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A ilusão das redes sociais

relações entre as proposições e os


argumentos
1º § Introdução: autora apresenta papel que as redes sociais desempenham - pontos positivos:

• reencontro/aproximação de pessoas;
• visibilidade e circulação de pessoas e produtos;
• velocidade das informações;
• alcance de grande extensão territorial;
• imensa quantidade de pessoas atingidas
simultaneamente pelas redes;
• poder de convocação e mobilização de pessoas;
• estabelecimento de interesses comuns partilhados.
• 2º § Introdução: parágrafo iniciado por Portanto
(conjunção conclusiva), conclusão dos pontos
positivos que as redes sociais desempenham.

• argumento comparativo – compara as redes


sociais às mudanças da imprensa, da máquina a
vapor e da industrialização.

• a tese: as redes sociais implantam o isolamento


como padrão para as relações humanas. 
• 3º § Desenvolvimento: a autora lança a
dualidade "verdade X ilusão", para afirmar que
as relações fundam-se na superficialidade e
instabilidade.

• Argumentação - causa e consequência  ("os


contatos se formam e se desfazem com imensa
rapidez; os vínculos estabelecidos são voláteis
e atrelados a interesses momentâneos“)
• 4º § Desenvolvimento: "Além disso“ (locução
conjuntiva) - adição de ideias ao que foi
proposto.

• A proposição, nesse parágrafo, é defender a


"virtualidade" por meio da exemplificação, a
autora cita o filme americano Denise Calls Up
(Denise Está Chamando) com sua crítica às
relações estabelecidas entre as pessoas através
dos recursos da época.
• 5º § Desenvolvimento: posição pessoal
marcada pelo uso da primeira pessoa do
singular: "esqueci/fiquei", para referendar o
argumento de exemplificação do 4º§. Na
mesma linha de raciocínio, apresenta novo
argumento, agora de autoridade, ao
citar Hannah Arendt, uma pensadora
contemporânea da política.
• 6º § Desenvolvimento: a autora continua a
exposição da análise da pensadora política,
que funciona como argumento de autoridade
e de prova, ao mesmo tempo, porque mostra
como o isolamento de fato acontecia nas
comunidades retratadas pela pensadora.
• 7º § Desenvolvimento: a autora inicia a
comparação do isolamento remoto,
apresentado no 5º e 6º§, com o isolamento
atual. Defende a posição de que o isolamento
é voltado para a intensificação do
individualismo. Argumenta, por meio do
exemplo, citando as recentes manifestações
populares.   
• 8º § Desenvolvimento: a autora cita
novamente a pensadora política como
argumento de autoridade para evidenciar que
a humanidade poderá sofrer mutação nas
relações interpessoais estabelecidas.
• 9º § Desenvolvimento: argumentação sobre a
possibilidade da mutação, declarada no
parágrafo anterior. Para isso, a autora
argumenta através do exemplo da própria
experiência em sala de aula. Nisso, ela elucida
um contra-argumento para explicar o porquê
de os alunos conectarem-se às redes sociais
durante as aulas de Filosofia.
• 10º § Desenvolvimento: a autora cita um
filósofo, como argumento de autoridade, para
defender a tese do artigo que consiste no
isolamento que as redes sociais proporcionam
às pessoas.
• 11º § Desenvolvimento: a autora justifica,
seguindo a mesma linha de raciocínio do
filósofo, a estruturação da participação das
pessoas nas redes sociais.
• 12º § Desenvolvimento: a autora argumenta
sobre essa estruturação da participação nas
redes sociais que culmina no narcisismo, o
que, por sua vez, reafirma a sua tese.
• 13º § Desenvolvimento: a autora argumenta o
narcisismo, do parágrafo anterior, por
comparação ("Faz parte desse narcisismo o
fato de as pessoas terem de tratar a si
mesmas como se fossem mercadorias.“).
• Depois lança mão novamente de uma
argumento de autoridade, ao citar Zygmunt
Bauman e o que ele propõe como risco de
invisibilidade e exclusão. 
• 14º § Conclusão: a autora resume os
argumentos arrolados ao longo do texto, para
retomar e defender a tese apresentada no
2º§. Apresenta ainda as consequências da
tese proposta.