Você está na página 1de 32

CONCEITUAÇÃO COGNITIVA

JUDITH BECK
 Fornece a estrutura para o entendimento
de um paciente pelo terapeuta.

 Qual é o diagnóstico do paciente?


 Quais são os seus problemas atuais?
 Como esses problemas se desenvolvem?
 Como são mantidos?
 Que pensamentos e crenças disfuncionais
estão associados aos problemas?
 Quais as reações (emocionais, fisiológicas
e comportamentais estão associadas ao
seu pensamento)?
O terapeuta levanta hipóteses

 Que aprendizagens e experiências


antigas (e talvez predisposições
genéticas) contribuem para os seus
problemas hoje.

 Quais são suas crenças.

 Que mecanismos melhores para


enfrentar estas crenças.
 Não é a situação em si que determina o
que as pessoas sentem mas antes o
modo como elas interpretam uma
situação.

 O modo como a pessoa sente está


associado ao modo como ele interpreta
e pensam sobre uma situação.
 O que importa é a percepção da situação.

 Identifica os problemas e avalia sua


validade.

 Se você verifica que sua interpretação é


errônea e você a corrige, você provavelmente
descobre que o seu humor melhora.

 Refletir racionalmente a respeito dos PAN

 CRENÇAS: idéias consideradas como


verdades absolutas.
 Atitude – é horrível ser incompetente.

 Regras / expectativas – eu devo


trabalhar o mais arduamente que perder
o tempo todo.

 Suposição – se eu trabalhar o mais


arduamente que puder, posso ser capaz
de fazer algumas coisas que as outras
pessoas fazem facilmente.
 Essas crenças influenciam sua visão
de uma situação, o que por sua vez,
influencia como ele pensa e
comporta.
Crença central

Crenças intermediárias (regras,


atitudes, suposição)

Pensamentos automáticos
 As interações com o mundo conduzem
determinados entendimentos ou
aprendizagens, suas crenças.

 Novas crenças mais embasadas na


realidade e funcionais podem ser
melhoradas e aprendidas através da
terapia.

 O terapeuta ensina o paciente a identificar,


avaliar, e modificar seus pensamentos a fim
de produzir alívio de sintomas.
 Crença central – Eu sou incompetente
 Crença intermediária – se eu não entendo
algo perfeitamente então sou burro.
 Pensamentos automáticos – isso é difícil
demais – jamais entenderei isso.

 Reação emocional  tristeza 


comportamental  fecha o livro 
fisiológica  pesa o abdômen.
 Como esse paciente veio parar aqui?

 Que eventos de vida (traumas,


experiências, interações, foram
importantes)?

 Como o paciente enfrentou sua


vulnerabilidade?

 Quais são seus pensamentos automáticos


e de que crenças motaram.
CONCEITUAR
 Como o paciente melhora esse transtorno?
 Quais foram os eventos de vida,
experiências e interações significativas?
 Quais são suas crenças mais básicas sobre
si mesmo, seu mundo e os outros?
 Quais são suas suposições, expectativas,
regras e atitudes (crenças intermediárias)?
 Que estratégias o paciente utilizou ao longo
da vida para lidar com essas crenças
negativas.
 Que pensamentos automáticos, imagens e
comportamentos ajudam a manter esse
transtorno.
 Como essas crenças em melhora interagem
com situações de vida para tornar o paciente
vulnerável ao transtorno.
 O que está acontecendo na vida do paciente
agora e como ele está percebendo isso.
1ª sessão
- diagnosticar é fundamental para
planejar o tratamento
1 – estabelecer confiança e rapport.

2 – socializar o paciente na TC.

3 – educar o paciente sobre seu transtorno,


sobre o modelo cognitivo, sobre o processo
de terapia.

4 – instaurar a esperança.
5 – extrair e corrigir se necessário a
esperança do paciente como terapia

6 – coletar informações adicionais sobre as


dificuldades do paciente

7 – utilizar essas afirmações para melhorar


uma lista de metas
Estrutura da sessão inicial

1 – estabelecer agenda
2 - fazer uma checagem do humor
3 – revisar brevemente o problema presente
4 – identificar problemas, estabelecer metas
5 – educar o paciente sobre o modelo
cognitivo
6 – identificar as expectativas do paciente
em relação à terapia
7 – educar o paciente em relação ao seu
transtorno
8 – estabelecer tarefas de casa
9 – prover um resumo
10 – obter feedback
 Suicídio – descobrir o que a deixa tão sem
esperanças e soldar essas desesperanças.

 Você deveria perguntar a si mesma o que


está passando pela sua cabeça quando o
seu humor mudar.
 A configuração que a pessoa tem de si
mesma, do mundo e futuro formam um
fluxo de pensamentos influenciando
diretamente suas emoções e padrões
comportamentais.
 As técnicas visam ensinar o cliente a
identificar, efetuar teste de realidade,
corrigir conceitos distorcidos e crenças
disfuncionais que predispõem ao
sofrimento e à depressão.
 Os clientes são levados a ouvir seu
“diálogo” interior, a conhecer e registrar
seus pensamentos automáticos e a
considerar fantasias e imagens intrusivas.
 Uso do pronome eu conduz a reconstrução
da identidade e da autoestima.

 O cliente deve passar a ver suas


afirmações como “teorias” sujeitas à
comprovação e não como verdade
absolutas.

 Porque você agiu assim nesta situação?


TCC DA DEPRESSÃO
- Delinear experiências específicas de
maneira a ensinar o cliente a:

 Monitorar os pensamentos automáticos


 Reconhecer as relações entre cognições,

afeto e comportamento
 Testar a validade dos pensamentos

automáticos
 Substituir os pensamentos distorcidos por
cognições mais realistas.

 Aprender a identificar e alterar as


premissas ou crenças que os predispõe a
distorcer suas experiências.

 Generalizar o aprendizado para outras


situações de vida a fim de garantir os
efeitos terapêuticos.
SESSÃO 2 EM DIANTE
1 – breve atualização e verificação do humor
2 – ponte com a sessão anterior
3 – estabelecer roteiro
4 – revisar a tarefa de casa
5 Discussão dos tópicos do roteiro,
estabelecimento de nova tarefa de casa e
resumos periódicos
6 – resumo final e feedback
 Paciente junto com terapeuta seleciona
um problema ou meta sobre o que
focalizar, começa a resolver problemas e
reforçar o modelo cognitivo e a
identificação de pensamentos
automáticos.
RELATÓRIO DE LIGAÇÃO DE SESSÃO

 Sobre o que nós falamos na sessão anterior, o


que foi importante? O que você aprendeu? (1
a 3 frases)
 Houve algo que incomodou você na nossa

última sessão? Qualquer coisa que você esteja


relutante em dizer?
 Como foi sua semana? Como estava seu

humor comparado a outras semanas?(1 a 3


frases)
 Alguma coisa aconteceu nessa semana
que seja importante discutir? (1 a 3
frases)

 Que problemas você deseja colocar no


roteiro? (1 a 3 frases)

 Que tarefa de casa você fez / não fez? O


que você aprendeu?
TERAPEUTA
 O que você assimilou da última semana?
O que foi importante?
 Agora nós deveríamos estabelecer o
roteiro para hoje.
 Que problema ou problemas deseja
focalizar hoje?
 Sobre o que nós deveríamos trabalhar
hoje?
 Perguntar sobre que itens do roteiro ele
quer começar.
 Por onde deveríamos começar?
 O que você aprenderá a fazer aqui na
terapia 1º é identificar os pensamentos
automáticos e então julgar por si mesma
se eles estão completamente corretos ou
se há alguma distorção neles. Qual a
evidência?
RESUMIR

 Deixa-me certificar de que eu entendi o


que você estava falando.
 Feedback e resumo final – tornar claro
para o paciente os pontos mais
importantes coberto durante a sessão de
um modo otimista.
 Deixa-me resumir o que nós vimos hoje.
 Pensamentos automáticos – são um fluxo
de pensamento que coexiste com um fluxo
de pensamento mais manifesto.
 Ex: “eu não entendo este texto”.
Responda à ele:
“eu de fato entendo alguma coisa dele,
deixe-me ler esta seção novamente”.
 A TC ensina ferramentas para avaliar estes
pensamentos de forma mais estruturada.
 Pensamentos automáticos podem ser
observados como “droga” ou “Qh não” ou
em forma de imagens.

TÉCNICA PARA MODIFICAR PENSAMENTOS


AUTOMÁTICOS
 O que está passando pela sua cabeça

agora?
 Faça essa pergunta quando você perceber

mudança ou intensificação do afeto.


 Faça o paciente descrever uma situação
problemática ou momento durante o qual
ele experimentou uma mudança de afeto e
faça a pergunta acima.
 Sobre o que você acha que estava

pensando?
 Você estava imaginando algo que poderia

acontecer ou lembrando de algo que


aconteceu?
 O que esta situação significa para você ou

diz para você?


EXPLICAR

 Sentimento é o que sente emocionalmente


como tristeza, raiva, ansiedade.

 Pensamento são as idéias que você tem.


Você as pensa em palavras, figuras ou
imagens.

Você também pode gostar