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8 Super Estratégias

de Estudo
Noa Kageyama, PhD
Sabemos que, até certo ponto, a repetição é necessária para
desenvolvermos nossas habilidades ao piano. Mas também
sabemos intuitivamente que para maximizar os ganhos,
temos que estudar de maneira inteligente (smarter, not
harder).
Mas o que isso significa? O que os “estudiosos
inteligentes” (top practicers) fazem diferente?
 
Para atingir uma sonoridade mais consistente, precisão
rítmica refinada, caráter musical (inflexão rítmica e de
dinâmica) e uma execução mais fluída foram detectadas,
num experimento com pianistas, 8 estratégias de estudo:
1. O estudo é realizado de mãos
juntas desde o inicio do contato
com a peça.
2. O estudo já começa com a
inflexão; a concepção inicial da
música já é feita pensando na
inflexão.
3. O estudo é feito conscientemente,
com leitura silenciosa da música,
depois solfejando/cantarolando,
fazendo anotações na partitura, ou
expressando verbalmente alguma
observação.
4. Erros são evitados
interrompendo a execução,
antecipando a ocorrência deles.
5. Erros são imediatamente
abordados quando eles
ocorrem.
6. O local exato e motivo de
cada erro é identificado
precisamente, estudado e
corrigido.
7. Variações de tempo no estudo
de determinado trecho (estudo
mais lento de partes rápidas para
solucionar possíveis problemas,
ou tocar um pouco mais rápido
para testar a agilidade).
8. Passagens específicas
devem ser repetidas até o erro
ser corrigido e o trecho se
estabilizar.
Os métodos de correção de erros
são variados, como por exemplo,
tocar de mãos separadas, tocar só
uma parte do trecho em questão,
mas há somente uma estratégia que
parece ter mais impacto:
estrategicamente tocando mais
lento.
Depois de tocar algo errado, deve-
se tocar o trecho em questão
novamente, mas desacelerando ou
“hesitando” – sem parar –
exatamente antes do local onde o
erro aconteceu anteriormente.
Isso parece permitir que a execução aconteça
de maneira mais acurada e presumivelmente
coordena os movimentos motores corretos num
tempo que é possível administrar, em vez de
continuar a errar e não conseguir identificar a
origem precisa da natureza do erro, o possível
problema técnico e o que deve ser diferente na
próxima vez.
Resumindo em uma frase: “O
sucesso não consiste em nunca
cometer erros, mas sim em não
cometê-los uma segunda vez” –

"Success does not consist in never


making mistakes but in never making the
same one a second time." - George Bernard
Shaw