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Genética médica

Leonardo Koerich
Genética - UFRJ
UFRJ
Genética médica, herança monogênica

- Análise de heredrogramas
- Herança:
- autossômica recessiva
- autossômica dominante
- ligada ao X recessiva
- ligada ao X dominante
- ligada ao Y
- extranuclear
Genética médica

Estudo da transmissão da herança na espécie humana

Doenças genéticas
- monogênicas, cromossômicas, multifatoriais
Genética médica

Principais limitações de estudar herança na espécie humana


- prole reduzida
- tempo de geração longo
- impossibilidade de manejar acasalamentos
Genética médica

Principais limitações de estudar herança na espécie humana


- prole reduzida
- tempo de geração longo
- impossibilidade de manejar acasalamentos

Alternativa: análise de heredrogramas


Símbolos usados nos diagramas de heredogramas
Masculino
N° de filhos do sexo indicado
Feminino
Indivíduos afetados
Casamento
Heterozigotos para um
carater autossômico
Pais e filhos Portador de carater
recessivo ligado ao X

Indivíduo falecido

Aborto espontâneo
Gêmeos
dizigóticos
Indivíduo em questão

Indivíduo em
Gêmeos
questão II-2
monozigóticos

Sexo inespecificado Casamento consagüineo


Herança autossômica recessiva

Pais não afetados


Frequência ~ igual entre macho e fêmea
Traço costuma pular gerações
Herança autossômica recessiva

Pais não afetados


Frequência ~ igual entre macho e fêmea
Traço costuma pular gerações
Herança monogênica
• Autossômica recessiva - Exemplos
– Lobulo aderido

Dominante Recessivo
Herança autossômica recessiva
Herança autossômica recessiva
Herança autossômica recessiva
Herança autossômica recessiva
Herança autossômica recessiva
Herança autossômica recessiva
Herança autossômica recessiva
Herança autossômica dominante

Frequência ~ igual entre macho e fêmea


Traço aparece em todas as gerações
Herança monogênica
• Autossômica Dominante – Exemplos
– Doença de Huntington
Herança monogênica
• Autossômica Dominante – Exemplos
– Acondroplasia
Herança monogênica
• Autossômica Dominante – Exemplos
– Polidactilia
Herança monogênica
• Autossômica Dominante – Exemplos
– Dedos Entrelaçados

Esquerdo sobre o direito é Dominante


Herança monogênica
• Autossômica Dominante – Exemplos
– Dobrar a língua

Dominante
Sensibilidade a PTC

Feniltiocarbamida
Herança autossômica dominante
Herança autossômica dominante
Herança ligada ao X recessiva
Traço mais comum em homens que mulheres
Sem transmissão de pai para filho
Todas as filhas de um homem afetado são portadoras
Hemofilia na família real européia

Herança ligada ao X
recessiva
Herança ligada ao X recessiva
Herança ligada ao X recessiva
Herança ligada ao X dominante

Sem transmissão de pai para filho


Em geral, filhas de um homem afetado são afetadas

Hipertricose
Herança ligada ao Y

Transmissão somente de pai para filho

Hipertricose auricular
Genomas de organelas
Genomas de organelas
Herança extranuclear
Exercícios
1

2
1

Autossômica dominante

Ligada ao X dominante
3

4
3

Ligada ao X recessiva

Autossômica recessiva
5

6
5

Ligada ao X dominante

Autossômica recessiva
7

8
7

Autossômica dominante

Ligada ao X recessiva
Cálculo de risco em heredrogramas
Aa Aa

A_ = não afetado
aa = afetado
Probabilidade
2 filhos (aa)
Cálculo de risco em heredrogramas
Aa Aa

A_ = não afetado
aa = afetado
Probabilidade
2 filhos (aa)
1/4 x 1/4 = 1/16
Cálculo de risco em heredrogramas
Aa Aa

A_ = não afetado
aa = afetado
Probabilidade
2 filhos (A_)
Cálculo de risco em heredrogramas
Aa Aa

A_ = não afetado
aa = afetado
Probabilidade
2 filhos (A_)
3/4 x 3/4 = 9/16
Cálculo de risco em heredrogramas

?
Cálculo de risco em heredrogramas

Probabilidade
Cálculo de risco em heredrogramas

aa aa

Probabilidade (aa)
Cálculo de risco em heredrogramas
Aa Aa Aa Aa

aa aa

Probabilidade (aa)
Cálculo de risco em heredrogramas
Aa Aa Aa Aa

aa A_ AA AA A_ aa

Probabilidade (aa)
Cálculo de risco em heredrogramas
Aa Aa Aa Aa

aa A_ AA AA A_ aa

A_ A_

Probabilidade (aa)
avô (Aa) x pai (Aa) x avó (Aa) x mãe (Aa) x ? (aa)
Cálculo de risco em heredrogramas
Aa Aa Aa Aa

aa A_ AA AA A_ aa

A_ A_

Probabilidade (aa)
avô (Aa) x pai (Aa) x avó (Aa) x mãe (Aa) x ? (aa)
2/3 x 1/2 x 2/3 x 1/2 x 1/4 =
Cálculo de risco em heredrogramas
Aa Aa Aa Aa

aa A_ AA AA A_ aa

A_ A_

Probabilidade (aa)
avô (Aa) x pai (Aa) x avó (Aa) x mãe (Aa) x ? (aa)
2/3 x 1/2 x 2/3 x 1/2 x 1/4 =
1/3 x 1/3 x 1/4 = 1/36
Alterações Cromossômicas
• Alterações estruturais
– Modificam a estrutura dos cromossomos podendo
diminuir ou aumentar o número de cromossomos
no indivíduo.

• Alterações numéricas
– Modificam a ploidia do indivíduo podendo afetar
de um a todos os cromossomos.
Alterações Cromossômicas Estruturais

• Translocação
– Translocações recíprocas: dois cromossomos não-
homólogos trocam partes entre si.

– Translocações robertsonianas: fusão de dois


cromossomos acrocêntricos
Cariótipo humano Cariótipo Chimpanzé
- 23 pares - 24 pares
Alterações Cromossômicas Estruturais

• Translocação
– Translocações recíprocas: dois cromossomos não-
homólogos trocam partes entre si.

– Translocações robertsonianas: fusão de dois


cromossomos acrocêntricos

Translocações podem causar sérios problemas


de pareamento na meiose.
Alterações Cromossômicas Estruturais

• Problemas causados pela translocação.


Alterações Cromossômicas Estruturais

• Deleção
– Deleção terminal: uma quebra remove uma das
pontas do cromossomo.
– Deleção intersticial: duas quebras removem um
pedaço interno do cromossomo.
– Deleção intragênica: remove apenas um gene ou
um pedaço de um gene.
– Deleção multigênica: remove vários genes.
Alterações Cromossômicas Estruturais

• Problemas causados Deleção


– São irreversíveis
– Deleção intragênica (ex.: albinismo) nem sempre é
letal
– Deleção multigênica
• Quase sempre letal em homozigose.
• Pode ser letal em heterozigose, revelando alelos
recessivos letais.
Alterações Cromossômicas Estruturais

• Vizualização Deleção
Alterações Cromossômicas Estruturais

• Cri-du-Chat (deleção da ponta do


cromossomo 5)
Alterações Cromossômicas Estruturais

• Duplicação
– Duplicações adjacentes:
• Em tandem: A B C B C D
• Em reverso: A B C C B D

Duplicações fornecem material genético


adicional capaz de evoluir em novas funções.
Alterações Cromossômicas Estruturais

• Duplicação e Meiose
Alterações Cromossômicas Estruturais

• Inversões
Como translocações, inversões geralmente não
envolvem alteração na quantidade de material
genético.
Alterações Cromossômicas Estruturais

• Inversões
– Paracêntrica: ocorre em um dos braços
cromossômicos.
– Pericêntrica: ocorre ao redor do centrômero.
Alterações Cromossômicas Estruturais

• Inversões paracêntricas e Crossing-over

Cromossomos Dicêntrico

Cromossomos Acêntrico
Alterações Cromossômicas Estruturais

• Inversões paracêntricas e Crossing-over


Alterações Cromossômicas Numéricas
Monoploidia: conjunto básico de cromossômicos.
• Haplóide = 1 conjunto
• Diplóide = 2 conjuntos
• Poliplóide = 3 ou mais conjuntos (triplóide, tetraplóide,
etc.)
• Poliploidia é muito comum em plantas.

Alterações no conjunto básico de cromossomos


gera Aneuploidia.
Alterações Cromossômicas Numéricas

• Aneuploidia
– Aneuplóide: individuo cujo o número
cromossômico difere do tipo selvagem.
• Monossômica: 2n – 1
• Trissômico: 2n + 1
• Nulissômico: 2n – 2
• Dissômico: n + 1
Como são formadas as aneuploidias?
Alterações Cromossômicas Numéricas

• Aneuploidia por não disjunção.


Alterações Cromossômicas Numéricas
• Aneuploidias comuns em humanos.

– Sindrome de Down: Trissomia do 21


– Sindrome de Parau: Trissomia do 13

– Sindrome de Turner: Monossomia dos cromossomos


sexuais (X0)

– Sindrome de Klinefelter: Trissomia dos cromossomos


sexuais (XXY)