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Podas

• José Mauro Santana da Silva


Envassouramento (ramos epicórmicos)

ramos que brotam intensamente após a poda severa ou incorreta de um ramo


ou tronco. Este tipo de brotação compromete o desenvolvimento da árvore
Tronco Monopodial:
• quando cresce indefinidamente em altura,
originando troncos verticais retos. Ex:
Araucária e Eucalipto
Troncos Simpodiais:
• quando seu crescimento é limitado, não
ocorrendo crescimento linear em altura.
Ocorre nas árvores em geral.
• A árvore apresenta ramos com crescimento
plagiotróico quando horizontalmente ou
obliquamente, como no flamboyant.
• A árvore apresenta ramos com crescimento
ortotrópico quando crescem para o alto, como
nas araucárias e ipês.
• Primeira Galhada: Ramos que derivam diretamente do
tronco e que dão origem à
segunda galhada.

• Segunda Galhada: Ramos que derivam diretamente da


primeira galhada e que dão
origem à terceira galhada.

• Terceira Galhada: Ramos que derivam diretamente da


segunda galhada
Base dos Ramos
Reações à perda de galhos
• A maioria das espécies possui mecanismos para
reagir a estes traumas, sendo a rejeição dos
galhos o fato mais comum.

• Neste caso, reações químicas nas células do


tronco e da base do galho criam barreiras que
visam impedir o avanço dos organismos
degradadores da casca e lenho (fungos e
bactérias) dos galhos para o lenho do tronco.
A compartimentalização
• visa criar no interior do tronco barreiras para
evitar o crescimento dos fungos degradadores.

• O processo que compartimentalização não é


igual para todas as espécies, segue, no entanto
um modelo básico constituído de quatro etapas
Reação 1:
• As células antes de perderem sua função
(vida) ou as próximas de uma lesão alteram
seu metabolismo, passando a produzir
taninos, para dificultar a dispersão de
patógenos.
Reação 2:
• Os vasos que dão acesso aos galhos são
bloqueados. Em coníferas, como na Araucaria
angustifolia, em Pinus taeda , em P. elliottii,
etc. os traqueideos são bloqueados com
resinas.

• Em folhosas gomas são produzidas


Reação 3:
• Aumenta a atividade metabólica das células
adjacentes à lesão. As células são enriquecidas
com açúcares

• As substâncias maiseficientes para conter o


avanço dos fungos são polifenóis denominados
de flavanóis
Reação 4:
• As células do câmbio e parênquima floemático
se multiplicam em velocidade maior,para
recobrir a lesão.

• Ricas em suberinas, estas células se protegem


eficientemente contra o avanço dos fungos,
O núcleo nodoso
conclui-se que todos os galhos por menores que
sejam, deixam uma marca no tronco.
• Se, no entanto o galho tiver maior dimensão,
haverá localizadamente um desvio acentuado
da grã, que no processo de beneficiamento
produz um defeito da madeira denominado
grã rasgada
• Nas espécies com compartimentalização prévia, a
base dos galhos vai sendo enriquecida com
resinas, que além das alterações de grã,
provocam alterações de cor na madeira.

• As bases dos galhos assim incorporadas no lenho


recebem o nome de nós vivos ou nós firmes, por
estarem intimamente ligados ao lenho adjacente
• Como os restos da base dos galhos mortos
tem cor escura, estes nós recebem o nome de
nós mortos, nós soltos ou nós pretos
• Se os tocos inclusos sofreram processo de
decomposição por fungos e insetos, não
apresentando mais uma estrutura maciça,
recebem a denominação de nós cariados.
• Toda árvore tem, portanto, se atingida idade
suficiente, quatro regiões dentro do tronco

• . a região mais central dos nós vivos ou


verdes;
• . a região dos nós mortos, pretos ou soltos;
• . a região de oclusão;
• . a região de madeira limpa (clear).
Época da Poda
• Deve ser realizada preferencialmente nas
ocasiões em que atividade metabólica da
árvore é menor.
• três grupos básicos de árvores, classificadas
de acordo com o fenômeno da queda de
folhas nas espécies decíduas, sendo
imprescindível o conhecimento prévio da
espécie e seu ciclo antes da execução da poda:
Espécies de folhas caducas
• de repouso, vegetativo verdadeiro ou real, que
são aquelas árvores que perdem as folhas no
outono-inverno, ficando reduzidas ao seu
esqueleto – para, em seguida, iniciarem o
pleno desenvolvimento vegetativo, como o
início do crescimento das novas folhas,
ocasião acertada para podá-las.
aparente repouso vegetativo
• Também desprendem as folhas no outono-
inverno para, em seguida, iniciarem a
produção de botões florais. Caso a poda
ocorra durante aquela aparente repouso,
haverá alteração em seu ciclo produtivos, com
desgaste da planta e possibilidade de
ocorrência de morte prematura
folhagem persistente ou semi-caduca

• Cuja renovação se faz ao longo do ciclo


produtivo.
No estado de São Paulo,
• salvo em anos atípicos, o período de poda
para a maior parte das espécies concentram-
se nos meses de Abril a Setembro, sendo
aconselhável deixar mais para o final do
período
Rigor da Poda
• Tem-se como regra básica a retirada de até
1/3 do volume das copas, redução está que

• nunca deve ter a mesma intensidade em anos


seguintes.
TIPOS DE PODA
• Poda correta: Quando o corte do ramo é realizado no local
correto, ocorre a “cicatrização” da lesão,

• Poda incorreta: O corte realizado no local incorreto poderá


resultar no “envassouramento” que enfraquece o ramo ou
tronco podado e a própria árvore.

• Por outro lado, o corte muito rente ao tronco, retirando a


“crista” e/ou o “colar” impedem a “cicatrização”, causando o
desenvolvimento dos tecidos, prejudicando severamente
• árvore.
Poda de formação:
• realizada basicamente no viveiro ou no local
de plantio definitivo, aplicado apenas nas
mudas e na fase jovem da planta para retirada
de “brotos ladrões” para condução do formato
da árvore
Poda de limpeza ou manutenção
• retiradas de galhos doentes ou mortos que
perderam sua função na copa da árvore.
Poda Programada
• programação deverá obedecer ao ciclo
biológico de cada espécie
Poda de segurança
• adequar a disposição dos ramos quando o
objetivo é:

• livrar a fiação elétrica em situações críticas


como chuva forte, vendaval, entre outras que
• possam causar acidentes e comprometer o
fornecimento de energia elétrica.
MODALIDADES DE PODA
• Poda em V/U
• Como conseqüência da poda do exemplo
anterior, a copa se recompõe fechando por
• sobre a fiação, formando uma zona de
sombreamento onde não há brotações,
resultando no espaço por onde passará a
fiação
Poda de afastamento lateral
• Caráter emergencial, visando liberar postes e
a rede secundária de distribuição.

• A árvore que sofreu este tipo de intervenção


deve passar por outra poda de caráter
corretivo, visando minimizar e/ou restaurar
sua conformação.
Rebaixamento de copa
• Poda drástica. Só deve ser utilizada quando há
risco de queda pois é bastante prejudicial.
procedimentos recomendados para o corte
de galhos
• Ramos grandes
RAMO PEQUENO:
RAMO ALTO:
RAMO VERTICAL:
Segurança do Trabalho
Pequeno porte
Médio porte
Recomendações sobre o abate de árvores