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Introdução à

Psicologia Escolar
Profa. Ingrid Neto

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Sistematização da aula
 Parte I – Nomenclatura da área

Parte II – Integração teoria-


prática na atuação do
psicólogo escolar
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Parte I

Nomenclatura
da área
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Falta de consenso na literatura

 Ψ da Educação / Educacional

 Ψ do Ensino / Escolar
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“Historicamente, Psicologia Escolar


tem referido mais diretamente a
questões de ordem prática e
Psicologia Educacional a aspectos
teóricos”.

(Meira, como citado em


Marinho-Araújo & Almeida, 2010)
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Abordagem crítica da Ψ Escolar


“A realidade escolar é por demais
complexa e multideterminada,
necessitando dos subsídios teórico-
práticos da psicologia, que
possibilitem mediações mais próximas
das necessidades educacionais”.

(Marinho-Araújo & Almeida, 2010)


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Abordagem crítica da Ψ Escolar


“O contexto escolar é um espaço
fértil para desenvolver tanto o
pesquisador quanto o profissional
que utiliza os conhecimentos
produzidos por essas pesquisas”.

(Marinho-Araújo & Almeida, 2010)


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“A Psicologia Escolar define-se


como uma área de atuação da
Psicologia que assume um
compromisso teórico e prático
com as questões relativas à
escola e a seus processos, sua
dinâmica, resultados e atores”.
(Marinho-Araújo & Almeida, 2010)
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Psicologia da Educação
Situa-se em um espaço intermediário:

 Entre as exigências epistemológicas da


psicologia científica, com suas
coordenadas teóricas, conceituais e
metodológicas;
 Entre as exigências de uma ação prática,
inserida em algumas coordenadas sociais,
políticas, econômicas e culturais que lhe
dão sentido.
(Coll, et al., 1999)
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A discussão, então, poderia não mais


pautar-se no enfoque utilizado, pois
ambas as correntes epistemológicas
reconhecem a importância da
articulação teoria-prática (praxis).

O foco da discussão deveria ser na


etimologia da(s) palavra(s) que
define(m) a área.
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Educação
 Processos formativos que se
desenvolvem na vida familiar, na
convivência humana, no trabalho,
nas instituições de ensino e
pesquisa, nos movimentos sociais
e organizações da sociedade civil
e nas manifestações culturais.
(Brasil, 1996)
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Educação
 Fenômeno social complexo, que
desdobra-se em várias dimensões,
tendo tanto a função de transmitir
a cultura e o conhecimento
acumulado, quanto de despertar
potencialidades, reflexão,
criticidade acerca da realidade e
das possibilidades de sua
modificação. (Marinho-Araújo & Almeida, 2010)
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Educação
 Aborda não só aspectos relativos
aos conhecimentos informais ou
científicos, como também
inúmeros outros ligados às
construções afetivas, relacionais,
criativas.
(Marinho-Araújo & Almeida, 2010)
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Ensino
 Nãoé a transferência de
conhecimento, mas a criação de
possibilidades para a sua própria
produção ou a sua construção.

(Adaptado de Freire, 1996)


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Escola
 Instituição
onde ocorre a educação
escolar, que tem condições muito
específicas, cujos critérios decorrem do
conhecimento baseado nas ciências.

(Adaptado de Brasil, 1996;


Adaptado de Marinho-Araújo & Almeida, 2010)
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Educação Processo
Ensino Método
Escola
Ambiente
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Ψ da Educação:
termo + adequado

Ψ Escolar:
termo + utilizado
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Traçando um paralelo com outras


nomenclaturas restritivas…

Ψ Hospitalar X da Saúde
Ψ do Trânsito X da Mobilidade
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O termo psicologia escolar é


mais utilizado pois

a identidade do psicólogo
escolar constitui-se,
majoritariamente, a partir
da imersão na ESCOLA
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 Psicologia
Educacional e Psicologia
Escolar são utilizadas como
equivalentes, sendo a primeira
mais abrangente que a segunda;

 Psicologia
educacional = psicologia
que se faz em meios educacionais.

(Del Prette, 2003)


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Parte II

Integração teoria-
prática na
atuação do
psicólogo
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A atuação profissional do psicólogo escolar


passa pela apropriação de referenciais
teóricos que levem em consideração os
processos interativos, conscientes e
inconscientes, constitutivos dos sujeitos em
processo de ensino, de desenvolvimento e
de aprendizagem, em uma perspectiva
psicodinâmica e sóciohistórica, cujo foco não
é o indivíduo, mas os sujeitos em relação.

(Almeida, et al.,
1995)
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Estudo de Almeida, et al. (1995)

OBJETIVO
Investigar junto a psicólogos
escolares da SEDF (n=34) e da
rede particular (n=26) de ensino
o referencial teórico utilizado para
orientar sua prática profissional
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Estudo de Almeida, et al. (1995)


RESULTADOS
 48,33% - usam várias teorias ao
mesmo tempo

 Abordagens mais citadas


 Humanismo (26,66%)
 Comportamental (11,66%)
 Cognitivista (8,33%)
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Estudo de Almeida, et al. (1995)


RESULTADOS
 Transposição para o contexto
educacional de teorias oriundas da
área clínica

 Pouca influência de teorias


psicológicas do desenvolvimento e da
aprendizagem na prática profissional
dos psicólogos
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Referências
 Almeida, S.F.C; Rabelo, L.M.; Cabral, V.S.; Moura, E.R.O; Barreto,
M.S.F; & Barbosa, H. (1995). Concepções e práticas de psicólogos
escolares acerca das dificuldades de aprendizagem. Psicologia:
Teoria e Pesquisa, 11(2), 117-134.
 Brasil (1996). Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, no.
9394/96 de 20 de dezembro de 1996. Disponível em
http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf
 Coll, C.; Mestres, M.M.; Goñi, J.O.; & Gallart, I.S. (1999). Psicologia
da Educação. Artmed: Porto Alegre. [INTRODUÇÃO + CAPÍTULO 3]
 Del Prette, Z.A.P (Org.). Psicologia escolar e educacional, saúde e
qualidade de vida: explorando fronteiras. Alínea: São Paulo.
[CAPÍTULOS 2 e 3]
 Freire, P. (1996). Pedagogia da autonomia. Paz e Terra: São Paulo.
 Marinho-Araújo, C.M.; & Almeida, S.F.C. (2010). Psicologia escolar:
Construção e consolidação da identidade profissional. Alínea: São
Paulo. [CAPÍTULOS 1 e 2]

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