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Instituto Superior Politécnico de Gaza

Contabilidade e Auditoria

Disciplina: Contabilidade de Custos

Crisodio José Elias 1


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Introdução
Evolução Historica da CC

R. Industrial SEC. XIX Inicio do SEC. XX


SEC. XVIII : 1775-1800 Foco: Foco:
Foco: Valorizar inventários; Controlo do processo produtivo;
Valorizar inventários; Controlo do processo produtivo; Controlo de custos.
Controlo do processo produtivo; Trabalhos desenvolvidos: Trabalhos desenvolvidos:
Eventos Marcantes: • « The cost of manufacturers and • « The priciples of scientific management » (FW Taylor, 1913);
- Primeiros passos na descriçao do sistema administration of workshops, private and • « The proper distribution of expense burden » (Alexander
de custeio por processos na industria de public » (Henry Metcalfe, 1885): Church, 1908): Custos indiretos
fiaçao do linho por volta de 1777, a Departamentos • « Studies in the economics of overhead costs » (J.M. Clark,
industria quimica começou a usar principios • « Direct Costing » (Eugen 1923) Uniiversity of Chicago: Custos indiretos, Comportamento
de fabricaçao conjunta, por volta de 1800, Schmalenbach, 1898) como fixos e variaveis em relaçao ao volume de atividade.

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Introdução
Evolução Historica da CC

Meiados do SEC XX Decadas 60,70 e 80 Década de 90


Foco: Foco: Foco:
Controlo do processo produtivo; Novos conceitos, e metodologias Novo paradigma: concentra-se e
Controlo de custos; para avaliaço e controlo de custos, orienta-se para fatores que farão a
gestão otimizada dos recursos e empresa alcançar o sucesso.
Rendimentos por departamentos, centros ou fases de fabricaçao; informação de gestão. Trabalhos desenvolvidos:
Rendibilidade por produtos, por canais de distribuição ou por areas geograficas ou • ABC; • « The four-stage model of cost
clientes • ABM; systems design » (Robert Kaplan,
Trabalhos desenvolvidos: • Just in time,; 1990): Fase1: Poor data quality;
• « Seccões Homogéneas » (Emile Rimailho, 1954), em 1982 melhorado tendo • Life cycle costing; Fase 2: Focus on external reporting,
sido designado Centros de analise. • Taget pricing/pricing; Fase 3: Innovation: managerial
• « Direct Costing » (National Association of accountants, 1953, Beckett, 1955) • Gestão de qualidade total relevance; Fase 4: Integrated cost
• Vantagens do custeio variavel (Jaedicke, 1964, Jaedicke-Robicheck 1964) • Mediço do desempenho systems
• Balanced Scorecard

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Ruptura entre a CC e CF
Informação Contabilidade Financeira Contabilidade de Custos
• Entidades internas e externas. • Todos responsaveis pela organização
Destinatario eventualmente consultores.

• Comunicar o desempenho financeiro • Acessorar a gestão e controlar o desempenho


Objetivos historico da organização. operacional da entidade.

• Informação financeira agregada: Balanço, • Informação detalhada sobre: processos e


Tipo e DR, DFC, todos periodicos. tecnologias, fornecedores/clientes, produto,
ambito centros de atividades, departamentos e segmentos
de mercado.
• Normalizada e baseada em pressupostos • Flexivel, podendo ser adaptada em função das
Natureza contabilisticos rigidos. carateristicas e necessidades da entidade.

Fonte: Fereira, Caldeira, Asseiro, Vieira e Vicente (2014)

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Capitulo I: Conceitos Fundamentais sobre Contabilidade de Custos

Objetivos Geral:
• Conhecer a terminologia basica usada na disciplina de CC
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Objetivos Especificos:
• Distinguir entre: Despesa, Custo e Pagamento; Receita, Proveito e
Recebimento;
• Conhecer a Hierarquia de Custos;
• Distinguir Custos Diretos, Custos Indiretos; Custos Fixos, Custos
Variaveis.

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Despesa, Custos e Pagamento; Receita, Proveito e Recebimento

Saidas Entradas

Custos/Gastos Proveitos
Optica Economica

Optica Financeira Despesas Receita

Optica Monetaria
Pagamento Recebimentos

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Hierarquia de Custos

Prémios Diversos
Gastos Figurativos Dividendos Ord.
D. Prioritario
G. Financeiros Custo Economico-Tecnico
Ou
G. Administrativos G. Administrativos
Completo
Custo Comercial Gastos de Vendas
Ou
Custo Complexivo CGF G.transf/indireto
Custo Industrial
Ou de Produçao MOD Custo Primo ou
MP direto
F
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Custos Diretos
O que meteram
neste Bolo... Quanto
tempo foi preciso
para cozer?

Receita de Cozinha:
Um bolo de tamanho X leva:
• 1Kg deFarinha de Trigo (25MT)
• 1 copo de Açucar (20 MT/1Kg)
• 1 Colher de sopa de Royal (15MT/unid)
• ½ Duzia de Ovo (12,5MT/Duzia)
• 15 min de preparaçao (100MT/Hora)

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Custos Indiretos

Mas nao podemos esquecer que


gastamos energia, e
desgastamos os materias... E
agora..!!?? Como incorporar
esses custos? Sabes, na
realidade ocoreram...!

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Custos Variaveis

A partir da receita de cozinha que vi, ja sei


os custos necessarios para preparar um
bolo. Então a partir do custo unitario ja
poço computar quanto me vao custar 100
bolos

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Custos Fixos

Ahh, mas vamos la ver, a


Dona Munguambe nao me
vai aumentar a renda so
porque produzo nesta
pastelaria muito mais do que
produzi no mes passado....

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Capitulo 2: Componentes do Custo de Produção
Objetivo Geral: Conhecer os componentes do custo industrial e
tratalos para calcular o custo industrial
Objetivos Especificos:
• Preencher a ficha de inventario;
• Determinar custo de saida da MP;
• Identificar a MOD da restante MO;
• Conhecer os componentes da remuneração do trabalho;
• Tratar os CGF para sua incorporação nos produtos.

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•  Componentes do Custo de Produção
• Para a Industria temos:  CP
Onde:
MP- Matéria Prima (Custo Direto)
MOD- Mão de Obra (Direta)
CGF- Custos Gerais de Fabrico (Custos Indirectos)
CGF
MS- Materiais Subsidiarios
RCD- Remuneraçao a cargos directivos (de produçao)
DEP- Depreciação
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Componentes do Custo de Produção

De Serviços:
Imagine que queiramos apurar o custo
de realização de um serviço; seja de
limpeza de gabinetes ou de armazens.
Que componentes de custo
incluiriamos? Ahh, deixa ver, não
transformamos nada, certo? Então
excluiremos a MP... Que vos parece?

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Matéria Prima e Materiais
Valorimetria da MP/Materiais:
• Custo Historico
Custo especifico: preço real ou efetivo ou seja preço de compra
incluidos os encargos diretamente imputaveis (Dificil de aplicar);
 Custo cronologico direto: FIFO
Custo cronologico Inverso: LIFO
Custo Unitario Médio Ponderado: CUMP
 

CUMP

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Matéria Prima e Materiais
Valorimetria da MP/Materiais:
Segundo a NCRF 9 « os inventarios devem ser mensurados pelo custo ou pelo
valor realizavel liquido, dos dois o mais baixo ».
• Custo de compra: « incluem o preço de compra, direitos de importação e
outros impostos não dedutiveis, custo de transporte, custos de manuseamento
e outros custos diretamentre atribuiveis. Os descontos comerciais,
abatimentos e outros itens semelhantes são deduzidos na determinação do
custo de compra ».
• Valor Realizavel Liquido: « é o preço de venda estimado no decurso ordinario
da atividade empresarial menos os custos estimados necessarios para efetuar
a venda. » (SNC, p. 185, §6)
« O valor realizavel liquido refere-se a quantia liquida que uma entidade espera
realizar com a venda do inventario no decurso ordinario da atividade
empresarial. » (SNC, P. 185, § 7)
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Matéria Prima e Materiais
Valorimetria da MP/Materiais:
• Custos Previsionais
 Custo-Padrão: « custo calculado em função de condições ideais
de aproveitamento e funcionamento de todos fatores
produtivos. » (Mendes 1996, p18)

Custos orçamentais: « custos determinados com base em


quadros discriminatorios da atividade a desenvolver num futuro
imediato, ponderando todos fatores que afetam ou poderão
afetar. » (Mendes 1996, p18)

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Mão de Obra
Sera que todos custos
em Mão de Obra fazem
parte de componentes
do custo de produção?

A mão de obra é constituida por toda massa laboral que troca seu esforço
fisico ou mental por uma remuneração. A mão de obra é composta por
operarios, auxiliares e dirigentes da area da produção e pelo pessoal
administrativo e ainda comercial. Constitui MOD o pessoal que esta
diretamente ligado a produção de bens ou serviços e MOI o pessoal que dirige
e o pessoal que auxilia a produção. A mão de obra administrativa e comercial
não deve ser incorporada no custo de produção. Contudo é considerada no
computo do custo comercial ou complexivo.

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Mão de Obra
Ahh, para ai... Ja ouvi
falar-se de Salario e
também de ordenado.
Havera alguma
diferença?

O termo Salario é usado para se referir a remuneração diaria, semanal


ou quinzenal. Ora a tendencia atual é de pagamentos mensais, o que
tem sido designado por Ordenado (Caiado, 2011). A lingua portuguesa
não trata de forma diferenciada esses termos. Existem evidentemente
certas abordagens que defendem que o termo salario é atribuivel a
remuneração horaria do trabalho dos operarios (Classe « baixa ») e
Ordenado a classe « alta », responsaveis pela planificaçao, controlo e
direção (Ocio 1978).
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Mão de Obra
A remuneração da mão de obra pode ser dada pela formula seguinte:
 +SS)

RMO – Remuneração da mão de obra;


S- Salario, este valor é pago pelo esforço prestado, seja pela hora, dia, semana,
quinzena ou mes realizado. Esta remuneração pode incorporar quando existirem
Horas Extras, prémios e incentivos;
ES- Encargos Sociais: corresponde aos beneficios que os empregadores atribuem
aos seus trabalhadores que não estão associados ao salario: subsidio de transporte,
alimentação, técnico, férias, 13° mes, risco, etc. Os encargos sociais são especificos
a empresa, podendo não ser os mesmos em todas salvo se a lei assim obrigar;
IRPS- Imposto sobre rendimento de pessoas singulares, esta parte não é suportada
pelo empregador mas antes pelo empregado;
SS- Segurança Social, descontada para efeito de aposentação do empregado, esta
parte também esta encarregue ao empregado.

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Mão de Obra
Sabendo que o IRPS e os descontos pela SS não estão ao
cargo da empresa, pode-se simplificar a formula somente para
fins de custeio. Ficando:
 𝑅 =𝑆 + 𝐸𝑆
𝑀𝑂

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Tratamento de Encargos Sociais
Para evitar sobreavaliação de custos dos
produtos/serviços em periodos especificos,
são estimados no inicio de um determinado
Uhh, aqui ha um problema! Assim periodo por exemplo no inicio do ano os
que certos encargos concentram- encargos totais do periodo e dai faz se a
se num determinado periodo do razao em relação aos salarios para achar a
ano isso significa que nesse Cota Teorica. Por exemplo: Suponhamos que
periodo os custos dos produtos se estime no inicio do ano um total de
serão tão elevados...!!! salarios de 974 880,00 UM e um total de
Encargos de 584 928,00UM. Assim sendo,
584 928/974 880=0,6 o que siginifica que os
encargos são 60% dos salarios portanto em
cada mes os encargos a imputar deveram ser
de 60% dos salarios. No fim do ano a conta
Encargos a repartir devera ser regularizada
em caso de diferenças (Caiado 2011, p.118)

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Custos Gerais de Fabrico
Esta rubrica dos custos de produção é atualmente a mais
importante no computo do custo industrial. Sempre foi e sera
para o setor de serviços. Os avanços tecnologicos substituiram o
Homem na realização de certas atividades acrescendo assim
custos indiretos. Ao longo do programa da cadeira de
Contabilidade de Custos o foco sera aprender tecnicas de
custeio que procuram melhor tratar estes custos de produção.

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Custos Gerais de Fabrico
Exemplos de CGF:
• Matérias/Materiais Indiretos: Combustiveis, Lubrificantes,
pequenas feramentas, material de limpeza, etc;
• MOI: engenheiros, mestres e guardas;
• Energia Eletrica;
• Seguros;
• Manutenção de edificios e instalações;
• Depreciação de equipamentos, maquinas e edificios industriais;

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Repartição de CGF
Uma das maiores dificuldades é de repartir os CGF pelos
produtos, De forma classica os CGF podem ser repartidos com
recurso às bases de repartição. Por Exemplo:
• N° de Horas de MOD;
• Quantidade de MP consumidas;
• Custo de MP consumidas;
• N° de Unidades febricadas;
• Hora maquina.
A ma escolha da base de repartição pode distorcer os custos
imputados ao produto.
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Repartição de CGF
A repartição dos CGF pode obedecer uma cota real ou teorica.
Aplica-se a cota real quando aguarda-se pelo fim do periodo
para repartir os CGF aos produtos. Quando se pretende fazer o
controlo dos CGF fazendo assim previsões recorre-se a cota
teorica, sendo necessario realizar regularização no fim do
periodo.
 

Quota de Imputação

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Capitulo 3: Métodos de Custeio
Objetivo Geral:
• Determinar o custo de produção nos diferentes sistemas de
produção

Objetivos Especificos:
• Discutir os diferentes sistemas de fabricação;
• Apurar custo de produção pelo método direto;
• Determinar custo de produção pelo método indireto;
• Computar custo de produção pelo método misto.

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Introdução
Antes de iniciar os diferentes métos de fabricação, é conveniente tentar ter
um vislumbre das funções empresrias em grandes linhas e uma ideia
embora vaga mas que permita ter uma noção de como funcionam
diferentes tipos de fabricação.
Dum modo geral as empresas se aprovisionam, produzem, distribuem,
gerem suas finanças e seu pessoal. Nesta fase nos interessão as duas
primeiras funções, visto que o objetivo é aprender a computar o custo de
produção de bens/serviços.
Ha empresas que produzem apenas um unico produto, outras varios
produtos diferindo por qualidade ou mesmo pelo tipo. Outras empresas
produzem por encomenda sendo cada pedido diferente um do outro. Estas
diferenças tornam o sistema de fabricação distinto um do outro,
influenciando igualmente os métodos de custeio. Vamos aqui abordar os
métodos: direto, indireto, misto.
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Método Direto
Este método é aplicado para empresas que produzem
bens/serviços ou lotes de produtos distinguiveis um dos outros
ou ainda em função de encomendas feitas por clientes de foma
personalizada (Caiado 2011, p,141)
Exemplos:
• Empresas de construção civil;
• Empresas de alta costura;
• Industria de automoveis de luxo;
• Serviços de organização de eventos (Recepção diversa:
casamentos, batizados, etc).

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Funcionamento do Método Direto
Segundo Caiado (2011) o método direto obedece as seguintes
etapas:
1. Emissão da ordem de fabrico;
2. Identificação da ordem e preparação da ficha de custos
correspondente os quais na conclusão são repartidos pelos
produtos caso sejam multiplos;
3. Os custos apurados são transferidos para a conta de
produtos acabados ou intermédios ou para
obras/encomendas terminadas.

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Eipah, aqui ha problema!


Como é feita a imputação
de CGF às encomendas?

Os Custos Gerais de Fabrico são


imputados a partir de quotas teoricas.

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Vantagens e Limitações do método directo
Segundo Caiado (2011) o método direto apresenta as seguintes
vantagens:
a) Vantagens:
• Permite o controlo discriminado de resultados por lote ou por
encomenda;
• Facilita o processo de orçamentação que pode ser feito pela
atualização dos orçamentos anteriores;
• Facilita o controlo da eficiencia dos departamentos de
produção, pela comparação dos orçamentos aos custos
efetivamente suportados.

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b) Incovenientes:
Alguns fatores de caracter conjuntural (greves, rupturas de stock,
avarias, etc) podem agravar os custos complexivos, devido a
indeminizações de cliente, caso os contratos assim estiverem
definidos, ou uso de meios de transporte onerosos de modo a
cumprir com prazos de entrega das encomendas.

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Método Indireto
Este método é aplicado sempre que o sistema de produção for
continuado, onde os produtos são homogénios, sendo pouco
viavel a individualização dos produtos ou lotes de produtos
(Caiado 2011, p. 150).
Os custos são incorridos ao longo de um periodo determinado
sendo que no fim deste são apurados e divididos pelo total
produzido para achar o custo unitario (Caiado 2011, p. 150).

𝐶𝑈
  =𝐶𝑇 𝑚 /𝑄𝑇 𝑚

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Método Indireto
a) Vantagens:
• E raramente confrontado com problemas de cumprimento de
prazos de entrega.
a) Incovenientes:
Não facilita a realização de orçamentos;
O custeio é feito no fim do periodo;

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Valorimetria dos produtos em curso de fabrico (PCF)
Para termos um ponto de partida na valorimetria dos PCF
pensemos assim: imaginemos os elementos do T esquematico da
conta fabricação:
Fabricação
Saldo Inicial (PCF i)..................... (xx UM) Produtos acabados..................... (xx
MP................................................. (xx UM)
UM) Saldo Final (PCF f)...................... (xx UM)
MOD............................................. (xx UM)
CGF................................................ (xx
UM)
A partir deste pensamento pode-se construir a seguinte formula:
 𝑃𝐶𝐹 +𝑃 =𝑃 +𝑃𝐶𝐹
sabendo que  𝑃 =𝑀𝑃 + 𝑀𝑂𝐷 +𝐶𝐺𝐹
𝑖 𝑒 𝑎 𝑓 𝑒

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Ahh, é preciso que se perceba


que qundo falamos de Pe refere-
se todos custos incorridos para
terminar os PCFi e os produtos
iniciados e terminados no
mesmo periodo (Mes)

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Como se tinha abordado da existencia do problema de niveis de
acabamento, achou-se como solução, o método das unidades
equivalentes. Este método implica que os engenheiros de
produção estimem o grau de acabamentos dos PCF para facilitar
imputar os custos correspondentes segundo a percentagem de
acabamento dada (Caiado 2011).

Outro problema é de saber qual é o critério valorimétrico na


valorização dos PCF e os Pa visto que os Pt+PCFi são
provenientes da soma dos PCFi+Pe onde os custos podem ser
diferentes pela ordem de entrada. Portanto associam-se os
métodos usados na valorizaçao de saidas do stock: FIFO e
Custo Médio (Caiado 2011).
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Método Misto
Este método aplica-se naquelas empresas que, até certa fase do
processo de fabrico, tem um regime de produção continuo, e nas
fases sucessivas individualizam os custos de fabricação portanto
numa primeira fase aplica-se o método indireto e na segunda
fase aplica-se o método direto.
Exemplo: Um grupo que opera na area textil e de confeção de
vestuario. Diferentes linhas de tecidos podem ser produzidos de
forma continua até a fese terminal. Mediante pedidos de clientes
de forma individualizada pode-se recorrer a produção por obras.

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Capitulo 4: Produção Conjunta

Objetivo Geral:
• Valorizar os produtos, coprodutos e subprodutos.
Objetivos Especificos:
• Identificar produtos, coprodutos, subprodutos e residuos;
• Apreender os métodos de repartição dos custos conjuntos:
custo unitario médio, Média ponderada e presso de venda
relativo;
• Apreender os métodos de valorização dos subprodutos.

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Produção Conjunta
Processamento de arroz

SILO 3
ARROZ com casca Arroz trinca

SILO 1 SEC. SILO 2


Arror com casca Descasque Arroz integral

Contentor
Subproduto/Coproduto Casca
Produto
Residuo/subproduto
NOTA: A produção conjunta pode decorrer por processos pelo que é também habitual o uso do termo
Semiproduto.

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Produção Conjunta
Repartição de custos conjuntos em coprodutos

Assim que no mesmo processo


produtivo conseguimos obter 2
ou mais produtos; Como
repartir o custo conjunto?

Métodos de repartição do custo


conjunto
• Custo unitario médio;
• Média ponderada;
• Preço de venda relativo.

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Produção Conjunta
Valorização dos subprodutos
Eipaa... agora assim que os
subprodutos são de valor
inferior que o/os produtos
principais, como valoriza-los

Os critérios aplicados para valorização dos


subprodutos são:
• Custo nulo
• Lucro nulo

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Capitulo 5: Sistema de Custeio baseado nos Centros de Custos
Objetivo Geral:
• Determinar o custo de produção aplicando o sistema de custeio baseado
nos centros de custos,

Objetivos Especificos:
• Perceber a origem e as mitivações do uso do sistema de custeio baseado
nos centros de custos;
• Conhecer o funcionamento do sistema de custeio baseado nos centros de
custos;
• Apurar os custos dos centros;
• Repartir os custos das secções auxiliares às secções principais;
• Imputar os custos das secções principais aos produtos.
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Introdução
O sistema de custeio baseado nos centros de custos é uma herança do dos estudos realizados na
França pela comissão Geral da Organização Cientifica do Trabalho, que foram a referencia para o
modelo das Secções Homogéneas proposto pelo Plano Contabilistico Frances da década de 1940.
Para além do custeio, a divisão da empresa por secções era uma questão de gestão, que carecia de
soluções de planificação, direção, organização e controlo. Esta necessidade surgiu a medida que as
empresas ganhavam dimenssão maior e a complexidade de gestão tornava-se importante.
O termo secções homogéneas(SH) parte do principio segundo o qual é possivel departamentalizar a
empresa por unidades cuja finalidade das das tarefas exercidas no respectivo departamento seja
unica. As actividades incluidos os custos deviam ser geridos por um determinado responsavel.
Este proceder esteve associado com a necessidade de gestão dos custos portanto debates
adicionais levaram que o termo SH sofresse alteração dada a não facil verificação da
homogeniedade funcional do departamento portanto outros termos são aplicados: Centros de
Analise e Centros de Custos.
Relativamente ao custeio estes centros são usados para o tratamento dos gastos indirectos que
passaram a ser importandes comparativamente aos directos.

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Introdução
O centro de custo é um segmento menor da atividade ou área de responsabilidade,
onde se acumulam os custos. Na generalidade dos casos os centros de custos são
departamentos, mas em algumas situações um departamento pode conter vários
centros de custos.Para fins de planificação e controlo o sistema de contabilidade deve
acumular custos por centros de custos para posteriormente imputar aos produtos.
Exemplos de Departamentos: Aprovisionamento, Fabril, Distribuição, etc
Exemplos de Centros de Custos: Preparação; Produção; Central Elétrica,
Reparação,etc
Os custos são repartidos usando como base a unidade de obra que representa o
centro de custos. Devido a dificuldade existente em encontrar uma unidade de obra
que represente o centro pode-se escolher uma base de repartição desde que respeite
o critério de equidade.
Exemplos de Unidade de obra: Tabaco triturado, Volume produzido, KWH, etc
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Introdução
Os centros de custo podem ser classificados em principais ou auxiliares.
Centros Principais: estão associados com a atividade principal exercida
pela empresa. Nota: uma empresa de descasque de arroz tem como
atividade fundamental descascar o arroz. Todos centros que levam a esta
finalidade principal podem ser classificados como sendo principais.
Exemplo: Centro de descasque, Centro de branqueamento, Centro de
ensaque
Centros auxiliares: estes, prestam serviços aos centros principais. Nota:
numa empresa de descasque de arroz pode se instalar uma unidade de
Reparação que cuida da manutenção das maquinas. O centro relacionado
será considerado como sendo auxiliar.

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Fase 1 Funcionamento do Sistema de Custeio
Fase 2
Fase 3
Custos Indiretos

Centro Principal 1 Centro Principal 2 Centro Auxiliar 3

Produto X X Produto Y Custos Diretos

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Capitulo 5: Sistema de Custeio baseado nas actividades
Objetivo Geral:
• Determinar o custo de produção aplicando o sistema de custeio baseado nas
actividades
Objetivos Especificos:
• Perceber a origem e as mitivações do uso do sistema de custeio baseado nas
actividades;
• Perceber a semelhança e as diferenças do sistema ABC e o das secções
homogénias;
• Definir actividade;
• Definir indutor;
• Conhecer o funcionamento do custeio ABC
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Capitulo 5: Sistema de Custeio baseado nas actividades
Introdução:
• A necessidade de Custeio alcansou seu auje com a revoluçao industrial. Desde asse periodo os
contadores dedicaram-se ao estudo de varios métodos que atendam a necessidade de melhor conhecer o
custo dos produtos e estipular preços incluindo a mais nobre necessidade que é de fazer o contrôle de
gestao e tomar importantes decisoes em vista a melhorar a lucratividade dos negocios.

• A Industria nao permaneceu tal como era antes, onde a matéria prima e a mao de obra eram os maiores
indutores de custos dos produtos, actualmente com a automatizaçao o cenario mudou os gastos
indirectos assumem a maior proporçao nos custos dos produtos, podendo atingir 50% dos custos.

• Assim sendo o método tradicional (Custeio Total, pelas secçoes homogéneas) tornou-se obsoleto,
havendo necessidade de se adoptar novos métodos que permitam afectaçao mais correcta dos gastos
indirectos aos produtos.

• Abordaremos por conseguinte a consistencia do método, os conceitos basicos do método, a diferença


com o método tradicional, as vantagens do método.

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Consistencia do Método ABC

O Método ABC é uma total revolução dos métodos de custeio, consitindo em:

1- Divisão da organização da Empresa em Processos Operacionais;

2- Mapeamento das actividades executadas nos processos;

3- Alocação de recursos para as actividades encontradas:(Salários e os respectivos


encargos sociais, depreciação de equipamento, aluguer do local, energia…)

4-Analise das informações obtidas

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Objectivos do Método:
O objetivo do método de custeio ABC é identificar as atividades mais
relevantes da organização, identificando rotas de consumo dos recursos
e, através dessa análise, planejar o uso eficiente e eficaz dos recursos
utilizados pela empresa, otimizando seus resultados.

Shank e Govindarajan (1997, p. 221) citados por RODNEY WERNKE


defendem que o intuito principal do ABC é a atribuição de uma parcela
das despesas gerais (ou custos indiretos) aos produtos, com base na
proporção de cada atividade.

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Conceitos Importantes:
1.Processos:
Para Nakagawa (1995, p. 44), citado por RODNEY WERNKE pode ser
entendido como “uma cadeia de atividades relacionadas entre si,
interdependentes e ligadas pelos produtos que elas intercambiam”.

Como exemplo de processo menciona o “Processo de Compras”, que


abrange as atividades de previsão de vendas, planeamento de material,
controle de inventário, recebimento, inspeção de qualidade, entre outras,
ou seja o processo inicia na tomada de decisão da compra e termina
quando a fatura for paga ao fornecedor.

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2. Actividades:
Actividades, de acordo com Kaplan e Cooper(1998) citado por RODNEY WERNKE,
são descritas por verbos e seus objetos associados: programar produção, transferir
materiais, comprar materiais, inspecionar itens, responder aos clientes, melhorar
produtos, lançar novos produtos etc.

Santos (2001, p. 178) citado por RODNEY WERNKE arguiu que atividades “são as
tarefas necessárias à realização de um processo e que consomem recursos da
organização”. Cita como exemplo, no caso do “processo de venda de uma viagem
de turismo: divulgação do serviço, recepção ao cliente, comunicação com a
operadora, emissão dos documentos de reserva, emissão dos documentos de
cobrança etc”.

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3. Tarefas:
Num nível de detalhamento maior, as atividades podem ser desdobradas em tarefas, que
Brimson (1996, p. 63) citado por RODNEY WERNKE define como sendo a combinação dos
elementos de trabalho ou operações que compõem uma atividade, ou seja, tarefa é a forma
de realização da atividade. Relata, ainda, que duas empresas podem executar uma mesma
atividade empregando tarefas diferentes.

Para evidenciar a diferença entre atividades e tarefas, Boisvert (1999, p. 58) citado por
RODNEY WERNKE diz que a atividade reúne todas as tarefas realizadas sequencialmente.
Ilustra esse raciocínio com a ida ao Banco para levantar dinheiro de uma caixa automático,
quando é necessário efetuar tarefas como inserir o cartão magnético e digitar a palavra
passe, ou seja, “essas tarefas fazem parte da atividade que consiste em retirar dinheiro de
uma caixa automático. A tarefa é o elemento mais simples da atividade; normalmente, ela
não se decompõe em outros elementos”.

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Tipos de actividades:
• Actividades associadas ao volume(Output);
• Actividade associadas ao numero de lotes/ordens de produção;
• Actividades relacionadas ao numero de linhas de produtos e serviços
(Assistencia ao cliente);
• Actividades relacionadas com serviços de apoio

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Inductores de Custo:
Martins (2003, p. 96) citado por RODNEY WERNKE define como “o factor
que determina o custo de uma atividade. Como as atividades exigem recursos
para serem realizadas, deduz-se que o direcionador é a verdadeira causa dos
seus custos”, ou seja, no caso do custeio de produtos, o indutor é o fator que
determina ou influencia a maneira como os produtos vão “consumir” ou
“utilizar” as atividades, constituindo-se na base utilizada para atribuir os
custos das atividades aos produtos.

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Kaplan e Cooper (1998) citados por RODNEY WERNKE indicam que os Indutores
utilizados no ABC podem ser classificados em três tipos:
1. Indutor de transação: que se referem ao número de operações repetitivas, como o
número de setups, número de pedidos, número de veículos descarregados etc;
2. Indutor de duração: que se relacionam com o tempo de execução de uma
atividade e são empregados quando há grandes variações no tempo de realização de
uma atividade, em função do produto ou serviço e
3. Indutor de intensidade: que consideram diretamente a quantidade de recursos
necessária para realizar a atividade, sendo utilizados principalmente quando a
realização da atividade for muito complexa ou específica.

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Kaplan e Cooper (1998) citados por RODNEY WERNKE indicam que os Indutores
utilizados no ABC podem ser classificados em três tipos:
1. Indutor de transação: que se referem ao número de operações repetitivas, como o
número de setups, número de pedidos, número de veículos descarregados etc;
2. Indutor de duração: que se relacionam com o tempo de execução de uma
atividade e são empregados quando há grandes variações no tempo de realização de
uma atividade, em função do produto ou serviço e
3. Indutor de intensidade: que consideram diretamente a quantidade de recursos
necessária para realizar a atividade, sendo utilizados principalmente quando a
realização da atividade for muito complexa ou específica.

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Funcionamento do Método:

PROCESSO: Produzir Custo Directo

Objeto a ser valorizado:


Preparar

Indutor de actividades
Indutor de recursos PA: A

Misturar
Recursos/Custo Objeto a ser valorizado:
Indirecto PA: B
Torar

Embalar Objeto a ser valorizado:


PA: C

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Implementação do ABC/M:
• Etapa 1: Identificação das actividades: analise do espaço físico,
processos de fabrico e entrevistas aos colaborador. Há necessidade de
identificar um indutor de custo que caracterize a actividade em caso
contrario tal actividade deve ser cindida.
• Etapa 2: Listagem de recursos da organização necessários para as
actividades: este processo inclui a identificação de indutores de custos
para os recursos.
Nota: A identificação da actividades e recursos associados não é valido
apenas para actividades produtivas é também valido para os não
produtivos.

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Capitulo 5: CUSTOS PARCIAIS
Objetivo Geral:
• Fazer analise de custos baseados na separação dos mesmos
tomando como critério o tipo de custo (Directo/Indirecto ou
Variavel/Fixo)
Objetivos Especificos:
• Perceber as características que diferem os custos Variáveis dos
Fixos;
• Determinar o custo de produção parcial;
• Determinar margem de contribuição;
• Efetuar analises dos custos.

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Capitulo 5: CUSTOS PARCIAIS
INTRODUCAO
Imagine-se Mecânico e precisasse reparar uma viatura que não
funciona cujo dono no saiba onde se encontra a avaria. Certamente
que procuraria verificar parcialmente as áreas constituintes do carro
que pudesse causar a paragem no funcionamento. Suponha também
que queira conhecer a prestação de cada peça individualmente,
certamente precisaria descartar outras para que sua mediocridade
não afecte a peça avaliada.

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Capitulo 5: CUSTOS PARCIAIS
INTRODUCAO
Reafirmamos que o objectivo da Contabilidade de Custos não é so apurar os
custos de produção e definir os preços dos produtos e os resultados analiticos,
mas também realizar o controlo. Neste capitulo procuraremos evidenciar os
gastos fixos e variaveis e compreendermos a contribuiçao ou rentabilidade de
um produto ou uma familia de produtos e compararemos exercicios diferentes
cujo nivel de actividade tenha variado.
Neste contexto analisaremos inicialmente o sistema de imputação racional de
custos fixos posteriormente analisaremos o custeio variavel e o ponto critico
das vendas a partir do CVR.

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Capitulo 5: CUSTOS PARCIAIS
Custos Variaveis/Fixo(Estruturais)
Considere-se o seguinte mapa de custos:
Exercicio 1 2 3 4 5
Produção 0 50 100 80 200
Custos Variaveis - 1.000,00 2.000,00 1.600,00 4.000,00
CUV - 20,00 20,00 20,00 20,00
Custos Fixos 1.000,00 1.000,00 1.000,00 1.000,00 1.000,00
CFU - 20,00 10,00 12,50 5,00
Custo Total 1.000,00 2.000,00 3.000,00 2.600,00 5.000,00
CUT - 40,00 30,00 32,50 25,00

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Capitulo 5: CUSTOS PARCIAIS
Custos Variaveis/Fixo
Observe o grafico correspondente:
Comportamento dos Custos
6000

5000

4000

3000

2000

1000

0
1 2 3 4 5

Produção Custos Variaveis Custos Fixos Custo Total

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Capitulo 5: CUSTOS PARCIAIS
Custos Semi Variaveis ou Semi-Fixos
Os custos variaveis podem comportar uma parte variavel e outra
exclusivamente fixa. Exemplo: A agua consumida no processo
produtivo numa empresa de produção de blocos pode variar pela
quantidade produzida contudo existe uma parte contratual fixa.
Ja os fixos podem comportar uma parte permanentemente fixa e
outra exclusivamente variavel. Exemplo: A remuneração do pessoal
em Moçambique é fixa contudo horas extraordinarias podem ser a
porção variavel do custo.

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Capitulo 5: CUSTOS PARCIAIS
Imputação Racional des Gastos Fixos
A imputação racional tem como objectivos:
• Efectuar comparação de custos em exercícios diferentes cujo nível
de actividade variou;
• Fixar custos de venda racionalmente excluindo o efeito variação do
nível de actividade;
• Colocar em evidencia alterações de custos unitários de produção
isolando o efeito nível de actividade.

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Capitulo 5: CUSTOS PARCIAIS
Imputação Racional des Gastos Fixos
Considere o seguinte exemplo:
Elementos Outubro Novembro Dezembro
Produção 1200 2000 2600
Custos Variaveis 180.000,00 300.000,00 390.000,00
Custos Fixos 40.000,00 40.000,00 40.000,00
Custo Total 220.000,00 340.000,00 430.000,00
CU 183,33 170,00 165,38
Actividade Normal= 2000
Taxa de imputação 0,60 1,00 1,30
Custos Variaveis 180.000,00 300.000,00 390.000,00
Custo Fixo Racional 24.000,00 40.000,00 52.000,00
Custo Total 204.000,00 340.000,00 442.000,00
CU 170,00 170,00 170,00
Diferença de imputação 16.000,00 - - 12.000,00
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Capitulo 5: CUSTOS PARCIAIS
Direct Costig/ Custeio Variavel
a) Custo Directo:

Custo Directo= Gastos


Variaveis Directos+ Gastos
Fixos Directos
b) Margem sobre Custo Directo (MCD):

MCD= Vendas- Custo Directo


Resultado=MCD-
d) Resultado: Gastos Indirectos
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Capitulo 5: CUSTOS PARCIAIS
Direct Costig/ Custeio Variavel
a) Custo Variavel:
Custo Variavel= Gastos
directos Variaveis+ Gastos
Indirectos Variaveis
b) Margem sobre o Custo Variavel (MCV):
MCV= Vendas- Custo Variavel
c)Resultado:
Resultado= Margem sobre
custo Variavel- Custo Fixo
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Capitulo 5: CUSTOS PARCIAIS
Direct Costig/ Custeio Variavel
A MCV é calculada por produto ou familia de produtos. Ela mede a
performance de um produto sua contribuiçao na absorçao de gastos
variaveis. Pode se determinar atravez dele o ratio seguinte:

Taxa sobre MCV=


MCV/vendas*100

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Capitulo 5: CUSTOS PARCIAIS
Direct Costig/ Custeio Variavel
Quanto au Resultado: nao podemos ter o resultado por cada produto
ou encomenda tal como faziamos em Custeio Total porque os
gastos fixos nao sao repartidos pelos produtos.

Exemplo: Seja a empresa ALPHA que fabrica e vende dois produtos A e B


Vendas de A e B: 800.000, 1.200.000 respectivamente
Gastos de Produçao de A e B: 248.000, 535.000 respectivamente
Gastos Fixos Globais: 366.000

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Capitulo 5: CUSTOS PARCIAIS
Direct Costig/ Custeio Variavel

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Capitulo 5: CUSTOS PARCIAIS
Direct Costig/ Custeio Variavel

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Capitulo 5: CUSTOS PARCIAIS
Direct Costig/ Custeio Variavel
Vantagens:
Dentre varias vantagens, permite nos responder as seguintes questões:
 Qual a margem de contribuição de determinado produto?
 Fabricar ou comprar?
 Aceitar ou não uma encomenda especial?
 Deixar ou não de produzir uma linha de produto?
 Qual a melhor forma de maximizar o lucro diante de um fator
 limitante?
 Qual o ponto de equilíbrio? A Margem de Segurança? E a
 Alavancagem Operacional?

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Capitulo 5: CUSTOS PARCIAIS
Direct Costig/ Custeio Variavel

Desvantagens:
• A separação em variaveis e fixos não sempre clara, dispendioso e
demorado
• Os resultados não são aceites para a preparação de
demonstrações contabeis de uso externo.

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Capitulo 5: CUSTOS PARCIAIS
Analise Custo/ Volume/ Resultado
Tal como foi observado anteriormente o Custo Unitário Fixo reduz-se a
medida que aumentamos o volume de produção. Assim sendo apos a
cobertura dos custos variáveis (Proporcionais a Produção) é fundamental
cobrir os custos fixos que fazem a maior porção dentro das empresas.
A partir da separação dos custos em Fixos e Variáveis pode-se estimar o
volume de vendas a serem realizadas para cobrir tais custos fixos.
Considere o seguinte exemplo: A Dona Mudumbe possui uma loja de
capulanas alugada por 5 000,00 MT. Ela remunera a Senhora Xica um valor
de 5 000,00MT por mês. Sabe-se que ela adquire as capulanas na Baixa da
Cidade de Maputo a um preço unitário de 150,00 MT e vende em Chokwe a
200,00MT. Quantas capulanas a Dona Mudumbe precisa vender para poder
realizar lucros?
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Capitulo 5: CUSTOS PARCIAIS
Analise Custo/ Volume/ Resultado

Vendas Receita CV CF CT Resultado


40 8000,00 6000,00 10000,00 16000,00 -8000,00
50 10000,00 7500,00 10000,00 17500,00 -7500,00
100 20000,00 15000,00 10000,00 25000,00 -5000,00
200 40000,00 30000,00 10000,00 40000,00 0,00
300 60000,00 45000,00 10000,00 55000,00 5000,00
400 80000,00 60000,00 10000,00 70000,00 10000,00
500 100000,00 75000,00 10000,00 85000,00 15000,00

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Capitulo 5: CUSTOS PARCIAIS
Analise Custo/ Volume/ Resultado

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•  Capitulo 5: CUSTOS PARCIAIS
Analise Custo/ Volume/ Resultado

Matematicamente temos:
R: Resultado
Pv: Preço de Venda
Cv: Custo Variavel
CF: Custo Fixo
Então se o R=0 fica:

Se pretendemos determinar a Q, fica:


Sabe-se que Pv-Cv= MCV então pode-se substituir:
O ponto critico em valor seria:
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•  Capitulo 5: CUSTOS PARCIAIS
Analise Custo/ Volume/ Resultado

Aplicando:
Fica: =200
Ou =200Capulanas
O ponto critico em valor seria: =40 000,00MT

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Capitulo 6: Custeio Padrão
Objectivo Geral:
• Efectuar o controlo dos custos de produção mediante o computo dos desvios
entre os custos padrão e custos reais.
Objectivos Especificos:
• Determinar desvios de matérias (em quantidades e preços)
• Determinar desvios de mão de obra (em quantidades e preços)
• Determinar desvios de GGF
• Conhecer as vantagens e as insuficiencias do custeio padrão

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INTRODUCÃO
• A ideia de padronização da produção foi introduzida pelo Engenheito FW
Taylor durante o periodo da revolução industrial.
• A constatação de Taylor foi que a remuneração baseada ao dia originava
muito tempo ocioso ou seja os trabalhadores reduziam a produção,
portanto havia necessidade de se atribuir padrões de remuneração
baseada no trabalho efetivamente realizado pelo operario (Kwasnicka,
2010).
• Na sua obra A piece rate system, demonstra que é possivel estabelecer
padrões horarios para a fabricação duma peça. Esse padrão pode ser
estabelecido fazendo o estudo dos movimentos/acções a serem realizados
pelos trabalhadores. Portanto sua remuneração no fim do dia devia ser
equivalente a produção efectivamente elaborada (Kwasnicka, 2010).

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INTRODUCÃO
O apuramento dos gastos de produção com base nos gastos historicos
apresenta certas insuficiencias no fornecimento de informações para a
gestão, tendo em vista tomada de medidas correctivas. Os erros ou
ineficiencias de fabricação não são descobertos a tempo de evitar que
ocorram prejuisos e desperdicios (Caiado 2009, p. 314)

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INTRODUCÃO
Os custos padrão visam:
• Planificar o processo de produção
• Avaliar o desempenho (Eficiencia do processo de produção)
• Tomada de decisões de gestão
• Consciencialização da importancia de gastos

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Fixação dos Custos Padrão
Segundo Ferreira et al (2014) a contabilidade de gestão não constroe os
padrões de forma independente. Ela coordena o processo de elaboração de
padrões. Os Engenheiros de produção e os responsaveis de outras funções
empresariais coordenam nesse processo.

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Fixação dos Custos Padrão
EEng. Produção Quantidades
MP

Aprovisionamento Preços

Eng. Produção Horas


MOD
GRH Custo/Hora

Produção
GGF MIX

Actividade

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Fixação dos Custos Padrão
De modo simplificado a fixação dos Custos Padrão seguem as seguintes
etapas:
• A engenharia deve fornecer dados tecnicos para produção de uma unidade
fabril em termos de quantidades de factores de produção: MP e MOD.
• O aprovisionamento e os GRH devem fornecer dados para a valorização
dos dados.
• A engenharia e a equipa de gestão devem calcular informação sobre os
niveis de actividade possiveis e nivel de actividade optimal (Padrão)
• Orçamentar os custos para o nivel optimal ou nos niveis de actividade
possiveis-Orçamento Flexivel. (Caiado 2009 e Caldeira 2014)

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•  Analise de desvios
Desvios de Matérias

Desvio Total de Matérias

Desvio de preços + Desvio de quantidades

𝐷𝑡=𝑄𝑟 ∗ 𝑃𝑟 −𝑄𝑝∗ 𝑃𝑝
  se incorporar a expressão
nula: – Qr x Pp + Qr x Pp ficamos com:
o que pode ser reescrito:
Dt =  𝑄𝑟 ( 𝑃𝑟 − 𝑃𝑝 ) +  𝑃𝑝(𝑄𝑟 −𝑄𝑝 )
Desvio de preços Desvio de quantidades

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Exercicio de aplicação
A empresa MZN fabrica o produto X ela apresenta os dados reais e
previsionais seguintes:
Elementos Q PU
Reais
Matéria M 98 52
Matéria N 33 110
Produção 100 toneladas
Previsionais por tonelada
Matéria M 1 50
Matéria N 0,3 115

Tarefa: Determina todos desvios possiveis e comente.

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Instituto Superior Politécnico de Gaza
•  Analise de desvios
Desvios de Mão de Obra Directa

Desvio Total de MOD

+
Desvio de taxa Desvio de eficiência

𝐷𝑡=
  𝐻 𝑟 ∗𝑇 𝑟 −𝐻 𝑝∗𝑇 𝑝 se incorporar a expressão
nula: – Hr x Tp + Hr x Tp ficamos com:
o que pode ser reescrito:
Dt = +
  H   T
Desvio de taxa Desvio de eficiencia

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Exercicio de Aplicação
Na ficha de custos padrão de uma série de 50 unidade do produto A,
constam 70 horas de MOD ao custo padrão de 4,8 UM. Durante o mes de
Janeiro executaram-se 6 séries que utilizaram 410 horas de MOD pagas a 5
UM cada. Tarefa: Determine todos desvios possiveis e comente.

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•  Desvio de GGF
Para determinar os desvios de GGF propõe-se a separação dos gastos pela
sua natureza fasse ao volume de produção.
1. Desvios de GGFv:

Sendo:
Ur: Produção real
Ap: Actividade padrão unitaria (Pode ser medida por: ex em: HH ou HM)
Tp: Taxa padrão por unidadeproduzida

Chama-se orçamento flexivel a expressão: « (Ur*Ap*Tp) »

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•  Desvio de GGFv
O desvio anterior pode ser originado pela variação orçamental ou pela
variação da actividade pelo que pode-se decompor em dois desvios:
a) Desvio orçamental:

b) Desvio de eficiencia:

Crisodio José Elias 95


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•  Desvio de GGFf
A semelhança dos GGFv os gastos gerais de fabrico fixos podem variar seja
por questões orçamentais ou por questões de volume de produção.
O desvio total é dado por:
Decomposto em:
a) Desvio orçamental:
b) Desvio de volume:
Por sua vez este ultimo pode ser decomposto em dois: Capacidade(Uso da
capacidade instalada) e Eficiencia.
c) Capacidade:
d) Eficiencia:

Crisodio José Elias 96


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Exercicio de Aplicação
A empresa Omega fabrica o produto A e utiliza o sistema de custeio padrão e usa a base de
imputação HM para repartir GGF. As informações inerentes a este caso contidas no orçamento para o
ultimo ano foram as seguintes:
Elementos Valores
Orçamento
Produção 2020
GGFv 6060,00
GGFf 4545,00
Horas maquina /unidade 0,25hm
Informações reais
Produção 1919
GGFv 5807,5
GGFf 4848
Total HM 518,13

Tarefa: determine os desvios possiveis e comente.

Crisodio José Elias 97