenvolvimento da peça
devem ser complementados, respeitada a pertinência fático-jurídica).
 
MODELO:
AÇÃO DE RECONHECIMENTO E DISSOLUÇÃO DE SOCIEDADE
DE FATO

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA .... VARA ... DA


COMARCA DE:

Pular 10 linhas

Josiana ...., qualificação ..., inscrita no CPF sob nº ..., RG n.º ..., residente e
domiciliado na ..., por seu advogado que firma a presente (procuração anexada –
doc.1), com escritório para recebimento de intimações na .... (CPC, art.106, I),
vem, respeitosamente, propor contra Fernanda, qualificação ..., inscrita no CPF
sob n.º ..., RG n.º ..., residente e domiciliado na ..., a presente

AÇÃO DE RECONHECIMENTO E DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL


C/C DIVISÃO DE BENS
pelos motivos de fato e de direito que passa a expor:
MODELO:
AÇÃO DE RECONHECIMENTO E DISSOLUÇÃO DE
SOCIEDADE DE FATO
1. DOS FATOS

As partes se conheceram no ano de 1998. Nessa época, Fernanda era


professora e a autora, aluna, no curso de direito. Em março de 199, elas iniciaram
relacionamento afetivo e, em outubro de 1999, resolveram morar juntas (doc.2).

A autora, então, foi morar no apartamento em que Fernanda residia.


Inicialmente, mesmo contra a vontade da autora, o relacionamento não foi assumido
publicamente, pois Fernanda argumentava que tal revelação poderia trazer
consequências nefastas para ambas, no âmbito familiar, profissional e social.

A relação afetiva foi se tornando duradoura e, havendo ânimo de perpetuá-la,


no ano de 2002, as partes resolveram, de comum acordo, continuar a convivência em
um apartamento mais espaçoso. Para isso, adquiriram um imóvel ao preço de R$
190.000,00, que foi mobiliado com esforço comum, ao custo de R$ 38.000,00
(doc.3).
MODELO:
AÇÃO DE RECONHECIMENTO E DISSOLUÇÃO DE
SOCIEDADE DE FATO
Além disso, adquiriram, também, o automóvel marca CPC, modelo F-1, ano
2001, avaliado em R$ 25.000,00, para uso partilhado, conforme documentos em
anexo (doc.4).

Com o passar do tempo, tendo o relacionamento ficado intolerável para a


autora, esta decidiu deixar de conviver com Fernanda. Ocorre que a ré não
aceita o fim do relacionamento.

Assim, a autora viu-se obrigada a ingressar com a presente ação.

2. DO DIREITO
A jurisprudência e a doutrina já reconheceram o direito de a união
homoafetiva ser reconhecida judicialmente, com sua consequente dissolução e
partilha dos bens adquiridos na constância da convivência.
MODELO:
AÇÃO DE RECONHECIMENTO E DISSOLUÇÃO DE
SOCIEDADE DE FATO
Nesse sentido, o Superior Tribunal de Justiça passou a entender que há lacuna
normativa no que concerne à regulamentação das relações duradouras entre
pessoas do mesmo sexo, seja no aspecto pessoal, seja no aspecto patrimonial.
E tal lacuna propicia que se possa aplicar nesse tipo de caso, e por analogia, o
disposto na lei civil acerca da união estável.
Isso faz com que se apliquem os arts.1723 e 1725 do Código Civil.
O primeiro dispositivo dispõe que a união estável, para se configurar,
depende de uma convivência pública, contínua, duradoura e estabelecida com o
objetivo de constituição de família.
Já o segundo dispositivo estabelece que se aplicam às relações patrimoniais,
no que couber, o regime de comunhão parcial de bens.
Os fatos narrados demonstram que a união entre a autora e até respeita os
requisitos do art.1723 do Código Civil. Isso porque a união se tornou duradoura e
com ânimo de perpetuá-la, o que é revelado, inclusive pelo patrimônio que as
partes resolveram construir conjuntamente.
MODELO:
AÇÃO DE RECONHECIMENTO E DISSOLUÇÃO DE
SOCIEDADE DE FATO
Assim, incide o dispositivo que estabelece que os bens adquiridos na
constância da união entram na comunhão, pertencendo às duas partes (art.1660,
I, do Código Civil).
No caso presente, isso importa em dizer que, com a dissolução da União, a
autora tem direito de ficar com metade do patrimônio adquirido na constância
da união.
De qualquer forma, considerando o princípio da eventualidade, de rigor
asseverar que, caso não reconhecida a aplicação das normas atinentes à união
estável, deve-se aplicar o instituto do não enriquecimento sem causa,
reconhecendo a existência de verdadeira sociedade de fato entre as partes,
sociedade essa cujo patrimônio foi construído pelo esforço comum das partes.
Com efeito, restou demonstrado no presente que foi durante o período em
que as partes mantiveram a união que se adquiriu o patrimônio (comum)
consistente nos seguintes bens: a) um imóvel ao preço de R$ 190.000,00; b)
mobiliário para o imóvel, ao custo de R$ 38.000,00; c) um automóvel marca CPC,
modelo F-1, ano 2001, avaliado em R$ 25.000,00.
MODELO:
AÇÃO DE RECONHECIMENTO E DISSOLUÇÃO DE
SOCIEDADE DE FATO
Assim, seja pela aplicação analógica dos dispositivos relativos à união estável,
que presumem o esforço comum, seja pela aplicação do instituto da sociedade de
fato, restando demonstrado nos autos que houve efetivo esforço comum para a
aquisição do patrimônio mencionada, a dissolução da união ou da sociedade
importarão na divisão igualitária dos bens adquiridos na constância da união,
devendo a presente ação ser julgada procedente para o fim de reconhecer a
parceria e dissolvê-la, com partilha igualitária de bens.

3. DO PEDIDO
Ante o exposto, requer seja:
a) determinada a citação da ré, por oficial de justiça, para, querendo, contestar
a presente ação no prazo legal, sob as penas da lei processual civil;
b) julgada procedente a presente ação, para que seja declarada a existência da
união homoafetiva entre as partes durante o período de outubro de 1999 até a
data em que a autora deixou de conviver com a ré, ou, alternativamente, o
reconhecimento da existência de sociedade de fato, bem como
MODELO:
AÇÃO DE RECONHECIMENTO E DISSOLUÇÃO DE
SOCIEDADE DE FATO
para que, em qualquer dos dois reconhecimentos citados, reconheça-se o direito
da autora sobre metade dos bens adquiridos na constância da união, consistente
num imóvel ao preço de R$ 190.000,00, na mobília desse imóvel, que foi adquirida ao
custo de R$ 38.000,00 e num automóvel marca CPC, modelo F-1, ano 2001, avaliado
em R$ 25.000,00, condenando-se a ré, ainda, no pagamento das custas e despesas
processuais, bem como honorários advocatícios, estes no valor de 20% sobre o total
da condenação;
c)deferida a produção de prova documental, testemunhal e pericial, e de todos
os meios probatórios em direito admitidos, ainda que não especificados no CPC,
desde que moralmente legítimos (CPC art.369).
Dá-se à causa o valor de R$ 253.000,00 (duzentos e cinquenta e três mil reais).
(valor total dos bens)
Nestes termos, pede deferimento.
Local ..., data...
Advogado ...
OAB ...
ORIENTAÇÕES PARA RESOLUÇÃO DA PEÇA 1

PEÇA: Ação de declaração e dissolução de união estável, c/c


divisão de bens.

FUNDAMENTO: art.226 da CF e art.1723 e seguintes do CC/02.

COMPETÊNCIA: foro de domicílio do réu (art.46 do CPC de


2015)

PEDIDO: de procedência da ação para ser declarada a existência


e posterior dissolução da união estável existente entre as partes
com a partilha dos bens.
QUESTÃO DISCURSSIVA

QUESTÃO SUBJETIVA

1)(OAB/Exame Unificado-2018.1 – 2.º fase) Nivaldo e Bárbara casaram-se em 2008. Ocorre que
Bárbara, ao conhecer o sogro, Ricardo, que até então estava morando no exterior a trabalho, apaixonou-
se por ele.
Como Ricardo era viúvo, Bárbara se divorciou de Nivaldo e foi morar com o ex-sogro em uma
pequenina cidade no Acre, onde ninguém os conhecia. Lá, casaram-se há cerca de cinco anos.
Um dia, avisado por um amigo, Nivaldo, que vivia na capital do estado do Amazonas, descobriu o
casamento do pai com sua ex-esposa. De imediato, consultou um advogado para saber o que poderia
fazer para invalidar o casamento.
Diante dessas circunstâncias, responda aos itens a seguir.
 
a) Qual a ação cabível para a invalidação do casamento e qual o fundamento dela?
 
b) Identifique o litisconsórcio existente entre Bárbara e Ricardo.

*O aluno deve fundamentar as respostas.


A mera citação do dispositivo legal é insuficiente.
 
 
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO DISCURSSIVA 1

A) Bárbara e Ricardo têm parentesco por afinidade (nora e sogro,


respectivamente), que se formou pelo casamento e não é extinto pelo
rompimento do vínculo matrimonial, conforme art. 1595, §2°, do Código
Civil. Assim, estão impedidos de casar, segundo o art.1521, II do cc/02.
O casamento é nulo por infringência de impedimento, a teor do art.
1548, I do CC/02. Logo a ação cabível é a ação de nulidade de casamento.

B) O litisconsórcio entre Bárbara e Ricardo é unitário, pois o juiz deve


decidir o mérito de modo uniforme para ambos, conforme dispõe o art.116
do CPC/2015.
EXERCÍCIO DE PRÁTICA FORENSE

PEÇA PROCESSUAL

2)(OAB/Exame Unificado – 2008- 2.º fase) PEÇA PROFISSIONAL.


Márcia, vendedora domiciliada na cidade de São Paulo – SP, alega ter
engravidado após relacionamento amoroso exclusivo com Pedro, representante
de vendas de empresa sediada em Porto Alegre – RS.

Em 5/10/2002, nasceu João, filho de Márcia. Pedro manteve o referido


relacionamento com Márcia até o quinto mês da gravidez, custeou despesas da
criança em algumas oportunidades, além de ter proporcionado ajuda financeira
eventual e estado, também, nas três primeiras festas de aniversário de João,
tendo sido, inclusive, fotografado, nessas ocasiões, com o menino, seu suposto
filho, no colo.
 
EXERCÍCIO DE PRÁTICA FORENSE

•  

No entanto, Pedro se nega a reconhecer a paternidade ao argumento de que tem dúvidas


acerca da fidelidade da mãe, já que ele chegava a ficar um mês sem ir a São Paulo durante
o relacionamento que tivera com Márcia. Sabe-se, ainda, acerca de Pedro, que seu salário
bruto, com as comissões recebidas, chega a R$5.000,00 mensais, bem como que arca com
o sustento de uma filha, estudante de 22 anos, e que não tem domicílio fixo em razão de
sua profissão demandar deslocamentos constantes entre São Paulo –SP, Rio de Janeiro –
RJ e Porto Alegre- RS.
 
Márcia, que já esgotou as possibilidades de manter entendimento com Pedro, ganha, no
presente momento, cerca de dois salários mínimos. As despesas mensais de João
totalizam R$ 1.000,00.
 
Diante da situação hipotética apresentada, redija, na qualidade de advogado (a)
contratado (a) por Márcia, a ação judicial que seja adequada aos interesses de
João, abordando todos os aspectos de direito material e processual pertinentes.
 
•  
•  
•  
ORIENTAÇÕES PARA RESOLUÇÃO DA PEÇA 2

PEÇA:
Ação de investigação de paternidade cumulada com alimentos.

FUNDAMENTO:

art.1606 e 1694 e ss. do CC.

COMPETÊNCIA:

foro do domicílio do alimentando (art.53, II, do CPC).


EXERCÍCIO DE PRÁTICA FORENSE

PEDIDO:
De procedência da ação para que seja declarada a paternidade e seja o réu
condenado ao pagamento de pensão alimentícia ao alimentando a partir da citação,
requerendo a fixação de alimentos provisórios ante as provas preexistentes.

Obs:
- Deverá o advogado observar atentamente os fatos narrados para que faça o
pedido acertadamente.

- O advogado deverá lembrar que o suposto pai ganha salário mensal no valor de
R$ 5.000,00, mas que já arca com o sustento de uma filha, seria razoável a fixação
de pensão no valor de R$ 750,00, que equivale a 15% dos rendimentos do
alimentante, considerando também que o alimentando tem um gasto médio de
R$ 1.000,00 e que a genitora recebe apenas dois salários mínimos.
ORIENTAÇÕES PARA RESOLUÇÃO DA PEÇA 2

- A obrigação de prestar alimentos será retroativa à data da


citação.

- Súmula 277 do STJ:


“Julgada procedente a investigação de paternidade, os
alimentos são devidos a partir da citação”

- A AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE está


sujeita ao procedimento comum (arts.318 a 512 do CPC/2015)
ORIENTAÇÕES PARA RESOLUÇÃO DA PEÇA 2

- A petição inicial deve obedecer aos requisitos dos arts.319 e


320 do CPC/2015 e fazer-se acompanhar de:

 certidão de nascimento do autor


 e, quando menor, de documento de identidade de
representante legal (RG,CPF), comprovante de residência,
além de outros documentos (fotos, cartões, cartas etc.) que
provam a ligação, o relacionamento, entre a mãe do autor e o
réu.
 O autor deve juntar rol de testemunhas (nome, qualificação,
endereço, telefone, e-mail).
ORIENTAÇÕES PARA RESOLUÇÃO DA PEÇA 2

- Quando a Ação de investigação de paternidade for


cumulada com alimentos, pode ser ajuizada no FORO DO
DOMICÍLIO DO AUTOR. (art.53, II, do CPC/2015).

- Se ao contrário, a ação NÃO for cumulada com alimentos,


deve ser ajuizada no FORO DO DOMICÍLIO DO RÉU
(art.46 do CPC/2015).
MODELO
AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE c/c
ALIMENTOS

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA.... VARA


DA FAMÍLIA DA COMARCA DE SÃO PAULO/SP

Pular 10 linhas

João ...., menor impúbere, residente e domiciliado na ...., representado


por sua genitora Márcia ..., estado civil ...., profissão ...., , inscrita no CPF sob
n° ..., residente e domiciliada no mesmo endereço, por seu advogado que
firma a presente (procuração anexada – doc.1), com escritório para
recebimento de intimações na ... (CPC, art.106, I),vem, respeitosamente,
propor, com fundamento nos arts.1606, 1694 e ss do Código Civil, a presente

AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE CUMULADA COM


ALIMENTOS
em face de Pedro ..., estado civil ..., residente e domiciliado na ..., inscrito
no CPF sob n° ..., RG n° ..., pelos motivos que passa a expor:
MODELO
AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE c/c
ALIMENTOS

1. DOS FATOS
A genitora do autor mantinha relacionamento amoroso exclusivo com
o réu quando engravidou.
Em 5/10/2002, nasceu o autor. O réu manteve o referido
relacionamento com Márcia até o quinto mês da gravidez, custeou
despesas do autor em algumas oportunidades, além de ter
proporcionado ajuda financeira eventual e estado, também, nas três
primeiras festas de aniversário, tendo sido, inclusive, fotografado, nessas
ocasiões, com o autor no colo (doc.2).
No entanto, Pedro se nega a reconhecer a paternidade ao argumento
de que tem dúvidas acerca da fidelidade da mãe, já que ele chegava a ficar
um mês sem ir a São Paulo durante o relacionamento que tivera com
Márcia.
MODELO
AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE c/c
ALIMENTOS
Sabe-se, ainda, acerca de Pedro, que seu salário bruto, com as
comissões recebidas, chega a R$ 5.000,00 mensais, bem como que arca
com o sustento de uma filha, estudante de 22 anos, e que não tem
domicílio fixo em razão de sua profissão demandar deslocamentos
constantes entre São Paulo –SP, Rio de Janeiro –RJ e Porto Alegre –RS
(doc.3).
Márcia, que já esgotou as possibilidades de manter entendimento
com Pedro, ganha, no presente momento, cerca de dois salários mínimos
(doc.4). As despesas mensais do autor totalizam R$ 1.000,00 (doc.5).

2. DO DIREITO
De acordo com o disposto no art.1606 do Código Civil, “a ação de
prova de filiação compete ao filho...”.
MODELO
AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE c/c
ALIMENTOS
Ora, de acordo com o relato dos fatos, a genitora do autor tem certeza da
sua paternidade e o autor tem direito de fazer constar o nome de seu pai em seu
registro de nascimento, bem como de se beneficiar dos efeitos jurídicos
decorrentes de ser filho do réu.
O autor trouxe provas suficientes para demonstrar que o réu é seu pai.
Todavia, caso não se entenda devidamente comprovada a filiação, o autor
requer seja realizado exame de DNA, a fim de comprovar o fato que gera o
direito que se pede ver reconhecido na presente demanda.
Com relação aos alimentos, verifica-se que, diante das provas ora juntadas,
o autor é criança e tem necessidades presumidas, tais como alimentação,
vestuário, moradia, assistência médica, escola, entre outros, que, atualmente,
somam a média mensal de R$ 1.000,00 (doc.5).
De outro lado, a genitora do autor tem conhecimento que o réu recebe
mensalmente o valor aproximado de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) e que arca
com o sustento de uma filha de 22 anos.
MODELO
AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE c/c
ALIMENTOS
Assim, considerando o binômio necessidade/possibilidade, o valor
aproximado da pensão mensal equivale a 15% dos seus rendimentos,
pressupondo que outros 15% o réu já utiliza para arcar com o sustento da outra
filha, em respeito ao princípio da igualdade entre os filhos.
Esse percentual faz com que a pensão, hoje, seja de R$ 750,00, valor
proporcional à diferença de rendimentos entre o réu e a genitora do autor,
mormente se considerarmos que esta já arca com outras despesas cotidianas,
decorrente de ter seu filho em sua companhia.

3. DO PEDIDO

Ante o exposto, requer seja:


a) determinada a citação do réu, por oficial de justiça, para, querendo,
contestar a presente ação no prazo legal, sob as penas da lei processual civil;
MODELO
AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE c/c
ALIMENTOS
b) julgada procedente a presente ação, para que seja declarada a paternidade do
réu em relação ao autor, que passará a chamar João ..., fixando-se a pensão mensal
no valor equivalente a 15% dos rendimentos do réu, condenando-se o réu, ainda, no
pagamento das custas e despesas processuais, bem como honorários advocatícios,
estes no valor de 20% sobre o total da condenação.

c) admitida a produção de prova documental, testemunhal e pericial, e de todos


os meios probatórios em direito admitidos, ainda que não especificados no CPC,
desde que moralmente legítimos (CPC, art.346).
Dá-se à causa o valor de R$ 9.000,00 (nove mil reais) (art.292, III, do CPC).
Nestes termos, pede deferimento.
Local ..., data ...

Advogado ...
OAB ...
QUESTÃO DISCURSSIVA

QUESTÃO SUBJETIVA
2)(OAB/Exame Unificado -2017.3 – 2.º fase) Maria Clara e Jorge tiveram uma filha,
Catarina, a qual foi registrada sob filiação de ambos. Apesar de nunca terem se casado,
Maria Clara e Jorge contribuíram paritariamente com o sustento da criança, que vivia
com Maria Clara.
 
Quando Catarina fez dois anos de idade, Jorge ficou desempregado, situação que
perdura até hoje. Em razão disso, não possui qualquer condição de prover a subsistência
de Catarina, que não consegue contar apenas com a renda de sua mãe, Maria Clara, filha
única de seus genitores, já falecidos.
 
Jorge reside com sua mãe, Olívia, que trabalha e possui excelente condição financeira.
Além disso, Catarina possui um irmão mais velho, Marcos, capaz e com 26 anos, fruto
do primeiro casamento de Jorge, que também tem sólida situação financeira.
Com base em tais fatos, responda aos itens a seguir, justificando e fundamentando a
resposta.
 
 
QUESTÃO DISCURSSIVA

a) Olívia e Marcos podem ser chamados a contribuir com a


subsistência de Catarina? A obrigação deve recair em Olívia e
Marcos de forma paritária?
 
b) Quais as medidas judiciais cabíveis para resguardar o direito de
subsistência de Catarina, considerando a necessidade de obter com
urgência provimento que garanta esse direito?
 
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO DISCURSSIVA 2

A) O direito à prestação de alimentos se estende aos ascendentes,


nos termos do art.1696 do CC.
Embora os parentes em linha colateral possam ser chamados a
responder pelos alimentos, essa responsabilidade apenas incide na
falta dos ascendentes (art.1697 do CC), sendo subsidiária, e
devida na proporção dos seus recursos.
Como Olívia possui condições financeiras, será a responsável
pelos alimentos que seriam devidos por Jorge. Assim, havendo
possibilidade de alimentos avoengos, não subsiste
responsabilidade de Marcos, colateral.
QUESTÃO DISCURSSIVA

B) Catarina, representada por sua mãe, pode propor ação de


alimentos em face de Olívia, postulando a concessão de
alimentos provisórios, com base nos artigos 1.° ao 3.° da Lei
5.478/68 e no art. 693, parágrafo único, do CPC/15.
Catarina também pode propor tutela provisória de urgência
em caráter antecedente, visando à obtenção dos alimentos,
com base no art.303 do CPC/15.
EXERCÍCIO DE PRÁTICA FORENSE

PEÇA PROCESSUAL
3)(OAB/ Exame Unificado -2011.1 – 2.ª fase) Antônio Pedro, morador da cidade
Daluz (Comarca de Guaiaqui), foi casado com Lourdes por mais de quatro décadas,
tendo tido apenas um filho, Arlindo, morador de Italquise (Comarca de Medeiros),
dono de rede de hotelaria.
Com o falecimento da esposa, Antônio Pedro deixou de trabalhar em razão de grande
tristeza que o acometeu. Já com 72 anos, Antônio começou a passar por dificuldades
financeiras, sobrevivendo da ajuda de vizinhos e alguns parentes, como Marieta, sua
sobrinha-neta.
A jovem que acabara de ingressar no curso de graduação em Direito, relatando aos
colegas de curso o desapontamento com o abandono que seu tio sofrera, foi
informada de que a Constituição Federal assegura que os filhos maiores têm o dever
de amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade.
De posse de tal informação, sugere a seu tio-avô que busque o Poder Judiciário a fim
de que lhe seja garantido o direito de receber suporte financeiro mínimo de seu filho.
Antônio Pedro procura, então, você como advogado (a) para propor a ação
cabível.
Elabore a peça processual apropriada ao caso narrado acima.
ORIENTAÇÕES PARA RESOLUÇÃO DA PEÇA 3

PEÇA
Petição inicial, ação de alimentos (procedimento especial).

FUNDAMENTO
art.1694 do CC/02 e ss e L.5478/68.

COMPETÊNCIA
Foro do domicílio do credor (art.53, II do CPC de 2015).

PEDIDO
Condenação ao pagamento dos alimentos e fixação de alimentos provisórios.

VALOR DA CAUSA
Soma de 12 (doze) prestações mensais (art.292 , III do CPC de 2015).
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
AÇÃO DE ALIMENTOS

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ... VARA


CÍVEL/ FAMÍLIA DA COMARCA DE GUAIAQUI.

Pular 10 linhas

Antônio Pedro ..., viúvo..., profissão ..., inscrito no CPF sob n.º ..., RG n.
º ...., residente e domiciliado no endereço ..., na cidade de Daluz, nesta
Comarca, por seu advogado (procuração em anexo), com escritório para
recebimento de intimações na ... (CPC, art.106, I), vem, respeitosamente,
propor, com fundamento nos arts.1694 e ss. do Código Civil, a presente

AÇÃO DE ALIMENTOS com pedido de fixação liminar de


ALIMENTOS PROVISÓRIOS
pelo procedimento especial previsto na L.5478/68, em face de seu filho
Arlindo ..., empresário, estado civil ..., residente e domiciliado na ..., inscrito
no CPF sob n.º ..., RG n.º ..., pelos motivos que passa a expor:
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL

AÇÃO DE ALIMENTOS
1. DOS FATOS

O autor é pai do réu e viúvo.


Desde o falecimento de sua esposa, o autor encontra-se triste, com sinais
de depressão e, por isso, parou de trabalhar.
Atualmente com 72 anos, o autor passa por dificuldades financeiras
sérias, o que pode ser comprovado pelos documentos em anexo. Suas
necessidades somam atualmente o montante de R$ ... (consoante recibos de
despesas anexados a esta petição).
Cabe esclarecer que o autor não recebe qualquer auxílio material de seu
filho.
De seu turno, o réu é empresário bem sucedido que atua no ramo
hoteleiro, sendo dono de rede de hotelaria (cf. docs. anexos nesse sentido).
Assim, é notório que possui situação financeira confortável.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL

AÇÃO DE ALIMENTOS

2. DO DIREITO

Nos termos do art. 1694 do CC, é dever dos parentes prestar


alimentos, de modo a arcar com as necessidades dos demais. Da mesma
forma, o pedido tem lastro no art.229 da Lei Maior.
Outrossim, o §1º do art. 1694 do CC é claro ao afirmar que os
alimentos devem ser fixados em face do binômio
necessidade/possibilidade, sendo este verificado à luz da
proporcionalidade.
As necessidades do autor foram claramente expostas acima e
comprovadas pelos documentos anexos, ou seja, tudo aquilo necessário
para uma vida minimente digna a um idoso (cabendo aqui lembrar,
ainda, a aplicação do Estatuto do Idoso – L.10.741/03).
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL

AÇÃO DE ALIMENTOS

No tocante à possibilidade do réu, esta também resta claramente


configurada, visto sua excelente saúde financeira decorrente de seu sucesso
empresarial.
Assim, provado o parentesco, a necessidade de um e a possibilidade do
outro, o pedido deve ser julgado procedente.
No mais, nos termos do art.4.º da L. 5478/68, cabível desde logo a fixação
dos alimentos provisórios.

3. DO PEDIDO

Ante o exposto, pede-se e requer-se:


a) a fixação dos alimentos provisórios, na quantia de ...., nos termos do
art.4.º da L.5478/68;
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL

AÇÃO DE ALIMENTOS
b) a citação do réu, por correio (Lei 5.478/1968, art.5.º, §§ 2º e 8º),
para que compareça à audiência a ser designada por V. Exa. e, querendo,
apresente contestação;
c) a prioridade na tramitação do feito, por se tratar de idoso (CPC,
art.1048, I).;
d) a concessão dos benefícios da gratuidade de justiça, por ser o autor
pobre na acepção jurídica do termo (art.98 e ss. CPC);
e) a oitiva do MP, como fiscal da Lei (L.10.741/03, art.75);
f ) seja julgado procedente o pedido, para que o réu seja condenado,
em definitivo, a prestar alimentos no valor de ....;
g) ainda, seja o réu condenado a pagar as custas e despesas
processuais, bem como honorários advocatícios;
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL

AÇÃO DE ALIMENTOS

h) provar o alegado por todos os meios permitidos em lei,


especialmente documental, testemunhal (testemunhas que
comparecerão à audiência, nos termos do art.8º, da Lei 5.478/1968) e
depoimento pessoal.
Dá-se à causa o valor de R$ .... (art.292, III, do CPC).
Nestes termos, pede deferimento.

Advogado ...
OAB ...
QUESTÃO DISCURSSIVA

QUESTÕES SUBJETIVAS
3)(OAB/ Exame Unificado -2013.2 – 2.ª fase) Álvaro e Lia se casaram no dia 10.05.2011,
sob o regime de comunhão parcial de bens. Após dois anos de união e sem filhos em
comum, resolveram se divorciar.
Na constância do casamento, o casal adquiriu um apartamento avaliado em R$
500.000,00 (quinhentos mil reais) onde residem.
Considerando o caso narrado e as normas de direito, responda aos itens a seguir.
 
Quais os requisitos legais para que Álvaro e Lia possam se divorciar
administrativamente ? Fundamente.
 
Considerando que Álvaro tenha adquirido um tapete persa Tabriz Mahi de lã e seda
sobre algodão, avaliado em R$ 45.000,00 (quarenta e cinco mil reais), mas não reste
demonstrada a data em que Álvaro efetuou a referida compra, será presumido
como adquirido na constância do casamento? (Fundamente).
 
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO SUBJETIVA 3

A) Os requisitos para a realização do divórcio administrativo


são:
a) Consenso sobre todas as questões que envolvem o divórcio;
b) Inexistência de filhos menores ou incapazes;
c) Disposição de escritura pública sobre a partilha dos bens
comuns, a pensão alimentícia, bem como a retomada do
nome usado anteriormente ao advento do casamento;
d) Lavratura da escritura pública por tabelião de notas;
e) Assistência de advogado ou defensor público, nos termos do
art.733, caput e §2º, ambos do Código de Processo
Civil.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO SUBJETIVA 3

B) Como Álvaro e Lia se casaram sob o regime de comunhão


parcial de bens e não houve comprovação da data da
aquisição do tapete persa (bem móvel), haverá presunção de
que o bem foi adquirido na constância do casamento, nos
termos do art. 1662, do CC.
QUESTÕES SUBJETIVAS

4) (OAB/ Exame Unificado -2013.2 – 2.ª fase) Suzana namorou


Paulo durante 2 anos, vindo a engravidar dele. Não tendo
condições de suportar as despesas durante a gravidez, Suzana vai
ao seu escritório de advocacia para lhe solicitar as providências
cabíveis.
 
Diante do caso apresentado, responda apontando o
fundamento legal:

a) Qual a ação a ser proposta e qual o prazo para resposta?


b) Quem ostenta a legitimidade ativa para esta demanda?
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO SUBJETIVA 4

A) Deve ser proposta a ação de alimentos gravídicos e o prazo


para resposta é de 5 (cinco) dias, conforme dispõe o art.7.º,
da Lei. 11.804/08.

B) A legitimada ativa é a mulher grávida, na forma do art.1.º


e art.6º, ambos da Lei 11.804/08.
QUESTÕES SUBJETIVAS

5) (OAB/Exame Unificado -2008.3 – 2.ª fase) Mariana, que trabalha com


grupos de apoio a mulheres vítimas de violência doméstica, casou-se, após
três meses de namoro, com pessoa que conhecera na faculdade.
Passados quatro meses da celebração do casamento, nada perturbava a vida
harmoniosa do casal, até que Mariana soube que seu marido já havia sido
condenado por lesões corporais graves causadas a uma antiga namorada
bem como tramitava, contra ele, duas ações penais em que era acusado da
prática de estupro e atentado violento ao pudor contra a mesma pessoa. Em
razão desse fato, Mariana pretende pôr fim a seu casamento.

Em face dessa situação hipotética, indique a solução jurídica


adequada à pretensão de Mariana, destacando não só o direito
material aplicável à espécie como também o meio adequado de
encaminhamento do pedido a ser realizado.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO SUBJETIVA 5

O casamento pode acabar por morte de um dos cônjuges,


nulidade ou anulação e divórcio (art.1571, §1º, do Código
Civil).
Atualmente o divórcio não depende do decurso de um
tempo para ser concedido.
Assim a ANULAÇÃO do casamento é providência que se
subsume bem aos fatos narrados. Isso porque a anulação é
providência adequada quando se imputa ao cônjuge de que se
quer separar a imputação de fatos anteriores ao casamento.
Ademais, não é necessário aguardar certo tempo para efetuar
em juízo o pedido de anulação do casamento.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO SUBJETIVA 5

No caso em tela, verifica-se ter ocorrido VÍCIO DA


VONTADE, consiste em erro essencial sobre a pessoa do
outro (art.1556 do Código Civil), mais especificamente o
erro contido no inciso II do art. 1557 do Código Civil.
É importante ressaltar que o prazo decadencial para
anulação do casamento, no caso, ainda está em curso, vez
que é de três anos, contados da data da celebração (art.1560,
III do CC/02).
A ação adequada para o caso é de ANULAÇÃO DE
CASAMENTO, a ser julgada na Vara de Família, no foro da
residência de Mariana (art.53, I, a, b, c, do CPC/2015).
QUESTÕES SUBJETIVAS

6) (OAB/ Exame Unificado -2006.2 – 2.ª fase) Denise convive com Sérgio, em
união estável, desde janeiro de 2000, e dessa relação nasceram dois filhos menores.
Sérgio, frequentemente em visível estado de embriaguez, desrespeitando e
infringindo o dever de respeito e consideração, ofendeu verbal e fisicamente
Denise.
Não suportando tal situação e não mais se justificando a permanência dos
conviventes sob o mesmo teto, Denise pretende ajuizar a ação competente na
defesa de seus direitos.

Diante dessa situação hipotética, responda, de forma fundamentada, às


seguintes questões:

a)É cabível uma ação cautelar de separação de corpos?


b) Qual o juiz é competente para processar ação em que se discutam
direitos oriundos de união estável?
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO SUBJETIVA 6

-A Lei 11.340/06 (Lei Maria da Penha) cria mecanismos para


coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher
(art.1.º). Essa lei aplica-se às relações familiares de qualquer
natureza, inclusive as originadas por união estável (art.5º, II).

-Denise poderá se valer dos instrumentos previstos na Lei Maria da


Penha.

-A ação cautelar de separação de corpos é um dos instrumentos


previstos na Lei (art23, IV), podendo ser aplicada pela Vara da
Família. Aliás, mesmo antes da lei citada, a separação de corpos,
em caso de união estável, já vinha sendo aceita pela jurisprudência.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO SUBJETIVA 6

- O juízo competente para processar ação em que se discutam


direitos oriundos de união estável, tais como reconhecimento
da união estável, dissolução desta e alimentos, é o da família,
mantido o princípio de que a ofendida pode optar pelo juízo
do seu domicílio ou residência (art. 15 da Lei 11.340/06 e
art.100, I e II, do CPC).
QUESTÕES SUBJETIVAS

7) (OAB/Exame Unificado -2014.3 -2.ª fase) João, pai de Eduardo e Mônica, após se
divorciar de sua esposa, obrigou-se a pagar, por meio de uma ação de alimentos, o
percentual de 15% (quinze por cento) da sua remuneração para cada um de seus filhos,
até que atingissem a maioridade ou terminassem curso superior, ou, ao menos,
estivessem estudando.
Após atingirem a maioridade, Mônica continuou estudando, regularmente matriculada
em um curso de medicina.
Eduardo, no entanto, abandonou os estudos e resolveu trabalhar, abrindo um comércio
lucrativo em seu bairro, que já possibilitava o seu sustento a ponto de estar noivo de
Maria Lúcia.
Diante de tais fatos, João resolve deixar de pagar os alimentos para seus dois filhos.

A partir da hipótese formulada, responda aos itens a seguir.


a) João, ao deixar de pagar os alimentos a Eduardo, procedeu de forma correta?
 
b) Como advogado (a) de Mônica, qual atitude você tomaria para compelir João a
pagar os alimentos em atraso há dois meses?
 
 
 
 
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO SUBJETIVA 7

A) João não agiu corretamente. Deve-se destacar a necessidade


de João realizar, em juízo, um pedido de exoneração de
alimentos (art.1699, CC/02 c/c art.15, da Lei 5.478/68) com
relação a seu filho Eduardo, comprovando a maioridade e alegando
a sua desnecessidade, já que este não necessita mais de alimentos
por estar trabalhando, alterando o binômio
necessidade/possibilidade do art.1694,§1º, do CC/02, bem como
aduzindo que ele não estava mais matriculado em curso regular de
ensino.

B) O advogado (a) deve ajuizar a ação de execução de alimentos,


cabendo inclusive, a prisão civil de João, diante do preceituado no
art.528 e 911 do CPC.
EXERCÍCIO DE PRÁTICA FORENSE

4)(OAB/Exame Unificado -2006.2- 2º fase) PEÇA PROFISSIONAL.


Sílvio – brasileiro, separado judicialmente, advogado, residente e
domiciliado em Fortaleza – CE – ajuizou ação revisional de alimentos,
com pedido de tutela antecipada, contra Júlia e Carla, menores impúberes,
representadas por sua genitora, sustentando que, em sede de ação de
separação judicial, foi homologado, em 12/2/2005 acordo de pensão
alimentícia às filhas, assumindo o pai, ora requerente, o pagamento do
valor correspondente a 5 salários mínimos mensais depositado em conta-
corrente.
O requerente, que assumiu, ainda, à época da separação judicial, o
encargo de manter o plano de saúde para suas filhas, sustenta, na ação
revisional, que o valor da contribuição mensal dos alimentos tornou-se
excessivamente superior às suas possibilidades financeiras, notadamente
em virtude do reajustamento do salário mínimo em índice bastante
superior a qualquer índice inflacionário no período.
EXERCÍCIO DE PRÁTICA FORENSE

A título elucidativo, foi juntada aos autos uma planilha que comprova que,
enquanto o INPC no período de julho de 2004 a abril de 2006 atingiu o
patamar de 9,05%, o salário mínimo, em igual período teve aumento de
34,62%.

Alega, ainda, o requerente que sofreu substancial diminuição do seu


patrimônio, em virtude da escassez de causas advocatícias sob sua
responsabilidade e do empobrecimento dos clientes.

Além disso, alega que constituiu nova família, sendo ele o único
responsável pelo provimento desta e que dessa união nasceu o seu filho
Roberto, o que teria aumentado ainda mais os gastos do requerente,
sendo-lhe, portanto, impossível suportar pagar, ainda, o equivalente a 5
salários mínimos, sem ter de passar por privações.
EXERCÍCIO DE PRÁTICA FORENSE

Na ação impetrada, o requerente oferece às filhas pensão alimentícia no valor


mensal de R$1.000,00, reajustável anualmente pela variação do INPC, valor que
entende suficiente para a manutenção das alimentadas, mormente se
considerada a reciprocidade no dever alimentar.

Esclarece, ainda, na ação, que, por ocasião da separação, foi feita a partilha dos
bens do casal; que a genitora das autoras possui boa condição financeira, visto
que é professora de inglês em escola particular; que as filhas contam,
respectivamente, com 6 e 8 anos de idade e encontram-se matriculadas em uma
escola particular, cursando o ensino fundamental.

Ao final, requer o deferimento do pedido de concessão de antecipação da tutela,


para reduzir os alimentos pagos às filhas ao valor mensal de R$1.000,00, a
procedência do pedido e a condenação das requeridas ao pagamento de custas e
honorários advocatícios, dando à causa o valor de R$ 12.000,00.
EXERCÍCIO DE PRÁTICA FORENSE

O juiz determinou a citação das requeridas, na pessoa de sua


representante legal, reservando-se para apreciar o pedido de
antecipação de tutela após a resposta das rés.

Diante da situação hipotética apresentada, na qualidade de


advogado constituído pelas requeridas, redija uma peça
processual que promova a defesa em juízo de suas clientes,
abordando todas as questões de direito material e processual
pertinentes a essa defesa.
ORIENTAÇÕES PARA A RESOLUÇÃO DA PEÇA 4

PEÇA:
Contestação.

FUNDAMENTO:
arts.335 a 342 do CPC.

COMPETÊNCIA:
Juiz que efetivou a citação.

PEDIDO: de indeferimento da tutela antecipada e, ao final, de


improcedência do pedido de revisão do valor de pensão alimentícia.
MODELO
CONTESTAÇÃO

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ... VARA ... DA


COMARCA DE ... - ...

Pular 10 linhas

Júlia ... e Carla ..., menores impúberes, residentes e domiciliadas na ...,


representadas por sua genitora, nome completo, estado civil, professora de inglês,
residente e domiciliada no endereço citado, inscrita no CPF sob n.º ..., RG ..., vêm,
respeitosamente, a presença de Vossa Excelência, por meio de seu advogado e
bastante procurador que esta subscreve (mandato- doc.1), oferecer

CONTESTAÇÃO

à ação Revisional de Alimentos que lhe promove Sílvio ..., já qualificado,


segundo os fundamentos de fato e de direito a seguir aduzidos.
MODELO
CONTESTAÇÃO

1.DOS FATOS

Em sede de ação de separação judicial, foi homologado, em 12/2/2005, acordo


de pensão alimentícia às rés, assumindo o autor o pagamento do valor
correspondente à 5 salários mínimos mensais depositado em conta-corrente.
O autor, que assumiu, ainda, à época da separação judicial, o encargo de
manter o plano de saúde para as rés, sustenta, na presente ação, que o valor da
contribuição mensal dos alimentos tornou-se excessivamente superior às suas
possibilidades financeiras, notadamente em virtude do reajustamento do salário
mínimo em índice bastante superior a qualquer índice inflacionário no período.
A título elucidativo, foi juntada aos autos uma planilha que comprova que,
enquanto o INPC no período de julho de 2004 a abril de 2006 atingiu o patamar
de 9,05%, o salário mínimo, em igual período, teve aumento de 34,62%.
Alega o autor, ainda, que sofreu substancial diminuição do seu patrimônio,
em virtude da escassez de causas advocatícias sob sua responsabilidade e do
empobrecimento dos clientes.
MODELO
CONTESTAÇÃO

Além disso, alega que constituiu nova família, sendo ele o único responsável pelo
provimento desta e que dessa união nasceu o seu filho Roberto, o que teria
aumentado ainda mais os gastos do requerente, sendo-lhe, portanto, impossível
suportar pagar, ainda, o equivalente a 5 salários mínimos, sem ter de passar por
privações.
O autor oferece às rés pensão alimentícia no valor de R$ 1.000,00, reajustável
anualmente pela variação do INPC, valor que ele entende suficiente para a manutenção
das rés, mormente se considerada a reciprocidade no dever alimentar.
O autor também afirma que, por ocasião da separação, foi feita a partilha dos bens
do casal; que a genitora das rés possui boa condição financeira, visto que é professora de
inglês em escola particular; que as rés contam, respectivamente, com 6 e 8 anos de idade
e encontram-se matriculadas em uma escola particular, cursando o ensino fundamental.
Ao final, requereu o deferimento do pedido de concessão de antecipação da
tutela para reduzir os alimentos pagos às rés ao valor mensal de R$ 1.000,00, a
procedência do pedido e a condenação das requeridas ao pagamento de custas e
honorários advocatícios.
MODELO
CONTESTAÇÃO

O MM, Juiz recebeu a petição e determinou a citação das requeridas, na


pessoa de sua representante legal, reservando-se para apreciar o pedido de
antecipação de tutela após a resposta das rés.

2. DO DIREITO
2.1 Da não demonstração de modificação nas necessidades.
Com efeito, o art.1694, §1º, CC, dispõe que os alimentos devem ser fixados na
proporção das necessidades do reclamante e dos recursos da pessoa obrigada.
No caso em tela, a alegação de que a genitora das rés tem boa condição
financeira não faz com que as necessidades das alimentandas sejam reduzidas,
tema sobre o qual o autor nada alegou ou provou.
Em verdade, as rès estão em fase escolar e em pleno desenvolvimento físico,
razão pela qual a tendência é de aumento e não de diminuição dos gastos, de
modo que se faz necessária a manutenção da pensão alimentícia nos termos
fixados no acordo homologado nos autos da separação.
MODELO
CONTESTAÇÃO

3. DO PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA

Não estão presentes os requisitos autorizadores da antecipação dos efeitos da tutela.


Isso porque a presente ação trata de prestações alimentícia fixada em acordo
homologado no ano de 2005. E desde então vêm contando com esse valor mensal para
cobrir seus gastos e sua redução abrupta poderia acarretar grave dano à sua saúde e
educação.
Dessa forma, existe “periculum in mora” inverso, no presente caso, o que impede a
concessão da liminar.
Não bastasse, não há demonstração da existência de “fumus boni juris”, também
necessário para a concessão da tutela antecipada pleiteada. Isso porque, como se viu, as
alegações do autor não revelam probabilidade de êxito na presente demanda, já que não
demonstraram qualquer alteração na possibilidade do alimentante e na necessidade das
alimentandas.
Assim, o pedido de tutela antecipada deduzido pelo autor deve ser indeferido porque
ausentes os requisitos previstos no art.300 do Código de Processo Civil.
MODELO
CONTESTAÇÃO

4. DO PEDIDO

Ante o exposto, requer seja julgada improcedente a presente demanda,


condenando o autor ao pagamento das custas e despesas processuais, bem como
dos honorários advocatícios.
Protesta-se pela produção de prova documental e pericial, e de todos os
meios probatórios em direito admitidos, ainda que não especificados no Código
de Processo Civil, desde que moralmente legítimos (CPC, art.369).
Termos em que, pede deferimento.
Local ..., data ...
Advogado ...
OAB ...
QIESTÕES SUBJETIVAS

QUESTÕES SUBJETIVAS

8) (OAB/Exame Unificado -2017.3 -2.ª fase) Pedro, maior com 30 (trinta) anos de
idade, é filho biológico de Paulo, que nunca reconheceu a filiação no registro de Pedro.
Em 2016, Paulo morreu sem deixar testamento, solteiro, sem ascendentes e
descendentes, e com dois irmãos sobreviventes, que estão na posse dos bens da
herança.
Diante da situação apresentada, responda aos itens a seguir.
 
a) Qual o prazo para propositura da ação de investigação de paternidade e da
petição de herança?
 
b) É possível cumular os pedidos de reconhecimento da paternidade e do
direito hereditário no mesmo processo?
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO SUBJETIVA 8

a) A ação de investigação de paternidade é imprescritível, como prevê o


art. 27 do ECA, enquanto que a petição de herança se submete ao prazo
prescricional de 10 (dez) anos, por se tratar de maior prazo previsto em
lei, consoante dispõe o art.205 do Código Civil. A questão foi
sintetizada no enunciado da Súmula 149 do Supremo Tribunal
Federal.

b) Cabe a cumulação de pedidos no mesmo processo, uma vez que


a investigação de paternidade, bem como a petição de herança observam
os requisitos de admissibilidade previstos no art.327, §1º, do CPC, na
medida em que os pedidos são compatíveis entre si, a competência é do
mesmo juízo e o mesmo procedimento é adequado a ambas.
QIESTÕES SUBJETIVAS

9) (OAB/Exame Unificado -2015.2 -2.ªfase) Adalberto e Marieta foram casados


pelo regime de comunhão parcial de bens por oito anos. Estão separados de fato
há vinte anos e possuem dois filhos maiores e capazes.
O casal mantém patrimônio conjunto e ingressou com ação de divórcio.
Ocorre que, tão logo ajuizaram a ação para a dissolução do vínculo conjugal, o
advogado de ambos ficou impossibilitado de representa-los em juízo, motivo pelo
qual outro advogado assumiu a causa e informou a Adalberto e Marieta que o
divórcio poderia ter sido realizado em cartório, pela via extrajudicial.
Diante do caso apresentado, responda aos itens a seguir, apontando o fundamento
legal.
a) É possível a convolação da ação de divórcio em divórcio por escritura
pública? Como devem proceder para realizar o divórcio em cartório
extrajudicial?
 
b) Caso Adalberto e Marieta pretendam manter os bens comuns do casal
em condomínio, é possível a dissolução da sociedade conjugal sem a
realização da partilha?
 
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 9

a) Não é possível a convolação de ação de divórcio em


procedimento administrativo de divórcio. Isso porque o
processo judicial somente pode ser finalizado pela via do Poder
Judiciário, ainda que se extinga por meio de sentença meramente
homologatória da desistência da ação. Se Adalberto e Marieta
pretendem realizar o divórcio por escritura pública, devem desistir
da ação judicial a fim de extinguir o processo judicial (art.485,
VIII do CPC) e ingressar com a medida extrajudicial de
dissolução do vínculo conjugal, com base no art.733 do CPC , OU
mesmo ingressar com a medida administrativa e comunicar ao
Juízo perante o qual tramita a ação judicial de divórcio,
requerendo a extinção do processo por falta de interesse
processual por motivo superveniente.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 9

b) Sim, é possível a realização do divórcio sem prévia


partilha dos bens, podendo manter os bens comuns do
casal em condomínio. É o que autoriza o art.1581 do CC.
QIESTÕES SUBJETIVAS

10) (OAB/Exame Unificado -2015.1- 2.ª fase) Após o período de


relacionamento amoroso de dois anos, Mário Alberto, jovem com 17 anos de
idade, e Cristina, com apenas 15 anos, decidem casar.
A mãe de Mário, que detém a sua guarda, autoriza o casamento, apesar da
discordância de seu pai.
Já os pais de Cristina consentem com o casamento.
Com base na situação apresentada, responda aos itens a seguir.

a) É possível o casamento entre Mário Alberto e Cristina?


 
b) Caso os jovens se casem, quais os efeitos desse casamento? Há
alguma providência judicial ou extrajudicial a ser tomada pelos jovens?
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 10

a) Não é possível o casamento, uma vez que, não obstante


Cristina ter o consentimento de ambos os pais, ela não
possui idade núbil (capacidade matrimonial).
Mário Alberto necessita do consentimento de ambos os pais,
uma vez que o consentimento para o casamento é atributo do
poder familiar inerente a ambos, em igualdade de condições,
e o fato de Mário estar sob a guarda da mãe não retira de seu
pai sua autoridade parental, não prevalecendo, portanto, a
vontade materna, necessitando do suprimento judicial, em
caso de negativa injustificada de um dos genitores.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO10

b) O casamento é anulável, pois além de Cristina não ter


atingido a idade núbil, Mário Alberto necessita do
consentimento de ambos os pais, uma vez que o
consentimento para o casamento é atributo do poder familiar
inerente a ambos, em igualdade de condições; o fato de Mário
estar sob a guarda da mãe não retira de seu pai sua autoridade
parental, não prevalecendo, portanto, a vontade materna. As
providências a serem tomadas seriam: a) ação de
anulação do casamento, pela via judicial, com
fundamento no art.1555 do CC/02.; b) confirmação do
casamento, com base no art.1553 do CC/02.
QIESTÕES SUBJETIVAS

11) (OAB/Exame Unificado -2013.1 – 2.ª fase) Cristiano e Daniele, menores


impúberes, com 14 (catorze) e 10 (dez) anos de idade, respectivamente,
representados por sua genitora, celebraram acordo em ação de alimentos proposta
em face de seu pai, Miguel, ficando pactuado que este pagaria alimentos no valor
mensal correspondente a 30% (trinta por cento) do salário mínimo, sendo metade
para cada um.
Sucede, entretanto, que Miguel, durante os dois primeiros anos, deixou de
adimplir, injustificadamente, com a obrigação assumida, passando a pagar a
quantia celebrada em acordo, a partir de então.
Transcorridos 03 (três) anos da sentença que homologou o acordo na ação de
alimentos, Cristiano e Daniele ajuizaram ação de execução, cobrando o débito
pendente, requerendo a prisão civil do devedor.
Diante disso, responda fundamentadamente às seguintes indagações

a) Subsiste o dever jurídico de Miguel de pagar o débito relativo aos


últimos 03 (três) anos de inadimplência quanto aos alimentos devidos a
seus filhos?
b)No caso em tela, é cabível a prisão civil de Miguel?:
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 11

a) Embora o art.206, §2º, do Código Civil estabeleça que


prescreve em 2 anos a pretensão para haver prestações
alimentares, a partir da data em que se vencerem, há no caso
analisado uma causa impeditiva da prescrição, concernente à
incapacidade absoluta dos menores, conforme dispõe o
art.198, I, do CC/02.

b) O rito da constrição pessoal se admite em relação às três


prestações anteriores ao ajuizamento da ação e as que se
vencerem no curso do processo (Súmula 309 do STJ).
QIESTÕES SUBJETIVAS

12) (OAB/Exame Unificado -2008.1- 2.ª fase) Amanda, concubina


de Paulo, recebeu deste, em 10 de dezembro de 2006, um veículo em
doação, e, agora, diante da morte de Paulo e de Fernanda, esposa
deste, durante as férias que eles passavam, juntos, em maio de 2008,
teme que os irmãos de Fernanda, únicos herdeiros do casal,
busquem de algum modo questionar a validade da doação e
recuperar o bem, já que a doação ocorreu durante o período da
relação adúltera mantida com o falecido.

Com base nas disposições do Código Civil, esclareça se existe a


possibilidade de os herdeiros de Paulo e Fernanda invalidarem
o contrato que transferiu o veículo a Amanda.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 12

Segundo o art.1727 do CC/02, a relação entre Amanda e


Paulo, de fato, configura o instituto do concubinato, vez
que Paulo está casado e não separado de fato ou
judicialmente de sua esposa, de modo que há impedimento
para o casamento entre ele e Amanda.
Configurado o instituto do concubinato, alguns
impedimentos passam a surgir. Um deles é o impedimento de
o testador casado nomear como herdeiro seu ou legatário o
concubino (art.1801 do CC/02). Esse impedimento, se
violado, gera a nulidade da disposição testamentária
respectiva. (art.1802 do CC/02).
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 12

Em relação à doação, hipótese da questão, há regra específica


pela qual a liberalidade pode ser anulada pelos herdeiros
necessários, até dois anos depois de dissolvida a sociedade
conjugal (art.550 do CC/02).
Ocorre que os irmãos de Fernanda, únicos herdeiros do
casal, não são herdeiros necessários, vez que não são
descendentes, ascendentes ou cônjuge da falecida.
Dessa forma, por não haver pessoas legitimadas para
ingressar com a ação anulatória de doação, não há risco
de Amanda perder o veículo.
QUESTÕES SUBJETIVAS

13) (OAB/Exame Unificado -2007.2 -2ª fase) Pedro, menor impúbere,


representado por Sílvia, sua genitora, firmou com José, seu pai, no dia 1.º de
dezembro de 2006, acordo extrajudicial submetido à homologação perante
o órgão competente do Ministério Público, em que José se obrigara a pagar
a Pedro a quantia mensal de R$380,00, a título de pensão alimentícia.
Porém, José se encontra inadimplente com as prestações de junho a
setembro de 2007.

Considerando essa situação hipotética, na condição de advogado (a)


contratado(a) por Sílvia, redija um texto fundamentado que informe
a sua cliente sobre a possibilidade fática e jurídica de o juiz decretar
a prisão civil de José ante o inadimplemento deste frente à referida
obrigação alimentar.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 13

De acordo com a jurisprudência do STJ, o débito alimentar que autoriza


a prisão civil do alimentante é apenas o que compreende as três
prestações anteriores ao ajuizamento da execução e as prestações
que se vencerem no curso do processo.
Essa jurisprudência tenta compatibilizar o direito de liberdade com o
direito à vida e á saúde.

Pelo princípio da proporcionalidade só se justifica cercar a liberdade de


alguém, no caso alimentante, se for para garantir o pagamento das
prestações mais imediatas em favor do alimentando, no caso, para garantir
as prestações que consigam resguardar as necessidades atuais alimentares.

Dessa forma, somente em relação aos débitos de setembro, agosto e


julho, de 2007, a prisão pode ser decretada,
4. ORIENTAÇÕES TEÓRICAS E PRÁTICAS PARA AÇÃO
DE DIVÓRCIO.

Divórcio: põe fim ao casamento, e sua concessão não


depende de prévia separação judicial ou fática, podendo ser
requerido individualmente (divórcio litigioso), ou
conjuntamente (divórcio consensual), somente pelos
cônjuges.

Separação (judicial ou de fato): põe termo aos deveres de


coabitação e fidelidade recíproca e ao regime de bens ao
casamento (sociedade conjugal), mantendo intacto o vínculo
conjugal.
4. ORIENTAÇÕES TEÓRICAS E PRÁTICAS PARA AÇÃO
DE DIVÓRCIO.

Morte durante o processo: sendo personalíssima a ação, a


morte no curso do processo de qualquer dos cônjuges
implicará na extinção da ação que esteja em curso e do
próprio casamento.

Divórcio consensual: fruto de um acordo entre os cônjuges,


que resolvem conjunta e amigavelmente pôr fim ao
casamento, o divórcio consensual se caracteriza como um
negócio jurídico bilateral.
4. ORIENTAÇÕES TEÓRICAS E PRÁTICAS PARA
AÇÃO DE DIVÓRCIO .

Petição inicial do divórcio consensual: deve atender aos


requisitos dos arts.319, 320 e 731 do CPC e dispor sobre os
seguintes temas: I – acordo sobre guarda, visitas e alimentos
dos filhos menores; II – partilha dos bens do casal
(ativo/passivo), ou indicação no sentido de que esta será feita
em processo autônomo; III – uso do nome dos requerentes
(solteiro/casado); IV – pensão alimentícia entre os cônjuges.

Divórcio litigioso: meio pelo qual qualquer dos cônjuges


pode, sem ter que declarar os motivos, pôr fim ao casamento.
4. ORIENTAÇÕES TEÓRICAS E PRÁTICAS PARA AÇÃO
DE DIVÓRCIO.

Medida cautelar de separação de corpos: medida posta à


disposição dos cônjuges que queira pedir autorização para
deixar o lar conjugal antes do divórcio, ou, o que é mais
comum, colocar para fora do lar conjugal o outro cônjuge.

Guarda: pode ser unilateral e compartilhada; compreende-se


por guarda unilateral a atribuída a um só dos genitores ou a
alguém que o substitua, e por guarda compartilhada a
responsabilização conjunta e o exercício de direitos e deveres
do pai e da mãe que não vivam sob o mesmo teto, concernentes
ao poder familiar dos filhos comuns.
4. ORIENTAÇÕES TEÓRICAS E PRÁTICAS PARA
AÇÃO DE DIVÓRCIO .
Competência:
a ação de divórcio consensual pode ser ajuizada no foro do domicílio de
qualquer dos requerentes;

já a ação de divórcio litigioso deve ser ajuizada no foro:


a) de domicílio do guardião de filho incapaz;
b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz;
c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do
casal.

Violência contra a mulher: qualquer ato de violência baseado na diferença


de gênero, que resulte em sofrimento e danos físicos, sexuais e psicológicos da
mulher.
QUESTÕES SUBJETIVAS

14)(OAB/ Exame Unificado – 2017.2 – 2.° fase) Tiago, servidor


público federal, e Marcel, advogado, mantiveram convivência
pública, continua e duradoura, com o objetivo de constituir família,
durante quinze dias. Em virtude do falecimento de Tiago
decorrente de acidente de trânsito, Marcel ajuizou ação em face da
União, pleiteando a concessão de pensão por morte, sob o
fundamento da ocorrência de união estável com o falecido.
A juíza federal da 6.ª Vara, por ter entendido configurada a relação
de companheirismo, julgou procedente o pedido, concedendo a
pensão a Marcel. Não foi interposta apelação, tampouco houve a
incidência de reexame necessário, pelo que ocorreu o trânsito em
julgado da decisão concessiva da pensão.
QUESTÃO SUBJETIVA

Diante do acolhimento de sua pretensão no âmbito da Justiça


Federal, Marcel, a fim de resguardar seus direitos sucessórios,
ajuizou, perante a Justiça Estadual, ação declaratória de união
estável, buscando o reconhecimento da relação de
companheirismo mantida com Tiago. O juiz de direito da 3.ª
Vara de Família julgou improcedente o pedido, sob o
fundamento de que o requisito da coabitação para o
reconhecimento de união estável não se encontra preenchido.

Sobre tais fatos, responda aos itens a seguir.


QUESTÕES SUBJETIVAS

A) O fundamento da decisão proferida pela Justiça


Estadual está correto? Por quê?

B) O reconhecimento da união estável pela Justiça


Federal vincula a decisão a ser proferida pela Justiça
Estadual? Por quê?
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 14

A) Não, pois o art.1723 do CC/02 não prevê a coabitação como


requisito para a configuração da união estável.

B) Não. O reconhecimento da união estável pela Justiça Federal


se deu incidentalmente como questão prejudicial. Considerando
que a Justiça Federal não é competente para decidir como
questão principal acerca da ocorrência de união estável, sua
apreciação não é apta a fazer coisa julgada, nos termos do art.
503,§ 1.°, inciso III, do CPC/15. Em consequência, a Justiça
Estadual poderá decidir de maneira diversa a respeito da
configuração da relação de companheirismo.
QUESTÕES SUBJETIVAS

15) (OAB/ Exame Unificado – 2016.1 – 2.ª fase) Marina e José casaram-se e,
após alguns anos poupando dinheiro, conseguiram comprar, à vista, o
primeiro imóvel em Jacarepaguá, na cidade do Rio de Janeiro. Dois meses
depois de se mudarem para o novo apartamento, José ficou desempregado e,
por isso, a família deixou de ter renda suficiente para pagar suas despesas. O
casal, então, resolveu alugar o imóvel e utilizar o valor auferido com a locação
para complementar a renda necessária à manutenção da própria
subsistência, inclusive o pagamento do aluguel de outro apartamento menor,
para onde se mudou.
Em virtude das dificuldades financeiras pelas quais passou, o casal deixou de
cumprir algumas obrigações contraídas no supermercado do bairro, uma das
quais ensejou o ajuizamento de execução, com a determinação judicial de
penhora do imóvel.
QUESTÕES SUBJETIVAS

Marina e José, regularmente citados, não efetuaram o pagamento. No dia


seguinte à intimação, decorridos apenas 05 (cinco) dias da juntada dos
mandados de citação aos autos, Marina e José foram ao seu escritório,
desesperados, porque temiam perder o único imóvel de sua propriedade.

Tendo em vista essa situação hipotética, responda aos itens a


seguir.

A)Que medida judicial pode ser adotada para a defesa do casal e em


que prazo?
B)O que poderão alegar os devedores para liberar o bem da
penhora?
 
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 15

A) Os devedores poderão oferecer embargos à execução, no


prazo de 15 dias, a contar da juntada aos autos do
mandado de citação (art.738 do CPC).

B) Poderão alegar impenhorabilidade do bem de família, por


se tratar de seu único imóvel, ainda que locado a terceiros,
porquanto a renda obtida com o aluguel é revertida para a
subsistência da família (art.1° da Lei 8.009/90 ou
Súmula 486 do STJ).
QUESTÕES SUBJETIVAS

16) (OAB/ Exame Unificado -2013.3 - 2ª fase) Joana cuida de sua neta Maria
desde que a menor tinha três anos de idade. Os pais de Maria nunca lhe deram
atenção emocional ou prestaram recursos financeiros, sendo poucos os momentos
de contato.
Maria atualmente está com quinze anos de idade e se refere publicamente a sua
avó como mãe. Depois de longas conversas com seus outros netos e filhos, que
anuíram com a decisão, Joana, que é viúva, decide adotar sua neta Maria.
Partindo da temática “adoção”, responda, fundamentadamente, ás indagações a
seguir, apontando, inclusive, os dispositivos legais correlatos.

A) A legislação vigente admite a adoção de pessoa maior de dezoito anos?

B) Considerando a situação narrada no enunciado, existe a possibilidade


legal de Maria ser adotada por sua avó Joana?
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 16

A)É possível a adoção de maiores de dezoito anos, não se aplicando,


entretanto, o Estatuto da Criança e do Adolescente. Quando a pessoa
adotada for maior de 18 anos, a norma aplicável será a prevista no
Código Civil e dependerá da assistência efetiva do poder público e
formará sentença constitutiva.
As normas previstas na legislação especial (ECA) terão aplicabilidade
subsidiária. (art.1619 do CC/02).

B) Não é possível a adoção na situação narrada no enunciado, ante o


óbice previsto no art.42, § 1° da Lei 8.069/90 (ECA), por meio do
qual o legislador estabeleceu que ascendentes não podem adotar
descendentes.
QUESTÕES SUBJETIVAS

17) (OAB/ Exame Unificado -2011.3 - 2ª fase) Paulo, maior e capaz, e Eliane, maior
e capaz, casaram-se pelo regime da comunhão parcial de bens no ano de 2004.
Nessa ocasião, Paulo já havia herdado, em virtude do falecimento de seus pais, um
lote de ações na Bolsa de Valores, cujo montante atualizado corresponde a R$
50,000,00, sendo certo que Eliane, à época, não possuía bens em seu patrimônio.
No ano de 2005, nasceu João, filho do casal. Em 2006, Paulo vendeu as ações que
havia recebido e, com o produto da venda, comprou um automóvel de igual valor.
Em 2007, Paulo foi contemplado com um prêmio de loteria no valor atualizado de
R$ 100.000,00, que se mantém depositado em conta bancária. Agora, no ano de
2012, o casal, pretendendo se divorciar mediante a lavratura de escritura pública,
decide consultar um advogado.
Na condição de advogado (a) consultado (a) por Paulo e Eliane, responda aos itens a
seguir, empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal
pertinente ao caso.
QUESTÃO SUBJETIVA

A)Pode o casal divorciar-se por meio de lavratura de


escritura pública?

B) A respeito da partilha de bens em caso de divórcio do


casal, qual (is) bem (ns) deve (m) integrar o patrimômio
de Eliane e qual (is) bem (ns) deve(m) integrar o
patrimônio de Paulo?
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 17

A) Não, de acordo com o art.733 do CPC. Isso porque os


cônjuges possuem um filho menor de idade, o que consiste
em empecilho legal à utilização da via extrajudicial para a
decretação do divórcio.

B) Caberá a Eliane perceber metade do prêmio de loteria a


título de meação, na forma do art.1660, II, do CC/02.
Paulo terá direito ao automóvel, por ter sido adquirido com
produto da herança (art.1659, I do CC/02) e também a
metade do prêmio de loteria (art.1660, II do CC/02).
QUESTÃO SUBJETIVA

18) (OAB/ Exame Unificado – 2007.1 – 2.ª fase) Pércio Acreano presta
alimentos no valor mensal de R$ 600,00 a Jocélio Acreano Júnior, com 14 anos
de idade, conforme termo de acordo firmado entre as partes e referendado
pelo órgão da Defensoria Pública.
Pércio contudo, pretende reduzir essa verba alimentícia para o valor de
R$300,00 mensais, sob o fundamento de ter sofrido redução em seus
rendimentos, em razão da dispensa da função comissionada até então
exercida, bem como de o alimentando ter passado a perceber bolsa de estágio
no valor de um salário-mínimo.
No entanto, Joana, representante legal de Júnior, discorda dessa redução, sob
a justificativa de que as despesas de mantença do representado também
sofreram igual incremento. Na qualidade de advogado consultado por Pércio
sobre esse tema, responda, fundamentadamente, às seguintes questões.
 
QUESTÃO SUBJETIVA

A) Qual a espécie de tutela cabível e adequada para se


pleitear, em sede judicial, a pretensão almejada por
Pércio?

B)Qual o valor da causa?


 
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 18

Pércio deve ingressar com ação de revisional de alimentos.


O pedido de revisão de alimentos tem fundamento no art. 1699 do
CC/02, pelo qual, ocorrendo alteração no binômio
necessidade/possibilidade, é possível reclamar ao juiz a redução ou a
majoração do encargo, sendo que, em determinados casos cabe até o
pedido de exoneração do dever de prestar alimentos, hipóteses em que se
tem a ação de exoneração de alimentos.

O valor da causa, na ação de alimentos, consiste na somatória de 12


prestações mensais, pedidas pelo autor (art.292, III, do CPC). No
caso em tela, por se tratar de ação revisional de alimentos, o valor da causa
deve ser, por analogia, a somatória de 12 diferenças entre a prestação hoje
devida e a prestação que se deseja ver fixada. No caso, o valor da causa é
igual a R$ 3.600,00.
 
QUESTÃO SUBJETIVA
19) (OAB/ Exame Unificado – 2014.2 – 2.ª fase) Maria e o irmão João,
representados por sua mãe, com quem residem, ajuizaram ação de
alimentos em face de seus avós paternos, Eriberto e Cleunice, alegando,
em síntese, que, após o divórcio de seus pais, ficou acordado que o seu
genitor pagaria, a título de pensão alimentícia, 30% (trinta por cento) da
remuneração por ele auferida.
Os avós maternos de Maria e de seu irmão Joao moram ao lado de sua
casa, numa Vila, e vivem com parcos recursos financeiros.
Narram na inicial que, desde o divórcio, o pai, espontaneamente, parou
de trabalhar e, por isso, nunca pagou os alimentos devidos. Afirmam que
ele vive, desde então, sustentado pelos avós paternos dos autores, ora
réus, tendo em vista que estes possuem ótima situação financeira. Eles
sustentam, ainda, que esgotaram todas as tentativas de cobrar do pai a
pensão fixada na sentença que decretou o divórcio, razão pela qual os avós
paternos têm, segundo a atual legislação civil, a obrigação de arcar com
tal prestação.
QUESTÃO SUBJETIVA

Com base em tal situação, responda aos itens a seguir,


utilizando os argumentos jurídicos apropriados e a
fundamentação legal pertinente ao caso.
A)Indique as alegações que seriam apresentadas na
defesa dos interesses de seus clientes (avós paternos) ?
 
B) Qual o momento oportuno para a apresentação da
resposta?
 
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 19

A) Deverão os avós maternos ser chamados a integrar a lide,


nos termos do art.1698 do CC/02, aduzindo-se que a
responsabilidade dos ascendentes é complementar e
subsidiária, devendo a obrigação conjunta e divisível ser
diluída entre todos os avós na proporção de seus recursos.

B) De acordo com o art.9.° da Lei 5.478/68, a resposta deve


ser apresentada até a audiência de conciliação,
instrução e julgamento.
QUESTÃO SUBJETIVA

20) (OAB/ Exame Unificado – 2006.3 – 2.ª fase) Raul e


Regina, brasileiros, casados entre si pelo regime da comunhão
universal de bens, desde 15/12/1998, ajuizaram ação pleiteando a
alteração do referido regime de casamento para o da comunhão
parcial de bens. Alegam que pretendem constituir uma
sociedade empresária, na qual os dois serão sócios e, sendo
vedada aos cônjuges casados sob o regime da comunhão
universal de bens a contratação de sociedade, requerem, então, a
alteração do antigo regime para o de comunhão parcial de bens.
Diante dessa situação, responda, fundamentadamente, aos
seguintes questionamentos.
QUESTÃO SUBJETIVA

A)É possível a alteração do regime nos casamentos


realizados na vigência do Código Civil revogado?
 
B) O motivo alegado pelo casal satisfaz a exigência legal
para o deferimento do pedido de alteração? Quais são os
requisitos legais para a pretendida alteração?
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 20

- O atual Código Civil admite a alteração do regime de bens, nos


termos do art. 1639, §2°, desde que preenchidos os seguintes
requisitos:
a) Autorização judicial;
b) Pedido motivado de ambos os cônjuges;
c) Procedência das razões invocadas;
d) Ressalva aos direitos de terceiros.

No caso, o motivo alegado pelo casal – desejo de constituir uma


sociedade empresária no qual os dois serão sócios – procede, pois, de
fato, o art.977 do CC/02 veda aos cônjuges casados pelo regime de
comunhão universal (ou no de separação obrigatória) celebrar contrato
de sociedade entre si.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 20

- O art. 2.039 estabelece é que os regimes de casamento estão


mantidos e respeitados, por se tratarem de ato jurídico perfeito.
- De fato, a lei não pode prejudicar o ato jurídico perfeito
(art.5, XXXVI da CF).
- Todavia, no caso, não se trata de prejudicar alguém contra
sua vontade, mas de situação em que, os cônjuges, de
comum acordo, têm interesse em modificar o regime de
bens.
- Ademais, não se trata de aplicação retroativa da lei, mas em
aplicação imediata da lei, permitida nos termos do art.2035
do CC/02.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 20

-Assim, com base nesses argumentos, vem o STJ aceitando a


alteração do regime matrimonial de casamentos celebrados
antes da entrada em vigor do atual Código Civil, de modo que
o pleito de Raul e Regina deve ser atendido pelo Poder
Judiciário.
QUESTÃO SUBJETIVA

21) (OAB/ Exame Unificado – 2017.1 – 2.ª fase) Jorge, menor com doze anos de idade,
está sem receber a pensão alimentícia de seu pai, Carlos, há cinco anos, apesar de
decisão judicial transitada em julgado. Jorge, representado por sua mãe, Fátima,
promove ação de execução de alimentos, no valor de R$ 200.000,00 (duzentos mil
reais), pelos alimentos pretéritos, devidamente corrigidos.
Para pagamento da dívida, fora determinada penhora do imóvel em que Carlos e
Carmem, sua atual companheira, residem. O imóvel, avaliado em R$ 300.000,00
(trezentos mil reais), é o único do casal e foi adquirido onerosamente por ambos após a
constituição de união estável.
Considerando que a penhora recaiu apenas sobre a parte que cabe a Carlos, responda
aos itens a seguir.

A) Há fundamento para penhora do bem descrito?


 
B) Como fica a situação de Carmem na hipótese de alienação judicial do bem
descrito?
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 21

A) Embora seja bem de família, o imóvel pode ser penhorado


e alienado, pois a execução de alimentos é exceção à regra de
impenhorabilidade do imóvel destinado à residência,
consoante dispõe o art.3°, inciso III, da Lei 8.009/90.

B) Diante da indivisibilidade do bem, a quota-parte que cabe


à Carmem será reservada no produto da alienação (art.843,
caput, do CPC/2015).
5.PRINCIPAIS PEÇAS E TERMINOLOGIAS DE DIREITO
DAS SUCESSÕES

 ADJUDICAÇÃO – Ato pelo qual os herdeiros (ou


legatários) incorporam ao seu patrimônio os bens que
representam seu quinhão na herança. É decorrência da
partilha, se há mais de um herdeiro; havendo interessado
único na herança, não haverá partilha mas, simplesmente,
adjudicação.

 ALVARÁ – Autorização para se fazer ou praticar algum


ato. Em inventário, pode-se requerer alvará nos próprios
autos, em apenso, ou em procedimento autônomo.
PRINCIPAIS PEÇAS E TERMINOLOGIAS DE DIREITO
DAS SUCESSÕES

 ARROLAMENTO COMUM – É a forma simplificada de


inventário de bens de pequeno valor, ou seja, até o limite
de 1.000 salários mínimos (art.664 do CPC).

 ARROLAMENTO SUMÁRIO – É a forma abreviada de


inventário-partilha, nos casos de concordância de todos os
herdeiros, desde que maiores e capazes, não importa o
valor dos bens (art.659 do CPC).
PRINCIPAIS PEÇAS E TERMINOLOGIAS DE DIREITO
DAS SUCESSÕES

 AUTO – Termo, assento de um ato judicial; ex: auto de


partilha, auto de adjudicação.

 AUTO DE ADJUDICAÇÃO – Instrumento pelo qual se


formaliza a atribuição dos bens inventariados a beneficiário
único (herdeiro, legatário ou cessionário).

 AUTO DE PARTILHA – Partilha lançada nos autos do


inventário, com orçamento dos bens e folha de pagamento às
partes, devendo conter as assinaturas do juiz e do escrivão.
PRINCIPAIS PEÇAS E TERMINOLOGIAS DE DIREITO
DAS SUCESSÕES

 CODICILO – Diminuto de código. Substitui o testamento para


disposições de pequeno valor. Declaração de última vontade,
escrito particular, datado e assinado, com disposições especiais
sobre o enterro, esmolas de pouca monta a certas e determinadas
pessoas, ou, indeterminadamente, aos pobres de certo lugar, assim
como o legado de móveis, roupa ou jóias, não muito valiosas de
uso pessoal.

 COLAÇÃO – Conferência de bens; ato pelo qual o descendente é


obrigado a trazer à massa comum da herança todos os bens
recebidos em vida do de cujus. Tem por fim igualar a legítima dos
herdeiros necessários.
PRINCIPAIS PEÇAS E TERMINOLOGIAS DE DIREITO
DAS SUCESSÕES

 DESERDAÇÃO – Disposição testamentária pela qual o


testador exclui da herança legítima um ou mais de seus
herdeiros necessários com expressa declaração de causa
(art.1961 do CC).

 ESBOÇO DE PARTILHA – Esquema provisório, ou


proposta de partilha, apresentado pelos herdeiros, ou
organizado pelo partidor (art.651 do CPC de 2015).
PRINCIPAIS PEÇAS E TERMINOLOGIAS DE DIREITO
DAS SUCESSÕES

 ESCRITURA DE INVENTÁRIO E PARTILHA –


Procedimento extrajudicial originário da Lei n.11.441/2007,
quando todas as partes sejam maiores e capazes,
concordem com a partilha amigável e não haja
testamento (ou, havendo testamento, com autorização
judicial). (art.610 do CPC).

 ESPÓLIO – O patrimônio deixado por uma pessoa


falecida; acervo hereditário; universalidade de bens
deixados aos sucessores; massa de bens por inventariar.
PRINCIPAIS PEÇAS E TERMINOLOGIAS DE DIREITO
DAS SUCESSÕES

 FORMAL DE PARTILHA – Instrumento de partilha


formalizada, isto é, julgada em definitivo. Consiste em
certidões ou cópias das principais peças do inventário e da
partilha, extraídas pelo escrivão, valendo como título de
aquisição dos bens pelo herdeiro; em caso de imóveis, deve
ser levado ao competente registro (art.655 do CPC).

 HERANÇA – O patrimônio sucessível, conjunto de bens,


direitos e obrigações deixados pelo falecido; em sentido
estrito, é a parte ou o quinhão do herdeiro na partilha.
PRINCIPAIS PEÇAS E TERMINOLOGIAS DE DIREITO
DAS SUCESSÕES

 HERANÇA JACENTE – Herança cujos sucessores ainda não são


conhecidos, ou ainda não aceita pelos sucessores. Pode converter-se
em herança vacante (art.1819 do CC; art.738 do CPC).

 HERANÇA LÍQUIDA – O valor dos bens da herança, após


deduzidas as dívidas do falecido e as despesas do processo. Servirá
de base à partilha (art.651 do CPC).

 HERANÇA VACANTE – Herança declarada vaga, sem sucessores


conhecidos, passando ao domínio do Poder Público (Município ou
Distrito Federal, conforme localização dos bens – art.1822 do CC;
art.743 do CPC).
PRINCIPAIS PEÇAS E TERMINOLOGIAS DE DIREITO
DAS SUCESSÕES

 HERDEIRO – Pessoa que sucede a título singular ou a título


universal, isto é, recebe os bens em parte ideal ou na sua
totalidade. Pode ser herdeiro legítimo (previsto na lei, segundo a
ordem da vocação hereditária) ou instituído (nomeado em
testamento).

 HERDEIRO APARENTE – Pessoa que se encontra na posse de


uma herança, como se esta lhe pertencesse, sendo considerado
como verdadeiro sucessor do falecido. Pode o herdeiro aparente
estar na posse da herança e agir de boa-fé ou de má-fé, decorrendo
daí efeitos diferentes quanto às relações que tiver com terceiros.
PRINCIPAIS PEÇAS E TERMINOLOGIAS DE DIREITO
DAS SUCESSÕES

 HERDEIRO NECESSÁRIO - Os descendentes, ascendentes e


o cônjuge do autor da herança, com direito a suceder na
metade dos bens, chamada de legítima (art.1845 e 1846 do
CC); por analogia ao cônjuge, sustenta-se que também pode
ser herdeiro dessa categoria o companheiro.

 INVENTARIANTE – O representante legal do espólio,


nomeado no processo de inventário ou arrolamento, devendo
promover seu regular andamento e administrar os bens
inventariados, até o final da partilha (arts. 617 e 618 do CPC).
PRINCIPAIS PEÇAS E TERMINOLOGIAS DE DIREITO
DAS SUCESSÕES

 INVENTÁRIO- Ato ou efeito de inventariar, relacionar e


descrever coisas. No Direito das Sucessões significa a
arrecadação, descrição e avaliação dos bens deixados por
alguém em virtude de seu falecimento, para subsequente
partilha aos sucessores (art.610 do CPC).

 INVENTÁRIO EXTRAJUDICIAL – Inventário feito por


tabelião, mediante escritura pública, quando todos os
interessados forem maiores, capazes e concordes, e desde
que não haja testamento, salvo havendo autorização judicial
(art.610, § 1°, do CPC de 2015).
PRINCIPAIS PEÇAS E TERMINOLOGIAS DE DIREITO
DAS SUCESSÕES

 INVENTÁRIO JUDICIAL – Inventário feito em processo


judicial nos casos em que não caiba inventário
extrajudicial (facultativo). Pode efetuar-se pela forma
simplificada do arrolamento sumário ou de arrolamento
comum, nas situações previstas na lei (arts. 610, 659 e 664
do CPC).

 INVENTÁRIO NEGATIVO – Inventário sem bens, visando


à declaração negativa, para atender determinação legal, ou
evitar impedimentos (causas suspensivas do casamento).
PRINCIPAIS PEÇAS E TERMINOLOGIAS DE DIREITO
DAS SUCESSÕES

 INVENTÁRIOS CONJUNTOS – Inventários que devem ser


processados ao mesmo tempo, em conjunto. Referem-se a bens
havidos por sobremorte do cônjuge supérstite ou de algum
herdeiro na pendência do inventário; sua denominação atual é
“cumulação de inventários”. (art.672 do CPC).

 JUÍZO UNIVERSAL DO INVENTÁRIO – Competência do juízo


do inventário para a apreciação de todas as questões de direito e
também as questões de fato, quando este se achar provado por
documento só remetendo para os meios ordinários as que
demandarem alta indagação ou dependerem de outras provas
(art.612 do CPC).
PRINCIPAIS PEÇAS E TERMINOLOGIAS DE DIREITO
DAS SUCESSÕES

 LEGADO – Disposição testamentária contemplando determinada pessoa


com bem certo e distinto do acervo hereditário; outorga a título singular,
pela qual o testador discrimina o bem a ser entregue ao legatário (arts.1912
e seguintes do CC).

 LEGÍTIMA – A porção reservada dos bens (metade), à qual têm direito os


herdeiros necessários. Parte indisponível da herança (art,1788 e 1846 do CC).

 MEAÇÃO – Metade dos bens deixados pelo autor da herança, devida ao


cônjuge supérstite ou a companheiro, no regime da comunhão de bens; se o
regime de bens for o da comunhão universal, comunicam-se todos os bens;
se for o da comunhão parcial, a meação restringe-se aos bens havidos
durante a convivência.
PRINCIPAIS PEÇAS E TERMINOLOGIAS DE DIREITO
DAS SUCESSÕES

 MORTE DECLARADA – Reconhecimento judicial da morte de pessoa


desaparecida em naufrágio, inundação, incêndio, terremoto, qualquer
catástrofe, guerra e outras circunstâncias de extremo perigo de vida,
provada a sua presença no local do óbito e não sendo possível
encontrar-se o seu cadáver. Procede-se mediante ação judicial (ar.7°
do CC).

 MORTE PRESUMIDA – Morte reconhecida por presunção legal nos


casos de ausência para fins de sucessão provisória e/ou definitiva; pode
ensejar a extinção da sociedade conjugal.

 PARTILHA – Divisão e atribuição dos bens aos sucessores do titular


falecido. Pode ser judicial ou extrajudicial, amigável ou litigiosa.
PRINCIPAIS PEÇAS E TERMINOLOGIAS DE DIREITO
DAS SUCESSÕES

 RENÚNCIA À HERANÇA – Declaração do herdeiro de que


não aceita a herança. Deve constar de escritura pública ou
termo judicial. Por se constituir em demissão da qualidade
de herdeiro, não pode ser parcial, sob condição ou a
termo.

 REPRESENTAÇÃO- Atuação em nome de outrem. No


direito sucessório, dá-se a representação quando a lei
chama certos parentes do falecido a suceder em todos os
direitos em que ele sucederia, se vivesse.
PRINCIPAIS PEÇAS E TERMINOLOGIAS DE DIREITO
DAS SUCESSÕES

 SOBREPARTILHA – Partilha feita depois de outra, segunda


partilha, para nova repartição de bens, antes não
conhecidos, ou que estavam sob litígio. Na realidade,
corresponde a uma continuação da partilha principal, para
que se complete a divisão dos bens inventariados. Corre nos
mesmos autos e sujeita-se às mesmas regras do inventário e
da partilha (art.670 do CPC).

 SONEGADOS – Bens não declarados pelo inventariante, ou


subtraídos do inventário por qualquer dos interessados na
sucessão.
PRINCIPAIS PEÇAS E TERMINOLOGIAS DE DIREITO
DAS SUCESSÕES

 SUCESSÃO LEGÍTIMA – Sucessão prevista na lei,


segundo a ordem da vocação hereditária; atribuição dos
bens do falecido aos herdeiros ou legatários.

 SUCESSÃO A TÍTULO SINGULAR – Sucessão referente a


bens determinados, indicados em testamento (legados).

 SUCESSÃO A TÍTULO UNIVERSAL – Sucessão referente


a todos os bens, ou a parte indeterminada do patrimônio
(herança).
PRINCIPAIS PEÇAS E TERMINOLOGIAS DE DIREITO
DAS SUCESSÕES

 SUCESSÃO DEFINITIVA- Sucessão dos bens deixados


pelo ausente, ocorrendo a certeza de sua morte, ou 10 anos
depois de passada em julgado a sentença de abertura da
sucessão provisória, ou quando o ausente contar com 80
anos de idade e houverem decorrido cinco anos das
últimas notícias suas (arts.37 e 38 do CC).

 SUCESSÃO PROVISÓRIA- Sucessão dos bens do ausente


em caráter provisório, enquanto não decorrido o prazo
para sucessão definitiva (art.26 do CC).
PRINCIPAIS PEÇAS E TERMINOLOGIAS DE DIREITO
DAS SUCESSÕES

 SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA – É a sucessão por


disposição de última vontade do autor da herança. Realiza-
se por testamento ou codicilo.
MODELO DE PEÇAS PROCESSUAIS
ALVARÁ EM INVENTÁRIO NEGATIVO, PARA OUTORGA DE
ESCRITURA

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ... VARA...

J.P.L., brasileiro, viúvo, residente e domiciliado na rua ..., n.°..., nesta


Capital, por meio de seu advogado, infra-assinado, vem à presença de Vossa
Excelência comunicar a morte de sua mulher M.A.L., ocorrida no dia ...,
nesta Capital no mesmo endereço do requerente.
A falecida deixou filhos maiores A.P.L., e R.S.L., além do requerente, seu
marido. Não deixou bens, mas somente a obrigação de outorgar Escritura
Definitiva de Venda e Compra do imóvel situado na rua ..., n.° ... Nesta
cidade, imóvel este compromissado a J.B.M., conforme contrato incluso,
inteiramente quitado.
MODELO DE PEÇAS PROCESSUAIS
ALVARÁ EM INVENTÁRIO NEGATIVO, PARA OUTORGA DE
ESCRITURA

Assim, requer a Vossa Excelência que se digne determinar a abertura


do inventário, com a nomeação do requerente como inventariante, e, após
o devido compromisso, ouvida a Fazenda, seja expedido ALVARÁ
JUDICIAL, para que o requerente possa outorgar, em nome do espólio, a
escritura de venda e compra ao compromissário comprador ou a quem o
mesmo indicar.
Acham-se representados os herdeiros, maiores e capazes, e expressam
sua anuência ao pedido.
Dá-se à causa o valor de R$ ..., que é o valor venal do imóvel.
Nestes termos, D.R.A., com documentos inclusos.
P.deferimento
São Paulo, ... de ... 2...
Advogado
OAB
MODELO DE PEÇAS PROCESSUAIS
ALVARÁ EM INVENTÁRIO NEGATIVO, PARA OUTORGA DE ESCRITURA

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS:

 Procuração
 Certidão de óbito
 Cópia do compromisso de compra e venda
 Certidão de nascimento dos filhos.
MODELO DE PEÇAS PROCESSUAIS
ARROLAMENTO (COMUM). PEQUENO VALOR. PETIÇÃO
INICIAL.

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ... VARA ...

J.C.C., qualificada na inclusa procuração, por seu


advogado, respeitosamente requer a Vossa Excelência a
abertura e o processamento de ARROLAMENTO dos bens
deixados por M.O.C., falecido em ... de 19 ... no Hospital ...,
tendo como último domicílio a rua ..., n.° ..., nesta cidade,
deixando bens imóveis e móveis, sem disposição
testamentária (ou com testamento, cuja certidão de registro
se junta).
MODELO DE PEÇAS PROCESSUAIS
ARROLAMENTO (COMUM). PEQUENO VALOR. PETIÇÃO INICIAL

O falecido foi casado em primeiras e únicas núpcias com a


requerente, no regime da comunhão universal de bens, tendo deixado um
filho, R.M.C., brasileiro, casado, funcionário público, residente e
domiciliado na rua ..., nesta cidade, devendo ser citado para acompanhar
o presente processo.
Achando-se a requerente na posse e administração dos bens, aguarda
sua nomeação como inventariante, independente de compromisso, para
regular promoção do Arrolamento, com declarações e plano de partilha.
Esclarece que os bens são de pequeno valor, inferior a 1.000 salários
mínimos, assim comportando o rito do arrolamento, nos termos do artigo
664 do CPC.
MODELO DE PEÇAS PROCESSUAIS
ARROLAMENTO (COMUM). PEQUENO VALOR. PETIÇÃO INICIAL

Junta os documentos abaixo relacionados, e atribui à causa o valor de


R$ ..., correspondente ao valor dos bens arrolados.
Termos em que,
P.deferimento.
São Paulo, ... de ... De 2...

Advogado
OAB
MODELO DE PEÇAS PROCESSUAIS
ARROLAMENTO (COMUM). PEQUENO VALOR. PETIÇÃO INICIAL

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS:
 Procuração.
 Certidão de óbito.
 Certidão de casamento.
 Documentos relativos aos bens,
 Lançamento fiscal do (s) imóvel (eis) e certidões
negativas.
MODELO DE PEÇAS PROCESSUAIS
ARROLAMENTO SUMÁRIO. PARTES MAIORES E CAPAZES. PETIÇÃO INICIAL.

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ... VARA ...

M.T.C., qualificada na inclusa procuração, por seu advogado, tendo por


fundamento os artigos 659 e 660 do CPC, respeitosamente requer a Vossa
Excelência a abertura e o processamento de ARROLAMENTO SUMÁRIO
dos bens deixados por V.T,C., falecido em ... de ... de 2..., no Hospital ..., nesta
Capital, deixando bens móveis e imóveis, sem disposição testamentária (ou
com testamento, cuja certidão de registro se junta).
O autor da herança foi casado em primeiras e únicas núpcias com a
requerente, no regime de comunhão universal de bens, deixou um filho,
herdeiro, e teve como seu último domicílio a rua ..., n.° ..., nesta Capital.
MODELO DE PEÇAS PROCESSUAIS
ARROLAMENTO SUMÁRIO. PARTES MAIORES E CAPAZES. PETIÇÃO INICIAL.

A requerente pede sua nomeação como inventariante, uma vez que se


acha na posse e administração dos bens.
Os interessados são maiores e capazes, e concordam com a partilha
amigável.
Em anexo, apresenta declarações de herdeiros e de bens, instrumento
de partilha amigável, lançamentos fiscais e certidões negativas de tributos
sobre os bens do espólio e suas rendas.
Atribui à causa o valor de R$ ... correspondente ao valor dos bens
arrolados.
Termos em que, com os documentos anexos, e aguardando a
homologação da partilha.
MODELO DE PEÇAS PROCESSUAIS
ARROLAMENTO SUMÁRIO. PARTES MAIORES E CAPAZES. PETIÇÃO INICIAL.

P.deferimento.
São Paulo, ... de ... de 2...

Advogado ...
OAB ...
MODELO DE PEÇAS PROCESSUAIS
ARROLAMENTO SUMÁRIO. PARTES MAIORES E CAPAZES.
PETIÇÃO INICIAL.

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS:

 Procurações.
 Certidão de óbito, RG e CPF do falecido.
 Certidão de casamento da viúva, RG e CPF.
 Certidão de nascimento do herdeiro, RG e CPF.
 Lançamento fiscal.
 Certidões negativas fiscais.
 Escritura e certidão do Registro de Imóveis.
 Comprovantes dos demais bens.
QUESTÃO SUBJETIVA
SUCESSÕES

22) (OAB/Exame Unificado -2018.1 – 2.° fase) Em abril de


2016, Flávio, que não tinha qualquer parente até quarto
grau, elaborou seu testamento, deixando todos os seus bens
para sua amiga Clara. Em janeiro de 2017, Flávio descobriu
que era pai de Laura, uma criança de 10 anos, e reconheceu
de pronto a paternidade. Em abril de 2017, Flávio faleceu,
sem, contudo, revogar o testamento elaborado em 2016.

Sobre os fatos narrados, responda aos itens a seguir.

A) A sucessão de Flávio observará sua última vontade escrita


no testamento?
QUESTÃO SUBJETIVA
SUCESSÕES

B) O inventário e a partilha dos bens de Flávio poderão


ser feitos extrajudicialmente?
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 22

A) Dentre as hipóteses de rompimento do testamento, o


art.1973 do CC/02 prevê justamente a situação descrita:
superveniência de descendente sucessível ao testador, que
não o conhecia quando testou. Logo, tendo em vista o
rompimento do testamento, Laura receberá 100% do
patrimônio do falecido pai, na forma do art.1845 do CC/02.

B) No direito brasileiro, o inventário deverá ser judicial


quando houver herdeiro menor e/ou testamento, conforme
o art.610, caput, do CPC/15.
QUESTÃO SUBJETIVA
SUCESSÕES

23) (OAB/Exame Unificado -2017.2 – 2.° fase) Luiz, viúvo, residente e


domiciliado em Maceió, tinha três filhos: Jorge, Clarissa e Joana, e
nenhum neto.

Jorge enciumado com o tratamento preferencial que Luiz dispensava


às suas irmãs, tenta matar seu pai desferindo-lhe dois tiros, dos quais,
por sorte, Luiz consegue escapar ileso.
Dois anos antes, este registrara testamento público, estipulando que
seu patrimônio disponível deveria ser herdado por Jorge e Joana.
Luiz vem a falecer durante viagem a Salvador, em 2017, deixando como
herança líquida o montante de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de
reais).

Com base na hipótese apresentada, responda aos itens a seguir.


QUESTÃO SUBJETIVA
SUCESSÕES

A) Qual medida judicial poderá ser utilizada por Joana para evitar
que Jorge venha a suceder Luís? Há algum prazo-limite para
isso?

B) Qual o foro competente para processar e julgar o inventário de


Luiz?
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 23

A) Joana deve ajuizar demanda objetivando a declaração de


indignidade de Jorge, fundamentada no art. 1814, inciso I, do
Código Civil, pois o herdeiro Jorge foi autor de tentativa de
homicídio contra Luís, pessoa de cuja sucessão se trata. Com o
reconhecimento judicial da indignidade de Jorge, este será excluído
da sucessão de Luís.
O prazo para o ajuizamento da demanda é de 4 anos da abertura
da sucessão, segundo o art.1815, parágrafo único do CC/02.

B) O foro competente é o da cidade de Maceió, nos termos do art. 48


do CPC/15 ou do art. 1785 do CC, já que ali era domiciliado o autor da
herança.
QUESTÃO SUBJETIVA
SUCESSÕES

24) (OAB/Exame Unificado -2015.3 – 2.° fase) Suzana Carvalho,


viúva, tinha como únicos parentes vivos sua irmã Clara Pereira e
seu sobrinho Alberto, filho de Clara. Em 2010, Suzana elaborou
testamento público nomeando como sua herdeira universal sua
amiga Marta de Araújo.

Em 2012, Suzana mudou de ideia sobre o destino de seus bens e


lavrou testamento cerrado, no qual contemplou com todo o seu
patrimônio seu sobrinho Alberto Pereira.
No final de 2013, Alberto faleceu num trágico acidente. Suzana
faleceu há um mês. Clara Pereira e Marta de Araújo disputam a
sua herança.
QUESTÃO SUBJETIVA
SUCESSÕES

Marta alega que não ocorreu a revogação do testamento de


Suzana lavrado em 2010, vez que um testamento público só
pode ser revogado por outro testamento público.

Clara procura você como advogado e indaga a quem deve


caber a herança de Suzana. Diante disso, com base nos
dispositivos legais pertinentes à matéria, responda aos
itens a seguir.

A) Suzana podia dispor de todo o seu patrimônio por meio


de testamento?
QUESTÃO SUBJETIVA
SUCESSÕES

B) Um testamento cerrado pode revogar um testamento


público?

C) Com o falecimento de Alberto, quem deve suceder à


Suzana?
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 24

A) Suzana podia dispor de todo o seu patrimônio, uma vez que não
tinha herdeiros necessários, sendo certo que os colaterais são
herdeiros facultativos, nos termos do art. 1850 do Código Civil.

B) O testamento público pode ser revogado por qualquer outra forma


testamentária. De fato, não há hierarquia entre as formalidades
testamentárias, dependendo a revogação de um testamento da
validade do testamento revogatório, conforme o que dispõe o art.1969
do Código Civil.

C) Nesse caso, a sucessão obedecerá às regras da sucessão legítima,


cabendo toda a herança de Suzana à sua irmã Clara Pereira, nos
termos do art.1829, inciso IV do Código Civil.
QUESTÃO SUBJETIVA
SUCESSÕES

25) (OAB/Exame Unificado -2015.1 -2.° fase) Roberval não


possuía filhos e seus pais já eram falecidos. Seu único
parente era seu irmão Ângelo, sendo certo que tanto
Roberval quanto Ângelo jamais se casaram ou viveram
em união estável.
Roberval, que tinha um imóvel na Tijuca e outro menor
no Flamengo, decidiu beneficiar Caio, seu melhor amigo,
em sua sucessão, razão pela qual estabeleceu em seu
testamento que, por ocasião de sua morte, o imóvel da
Tijuca deveria ser destinado a Caio, passando para os
filhos de Caio quando do falecimento deste. Quando
Roberval faleceu, Caio já tinha um filho de 05 anos.
QUESTÃO SUBJETIVA
SUCESSÕES

Com base no enunciado acima, responda aos itens a


seguir.

A) Roberval poderia beneficiar seu amigo Caio em sua


sucessão?

B) Descreva a sucessão de Roberval e como deverá ser


dividida a sua herança, consistente nos seus dois
imóveis, a saber, o da Tijuca e o do Flamengo.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 25

A) Considerando que Roberval tinha como parente apenas


seu irmão Ângelo, que não é herdeiro necessário,
consoante o disposto nos artigos 1845 e 1850 do Código
Civil, Roberval poderia beneficiar Caio em sua sucessão
sem qualquer limite quantitativo.

B) O imóvel da Tijuca caberá ao filho de Caio em nua


propriedade e a Caio em usufruto, conforme o disposto
no parágrafo único do art.1952. Já o imóvel do Flamengo
caberá ao único parente e herdeiro legítimo de Roberval,
a saber, seu irmão Ângelo (art.1829, IV, do CC/02).
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
ARROLAMENTO SUMÁRIO. DECLARAÇÕES DE
HERDEIROS E DE BENS E PARTILHA AMIGÁVEL.

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ... VARA ...

Pelo presente instrumento particular, referente aos bens deixados por


V.T.C., as partes M.T.C, brasileira, do lar, na qualidade de viúva meeira e
inventariante, e J,T.C, brasileiro, solteiro, maior, industrial, na qualidade de
filho e único herdeiro do inventariado, ambos residentes na rua ..., n.° ...,
nesta cidade, apresentam declaração de herdeiros e de bens, e resolvem
fazer a partilha amigável dos bens, conforme previsão dos artigos 659 do
Código de Processo Civil e 2015 do Código Civil, nos seguintes termos:
I- Autor da Herança: V.T.C, falecido no dia ... de ... de 1983, em seu
domicílio, na rua ... n.° ... Nesta cidade, qualificava-se como brasileiro,
casado, professor universitário, sendo portador do RG n.° ... e do CPF n.° ...
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
ARROLAMENTO SUMÁRIO. DECLARAÇÕES DE HERDEIROS
E DE BENS E PARTILHA AMIGÁVEL.

II- Viúva Meeira: M.T.C, brasileira, do lar, residente no endereço


supra, sendo portadora do RG n.° ..., e do mesmo CPF do ex-marido; foi
casada com o de cujus, no regime de comunhão universal de bens antes
da Lei 6515/77 (ou, se depois, conforme a escritura de pacto antenupcial).
III- Herdeiro: J.T.C., brasileiro, solteiro, maior, industrial, filho e
único herdeiro do inventariado, residente no mesmo endereço supra,
portador do RG n.° ... E do CPF n.° ...
IV – Bens deixados pelo autor da herança:
a) Imóvel consistente em terreno e casa, na rua ..., n° ..., bairro ...
Nesta cidade, medindo o terreno ... confrontando com ..., adquirido
de ..., mediante escritura objeto de matrícula n° ..., do Registro de
Imóveis desta Capital, cadastrado na Prefeitura deste Município sob o
n.° ..., tendo o valor de R$ 1.000,00.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
ARROLAMENTO SUMÁRIO. DECLARAÇÕES DE
HERDEIROS E DE BENS E PARTILHA AMIGÁVEL.
b) Automóvel ..., chassis n.° ... placa n° ..., certificado de propriedade n° ...,
no valor de R$ 500,00,
c) Depósito no Banco ..., conta n° ... R$ 500,00.
IV.1 – Valor total dos bens: R$ 2.000,00.
IV.2 – Valor da meação: R$ 1.000,00.
IV.3 – Valor do quinhão do herdeiro: R$ 1.000,00.

V- Pagamentos:
a) à viúva meeira, M.T.C, em pagamento de sua meação no valor de R$
1.000,00, caberão os seguintes bens:
1. metade ideal do imóvel descrito no item I, “a”, supra, no valor de R$
500,00.
2. O depósito bancário descrito no item I, “c”, supra no valor de R$ 500,00.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
ARROLAMENTO SUMÁRIO. DECLARAÇÕES DE HERDEIROS E DE
BENS E PARTILHA AMIGÁVEL.

b) Ao herdeiro J.T.C., em pagamento de seu quinhão na herança, no


valor de R$ 1.000,00, caberão os seguintes bens:
1. Metade ideal do imóvel descrito no item I, “a”, supra, no valor de R$
500,00.
2. O automóvel ..., placa n° ..., chassis n° ..., no valor de R$ 500,00.
VI – As presentes declarações e instrumentos de partilha amigável
instruem o pedido de arrolamento sumário, para a devida homologação
judicial.
E por estarem assim ajustadas, assinam o presente instrumento.
São Paulo, ... de ... de 2...

Assinatura das partes e do procurador.


ORIENTAÇÕES:
ARROLAMENTO SUMÁRIO. DECLARAÇÕES DE HERDEIROS E DE
BENS E PARTILHA AMIGÁVEL.

OBS:
 A partilha amigável pode ser formalizada por escritura pública,
termo nos autos do arrolamento ou escrito particular, para
homologação judicial (art.2015 do CC/02).

 Caso tenha sido instaurado processo de inventário (e não de


arrolamento sumário), sobrevindo acordo de partes maiores e
capazes, pode ultimar-se pela partilha amigável, na forma acima.

 Por serem as partes maiores e capazes, podem optar pela


escritura pública de inventário e partilha (art.610, § 1°, do CPC
de 2015).
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. PETIÇÃO DE ABERTURA PELO CÔNJUGE
SOBREVIVENTE

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ... VARA ...

J.P.M., brasileira, viúva, de prendas domésticas, residente e domiciliada


na rua .., n° ..., nesta Capital, vem informar a Vossa Excelência que no dia ...
de ... de ... de 2..., faleceu nesta Capital o senhor R.J.A., na rua ..., n° ... onde
teve seu último domicílio, sem deixar testamento (ou com testamento),
tendo deixado bens e herdeiros, bem como a requerente, como cônjuge
supérstite, com quem era casado no regime de comunhão parcial de bens (ou
outro regime de bens, conforme escritura de pacto antenupcial, ou regime da
separação obrigatória), mantendo convivência até a data do falecimento.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. PETIÇÃO DE ABERTURA PELO CÔNJUGE
SOBREVIVENTE

Tendo obrigação de dar os bens a inventário e partilha, nos termos do


artigo 615 do CPC, requer se digne nomeá-la inventariante, admiti-la a
assinar o respectivo termo, prestar as devidas declarações e promover os
demais termos do processo, até final partilha.
Junta documentos e atribui à causa o valor de R$ ..., que é o valor dos
bens a serem inventariados.
Termos em que,
P. deferimento
São Paulo ... de ... de 2...
Advogado
OAB
ORIENTAÇÕES
INVENTÁRIO. PETIÇÃO DE ABERTURA PELO CÔNJUGE
SOBREVIVENTE

DOCUMENTOS:
 Procuração;
 Certidão de óbito;
 Prova de qualidade da requerente

OBS:
 Requerimento semelhante poderá ser feito por companheiro
sobrevivente, comprovando vida em comum com o autor da herança
(art.1723 do CC/02).
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. PETIÇÃO DE ABERTURA POR HERDEIRO

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ... VARA ...

J.S., brasileiro, casado, professor, residente e domiciliado na rua ..., n° ..., nesta cidade,
vem informar à Vossa Excelência que faleceu o Sr. ... SS., no dia ... de ... de 2..., em seu
domicílio, na rua ... n° ... Nesta Capital, sem testamento (ou com testamento), deixando
bens e herdeiros.
Na qualidade de herdeiro, requer a abertura do inventário dos bens deixados pelo
falecido, solicitando seja nomeado inventariante o cônjuge sobrevivente, N.S (ou o
herdeiro que esteja na posse da herança...),residente no mesmo endereço onde faleceu o
autor da herança (ou na rua...), devendo ser intimado para compromisso de bem e
fielmente desempenhar o cargo e dar prosseguimento ao inventário até final partilha.
Atribui à causa o valor de R$ ..., que é o valor estimado dos bens deixados pelo falecido.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. PETIÇÃO DE ABERTURA POR HERDEIRO

. Termos em que,
Pede deferimento.
São Paulo, ... de ... de 2...
Advogado ...
OAB ...
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. PETIÇÃO DE ABERTURA POR HERDEIRO

DOCUMENTOS:
 Procuração
 Certidão de óbito
 Prova da qualidade do requerente.

OBS:
 O pedido pode ser formulado, com as necessárias adaptações, por
outras pessoas mencionadas no art.616 do CPC, por terem
legitimidade concorrente.
QUESTÃO SUBJETIVA

26) (OAB/ Exame Unificado -2012.3 – 2.ª fase) Maria de Sousa,


casada com Pedro de Sousa, desapareceu de seu domicílio,
localizado na cidade de Florianópolis, sem dar notícias e não
deixando representante ou procurador para administrar seus
bens. Passados dez anos do trânsito em julgado da sentença
de abertura da sucessão provisória dos bens deixados por
Maria, seu marido requereu a sucessão definitiva.

Considerando o caso relatado, utilizado os argumentos


jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao
caso, responda aos itens a seguir.
QUESTÃO SUBJETIVA

A) Em qual momento haverá a presunção de morte de


Maria?

B) A presunção de morte de Maria tem o condão de dissolver


o casamento entre ela e Pedro?
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 26

A) Após a abertura da sucessão definitiva. O art. 6.°, do CC,


admite a morte presumida, quanto aos ausentes, nos casos
em que a lei autoriza a abertura da sucessão definitiva (art.
6.° c/c art.37, do Código Civil).

B) Sim. O inciso I e o § 1° do art.1571 estabelecem que a


sociedade conjugal termina com a morte de um dos
cônjuges, aplicando-se a presunção estabelecida pelo Código
Civil quanto ao ausente.
QUESTÃO SUBJETIVA

27) (OAB/ Exame Unificado -2012.1 – 2.ª fase) Marco Antônio,


solteiro, maior e capaz, resolve lavrar testamento público, a fim
de dispor sobre seus bens. Tendo em vista que os seus únicos
herdeiros são os seus dois filhos maiores e capazes, Júlio e Joel,
ambos solteiros e sem filhos, e considerando-se que o
patrimônio de Marco Antônio corresponde a dois imóveis de
igual valor, dois automóveis de igual valor e R$ 100.000,00 em
depósito bancário, ele assim dispõe sobre os seus bens no
testamento: deixa para Júlio um imóvel, um automóvel e
metade do montante depositado na conta bancária e, de igual
sorte, deixa para Joel um imóvel, um automóvel e metade do
montante depositado na conta bancária.
QUESTÃO SUBJETIVA

Logo após ter ciência da lavratura do testamento público por seu pai, Júlio
decide imediatamente lavrar escritura pública por meio da qual renuncia
expressamente apenas ao automóvel, aceitando receber o imóvel, bem
como metade do montante depositado em conta bancária.

Para tanto, afirma Júlio que há diversas multas por infrações de trânsito e
dívidas de impostos em relação ao automóvel, razão pela qual não lhe
interessa herdar esse bem. Tomando conhecimento da lavratura da
escritura pública de renúncia por Júlio, Marco Antônio e Joel decidem
consultar um advogado.

Na condição de advogado (a) consultado por Marco Antônio e Joel,


responda aos itens a seguir, utilizando os argumentos jurídicos
apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 27

A) Poderia Júlio renunciar à herança no momento por ele


escolhido?

B) Independentemente da resposta dada ao item anterior, poderia


Júlio renunciar exclusivamente ao automóvel, recebendo os
demais bens?
RESPOSTA DA QUESTÃO SUBJETIVA 27

A) É vedado dispor sobre herança de pessoa viva, na forma do


art.426 do CC/02.

B) De acordo com o art.1808 do CC/02, é vedada a renúncia


parcial. A renúncia é indivisível, razão pela qual somente é
autorizado ao herdeiro renunciar todo o quinhão a que teria
direito.
QUESTÃO SUBJETIVA

28) (OAB/ Exame Unificado -2011.2 - 2ª fase) Cristina dos Santos


desapareceu após uma enchente provocada por uma forte
tempestade que assolou a cidade que morava.

Considerando estar provada a sua presença no local do acidente


e não ser passível encontrar o corpo de Cristina para exame,
responda aos itens a seguir, empregando os argumentos
jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao
caso.

A) Trata-se de hipótese de morte presumida?


B) Qual é o procedimento para realização do assento de óbito de
Cristina?
RESPOSTA DA QUESTÃO SUBJETIVA 28

A) Sim. Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação


de ausência, se for extremamente provável a morte de quem
estava em perigo de vida. Nesse caso, a declaração de morte
presumida poderá ser requerida após esgotadas as buscas e
averiguações (art.7°, I, e parágrafo único do CC/02).

B) O art.88 da Lei de Registros Públicos consagra um


procedimento de justificação, nos termos dos artigos 381,§ 5°
do CPC, para a finalidade de proceder ao assento de óbito nos
casos de desastre ou calamidade, no qual não tenha sido
possível realizar exame médico no cadáver.
QUESTÃO SUBJETIVA

29) (OAB/Exame Unificado -2009.1 – 2.ª fase) Jaqueline requereu


inventário, sob a modalidade de arrolamento de bens, em decorrência
do falecimento de seu esposo, com quem era casada em regime de
comunhão universal de bens.

A autoridade julgadora determinou a juntada aos autos da habilitação


e a representação de todos os herdeiros descendentes, tendo em vista a
informação de que da união teriam nascido três filhos.

Contra a referida decisão insurgiu-se a viuva, alegando que o fato de ter


sido casada com o falecido, em regime de comunhão universal de bens,
implicaria a exclusão de seus filhos da sucessão, de acordo com o
art.1829, I do Código Civil.
QUESTÃO SUBJETIVA

Considerando essa situação hipotética, discorra, com


base no Código Civil de 2002, a respeito dos direitos da
viúva na referida sucessão, especificando se o fato de ter
sido casada em regime de comunhão universal de bens
exclui os descendentes da sucessão.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 29

Com a morte do marido de Jaqueline, fica extinta a sociedade conjugal,


atribuindo-se a ela a chamada meação, consiste em metade do
patrimônio do casal, e decorrente do Direito de Família.

A outra metade consiste na herança deixada por seu esposo. E tal


herança deve ser distribuída considerando a ordem de vocação
hereditária, previsto no Direito das Sucessões.

Essa ordem, estabelecida no art.1829 do Código Civil, faz com que uma
classe de herdeiros exclua a dos outros, na ordem prevista no dispositivo.
Assim, e a título de exemplo, não havendo descendentes e ascendentes
do de cujus, mas somente cônjuge sobrevivente (inciso III do art. 1829),
ficam excluídos da herança os parentes colaterais (inciso IV do art.1829).
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 29

No caso em tela, pertence à primeira classe de herdeiros os


descendentes do de cujus, bem como o cônjuge sobrevivente, desde
que este não seja casado, dentre outros regimes ou condições, pelo
regime da comunhão universal de bens.

Nesse sentido, e considerando que Jaqueline era casada com o


falecido pelo regime da comunhão universal, a existência de
descendentes do de cujus, faz com que ela fique excluída da
sucessão, sendo beneficiada apenas pela regra que dispõe que o
cônjuge sobrevivente tem “o direito real de habitação relativamente
ao imóvel destinado à residência da família, desde que seja o único
daquela natureza a inventariar.” (art.1831 do CC/02).
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 29

Dessa forma, depois de separado da totalidade dos bens do


casal o montante referente à meação a que tem direito
Jaqueline, a outra metade do patrimônio do casal pertence
exclusivamente aos filhos do falecido, que a repartirão em
partes iguais.
QUESTÃO SUBJETIVA

30) (OAB/ Exame Unificado -2007.3 – 2.ª fase) Dora em


virtude do falecimento de seu marido, Pedro, pretende
renunciar à meação e transferir aos filhos do casal a
propriedade do imóvel que serve de moradia para a
família, adquirido na constância do casamento.

Diante dessa situação hipotética, redija um texto


dissertativo acerca da meação do cônjuge sobrevivente
e sobre a possibilidade de sua renúncia nos próprios
autos do inventario da herança do cônjuge falecido.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 30

- Não se pode confundir o direito à meação com o direito à


sucessão hereditária.

- O direito à meação decorre do Direito de Família e diz


respeito à metade do patrimônio comum, que deve ser
destacada em favor do cônjuge do sobrevivente, diante do
fim da sociedade conjugal.

- O direito à sucessão hereditária diz respeito à parte que


compete ao herdeiro sobre os bens deixados pelo falecido.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 30

- No caso em tela, o imóvel que serve de moradia para a


família consiste no patrimônio comum do casal Dora e
Pedro. Com o falecimento deste, a sociedade conjugal fica
extinta e Dora, pelo Direito de Família, tem direito de ficar
com 50% do imóvel, referente à sua meação. Os outros
50% consistem no patrimônio deixado por Pedro. Trata-se
da herança, que deve ser dividida entre seus herdeiros.

- Com relação à meação de Dora, a terminologia adequada


para o ato que ela deseja praticar não é renúncia à meação,
e sim doação da parte que lhe cabe pelo direito de família.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 30

- E a jurisprudência vem admitindo que essa cessão


patrimonial seja feito nos autos do inventário, mediante
termo judicial. Pode-se aplicar por analogia o disposto no art. 657
do Código de Processo Civil.

- Dependendo do regime de bens que Dora mantinha com Pedro,


pode ser que ela também seja herdeira dele, em concorrência com
os filhos do casal (art.1829, I do CC/02).

- Nesse caso, e somente no que disser respeito à parte que compete a


Dora pelo Direito das Sucessões, esta poderá renunciar à herança,
o que pode ser feito, segundo o art.1806 do Código Civil, por
instrumento público ou termo judicial.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 30

- Assim, o cônjuge sobrevivente, em relação aos seus direitos sucessórios,


pode requerer nos autos do inventário, seja lavrado termo judicial do
qual conste sua renúncia à herança deixada pelo de cujus.
QUESTÃO SUBJETIVA

31) (OAB/ Exame Unificado – 2004 – 2.ª fase) Dora, divorciada,


viveu em união estável com José – viúvo e pai de três filhos
maiores e capazes, advindos de seu casamento com Maria –
durante dez anos consecutivos, desde janeiro de 1994.

Durante a convivência, adquiriu um apartamento em


sociedade com José em agosto de 1996, imóvel onde reside
atualmente com sua filha, advinda do casamento desfeito.

Na escritura pública desse bem, consta que Dora e José são


proprietários do imóvel em partes iguais, ou seja, cada um é
proprietário de 50% do bem.
QUESTÃO SUBJETIVA

Os conviventes não tiveram filhos comuns. Em maio do corrente


ano, José faleceu, e Dora, desejando regularizar a situação do
imóvel e diante da ausência de acordo com os herdeiros do
companheiro, procurou um advogado para receber orientações.

Considerando o relato hipotético acima, redija texto dissertativo


acerca das orientações que poderia oferecer a Dora, na condição de
seu advogado, abordando, necessariamente, os seguintes aspectos:
QUESTÃO SUBJETIVA

-Os direitos de Dora com relação ao apartamento;

-Os direitos dos herdeiros diretos do companheiro no


que se refere ao bem;

-Os procedimentos para a regularização da situação do


imóvel.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 31

- Na constância da união estável há presunção legal de


mútua colaboração na formação do patrimônio do casal.
Esse dado, somado ao fato de que na escritura pública do
imóvel de propriedade de José e Dora consta que cada um é
proprietário de 50% do bem, faz com que Dora tenha, de
início, e no que tange ao Direito de Família, direito à
meação do imóvel, com o falecimento de José.

- Porém, resta saber se Dora também tem algum direito


sucessório, no que diz respeito ao Direito das Sucessões.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 31

- Nesse sentido, o art. 1790 do atual Código Civil, lei


aplicável à espécie pelo fato de o falecimento de José ter
ocorrido em 2004, estabelece que o companheiro participará
da sucessão do outro, quanto aos bens adquiridos
onerosamente na vigência da união estável.

- No caso, o inciso II do art.1790, aplicável ao caso em


virtude de Dora só estar concorrendo com descendentes do
autor da herança, estabelece que a companheira terá direito
a metade do que couber a cada um dos filhos do de cujos.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 31

Dessa forma, Dora ficará com 57, 14% e cada um dos três
herdeiros 14,28% dos direitos sobre o imóvel.

Diante da ausência de acordo com os herdeiros de José, a


situação deve ser regularizada no bojo de um processo
de inventário, que poderá ser iniciado por pedido
formulado pela própria Dora (art.615 do Código de
Processo Civil).
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO CONJUNTO (OU CUMULADO). PETIÇÃO INICIAL

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ... VARA...

J.C.C, brasileiro, casado, industrial, residente na rua ..., n° ..., nesta


cidade, por su procurador, respeitosamente requer a Vossa Excelência a
abertura do inventário conjunto dos bens deixados por seu pai M.C.C, e
por sua mãe L.C.C., falecidos respeitosamente em ... e ... do corrente ano,
tendo como último domicílio à rua ..., n° ..., nesta cidade.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO CONJUNTO (OU CUMULADO). PETIÇÃO INICIAL

Os falecidos não deixaram testamento. Uma vez que os herdeiros de


ambos são os mesmos, justifica-se cumulação do inventário das duas
heranças, nos termos do artigo 672 inciso II, do CPC.
Na qualidade de herdeiro, e achando-se na posse e administração dos
bens, aguarda o requerente sua nomeação como inventariante, a fim de
que preste compromisso e apresente as primeiras declarações,
promovendo o andamento do processo até final partilha.
Com os documentos abaixo, e dando à causa o valor estimado de R$ ...
P.deferimento.
São Paulo, ... de ... de 2...
Advogado ...
OAB ...
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO CONJUNTO (OU CUMULADO). PETIÇÃO INICIAL

DOCUMENTOS:
 Procuração
 Certidões de óbito
 Prova da qualidade do requerente

OBS:
 A cumulação de inventários de cônjuges ou companheiros
pode ser requerida de início ou depois da instauração do
primeiro inventário, até a fase precedente à partilha.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO CONJUNTO (OU CUMULADO). PETIÇÃO INICIAL

 Também pode ser requerida a cumulação de inventários


quando houver a identidade de beneficiários da herança
ou a dependência de uma das partilhas em relação à outra
(art.672, incs. I e II, do CPC).
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO COM TESTAMENTO.´PETIÇÃO INICIAL

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ... VARA ...

J.P.M., brasileira, viúva, funcionária pública, residente e


domiciliada na rua ..., n° ..., nesta Capital, por seu procurador,
vem informar a Vossa Excelência que, no dia ... de ... do
corrente ano, faleceu R.P.M., na rua ... n° ..., nesta cidade, onde
residia, deixando bens e herdeiros, sendo que era casado com a
requerente no regime da comunhão parcial de bens.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO COM TESTAMENTO. PETIÇÃO INICIAL

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ... VARA ...

J.P.M., brasileira, viúva, funcionária pública, residente e


domiciliada na rua ..., n° ..., nesta Capital, por seu
procurador, vem informar a Vossa Excelência que, no dia ...
de ... do corrente ano, faleceu R.P.M., na rua ... n° ..., nesta
cidade, onde residia, deixando bens e herdeiros, sendo que
era casado com a requerente no regime da comunhão parcial
de bens.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO COM TESTAMENTO. PETIÇÃO INICIAL

O falecido deixou testamento público, cujo registro está


sendo requerido nesse I. Juízo, em procedimento autônomo,
devendo a certidão ser oportunamente juntada a estes autos,
para que as disposições de última vontade constem na
declaração de bens e de herdeiros, e sejam cumpridas em
regular partilha.
Assim, estando a requerente na posse e administração
dos bens, com fundamento nos artigos 615, inciso I, do CPC,
respeitosamente requer a Vossa Excelência sua nomeação
como inventariante, com assinatura de termo de
compromisso, e a promoção dos regulares atos do processo,
com a devida intervenção do órgão do Ministério Público.
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INVENTÁRIO COM TESTAMENTO. PETIÇÃO INICIAL

Junta os documentos abaixo relacionados, e dá à causa o


valor de R$ ..., correspondente à estimativa dos bens a serem
inventariados.
Requer a distribuição por dependência ao processo de
registro do Testamento (proc. n° ...).
Termos em que,
P. deferimento.
São Paulo ... de ... De 2...
Advogado ...
OAB ...
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INVENTÁRIO COM TESTAMENTO. PETIÇÃO INICIAL

DOCUMENTOS:

 Procuração
 Certidão de óbito
 Documentos pessoais
 Certidão do Colégio Notarial sobre testamento em
nome do falecido
 Prova da qualidade da requerente
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INVENTÁRIO NEGATIVO. PETIÇÃO INICIAL.

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ... VARA ...

J.O.M., brasileiro, viúvo, comerciante, residente e domiciliado na rua ...,


n° ..., nesta Capital, por seu advogado, vem à presença de Vossa Excelência
para comunicar a morte de sua mulher M.A.M., ocorrida no dia ... de ... de ...
nesta cidade, deixando filhos menores, mas não deixando bens a inventariar.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO NEGATIVO. PETIÇÃO INICIAL

Pretendendo o requerente casar-se novamente e visando afastar a


causa suspensiva do artigo 1.523, I, do Código Civil, para prevenir
possíveis direitos e obrigações com relação ao regime de bens (art.1641,
§ 1°, do CC), requer a Vossa Excelência se digne determinar abertura do
inventário negativo.
Após prestadas as declarações necessárias, ouvido o representante
do Ministério Público e citada a Fazenda Estadual, requer a
homologação daquelas declarações, para os devidos fins legais.
Junta os documentos abaixo relacionados, e dá à causa, para efeitos
fiscais, o valor de R$ ...
Nestes termos,
P. deferimento.
São Paulo, ... de ... de 2...
Advogado ...
OAB ...
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO NEGATIVO. PETIÇÃO INICIAL

DOCUMENTOS:

 Procuração
 Certidão de óbito
 Prova da qualidade do requerente
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO COM HERDEIRO MENOR, SEM TESTAMENTO.
PRIMEIRAS DECLARAÇÕES

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ... VARA ...

J.C.C., inventariante regularmente compromissado, nos autos do inventário dos bens


deixados por M.C.C., processo n° ..., em curso nessa Vara e em seu respectivo Cartório,
respeitosamente apresenta a Vossa Excelência, com fundamento no artigo 620 do CPC, as
primeiras declarações, nos termos que seguem:

I- AUTOR DA HERANÇA:
M.C.C., falecido no dia ... em seu domicílio, na rua ..., n° ..., nesta cidade; qualificava-se
como brasileiro, casado, industrial, portador do RG n° ... E do CPF n° ... Não deixou
testamento, ou qualquer disposição de última vontade.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO COM HERDEIRO MENOR, SEM TESTAMENTO.
PRIMEIRAS DECLARAÇÕES

II- VIÚVA MEEIRA:


J.C.C., brasileira, funcionária pública, residente na rua ..., n° ..., nesta
cidade, portadora do RG n° ..., e do CPF n° ..., tendo sido casada no
regime de ..., em ..., com (ou sem) escritura de pacto antenupcial.

III- HERDEIROS (filhos do inventariado):


a) V.C.C., brasileiro, industriário, RG n° ... CPF n° ..., casado no
regime de comunhão parcial de bens com N.C.C. em ..., com (ou sem)
escritura de pacto antenupcial, brasileira, do lar, RG n° ..., CPF n° ......,
ambos residentes na rua ... n° ..., nesta cidade.
b) U.C.C., brasileiro, solteiro, menor, com 15 anos de idade, residente
no mesmo endereço da mãe, constante do item II.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO COM HERDEIRO MENOR, SEM TESTAMENTO.
PRIMEIRAS DECLARAÇÕES

IV – BENS
a) Um imóvel assim descrito: ... (transcrever da matrícula ou, se não
houver, do instrumento de aquisição), achando-se matriculado no ... Registro
de Imóveis, sob o n° ... e cadastrado na Prefeitura deste Município sob n° ...
Valor do Imóvel, conforme lançamento fiscal: R$...
b) Um automóvel, marca ..., ano ...´placas de São Paulo, n° ..., certificado
de propriedade n° ... Valor: R$ ...
Valor total dos bens ... R$ ...

V- DÍVIDAS
O inventariado não deixou dívidas ativas ou passivas.
Requer sejam tomadas por termo as declarações, prosseguindo-se com
abertura de vista ao Ministério Público, em face dos interesses de herdeiro
menor, e citação da Fazenda Pública.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO COM HERDEIRO MENOR, SEM TESTAMENTO.
PRIMEIRAS DECLARAÇÕES

Junta os documentos referentes aos herdeiros e bens, e protesta por


eventual aditamento por ocasião das últimas declarações.
Termos em que,
P. deferimento.
São Paulo, ... de ... de 2...
Advogado ...
OAB ...
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO COM HERDEIRO MENOR, SEM TESTAMENTO.
PRIMEIRAS DECLARAÇÕES

DOCUMENTOS:
 RG, CPF e certidão de casamento da viúva.
 RG, CPF e certidão de casamento e/ou nascimento dos
filhos.
 Escritura e certidão do registro de imóveis.
 Certidão de propriedade do veículo.
 Lançamento fiscal do imóvel.
 Negativas fiscais.
 Escritura de pacto antenupcial (se for o caso)
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO COM HERDEIRO MENOR, SEM TESTAMENTO.
PRIMEIRAS DECLARAÇÕES

OBS:

 Embora presumam-se verdadeiras as declarações do


inventariante, recomenda-se a exibição completa dos
documentos, para evitar dúvidas ou reclamações de
terceiros interessados e, também, para conferência dos
dados, para prevenir erros na partilha.
QUESTÃO SUBJETIVA

QUESTÃO 32
Maria Eduarda possui dois filhos, Ana e Pablo. Ao longo de sua vida, amealhou patrimônio no
valor de R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais). Diante da idade avançada, Maria Eduarda
decidiu reduzir a Testamento Público suas últimas vontades. Feito isso, legou ao seu filho Pablo –
o qual sempre foi mais atencioso e querido com ela – a quantia de R$ 1.750.000,00 (um milhão,
setecentos e cinquenta mil reais). À Ana, sua filha sempre mais distante, legou o restante do
patrimônio, no importe de R$ 1.250.000,00 (um milhão, duzentos e cinquenta mil reais). Ana,
irresignada com a atitude da mãe, contrata um advogado, solicitando providências.

Pergunta-se:
A) É válido o testamento público realizado por Maria Eduarda? Explique.
B) Diante da situação acima apresentada, pode-se dizer que a pretensão de Ana está acertada?
Explique.
 
Justifique sua opinião com base na legislação e conhecimentos sobre o Direito sucessório.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 32

A) Sim. O testamento é válido, consoante redação do


art.2018 do CC/02 (que diz que é válida a partilha feita por
ascendente, por ato entre vivos ou de última vontade, contanto
que não prejudique a legítima dos herdeiros necessários.
O fato da mãe, Maria Eduarda, ter legado um valor, maior
para o filho Pablo (como o fez, ela legou a ele 1000 reais a mais
que Ana, este fato não fere a legítima.
O art. 1789 do CC/02 inclusive fala que havendo herdeiros
necessários, o testador só poderá dispor da metade da herança
(no caso, pode dispor de 1.500. 000,00 reais, que é a parte
disponível).
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 32

B) Logo, a pretensão de Ana não assiste razão, não está


acertada.
Essa atitude de Maria Eduarda não feriu a legítima, já que
metade do patrimônio foi devidamente dividido entre os
herdeiros necessários (art.1845 do CC/02).
No caso, os descendentes de dona Maria Eduarda, de
modo que a testadora dispôs apenas da parte disponível.
QUESTÃO SUBJETIVA

QUESTÃO 33

EVERTON, não tinha mais parentes, nunca tivera descendentes e nunca tinha
vivido em união estável ou em matrimônio com ninguém. Há alguns anos, ele
decidiu fazer um testamento e deixar todo o seu patrimônio para seus amigos da
vida toda, Carlos e Luciano. Seis meses depois da lavratura do testamento, por
força de um exame de DNA, Roberto descobriu que tinha um filho, Marcos, de 31
anos, que não conhecia, fruto de um relacionamento passageiro ocorrido no
começo de sua juventude. EVERTON reconheceu a paternidade de Marcos no
Registro Civil e passou a conviver periodicamente com o filho. No mês passado,
EVERTON faleceu.

Assim, conforme conhecimentos acerca do Direito Sucessório, pergunta-se:


A) As disposições de última vontade de EVERTON deverão ser atendidas?
Explique.
B) Atualmente, como deverá ser partilhado o patrimônio de EVERTON? Explique.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 33

A) Não. Pois existe herdeiro necessário.


Neste caso, considerando que sobreveio descendente (herdeiro
necessário, art.1845 do CC/02), rompe-se o testamento em
todas as suas disposições, conforme redação do art.1973 do CC.
Assim, as disposições de última vontade de Everton não poderão
ser atendidas, pois não incluiu o herdeiro necessário Marcos.

B) Todo o patrimônio de Everton caberá a Marcos (art.1973


do CC/02). Nessas circunstâncias investiga-se primeiro a
existência de disposição de última vontade que seja válida e eficaz.
Não havendo, deve-se seguir a ordem de sucessão legítima
estabelecida em lei.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 33

Sendo assim, deve-se transferir toda herança para o filho


de Everton, o qual foi registrado e reconhecido em cartório.
QUESTÃO SUBJETIVA

Questão 34
Saulo Alcântara Góes, empresário do ramo da construção
civil, teve como fruto do seu primeiro casamento dois filhos:
Ariela e Bernardo.
Já divorciado, Saulo decidiu legar todos os seus bens aos seus
herdeiros, por intermédio de testamento, a fim de resguardar
o patrimônio dos seus filhos.
Passados alguns anos, Saulo iniciou um namoro com a
médica Mirela Gonçalves Viveiros. E, para a surpresa do
casal, em março de 2015, Mirela descobriu que estava
grávida, esperando um filho de Saulo.
QUESTÃO SUBJETIVA

Analisando a situação exposta, como fica a herança do


mais novo herdeiro de Saulo? Justifique sua opinião
com base na legislação e conhecimentos atuais sobre o
direito sucessório.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 34

Neste caso, considerando que sobreveio descendente


(herdeiro necessário (art.1845 do CC/02) rompe-se o
testamento em todas as suas disposições, conforme redação
do art.1973 do CC/02.

Assim, Saulo terá que elaborar novo testamento, incluindo o


novo herdeiro (que herdará em igualdade de condições com
os demais herdeiros necessários).
QUESTÃO SUBJETIVA

QUESTÃO 35

Embora a lei proteja o direito sucessório do nascituro,


não é juridicamente possível registrar no seu nome, antes
do nascimento com vida, um imóvel que tenha sido doado.

Após a leitura da situação acima, fundamente a sua


opinião com a doutrina a respeito do Direito Sucessório e
dos dispositivos da legislação civilista sobre a temática
apresentada.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 35

A capacidade sucessória do nascituro é excepcional, já que


somente sucederá se nascer com vida, havendo um estado de
pendência da transmissão hereditária, recolhendo seu
representante legal a herança sob condição resolutiva.
(Segundo Maria Helena Diniz).

Por outro lado diz o art. 542 do CC/02: “A doação feita


ao nascituro valerá, sendo aceita pelo seu representante
legal”.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 35

Nesse caso, se nascer morto, a doação caducará. Se nascer


vivo, receberá o benefício.
A aceitação é manifestada pelos pais ou por seu
curador, quando se é exigida autorização judicial
(art.1779, 1748, II e 1774 do CC/02).
Todavia, antes do nascimento com vida, não é possível o
registro do imóvel em seu nome, pois ainda não nasceu.
Pelo art.167, I, 33, da Lei 6015/73, no Registro de
Imóveis, além da matrícula, serão feitos o “registro da
doação entre vivos.”.
QUESTÃO SUBJETIVA

QUESTÃO 36

Capacidade para suceder é a aptidão da pessoa para


receber os bens deixados pelo de cujus no tempo da
abertura da sucessão. Considerando tal afirmação, diga
o que é necessário a um indivíduo para que se constitua
como capaz de suceder?
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 36

- Estar vivo, ser capaz, não ser indigno ou deserdado


(ENUNCIADO 267 DA III Jornada de civil), não ser
ilegítimos (art.1801 e 1802 do CC/02), pessoas nascidas ou já
concebidas no momento da abertura da sucessão (art.1798
do CC/02).
QUESTÃO SUBJETIVA

QUESTÃO 37

Discorra acerca da exclusão da herança e da


deserdação. Aponte suas semelhanças e distinções.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 37

-Indignidade se posiciona na sucessão legítima e é


determinada de ofício pela Lei (arts.1814, I, II e III do CC/02); a
DESERDAÇÃO ocorre por testamento, por ato de última
vontade do testador que usa o testamento para afastar os
herdeiros necessários da herança, suprimindo-lhes qualquer
participação, tirando-lhes a legítima, qual seja: a metade da
herança que não pode ser afastada por lei do testamento – exceto
no caso de deserdação.

Na DESERDAÇÃO, além das hipóteses do art. 1814 do CC/02, é


cabível a deserdação nas hipóteses dos artigos 1962 e 1963 do
CC/02.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 37

- Ambos os casos precisam de sentença para afastar o


sucessor; são comuns aos dois as hipóteses do art.1814 do
CC/02.
- A principal das semelhanças entre uma e outra é a perda
da capacidade sucessória, fora do testamento não há
deserdação. A deserdação tira a pessoa do direito da
legítima, por ato de última vontade.
QUESTÃO SUBJETIVA

QUESTÃO 38

Tanto o renunciante quanto o indigno são herdeiros


que deixam a linha sucessória, não possuindo mais
capacidade para suceder.
Discorra sobre as diferenças e eventuais semelhanças
entre esses dois institutos.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 38

- Os herdeiros do renunciante não o sucedem,


entende-se que nunca o renunciante foi herdeiro.

- O quinhão renunciado volta para o montante hereditário,


acrescendo nos quinhões dos demais.

- A renúncia é ato de livre vontade do renunciante e deve


ser expressa. É negócio jurídico solene e como tal deve ser
feito, necessariamente, por escritura pública ou por termo
judicial.
- A renúncia é ato irrevogável.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 38

- Os herdeiros do INDIGNO o sucedem, o substituem,


recebendo seu quinhão, como se ele morto fosse antes da
abertura da sucessão.

- O quinhão do excluído NÃO volta para o montante


hereditário.

- A INDIGNIDADE é ato legal oficioso, determinado por


sentença.
- Na EXCLUSÃO cabe reabilitação do indigno.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 38

- Na RENÚNCIA, os filhos não recebem a herança.


- Na INDIGNIDADE, o herdeiro é considerado MORTO e
seus descendentes o sucedem.
QUESTÃO SUBJETIVA

QUESTÃO 39

A renúncia à herança gera cinco efeitos essenciais. Cite


e explique três desses efeitos.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 39

- A RENÚNCIA tem eficácia retroativa. Tem-se o


renunciante como se jamais tivesse sido chamado à
sucessão. Consequentemente, os herdeiros do
renunciante não o representam.

- O quinhão do renunciante retorna ao montante da


herança e é acrescido aos quinhões dos demais herdeiros.

- A RENÚNCIA importa a desistência de todo quinhão do


renunciante, pois não é cabível renúncia de parte da
herança.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 39

- A RENÚNCIA é ato irrevogável.

- Mas a EXCLUSÃO POR INDIGNIDADE pode ser


revogada pela reabilitação.

- Os descendentes do renunciante não herdam por


representação na sucessão legítima. Contudo, se ele for
o único herdeiro da classe ou se os demais desta também
repudiarem a herança, seus filhos poderão ser chamados à
sucessão, por direito próprio e por cabeça.
QUESTÃO SUBJETIVA

40) FGV - (OAB/ XXVIII-Exame Unificado – 2019.1 – 2.ª fase)


José e Maria casaram-se no regime da comunhão parcial de bens. Após separação de
fato há seis meses, Maria ingressa com ação de divórcio em face de José. Na petição
inicial, Maria afirma que os bens comuns já foram partilhados e requer a decretação do
divórcio e a homologação da partilha realizada. José, por sua vez, alega que, durante o
casamento, Maria ganhou na loteria o valor de R$ 6.000.000,00 (seis milhões de reais),
que não foram partilhados. 
 
Considerando essas informações, responda aos itens a seguir.
 
A) O prêmio auferido em loteria oficial é bem comum?)
 
B) Poderia o julgador dividir o mérito, decretar desde logo o divórcio e prosseguir com o
processo para julgamento da partilha? 
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 40

A) O prêmio auferido em loteria oficial se qualifica como bem


adquirido por fato eventual, razão pela qual constitui bem
comum, nos termos do Art. 1.660, inciso II, do CC. 
 
B) Por se tratar de pedido incontroverso, pode o magistrado
julgar antecipada e parcialmente o mérito, consoante prevê
o art. 356, inciso I, do CPC c/c o Art. 1.581 do CC.
QUESTÃO SUBJETIVA

41) FGV - (OAB/ XX-Exame Unificado – 2016.2 – 2.ª fase)


Íris e Apolo, residentes no Rio de Janeiro, iniciaram namoro no final de 2008,
estando ambos divorciados. Desde 2010, mantinham relação pública, notória,
contínua e duradoura, coabitando desde o início desse mesmo ano no domicílio de
Íris, juntamente com Selene, de 19 anos, fruto do primeiro casamento de Íris. Íris e
Apolo optaram por não realizar uma escritura de união estável. 
Alguns meses após a mudança para o domicílio de Íris, Apolo vendeu o apartamento
em que residia e, com  o produto da venda, adquiriu uma casa, onde seus filhos
gêmeos do primeiro casamento, Pietro e Dionísio,  de 22 anos de idade, passaram a
residir. 
Em janeiro de 2011, o casal, juntamente com Selene, mudou-se para outro
apartamento, arrematado nesse mesmo mês por Apolo, em praça judicial, com
recursos provenientes dos rendimentos do casal. Lá realizaram diversas obras, em
razão de o apartamento necessitar de reformas nas instalações hidráulica e elétrica. 
QUESTÃO SUBJETIVA

Em 26 de dezembro de 2014, Íris e Apolo, acompanhados de Selene, sofreram acidente


automobilístico, no qual faleceram ao mesmo tempo, sem deixar testamento, tendo sido declarada a
morte do casal em suas respectivas certidões de óbito. Selene, ainda que gravemente ferida,
sobreviveu. 
Meses depois do acidente, Pietro, na qualidade de inventariante, enviou notificação para Selene, que
a inda residia no mesmo apartamento, comunicando que ele e Dionísio, únicos herdeiros de Apolo,
tomariam a posse do apartamento, caso ela não o devolvesse voluntariamente, sob o argumento de o
bem pertencer somente a seu pai, uma vez que este o arrematara em seu nome apenas.
Selene, na qualidade de única herdeira de sua mãe Íris, o(a) procura em busca de orientação
jurídica.
 
Sobre a situação descrita, responda aos itens a seguir.

A)   Quem são os herdeiros dos imóveis adquiridos por Apolo enquanto residia com Íris e
como deverão ser  partilhados? 

B)   Para buscar a tutela de seu direito, que ação Selene deve ajuizar? Quais serão as partes
deste processo? 
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 41

A) A CRFB/88 inovou ao conferir à união estável atributos de entidade


familiar, proclamando no Art. 226, § 3º, que “para efeito da proteção do
Estado é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como
entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”,
sendo o tema atualmente disciplinado pelo CC.

Restando demonstrada a unidade familiar, impõe-se o reconhecimento da


união estável, nos termos do Art. 1723, § 1º, e do Art. 1725, ambos do CC,
entre Íris e Apolo, de janeiro de 2010, data que passaram a residir
conjuntamente no apartamento de Íris, a 26 de dezembro de 2014, data do
óbito de ambos, incidindo à hipótese o regime da comunhão parcial de
bens para o patrimônio havido em comum no referido período, uma vez
que a questão não menciona a existência de escritura de união estável com
adoção de regime diverso. 
 
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 41

A casa adquirida para residência de Pietro e Dionísio foi subrogada em


bem particular de Apolo e, portanto, não se comunica com Íris (Art.
1.659, inciso I, do CC), sendo apenas os filhos gêmeos os herdeiros
desse bem.

Já o apartamento arrematado foi adquirido com recursos provenientes do


esforço comum do casal, pelo que deve ser partilhado entre o espólio de
ambos, na proporção de 50% para cada um (Art. 1.660, inciso I, do CC).

Cumpre ainda destacar que não há que se falar em direitos sucessórios


entre Íris e Apolo, uma vez que são comorientes (Art. 8º do CC), pelo
que Selene herdará 50% do imóvel adquirido durante a constância da união
daqueles, enquanto que Pietro e Dionísio, filhos de Apolo, os outros 50%
(Art. 1.835 do CC), na proporção de 25% cada um.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 41

B) Assim, Selene, na qualidade de única herdeira e


inventariante do espólio da mãe, deve ajuizar ação de
reconhecimento e dissolução pelo óbito de união estável em
face do espólio de Apolo, que será representado por seu
inventariante, Pietro (Art. 75, inciso VII, do CPC/15).
QUESTÃO SUBJETIVA

42) FGV - (OAB/ XIX-Exame Unificado – 2016.1 – 2.ª fase)

Júlia e André, casados há quinze anos, são pais de Marcos, maior de idade e
capaz. Em janeiro de 2015, quando um forte temporal assolava a cidade em
que moravam, André saiu de casa para receber aluguel do imóvel que herdara
de sua mãe, não voltando para casa ao fim do dia. Após 6 meses do
desaparecimento de André, que não deixou procurador ou informação sobre o
seu paradeiro, Júlia procura aconselhamento jurídico sobre os itens a seguir.
A) De acordo com o caso, independentemente de qualquer outra
providência, será possível obter a declaração de morte presumida de
André?
B) B) Dos personagens descritos no caso, quem detém a legitimidade ativa
para requerer a sucessão definitiva dos bens de André? Qual é o prazo
para esse requerimento?
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 42

A) Trata-se de hipótese de ausência, configurada pela saída de André


do seu domicílio sem dele haver notícias.
Não é possível obter declaração de morte presumida, pois, de
acordo com o Art. 7º do CC/02, somente haverá essa
possibilidade por risco de vida, o que não se caracteriza.

A declaração de morte fora as hipóteses do Art. 7º do CC/02,


somente se dá quando a lei autoriza a abertura da sucessão definitiva
dos bens do ausente, que ocorre, nos termos do Art. 37 do CC/02,
dez anos depois do trânsito em julgado da decisão que concede a
abertura da sucessão provisória. Não é possível, portanto, declarar
a morte presumida sem decretação prévia de ausência.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 42

B) A sucessão definitiva dos bens do ausente poderá ser


requerida, nos termos do Art. 1167 do Código de Processo
Civil e do Art. 37 do Código Civil, dez anos depois de
passada em julgado a sentença de abertura da sucessão
provisória. Os legitimados para requererem a abertura da
sucessão definitiva são os mesmos que podem requerer a
sucessão provisória, ou seja, Júlia ou o filho deles, Marcos, de
acordo com o Art. 1163, § 1º, do Código de Processo Civil.
QUESTÃO SUBJETIVA

43) FGV - (OAB/ XVI-Exame Unificado – 2015.1 – 2.ª fase)


A famosa entrevistadora Emília Juris anunciou, em seu programa, estar grávida de uma
menina. Contudo, na semana seguinte, seu marido afirmou que não podia ter filhos,
comprovando, por laudo médico de infertilidade, sua afirmativa. Em rede nacional,
acusou-a de adultério.
Diante da notícia avassaladora, Etanael Castro publicou texto no seu blog ofendendo
Emília com palavrões e expressões chulas, principalmente no âmbito sexual, atingindo-
a intensamente em sua honra, e, em relação à futura filha da entrevistadora, usou os
mesmos termos, até de forma mais grosseira.
Emília procura um advogado para assisti-la na defesa de seus direitos, questionando-o,
inclusive, quanto aos direitos de sua filha que já foi ofendida mesmo antes de nascer.
Diante da situação narrada, responda aos itens a seguir, fundamentando-as com os
dispositivos pertinentes.
A) Mesmo antes da criança nascer, Emília pode reclamar direitos do
nascituro? 
B) B) Emília possui legitimidade para ajuizar ação em seu nome e do
nascituro? 
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 43

A) O Art. 2º do Código Civil enuncia que a personalidade civil tem


início do nascimento com vida, mas põe a salvo, desde a concepção,
os direitos do nascituro. Assim sendo, a filha de Emília, ainda que na
condição de nascituro, pode ter violado seu direito à personalidade e,
portanto, tutelado pelo ordenamento.

B) Sim. Como o objeto litigioso diz respeito tanto a Emília quanto à


sua filha, Emília reunirá as situações jurídicas de legitimado
ordinário e extraordinário.
No caso da filha, trata-se de representação processual por parte de
Emília para defender os direitos da filha, já que estará em juízo em
nome alheio, defendendo interesse alheio, na forma do que dispõe os
artigos 6º e 8º do Código de Processo Civil.
QUESTÃO SUBJETIVA

44) FGV - (OAB/ XIII-Exame Unificado – 2014.1 – 2.ª fase)

Julieta possui dois filhos, Pedro e Miguel. Ao longo da vida, amealhou


patrimônio no valor de R$1.000.000,00 (um milhão de reais). Diante
da idade avançada, Julieta resolveu doar ao seu filho Pedro - o qual
sempre foi mais atencioso com a mãe - a quantia de R$600.000,00.
Miguel, indignado, procura você na qualidade de advogado,
solicitando providências.
Diante do caso narrado, responda às seguintes indagações,
fundamentadamente:
A) É válido o contrato de doação?
B) Qual medida judicial poderá Miguel propor e com que finalidade?
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 44

A) A doação é válida na parte que não ultrapasse o valor


disponível, sendo, pois, caso de nulidade parcial. Em outras
palavras, a doação padece de nulidade apenas quanto ao valor que
exceder a parte disponível, atingindo a legítima (artigos 549,
1.789, 1.846 e 2.007, §3º, do CC). Trata-se de Doação Inoficiosa.

B) Miguel poderá propor ação ordinária para a redução da doação


inoficiosa, objetivando a nulidade parcial do contrato de doação
no que tange ao valor que exceder a parte disponível, ou seja,
R$100.000,00, os quais integram a legítima.
QUESTÃO SUBJETIVA

45) CESPE/UnB - (OAB/ Exame de Ordem – 2010.1 – 2.ª


fase)

Cristina, solteira, comerciante, sem filhos, ajuizou ação de


reivindicação de determinado imóvel contra Fábio, divorciado,
servidor público, pai de duas filhas — Leila, com dezenove anos
de idade, e Lúcia, com vinte e um anos de idade.
Apresentada a contestação, ocorreu o falecimento de Fábio. 
Nessa situação hipotética, que atitude deverá adotar o(a)
advogado(a) de Fábio? Fundamente sua resposta.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 45

Em caso de morte da parte, suspende-se o processo (CPC, art.


265, I). Assim, o(a) advogado(a), na hipótese, deverá comunicar ao juiz
o falecimento da parte, juntando a certidão de óbito e requerendo a
suspensão do processo, a fim de providenciar a habilitação das filhas
do falecido, que deverão sucedê-lo no processo, conforme estabelecem
os artigos 265, I, e 1.055 do CPC:
“Art. 265. Suspende-se o processo:
I − pela morte ou perda da capacidade processual de qualquer das
partes, de seu representante legal ou de seu procurador;
(...)
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 45

Art. 1.055. A habilitação tem lugar quando, por falecimento de


qualquer das partes, os interessados houverem de suceder-lhe no
processo.”
Há necessidade de comunicação do fato ao juiz, como ensina a
doutrina: “1. Fato jurídico. A suspensão do processo dá-se pela tão só
ocorrência de um dos fatos jurídicos nomeados na norma comentada
e, portanto, independe qualquer outra medida. O fato deve ser
comunicado ao juízo para as providências cabíveis e início da
contagem dos prazos processuais.” (Nelson Nery Júnior e Rosa
Maria de Andrade Nery. Código de Processo Civil comentado. 10
ed., São Paulo: RT, 2007, p. 500).
Além disso, as filhas do falecido são suas sucessoras legítimas,
conforme arts. 1.784 e 1.829, I, ambos do Código Civil:
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 45

“Art. 1.784. Aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde logo,


aos herdeiros legítimos e testamentários.
(...)
Art. 1.829. A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte:
I − aos descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente,
salvo se casado este com o falecido no regime da comunhão
universal, ou no da separação obrigatória de bens (art. 1.640,
parágrafo único); ou se, no regime da comunhão parcial, o autor
da herança não houver deixado bens particulares.”
QUESTÃO SUBJETIVA

46) CESPE/UnB - (OAB/ Exame de Ordem – 2010.1 – 2.ª fase)

Sueli, pessoa solteira e sem filhos, adquiriu, mediante financiamento, móveis


em uma grande loja de departamentos. Paga em dia a última parcela do
financiamento, Sueli faleceu, vítima de acidente automobilístico. Seu pai,
Lúcio, viúvo, passou a receber cobrança da referida loja contra Sueli. Sabedor da
retidão do caráter da filha, Lúcio procurou e achou os comprovantes de
pagamento e quitação da dívida e os levou até a loja. Contudo, tempos depois,
recebeu a comunicação de que o nome de Sueli havia sido indevidamente
negativado.

Em face dessa situação hipotética, indique, de forma fundamentada, a


providência judicial que deverá ser tomada para a compensação do prejuízo
sofrido, assim como a legitimação para tanto.
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 46

O pai da falecida poderá ingressar com ação de indenização por


danos morais c/c com obrigação de fazer para a retirada do nome da
filha do cadastro de inadimplentes, com pedido de antecipação de
tutela contra a referida loja, haja vista estar sendo atingido o bom nome
da família. Tal ação deve ser ajuizada pelo pai, em nome próprio, e
não em nome da falecida, de acordo com o parágrafo único do art. 20
do Código Civil:
“Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à
manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da
palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma
pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da
indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a
respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais. 
RESPOSTA COMENTADA DA QUESTÃO 46

Parágrafo único. Em se tratando de morto ou de ausente, são partes legítimas


para requerer essa proteção o cônjuge, os ascendentes ou os descendentes.”

Eis o entendimento da doutrina: “Mas, a se admitir uma eventual reparação


do dano moral, consequente do atentado à memória dos mortos, a legitimação
do exercício da ação reparatória reconhecida em favor daqueles legitimados
para a iniciativa da ação penal privada, não seria decorrência de um direito
hereditário, já que morto o ofendido cuja memória é maculada, não haveria
sucessão possível em um pretenso direito nascido posteriormente à abertura
da sucessão; seria, assim, uma ação de indenização fundada em direito
próprio, no que são igualmente molestados, ainda que de maneira indireta, os
sentimentos de dor e estima de seus familiares, pelas ofensas desrespeitosas à
memória do ente querido” (Yussef Said Cahali. Dano moral. São Paulo:
Editora Revista dos Tribunais, 2 ed., pág. 700).
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO COM TESTAMENTO. PRIMEIRAS DECLARAÇÕES

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ... VARA ...

V.C.L., inventariante regularmente compromissado, nos


autos de inventário dos bens deixados por M.C.L., processo n°
..., em curso nesta Vara e em seu respectivo Cartório,
respeitosamente apresenta a Vossa Excelência, com
fundamento no artigo 620 do Código de Processo Civil, as
primeiras declarações, nos termos que seguem:
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO COM TESTAMENTO. PRIMEIRAS
DECLARAÇÕES

I- INVENTARIADO:
M.C.L., falecido no dia ... de ... de ... em seu domicílio, na
rua ..., n° ... Nesta Cidade, qualificava-se como brasileiro,
casado, professor, portador do RG n° ... e do CPF n° ... Deixou
testamento, já registrado, conforme certidão anexada aos autos.

II – VIÚVA MEEIRA:
R.C.L., brasileira, casada, funcionária pública, residente no
endereço supra, portadora do RG n° ... e do CPF n°..., foi casada
com o autor da herança no regime de ..., em ..., com (ou sem)
pacto antenupcial.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO COM TESTAMENTO. PRIMEIRAS DECLARAÇÕES

III- HERDEIRO ÚNICO:


P.C.L., filho do inventariado, brasileiro, maior, solteiro, industrial,
residente na rua ..., n° ... Nesta cidade, portador do RG n° ... e do CPF
n° ...

IV – LEGATÁRIO:
M.U.C., brasileiro, solteiro, maior, estudante, residente na rua ...,
n° ..., nesta cidade, portador do RG n° ... e do CPF n° ...

V- BENS:
a) um imóvel (transcrição da matrícula), objeto da matrícula n° ...
do ... Registro de Imóveis, livro ..., fls ... Cadastrado na Prefeitura sob o
n° ..., no valor de R$ ...
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO COM TESTAMENTO. PRIMEIRAS
DECLARAÇÕES

b) Uma perua marca ..., placas de São Paulo, n° ... ano ..., certificado
de propriedade n° ... no valor de R$ ...
c) Uma linha telefônica n° ..., no valor de R$ ...
d) Crédito em face de M.I.G., brasileiro, casado, industriário,
residente e domiciliado na rua ..., n° ... Nesta cidade, referente a uma
nota promissória vencida, no valor de R$ ...
Valor total dos bens: R$ ...

VI – DISPOSIÇÕES TESTAMENTÁRIAS

O inventariado deixou testamento, com atribuição de legado


consistente nos bens móveis descritos nos itens b e c, supra, ao Sr.
M.U.C., acima qualificado, sem vínculos ou condições especiais,
conforme cláusula nestes termos ... (transcrever do testamento).
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO COM TESTAMENTO. PRIMEIRAS DECLARAÇÕES

Foi requerido o registro do testamento, processo n° ..., dessa I Vara, sendo


nomeado testamenteiro ...

VII –REQUERIMENTO

Requer sejam tomadas por termo as declarações, prosseguindo-se com a


citação dos interessados na herança (herdeiro e legatário – salvo se já
representados), da Fazenda Pública, e abertura de vista ao Ministério
Público.
Junta os documentos referentes aos herdeiros e bens, e protesta por
eventual aditamento por ocasião das últimas declarações.
Termos em que,
P. deferimento.
São Paulo, ... de ... de 2...
Advogado ...
OAB ...
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO COM TESTAMENTO. PRIMEIRAS DECLARAÇÕES

ORIENTAÇÕES

DOCUMENTOS:

 Certidões de casamento e de nascimento.


 Certidão de propriedade do veículo.
 Escritura e certidão do Registro de imóveis.
 Lançamento fiscal do imóvel.
 Negativas fiscais.
 Certidão autêntica de registro do testamento.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. RECLAMAÇÃO CONTRA A INCLUSÃO DE
HERDEIRO.

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ... VARA ...

D.M.L., por seu advogado, na qualidade de herdeiro, conforme declarações e


documentos de fls ..., nos autos do processo de inventário n° ..., dos bens
deixados por E.L., respeitosamente expõe e requer a Vossa Excelência o seguinte:
Em suas primeiras declarações, o inventariante incluiu entre os herdeiros,
como filho do inventariado, J.L., brasileiro, solteiro, menor, residente na rua ...,
n° ... Nesta Capital.
Ocorre ser tal inclusão indevida, uma vez que J.L., embora considerado “filho
de criação”, foi apenas tutelado do autor da herança, conforme se comprova por
sua certidão de nascimento e pela certidão de tutela, documentos, ora juntados
ao processo.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. RECLAMAÇÃO CONTRA A INCLUSÃO DE
HERDEIRO.

Nestas condições, com fundamento no artigo 672, III, do


CPC, o requerente contesta a qualidade de herdeiro de J.L., e
pede sua exclusão do feito, com a retificação das primeiras
declarações.
Termos em que,
P. deferimento.
São Paulo, ... de ... de 2...
Advogado ...
OAB ...
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. RECLAMAÇÃO CONTRA A INCLUSÃO DE HERDEIRO.
ORIENTAÇÕES

DOCUMENTOS:

 Certidão de nascimento de J.L.


 Certidão de tutela.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. RECLAMAÇÃO CONTRA A NOMEAÇÃO DE
INVENTARIANTE

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ... VARA ...

R.L., brasileira, solteira, residente e domiciliada na rua ... Nesta Capital, por
seu advogado, na qualidade de herdeira de M.L., cujos bens são objetos do
processo de inventário n° ..., em curso nessa r. Vara e em seu respectivo
Ofício, vem até Vossa Excelência, com fundamento no artigo 627, inciso II,
do CPC, formular reclamação contra a nomeação do inventariante U.L., o
qual requereu a instauração do inventário, como um dos herdeiros, mas
não tem legitimidade para o exercício do encargo. A inventariança compete
à requerente, uma vez que se acha na posse e administração dos bens do
espólio.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. RECLAMAÇÃO CONTRA A NOMEAÇÃO DE
INVENTARIANTE

Assim, tendo em vista a ordem de preferência estabelecida


no artigo 617, inciso II, do CPC, requer a destruição do
nomeado e a nomeação da requerente como inventariante,
compromissando-se e assumindo o cargo, na forma da lei.
Termos em que,
P. deferimento.
São Paulo ... de ... de 2...
Advogado ...
OAB ...
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. RECLAMAÇÃO CONTRA A NOMEAÇÃO DE INVENTARIANTE
ORIENTAÇÕES

DOCUMENTOS:

 Prova da qualidade de herdeiros, e de que se acha na


posse e administração dos bens.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. PEDIDO DE REMOÇÃO DE INVENTARIANTE

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ... VARA ...

J.R., qualificado nos autos, por seu procurador, na qualidade de


herdeiro dos bens deixados por M.R., conforme inventário em curso
nesse D. Juízo, processo n° ... Respeitosamente expõe e requer a Vossa
Excelência o seguinte:
1. O inventariante ..., nomeado em ..., prestou regular
compromisso, mas não apresentou as primeiras declarações, embora já
sejam decorridos mais de três meses de sua investidura, demonstrando
indisfarçável omissão, apesar dos apelos que lhe foram dirigidos pelo
requerente e pelos demais herdeiros.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. PEDIDO DE REMOÇÃO DE INVENTARIANTE

2. Além do mais, durante todo esse tempo, vem o inventariante ocupando imóvel de
propriedade do espólio e recebendo aluguéis de outro prédio, sem qualquer prestação
de contas, deixando presumir que esteja usufruindo os bens e suas rendas em seu
exclusivo benefício.
3. Em tais condições, tendo por fundamento os incisos I e V do artigo 622 do CPC, o
suplicante requer a remoção do inventariante e a nomeação do próprio requerente para
o encargo a fim de que o processo de inventário possa ter regular andamento e para a
correta administração dos bens do espólio.
Requer a atuação em apenso aos autos de inventário e a intimação do inventariante
para manifestar-se no prazo de 15 dias, de conformidade com o previsto no artigo 623
do CPC.
Termos em que,
P. deferimento.
São Paulo, ... de ... de 2...
Advogado ...
OAB ...
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. PEDIDO DE COLAÇÃO DE BENS

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ... VARA ...

L.O., inventariante dos bens deixados por F.O., nos autos do


processo n° ..., dessa r. Vara, respeitosamente expõe e requer a
Vossa Excelência o seguinte:
O herdeiro J.O., cujo nome consta nas declarações de fls ... Foi
beneficiado em vida do de cujus com o recebimento em doação de
diversos bens móveis, consistentes em jóias e quadros, além de um
imóvel situado no Município de Campos do Jordão, na rua ...,
n° ..., conforme escritura e certidão em anexo.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. PEDIDO DE COLAÇÃO DE BENS

As doações foram feitas sem cláusula de dispensa da colação,


assim constituindo adiantamento da herança (art. 544 do CC).
Requer a citação de J.O., nos termos do artigo 639 do CPC,
para conferir por termo nos autos os bens que recebeu, ou, se
já os não possuir, trazer os seus respectivos valores, a fim de se
alcançar a igualdade das legítimas dos herdeiros necessários,
conforme previsto nos artigos 2.002 e 2003 do Código Civil.
Termos em que,
P. deferimento.
São Paulo, ... de ... de 2...
Advogado ...
OAB ...
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. PEDIDO DE COLAÇÃO DE BENS
ORIENTAÇÕES

DOCUMENTOS:

 Prova de doação dos bens móveis.


 Escritura de doação do imóvel e certidão do registro
imobiliário.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. RENÚNCIA DA HERANÇA

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ... VARA ...

M.M., herdeiro dos bens deixados por J.F., por meio de seu advogado, nos autos
do processo de inventário n° ..., em curso nessa r. Vara, respeitosamente expõe a Vossa
Excelência que, não lhe convindo aceitar a herança, quer expressar sua renúncia, de
conformidade com o artigo 1.806 do Código Civil, requerendo seja tomada por termo
nos autos, para todos os fins de direito.
Termos em que,
P. deferimento.
São Paulo, ... de ... de 2...

Advogado ...
OAB ...

De acordo:
Herdeiro renunciante e cônjuge.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. RENÚNCIA DA HERANÇA
ORIENTAÇÕES

DOCUMENTOS:

 Procuração com poderes especiais para a renúncia.

OBS:
 Em vez de se tomar por termo, a renúncia pode ser feita por escritura
pública, juntando-se aos autos.

 Recomenda-se a assinatura conjunta do herdeiro, embora possa ser


dispensada no caso de procurador com poderes especiais.

 A renúncia, por ser puramente abdicativa, não exige outorga uxória,


mas, ainda assim, a assinatura do cônjuge é conveniente para evitar
possíveis litígios.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. ÚLTIMAS DECLARAÇÕES

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ... VARA ...

S.R.L., inventariante dos bens deixados por U.L.A., por


seu advogado, nos autos do processo de inventário n° ...,
dessa r. Vara, vem respeitosamente até Vossa Excelência para
apresentar as últimas declarações:
Além dos bens declarados inicialmente, o autor da
herança deixou os seguintes direitos e contas bancárias:
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. ÚLTIMAS DECLARAÇÕES

a) Direito à restituição do imposto de renda referente à


declaração de rendimentos do ano base de ..., conforme
documentos anexo, do Banco ..., agência ... no valor de R$ ...
b) Direito de uso de linha telefônica n° ... Instalada na rua ...,
nesta Capital, no valor de R$ ...
c) Depósito em Caderneta de Poupança no Banco ..., nesta
Capital, no valor atual de R$ ...
O valor desses bens totaliza R$ ..., importando em custas
complementares no valor de R$ ... recolhidas, conforme guia
anexa.
Requer a inventariante, com fundamento no artigo 637 do
CPC, sejam ouvidas as partes e a Fazenda Pública sobre as últimas
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. ÚLTIMAS DECLARAÇÕES

declarações, no prazo comum de 15 dias, prosseguindo-se


com o cálculo do imposto.
Termos em que,
P. deferimento.
Piracaia, ... de ... de 2...

Advogado ...
OAB ...
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. ÚLTIMAS DECLARAÇÕES
ORIENTAÇÕES

DOCUMENTOS:
 Comprovantes dos direitos sobre os bens e do depósito
bancário.
 Guia de custas.
OBS:
 De rigor a apresentação das últimas declarações, ainda que não
haja outros bens a declarar. Nesse caso, bastará informar
negativamente.

 As últimas declarações servem, também, para efetuar emendas


e correções na anterior declaração de herdeiros e de bens.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. PEDIDO DE QUINHÃO

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ... VARA ...

J.C.C., por seu advogado, nos autos do Inventário dos bens deixados por
M.C., processo n.° ..., em curso nessa r.Vara e seu respectivo Ofício, vem até
Vossa Excelência, com fundamento no artigo 647 do CPC, formular seu
pedido de quinhão, requerendo que incida sobre o terreno sito na rua ...,
n° ... nesta cidade, constante do item ... das declarações iniciais, por se tratar
de imóvel contíguo à residência do suplicante e tendo em vista que seu
valor corresponde à parte ideal na herança a que tem direito este herdeiro.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. PEDIDO DE QUINHÃO

Termos em que, ouvidos os demais interessados,


P. deferimento,
Palmital, ... de ... de 2...
Advogado ...
OAB ...

De acordo:
Herdeiro.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. ESBOÇO DE PARTILHA

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ... VARA ...

C.A.M., brasileira, viúva, do lar, RG n° ... CPF n° ..., residente e


domiciliada nesta Capital, na rua ..., n° ..., e os herdeiros filhos
T.A.M., brasileiro, solteiro, maior comerciante, RG n° ..., CPF n° ...
residente no mesmo endereço, e D.A.M., brasileiro, médico, RG n° ...,
CPF n° ..., residente e domiciliado nesta Capital, na rua ..., n° ...,
apartamento ..., deliberaram proceder à partilha dos bens deixados
por G.A.M, nos autos do Processo de Inventário n°..., como segue:
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. ESBOÇO DE PARTILHA

I- BENS:
O falecido deixou os seguintes bens:
a) Imóveis:
Um prédio e respectivo terreno situado na rua ..., n° ...,
Comarca desta Capital, medindo o terreno ..., com as seguintes
confrontações: ... Referido imóvel foi havido pela matrícula n° ...,
do ... Registro de Imóveis da Capital, achando-se inscrito na
Prefeitura do Município de São Paulo, sob o n.° de
contribuinte ..., avaliado em R$ 8.000,00.
b) Valores:
1. 500 (quinhentas) cotas do Fundo ... no valor de R$ 1,00 cada
uma, totalizando R$ 500,00.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. ESBOÇO DE PARTILHA

c) Direitos:
1. Direitos de assinatura do telefone n° ..., instalado na rua
..., n° ..., nesta Capital, no valor de R$ 500,00.
2. Um título associativo do Clube ... no valor de R$ 500,00.
II- ORÇAMENTO:
a) Valor dos bens declarados: R$ 10.000,00.
b) Meação da viúva: R$ 5.000,00.
c) Quinhão dos herdeiros: (R$ 2.500,00 a cada um): R$
5.000,00.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. ESBOÇO DE PARTILHA

III- PAGAMENTOS:
a) Pagamento à viúva meeira C.A.M., da sua meação, no
valor de R$ 5.000,00:
1. ½ (metade) ideal do prédio e terreno situado na rua
..., n° ..., nesta Capital, descrito e caracterizado no item I,
“a”, da presente partilha, no valor de R$ 4.000,00.

2. Direito do uso do telefone n.° ..., supra descrito, no


valor de R$ 500,00.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. ESBOÇO DE PARTILHA

3. Título do clube ..., no valor de R$ 500,00.

b) Pagamento ao herdeiro T.A.M., de sua cota na herança,


correspondente a ¼, no valor de R$2.500,00:

1. ¼ (uma quarta) parte ideal do prédio e respectivo terreno


situado nesta Capital na rua ..., n° ... descrito e
caracterizado no item I, “a”, da presente partilha, no valor de
R$ 2.000,00
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. ESBOÇO DE PARTILHA

2. 500 ações do ..., no valor de R$500,00.

c) Pagamento ao herdeiro D.A.M., de sua cota na


herança, correspondente a ¼, no valor de R$ 2.500,00:

1. ¼ (uma quarta) parte ideal do prédio e respectivo


terreno, situado na rua ..., n.° ..., descrito e caracterizado no
item I, “a”, de presente partilha, no valor de R$ 2.000,00,

2. 500 cotas do Fundo ..., no valor de R$ 500,00.


MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. ESBOÇO DE PARTILHA

Nestas condições, e achando-se nos autos as certidões


negativas fiscais, requerem a Vossa Excelência se digne
homologar a presente partilha, para os fins de direito.
P. deferimento.
Itaí, ... de ... de 2...
Advogado ...
OAB ...
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
INVENTÁRIO. ESBOÇO DE PARTILHA
ORIENTAÇÕES

OBS:
 Pode ser feita a partilha em quinhões diferenciados, com
reposição de valor em dinheiro (sujeita a imposto sobre
transmissão inter vivos).
Exemplo:
- à viúva – a totalidade do imóvel, no valor de R$8.000,00,
com reposição de R$ 1.500,00, a cada filho;

- a cada herdeiro -1/2 dos móveis no valor de R$ 1.000,00, e


importância em reposição, pela viúva, no valor de R$ 1.500,00.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
AÇÃO DE EXCLUSÃO DE HERDEIRO POR INDIGNIDADE
Trata-se de exclusão de herdeiro indigno, c/c pedido de tutela de urgência.

EXCELENTISSIMO SENHOR JUIZ DE UMA DA VARA CIVEL DA


COMARCA DE ____
           

A, solteira, estudante, portadora da cédula de identidade RG sob o nº


xxxxxxx-x e inscrita no CPF sob o nº xxxxxx, residente e domiciliada na Rua
xxxxxxxx, nº xxx, (bairro), CEP xxxxxxxxxx, (cidade), por intermédio de seu
procurador, que está subscreve, com escritório profissional na Rua xxxxxx, nº
Xxx, (bairro), em (cidade), onde recebe notificações e intimações, com
endereço eletrônico xxxx@xxx.com, vem à presença de Vossa Excelência
propor:
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
AÇÃO DE EXCLUSÃO DE HERDEIRO POR INDIGNIDADE
Trata-se de exclusão de herdeiro indigno, c/c pedido de tutela de urgência.

AÇÃO DE EXCLUSÃO DE HERDEIRO POR INDIGNIDADE


      Em face de b, brasileiro, viúvo, portador da cédula de identidade RG
sob o nºXxxxx, inscrito no CPF sob nº xxxxxxxxxx, atualmente recolhido à Cadeia
Pública da cidade de Xxxxxxxxx, pelos motivos de fato e de direito a seguir expostos:
I- Do Benefício da Assistência Judiciária Gratuita
A autora, por razão de insuficiência de recursos, não possui condições de pagar
as custas, despesas processuais e os honorários advocatícios, e faz jus à gratuidade
da justiça, conforme dispõe o art. 98 do CPC.
Ademais, a Constituição Federal em seu art. 5º inciso LXXIV garante assistência
jurídica e integral aos necessitados que comprovarem essa situação.
Nos termos do § 3º do art. 99 do CPC, presume-se verdadeira a alegação de
insuficiência deduzida exclusivamente por pessoa natural. Conforme dispõe ainda o 
§ 4º do art. 99 do CPC, a assistência do requerente por advogado particular não
impede a concessão de gratuidade da justiça.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
AÇÃO DE EXCLUSÃO DE HERDEIRO POR INDIGNIDADE
Trata-se de exclusão de herdeiro indigno, c/c pedido de tutela de urgência.

Desse modo, o autor faz jus à concessão da gratuidade de Justiça. Insta ressaltar
que entender de outra forma seria impedir os mais humildes de ter acesso à
Justiça, garantia maior dos cidadãos no Estado Democrático de Direito.
II- Dos Fatos
Primeiramente, insta salientar que a Autora era filha do “de cujus” (nome
falecida), conforme consta na inclusa Certidão de Óbito em anexo, enquanto que o
requerido indigno, era casado com a falecida como comprova certidão de
casamento em anexo, ou seja, padrasto da requerente.
Ocorre que, por um ato trágico, de extrema crueldade, e por motivo fútil, o
requerido demarcou uma tragédia familiar, cometendo um homicídio contra sua
esposa com 07 golpes de faca, no dia 27 de Abril de 2016 na residência onde o
casal morava. Conforme se vê em sentença anexa, extraída dos autos do Processo
nº xxxxxxxxxxxxx, perante a competência do Júri da comarca de xxxxxxxx.
É a breve síntese do necessário.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
AÇÃO DE EXCLUSÃO DE HERDEIRO POR INDIGNIDADE
Trata-se de exclusão de herdeiro indigno, c/c pedido de tutela de urgência.

III- Do Direito
Diante do discorrido nos fatos, restou comprovados os fatos, bem como, com a
sentença do processo criminal supra referido, resta cristalino a indignidade do
requerido, pelo motivo de ter praticado ato indigno contra sua esposa, o qual autoriza
sua exclusão na herança, conforme o Código Civil pátrio ampara os direitos do
Requerente nos artigos 1814 e 1815 do Código Civil, uma vez que diz:

“Art. 1.814. São excluídos da sucessão os herdeiros ou legatários:


I - que houverem sido autores, co-autores ou partícipes de homicídio doloso, ou
tentativa deste, contra a pessoa de cuja sucessão se tratar, seu cônjuge, companheiro,
ascendente ou descendente.”
“Art. 1.815. A exclusão do herdeiro ou legatário, em qualquer desses casos de
indignidade, será declarada por sentença.”
  Em tal acepção, conceitua Maria Helena Diniz, a indignidade vem a ser:
“uma pena civil que priva do direito à herança não só o herdeiro, bem como o legatário
que cometeu, os atos criminosos, ofensivos ou reprováveis, taxativamente enumerados
em lei, contra a vida, a honra e a liberdade do de cujus ou de seus familiares.”
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
AÇÃO DE EXCLUSÃO DE HERDEIRO POR INDIGNIDADE
Trata-se de exclusão de herdeiro indigno, c/c pedido de tutela de urgência.

Urge expor, que o vocábulo indignidade vem da palavra latina indignitas que ao
contrário de dignitas, “elevação”, “honra”, indignidade, portanto significa descida,
queda, nível inferir.
Ademais, se a dignidade é irmã gêmea da justiça, a indignidade é a da injustiça do
crime. Age como indigno juridicamente aquele que agiu contra a lei, linha de
conduta normal exigida pela sociedade.
No mais, ficou mais que evidenciado que o requerido praticou ato indigno,
restando assim sua caracterização, inclusão no artigo 1814, inciso I do Código Civil.
Outrossim, é sabido que o juízo cível é independente do juízo criminal, mas, se
houver uma condenação criminal, todos os efeitos secundários da sentença se
transmite para a matéria cível. Embora possa haver uma decisão de ordem
criminal, não impede que a decisão seja diferente do juízo cível, a não ser se ficar
comprovada a inexistência do fato ou a existência da autoria – não a dúvida, a
inexistência.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
AÇÃO DE EXCLUSÃO DE HERDEIRO POR INDIGNIDADE
Trata-se de exclusão de herdeiro indigno, c/c pedido de tutela de urgência.

IV- Da tutela de Urgência antecipada


Primeiramente, explica-se que o bisavó da requerente Saudoso "nome espólio", já é
falecido, conforme documento em anexo, sendo que este deixou uma casa de herança, a
qual está sendo objeto de um contrato de compra e venda, porém, para averbação dos
feitos em cartório surgiu a necessidade da assinatura do ora requerido, contudo, a
família com toda razão não quer nenhum contato com o indigno, por isso faz-se
necessário tal medida, pois, o comprador promitente tem pressa para concluir o
negócio, haja vista, ser investidor.
Assim, passando por essas primícias, há de se demonstrar os requisitos para a concessão
do pedido formulado, quais são a existência de plausibilidade do direito afirmado pelo
requerente (fumus boni iuris) e a irreparabilidade ou difícil reparação desse direito
(periculum in mora).
Ora, o fumus boni iuris, pode ser comprovado a partir dos documentos em anexo,
principalmente pela sentença, bem como, através do contrato de compra e venda, de
onde extrai-se o tempo que o comprador promitente está esperando, para concluir a
compra do imóvel.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
AÇÃO DE EXCLUSÃO DE HERDEIRO POR INDIGNIDADE
Trata-se de exclusão de herdeiro indigno, c/c pedido de tutela de urgência.

Com efeito, o periculum in mora, está evidente, haja vista, o comprador promitente, está desde abril de
2018, ou seja, a 5 meses esperando para adquirir o imóvel, e já se posicionou, dizendo que caso houver
mais demora, desistirá do negócio, outrossim, caso não seja acolhida a tutela de urgência, a família por
necessitar do dinheiro da venda do imóvel, vai se sentir pressionada a ir na “cadeia” colher assinatura
do assassino de uma ente querida, situação essa totalmente vexatória e revoltante para os familiares,
quais já estão passando por uma situação trágica, permanecendo-os inconsoláveis, esperando o
mínimo de compreensão deste douto juízo.
Sendo assim, o fundado receio de dano de difícil reparação é latente.
Ante ao exposto, leva a requerer de Vossa Excelência, que seja concedida a liminar no sentido de excluir
o requerido do direito sucessório de herança, a fim de se concluir a compra e venda do imóvel, nos
termos dos arts. 294 e 300 do Código de Processo Civil (Lei nº 13.105 de 16 de março de 2015) in verbis:

“Art. 294. A tutela provisória pode fundamentar-se em urgência ou evidência.


Parágrafo único. A tutela provisória de urgência, cautelar ou antecipada, pode ser concedida em
caráter antecedente ou incidental.
“Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. ” (grifei)
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AÇÃO DE EXCLUSÃO DE HERDEIRO POR INDIGNIDADE
Trata-se de exclusão de herdeiro indigno, c/c pedido de tutela de urgência.

V- Dos Pedidos
Antes todo o exposto, requer-se:
a- Inicialmente, seja deferida ao Requerente “Inaudita Altera pars”, tutela de
urgência, no sentido de excluir o requerido do direito sucessório de herança
b- A concessão dos benefícios da assistência judiciária gratuita integral, pois a autora
em razão de insuficiência de recursos, não possui condições de pagar as custas,
despesas processuais e os honorários advocatícios conforme consta da declaração de
hipossuficiência em anexo;
c- Que, seja citado o requerido, para nos termos desta ação, desejando, apresente
defesa, sob pena de revelia;
d- Que, seja julgado totalmente procedente a ação ora proposta, para o fim de ser
declarado INDIGNO por sentença o réu, para que seja excluído do rol de herdeiros;
e- Seja condenado o requerido ao pagamentos das custas e honorários advocatícios;
Protesta provar o alegado por todos os meios de provas admitidas em Direito.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
AÇÃO DE EXCLUSÃO DE HERDEIRO POR INDIGNIDADE
Trata-se de exclusão de herdeiro indigno, c/c pedido de tutela de urgência.

Dá-se à presente demanda o valor de R$ 1.000,00 (mil reais), para meros


efeitos fiscais. 
Pede Deferimento
Cidade, dia/mês/ano
Advogado
OAB
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AÇÃO DE EXCLUSÃO DE HERDEIRO INDIGNO

 EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA... VARA


CÍVEL DA COMARCA DO BUTANTÃ DO ESTADO DE SÃO PAULO –SP

(nome, qualificação, documentos endereço ), por seu advogado


devidamente constituído, com escritório situado nesta cidade, à rua...,
onde recebe intimações e avisos, vêm à presença de V. Exa., com fulcro nos
arts. 1.814 e 1.815 do Código Civil, propor:

AÇÃO DE EXCLUSÃO DE HERDEIRO POR INDIGNIDADE


MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
AÇÃO DE EXCLUSÃO DE HERDEIRO INDIGNO

contra (nome, qualificação, endereço e n.º do CPF), em vista das seguintes


razões de fato e de direito:
O suplicante é pai do suplicado, conforme faz fé a inclusa certidão de
nascimento.
O suplicado, todavia, sabendo que seu pai, o ora suplicante tinha realizado um
seguro de vida junto ao banco..., no valor de... Figurando como beneficiário
sua esposa e o suplicado (seu filho), esse de forma maliciosa, absurda e
indecorosa, articulou a morte de seu pai, simulando uma situação de roubo e
atingindo no..., conforme faz fé o boletim de ocorrência em anexo e respectiva
cópia do I. P.
Então instaurado para apuração dos fatos.
O suplicante resistiu aos ferimentos, tomando contudo, conhecimento, de
forma lamentável que seu ofensor fora seu próprio filho, que visava receber o
seguro, pouco importando com a vida do suplicante.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
AÇÃO DE EXCLUSÃO DE HERDEIRO INDIGNO

Para surpresa do suplicado o suplicante não faleceu, vindo esse a ser julgado
e condenado por decisão já transitada em julgado, onde se lhe reconheceu a
autoria dos fatos, conforme documentos inclusos.
Assim, patente a indignidade do suplicado ao tentar obter os valores
constantes da apólice de seguro, praticando ato indigno contra seu genitor,
autorizando sua exclusão na herança do suplicante, nos termos dos artigos 
1.814 e 1.815 do Código Civil.
A vista do exposto, requer o suplicante a citação do suplicado, para contestar,
querendo, os termos da presente ação, sob pena de revelia, acompanhando a
até final
decisão, quando a mesma haverá de ser julgada como procedente,
condenando -o, ainda, nos efeitos da sucumbência.
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
AÇÃO DE EXCLUSÃO DE HERDEIRO INDIGNO

Protesta -se por provar o alegado por todos os meios de provas admitidas
pelo Direito.
Dá-se à causa o valor de...
Pede deferimento.
(local e data)
ADVOGADO....
OAB ...
  
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
AÇÃO DE DESERDAÇÃO

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA __ª VARA DE


FAMÍLIA E SUCESSÕES DE __.  
 

(Nome), (nacionalidade), (estado civil), (profissão), portador da cédula de identidade


R.G. nº xxxxx e inscrito no CPF/MF nº xxxxxx, residente de domiciliado na (Rua),
(número), (bairro), (CEP), (Cidade), (Estado), por seu advogado e bastante procurador
que esta subscreve, procuração anexa (Doc.), tendo seu escritório profissional localizado
na (Rua), (número), (bairro), (CEP), (Cidade), (Estado), onde de acordo com o artigo 39,
inciso I, do Código de Processo Civil receberá as intimações, vem respeitosamente a
presença de Vossa Excelência, com fundamento no artigo 1.814 e seguintes do Código
Civil, propor a presente
 
AÇÃO DE DESERDAÇÃO
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
AÇÃO DE DESERDAÇÃO

DOS FATOS

Por disposição de última vontade, o de cujus, excluiu o requerido conforme


prescreve o testamento em anexo (Doc.), por ter este tentado retirar sua vida,
conforme fica provado pelo boletim de ocorrência, em anexo (Doc.) lavrado na
data de xx/xx/xx.
O requerido foi absolvido pela justiça na época dos fatos, por não ter prova sobre a
materialidade do crime, entendendo o representante do Ministério Público falta de
requisitos para a apresentação de denúncia.
Contudo o de cujus, ao elaborar seu testamento expressou a intenção em deserdar
o requerido em razão do ocorrido.
Assim, mesmo na falta de sentença condenatória de deserdação, nada obsta o
cumprimento da vontade do de cujus expressa em testamento.
 
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
AÇÃO DE DESERDAÇÃO

DO DIREITO

Sobre a deserdação o artigo 1.961 diz que:


"Art. 1.961. Os herdeiros necessários podem ser privados de sua legítima ,
ou deserdados, em todos os casos em que podem ser excluídos da
sucessão."
Registre-se que se faz necessário a apresentação de prova por quem
aproveita-se da deserdação, fazendo-se esta pela apresentação do boletim
de ocorrência, conforme diz o artigo 1.965.

"Art. 1.965. Ao herdeiro instituído, ou àquele a quem aproveite a


deserdação, incumbe provar a veracidade da causa alegada pelo testador."
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
AÇÃO DE DESERDAÇÃO

O artigo 1.814, inciso I, apara o pleito do autor quando diz:


 
"Art. 1.814. São excluídos da sucessão os herdeiros ou legatários:
I - que houverem sido autores, co-autores ou partícipes de homicídio
doloso, ou tentativa deste, contra a pessoa de cuja sucessão se tratar, seu
cônjuge, companheiro, ascendente ou descendente;"
 
A doutrina ensina que:
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A jurisprudência é pacifica em nossos Egrégios Tribunais:


 
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MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
AÇÃO DE DESERDAÇÃO

DO PEDIDO

Diante de todo o acima exposto requer:


a) a citação do requerido no endereço declinado no preâmbulo desta
exordial, para que conteste a ação no prazo legal, sob pena de sofrer os
efeitos da confissão e revelia.
b) A procedência da presente ação com a declaração de deserdação do
requerido e consequentemente sua exclusão da sucessão
c) A condenação do requerido ao pagamento das custas e despesas
processuais bem como os honorários advocatícios
 
MODELO DE PEÇA PROCESSUAL
AÇÃO DE DESERDAÇÃO

DAS PROVAS
 
Requer provar o alegado por todos os meios de provas em direito admitidas,
especialmente pelo depoimento pessoal do requerido, oitiva de testemunhas, juntada de
documentos, expedição de ofícios e precatórias, perícias e demais provas pertinentes.
 
DO VALOR DA CAUSA
 
Dá-se a causa o valor de R$ xxxxx (Valor), para todos os efeitos legais.
Nestes termos
Pede deferimento
(Local, data, ano)
Advogado
OAB
QUESTÃO COMENTADA

Questão 47

Os pais de Raimundo já haviam falecido e, como ele não tinha filhos, seu
sobrinho Otávio era seu único parente vivo.
Seu melhor amigo era Alfredo. Em um determinado dia, Raimundo resolveu fazer
sozinho uma trilha perigosa pela Floresta dos Urucuns e, ao se perder na mata,
acidentou-se gravemente. Ao perceber que podia morrer, redigiu em um papel,
datado e assinado por ele, declarando a circunstância excepcional em que se
encontrava e que gostaria de deixar toda a sua fortuna para Alfredo.

Em razão do acidente, Raimundo veio a falecer, sendo encontrado pelas equipes de


resgate quatro dias depois do óbito. Ao seu lado, estava o papel com sua última
declaração escrita em vida, que foi recolhido pela equipe de resgate e entregue à
Polícia. Ao saber do ocorrido, Otávio consulta seu advogado para saber se a
declaração escrita por Raimundo tinha validade.
QUESTÃO COMENTADA

Com base na hipótese narrada, assinale a afirmativa correta.


a) O testamento deixado por Raimundo não tem validade em virtude da
ausência das formalidades legais para o ato de última vontade, em especial a
presença de testemunhas.
b) O testamento deixado por Raimundo tem validade, mas suas disposições
terão que ser reduzidas em 50%, pelo fato de Otávio ser herdeiro de Raimundo.
c) O testamento deixado por Raimundo poderá ser confirmado, a critério do
juiz, uma vez que a lei admite o testamento particular sem a presença de
testemunhas quando o testador estiver em circunstâncias excepcionais.
d) O testamento deixado por Raimundo não tem validade porque a lei só
admite o testamento público, lavrado na presença de um tabelião.  

Gabarito: Letra C . É expressa a possibilidade deste testamento


particular sem testemunhas nos termos do artigo 1.879 do CC/02
QUESTÃO COMENTADA

Questão 48

Júlia, casada com José sob o regime da comunhão universal de bens e mãe de dois filhos, Ana
e João, fez testamento no qual destinava metade da parte disponível de seus bens à
constituição de uma fundação de amparo a mulheres vítimas de violência obstétrica. Aberta
a sucessão, verificou-se que os bens destinados à constituição da fundação eram insuficientes
para cumprir a finalidade pretendida por Júlia, que, por sua vez, nada estipulou em seu
testamento caso se apresentasse a hipótese de insuficiência de bens. Diante da situação
narrada, assinale a afirmativa correta.
a)A disposição testamentária será nula e os bens serão distribuídos integralmente entre Ana
e João.
b)b) O testamento será nulo e os bens serão integralmente divididos entre José, Ana e João.
c)c) Os bens de Júlia serão incorporados à outra fundação que tenha propósito igual ou
semelhante ao amparo de mulheres vítimas de violência obstétrica.
d)d) Os bens destinados serão incorporados à outra fundação determinada pelos herdeiros
necessários de Júlia, após a aprovação do Ministério Público.
QUESTÃO COMENTADA

Gabarito: Letra C. Na parte das fundações do Código Civil (artigos 62 a


69) consta disposição que assim estabelece:

"Art. 69. Tornando-se ilícita, impossível ou inútil a finalidade a que visa a


fundação, ou vencido o prazo de sua existência, o órgão do Ministério
Público, ou qualquer interessado, lhe promoverá a extinção, incorporando-
se o seu patrimônio, salvo disposição em contrário no ato constitutivo, ou no
estatuto, em outra fundação, designada pelo juiz, que se proponha a fim
igual ou semelhante."

Portanto, o gabarito está correto. A questão necessitava uma maior atenção


do aluno por envolver questões sucessórias e direito comercial e de pessoas
jurídicas o que exigia do aluno um maior conhecimento da matéria.
•  
QUESTÃO COMENTADA

Questão 49 – FGV/XIX Exame de Ordem - 2016.


Júlio, casado com Isabela durante 23 anos, com quem teve 3 filhos, durante
audiência realizada em ação de divórcio cumulada com partilha de bens proposta
por Isabela, reconhece, perante o Juízo de Família, um filho havido de
relacionamento extraconjugal. Posteriormente, arrependido, Júlio deseja revogar
tal reconhecimento. Sobre os fatos narrados, assinale a afirmativa correta.

A)O reconhecimento de filho só é válido se for realizado por escritura pública ou


testamento.
B) O reconhecimento de filho realizado por Júlio perante o Juízo de Família é ato
irrevogável.
C) O reconhecimento de filho em Juízo só tem validade em ação própria com essa
finalidade.
D) Júlio só poderia revogar o ato se este tivesse sido realizado por testamento.
QUESTÃO COMENTADA

Comentários Essa questão pode ser resumida em duas


disposições legais.
 
Segundo o art. 1.609, O reconhecimento dos filhos havidos
fora do casamento é irrevogável e será feito: I - no registro do
nascimento; II - por escritura pública ou escrito particular, a ser
arquivado em cartório; III - por testamento, ainda que
incidentalmente manifestado; IV - por manifestação direta e
expressa perante o juiz, ainda que o reconhecimento não haja
sido o objeto único e principal do ato que o contém. Parágrafo
único. O reconhecimento pode preceder o nascimento do filho
ou ser posterior ao seu falecimento, se ele deixar descendentes.
QUESTÃO COMENTADA

Ademais, o art. 1.610 prescreve que "O reconhecimento não pode ser
revogado, nem mesmo quando feito em testamento." Portanto,
indubitável que apenas a alternativa B está correta, conforme o caput
do art. 1.609.
CASOS PRÁTICOS

50) João, pai de Maria e Clara (concebidas naturalmente e


nascidas em 05 de janeiro de 1980 e 10 de maio de 1985),
adotou em 03 de setembro de 1988 José, que já tinha 06 anos
de idade.

João sofreu grave acidente automobilístico, o que o levou a


óbito em 1 de Outubro de 1988.

Pergunta-se: Maria, Clara e José terão exatamente os mesmos


direitos sucessórios? Explique sua resposta.
CASOS PRÁTICOS

RESPOSTA COMENTADA:

José foi adotado antes da vigência da CF/88 que igualou filhos


naturais e adotivos (art.227, § 6° da CF/88). A esta época a
adoção era considerada restrita e como ela foi feita quando João
possuía filhas consanguíneas, José não terá direito à sucessão
(porque aberta dias antes da vigência da CF/88), ainda que o
inventário seja aberto posteriormente (arts.1784 e 2041 do
CC/02; art. 5, XXXVI da CF/88).

* NOS DIAS ATUAIS, OBSERVA-SE A ISONOMIA DE


TODOS OS FILHOS.
CASOS PRÁTICOS

51) Mauro é casado no regime de comunhão parcial de bens e


possui R$ 100,000,00 de patrimônio. Querendo instituir
Lúcia sua herdeira necessária, Mauro poderia dispor da
integralidade de seu patrimônio? Justifique sua resposta.
CASOS PRÁTICOS

RESPOSTA COMENTADA:

Mauro não tem liberdade de testar plena (art. 1789 do


CC/02), podendo deixar para Lúcia apenas até o
equivalente a 25.000,00, pois outros 25.000,00 fazem
parte da legítima de Andrea (art.1829, I e 1845 do CC/02) e
50.000,00 da meação da esposa.
CASOS PRÁTICOS

52) Ana e Luiza eram, respectivamente, mãe e filha. No dia 23 de março de 2007 sofreram
um acidente de automóvel, morrendo instantaneamente. A perícia não foi capaz de
identificar qual delas faleceu primeiro.

Luiza era casada com Cláudio pelo regime da comunhão universal de bens e não tinha
descendentes. Ana era viúva. Além de Luiza, Ana era mãe de Daniela. Luiza não deixou
bens. Seu marido Cláudio também não é proprietário de bens. Ana deixou um
patrimônio líquido de 1 milhão de reais.

Cláudio procura Daniela e afirma que tem direito a 500 mil reais do patrimônio deixado
por Ana. Justifica sua afirmação alegando que, como viúvo da herdeira Luiza, tem direito
a 250 mil reais a título de meação, ante o regime da comunhão universal de bens, e a
outros 250 mil reais a título de herança, no exercício do direito de representação.

Pergunta-se: As alegações de Cláudio estão corretas? Justifique e fundamente sua


resposta.
CASOS PRÁTICOS

RESPOSTA COMENTADA;

Não tendo sido possível identificar quem primeiro faleceu resta


caracterizada a comoriência entre Ana e Luiza (art.8 do CC/02).

Com a morte de Ana, sua única herdeira é a filha sobrevivente Daniela


(art.1829, I do CC/02).
Assim, se Luiza nada herdou de Ana, Cláudio não tem meação a reclamar.

Da mesma forma, como Luiza não tinha descendentes, não deixou


herdeiros aptos a representá-la no quinhão que herdaria de sua mãe se
viva fosse quando da morte da genitora. Não há direito de representação
em favor de cônjuge – só de certos parentes do de cujus, conforme, art.1851
do CC/02, de modo que Cláudio não é herdeiro.
CASOS PRÁTICOS

53) Renato tem duas filhas e em 06 de Outubro de 2010


realiza testamento deixando a totalidade de seus bens da
parte disponível para eventuais filhos que suas filhas tiverem.
Pergunta-se:

1) Considerando- se a ordem de vocação hereditária é


possível instituir herdeiro a prole eventual? Explique
sua resposta.

2) A quem caberá a administração desses bens


enquanto não houver filhos? Explique sua resposta.
CASOS PRÁTICOS

3) Renato faleceu em 10 de janeiro de 2011 e sua filha


Júlia tem um filho em 15 de maio de 2014. O filho de
Júlia pode exigir a sua parte da herança deixada em
testamento pelo avô? Explique sua resposta.
CASOS PRÁTICOS

RESPOSTA COMENTADA:

1) Considerando-se a ordem de vocação hereditária é


possível instituir herdeiro a prole eventual?
Explique sua resposta.

A prole eventual pode ser instituída herdeira conforme


autoriza o art. 1799, I do CC/02.

2) A quem caberá a administração desses bens


enquanto não houver filhos? Explique sua resposta.
CASOS PRÁTICOS

- A administração dos bens deixados à prole eventual ficará a cargo


dos demais coerdeiros sob condição (enquanto não houver
prole).

3) Renato faleceu em 10 de janeiro de 2011 e sua filha Júlia tem


um filho em 15 de maio de 2014. O filho de Júlia pode exigir a
sua parte da herança deixada em testamento pelo avô? Explique
sua resposta.

- Este neto não é mais herdeiro porque para sê-lo deveria ter sido
concebido em até dois anos contados de 10 de janeiro de 2011 (art.
1800, § 4° do CC/02), dessa forma, os bens deverão ser destinados
aos herdeiros legítimos.