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Enquadramento legal

da Educação Inclusiva

SANDRA MACEDO

Para o desenvolvimento de uma escola inclusiva


Educação Inclusiva: que abordagem?

Perfil do aluno

Autonomia e
Educação Flexibilidade
Inclusiva curricular

Promoção do
Aprendizagens
Sucesso
essenciais
Escolar

Avaliação

Para
Para o
o desenvolvimento
desenvolvimento de
de uma
uma escola
escola inclusiva
inclusiva
Igualdade Equidade Realidade Remoção
de barreiras
Decreto-lei n.º 54/2018, de 6 de julho

ASPETOS QUE MERECEM ESPECIAL ATENÇÃO

(PREÂMBULO E CAPÍTULO I)
PREÂMBULO (excertos)
O QUÊ?

PARA QUÊ?

COMO?

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PREÂMBULO (excertos)
QUAL É O PAPEL DA ESCOLA?

Sandra Macedo 6
PREÂMBULO (excertos)
O QUE AVALIAR NO ALUNO?

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• Intervenções técnicas e educativas, respeitando a vida privada e
desenvolvidas quando se revele necessário à promoção do
Interferência mínima
desenvolvimento pessoal e educativo.
• Pais/EE com direito a participarem e a serem informados sobre tudo o Envolvimento parental
que envolve o processo educativo dos filhos/educandos.
• Respeito pela autonomia pessoal, considerando necessidades,
potencialidades, interesses e preferências, criando oportunidades
Autodeterminação
para o exercício do direito de participação na tomada de decisões .
• Resposta às singularidades de cada aluno através da gestão flexível do Flexibilidade
currículo, espaços, tempos, instrumentos e atividades.
• Planeamento educativo centrado no aluno e não no diagnóstico.
Apoios decididos de acordo com as suas necessidades,
Personalização
potencialidades, interesses e preferências.
• Todos têm direito ao acesso e participação, de modo pleno e efetivo, Inclusão
aos mesmos contextos educativos.
• Todos têm acesso aos apoios necessários para que concretizem o seu Equidade
potencial de aprendizagem e desenvolvimento.
• Todos têm capacidade de aprendizagem e de desenvolvimento Educabilidade universal
educativo.
Artigo 3.º (Princípios orientadores)
Artigo 5.º (Linhas de atuação para a inclusão)
O QUE INCLUIR NOS DOCUMENTOS ORIENTADORES DA ESCOLA?

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Medidas de suporte à
aprendizagem e à inclusão

Para o desenvolvimento de uma escola inclusiva


Medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão
(Artigos 8.º a 10.º)
• Alunos que apresentem dificuldades acentuadas e
persistentes ao nível da comunicação, interação,
cognição ou aprendizagem, que exigem recursos
Adici adicionais significativos.
onais
• Dirigem-se a alunos que evidenciam
necessidades de suporte à
aprendizagem que não foram supridas
Seletivas em resultado da aplicação das medidas
universais.

• Dirigem-se a todos os
alunos e têm como objetivo

Universais promover a participação e o


sucesso escolar.

Para o desenvolvimento de uma escola inclusiva


Medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão
 A frequência do ano de escolaridade por disciplinas
 As adaptações curriculares significativas
 O plano individual de transição
 O desenvolvimento de metodologias  e  estratégias de ensino Medidas
estruturado adicionais
 O desenvolvimento de competências de autonomia pessoal e social

 Os percursos curriculares diferenciados


 As adaptações curriculares não significativas
 O apoio psicopedagógico
  Medidas
 A antecipação e o reforço das aprendizagens

seletivas
O apoio tutorial

 Diferenciação pedagógica
 As acomodações curriculares
 O enriquecimento curricular
 A promoção do comportamento pro-social em contexto Medidas
educativo dentro e fora da sala de aula universais
 A intervenção com foco académico ou comportamental
em pequenos grupos
(entre outras)

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Medidas de gestão curricular
(Artigos 2º - Definições - proposta legislativa que esteve em discussão pública)

Acomodações curriculares Adaptações curriculares não


(AC) significativas (ACNS)
• Vários métodos e
estratégias de ensino
≠ • Alteração da priorização ou
sequenciação de objetivos
• Diferentes modalidades de e conteúdos
avaliação • Atender Perfil do aluno no
• Adaptação de materiais e final da E.O.
recursos educativos • Garantir as Aprendizagens
• Remoção de barreiras na Essenciais.
organização do espaço e do
equipamento
• Resposta a “COMO?” • Resposta a “O QUÊ?”
Exemplos de Acomodações curriculares
• Disponibilizar notas fotocopiadas (ou um guia de estudo) a alunos com dificuldades na coordenação oculo-
manual, evitando que tenham de copiar a informação do quadro.
• Utilizar organizadores gráficos.
• Organizar o espaço de sala de aula de forma a não conter estímulos que possam ser distrativos para os alunos.
• Apresentar sugestões para a gestão do tempo, por exemplo, através da colocação de post-its na mesa.
• Privilegiar o uso de materiais visuais e concretos para apresentação dos conteúdos.
• Usar tecnologia assistida quando possível/necessário.
• Dar instruções claras aos alunos, uma de cada vez, não sobrecarregando os alunos com muitas informações ao
mesmo tempo.
• Colocar, na sala de aula, pistas visuais que induzam aos comportamentos esperados.
• Disponibilizar tempo adicional para o processamento de informação.
• Utilizar um tamanho de letra superior e destacada, sempre que adequado.
• Disponibilizar suportes auditivos para limitar a quantidade de texto que o aluno deve ler.
• Manter a proximidade ao aluno, para esclarecimento de dúvidas e apoio na realização das tarefas propostas.
• Colocar “lembretes” na mesa do aluno, como por exemplo, listas de vocabulário, alfabeto, …
• Proporcionar o uso de espaços alternativos para trabalhar/desenvolver tarefas/competências específicas.
• Dar feedback contínuo do trabalho realizado pelo aluno.
• Prestar atenção à iluminação do espaço da sala de aula.
• Permitir que o aluno dê respostas orais em vez de utilizar a escrita para demonstrar a compreensão de conceitos.
• Permitir que o aluno disponha de tempo suplementar na concretização das tarefas.

(Traduzido e adaptado de: https://www.thoughtco.com/accommodations-to-support-student-success-3110984)

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Como desencadear o processo
da avaliação à intervenção?

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Mobilização de medidas de suporte à aprendizagem e à
participação

A avaliação tem como objetivo:

• Identificar as necessidades educativas do aluno;


• Determinar as medidas de suporte à
aprendizagem e à inclusão;
• Elaborar os respetivos documentos;
• Apoiar a mobilização das medidas definidas.

• Coordenador - educador/PTT/DT

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Mobilização de medidas de suporte à aprendizagem
e à participação

IDENTIFICAÇÃO - A identificação é feita aos órgãos de administração e gestão da


escola por iniciativa dos pais ou encarregados de educação, dos serviços de
intervenção precoce, dos docentes ou de outros técnicos ou serviços que
intervêm com a criança ou aluno.

DETERMINAÇÃO DAS MEDIDAS DE SUPORTE - A determinação das medidas de


suporte à aprendizagem e inclusão é feita pela equipa multidisciplinar a partir da
análise da informação disponível

Medidas Universais Medidas Seletivas Medidas Adicionais

Para
Para o
o desenvolvimento
desenvolvimento de
de uma
uma escola
escola inclusiva
inclusiva
Mobilização de medidas de suporte à aprendizagem
e à participação
(N.º 4 - artigo 20.º)

IDENTIFICAÇÃO - Sempre que uma situação sugira a necessidade de medidas


de suporte à aprendizagem e à inclusão, deve ser apresentada, por qualquer
dos elementos referidos atrás, ao Diretor da escola, devidamente explicitada e
documentada. Esta documentação PODERÁ incluir evidências decorrentes da
avaliação e monitorização das necessidades e progressos do aluno, efetuadas
pelos docentes, encarregado de educação e outros técnicos que com ele
intervêm diretamente, parecer médico, nos casos de problemas de saúde
física ou mental, enquadrados nas Necessidades de Saúde Especiais (NSE) e
outros documentos considerados relevantes. No caso de crianças
acompanhadas pelo SNIPI, devem ser partilhados os dados respeitantes ao
PIIP com a concordância das famílias. No prazo de três dias úteis, o Diretor
solicita à equipa multidisciplinar a avaliação das necessidades educativas do
aluno e a respetiva determinação das medidas de suporte.

Para
Para o
o desenvolvimento
desenvolvimento de
de uma
uma escola
escola inclusiva
inclusiva
Mobilização das medidas

Medidas Universais Medidas Seletivas Medidas Adicionais

10 dias (úteis) – 30 dias (úteis) 30 dias (úteis)


(n.º 5 - artigo 20.º) ( n.º 7 - artigo 21.º) ( n.º 7 - artigo 21.º)

O Diretor devolve o A equipa multidisciplinar A equipa multidisciplinar


processo ao educador de elabora o RTP, ouvidos os elabora o RTP e o PEI,
infância, PTT ou DT, para pais ou EE ouvidos os pais ou EE.
comunicação da decisão aos
pais ou EE e para efeitos de 5 dias úteis 5 dias úteis
mobilização das medidas ( n.º 1 - artigo 22.º) ( n.º 1 - artigo 22.º)

O RTP é submetido à O RTP é submetido à


aprovação dos pais e EE aprovação dos pais e EE
dos alunos dos alunos
10 dias 10 dias
( n.º 4 - artigo 22.º) ( n.º 4 - artigo 22.º)
O RTP é homologado O RTP e, se aplicável, o
pelo Diretor, depois de PEI são homologados
ouvido o CP pelo Diretor, depois de
ouvido o CP

Para
Para o
o desenvolvimento
desenvolvimento de
de uma
uma escola
escola inclusiva
inclusiva
Decreto-lei n.º 54/2018, de 6 de julho

ASPETOS QUE MERECEM ESPECIAL ATENÇÃO

(CAPÍTULO II )
Capítulo II
Artigo 7.º (Níveis das medidas)

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“A mente que se abre a uma nova
ideia jamais voltará ao seu
tamanho original”
ALBERT EINSTEIN
OBRIGADA PELA ATENÇÃO!

sandra.4418@gmail.com