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ARTE?!

A maior parte das pessoas que visitam galerias de arte, lêem romances e poesia,
vão ao teatro e ao ballet, vêem cinema ou ouvem música, já perguntaram a si
próprias, num momento ou noutro, o que é a arte. Esta é a questão básica que
subjaz a toda a filosofia da arte.

O facto de terem emergido novas formas de arte, tais como o cinema e a fotografia,
e de as galerias de arte terem exibido coisas como um monte de tijolos ou uma
pilha de caixas de cartão, forçou-nos a refletir acerca dos limites do nosso conceito
de arte. É óbvio que a arte tem tido significados diferentes em culturas diferentes e
em épocas diferentes: tem servido fins rituais e religiosos, tem servido como
diversão e tem dado corpo às crenças, medos e desejos mais importantes da
cultura na qual é produzida. Dantes, o que contava como arte parecia estar mais
claramente definido. No entanto, nos finais do século XX, parece que chegamos a
uma situação em que tudo e mais alguma coisa pode ser arte. Se isto é assim, o
que fará que um certo objeto – um escrito ou uma peça musical -, e não outro, seja
digno de se chamar arte? 

Nigel Warburton, Elementos Básicos da Filosofia


Quando estamos
perante
obras de arte?
Critérios para definir obra de arte
■ Classificativos (descritivo) – um objeto é arte se pertencer a uma
determinada classe.
■ Valorativos (avaliativo) – um objeto é arte se, para além de pertencer à
categoria das obras de arte, é um bom exemplar dessas teorias, ou seja, é
uma boa obra de arte.
Definição explícita da arte

 Condições necessárias: características que todas as obras de arte têm em


comum.
 Condições suficientes – características que só a arte tem.

Procura-se a essência da arte – teorias essencialistas.


Pluralidade das formas de arte

Há imensas formas de arte (escultura, música, pintura, literatura,


teatro, ópera, dança, fotografia, arquitetura e cinema).

O que é que todas têm em comum?


Um dos objetivos fundamentais da Estética (área de investigação
que analisa a experiência estética em geral, discutindo
problemas relativos à beleza - teoria do belo, ao gosto - teoria do
gosto, e à natureza da arte - filosofia da arte) é responder à
pergunta:

O que faz com que um objeto possa ser considerado obra de arte?
Vénus de Milo Vitória de Samotrácia
Duchamp
Música
Dança
Fotografia
Cinema
Arquitetura
Teorias da arte
Teorias Essencialistas

■ Teoria da imitação - As obras de arte são imitação


■ Teoria da expressão - As obras de arte são expressão de
emoções
■ Teoria formalista - As obras de arte são objetos dotados de
forma significante
1. A arte como imitação (mimesis)
Afirma que uma obra é arte quando é produzida pelo Homem como imitação da
Natureza e da ação. Esta teoria centra-se nos objetos representados.
(Por representação entendemos algo que toma o lugar de outra coisa de forma
intencional)

É uma teoria que se exprime, frequentemente, através de frases como


«este filme é excelente, pois é um retrato fiel da sociedade americana nos
anos 60», ou como «este quadro é tão bom que mal conseguimos distinguir
aquilo que o artista pintou do modelo utilizado».
Aristóteles, Poética
O conceito fundamental é mimesis (imitação da ação).
Para Aristóteles, todas as formas e obras de arte são
imitações, mas cada uma distingue-se de todas as
outras por usar:
■ meios diferentes: cores e figuras (pintura), ritmo (dança),
harmonia (música), palavras (literatura).
■ modos diferentes de usar os meios: os meios referidos podem
ser usados de modo variado: por exemplo, o ritmo na música,
na poesia ou na dança.
■ imitar coisas diferentes: no teatro, enquanto a tragédia imita as
ações dos heróis, a comédia imita as acções dos Homens
comuns.

A obra de arte seria uma espécie de “espelho” e o seu valor dependia


do grau de fidelidade da representação.
Argumento válido…mas será sólido?
Objeções

O que é que a pintura abstrata não figurativa


imita?
A música ou a literatura também são imitações?

Assim, a teoria parece ser demasiado restritiva.


O que é que a obra Composição (1956), de
Jackson Pollock, imita?
1ª objeção: Há obras que não imitam nada.
2ª objeção: Há obras que imitam algo mas que não podemos avaliar
porque desconhecemos a realidade imitada ou essa realidade já
não existe.

Nota: Assim sendo, parece que a fotografia será a mais fiel das
representações.
A Escola de Atenas (Rafael)
Jardim das delícias, Bosch
Nascimento de Vénus, Botticelli
Auto-Retrato com Chapéu de Palha, Van Gogh
Nota: a teoria mimética afirma que todas as obras são
imitações, mas não afirma que todas as imitações são obras de
arte. Assim, a imitação é uma condição necessária, mas não
suficiente, para que algo seja considerado arte.
2. Teoria como expressão

O escritor russo L. Tolstoi, no livro O que é a arte?, concebe


a arte como uma forma de expressão. Esta teoria centra-se
no artista criador. (Mais tarde a teoria é aperfeiçoada por
Collingwood).
Segundo a concepção expressivista, uma obra é arte quando
expressa e comunica intencionalmente um sentimento
vivido pelo artista e quando provoca no público esse
mesmo sentimento.
Uma teoria como esta manifesta-se frequentemente em juízos
como «Este é um livro exemplar em que o autor nos
transmite o seu desespero perante uma vida sem sentido».
Assim, segundo o expressivismo de Tolstoi:

■ só é arte, a obra que expressa uma emoção sentida


pelo artista que é partilhada pelo seu público
■ não há arte se o público não sente qualquer emoção
ou quando as emoções do artista e do público não são
idênticas.

O valor da obra de arte depende da sua capacidade de comunicar e


suscitar na audiência a mesma emoção sentida pelo artista.
Eduard Munch, O grito
Objeções

1ª objeção: É fácil encontrar exemplos de expressão


emocional na poesia, na ópera ou no teatro, mas há
obras e formas de arte que seriam excluídas à luz do
expressivismo.
Exemplos: Obras de arquitetura e inúmeras manifestações da arte
contemporânea (a música aleatória de Cage ou as obras de
Mondrian e Vasarely, que exploram os efeitos visuais da
composição).
Yves Kleist, Blue
Composition, Mondrian
Vasarely, Quasarte
2ª objeção: Como podemos nós saber se uma
determinada obra exprime corretamente as
emoções do artista que a criou, quando o
artista já morreu há séculos? E como avaliar
uma obra de arte coletiva ou a interpretação
de uma obra musical?
Assim, do ponto de vista do artista(emissor):
■ Pode haver criação de obras de arte sem intenção de
comunicar
■ As obras criadas com tristeza não são necessariamente tristes
■ É possível expressar na obra uma emoção diferentes da que
sentimos
Do ponto de vista do público (recetor):
■ Estando alegres, podemos perceber a tristeza do artista
■ A comunicação criador/público não exige comunhão de
sentimentos.
Vantagens desta teoria

• Oferece um critério valorativo: uma obra é de arte apenas se


expressar as emoções e essas são compreendidas pelo
público.
• Oferece um critério de classificação.
• Está de acordo com o que muitos artistas pensam ser arte.
3. Teoria da arte como forma significante

Clive Bell, crítico de arte, propôs (1914) a teoria da


forma significante.
Partiu de um pressuposto acerca da natureza da arte: uma
obra de arte é um objeto que provoca emoções
estéticas no seu público (a questão não está no que
pretende expressar mas sim no que o espetador sente).
Esta teoria parte do sujeito sensível que aprecia as
obras de arte.
Para tal, a obra tem de ter alguma característica especial.
Clive Bell chama-lhe forma significante.
O que é a forma significante?
A forma significante é uma característica da estrutura da
obra que decorre da relação estabelecida entre as
partes que a constituem.
A teoria formalista é usada sobretudo para a pintura,
onde a forma significante é definida como uma certa
combinação de formas, linhas e cores (harmonia,
equilíbrio).
Bell considerou o critério aplicável a todas as formas de
arte, mas não explicou como se aplicaria (a forma
significante é condição necessária e suficiente).
Em vez disso, afirmou que essa propriedade indefinível
seria reconhecida intuitivamente.
Sensibilidade e inteligência é o que se exige ao crítico
de Arte ou ao mero espetador, sem as quais a forma
significante não é captada.
Frases como «Este quadro é uma verdadeira obra-
prima devido à excepcional harmonia das cores e ao
equilíbrio da composição», ou como
«Aquele livro é excelente porque está muito bem
escrito e apresenta uma história bem construída
apoiada em personagens convincentes e bem
caracterizadas», exprimem habitualmente uma
perspetiva formalista da arte.

O valor da obra de arte está na capacidade de provocar emoções


estéticas no público sensível.
F. Leger, Woman with a cat
Singularidade da pintura:
O que faz a singularidade da pintura (de Mondrian) é a
harmonia entre as cores puras, as formas e dimensões
de seus retângulos?
É isso a sua forma significante?

Composition with Gray and Light Brown, Mondrian


Objeções:
Objeção 1: Algumas pessoas não sentem qualquer tipo de emoção perante certas
obras que são consideradas arte. Quer dizer que essas obras podem ser arte
para uns e não o ser para outros? Quem não sente emoções estéticas em relação
a determinadas obras não é uma pessoa sensível?
Objeção 2:. Clive Bell refere, pensando apenas no caso da pintura, que a forma
significante reside numa certa combinação de linhas e cores. Mas que
combinação é essa e que cores são essas exatamente? E em que consiste a
forma significante na música, na literatura, no teatro, etc.? A ideia que fica é
que a forma significante não serve para identificar nada.
Objeção 3: Se a forma significante é a propriedade que provoca em nós emoções
estéticas, depois de dizer que as emoções estéticas são provocadas pela forma
significante é não só inútil mas decepcionante, já que se trata de uma falácia: a
falácia da circularidade.
Objeção 4: cai num falso dilema ao dizer que ou as coisas têm todas uma
propriedade comum que faz delas obras de arte ou não são obras de arte.
Caixa de Brillo, Andy Warhol (1964) - não é diferente das outras caixas
usadas pelo fabricante de detergentes Brillo. Se o que faz um objeto ser
arte é a sua forma, então todas estas caixas deveriam ser objetos de arte.
Mas não são.
Então, é possível definir arte?
Uma vez que no mundo da arte surgem constantemente obras
originais que não se ajustam à concepção institucional da arte,
é necessário um alargamento constante do conceito para
incluir a inovação.
É por isso que, para alguns autores, a arte é um conceito aberto.
Conceito aberto é um conceito cujo significado vai sendo
alargado, integrando novas características de modo a incluir
na sua extensão novos objectos.
Sendo assim, o conceito de arte terá de ajustar-se à evolução da
própria arte e ir integrando continuamente novas significações
O que é a arte?
O que distingue os objetos artísticos dos outros?

Teorias sobre a natureza da arte:

Teoria da Imitação Teoria Formalista

Teoria da
Expressão
Pode a arte ser definida?
Sim
Não
É possível dizer quais a
Não há condições necessárias
condições necessárias e
nem suficientes da arte. A
suficientes da arte.
arte é um conceito aberto.
( Morris Weitz)

Arte como
Arte como Forma
imitação Arte como conceito ab
Significante
erto.

Arte como
Expressão
Teorias não
essencialistas
Uma teoria é não essencialista se defende
que o que faz com que um determinado
objeto seja um objeto de arte, tenha de ser
encontrado fora do objeto e não no objeto
em si.
As teorias não essencialistas surgem num contexto
social e filosófico especifico

Social porque os artistas criam cada vez obras mais


desafiadoras e desconcertantes, o que acabam por
não “caber” dentro de teorias.

Filosófico porque novas tentativas de definir uma


obra de arte por meio de condições necessárias e
suficientes surgem como reação às insuficiências das
teses céticas.
A arte e os desafios
filosóficos
O filósofo Morriz Weitz (1916-1981) ficou
conhecido por defender o antiessencialismo da
arte, o que significa que qualquer teoria
essencialista fracassou o seu propósito.
Para tal considera-se que:

Propriedade Propriedade
s Obr s
intrínsecas extrínsecas
e a e
manifestas relacionais

Ora se as condições necessárias e suficientes não


referem características essenciais da arte, o que
elas podem referir?
Que propriedades
essenciais possui esta
obra considerada de
arte?

1964, Caixa de Brillo, Andy


Warhol
Ao contrário dos essencialistas que olham para
as obras de arte de acordo com a função que a
arte deve desempenhar (representar, expressar
emoções ou despertar as emoções), os não
essencialistas elaboram um conjunto de
características das obras de arte que não estão
apenas relacionadas com a sua funcionalidade,
tais como:
Alargar o conhecimento Exprimir e explorar emoções
Proporcionar boas experiências Divertir e entreter
Comunicar ideias Criticar aspetos da sociedade
Transformar o mundo Criar beleza Dar sentido às
nossas vidas Etc.
Ou seja, uma obra
de arte pode servir
muitas e diferentes
funções.
E essa definição para os não essencialistas tem
de ser procurada fora da própria obra. Tem de
ser procurada no seu contexto (fora da obra).
Além disso a definição não tem de ser
valorativa (distinguindo as boas das más obras)
mas talvez e apenas classificativa (distinguindo
o que é e não é uma obra de arte, ou quando
um objeto adquire o estatuto de arte)
Pergunta a fazer
Como é que um objeto adquire o estatuto de obra de
arte?

ou
Qual o contexto específico que faz com que um objeto se
revele arte?

Não
Contextualism
Essencialismo
o
Uma conversa sobre arte
Mariana: Olha, não acho isso arte! Não gosto nada disso.
Não passa de um objeto vulgar.
Joaquim: Sim, também não gosto, é até estranho que
seja arte. Mas é!
Mariana: É porquê? Porque dizes que é?
Joaquim: Repara! Este objeto é arte porque estamos
galeria
numa de arte e as coisas que estão expostas numa
arte sãode
galeria arte.
Mariana: Então aquele extintor que ali está ao canto
também é uma obra de arte?
Joaquim: Não, aquele extintor está ali apenas para
apagar incêndios.
Este pequeno diálogo de certa maneira expressa uma
das duas teorias não essencialistas da arte que vamos
analisar.

Quando o Joaquim refere que um objeto estando no


mundo da arte (galeria) pode ser considerado arte,
estamos a falar da teoria institucional da arte

Mas há uma outra teoria que tenta remendar as


imperfeições da teoria institucional que é a teoria
histórica da arte.
Uma teoria institucional da arte

George Dickie , 1926,


defendeu que as
propriedades comuns
das obras de arte não
são visíveis nas
próprias obras. São
invisíveis.
Assim para que um objeto
seja uma obra de arte tem
de satisfazer duas condições
necessárias:
Ser um artefacto

Pertencer ao mundo da
arte
O artefacto mede-se pelo uso que damos ao
objeto
“suponhamos que se recolhe um pedaço de madeira flutuante e, sem o
alterar de forma alguma, o usamos para cavar um buraco ou abaná-lo
perante um cão que nos ameaça. O pedaço de madeira inalterado foi
convertido em ferramenta ou arma pelo uso que lhe foi dado. Em
nenhum dos casos o pedaço de madeira é por si só um artefacto. O
artefacto, nos dois casos, é o pedaço de madeira manipulado e usado
de um certo modo”
G. Dickie, Introdução à estética, Bizâncio, 2008 (adaptado)
Atribuir um estatuto é pertencer ao mundo
da arte
“O núcleo fundamental do mundo da arte é um conjunto vagamente
organizado, mas nem por isso desligado, de pessoas, que inclui artistas
(pintores, escritores, compositores), produtores, diretores de museus,
visitantes de museus, espetadores de teatro, jornalistas, críticos de
todos os tipos de publicações, historiadores da arte, teóricos da arte,
filósofos da arte e outros. São estas as pessoas que mantém em
funcionamento o mecanismo do mundo da arte, permitindo assim a
continuidade da sua existência.”
G. Dickie, O que é a arte?, In Carmo D`Orey, O que é a arte?, Dinalivro, 2007, pp.106,07
4 condições para pertencer ao mundo da arte

1ª Agir em nome de uma


instituição
2ª Atribuir um estatuto
3ª Ser Candidato
4ª A avaliação
E então? O extintor na galeria de
arte é uma obra de arte ou
não?
E a fonte de Marcel
Duchamp?
Será que a teoria institucional
funciona bem e é uma
boa teoria?
■ Será que uma boa obra de arte precisa da
aprovação do mundo da arte?
Vamos conhecer Alfred Wallis ( a questão
da arte adventícia)

Segundo a teoria institucional será que as pinturas de Alfred


Wallis reúnem as condições necessárias e suficientes para
serem consideradas obras de arte?
Outra
questão
Como é que as pessoas do mundo da arte sabem avaliar um
objeto para que ele entre no mundo da arte? Que
critérios usaram para aceitar um objeto no mundo da
arte?
Críticas à teoria institucional da
arte
• É viciosamente circular: o estatuto da obra de arte é atribuído por
representantes do mundo da arte e, por sua vez, o mundo da arte
é definido como o conjunto daqueles que têm o poder de fazer
essas atribuições.

• A definição de arte torna-se inútil se admitirmos que qualquer


coisa pode ser arte desde que um representante do mundo da
arte a considere como tal.

• Impossibilita a existência de arte primitiva e arte solitária.


Parece faltar um elemento qualquer à
teoria institucional que um outro filósofo
procura resolver.
Jerrold Levinson e
a teoria da arte
como renovação
da tradição
histórica.
Em resposta à teoria institucional Jerrold Levinson procurou
desenvolver uma teoria da arte que possibilitasse a existência
de arte solitária, arte fora do contexto institucional do
mundo da arte.

“De acordo com Levinson, o que conta não é, como na teoria


institucional, o ato de alguém propor um objeto para
apreciação em nome de uma suposta instituição, mas antes a
intenção de um indivíduo independente – isto é, que não pensa
ou decide em nome de ninguém -, o próprio titular ou criador
do objeto. Assim, em vez de um ato manifesto, há uma
intenção manifesta; e em vez de alguém que age em nome de
uma entidade misteriosa, há o autor da obra que procede de
forma independente.”
Aires Almeida, A definição da arte, o essencial, Plátano, 2019
Mas que intenção é
esta?
Já temos aqui dois elementos:
Então isso implica
a definição da
Arte que
terá
arte de passar
estes
por dois
exige X é um objeto de
elementos.
se
arteo artista tem
intenção
a de que o
produto
seu de arte
inserido
seja numa
tradição
dada e tem
História intençã
essa
Intençã o.
Se existe a
o (critério que uma obra
intenção
encarada
seja como
então
arte, ela é
recursivo) arte.
Mas há um 3º elemento na definição
Vamos imaginar que alguém ao olhar para uma cidade refere: esta é a
minha obra que resulta do modo como eu olho a cidade.

Então Levinson fala em PROPRIEDADE

Assim, vamos apurar a definição:


Um objeto é um objeto de arte se e somente se uma pessoa, com
direitos
de propriedade sobre o seu objeto, tem a intenção séria de que
tal seja
encarado como arte como outros objetos foram ao longo da história
da arte.
Resumindo, a PROPRIEDADE (O
criador é

arte é: proprietário dos


objetos que cria)

Art
HISTÓRIA (uma e
obra é arte em INTENÇÃO (tem a
virtude de uma clara intenção de que
relação com as o produto artístico
coisas já seja visto como obra
reconhecidas de arte)
como arte)
Serão as propriedades estabelecidas
na teoria histórica os adequados
para uma definição de arte que
reúna em si tanto as condições
necessárias como as suficientes
para uma boa definição?
Como é que um marciano olharia para
estes objetos?
Objeção à “Propriedade” como
condição necessária para uma boa
definição
Objeção à tradição histórica (ao
critério recursivo)
Objeção à
intencionalidade
O caso Franz
Kafka
Excesso de inclusividade

O caso dos retratos e fotos tipo


passe
Não explica por que razão a arte primitiva é considerada arte,
visto que não se insere em nenhuma tradição artística.

É demasiado exclusivista, quando impede que obras feitas


sem a intenção do o ser (exemplo: estátuas de demónios
feitas com o objetivo de assustar pesssoas) sejam
consideradas arte, bem como obras em que o artista não é
detentor dos meios de produção (exemplo: graffitis)
Exemplos de questões que poderiam sair
em exame (escolha múltipla)
Uma definição essencialista da arte significa que:

A.A arte se define pelas suas propriedades


extrínsecas.
B.A arte não se define pela sua essência.
C.A arte define-se pelas suas propriedades
intrínsecas.
D.A arte define-se subjetivamente.
A teoria expressivista da arte defende que:

A.Um objeto é um objeto de arte se e somente se é a expressão


de sentimentos que são captados pelo público.
B.Um objeto é um objeto de arte se e somente se é a expressão
do contexto onde a obra se insere.
C.Um objeto é um objeto de arte se e somente se exprime as
ideias do artista e essas ideias são captadas pelo público.
D.Um objeto é um objeto de arte se e somente se exprime a
vontade moral do artista e essa vontade é compreendida pelo
público.
Uma das objeções que pode ser feita à teoria da representação
é que:

A.A representação não capta os sentimentos do artista.


B.É demasiado restritiva pois há obras de arte sem qualquer
conteúdo representacional.
C.É demasiado restritiva uma vez que a arte não é apenas a
expressão de sentimentos.
D.É bastante ampla pois qualquer objeto que emocione é arte.

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