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Pigmentação patológica

Profa Dra Carolina Viana


Pigmento

Substâncias de composição química e cores próprias, amplamente espalhadas na natureza, também


encontradas nas células e tecidos, sob a forma de grânulos, alguns com importantes funções, mas
que em determinadas circunstâncias podem constituir causa ou efeito de alterações funcionais.

Pigmentos endógenos: Oriundos de substâncias que fazem parte da organização corporal, sendo produtos
específicos da atividade celular. Substância corada que é produzida pelo próprio organismo.

Pigmentos exógenos: Oriundos do exterior, que introduzidos no organismo por ingestão, inalação ou
inoculação, se depositam nos tecidos, funcionando como corpos estranhos, sendo fagocitados por macrófagos
ou drenados por vasos linfáticos.
Processo de formação e/ou
acúmulo, normal ou
patológico, de pigmentos
em certos locais do
organismo.

ENDÓGENA
- Hiperprodução ou
acúmulo de pigmentos
sintetizados pelo próprio
organismo
1 - Melanina
2 - Derivados da
Pigmentação hemoglobina → bilirrubina,
hematoidina,
endógena hemossiderina, hematina,
pigmento malárico
3 - Lipofuscina
Pigmento granular, amarelo,
pardo ou negro, de natureza
proteica, insolúvel nos
solventes comuns, que não
contem ferro, nem gordura e
resiste aos ácidos e bases,
sendo entretanto destruído
pela oxidação (H2O2).
Responsável pela coloração
normal da pele, dos pelos e
olhos.
Quanto maior a concentração,
mais negra é a pigmentação.

Função: Proteger contra


Melanina radiações em geral
(principalmente Ultra Violeta -
que é penetrante).
Defeitos de produção de
melanina
HIPOMELANOSE HIPERMELANOSE
Albinismo Defeito da melanização dos Lentigo simples Hiperplasia de melanócitos. Síndrome de
melanossomas por atividade alterada da Peutz-Jegers, doença de Albright
tirosinase Efélides Aumento da pigmentação por produção
Vitiligo Redução adquirida e progressiva do excessiva de melanina
número de melanócitos Melanoma Aumento da pigmentação por
Fenilcetonúria Inibição competitiva da tirosinase por proliferação neoplásica de melanócitos
elevados níveis de fenilalanina ou seus malignos
metabólitos Nevo Aumento da pigmentação melânica
melanocítico devido à proliferação neoplásica benigna
de melanócitos.
HIPOMELANOSE

Albinismo
Vitiligo Fenilcetonúria

HIPERMELANOSE

Lentigo Efélide Melanoma


Nevo melanocítico
Pigmento que dá a cor
vermelha ao sangue, além de
ser responsável pelo
transporte dos gases oxigênio
e gás carbônico.

HEMOGLOBINA
As hemácias vivem
aproximadamente 120
dias, quando estão velhas
são degradadas liberando 3
partes: globina, que
reverte para uma proteína
e utilizada pelo
metabolismo, a bilirrubina
(pigmento da bile) e o
ferro. Ainda, proveniente
da degradação de
hemoglobina obtemos o
pigmento hemossiderina,
responsável pelo
Produtos de degradação da armazenamento do ferro.
hemoglobina
O ferro, em excesso no
organismo, pode
estimular a produção de
radicais livres, podendo
peroxidar lipídios,
proteínas e DNA.
Para evitar o efeito
oxidativo, ele é
armazenado por
proteínas como a
ferritina e a
hemossiderina.
Grânulos de hemossiderina
Hemocrom
atose
Hematoidina
Hepatócitos
Bilirrubina

Outro pigmento proveniente da degradação


de hemoglobina, que formará a bile.
Tem função fisiológica antioxidante.
Lipofuscina
Acúmulo de pigmento marrom-amarelado
relacionado ao envelhecimento celular, em geral
em células pós mitóticas, acumulando-se nos
lisossomos.
Os órgãos onde a lipofuscina se acumula
adquirem coloração parda.
Pode estar
presente nos
neurônios mas
também no
músculo cardíaco
e no epitélio da
retina.
Oriundos do exterior,
que introduzidos no
organismo por
ingestão, inalação ou
inoculação, se
depositam nos tecidos

Pigmentação
exógena
Antracose

Lesão pulmonar caracterizada por


pigmentação por partículas de
carvão, observada em mineiros,
populações de grandes centros
urbanos ou de áreas poluídas,
além de fumantes.
De todos os pigmentos exógenos que causam
problemas ao organismo, o mais frequente é o carvão.
Presente como poluidor do ar atmosférico,
especialmente nas cidades, o carvão é inspirado sob a
forma de pequeníssimas partículas e atinge os alvéolos
pulmonares. O mesmo ocorre com os fumantes. A
maior parte do carvão inspirado é retido ao longo da
árvore respiratória pelo muco expelido pelos
movimentos ciliares e tosse. Essa alteração também é
muito comum em mineradores de carvão.

As partículas suficientemente pequenas para


chegarem aos alvéolos são fagocitadas neste local por
macrófagos que podem retornar com a sua carga de
carvão para o tecido intersticial pulmonar, onde
entram nos vasos linfáticos para serem depositadas ao
longo dos mesmos. Assim sendo, quase todos os
indivíduos exibem uma pigmentação enegrecida
pulmonar que, quando vista sob a pleura, se dispõe
em linhas desenhando a periferia dos lóbulos. Nas
regiões cicatriciais, principalmente ao redor de antigas
lesões tuberculosas, a pigmentação se acentua, pois a
fibrose dificulta a drenagem linfática.
Siderose
O termo siderose é utilizado para caracterizar a
deposição de ferro nos tecidos vivos.
Habitualmente, diz respeito à patologia que
acomete os pulmões, resultante da inalação de
partículas de ferro.
Esta patologia normalmente não causa
sintomas, sendo conhecida como
“pneumoconiose benigna”, ou seja, é uma
doença pulmonar causada pela inalação de
partículas de poeira que não resulta em muitos
problemas para os seus portadores.
Chumbo
Tatuagem
Pigmentos inoculados deliberadamente na
pele.
São fagocitados por macrófagos e parte é
drenada para os linfonodos regionais, mas
a maior parte fica depositada
permanentemente no local.
Os pigmentos mais encontrados em
tatuagens são o alumínio, o titânio e o
carbono.
Diferença entre tatuagem e
micropigmentação
A diferença está no grau de
profundidade em que o pigmento é
depositado na pele. Na tatuagem e na
maquiagem definitiva, os pigmentos
ficam na derme, uma camada mais
profunda da pele, onde quase não há
renovação celular. Por isso esse tipo de
técnica dura para sempre e só precisa
de uns retoques anos depois, caso
desbote. Tanto a maquiagem definitiva
quanto a tatuagem só saem com laser.

Já a micropigmentação é realizada na
camada mais superficial da pele, a

Micropigmentação
epiderme, que é onde há renovação
celular. Por isso, ela só dura por volta
de um ano, quando o procedimento
pode ser realizado novamente.
Obrigada!

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