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Limites do Cientificismo: Critica do Conceito Qualidade

 
Os limites do método científico, são os que impede a ciência experimental de tratar de
realidades não quantificáveis,( foi exposta como uma das principais contribuições do
sacerdote e físico húngaro)
 
Stanley Jaki se preocupou com os limites do método científico tentando continuamente
separar o objeto da ciência e o objeto da religião. Em 1991, ele citava Maxwell: “Uma
das provas mais difíceis para uma mente científica é conhecer os limites do método
científico”.
 
Em razão dos limites do método científico, o cientista e sacerdote húngaro afirmou que
a ciência experimental não é capaz de tratar de realidades que não são quantificáveis ou
medíveis, e que pertencem ao saber humanístico.
Cont
• Na esfera do conhecimento existem muitos tipos de disciplinas; Umas são elaborados pela razão (por
exemplo, a matemática e a lógica) e outras são habilidades práticas; como jardinagem ou artesanato.

• Outras áreas que se fundamentam na criatividade (as diferentes artes), Umas são da área científicas,
como a física, a biologia, a astronomia e a oceanografia.
• Alguns ramos do conhecimento não são ciências puras, mas utilizam ferramentas científicas, como
a pedagogia, a sociologia e a arqueologia etc.

• Este panorama descrito acima gera uma discussão sobre o papel da ciência no conjunto do saber;
• Para uns , existe apenas um saber absolutamente confiável e válido, a ciência.
• Uns acreditam na , existem da ciência como uma construção válida em muitas de suas aplicações e
abordagens, mas que não deveria tornar-se um dogma absoluto que serve de álibi para desacreditar
outras fontes de conhecimento.

• Aqueles que defendem esta última tese utilizam o termo cientificismo ou cientificismo de forma
pejorativa ou desagradável
• Argumentos contra o cientificismo ; São muitos os saberes que não possuem uma
metodologia científica e não por isso carecem de validez, como a ética, a crítica literária
ou a interpretação histórica.

• A ciência não é simplesmente um conjunto de leis e procedimentos neutros e objetivos. O


conhecimento científico pode estar a serviço de interesses perversos e moralmente
desprezíveis.

• Por exemplo, não é possível apresentar provas definitivas sobre o papel dos sonhos nos
processos mentais, mas é muito surpreendente que os cientistas desautorizem de maneira
categórica aqueles que tentam compreender a função dos sonhos nos processos mentais.

• O debate na área da medicina; Os profissionais da medicina utilizam o método científico


para o tratamento de doenças. Assim, receitam um suplemento de ferro após comprovar
que o paciente tem baixos níveis desta substância ou aconselham uma mudança na dieta
assim que têm os resultados dos exames dos níveis de colesterol.
Cont
• Em poucas palavras, os procedimentos empregados são baseados em evidências
objetivas aceitas pelo conjunto da comunidade científica.

• A assistência à saúde sempre esteve tradicionalmente caracterizada pelo modelo


biomédico, tendo como foco a doença e a cura, interpretadas com parâmetros
biológicos, e como base a relação vertical entre médico e paciente, para a qual os
determinantes psicossociais e culturais interessam pouco para o diagnóstico e a
terapêutica.

• Os programas não podem ser impostos para a comunidade, mas é a comunidade que
deve responsabilizar-se por sua própria saúde. Mas para isso é necessário que os
profissionais estejam atentos aos usos e costumes culturais da comunidade atendida
Cientificismo ou cientísimo é a tendência intelectual ou concepção filosófica de
matriz positivista que afirma a superioridade da ciência sobre todas as outras formas
de compreensão humana da realidade(religião filosofia, metafísica etc.), por ser a
única capaz de apresentar benefícios práticos e alcançar autêntico rigor cognitivo.

Esta preconiza o uso do método científico, tal como é aplicado às ciências naturais,
em todas as áreas do saber (filosofia, ciências humanas, artes etc)
 O termo implica a atitude de atribuir valor altamente positivo ao papel
da ciência no desenvolvimento da cultura em particular, e da sociedade em geral.

Foi nas primeiras décadas do século XX, essa tentativa de aplicar os métodos das
ciências naturais aos outros campos de conhecimento passou a ser chamada de
cientificismo, e o termo começou a ganhar uma conotação negativa.
Cont.

O termo "cientificismo" surgiu no começo do século XIX. Inicialmente, tinha um sentido


neutro, designando apenas hábitos e modos de se expressar de um homem de ciência.
Na época, o termo "ciência" tinha perdido seu sentido mais genérico, que se aplicava a
qualquer forma de conhecimento mais ou menos sistematizada, passando a se aplicar
apenas às ciências naturais e não às ciências humanas.

Na primeira metade do século XIX, o positivismo, corrente filosófica interessada em


substituir as explicações filosóficas, teleológicas ou de senso comum, pelas quais até
então a maioria das pessoas entendia a realidade.
De acordo com a mais recente definição do dicionário Aurélio, o Cientificismo é a
“doutrina filosófica que considera definitivos os conhecimentos científicos. ... Em relação
à Literatura, o Cientificismo seria a prática de obter conclusões acerca do indivíduo ou da
sociedade com base em uma “ideologia científica
Cont.
• A ciência e a técnica são produtos das relações históricas entre os homens e o
mundo; devem ser entendidas pela mediação que a totalidade social estabelece.

• E simultaneamente força produtiva e relações de produção: auxiliam no progresso


que tem como objetivo superar a miséria material e intelectual, e também são
responsáveis pela reprodução da desigualdade social, na medida em que sua
pretensa neutralidade serve aos interesses sociais mais fortes.

• A ciência tem limites: Existem coisas que a ciência não faz; A ciência é poderosa, ela gera o
conhecimento que nos permite telefonar a um amigo que se encontra do outro lado do mundo,
vacinar um bebé contra a poliomielite, construir um arranha-céus ou conduzir um carro.

• A ciência ajuda-nos a responder a questões importantes tais como as áreas que, como se formou
o buraco na camada de ozono, como podemos proteger as colheitas de pragas ,ou quem foram os
nossos ancestrais humanos. A ciência tem limites definidos.
A ciência não faz julgamentos morais
• A ciência pode ajudar-nos a aprender acerca de uma doença terminal e da história
dos direitos humanos e animais — e esse conhecimento pode orientar as nossas
opiniões e decisões. A ciência ajuda-nos a descrever como é que o mundo é, mas
não pode fazer nenhum julgamento sobre se esse estado de coisas é certo, errado,
bom, ou mau.

• A ciência não faz julgamentos estéticos;


A ciência dá-nos a conhecer a frequência de uma nota musical e permite-nos
compreender como é que os nossos olhos transmitem a informação sobre a cor ao
cérebro.

No entanto, a ciência não nos pode dizer se uma sinfonia de Beethoven, o ritual de
uma dança japonesa, ou uma pintura de Jackson Pollock são bonitos ou feios. São
os indivíduos que tomam as suas decisões com base nos seus critérios de estética
A ciência não tira conclusões sobre explicações sobrenaturais

• Deus existe? Podem as entidades sobrenaturais interferir nos assuntos humanos?


Estas questões podem ser importantes mas a ciência não o pode ajudar a chegar a
uma resposta. Questões que lidam com explicações sobrenaturais estão, por
definição, para além do domínio da natureza — e portanto, para além daquilo que
pode ser estudado pela ciência. Para muitos, estas questões são assuntos de fé e
espiritualidade pessoal.

• Os positivistas procuraram identificar, na vida social, as mesmas relações e os


mesmos princípios com os quais os cientistas explicavam a vida natural;
•  Cientificismo passou a denotar a ampliação da ciência ou do método científico
além do seu âmbito científico, isto é, das ciências naturais; começou a ser
denunciada, como cientificismo, toda tentativa de subordinar disciplinas tais como
a psicologia, sociologia, antropologia etc.
Cientificismo

Segundo Karl Popper o cientificismo é a crença dogmática na autoridade do método


científico e nos seus resultados. O termo também implica a atitude de atribuir valor
altamente positivo ao papel da ciência no desenvolvimento da cultura em particular, e
da sociedade em geral.
O Humanismo foi uma corrente de pensamento que tinha como características o
antropocentrismo, a racionalidade e o cientificismo. Este movimento cultural e
filosófico firmou a base do Renascimento e marcou a transição entre a Idade Média e a
Moderna.

Cientificismo exagerado" - o narrador toma a posição de um "cientista", que observa


as relações e fenômenos sociais como se observasse uma experiência científica. Forte
influência da teoria do evolucionismo de Charles Darwin. Realidade é abordada a
partir do pensamento científico, sob influência do positivismo.
Criticas de Limites do Cientificismo

• Em primeiro lugar, o cientificismo descaracteriza a ciência. Quando sustentamos que um


conhecimento é científico tão somente se estiver apoiado pela aplicação de métodos de
pesquisa, ao mesmo tempo retiramos o que é próprio da ciência e acrescentamos o que
não é.
• Ou seja, a chamada “atitude científica” é apenas uma parte de uma elaborada
caracterização da ciência, em que a aplicação de métodos é necessária, mas não é
suficiente para definir ciência.

• Em segundo lugar, o cientificismo desconhece o que é próprio da experiência religiosa.


Um dos objetivos do projeto cientificista é descredibilizar alegações que não se encaixam
na “atitude científica” como a religião teísta cristã.

• Em terceiro lugar, o cientificismo é reducionista em relação à formação do conhecimento


verdadeiro. Não apenas no âmbito das práticas religiosas, mas também de maneira geral
podemos dizer que o cientificismo é incapaz de nos fornecer uma descrição do processo de
formação de crenças verdadeiras.
Cont.

• Woudenberg lembra que:  Todos ocasionalmente formamos crenças sobre


nossos próprios estados mentais, como nos sentirmos “cansados” ou “felizes”.
Suponha agora que você se sente cansado e reivindique isto e, então, que sua
reivindicação é contestada (talvez seu chefe pense que você está dando uma
desculpa esfarrapada para não ter que aparecer em uma reunião).

• René van Woudenberg é muito competente em mostrar que o cientificismo


extrapola os limites do científico – pretendendo ser normativo para esferas fora
de sua actuação, como a religião, a moralidade e o cotidiano
Cont.
•.
• O cientificismo precisa ser questionado, pois seus resultados podem ser muito
prejudiciais. Podemos pensar em como a auto compreensão e o florescimento do ser
humano são profundamente prejudicados quando a moralidade e a experiência
religiosas são descredibilizadas em nome dessa “atitude científica”.
• várias práticas sociais e profissionais são afectadas também, como o direito, a psicologia,
a teologia, a educação e assim por diante;

• estado teológico: o ser humano explica os fenômenos da natureza como resultado de


forças divinas e sobrenaturais.
• estado metafísico: os deuses e forças sobrenaturais são substituídos por forças abstratas
(teorias racionais).
• estado positivo: os fatos e fenômenos são explicados racionalmente pela causalidade
(causa e efeito;
Porque falar do Cientificismo com a saúde

• A assistência à saúde sempre esteve tradicionalmente caracterizada pelo modelo


biomédico, tendo como foco a doença e a cura, interpretadas com parâmetros
biológicos, e como base a relação vertical entre médico e paciente, para a qual os
determinantes psicossociais e culturais interessam pouco para o diagnóstico e a
terapêutica.

• A Estratégia “Saúde da Família” (ESF) é uma política pública com o objetivo de


mudar esse modelo de assistência.

• Assim o cuidado, o acolhimento e o vínculo tornam-se características de uma


atenção voltada para a integralidade, na tentativa de consolidar a
responsabilização como condição de uma assistência resolutiva e de qualidade.
• os trabalhadores de saúde actuam como dispositivos de mudanças, sendo
necessário constituir uma nova ética, que reconheça os serviços de saúde como
espaços públicos, onde o trabalho deve ser presidido por valores humanitários, de
solidariedade e reconhecimento de direitos de cidadania os programas não podem
ser impostos para a comunidade, mas é a comunidade que deve responsabilizar-se
por sua própria saúde.

• Mas para isso é necessário que os profissionais estejam atentos aos usos e
costumes culturais da comunidade atendida. Tendo presente que a cultura interfere
diretamente nos processos de saúde e doença, as representações dos usuários sobre
o modo de enfrentar esse processo são essenciais para as práticas de cuidado.
• È importante entender como os profissionais reagem frente ao aparecimento de
saberes sobre saúde que não são validados pelo conhecimento científico.
Critica do conceito qualidade
• O conceito de qualidade já é bastante antigo. Houve uma evolução ao longo do
tempo na visão e no conceito de qualidade.

• No início a qualidade era vista sob a ótica da inspeção, na qual, através de


instrumentos de medição, tentava-se alcançar a uniformidade do produto; num outro
momento, buscava-se através de instrumentos e técnicas estatísticas conseguir um
controle estatístico da qualidade; na etapa seguinte, a qualidade está mais
preocupada com a sua própria garantia.

• Na Qualidade a metodologia utilizada é o planejamento estratégico onde todos na


empresa são “agentes da qualidade”.
• Atualmente, o controle da qualidade é voltado para o gerenciamento estratégico da
qualidade no qual a preocupação maior é poder concorrer no mercado, buscando
tanto satisfazer as necessidades do cliente como a do próprio mercado
Cont.
• .Existem diversas definições para qualidade, o que torna impossível um conceito definitivo para a
ideia do que é realmente qualidade. A qualidade tem definições diferenciadas de grupos para grupos.

• A percepção de qualidade das pessoas varia em relação aos produtos ou serviços, em função de suas
necessidades, experiências e expectativas.
• Todos concordam em uma coisa: a qualidade deve satisfazer as necessidades e superar as
expectativas do cliente.

• De qualquer forma o cliente tem que estar satisfeito com aquilo que ele adquiriu a ponto de repetir a
aquisição. O nível de qualidade que se deseja alcançar com um produto necessita estar de acordo
com o mercado que se busca.

• Um produto com qualidade significa que ele deve mostrar um desempenho que reúna: durabilidade,
confiabilidade, precisão, facilidade de operação e manutenção. A qualidade, no produto, ou na
prestação de serviços, se obtém com pessoas preparadas, processos controlados e matérias-primas
adequadas
Cont.
• A garantia da qualidade se baseia no planejamento e na sistematização dos processos.
Quando a estrutura-se na documentação escrita, que deve ser de fácil acesso. O que se
deseja na empresa é o zero defeito.

• Esse espírito precisa ser incorporado na forma de agir e pensar de todos na empresa. O
sistema de gestão da qualidade exige que haja na empresa um sistema de
gerenciamento de qualidade que envolva toda a empresa, desde a alta direcção até o
colaborador cuja actividade seja mais simples dentro dessa empresa;

• Trabalhando com qualidade, domínio do conhecimento é fundamental. Não precisa


ser uma enciclopédia ambulante, mas entende-se por domínio do conhecimento o saber
e principalmente o saber pesquisar, saber buscar a informação e entendê-la. Esse é o
diferencial do profissional – estudar sempre, actualizar-se continuamente, dominar
técnicas de análise, etc.
Cont.
• A gestão da qualidade passa a ser uma prática constante nas empresas que
optam por esse modelo de organização, da produção.

• Como princípios básicos da gestão da qualidade há a filosofia da melhoria


contínua, identificação e eliminação dos erros, focos nos processos, entendimento
das necessidades dos clientes internos e externos, cooperação dos trabalhadores,
cultura de aprendizagem, uso de métodos e técnicas estatísticas como
instrumentos de mensuração de resultados.
Considerações Gerais do Cientificismo
• René van Woudenberg: o cientificismo é paradigmático de uma prática tipicamente
idólatra –No caso do cientificismo, fica evidente como a fé extremada nas capacidades
que o método científico tem para produzir conhecimento verdadeiro afecta não apenas a
própria ciência descaracteriza também, a experiência religiosa e a vivência ordinária de
conhecimento.
• René van Woudenberg é muito competente e mostra que o cientificismo extrapola os
limites do científico – pretendendo ser normativo para esferas fora de sua actuação, como
a religião, a moralidade e o cotidiano.

o cientificismo precisa ser questionado, pois seus resultados podem ser muito
prejudiciais. A auto compreensão e o florescimento do ser humano são prejudicados
quando a moralidade e a experiência religiosas são descredibilizadas em nome dessa
“atitude científica”.
• Várias práticas sociais e profissionais são afectadas também, como o direito, a
psicologia, a teologia.
•OBRIGADA