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PRINCÍPIOS DO DIREITO

TRIBUTÁRIO
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA
DO BRASIL DE 1988
• SEÇÃO II
• DAS LIMITAÇÕES DO PODER DE TRIBUTAR

• REGRAS PARA O LEGISLADOR E O APLICADOR

• GARANTIAS AO CONTRIBUINTE
LEGALIDADE
• CF. Art. 5º, inciso II - ninguém será obrigado a
fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em
virtude de lei;
• CF. Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias
asseguradas ao contribuinte, é vedado à União,
aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios:
• I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o
estabeleça;
LEGALIDADE
• CTN. Art. 97. Somente a lei pode estabelecer:
• I - a instituição de tributos, ou a sua extinção;
• II - a majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos artigos 21,
26, 39, 57 e 65;
• III - a definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o
disposto no inciso I do § 3º do artigo 52, e do seu sujeito passivo;
• IV - a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o
disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65;
• V - a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus
dispositivos, ou para outras infrações nela definidas;
• VI - as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de
dispensa ou redução de penalidades.
• § 1º Equipara-se à majoração do tributo a modificação da sua base de cálculo,
que importe em torná-lo mais oneroso.
• § 2º Não constitui majoração de tributo, para os fins do disposto no inciso II deste
artigo, a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo.
• CF. Art. 146. Cabe à lei complementar:

• I - dispor sobre conflitos de competência, em matéria tributária, entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios;

• II - regular as limitações constitucionais ao poder de tributar;

• III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre:

• a) definição de tributos e de suas espécies, bem como, em relação aos impostos discriminados nesta Constituição, a dos respectivos fatos
geradores, bases de cálculo e contribuintes;

• b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários;

• c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas.

• d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte, inclusive regimes
especiais ou simplificados no caso do imposto previsto no art. 155, II, das contribuições previstas no art. 195, I e §§ 12 e 13, e da
contribuição a que se refere o art. 239. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)

• Parágrafo único. A lei complementar de que trata o inciso III, d, também poderá instituir um regime único de arrecadação dos impostos e
contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, observado que: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42,
de 19.12.2003)

• I - será opcional para o contribuinte; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)

• II - poderão ser estabelecidas condições de enquadramento diferenciadas por Estado; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de
19.12.2003)

• III - o recolhimento será unificado e centralizado e a distribuição da parcela de recursos pertencentes aos respectivos entes federados será
imediata, vedada qualquer retenção ou condicionamento; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)

• IV - a arrecadação, a fiscalização e a cobrança poderão ser compartilhadas pelos entes federados, adotado cadastro nacional único de
contribuintes. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)

• Art. 146-A. Lei complementar poderá estabelecer critérios especiais de tributação, com o objetivo de prevenir desequilíbrios da
concorrência, sem prejuízo da competência de a União, por lei, estabelecer normas de igual objetivo.
ISONOMIA OU IGUALDADE
• CF  Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem
distinção de qualquer natureza, garantindo-se
aos brasileiros e aos estrangeiros residentes
no País a inviolabilidade do direito à vida, à
liberdade, à igualdade, à segurança e à
propriedade, nos termos seguintes:
ISONOMIA OU IGUALDADE
• CF.  Art. 150 II - instituir tratamento desigual
entre contribuintes que se encontrem em
situação equivalente, proibida qualquer
distinção em razão de ocupação profissional
ou função por eles exercida,
independentemente da denominação jurídica
dos rendimentos, títulos ou direitos;
ISONOMIA OU IGUALDADE
ISONOMIA OU IGUALDADE
• Capacidade de contribuição:
• CF. Art. 145. § 1º Sempre que possível, os impostos
terão caráter pessoal e serão graduados segundo a
capacidade econômica do contribuinte, facultado à
administração tributária, especialmente para
conferir efetividade a esses objetivos, identificar,
respeitados os direitos individuais e nos termos da
lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades
econômicas do contribuinte.
IRRETROATIVIDADE
• É o princípio de Direito Tributário que
estabelece que não haverá cobrança de
tributo sobre fatos que aconteceram antes da
entrada em vigor da lei que o instituiu.
• A irretroatividade tributária encontra seu
fundamento legal na Constituição Federal, em
seu art. 150, III, "a":
IRRETROATIVIDADE
• Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias
asseguradas ao contribuinte, é vedado à
União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios:
• III - cobrar tributos:
• a) em relação a fatos geradores ocorridos
antes do início da vigência da lei que os
houver instituído ou aumentado;
IRRETROATIVIDADE
• EM OUTRAS PALAVRAS : O princípio da
irretroatividade proíbe que os entes cobrem
tributos em relação a fatos geradores
ocorridos antes do início da vigência da lei que
os houver instituído ou aumentado. Portanto,
determina a irretroatividade da lei tributária.
A lei nova que institua ou aumente tributos
somente é aplicada aos fatos geradores
futuros.
IRRETROATIVIDADE
• Assim, a lei tributária não se aplica a fatos
geradores anteriores à data de sua publicação,
ou seja, a lei atinge somente fatos presentes e
futuros.
• O princípio da irretroatividade tributária
possui duas exceções previstas no artigo 106
do Código Tributário Nacional:
IRRETROATIVIDADE
• a) A lei tributária retroagirá quando for
interpretativa. Lei tributária interpretativa é
aquela promulgada para explicar uma lei
anterior. A lei deve ser materialmente
interpretativa.
• b) A lei tributária retroagirá quando for mais
benéfica para o contribuinte em matéria de
infração, desde que o ato não tenha sido
definitivamente julgado .
ANTERIORIDADE NORMAL
•  Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias
asseguradas ao contribuinte, é vedado à
União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios:
• III - cobrar tributos:
• b) no mesmo exercício financeiro em que haja
sido publicada a lei que os instituiu ou
aumentou;
ANTERIORIDADE NORMAL
•  Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias
asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
• III - cobrar tributos:
• § 1º A vedação do inciso III, b, não se aplica aos
tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, IV e V; e
154, II; e a vedação do inciso III, c, não se aplica aos
tributos previstos nos arts. 148, I, 153, I, II, III e V; e
154, II, nem à fixação da base de cálculo dos impostos
previstos nos arts. 155, III, e 156, I.  
ANTERIORIDADE NORMAL
EXCEÇÕES
• Imposto sobre Importação;
• Imposto sobre Exportação;
• IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados;
• IOF – Imposto sobre Operações Financeiras;
• Imposto extraordinário por motivo de guerra externa;
• Empréstimos compulsórios por motivo de guerra e
calamidade pública.
• Ou seja, os tributos listados acima poderão ser cobrados
no mesmo ano (exercício financeiro) em
• que foram instituídos ou aumentados.
ANTEIORIDADE ESPECIAL NOVENTENA
•  Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias
asseguradas ao contribuinte, é vedado à União,
aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios:
• III - cobrar tributos:
• c) antes de decorridos noventa dias da data em
que haja sido publicada a lei que os instituiu ou
aumentou, observado o disposto na alínea b;  
NÃO CONFISCO
• Sem prejuízo de outras garantias
assegurados ao contribuinte, é
vedado a união, aos estados, ao
distrito federal e aos municípios:
IV > Utilizar tributo com efeito de
confisco.
NÃO CONFISCO
• Confisco na idade média
NÃO CONFISCO NO BRASIL
NÃO CONFISCO
• Multa se enquadra nesse princípio??
LIMITAÇÃO DO TRAFEGO DE PESSOAS OU
BENS
• O princípio da não-limitação ao tráfego de bens e
pessoas (também conhecido como princípio da
ilimitabilidade ao tráfego), em Direito Tributário,
estabelece que o trânsito de pessoas e bens, entre
Municípios, Estados e o Distrito Federal, não pode
ser impedido por decorrência da imposição de um
tributo. Desta forma, o tráfego entre estas unidades
da federação não será fato gerador de qualquer
tributo. Possui seu fundamento legal na
Constituição, art. 150, V
LIMITAÇÃO DO TRAFEGO DE PESSOAS OU
BENS
• Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias
asseguradas ao contribuinte, é vedado à União,
aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
• (...)
• V - estabelecer limitações ao tráfego de pessoas
ou bens, por meio de tributos interestaduais ou
intermunicipais, ressalvada a cobrança de
pedágio pela utilização de vias conservadas pelo
Poder Público;
LIMITAÇÃO DO TRAFEGO DE PESSOAS OU
BENS
• Mas, em verdade, coibir a instituição de tributo que
contenha como elemento fundante a transposição de
fronteiras interestadual ou intermunicipal per se, sendo
permitida, por exemplo, uma “taxa municipal de turismo”,
em cidade litorânea, que se estruture como taxa de polícia,
como o caso do município de Bombinhas, no estado de
Santa Catarina; que, através da Lei Complementar n.
185/2013, instituiu a Taxa de Preservação Ambiental que,
resumidamente, cobra uma taxa objetivando a mitigação
de prejuízos de ordem ambiental provocados pelo elevado
volume de pessoas e veículos na temporada de verão.
LIMITAÇÃO DO TRAFEGO DE PESSOAS OU
BENS
• A propósito desse exemplo da TPA, na cidade
de Bombinhas-SC, a citação dos artigos 2º –
sobre o fato gerador – e 3º – sobre a base de
cálculo desse tributo – da LC n. 185/2013, cita-
se:
LIMITAÇÃO DO TRAFEGO DE PESSOAS OU
BENS
• Art. 2º: A TAXA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL
– TPA tem como fato gerador o exercício
regular do poder de polícia municipal em
matéria de proteção, preservação e
conservação do meio ambiente no território
do Município de Bombinhas, incidente sobre o
trânsito de veículos utilizando infraestrutura
física e a permanência de pessoas na sua
jurisdição.
LIMITAÇÃO DO TRAFEGO DE PESSOAS OU
BENS
• Art. 3º: A TAXA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL
– TPA tem como base de cálculo o custo
estimado da atividade administrativa em
função da degradação e impacto ambiental
causados ao Município de Bombinhas, no
período compreendido entre 15 de novembro
e 15 de abril do exercício seguinte.”
EQUIPE
• HENRIQUE
• JOCINEI
• LUCAS
• TONY