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SHS- 0414 – Saneamento 2

31-08-2015
QUANDO NÃO EXISTIREM MEDIÇÕES DE VAZÃO
UTILIZÁVEIS NO PROJETO

Para o dimensionamento da rede coletora de esgotos devem ser


consideradas as seguintes vazões:
• Para o início do plano : Qi = K2 Qdi + Ii +  Qci (Não inclui K1)
• Para o final do plano : Qf = K1 K2 Qdf + If +  Qcf
Em que:

Qi , Qf = Vazão máxima inicial e final, l/s


Qdi , Qdf = Vazão doméstica média inicial e final, l/s
Qci , Qcf = Contribuição singular inicial e final, l/s
K1 = Coeficiente de máxima vazão diária
K2 = Coeficiente de máxima vazão horária
Ii , If = Contribuição de infiltração inicial e final, l/s
QUANDO NÃO EXISTIREM MEDIÇÕES DE VAZÃO
UTILIZÁVEIS NO PROJETO

Qi = CPi qi Qi = C ai di qi

Qf = CPf qf Qf = C af df qf

Em que:

Qdi, Qdf = vazão média de esgoto


C = coeficiente de retorno
Pi ;Pf = população inicial e final (habitantes)
ai ;af = área esgotada inicial e final (ha)
di ;df = densidade populacional incial e final (hab/ha)
qi ;qf = consumo de água efetivo per capta (l/hab.dia)
Taxas de contribuição
Para atender às funções de coleta e transporte de
esgotos sanitários, a rede de coletores deve atender aos
seguintes requisitos:
 Os coletores devem ser suficientemente profundos
para receber a vazão de esgotos na sua origem;

 As dimensões e as declividades dos coletores devem


ser adequadas às vazões que eles deverão escoar;

 A corrente líquida nos coletores deverá garantir o


arraste de sólidos presente nos esgotos.
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Os materiais de que são feitos os tubos e as juntas
devem ser resistentes à ação corrosiva dos esgotos e
à abrasão, a impactos e a cargas dinâmicas.

Além desses aspectos, a rede coletora deve


apresentar economia de manutenção, oferecer
segurança aos funcionários e ao público.

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A NBR-9649 exige os seguintes elementos para elaboração de
projetos de redes coletoras:

  · Planta geral da região, em escala mínima de 1:10.000;


· Levantamento planialtimétrico da região e de suas zonas de
expansão em escala mínima de 1:2.000, com curvas de nível de
metro em metro;
 Levantamento dos obstáculos superficiais e/ou subterrâneos
nos logradouros onde forem traçadas as redes;
· Levantamento cadastral da rede existente, quando
recomendada sua utilização ou aproveitamento parcial.

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-DELIMITAÇÃO DA ÁREA DE PROJETO

A delimitação da área de projeto, em planta, é feita levando se


em conta os estudos populacionais e demográficos, além do
Relatório Técnico Preliminar e outros estudos como Planos
Diretores e Estudos Urbanísticos.

Uma vez que a rede é calculada para atender às condições


atuais e futuras, essas áreas devem ser delimitadas e
caracterizadas da melhor maneira possível .

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-DEFINIÇÃO DAS DENSIDADES DEMOGRÁFICAS
E LOCALIZAÇÃO DE DESCARGAS CONCENTRADAS

- DELIMITAÇÃO DE BACIAS E SUB-BAClAS


As bacias e sub-bacias são delimitadas utilizando-se plantas
planialtimétricas, onde serão marcadas as linhas
correspondentes aos divisores de água

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- TRAÇADO DA REDE COLETORA

- LOCALIZAÇÃO DOS COLETORES


A localização dos coletores pode seguir a seguinte orientação:
· O coletor de esgotos deve ser localizado ao longo das vias Públicas;
· Em áreas acidentadas, o coletor será assentado, de preferência, do
lado para o qual ficam os terrenos mais baixos;
· A existência de estrutura ou canalizações de serviços públicos
poderá determinar o deslocamento dos coletores de esgotos para
posições mais convenientes.
    

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- LOCALIZAÇÃO DOS COLETORES (cont.)
· Para vias públicas preferenciais, pavimentadas e dotadas de
linhas de transportes coletivos, assim como para aquelas com
largura superior a 18 m ou avenidas, deverão ser projetados
dois coletores, um em cada passeio lateral;

· Quando existirem na mesma via pública, dois coletores


laterais, eles deverão ser, tanto quanto possível, independentes
um do outro, evitando-se, ao máximo, sua interligação no
sentido transversal à via pública.
    

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- TRAÇADO DOS COLETORES – PLANTA
De maneira geral o traçado da rede coletora é orientado pelo
traçado viário da cidade, iniciando-se nos divisores de água e
terminando nos fundos de vale.

- LOCALIZAÇÃO DE POÇOS DE VISITA, TIL, TL e CP


 A NBR-9649 recomenda, que sejam construídos “poços de visita” em
todos os pontos singulares da rede coletora tais como:
 · No início de coletores;
 · Nas mudanças de direção dos coletores;

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- LOCALIZAÇÃO DE POÇOS DE VISITA, TIL, TL e CP (cont.)

· Nas mudanças de declividade;


· Nas mudanças de diâmetro e de material do tubo;
· Nos pontos onde haja degraus nos coletores;
· Na reunião de coletores.

O Terminal de Limpeza (TL) pode ser usado em substituição ao PV no


início de coletores.
O Tubo de Inspeção e Limpeza (TIL) pode ser usado em substituição ao
PV, desde que sua profundidade seja suficiente para introduzir
equipamentos de limpeza, sem o acesso de pessoas ao seu
interior.

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 - LOCALIZAÇÃO DE POÇOS DE VISITA, TIL, TL e CP (cont.)

 · Na reunião de mais de dois trechos ao coletor;


 · Na reunião que exige a colocação de tubo de queda;
 · Nas extremidades de sifões invertidos e passagens forçadas
 · Quando a profundidade for igual ou maior que 3,00 m.

 - SENTIDO DE ESCOAMENTO NOS COLETORES E


CANALETAS DE POÇOS DE VISITA
 O sentido de escoamento nos coletores é fixado, em princípio, de
acordo com a declividade natural do terreno.

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3. ATIVIDADES NECESSÁRIAS (cont.)

 - SENTIDO DE ESCOAMENTO NOS COLETORES E


CANALETAS DE POÇOS DE VISITA (cont.)
 O traçado escolhidos será definido colocando-se pequena seta no
centro de cada trecho, e definindo-se o traçado da canaleta no
interior de cada poço de visita, conforme mostra a figura a seguir

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3. ATIVIDADES NECESSÁRIAS (cont.)
 - SENTIDO DE ESCOAMENTO NOS COLETORES E
CANALETAS DE POÇOS DE VISITA (cont.)
 No início de coletores, deve-se indicar a existência de ponta seca:

 - TRAÇADO DE COLETORES - PERFIL


 Definido a partir das profundidades mínimas e máximas admitidas
por norma, das declividades necessárias ao escoamento, e das
características especificas de cada trecho.
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 - DETALHE EM PLANTA E CORTES DOS Pvs, TILs, TLs E
ÓRGÃOS ACESSÓRIOS

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3. ATIVIDADES NECESSÁRIAS (cont.)

 - TRAÇADO DE COLETORES – PERFIL (cont.)

 - PROFUNDIDADE E RECOBRIMENTO MÍNIMOS DE COLETOR


 De acordo com a NBR-9649, o recobrimento mínimo será de 0,90 m
para coletor assentado no leito da via carroçável, ou de 0,65m para
coletores assentados no passeio.

 - PROFUNDIDADE MÁXIMA
 Ainda segundo a NBR-9649, a profundidade máxima da rede será de
4,5 m.

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3. ATIVIDADES NECESSÁRIAS (cont.)

 - DECLIVIDADE DO TRECHO

 A declividade do trecho é estabelecida considerando-se a


profundidade dos coletores no poço de visita a montante, a cota do
terreno no poço de visita a jusante, os diâmetros dos coletores de
montante e a vazão no trecho.

 Todas as situações possíveis podem ser enquadradas em cinco casos


gerais em função da profundidade do coletor (h), da declividade do
terreno (It) e da declividade do coletor (Ic).

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3. ATIVIDADES NECESSÁRIAS (cont.)

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3. ATIVIDADES NECESSÁRIAS (cont.)

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3. ATIVIDADES NECESSÁRIAS (cont.)

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3. ATIVIDADES NECESSÁRIAS (cont.)

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3. ATIVIDADES NECESSÁRIAS (cont.)

 - DECLIVIDADE DO TRECHO
 5o caso: Os coletores, de montante estão em profundidade
adequada, porém It > Ic máx . Neste caso, a profundidade do poço de
visita de montante deve ser aumentada, mantendo-se o coletor no
trecho com declividade adequada.

 Neste caso, hl é imposta de maneira que Ic  Ic max ,

 h2 = h1 + h3 - 1 (It - Ic ), e h3 é imposta de maneira que:

 Ic  Ic máx

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3. ATIVIDADES NECESSÁRIAS (cont.)

 - DECLIVIDADE DO TRECHO
 5o CASO

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 EXEMPLO DE APRESENTAÇÃO DO TRAÇADO DE REDE DE
ESGOTOS SANITÁRIOS
TROCAR A NOTAÇÃO DE INÍCIO DE TRECHO

(escala 1:2.000)

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 PERFIL DO TRECHO DA REDE INDICADO

Trocar por FIGURA com a tabela de cotas!

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3. ATIVIDADES NECESSÁRIAS (cont.)

 - TUBO DE QUEDA
 O traçado, em perfil, dos coletores define a necessidade de
colocação de tubo de queda, que ocorre sempre que a diferença
entre a cota de fundo do poço de visita, e a cota de chegada do
coletor no mesmo for superior ou igual a 0,50 m.

 Isso ocorre, geralmente, com coletores principais que se


desenvolvem em vias com baixa declividade, e que recebem
contribuições de coletores que percorrem vias com declividades
elevadas.

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3. ATIVIDADES NECESSÁRIAS (cont.)

 - LOCALIZAÇÃO DOS ÓRGÃOS DE TRAVESSIA


 A localização de tais órgãos, destinados a vencer obstáculos
constituídos por canais, túneis, etc., faz parte dos estudos de
traçado da rede coletora.

 - LOCALIZAÇÃO DE ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE


ESGOTOS
 Sua posição deve ser definida na fase de estudos preliminares, e
levada em conta na fase de elaboração do projeto da rede coletora

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3. ATIVIDADES NECESSÁRIAS (cont.)

 - LOCALIZAÇÃO DE ESTAÇÕES ELEVATÓRIAS DE ESGOTOS


  As estações elevatórias de esgotos são usadas quando:
 a) a topografia é tal que, para a obtenção das declividades
necessárias, os coletores devem ser aprofundados, torrando o custo
de construção elevado. A partir de certo ponto, no desenvolvimento
dos coletores, determinado através de análise técnico-econômica,
constroem-se estação elevatória de onde os esgotos são elevados
para cota mais favorável, e seguem seu trajeto por gravidade.

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3. ATIVIDADES NECESSÁRIAS (cont.)

 - LOCALIZAÇÃO DE ESTAÇÕES ELEVATÓRIAS DE ESGOTOS


 b) há necessidade de recalque dos esgotos para outra bacia.

 c) as canalizações de chegada de esgotos situam-se abaixo do nível
do corpo receptor, ou em cota tal que impeça o escoamento por
gravidade na Estação de Tratamento.

 - LOCALIZAÇÃO DE COLETORES TRONCOS


 O objetivo é sempre impedir o lançamento de esgotos em diversos
pontos do corpo receptor, e encaminhá-los a um único local de onde
será lançado após ser convenientemente tratado.

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3. ATIVIDADES NECESSÁRIAS (cont.)

 - LOCALIZAÇÃO DE EMISSÁRIOS
 Os emissários por recalque têm seu traçado definido a partir da
localização das estações elevatórias; os por gravidade são traçados
aproveitando-se, da melhor maneira possível, as condições
topográficas favoráveis.

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 Na planta fornecida, desenvolver o traçado da
rede de esgoto (sentido do escoamento e junção
de trechos com posicionamento adequado de PVs ou
TILs e TLs) : coletores, coletores troncos ou
interceptores, tubulação de recalque e
emissário.

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