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Boa noite!

Brilhantes alunos do Segundo Semestre


2016
VAMOS PENSAR!
VAMOS RECORDAR MAIS!
ATENÇÃ O!
O Agente pode cometer um fato típico sem saber que está assim
agindo.

Nesse caso o agente ignora ou tem conhecimento equivocado da


realidade.

Cuida-se de ignorância ou erro que recai sobre as elementares,


circunstâncias ou quaisquer dados que se agregam a
determinada figura típica.

Há um erro na representação da realidade.


VAMOS CONTINUAR!
ERRO DE TIPO
• Falta uma correta representação da realidade por parte do
autor do fato.

• Há falsa percepção da realidade que circunda o agente. O


agente não sabe o que faz.
ESPÉ CIES DE ERRO DE TIPO
• O erro de tipo pode ser dividido em duas espécies: o erro de
tipo essencial e o erro de tipo acidental.
• No essencial, o erro recai sobre os dados principais do tipo
penal, enquanto que no acidental, recai sobre dados
secundários. No primeiro, se avisado do erro, o agente para
• de agir criminosamente; no segundo, o agente corrige os
caminhos ou sentido da conduta e continua agindo de forma
ilícita.
• O erro de tipo essencial pode ser inevitável ou evitável,
enquanto que o erro de tipo acidental possui cinco
subespécies: erro sobre o objeto, erro sobre a pessoa, erro na
• execução, resultado diverso do pretendido e erro sobre o nexo
causal.
VAMOS APRENDER MAIS UM POUCO?
ERRO ACIDENTAL
• Acidental é o erro que recai sobre dados secundários,
periféricos do tipo.

• A intenção criminosa é manifesta, incidindo naturalmente a


responsabilidade penal.
ERRO NA EXECUÇÃ O
• Também chamado de "aberratio ictus", O agente quer
atingir determinada pessoa mas por mau pontaria, por
acidente, por erro na execução atinge pessoa diversa da
pretendida.

• Aberratio ictus, portanto, significa erro na execução ou erro


por acidente. Quero atingir uma pessoa ("A") e acabo
matando outra ("B"). A leitura do art. 73 do Código Penal
("Quando, por acidente ou erro no uso dos meios de
execução, o agente, ao invés de atingir a pessoa que pretendia
ofender, atinge pessoa diversa, responde como se tivesse
praticado o crime contra aquela, atendendo-se ao disposto no
§ 3º do art. 20 deste Código.
ERRO NA EXECUÇÃ O
ERRO NA EXECUÇÃ O
• Quando, por acidente ou erro no uso
dos meios de execução, o agente, ao
invés de atingir a pessoa que se
pretendia ofender, atinge pessoa
diversa. Aplica-se a regra do art. 20,
§3º, CP, respondendo como se
atingira a vítima que se pretendia
ofender;
ERRO NA EXECUÇÃ O
• No caso de ser também atingida a pessoa que o
agente pretendia ofender RESPONDERÁ POR AMBOS
O S CRIMES.

Assim sendo, quando o agente, mediante uma só ação


ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou
não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou,
se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em
qualquer caso, de um sexto até metade.
ERRO NA EXECUÇÃ O
IMPORTANTE:

Nesse caso o autor sabe


exatamente o que está fazendo,
mas acaba errando a vítima.
RESULTADO DIVERSO DO PRETENDIDO

• Também chamado de aberratio criminis.


• Excetuando-se os casos do art. 73, ocorrerá aberratio
criminis quando, por erro ou acidente na execução do
crime, sobrevier resultado diverso do pretendido; O
agente responderá por culpa se o fato for previsto
como crime culposo; se ocorrer o resultado almejado,
aplicar-se-á a regra do concurso formal de crimes. O
erro deverá incidir de coisa para a pessoa. O agente
responderá por culpa se o fato for previsto como crime
culposo; se ocorrer o resultado almejado, aplicar-se-á
a regra do concurso formal de crimes. O erro deverá
incidir de coisa para a pessoa.
RESULTADO DIVERSO DO PRETENDIDO
• Aqui se trata de cometer um crime no lugar do outro.
ERRO SOBRE O NEXO CAUSAL
• Chamado de aberratio causae

Dolo Geral ou Erro Sucessivo

Revela-se como sendo o erro no tocante ao meio de


execução empregado pelo agente. Ou seja, o agente
acredita ter matado a vítima de um modo, quando na
verdade foi outro o meio por ele empregado e que
causou a morte. Como o resultado prático é exatamente
o mesmo (o agente será condenado por homicídio).
ERRO SOBRE O NEXO CAUSAL

• Como exemplo, imagine-se a clássica situação em


que o agente deseja matar seu desafeto e, para
tanto, desfere-lhe um golpe na cabeça, que o faz
desmaiar. Acreditando na morte da vítima, atira-a
de cima de uma ponte, para esconder o cadáver,
em direção ao rio que ali passa. Posteriormente, a
vítima é localizada e, mediante exame
necroscópico, constata-se que a causa da morte
foi asfixia por afogamento: o agente será
responsabilizado por homicídio, da mesma forma.
ERRO SOBRE O NEXO CAUSAL
• Assim sendo,
• O agente acaba por alcançar o resultado
pretendido, porém, por uma causa distinta
daquela que havia planejado; Aqui há um
erro acidental com relação ao nexo causal. O
agente acaba por alcançar o resultado
pretendido, porém, por uma causa distinta
daquela que havia planejado.
ERRO SOBRE O NEXO CAUSAL
• Exemplo:

• Laudo aponta que Mércia morreu afogada;

• O laudo sobre o exame necroscópico realizado por médicos


legistas no corpo da advogada Mércia Nakashima, 28,
concluiu que ela morreu em consequência de afogamento.

• Ainda segundo o documento, Mércia foi baleada no braço


esquerdo, o que indica uma tentativa de defesa, e o tirou a
atingiu no maxilar. No entanto, não foi esse ferimento que a
matou. A bala é de um revólver 38.
ERRO SOBRE O NEXO CAUSAL
• Exemplo:

• Um dia após a polícia de São Paulo divulgar laudo do


IML, apontando como causa da morte do herdeiro da
Yoki, Marcos Matsunaga, tiro na cabeça, nova perícia
que faz parte do inquérito indica que a vítima foi
decapitada quando ainda estava viva. O novo laudo
provoca uma reviravolta no caso e pode derrubar a
versão de Elize, assassina confessa do marido, morto e
esquartejado, que alegou ter sido agredida por
Marcos antes de atirar nele.
DELITO PUTATIVO POR ERRO
DE TIPO
• Tanto no erro de tipo essencial quanto no delito putativo por
erro de tipo (também chamado de delito de alucinação) há
uma falsa percepção da realidade. Em ambas as hipóteses, o
agente não sabe exatamente o que faz. Não obstante,
diferenciam-se as duas situações porque no erro de tipo o
agente pratica tipo penal sem querer, enquanto que no delito
putativo por erro de tipo o agente pratica um fato atípico sem
querer.
POR HOJE É SÓ !!!!!

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