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Ética

histórico e conceitos

Prof. Ricardo Nunes


Introdução à Filosofia Moral
Introdução

•A expressão “filosofia moral” está intimamente relacionado


ao termo “ética”, que é uma prática da “moral”.

•A filosofia moral ou ética é a parte da filosofia que se


ocupa com reflexão a respeito das noções e princípios que
fundamentam a vida moral.

•A moral é um conjunto de regras de conduta admitidas em


determinada época ou por um grupo de pessoas.

•Portanto, podemos concluir que a ética é o comportamento


prático da moral. Isso depende dos valores que vivenciamos.
Introdução à Filosofia Moral
Conceito de “valores”

•O termo “valor” pode ser conceituado como algo


determinado pela interação entre o sujeito e o objeto.

•Por exemplo, quando dizemos que algo “vale”, estamos


dando importância a este objeto que tem maior significância
do que outros.

•Os valores são, num primeiro momento, herdados por nós,


através de nosso modo de ver o comportamento.

•Conforme atendemos ou transgredimos os padrões, os


comportamentos são avaliados como bons ou ruins.
Introdução à Filosofia Moral
Conceito de “valores”

•Reconhecer um certo aspecto das coisas como um valor,


consiste em hierarquiza-los.

•Os valores fornecem o alicerce oculto dos conhecimentos e


das práticas que constantemente construímos nas nossas
vidas.

•Embora haja diversos tipos de valores, vamos considerar,


para fins de estudos, apenas os valores éticos e morais.
Introdução à Filosofia Moral
Diferenciação entre ética e moral

•Ética (do grego ethos, que significa modo de ser, caráter,


comportamento) é o ramo da filosofia que busca estudar e
indicar o melhor modo de viver no cotidiano e na sociedade.

•Diferencia-se da moral, pois enquanto esta se fundamenta


na obediência a normas, tabus, costumes ou mandamentos
culturais, hierárquicos ou religiosos recebidos, a ética, ao
contrário, busca fundamentar o bom modo de viver pelo
pensamento humano.
Introdução à Filosofia Moral
Diferenciação entre ética e moral

•A moral origina de uma situação coletiva. Refere-se aos


costumes. É a ética das situações comuns de um povo, de
uma cultura, de uma religião. Define-se como sendo uma
ética relativa, de acordo com suas peculiaridades.

•A moral sempre existiu, pois todo ser humano possui a


consciência moral que o leva a distinguir o bem do mal no
contexto em que vive.
Introdução à Filosofia Moral
Diferenciação entre ética e moral

•A ética teria surgido com Sócrates, pois se exige maior grau


de cultura. Ela investiga e explica as normas morais, pois
leva o homem a agir não só por tradição, educação ou hábito,
mas principalmente por convicção e inteligência.

•Neste sentido, ética pode ser definida como a ciência que


estuda a conduta humana e a moral é a qualidade desta
conduta, quando julga-se do ponto de vista do Bem e do Mal.
Introdução à Filosofia Moral
Diferenciação entre ética e moral

•A ética também não deve ser confundida com a lei,


embora com certa frequência a lei tenha como base
princípios éticos.

•Ao contrário do que ocorre com a lei, nenhum indivíduo pode


ser compelido, pelo Estado ou por outros indivíduos, a
cumprir as normas éticas, nem sofrer qualquer sanção pela
desobediência a estas.

•Por outro lado, a lei pode ser omissa quanto a questões


abrangidas no escopo da ética. Ex: maioridade penal para
crimes contra a vida.
Introdução à Filosofia Moral
Correntes éticas contemporâneas

•Ética das Virtudes (Aristóteles)

•Ética Universal (Immanuel Kant)

•Ética Consequencialista (Stuart Mill)

•Bioética:

• Ética Ecológica
• Ética Animal (Peter Singer)
• Ética Humanística
Introdução à Filosofia Moral
Conflitos morais éticos sobre a vida

•Pena de morte
•Aborto
•Suicídio
•Eutanásia
•Pesquisas com células tronco
•Liberdade sexual
•Direitos de Família
•Questões de Gênero
•Questões de etnia
•Desigualdades sociais
Ética das Virtudes

•A chamada ética das virtudes pode remontar até Aristóteles


onde ele se pergunta:

“Em que consiste o bem para o homem?”

Ao que se responde:

“Uma atividade da alma em conformidade com a virtude.”

•Aristóteles entendia que o bem próprio do homem é a


inteligência e como tal este deve viver em conformidade com
a razão, pois através dela chega-se às virtudes, sendo a
sabedoria a mais importante.
Ética das Virtudes

E, para Aristóteles, o que é uma virtude?

•Aristóteles diz que é um padrão de comportamento e


sentimento: uma tendência para agir de certa maneira e
desejar e sentir certas coisas em certas situações.

•Várias podem ser apresentadas: benevolência, compaixão,


coragem, equidade, afabilidade, generosidade, honestidade,
justiça, paciência, sensatez, lealdade, tolerância, etc.
Ética das Virtudes

Conclusão

•Para Aristóteles, as virtudes são consideradas importantes


pelo fato de que a pessoa virtuosa terá uma vida melhor,
sendo necessárias para orientarmos bem as nossas vidas.

•Uma pessoa virtuosa é alguém que harmonizou todas as


virtudes: elas têm de ser incorporadas na estrutura da vida da
pessoa virtuosa.
Ética do dever: Universalismo
(Immanuel Kant)
• Para que a ética tenha o caráter universal e racional, Kant
sustenta que esta deve ser formal, que não estabeleça fim
ou bem algum: apenas diz como se deve agir e não que
se tem de fazer.

• Também sustenta que nada ou ninguém pode servir de


meio para nenhum fim.

• Em outras palavras, é a lei moral que diz qual é a forma


que a ação deve adotar e não quais os atos a serem
praticados. Dessa maneira, a eticidade de um ato está, não
no seu conteúdo nem no seu resultado, mas, sim, no
princípio que a determina. É a ética da verdade absoluta,
a ética da intenção.
Ética do dever: Universalismo
(Immanuel Kant)
• Para que a ética tenha o caráter universal e racional, Kant
sustenta que esta deve ser formal, que não estabeleça fim
ou bem algum: apenas diz como se deve agir e não que
se tem de fazer.

• Também sustenta que nada ou ninguém pode servir de


meio para nenhum fim.

• Em outras palavras, é a lei moral que diz qual é a forma


que a ação deve adotar e não quais os atos a serem
praticados. Dessa maneira, a eticidade de um ato está, não
no seu conteúdo nem no seu resultado, mas, sim, no
princípio que a determina. É a ética da verdade absoluta,
a ética da intenção.
Ética do dever: Universalismo
(Immanuel Kant)

• É a ética universal e não-consequencialista.

• Trata-se, portanto, de uma ética própria do homem, não


sendo contudo uma ética particular ou pessoal, pois não
contempla interesses particulares, mas universais.

• O agir deve, todavia, ser conformado com a boa vontade,


isto é, a pessoa tem a boa vontade e age com base
naquilo que é correto, independentemente das
consequências de sua decisão.
Utilitarismo Consequencialista
(Stuart Mill)

• O utilitarismo, enquanto teoria, tem como critério de


avaliação dos atos, os seus efeitos.

• O valor moral do agir está relacionado com as


consequências, devendo-se procurar qual a finalidade
intrínseca da ação para se avaliar a sua qualidade ética.

• É uma ética consequencialista.

• É uma ética para a utilidade social.


Utilitarismo Consequencialista
(Stuart Mill)

• O Utilitarismo tem como princípio ético fundamental a


utilidade social.

• Esse princípio afirma que as ações são eticamente


corretas quando tendem a promover a maior soma de
prazer de todos aqueles cujos interesses estão em jogo.

• Seu paradigma é o alcance do “maior bem estar para o


maio número possível de pessoas”, ou seja, o aumento
do bem estar.
Utilitarismo Consequencialista
(Stuart Mill)

• O Utilitarismo não hesitará em violar uma regra moral para


tentar obter um grande bem para um grande número de
pessoas, justificando deste modo os meios com os
fins.

• Esse ponto é uma das críticas feitas a esta teoria:


aparentemente não tem qualquer preocupação com a
minorias, importando apenas a maximizar o bem para o
maior número de pessoas possível.

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