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Desenho-Estória

Ingrid Neto
2018
Desenho-estória (D-E)
Técnica desenvolvida para explorar a dinâmica
inconsciente da personalidade, em setores que
outros meios deixam a desejar
(Trinca, 1972)

Diagnóstico compreensivo
O terapeuta interage com o paciente de forma
empática e obtém um conhecimento profundo
sobre seu funcionamento mental
(Trinca, 1984) 2
Desenho-estória (D-E)

Técnica projetiva de investigação da


personalidade (aspectos inconscientes)

Técnica de desenho livre associado à


estória

Emprego de meios indiretos de expressão


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Aplicação
Individual

Sentado

Duração: 60 minutos

A partir de 3 anos de idade


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Materiais

Folhas de papel em branco (tamanho ofício)

Caixa de lápis de cor

Lápis preto (misturado entre as demais


cores)

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Instruções
Entregar a folha na posição horizontal e dizer:

“Você tem essa folha em branco e pode fazer o desenho que quiser,
como quiser.”

Aguardar a conclusão do desenho e dizer:

“Você, agora, olhando o desenho, pode inventar uma estória,


dizendo o que acontece.”

Caso o paciente tenha dificuldades na elaboração, dizer:

“Você pode começar falando a respeito do desenho que fez.”


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Inquérito e Título

 Solicitar quaisquer esclarecimentos


necessários para a compreensão do desenho
e estória, para obter novas associações

 Perguntar o título da estória

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Registrar

Estória
Verbalizações enquanto desenha
Reações expressivas
Ordem de realização
Recursos auxiliares empregados
Perguntas e respostas no inquérito
Título

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Aplicação
1.
Desenho

2.
4. Título
Estória

3. Inquérito

Repetir o processo por 5x 9


Pressupostos

1. Disposições, esforços e conflitos são revelados ao


estruturar ou completar uma situação incompleta;
2. Associações livres tendem a refletir aspectos mais
emocionalmente sensíveis (impulsos, angústias,
fantasias);
3. Quanto menor a estruturação e direcionamento,
maior é a tendência de surgir material
emocionalmente relevante;

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Pressupostos

4. No contato inicial, o paciente tende a comunicar


seus principais conflitos e fantasias inconscientes
sobre a “doença” e a cura;
5. Crianças e adolescentes preferem comunicar-se
por desenhos;
6. A sequência nas provas gráficas e temáticas tende
a produzir um fator ativador dos mecanismos e
dinamismos da personalidade, levando a maior
profundidade e clareza na comunicação.

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Avaliação

Livre inspeção do material: análise globalística de


conteúdo

• Hipóteses acerca de impulsos, fantasias, conflitos,


vínculos, defesas
• Relacionar as hipóteses à queixa
• Muito dependente da experiência clínica

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Avaliação

– Método Tardivo (1985)


• 33 traços divididos em 7 grupos;
• Grupo I – Atitude básica
• Grupo II – Figuras significativas
• Grupo III – Sentimentos expressos
• Grupo IV – Tendências e desejos
• Grupo V – Impulsos
• Grupo VI – Ansiedades
• Grupo VII – Mecanismos de defesa

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