Você está na página 1de 19

Instituto Superior de Comunicação

e Imagem de Moçambique
Licenciatura em Contabilidade e Auditoria
Data: Março de 2020

NCRF 13
Activos Tangíveis
Imparidade de Activos

NCRF 18
Disciplina: Contabilidade Financeira II
Docente: MSc. Abílio Muchanga
Discente: Sidney Paz Simbine
Índice

Índice…………………………………...…..............……......
i
1. Norma ….……….………………………………. ...1

INDICE
1.1 Objectivo ………………………………………….....1
1.2 Âmbito …….………………………………………....1
2. Contextualização ......…………………………...…....2
3. Reconhecimento……………………………………....…4
4. Mensuração ……………………………………………6
5. Amortização …………………………………………..8
6. Imparidade ……………………………………………11
7. Divulgação …………………………………………….16
1 Norma
1.1 Objectivo
Esta norma tem como objectivo, estabelecer o tratamento
contabilístico dos bens tangíveis, nomeadamente no que se
refere ao seu reconhecimento como activos, à determinação das
suas quantias registadas e dos respectivos gastos com

NORMA
amortização e perdas por imparidade.  

1.2 Âmbito
Esta Norma deve ser aplicada na contabilização de activos
tangíveis, excepto quando outra Norma exija ou permita um
tratamento contabilístico diferente
2. Contextualização
2.1 Activo
É um recurso controlado por uma empresa como consequência de
acontecimentos passados e do qual seja esperado que fluam para a
empresa benefícios económicos futuros.

Contextualização
2.1.1 Activos tangíveis
Grupo de bens físicos e corpóreos que são utilizados na execução
das atividades da empresa.

2.1.1.1 Correntes
• Seja detido por uma empresa para a troca por outro;
• Usado para liquidar uma obrigação;
• Distribuído pelos detentores de capital; e
• Se espera que sejam usados ou consumidos durante um e único período
contabilístico.
2.1.1.2 Não correntes
• Seja detido por uma empresa para o uso na produção ou
fornecimento de bens e serviços, para arrendamento a outros, ou
para fins administrativos e
• Se espera que sejam usados durante mais de um período

Contextualização
contabilístico.

Exemplo:
• Imóveis (prédios, terrenos, edificações, propriedades);
• Máquinas, equipamentos e ferramentas;
• Móveis e utensílios;
• Veículos;
etc.
3 Reconhecimento
Um activo só é reconhecido no balanco quando:
1. for provável que benefícios económicos futuros fluirão para a
entidade; e
2. o activo tem um valor que pode ser mensurado com fiabilidade.

RECONHECIMEN
3.1 Reconhecimento pelo custos iniciais
Quando se adquire ou constrói um item do activo tangível, esses
custos devem ser agregados ao seu valor.

3.2 Reconhecimento pelos custos subsequentes


Com o uso, o item irá perdendo a sua capacidade em gerar
benefícios económicos a entidade, por isso deve ser
constantemente avaliado e contabilizado com base nessa avaliação.
3.2 Reconhecimento pelos custos subsequentes (cont.)
Os sobressalentes principais e equipamentos de reservas classificam
– se como activos tangíveis não correntes quando uma empresa
espera usá-los durante mais do que um período. Da mesma forma,
se os sobressalentes e os equipamentos possam ser utilizados em

RECONHECIMEN
ligação com o item do activo tangível não corrente, eles são
contabilizados como tal.

Equipamentos Sobressalente Equipamento


sobressalentes s principais de reserva
de serviços

Utilização
Consumíveis
durante mais
Utilização de 1 ano
Inventários em ligação
com ATNC Activo
Resultados tangível não
corrente
4 Mensuração
Um bem reconhecido como activo tangível, satisfazendo todos os
critérios para tal, deve ser mensurado pelo seu custo total (agregado
de elementos de custo) ou ainda pelo seu justo valor em caso de
troca por activo não monetário.

MENSURAÇÃO
Custo = preço de compra + direitos de importação +
direitos de compra não reembolsáveis + custos necessários
para o colocar em funcionamento + custos de
Mensuração desmantelamento e remoção relacionados com o bem –
inicial descontos e abatimentos

Justo Valor
4 Mensuração (cont.)
Uma entidade devera adoptar uma politica contabilística para a
mensuração de o seu activo nos períodos subsequentes ao
reconhecimento, podendo optar pelo modelo de custo ou o modelo
de revalorização de acordo com a norma.

MENSURAÇÃO
Modelo de custo

Mensuração
Subsequente Modelo de revalorização
5 Amortização
De acordo com a norma toda parte do activo tangível não corrente,
com valor significativo, deve ser amortizado e reconhecido nos
resultados de cada período contabilístico. Em caso de activos que
contenham partes com a mesma vida útil e o mesmo método de

AMORTIZAÇÃO
amortização poderão ser agrupados para efeitos de calculo do gasto
da amortização.

Vida útil
A vida útil de um activo é estimado com base no uso esperado, no
desgaste esperado do mesmo, alteração na procura do mercado e
limites legais no uso do mesmo.

Quantia amortizável
5.1 Métodos de amortização
O tratamento e cálculo das depreciações podem ser realizados utilizando
vários métodos, sendo que o método escolhido deverá reflectir o modelo
que se espera que os benefícios económicos futuros do activo sejam
consumidos pela entidade.

5.1.1 Método de Linha recta ou Quotas constantes

AMORTIZAÇÃO
Resulta de um débito constante durante toda a vida útil do activo se o seu valor
residual não alterar.

5.1.2 Método de saldo decrescente ou Quotas decrescentes


Resulta de débito decrescente durante a vida útil do activo; este método origina
um encargo maior nos primeiros anos e um encargo menor nos últimos anos.

5.1.3 Método das Unidades de Produção


Resulta num débito baseado no uso ou produção esperado, tem por base a
estimativa do número total de unidades que devem ser produzidas pelo bem a ser
depreciado.
 5.1.4Exemplos de amortização de activo
(Métodos de unidades de produção)
Uma máquina de lavar lençóis em uma Guest house tem a capacidade
máxima (estimada pela fabricante) de lavar 10.000 lençóis por ano. Após o
primeiro ano de operação a máquina lavou apenas 780 lençóis.

Pretende-se: Taxa de amortização da máquina para o referido periodo

AMORTIZAÇÃO
6 Imparidade
NCRF 13 refere que uma entidade deverá aplicar a NCRF 18 – Imparidade
de Activos (baseada na IAS 36), no sentido de rever a quantia registada dos
seus activos, como determina a quantia recuperável de um activo e quando
reconhece ou reverte uma perda por imparidade.

IMPARIDADE
Numa linguagem corrente, diz-se que um activo não corrente (tangível ou
intangível) está em imparidade quando a sua quantia recuperável é
inferior à quantia escriturada.

6.1 NCRF 18 Imparidade de Activos


Esta Norma tem como objectivo prescrever os procedimentos que uma
entidade deve aplicar para assegurar que os seus ativos sejam escriturados
por um valor não superior à sua quantia recuperável, isto é, à quantia
passível de ser recuperada através do uso ou da venda desses ativos.
6.1 NCRF 18 Imparidade de Activos (cont.)
Todos os ativos devem aplicar a NCRF 18 no registro contabilístico.
Entretanto, os ativos não correntes, tais como propriedades, máquinas e
equipamentos têm suas particularidades.

6.1.1 Identificação de um activo que possa estar em imparidade


6.1.1.1 Fontes externas 

IMPARIDADE
O valor de mercado de um ativo diminuiu;  mudanças no ambiente
tecnológico, de mercado, econômico ou legal, no qual a entidade opera ou
no mercado para o qual o activo é utilizado;

6.1.1.2 Fontes internas 


Obsolescência ou de dano físico de um ativo;  ter o activo que se torna
inativo;  existência de um plano para descontinuidade ou reestruturação na
empresa;  evidência proveniente de relatório interno que indique que o
desempenho econômico de um ativo é ou será pior que o esperado, como
estimativas internas de fluxo de caixa futuro, os orçamentos da empresa.
6.1.2 Mensuração da quantia recuperável

Quantia Quantia
escriturada do recuperável do Perda por
activo activo Imparidade

Justo valor - custo de

IMPARIDADE
vender; Valor de uso

6.1.3 Quantia recuperável de uma unidade geradora de caixa


Segundo a norma havendo desvalorização de um ativo, o valor recuperável
deve ser estimado individualmente, ou não sendo possível, cabe à entidade
identificar o menor grupo de ativos que geram entradas de caixa (qualquer
desvalorização relativa ao goodwill deve ser repartida entre aquela
atribuível à controladora e, aquela atribuível à participação minoritária).
6.1.3.1 Exemplo de uma unidade geradora de caixa

A VALE possui uma linha férrea privada para suportar as suas actividades
mineiras. A linha férrea só pode ser vendida pelo valor dos vagões e, não
gera influxos de caixa que sejam em larga medida independentes dos
influxos de caixa de outros activos da mina.

IMPARIDADE
Não é possível estimar a quantia recuperável da linha férrea privada porque
o valor de uso não pode ser determinado e é provavelmente diferente do
valor dos vagões por isso a entidade estima o valor recuperável da unidade
geradora de caixa a qual a linha férrea pertence, isto é, a mina no todo.
6.1.4 Exemplo de activo tangível não corrente em imparidade
Uma máquina de processamento de castanha Caju cujo valor ao final de um
exercício apresente o seguintes valores:
Valor original (custo de aquisição) 100.000,00
(-) Depreciação acumulada  41.666,67
(=) Valor contábilistico 58.333,33 

IMPARIDADE
Ao fazer o teste pelo valor líquido de venda, verificou que o valor de
mercado dessa máquina diminuiu mais do que o esperado (fim de produção
desse modelo pela fabricante e substituição por um novo modelo com
tecnologia mais avançada), assim a equipe de engenharia da AgroxMoz
avaliou o valor justo líquido de despesa de venda desse bem em por
exemplo: 45.000,00. E, o valor de uso como sendo: 46.333,33
Assim sendo, o bem está em imparidade ao valor de 12.000,00
6-12.000,00
a3-12.000,00
7 Divulgação
As divulgações a serem feitas no anexo e nas notas às demonstrações
financeiras são o seguinte:
Critérios de mensuração; método de depreciação; as reavaliações, as
alienações, os activos classificados como detidos para venda, as perdas por
imparidades e suas reversões e outras alterações.

DIVULGAÇÃO
Se os itens dos activos forem expressos por quantias revalorizadas, deve
divulgar ainda o seguinte:

A data da eficácia da revalorização; Se estiver ou não envolvido um


avaliador independente; Os métodos e pressupostos significativos aplicados
na estimativa do justo valor dos itens;
O excedente de revalorização, indicando a alteração do período e
quaisquer restrições na distribuição do saldo aos acionistas.
“Talvez não tenha conseguido fazer o melhor, mas lutei para que o melhor fosse
feito. Não sou o que deveria ser, mas Graças a Deus, não sou o que era antes”.

FIM
(Marthin Luther King)

Você também pode gostar