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UFRB- 2019.

CURSO: MEDICINA VETERINÁRIA

DISCIPLINA: ANATOMIA I

DOCENTE: DR.ª SUÉLEN DIAS SILVA DOS


REIS
DISCENTES:

• Evanilde Sacramento*;
• Fernanda Rocha*;
• Francis Rosa*;
• Giliel Santos* e;
• Renata Oliveira*.
*Graduandos de Medicina Veterinária
DIFERENÇAS DO
CRÂNIO E
MANDÍBULA
ENTRE EQUINOS,
BOVINOS,
CARNÍVOROS E
SUÍNOS.
INTRODUÇÃO
MORFOLOGIA COMPARADA:
O EQUINO COMO PARÂMETRO
Uma das primeiras
ilustrações dos vasos
sanguíneos de um
cavalo; Seifert von
Tennecker, pseudônimo:
Valentin Trichter, 1757.
(KONIG, 2016)
NOMINA
ANATOMIA
VETERINARIA
NAV -2017

•Cacuruta = Osso parietal,


calota craniana ou
•abóbada craniana
(Calvaria). Teto do crânio.
CABEÇA ÓSSEA:

Compreende o
crânio e face, assim
como a
mandíbula e o
hióide (Dyce et al.,
2016)
Morfologia comparada da estrutura do
crânio e mandíbula

EQUINO SUÍNO CARNÍVORO


BOVINO
-FELÍDEO
Crânio do Equino:

Osso pneumático.
Divide-se em duas faces, cranial e
facial.
Cranial:

Na face dorsal, localiza-se o frontal onde pode


possuir o processo córneo, no caso de
ruminantes.
Em seguida se observa o parietal e o
interparietal, nas laterais o temporal e na face
caudal se encontra o occipital, dividido em
porção escamosa, porção lateral e porção basilar,
onde se encontra osso nucal.
Facial:

Na face dorsal se compõe o


Nasal seguido do incisivo, nas
laterais e abaixo da órbita o
lacrimal, zigomático e m axilar.
Na maxila encontra-se o forame
infra orbital.
Crânio Equino

• Colocado na parte superior e posterior da cabeça;


• É um osso com forma triangular muito irregular;
• Ao meio da protuberância transversal superior,
destaca-se uma crista que é o inicio das cristas do
parietal.

• Para a parte posterior destacam-se duas outras


cristas, quês se unem no bordo superior do orifício
do occipital e são as cristas posteriores.
Crânio Bovino

• O occipital não forma a parte súpero-anterior da


cabeça, nem apresenta a crista transversal
superior; é mais largo e aplainado que o do
cavalo.

• Às cristas posteriores, desde o nascimento, são


unidas em uma crista única, larga, desaparecendo
antes do buraco do occipital.
Crânio Suíno

• O occipital volta a pertencer à parte súpero posterior da


cabeça, não apresentando crista transversal, mas seu
limite superior lembra essa crista.
• Os bordos laterais voltados para dentro» limitam com o
parietal e com o temporal. Não existem cristas posteriores
e o buraco do occipital, bem como os côndilos, são bem
reduzidos.

• Não existe buraco condiliano e a apófise estiloide é longa,


fina e dirigida para baixo.
Mandíbula:

• Localiza-se na face ventral.


• Divide-se em três partes: o ramo, o ângulo e o
corpo.
• No ramo, se observa o processo condilar, o processo
coronóide , a fossa pterigoidea e o ângulo da
mandíbula, no caso dos caninos .
• No ângulo se observa o colo, o forame, na lateral,
e a incisura, no medial, da mandíbula.
• No corpo observa-se o forame mentoniano.
Mandíbula Bovino: possui processo
córneo, arco superciliar, forames supra
orbitais e fissura interincisiva.
CRÂNIO FELINO: Felis
catus
• Ossos do crânio
separados no nascimento;
• Se fundem ao nascer,
ORIGENS: formando suturas
• Diferenças terminais
entre espécies
braquiocefalicas
POSIÇÃO
QUADRUPEDAL RETA
CRÂNIO FELINO
Vista ventral
Gatos : diferenças morfológicas- fenótipo

Fonte: DYCE et al, p. 751 -856, 2016


DIFERENÇAS FUNDAMENTAIS:

• O osso pterigóide nos


carnívoros apresenta-se
largo e quadrado.
• sem alterações
anatómicas dignas de
registo entre o cão e o
gato (Barone, 1986). hámulo do osso pterigoide
Visão 3d
OCCIPITAL: CIRCUNDA O FORÂMEN
MAGNO
*parte superior do occipital é larga e rugosa, não existindo
crista.

Côndilo
occipital
OSSO
OCCIPITAL
FELINO :
DETALHE
Forame magno:
“forma oval, regular
e ligeiramente
alongada” (RAMOS, 2016)
OSSO ETMOIDE E OSSO NASAL
CAVIDADE ORBITAL
A BOLHA TIMPÂNICA É,
PROPORCIONALMENTE, MAIOR FACE À
CABEÇA DO ANIMAL, SENDO OVOIDE E
COMPLETAMENTE LISA.(ZAMITH, 1946)
Fonte: arquivo pessoal
MANDÍBULA
EQUINO: SÍNFISE MANDIBULAR DESAPARECE AOS
DOIS ANOS
FELINO: AS METADES DA MANDÍBULA NÃO SE
FUNDEM (DYCE, 2016).
Sínfise
mandibular

Fonte: COTRIM, S.C.


et al. 2015
Disjunção de sínfise
mandibular em felino: relato de
caso
CASO
CLÍNICO: • AUTORES: Luis Gustavo Dias,
Fernanda Dias, Cristiane Cintra, Cristiane
dos Santos Honsho, Ewaldo de Mattos
Júnior.
• ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro
Científico Conhecer, 2012.
REVISÃO DA LITERATURA

• Fragilidade da mandíbula em felinos: 3 a 6 % afetados


• Acidentes: os traumatismos, geralmente causados por
acidentes automobilísticos, brigas, chutes, quedas e coice
• Principal região acometida: sínfise mandibular.
• Terapia: cerclagens interdentais
“O método de cerclagem interdental, pouco utilizado na
prática odontológica veterinária (GIOSO, 2003; FREITAS
et al., 2009), consiste em utilizar fios metálicos ao redor das
coroas dentárias adjacentes à linha de fratura, para fixar
parcialmente os segmentos ósseos (FOSSUM, 2008),
podendo ou não ser associado com resina acrílica para
proporcionar maior estabilidade (RAHAL et al., 1998;
MUIR & GELGLER, 1999). É indicada em fraturas abertas
ou fechadas na região rostral da mandíbula (WIGGS &
LOBPRISE, 1997; COOK et al., 2001).”
FOTOGRAFIA 1

FONTE: DIAS, 2012, p. 7.


FOTOGRAFIA 2
Fotografia 3

FONTE: DIAS, p. 8, 2012.


FOTOGRAFIA 4

FONTE: DIAS, p. 11, 2012.


REFERÊNCIAS:
• DYCE, Keith M.; WENSING, Cornelius JG; SACK, Wolfganf O. Tratado de anatomia
veterinária. Elsevier Brasil, 2016.
• DIAS, Luis Gustavo Gosuen Gonçalves et al. DISJUNÇÃO DE SÍNFISE
MANDIBULAR EM FELINO: RELATO DE CASO. Centro Científico Conhecer,
Goiânia, v.8, n.15, 2012.
• COTRIM, S.C. et al . Estudo anatômico do trajeto do canal mandibular em felinos (Felis
catus domesticus). Arq. Bras. Med. Vet. Zootec.,  Belo Horizonte ,  v. 67, n. 6, p. 1581-
1588,  Dec.  2015 .   Disponível em
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-09352015000601581&ln
g=en&nrm=iso
. access on  21  Sept.  2019.
• RAMOS, Joana Inês Antunes et al. Estudo morfométrico do crânio do gato doméstico
com recurso à tomografia computorizada. 2016. Dissertação de Mestrado.
• ZAMITH, Adiel P. L.. Lições de osteologia dos animais domésticos. An. Esc. Super.
Agric. Luiz de Queiroz,  Piracicaba ,  v. 3, p. 173-270,    1946 .   Disponível em
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0071-12761946000100011&lng
=en&nrm=iso