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QUADRO CONCEPTUAL

ISCAM

Contabilidade Financeira II/2020


Mudança do Paradigma
1 - PARADIGMA LEGALISTA
A contabilidade tinha como função, mostrar ao proprietário da entidade a sua
situação face a terceiros, bem como evidenciar o seu património enquanto garante
do cumprimento das suas obrigações, numa dupla perspectiva temporal: - a passada
e a presente. A prespectiva da informação contabilística centravasse na
apresentação de dados sobre bens, direitos e obrigações que constituíam garantias a
terceiros, baseando na avaliação objectiva dos bens direitos e obrigações.

2 - PARADIGMA ECONÓMICO
Este Paradigma perspectiva uma nova visão, passando, o enquadramento da
contabilidade, a basear-se no campo económico, relacionando-se a informação
contabilística com o conhecimento paralelo da realidade económica, a principal
preocupação é a “medição” do resultado, bem como a “medição” da situação
patrimonial, recorrendo-se a conceitos próprios. Para tal é necessário padronizar a
interpretação que deverá ser dada a cada operação e definir as determinantes dos
princípios de contabilidade.
2
Novo Paradigma
3 - PARADIGMA UTILITARISTA
Os desenvolvimentos da Teoria Contabilística introduzem um novo conceito de
informação financeira, balizando-a de acordo com as necessidades dos que irão utilizar
a informação produzida, “assumindo que a sua principal função é o apoio informativo
adequado à tomada de decisões”.

O novo desafio coloca a necessidade de provocar uma alteração no “status quo”,


implicando evoluções ao nível dos conceitos, tornando o modelo contabilístico mais
aberto e com uma maior interacção do sistema económico que procura medir e
representar a informação contabilística se tornou numa necessidade evidente para o
funcionamento das economias modernas.

Estamos perante uma evolução da “verdade” dado que a procura do conhecimento da


riqueza positiva ou negativa da entidade, ou a procura de um resultado económico, se
faz de uma forma abstracta, sem levar em consideração o utilizador da informação.
Passa-se da importância dos “critérios de verificabilidade e objectividade para o
critério de relevância”
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INTERNATIONAL ACCOUNTING STANDARDS BOARD

The IASB was preceded by the Board of IASC, which came into existence on
29 June 1973 as a result of an agreement by professional accountancy
bodies in Australia, Canada, France, Germany, Japan, Mexico, the
Netherlands, the United Kingdom and Ireland, and the United States of
America. A revised Agreement and Constitution were signed in November
1982. The Constitution was further revised in October 1992 and May 2000 by
the IASC Board. Under the May 2000 Constitution, the professional
accountancy bodies adopted a mechanism enabling the appointed Trustees to
put the May 2000 Constitution into force. The Trustees activated the new
Constitution in January 2001, and revised it in March 2002

All Standards and Interpretations issued under previous Constitutions


continue to be applicable unless and until they are amended or withdrawn.
The International Accounting Standards Board may amend or withdraw
International Accounting Standards and SIC Interpretations issued under
previous Constitutions of IASC as well as issue new Standards and
Interpretations.

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OJECTIVES OF IASB

The objectives of the IASB are:

(a) to develop, in the public interest, a single set of high quality, understandable,
enforceable and globally accepted financial reporting standards based on clearly
articulated principles. These standards should require high quality, transparent
and comparable information in financial statements and other financial reporting
to help investors, other participants in the various capital markets of the world
and other users of financial information make economic decisions;

(b) to promote the use and rigorous application of those standards;

(c) in fulfilling the objectives associated with (a) and (b), to take account of, as
appropriate, the needs of a range of sizes and types of entities in diverse
economic settings;

(d) to promote and facilitate the adoption of IFRSs, being the standards and
interpretations issued by the IASB, through the convergence of national
accounting standards and IFRSs.

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OJECTIVES OF IASB

The International Accounting Standards Board is committed to narrowing

these differences by seeking to harmonize regulations, accounting

standards and procedures relating to the preparation and presentation of

financial statements. It believes that further harmonization can best be

pursued by focusing on financial statements that are prepared for the

purpose of providing information that is useful in making economic

decisions.

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Referencial Conceptual

1973 CONSTITUIÇÃO DO IASC

1975 IASC PUBLICA 1ªS NORMAS: IAS

2000 TRANSFORMAÇÃO DE IASC EM IASB: IAS & IFRS

2009 DEC. DO CONSELHO DE MINISTROS Nº 70/2009 QUE APROVA O SCSEM

ENTRADA EM VIGOR DO SCSEM


2010

2011 ENTRADA EM VIGOR DO PGC-PE

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Harmonização contabilística (Moz)
Adopção das normas internacionais de contabilidade do IASB,
criando-se o SCE que é constituído pelo Quadro Conceptual,
Bases para a apresentação das Demonstrações Financeiras,
Modelos de DF’s, Código de contas, NCRF (instrumento de
normalização onde se prescrevem os vários tratamentos
técnicos a adoptar em matéria de reconhecimento, de
mensuração, de apresentação e de divulgação das realidades
económicas e financeiras das entidades) e NCRF-PE que
pretende assegurar a coerência horizontal entre as normas e
quanto às entidades, viabilizar comunicação vertical.

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Porquê um Referencial Conceptual?
• Estabelece os princípios teóricos de aceitação generalizada,
• fundamentando as normas aplicáveis a determinada
realidade

• Teoria que enquadra os problemas práticos

• Assegura coerência e consistência

• Estabelece bases para construção de novas normas

• Prevê a auto-crítica contínua das normas existentes, as quais


devem permanentemente ser testadas face ao quadro
conceptual

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Normalização contabilística

“Todas as acções tendentes a criarem um todo coerente de


organização contabilística uniforme com exigências diversas que
começam na terminologia e conceituação, prosseguindo na
escolha dos esquemas e regras de contabilização uniformemente
adoptados e culminando na elaboração dos modelos.”

A normalização exige que se defina o âmbito e a movimentação


das contas, impondo regras uniformes quanto a cálculos de gastos
e determinações de rendimentos (normas quanto à escolha de
critérios valorimétricos de inventários, fixação de amortizações e
provisões, formas de processamento dos custos de produção,
definição do conteúdo do chamado princípio da acréscimo, etc.).
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Finalidade do Referencial Conceptual do PGC-NIRF

Estabelece os conceitos que estão na base da


preparação e apresentação de DF’s tendo por
finalidades
• Ajudam os que preparam DF’s na aplicação do PGC-
NIRF
• Ajudam os auditores a formarem a sua opinião sobre
se as DF’s estão preparadas e apresentadas de acordo
com o PGC-NIRF
• Ajudam os utilizadores das DF’s a interpretarem a
informação que consta das DF’s preparadas e
apresentadas de acordo com o PGC-NIRF
• Prepara a base para o desenvolvimento das Normas
existentes e criação e/ou introdução de novas Normas
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Do que trata o Referencial Conceptual?

• Qual o objectivo das DF’s


• Quais os pressupostos subjacentes à
sua preparação
• Quais as características qualitativas que
fazem com que a informação constante
das DF’s seja útil
• Quais os elementos das DF’s
• Como é que se faz o reconhecimento e
a mensuração dos elementos das DF’s
• Conceitos de capital e manutenção de
capital
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Principal Objectivo do Relato Financeiro

OB2  O objectivo do relatório financeiro para fins gerais é fornecer informações financeiras
sobre a entidade que reporta que sejam úteis para investidores, mutuantes e outros credores,
existentes e potenciais, na tomada de decisões quanto à oferta de recursos à entidade. Tais
decisões envolvem a compra, venda ou manutenção de instrumentos de património e de
dívida e a oferta ou liquidação de empréstimos e outras formas de crédito.

OB5  Muitos investidores, mutuantes e outros credores, existentes e potenciais, não podem
exigir que as entidades que reportam forneçam informações directamente a eles, devendo se
basear em relatórios financeiros para fins gerais para muitas das informações financeiras de
que necessitam. Consequentemente, eles são os principais usuários aos quais se destinam
relatórios financeiros para fins gerais.
OB7  Relatórios financeiros para fins gerais não se destinam a apresentar o valor de uma
entidade que reporta, mas fornecem informações para auxiliar investidores, mutuantes e
outros credores, existentes e potenciais, a estimar o valor da entidade que reporta.

OB10  Outras partes, como reguladores e membros do público, exceto investidores,


mutuantes e outros credores, podem também achar relatórios financeiros para fins gerais
úteis. Contudo, esses relatórios não são direcionados essencialmente a esses outros grupos.

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Referencial Conceptual

Relato Financeiro

Demonstrações
Financeiras

Características
Objectivos Pressupostos Qualitativas Elementos Limitações

Compreensibilidade Definições

Relevância
Reconhecimento Desreconhecimento

Fiabilidade

Mensuração
Comparabilidade
Referencial Conceptual
CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DA INFORMAÇÃO FINANCEIRA

FASB IASB
Benefícios vs Custos Benefícios vs Custos
Compreensibilidade
Relevância Relevância
• Valor predictivo • Materialidade
• Valor de feedback
• Tempestividade

Confiabilidade Confiabilidade
• Verificabilidade • Representação Adequada
• Neutralidade • Essência sobre a forma
• Representação Fidedigna • Neutralidade
• Prudência
• Integridade

Comparabilidade Comparabilidade 15
Alguns conceitos
1. Características qualitativas são atributos de
informações contábeis que tendem a ampliar sua
utilidade.
2. A divulgação financeira deve proporcionar
informação que ajude investidores, credores e outros
usuários, presentes e em potencial, a avaliar os
volumes, a distribuição no tempo e a incerteza de
possíveis fluxos de caixa em termos de dividendos ou
juros, e os resultados da venda, do resgate e do
vencimento de títulos ou empréstimos.
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WHAT MAKES FINANCIAL INFORMATION USEFUL

Giving information that is


not material may impair the
usefulness of the other
Threshold quality
information given
Materiality

Relevance Reliability Comparability Understandability

Information that is complete and faithful Similarities & differences The significance of the
Information that has the ability to information can be
representation can be discerned and
influence economic decisions perceived
evaluated

Aggregation
Faithful Free from material Users
Predictive Confirmatory Neutral Complete Consistency Disclosure and
representation error abilities
value value classification

From the diagram we can see that for information content to be relevant it must have:
• The ability to influence the economic decisions of users;
• Predictive value, i.e. help users to evaluate or assess past, present or future events;
• Confirmatory value, i.e. help users to confirm their past evaluations.

For information to be reliable it must be:


• Free from material error, i.e. transactions have been accurately recorded and reported;
• A faithful representation, i.e. reflecting the commercial substance of transaction;
• Neutral, i.e. not presented in a way to achieve a predetermined result;
• Prudent, i.e. not creating hidden reserves or excessive provisions, deliberately understating assets or gains, or deliberately
overstating liabilities or losses;
• Complete, i.e. the information is complete subject to materiality test.

To be useful, the financial information also needs to be comparable over time and between companies and understandable.
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It satisfies the criteria for understandability if it is capable of being understood
by a user with a reasonable knowledge of business activities and accounting,
and a willingness to study the information with reasonable diligence.
However, the trade-off between relevance and reliability comes into play with
the requirement that complex information that is relevant to economic
decision making should not be omitted because some users find it too difficult
to understand.

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Framework for Financial Reporting

Recognition, Measurement, and Disclosure Concepts Third level:


Implementatio
n
ASSUMPTIONS PRINCIPLES CONSTRAINTS

QUALITATIVE Second level:


ELEMENTS
CHARACTERISTICS Bridge between
Of
Of levels 1 and 3
Financial statements
Accounting information

First level:
OBJECTIVE
Purpose of
Of
Accounting
Financial reporting

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ASSUMPTIONS, PRINCIPLES & CONSTRAINTS

ASSUMOPTIONS PRINCIPLES

GOING CONCERN MEASUREMENT PRINCPLES: historic cost; Fair


vale
ECONOMIC ENTITY REVENUE RECOGNITION PRINCPLE

EXPENSE RECOGNITION PRINCIPLE


MONETARY UNIT
FULL DISCLOSURE PRINCIPLE
PERIODICITY

ACCRUAL BASIS OF ACCOUNTING

CONSTRAINTS

COST vs BENEFIT MATERIALITY

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Plano Geral de Contabilidade

A Quem é Aplicável o SCSEM?


A quem? O Quê? Definição

NORMAS ADOPTADAS
NIC COTADAS E OPÇÃO IAS / IFRS
POR REGULAMENTOS

GRANDES CONJUNTO DAS


PGC-NIRF NCRF
ENTIDADES NORMAS

PEQUENAS
PGC-PE NCRF PE NORMA ÚNICA
ENTIDADES

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Objectivos das demonstrações financeiras

No geral o objectivo das DF’s

Proporcionar informações que sirva um conjunto alargado de utilizadores


sobre:
• Posição financeira
• Desempenho

• Alterações da posição financeira

 A informação necessária à tomada de decisão não se esgota nas DF’s


(informação não financeira, informação prospectiva, etc.)

 DF’s permitem avaliar a qualidade da Gestão


Referencial Conceptual
Objectivo das demonstrações financeiras

► Posição financeira

Afectada por
• Recursos económicos controlados
• Estrutura financeira
• Liquidez
• Solvência
• Capacidade de adaptação às mudanças do ambiente em
que opera
Referencial Conceptual
Objectivo das demonstrações financeiras

Posição financeira
Utilidade
• Previsão sobre futuras necessidades de financiamento
• Previsão sobre distribuição futura de dividendos
• Capacidade de obtenção de futuros financiamentos
• Previsão da capacidade de cumprimento dos compromissos
financeiros na data do vencimento
• Disponibilidade de caixa a curto e médio prazo para
satisfação dos compromissos futuros
Referencial Conceptual
Objectivo das demonstrações financeiras

Desempenho

Utilidade
• Avaliação das alterações potenciais nos recursos económicos
• Previsão sobre a variabilidade do desempenho
• Previsão sobre a capacidade de originar fluxos de caixa a partir
dos principais recursos existentes
Referencial Conceptual
Objectivo das demonstrações financeiras

Alterações na posição financeira

Utilidade
• Avaliar as actividades operacionais, de investimento e de
financiamento durante o período contabilístico
• Proporciona bases para avaliar a capacidade de gerar caixa e
equivalentes de caixa
• Previsão sobre as necessidades de utilização dos fluxos de caixa
Referencial Conceptual
Objectivo das demonstrações financeiras

Activo
Posição Passivo
Financeira Capital Próprio

Notas
Rendimentos explicativas
Desempenho Gastos e detalhes
adicionais

Alterações da
Demonstração
posição
específica
financeira
Referencial Conceptual

Pressupostos subjacentes

Pressupostos subjacentes à preparação das demonstrações financeiras

• Base do acréscimo

• Continuidade das operações


Referencial Conceptual
Pressupostos subjacentes

• Base do Acréscimo – Especialização

 Os efeitos das transacções são reconhecidas quando


ocorrem
 (independentemente de serem recebidas ou pagas), e são
contabilizadas e relatadas nos períodos a que dizem respeito

 Separa os efeitos económicos dos fluxos de caixa

 Permite conhecer obrigações e recursos futuros


Referencial Conceptual

Pressupostos subjacentes
Continuidade das operações

 A entidade tem operado e continuará a operar no futuro


previsível, e não tem a intenção ou a necessidade de
terminar ou reduzir significativamente as suas actividades
 Caso não seja aplicável, as bases de preparação das DF’s
terão que ser diferentes – Exemplo: DF’s preparadas para
efeitos de liquidação
Referencial Conceptual

Características qualitativas

► Características qualitativas das demonstrações


financeiras

► Atributos que tornam a informação apresentada nas DF’s útil para


os seus utilizadores
► Compreensibilidade
► Relevância
► Fiabilidade
► Comparabilidade
Referencial Conceptual

Características qualitativas

► Constrangimentos à informação fiável e relevante

► Oportunidade
► Balanceamento entre fiabilidade e temporalidade pode afectar a
relevância

► Equilíbrio entre custo-benefício da informação a prestar


► Benefícios da informação devem exceder os custos de a prestar

► Equilíbrio entre as características qualitativas


► De forma a garantir o objectivo das demonstrações financeiras
Referencial Conceptual

Características qualitativas

Aplicação das principais características qualitativas

Imagem verdadeira e apropriada

A aplicação das principais características qualitativas e de normas contabilísticas


apropriadas, resulta geralmente na existência de demonstrações financeiras que
expressam o que é comummente entendido como a imagem verdadeira e
apropriada, ou como a apresentação apropriada, de tal informação
Referencial Conceptual
Elementos

► Elementos das demonstrações financeiras

► Demonstrações financeiras
► Retratam os efeitos financeiros das transacções e outros
acontecimentos agrupando-os em grandes classes conforme as suas
características económicas. Estas grandes classes são chamados os
elementos das demonstrações financeiras

► Apresentação dos elementos no balanço e na demonstração dos


resultados
► Implica um processo de sub classificação
► Exemplo – os activos e os passivos podem ser classificados pela sua
natureza ou função no negócio da entidade a fim de mostrarem a
informação da forma mais útil aos utilizadores para tomarem decisões
económicas
Referencial Conceptual
Elementos

► Posição financeira

► Activo
► Recurso controlado
► Resultante de acontecimentos passados
► Esperado que benefícios económicos futuros fluam para a entidade
► Não é essencial a existência física ou propriedade

► Passivo
► Obrigação presente
► Resultante de acontecimentos passados
► Esperada a saída de recursos para a respectiva liquidação que
incorporem benefícios económicos
Referencial Conceptual

Elementos

► Posição financeira

► Capital Próprio
► Valor residual dos activos após a dedução de todos os seus passivos
► Montante dependente da mensuração dos activos e passivos
Referencial Conceptual

Elementos

► Posição financeira

► Definições
► Referem características essenciais
► Não critérios necessários ao reconhecimento

► A avaliação sobre a satisfação das características obedece à


consideração da substância e realidade económica e não apenas
da forma legal
Referencial Conceptual
Elementos

► Posição financeira

► Activos
► Benefício económico futuro
► Representa o seu potencial para contribuir, directa ou indirectamente para
o fluxo de caixa ou equivalente para a entidade
► Pode derivar da própria actividade, ou da detenção de algo
convertível em caixa ou equivalente
► Pode ser uma capacidade de redução de saídas de caixa ou
equivalente
► Normalmente são empregues na produção de bens ou serviços
destinados a satisfazer os clientes
Referencial Conceptual

Elementos

► Posição financeira

► Activos
► Podem produzir benefícios económicos futuros mediante
► Uso (individual ou em conjunto) na produção de bens e serviços
► Troca por outros activos
► Utilização para liquidar uma obrigação
► Distribuição pelos detentores do capital
► Podem, ou não, ter uma forma física
► Podem, ou não, estar associados a direitos legais como a propriedade
► Resultam de transacções e/ou acontecimentos passados
► Geralmente ligados a dispêndios, mas não limitados a tal (Exemplo:
doações)
Referencial Conceptual

Elementos

► Posição financeira

► Passivos
► Existe uma obrigação (dever) presente
► Pode resultar da prática corrente do negócio ou forma de actuação no
mercado
► Pode resultar duma questão legal, contratual ou estatutária
► Não se confundem com compromissos futuros
Referencial Conceptual
Elementos

► Posição financeira

► Passivos
► Liquidação da obrigação
► Envolve a entrega de recursos da entidade
► Pagamento em numerário
► Transferência de activos
► Prestação de serviços
► Substituição entre obrigações
► Conversão da obrigação em capital próprio
► Possibilidade de extinção sem saída de recursos – normalmente a
iniciativa é do credor
► Resulta de transacções ou outros acontecimentos passados
► A sua mensuração pode exigir um nível considerável de estimativa
Referencial Conceptual
Elementos

► Posição financeira

► Capital próprio
► É o valor residual dos activos, após dedução de todos os passivos
► Deve ser objecto de sub-classificações, relevantes para a tomada de
decisões, uma vez que poderão estar ligadas a restrições legais ou
outras
► Depende da mensuração dos activos e passivos
► Apenas por coincidência corresponde ao valor de mercado da
entidade
Referencial Conceptual
Elementos

► Desempenho

► Frequentemente medido pelo lucro ou indicadores relacionados

► O lucro corresponde ao somatório dos rendimentos, deduzidos


dos gastos

► A apresentação dos rendimentos e dos gastos depende de vários


factores, nomeadamente a sua classificação face à actividade
(operacional ou não, p. ex.), o cálculo da medida do desempenho,
etc.
Referencial Conceptual
Elementos

► Desempenho

► Rendimentos
► Aumentos nos benefícios económicos futuros durante o período na
forma de
► Entradas de caixa
► Aumentos de activos
► Reduções de passivos
► Resultam em aumentos do capital próprio, não relacionados com
contribuições dos accionistas
► Incluem
► Réditos – resultam da actividade ordinária da entidade
► Ganhos – podem ou não provir da actividade ordinária da entidade
Referencial Conceptual
Elementos

► Desempenho

► Gastos
► Diminuições nos benefícios económicos futuros durante o período na
forma de
► Saídas de caixa
► Reduções de activos
► Contracção de passivos
► Resultam em reduções do capital próprio, não relacionados com
distribuições aos accionistas
► Incluem
► Gastos ordinários – resultam da actividade ordinária da empresa
► Perdas - podem ou não provir da actividade ordinária da entidade
Referencial Conceptual

Elementos

► Alterações na posição financeira

► Normalmente, resulta da combinação dos elementos da posição


financeira e de desempenho

► Podem existir situações em que as alterações dos elementos da


posição financeira não originam necessariamente um rendimento
ou um gasto, afectando directamente o capital próprio
Referencial Conceptual
Reconhecimento dos elementos

► Reconhecimento

► Processo de incorporar um item no balanço ou na demonstração


de resultados que
► Satisfaça a definição de um elemento
► Cumpra com os seguintes critérios
► É provável que fluam para a entidade, ou da entidade, benefícios
económicos futuros
► É possível mensurar o valor do item com fiabilidade

► Se um item cumpre com o anterior, tem obrigatoriamente que ser


reconhecido nas DF’s, não sendo aceitável apenas a sua
divulgação nas Notas ou outra informação explicativa
Referencial Conceptual

Reconhecimento dos elementos

► Reconhecimento

► O reconhecimento deve atender à materialidade nos termos


referidos

► Probabilidade de benefícios económicos futuros


► Considera o grau de incerteza da ocorrência
► Leva em conta as evidências disponíveis à data de preparação das
DF’s
Referencial Conceptual

Reconhecimento dos elementos

► Reconhecimento

► Fiabilidade da mensuração
► Pode implicar estimativas razoáveis
► Caso não seja possível a estimativa razoável, não deve ser reconhecido
► A alteração das evidências disponíveis à data de preparação das DF’s
pode alterar as condições de reconhecimento
► Caso seja relevante para a compreensão da posição financeira e não
estejam disponíveis estimativas razoáveis, deverá ser divulgado
Referencial Conceptual

Reconhecimento dos elementos

► Reconhecimento de activos

► Reconhecido no balanço quando


► Provável que benefícios económicos futuros fluirão para a entidade e
► Activo tem um valor que pode ser mensurado com fiabilidade

► Implica “quase certeza”


► Não é reconhecido no balanço quando for considerado improvável
que do dispêndio suportado não fluirão para a entidade benefícios
económicos para além do período contabilístico corrente
Referencial Conceptual
Reconhecimento dos elementos

► Reconhecimento de passivos

► Reconhecido no balanço quando


► Provável que ocorrerá saída de recursos incorporando benefícios
económicos que resultarão da liquidação de uma obrigação presente
e
► Quantia pela qual a liquidação terá lugar pode ser mensurada com
fiabilidade

► Implica “probabilidade elevada”

► Genericamente, o grau de certeza associado ao reconhecimento


de um activo é necessariamente mais elevado que o associado ao
reconhecimento de um passivo (prudência)
Referencial Conceptual
Reconhecimento dos elementos

► Reconhecimento de rendimentos

► Reconhecidos na demonstração dos resultados quando


► Tenha havido um aumento de benefícios económicos futuros, que
pode ser mensurado com fiabilidade
► Resultam de um aumento de um activo ou da redução de um passivo

► Ocorre simultaneamente com o reconhecimento de aumentos do


activo ou de reduções do passivo

► O reconhecimento como rendimento deverá ser restringido


àqueles itens que podem ser mensurados com fiabilidade e têm
um grau suficiente de certeza
Referencial Conceptual

Reconhecimento dos elementos

► Reconhecimento de gastos

► Reconhecidos na demonstração dos resultados quando


► Tenha havido uma redução de benefícios económicos futuros, que
pode ser mensurada com fiabilidade
► Em resultado de uma redução de um activo ou do aumento de um
passivo

► Ocorre simultaneamente com o reconhecimento de reduções do


activo ou de aumentos do passivo
Referencial Conceptual
Reconhecimento dos elementos

► Reconhecimento de gastos

► Reconhecidos na demonstração dos resultados na base de uma


correlação directa entre os custos suportados e os proveitos
obtidos de itens específicos de rendimentos - matching entre
custos e proveitos (ou gastos e rendimentos)

► Benefícios económicos esperados ocorrem em vários períodos


contabilísticos e a correlação com os rendimentos apenas pode
ser determinada indirectamente ou de forma geral
► Gastos reconhecidos na demonstração dos resultados numa base
racional e sistemática de um processo de alocação
► Normalmente relativo a gastos relacionados com o uso de activos (ex:
edifícios, marcas, etc.) – Conceito de amortização
Referencial Conceptual
Reconhecimento dos elementos

► Reconhecimento de gastos

► Reconhecimento imediato
► Dispêndios que não produzem benefícios económicos futuros
► Passivo é suportado sem que a ele corresponda um activo
Referencial Conceptual
Mensuração dos elementos

► Mensuração

► Processo de determinar os valores monetários através dos quais


os elementos das demonstrações financeiras são reconhecidos e
apresentados nas DF’s

► A entidade selecciona as suas bases específicas de mensuração


mais adequadas em função da realidade económica que enfrenta
► Custo histórico
► Frequentemente o mais utilizado, em combinação com outras bases,
determinadas em função das características de cada elemento das DF’s
► Custo corrente
► Valor realizável (ou de liquidação)
► Valor presente
Referencial Conceptual

Mensuração dos elementos

► Custo histórico

► Activos
► Quantia de caixa ou equivalentes de caixa paga ou pelo justo valor da
retribuição dada para os adquirir na data da sua aquisição

► Passivos
► Quantia relativa ao que se recebeu por troca da obrigação e, em
algumas circunstâncias, pelas quantias de caixa ou equivalentes de
caixa que se espera pagar para satisfazer a obrigação no decurso
normal dos negócios
Referencial Conceptual

Mensuração dos elementos

► Custo corrente

► Activos
► Quantia de caixa ou equivalentes de caixa que teria que ser paga se o
mesmo activo ou um activo equivalente fosse adquirido actualmente

► Passivos
► Valor não descontado de caixa ou equivalentes de caixa que seria
necessário para liquidar a obrigação actualmente
Referencial Conceptual

Mensuração dos elementos

► Valor realizável (ou de liquidação)

► Activos
► Quantia de caixa ou equivalentes de caixa que poderiam ser obtidos
actualmente através da venda ou abate do activo

► Passivos
► Valores de liquidação, isto é, as quantias não descontadas de caixa
ou equivalentes de caixa que se esperam pagar para satisfazer a
obrigação no decurso normal dos negócios
Referencial Conceptual
Mensuração dos elementos

► Valor presente

► Activos
► Valor presente descontado dos futuros fluxos de entradas de caixa
líquidos que se espera que o item gere no decurso normal dos
negócios

► Passivos
► Valor presente descontado dos futuros fluxos de saídas de caixa
líquidos que se espera serem necessários para liquidar os passivos
no decurso normal dos negócios
Referencial Conceptual
Capital e manutenção de capital

► Conceito de capital

► Conceito financeiro
► Adoptado pela maioria das entidades (ex: capital investido ou poder
de compra investido)
► Sinónimo de activos líquidos ou capital próprio da entidade
► Conceito físico
► Capacidade produtiva da entidade (ex: capacidade operacional)

► A selecção do conceito de capital apropriado à entidade deve ser


baseada nas necessidades dos utilizadores das demonstrações
financeiras
Referencial Conceptual
Capital e manutenção de capital

► Manutenção de capital

► O conceito de capital seleccionado determina o conceito de


manutenção de capital e consequentemente do apuramento do
lucro

► Manutenção de capital financeiro


► O lucro é obtido quando a quantia financeira (ou quantia de caixa) dos
activos líquidos no final do período exceder a quantia financeira (ou
quantia de caixa) dos activos líquidos no início do período, excluindo
as contribuições de, e as distribuições aos, detentores de capital
durante o período
Referencial Conceptual

Capital e manutenção de capital

► Manutenção de capital

► Manutenção de capital físico


► O lucro é obtido quando a capacidade produtiva física (ou capacidade
operacional) da entidade, ou os recursos ou fundos necessários para
atingir essa capacidade, no final do período, exceder a capacidade
produtiva física no início do período, excluindo as contribuições de, e
as distribuições aos, detentores de capital durante o período
Referencial Conceptual

Capital e manutenção de capital

► Manutenção de capital

► O conceito de capital seleccionado estabelece a forma como uma


entidade define o capital que pretende manter

► Permite distinguir entre a rentabilidade do capital de uma entidade


e o reembolso do capital dessa entidade
Referencial Conceptual

Capital e manutenção de capital

► Manutenção de capital

► Conceito de manutenção de capital físico


► Exige a adopção do custo corrente como base de mensuração

► Conceito de manutenção de capital financeiro


► Não exige o uso de uma base específica de mensuração e a selecção
dessa base de mensuração está dependente do tipo de capital
financeiro que a entidade pretende manter
Referencial Conceptual
Capital e manutenção de capital

► Manutenção de capital

► Diferença principal entre os dois conceitos de manutenção de


capital
► Tratamento dos efeitos das variações nos preços dos activos e
passivos da entidade

► Em termos gerais, uma entidade mantém o seu capital quando


tem o mesmo capital no início e no final do período. Qualquer
quantia excedente à que é exigida para manter de capital no início
do período é lucro
Referencial Conceptual

Capital e manutenção de capital

► Manutenção de capital

► A selecção das bases de mensuração e do conceito de


manutenção de capital determinam o modelo contabilístico usado
na preparação das demonstrações financeiras

► Modelos contabilísticos diversos mostram diferentes graus de


relevância e de fiabilidade e, tal como noutras áreas, o órgão de
gestão deve procurar o equilíbrio entre a relevância e a fiabilidade

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