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PAVIMENTAÇÃO

AULA 7

MATERIAIS BETUMINOSOS

Professora: Jordana Epifânio


 
MATERIAIS BETUMINOSOS

• Os materiais betuminosos têm grande aplicabilidade na


engenharia, com uso em:

• pavimentação rodoviária;

• impermeabilização.

Alguns dos exemplos destes materiais seria o asfalto

(mais usado), os alcatrões, todos compostos basicamente de


betume.

• O alcatrão é uma mistura complexa de mais de 4.000


substâncias; dessas, pelo menos sessenta são
cancerígenas e estão presentes principalmente no cigarro.
Por isto o asfalto é sempre usado.
MATERIAIS BETUMINOSOS

• Entende-se por betume um aglomerante orgânico, de consistência sólida, líquida ou gasosa, obtido por processo
industrial (resíduo da destilação do petróleo).
• Características básicas mais importantes dos betumes são as seguintes:

Ao contrário dos aglomerantes minerais da construção civil (cimento Portland, gesso, cal), são adesivos que
dispensam o uso da água;

• São materiais termoplásticos, isto é, amolecem quando aquecidos, sendo então moldados e resfriados sem perda
das propriedades, podendo passar novamente pelo mesmo processo sem excesso.

• Repelem a água, ou evita a passagem de água;

• Não provocam danos e eventualmente adicionados a agregados minerais para efeito de enchimento;

• São termoplásticos, isto é, que tem a propriedade de amolecer sob a ação do calor e de endurecer ao esfriar-se.

• Apresentam ductilidade( flexibilidade) muito influenciada pela exposição ao calor e luz solar.
MATERIAIS BETUMINOSOS

Os materiais betuminosos podem ser classificados em dois grandes grupos:

- asfaltos ou cimentos asfálticos;


- alcatrões;
Os asfaltos ou cimentos asfálticos, é o material sólido, de cor preta ou pardo escura, que ocorre na
natureza ou é obtido pela destilação do petróleo, e cujo constituinte predominante é o betume. Assim,
os asfaltos são misturas de betumes com solos de diferentes origens.
Caso o asfalto seja encontrado naturalmente no solo é classificado como nativo (CAN – cimento
asfáltico natural);

Caso obtido pela destilação do petróleo é classificado como asfalto de petróleo, (CAP – cimento
asfáltico de petróleo).
MATERIAIS BETUMINOSOS

O CAP pode ainda sofrer um tratamento durante a fabricação, por meio da passagem de
corrente de ar através de uma massa de asfalto destilado, de modo a torná-los mais sólidos e
duros, menos sensíveis às variações de temperatura, porém com menor poder de
adesividade ( propriedade de unir um corpo ao outro).
CAN - São os chamados asfaltos oxidados, mais indicados à impermeabilização que o CAP,
comuns e classificados em quatro, conforme normalização brasileira específica (NBR 9910).
A sua aplicação ocorre com aquecimento a temperatura da ordem de 200ºC. Por se
apresentarem sólidos à temperatura ambiente, os asfaltos puros são de difícil aplicabilidade.
São dissolvidos para torná-los líquidos nas temperaturas normais, formando os asfaltos
diluídos (ou solução asfáltica), nos quais são utilizados solventes orgânicos, ou as emulsões
asfálticas .
Materiais Asfálticos
Os materiais asfálticos empregados em pavimentação, dividem-se em três grupos:

Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP);

Emulsões Asfálticas ;

Asfaltos diluídos de Petróleo (ADP).

Asfalto modificado por Polímero (AMP)

Asfalto modificado por borracha (AMB)


Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP)

Definição: São materiais termoplásticos, de cor escura, ideais para aplicação


em trabalhos de pavimentação, pois, além de propriedades aglutinantes e
impermeabilizantes, possuem características de flexibilidade e resistência à ação
da maioria dos ácidos.

Classificação:
Quanto à penetração.
• CAP 30/45
• CAP 50/70
Aplicação:
CBUQ, PMQ, Areia Asfáltica Usinada a Quente.
EMULSÃO ASFÁLTICA

Definição: É uma mistura heterogênea de uma fase asfáltica


com uma fase aquosa, viabilizando assim trabalhar a
temperatura ambiente.

Classificação:
Ruptura Rápida (RR)
Ruptura Média (RM)
Ruptura Lenta (RL)
1C ou 2C

Aplicação:
TS, PMF, Areia Asfáltica Usinada a Frio, Pintura de ligação.
Pintura de Ligação

Definição: É a aplicação de
um banho de material asfáltico
sobre a superfície de uma base
ou de um revestimento.

Finalidade: Promover a
ligação entre a base e/ou
revestimento existentes, com a
camada a ser executada.
Para pintura de ligação poderá ser
Pintura de Ligação
utilizado as Emulsão Asfáltica a
seguir: RR-1C, RR-2C. ( Ruptura
rápida (RR)),nunca devem ser A aplicação deste ligante deve ser
preferencialmente executada com equipamento
aquecidas acima de 70ºC;
especial, os caminhões espargidores, conhecidos
popularmente como “burro preto”. Pode ser
aplicada manualmente, desde que seja com
precisão e sem deixar pontos vazios. A pintura de
ligação deve, preferencialmente, ser executada
em dias secos (com ausência de umidade) e não
muito frios (temperaturas acima de 10°C).
Asfalto Diluído de Petróleo

Definição: É o cimento asfáltico diluído em destilado


de petróleo com o objetivo de reduzir a viscosidade do
mesmo, podendo assim aplicar à temperatura inferior a
do cimento asfáltico.

Aplicação:
Imprimação
Classificação:
CR – Asfalto diluído de cura rápida;
CM – Asfalto diluído de cura média;
CL – Asfalto diluído de cura lenta.

CM-30 CR-70
Asfalto Diluído de Petróleo

Os asfaltos diluídos são classificados em 3 tipos, de acordo com o tempo de


cura – tempo de evaporação do solvente:

• Asfalto Diluído tipo Cura Rápida – CR: (CAP+ fração leve, gasolina);

• Asfalto Diluído tipo Cura Média – CM: (CAP+ fração média, querosene);

• Asfalto Diluído tipo Cura Lenta – CL: (CAP+ fração pesada, óleo Diesel)
Imprimação São indicados os Asfaltos Diluídos CM-30 e CM-70
(Asfalto Diluído tipo Cura Média – CM: (CAP + querosene);

Definição: Consiste na devido a baixa viscosidade, permitindo assim uma


aplicação de um banho infiltração melhor na base do pavimento.
de material asfáltico,
sobre a superfície de uma
base concluída.

Finalidade:
• Aumentar a coesão
superficial da base
• Promover aderência entre
a base e o revestimento
• Impermeabilizar a base.
CAMINHAO ESPAGIDOR
Tratamentos Superficiais
(DNER-ME 309/97)
Finalidade:

Definição:É o revestimento
• Servir de camada de desgaste, protegendo a
que consiste na aplicação de
um ligante betuminoso sobre base.
uma superfície devidamente
• Impermeabilizar o pavimento.
preparada, seguida da
cobertura com brita de • Dar conforto e segurança ao usuário.
graduação adequada e
• Corrigir a rugosidade de revestimentos
rolagem.
polidos.
Simples - Duplo - Triplo
• Corrigir revestimentos rígidos ou exudados.
• Altamente flexível, suporta acomodação dos
pavimentos novos, sem trincamentos.
TRATAMENTOS SUPERFICIAIS

É um revestimento por penetração, que é executado pela aplicação alternada de material asfáltico e agregado,

podendo ser:

Tratamento Superficial Simples (TSS): Camada de agregado espalhado uniformemente sobre o material

asfáltico, sendo posteriormente compactado e a acabado.

Tratamento Superficial Duplo (TSD): Duas aplicações de material asfáltico, cobertas cada uma por agregado

mineral, sendo a primeira de agregado graúdo e a segunda de agregado miúdo, na execução de cada camada é

feita a operação de compressão e acabamento.

Tratamento Superficial Triplo (TST): Três aplicações de material asfáltico, cobertas cada uma por agregado

mineral, sendo a primeira de agregado graúdo, a segunda de agregado médio e a última de miúdo, na execução de

cada camada é feita a operação de compressão e acabamento. Os agregados utilizados podem ser pedra britada,

cascalho e escória britada.


Tratamentos Superficiais
Equipamento de Tratamentos Superficiais
Equipamento - TSD
.

• ASFALTOS MODIFICADOS POR POLÍMERO (AMP)

• ASFALTO MODIFICADO POR BORRACHA (AMB)


O CAP ( CIMENTO ASFALTICO DE PETROLEO ) é a base de todos os outros produtos.
TIPOS DE ASFALTO

ASFALTOS MODIFICADOS POR POLÍMERO (AMP)


 
Asfaltos Modificados por Polímero do tipo elastômero, são os cimentos asfálticos de petróleo (CAP),
melhorados em suas características:

Sensibilidade reduzida,
Ponto de amolecimento elevado,
Maior resistência a tensões térmicas e mecânicas,
Resistência ao envelhecimento.

O Asfalto Modificado por Polímero AMP, é fornecido à granel (líquido) aquecido em carreta-tanque, à


temperatura de 160ºC ou tambores metálicos de 200 litros (à 25ºC), sendo comercializado pela
unidade de tonelada ou pela unidade: tambor.  
TIPOS DE ASFALTO

ESTOCAGEM:
O produto deverá ser estocado (à granel líquido) em tanques providos de

sistema de aquecimento com óleo-térmico e bomba de engrenagem para

recirculação e distribuição uniforme da temperatura ao longo do tanque.

Para a usinagem, deverá ser aquecido à temperatura recomendada de

165/170°C. Estocagem por período prolongado deverá ser mantido em

baixas temperaturas.
TIPOS DE ASFALTO

MANUSEIO:

O Asfalto Modificado por Polímero- CAP-SBS, é enquadrado pela ONU: Nº 3257, substância de risco:

Nº 9 e subclasse de risco: N.E. (substâncias líquidas que apresentam risco ao meio ambiente).

Submetido à temperaturas elevadas, exala vapores de hidrocarbonetos, e deverão ser trabalhados

com equipamentos de proteção: máscara anti-gás e luvas de raspa protetoras para produtos

aquecidos.

Em contato (à frio) com a pele, não causa irritação e poderá ser removido com óleo mineral ou vegetal

seguido de lavagem da área atingida com água e sabão.

.Em contato (à quente) com a pele, causa graves queimaduras, devendo ser removido unicamente

com óleo vegetal, água e sabão em tratamento ambulatorial.


ASFALTO MODIFICADO POR BORRACHA (AMB)

Retrato do descarte inadequado de


pneus inservíveis
No Brasil, mais de 40 milhões de
pneus são descartados por ano.
Os pneus geralmente são
armazenados de forma inadequada
em fundos de quintais, borracharias,
ferro-velho, em terrenos baldios e
cursos d’água, devendo ser
reutilizado.
 
ASFALTO MODIFICADO POR BORRACHA (AMB)

RESTRIÇÃO AO EMPREGO:
Não se recomenda a execução dos serviços de
pavimentação asfáltica em condições ambientais
inferiores à 10ºC, ou em período chuvoso e sobre
superfícies molhadas.
ASFALTOS MODIFICADOS POR BORRACHA (AMB)
A composição é produzida com pneu usado
triturado por meio de dois processos (ambiente e
criogênico), formando a borracha granulada que,
adicionada ao asfalto, dá origem ao asfalto-
borracha.
VANTAGENS DO ASFALTO MODIFICADO POR BORRACHA (AMB)

- Alta elasticidade,( menor

deformação);
- Alta resistência ao
envelhecimento;
- Excelente relação
benefício/custo.
- Maior média de vida;
- Maior resistência a rachaduras;
- Maior resistência ao calor;
- Impede o acúmulo de agua;
- Aumenta a aderência;
- Baixo nível de ruído.
INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA NAS PROPRIEDADES FÍSICAS DO ASFALTO

 Todas as propriedades físicas do asfalto estão associadas à sua


temperatura. Em temperaturas muito baixas, as moléculas não têm
condições de se mover umas em relação às outras e a viscosidade
fica muito elevada; nessa situação o ligante se comporta quase
como um sólido. À medida que a temperatura aumenta, algumas
moléculas começam a se mover podendo mesmo haver um fluxo
entre as moléculas. O aumento do movimento faz baixar a
viscosidade e, em temperaturas altas, o ligante se comporta como
um líquido. Essa transição é reversível.
INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA NAS PROPRIEDADES FÍSICAS DO ASFALTO

Para se especificar um determinado asfalto como


adequado para pavimentação, utiliza medidas simples
de características físicas do ligante, pela facilidade de
execução nos laboratórios de obras, são:
• “dureza”, medida através da penetração de
uma agulha padrão na amostra de ligante.
• resistência ao fluxo, medida através de ensaios
de viscosidade.
PRINCIPAIS ENSAIOS PARA CONTROLE DE CIMENTO ASFÁLTICO DE PETRÓLEO E DEFINIÇÕES

. MISTURAS A FRIO E A QUENTE:

As misturas cuja temperatura de execução é menor que 100ºC, são misturados


a frio, sendo nessas utilizados asfaltos diluídos, e os agregados não são
aquecidos para eliminar a umidade.
Uma mistura asfáltica a quente é a combinação dos agregados aquecidos a uma
temperatura relativamente alta e misturados com asfalto à quente acima de
100ºC
DEFINIÇÕES

MISTURA NA ESTRADA E EM USINAS:

Quando os agregados são distribuídos ao longo da estrada sobre material betuminoso, para depois mistura-los mediante

meios mecânicos (moto niveladores, arados de discos, usinas móveis, etc.) denominam-se “misturas na estrada” ou “mistura

local”. Se, pelo contrário, a mistura for preparada em uma usina fixa e logo transportada para a estrada para ser distribuída e

compactada, se trata de uma “mistura em equipamento” ou “mistura em usina”, sendo que nesta os agregados podem ser

classificados, secados e convenientemente dosados para obter-se a granulometria que se deseja, em uma usina asfáltica,

para logo depois serem transportada para a estrada para distribuição e compactada a quente. A durabilidade dos

revestimentos betuminosos é limitada pela ação combinada dos agentes climáticos e de trânsito.

TIPOS DE REVESTIMENTO E DOSAGEM


 

São misturas asfálticas, sendo que cada uma possui métodos e características diferentes, que dependerão de qual será a
finalidade do revestimento no pavimento, são eles:

 
MODO DE EXECUÇÃO –PINTURA DE LIGAÇÃO

A pintura de ligação deve ser aplicada em


toda a largura e extensão da pista a ser
pavimentada. O ideal é que seja fechada ao
tráfego, pois os pneus dos veículos acabam
removendo o ligante. Embora estes
conceitos sejam básicos, é muito comum
encontrar obras como a da foto abaixo, com
uma aplicação deixando totalmente a
desejar:  
MODO DE EXECUÇÃO – PINTURA DE LIGAÇÃO

O recomendado é que a pintura seja aplicada por passadas da vibro


acabadora, onde a faixa da esquerda ainda não recebeu a aplicação.

Não se deve deixar o equipamento de espargimento com bicos entupidos.


O que resulta em partes sem a presença do material.

Em trechos fresados é fundamental aplicar a imprimação no local a ser


pavimentado, mesmo que a profundidade de corte não tenha chegado a
camada abaixo.

A má-aplicação da pintura resulta em uma camada acima com vários


pontos “soltos”. Placas podem se desprender facilmente com o futuro
tráfego da via. O próprio processo de compactação asfáltica pode ser
afetado, pois o concreto asfáltico sem a aderência sofrer movimentações
que podem impedir o adensamento do material.
MODO DE EXECUÇÃO - CBUQ

MÉTODO EXECUTIVO - CONCRETO


BETUMINOSO USINADO QUENTE ( CBUQ)

A Mistura será aplicada sobre a superfície


imprimada ou pintada de tal maneira que após a
compressão, produza um pavimento flexível.

Concreto Betuminoso Usinado a Quente

Mistura executada em usina apropriada, com


características específicas composta de agregado
mineral graduado e ligante betuminoso, espalhada
e comprimida a quente. Na usina tanto os
agregados como os ligantes são previamente
aquecidos para depois serem misturados.
MODO DE EXECUÇÃO - CBUQ

Distribuição e Compressão da Mistura

* A temperatura do ligante deverá estar entre 107°C a 177° C.

* O espalhamento será efetuado por vibro acabadoras.

* No caso de irregularidades na superfície da camada, as correções serão feitas pela adição manual
do concreto betuminoso, sendo este espalhamento executado por meio de rolos metálicos.

* Imediatamente após a distribuição do concreto betuminoso, será iniciado o processo de rolagem


para compressão.

* A compressão será iniciada pelos bordos longitudinalmente, continuando em direção ao eixo da


pista. A operação de rolagem seguirá até o momento em que seja atingida a compactação exigida.
MODO DE EXECUÇÃO - CBUQ

* Durante a rolagem não serão permitidas as mudanças de direção ou inversões bruscas de marcha,

nem estacionamento do equipamento sobre revestimento recém-rolado. As rodas do rolo deverão ser
umedecidas adequadamente de modo a evitar a aderência da mistura.

Transporte do Concreto Betuminoso


O concreto betuminoso deverá ser transportado, da usina ao ponto de aplicação em
caminhões basculantes apropriados.
Quando necessário, para que a mistura seja colocada na pista a temperatura
especificada, cada carregamento deverá ser coberto com lona, com tamanho suficiente
para proteger todo o material.
MODO DE EXECUÇÃO CBUQ

*Serviços preliminares

Tendo sido decorridos mais de sete dias, da


execução da imprimação, tendo havido trânsito
sobre a superfície imprimada, recoberta com
areia ou pó de pedra, deverá ser feita uma
pintura de ligação.

• Abertura ao trânsito

Os revestimentos concluídos deverão ser


mantidos sem trânsito até o seu completo
resfriamento.
USINA DE CBUQ
DEFINIÇÕES

MÁQUINA DE FRESAGEM DE ASFALTO A finalidade da fresagem é a remoção de


pavimentos antes da execução de novo
revestimento dos mesmos. Áreas com defeitos que
afetem o bom serviço do pavimento são alvo desta
técnica. Também se utiliza a fresagem para a
remoção de pavimentos betuminosos em pontes
e outras obras de arte, assim como para melhorar o
coeficiente de atrito em zonas de pistas onde
ocorram muitas derrapagens.
A fresa tem um tambor rotativo para moagem,
permitindo remover uma ampla faixa de pavimento
a uma profundidade pré-determinada. 
MODO DE EXECUÇÃO - PMF

PRÉ-MISTURADO A FRIO

Não é permitida a execução dos serviços em dias de chuva.

O pré-misturado a frio somente deve ser fabricado, transportado e aplicado quando a temperatura ambiente for

superior a 10 ºC.

O pré-misturado a frio só pode ser executado quando a camada subjacente estiver liberada, conforme a

especificação pertinente.

Preparo da Superfície

* A superfície deve apresentar-se limpa, isenta de pó ou outras substâncias prejudiciais.

* Os defeitos existentes devem ser adequadamente reparados, previamente à aplicação da mistura.

• A imprimação ou pintura de ligação deve ser executada, obrigatoriamente, com a barra espargidora do

caminhão.
MODO DE EXECUÇÃO - PMF

• Deve apresentar película homogênea e promover adequadas condições de aderência quando da

execução do pré-misturado a frio.

• Quando a imprimação ou a pintura de ligação não tiver condições satisfatórias de aderência, deve

ser aplicada uma nova pintura de ligação, antes da distribuição da mistura.

• O Pré-Misturado a Frio deve ser produzido em usinas apropriadas, conforme anteriormente

especificado.

• Os agregados utilizados devem estar isentos de pó ou contaminação com substâncias nocivas, e

estar levemente umedecidos, para facilitar a misturação com a emulsão.


MODO DE EXECUÇÃO- PMF
MODO DE EXECUÇÃO - PMF

Transporte do Pré-Misturado a Frio

A mistura produzida deve ser

transportada da usina ao local de

aplicação, em caminhões basculantes. As

caçambas dos veículos devem ser

cobertas com lonas impermeáveis durante

o transporte de forma a proteger a massa

asfáltica da ação de chuvas ocasionais e

da eventual contaminação por poeira.


DEFINIÇÕES - PMF

Distribuição da Mistura

É recomendado o espalhamento em painéis,

isto é, pista inteira ou com pequena defasagem

entre cada uma das faixas espalhadas, para

obterem-se juntas longitudinais perfeitas e bem

acabadas. Caso ocorram irregularidades na

superfície da camada, estas devem ser

corrigidas através da adição manual da mistura,

este espalhamento deve ser efetuado por meio

de rodos metálicos antes da compactação.


DEFINIÇÕES - PMF

Compactação da Mistura

A compactação somente pode ser iniciada após o

completo rompimento da emulsão, que pode ser

observado pela mudança da coloração, de marrom

para preta, e que a mistura tenha perdido entre 30

a 50% da água da emulsão, mais a água de

umedecimento acrescentada na misturação.

Nos casos em que a mistura seja rica em asfalto,

deve-se executar um salgamento na pista com

areia ou pedrisco, para facilitar as operações dos

rolos compactadores.
PMF

A espessura da camada individual acabada deve situar-se no

intervalo de 3 cm no mínimo, a 7 cm no máximo. Para

camada de maior espessura, os serviços devem ser

executados em mais de uma camada. A compactação deve

começar das bordas para o eixo. Os rolos compactadores

devem cobrir uniformemente, em cada passada, pelo menos

a metade da largura da passagem anterior.

Quando houver tráfego na rodovia deve-se ser executado o

salgamento da superfície com pó de pedra. O salgamento

deve ser executado manualmente imediatamente após o

término da compactação da camada.


Misturas a Quente
Vantagens Desvantagens
São mais duráveis Exigem aquecimento do agregado
São menos sensíveis à ação da água Exigem instalações complexas para a fabricação
São mais indicadas para tráfego intenso ou pesado Exigem equipamento especial para o espalhamento
São menos sujeitas ao desgaste Não permitem estocagem
São caras
Misturas a Frio
Vantagens Desvantagens
Fácil fabricação São suceptíveis de maior desgaste
Não exigem aquecimento do agregado São mais sensíveis á água
São fabricadas em instalações simples e pouco custosas Exigem cura da mistura
Permitem espalhamento com patrol
Permitem estocagem
“Na natureza, nada se cria, nada se
perde, tudo se transforma. “
(Lavoisier)

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