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RELAÇÕES INTERPESSOAIS E

SEUS DESAFIOS

Construindo sua identidade a partir dos


relacionamentos interpessoais, experimentados na
família, nas amizades e no namoro.
RELAÇÕES
INTERPESSOAIS

RELAÇÃO
INTRAPESSOAL
Relação Intrapessoal

Refere-se ao ser interno (os


desejos, as angustias,
percepções, os conflitos, as
alegrias), ou seja tudo que se
relaciona aos próprios
sentimentos.

A partir dos estímulos internos é


que nos mostramos ao mundo.

A relação consigo mesmo é de


extrema importância. Pode-se
dizer que é o nosso alicerce.
• Fiquei muito triste quando a Alegria deixa a Tristeza pra trás. Eu achei a Tristeza fofa,
fiquei com pena dela. A gente tem a Alegria e a Tristeza dentro da gente. Não dá pra
esconder a Tristeza, né, mãe? A gente precisa aprender a falar o que sente ao chorar.
Qual a percepção que temos de nós mesmos?

Qual a imagem que passamos para as


pessoas?

O que o nosso comportamento nos


traz como consequências?
QUAL A PERCEPÇÃO QUE TEMOS DE NÓS MESMOS?

• QUEM EU SOU?
• O QUE EU SEI DE MIM?
• QUE IMAGEM TENHO DE MIM
Como está a minha relação
intrapessoal?
AUTOIMAGEM

• COMPOSTA DE : Autoconceito = conhecer-se = lógico


• Autoestima = amar-se = afetivo (emocional)

• Minha autoimagem se faz no cuidado, no afeto que eu recebi na primeira infância. Se


fecha o sentimento de ser amado;
• Depois o sentimento de ser importante. O quanto eu me sinto uma pessoa
importante, que faço a diferença, o quanto eu sou importante para o outro.
• Nesta fase importância do Feedback e dos limites.
AUTOCONHECIMENTO
FEEDBACK = Ajudar o outro a crescer
Eu formo a minha imagem a partir do que os outros dizem, falam para mim.
O que as pessoas falam de mim irá formar a minha imagem, de uma forma saudável ou
patogênica.
Se as pessoas significativas em minha vida não souberem me dar feedbacks eu posso
formar uma Baixa auto estima ou um ego inflado. Um conceito equivocado de mim
mesmo
CONHECIMENTO DE SI
• Primeira infância + ou _ 7 anos – Criança centrada nela = Egocentrismo = tudo é meu
• Aos 8 a criança sai Egocentrismo para o Altuísmo = começo a reconhecer o outro, a
me relacionar e dividir minhas coisas
• Todavia se eu não fechei o sentimento de ser amado e de ser importante eu não
migro para o Altruísmo mas sim para o Egoísmo
• Meu Eu não foi alicerçado
• Ego = instância que diz o quanto eu sei de mim, a clareza que tenho de mim.
Reconheço quem sou, sei interpretar minhas emoções.
• Não sei responder quem sou EU ou sei de forma Equivocada.
• Esta dinâmica é fundamental para que haja autoconhecimento. Pedir que cada aluno
desenhe a si mesmo numa folha de papel, escrevendo ao lado dos olhos as 3 coisas
que mais gostaria de ver; da boca as 3 coisas que mais gosta de falar; dos ouvidos
as 3 coisas que mais gostaria de ouvir; das mãos as 3 coisas que mais gostaria de
fazer; dos pés as 3 coisas que mais gostaria de pisar, pois são as que você mais
detesta. Ao término do desenho com as 3 coisas do lado de cada parte do corpo,
abrir espaço para que cada um que desejar fale um pouco do seu desenho e suas
escolhas, então, perguntar a todos o que acharam. A atividade foi difícil ou fácil? O
que achou ao desenhar e descrever tais coisas? Desenvolver um debate de
autoconhecimento. http://psicopedagogia-online.blogspot.com.br/2009/10/psicologia-
social-e-dinamicas-de-grupo.html
SINAIS DE EGOISMO
• 1º) PERFECCIONISMO: busca do reconhecimento. A criança fica buscando o
Feedback não recebido para saber quem ela é. Busca imagens em seu inconsciente
tipo: ou sou muito feio, ou muito burro, ou fiz algo errado porque nunca sou elogiado.
Como não sabe bem o que acontece começa a fazer tudo melhor possível (buscando
reconhecimento que não vem).
• Isto lhe traz muito sofrimento. Perfeccionista exige muito de si, nada é bom suficiente.
Exige muito de si e também muito do outro fazendo quem está ao redor dela sofrer
muito também.
• 2º) ORGULHO: a pessoa se acha muito, é arrogante. Se utiliza destes mecanismos
para que o outro não tenha acesso ao seu interior, dentro dele há sofrimento, há
fragilidade.
SINAIS DE EGOISMO

• 3º HIPERATIVIDADE: Quando a criança não recebe Feedback, alguém sinalizando e


fazendo a entender o que se passa dentro dela quando ela fica com raiva, quando sente
medo, angustia, tem perdas, sente culpa, etc.....ela não tendo a estrutura formada para
interpretar tais acontecimentos que mexem e a fazem ter sentimentos e comportamentos
que não agradam aos adultos e nem a ela....tudo isto fica sem entendimento e sem
organização interna. Sem referencias adequadas ela cresce cronologicamente mas não
afetivamente. Aprisiona em uma sala, sem portas e sem janelas), dentro dela os fantasmas
das coisas não entendidas. Tudo fica bem guardado e quando adulta cria barreiras para
que as outras pessoas não tenha acesso ao seu interior com medo que estas coisas mal
resolvidas (estes fantasmas) possam escapar da sala se alguém tiver acesso mesmo que
seja apenas por uma frestinha. Ter muitas coisas para fazer ajuda a não parar para não
pensar sobre ela e não dar acesso aos outros de entrarem, está sempre muito ocupada.
MATURIDADE
• Para entender o que está acontecendo dentro de mim, conseguir sair de mim, saber
me colocar no lugar do outro eu preciso de MATURIDADE. Quando já estabeleci uma
boa relação comigo mesmo, consigo perceber o outro dai começo a desenvolver algo
chamado EMPATIA
• EMPATIA = A CHAVE PARA BONS RELACIONAMENTOS
Preciso ter conversa OLHO no OLHO
CONSTRUIR UMA IDENTIDADE
Tarefa importante na adolescência
Construir uma identidade implica em definir quem a pessoa é, quais são seus valores e
quais as direções que deseja seguir pela vida.
A identidade é uma concepção de si mesmo, composta de Valores, Crenças e Metas.
Com as quais o indivíduo esta solidamente comprometido.
A formação da identidade recebe influência de fatores intrapessoais (as capacidades
inatas do individuo e as características adquiridas da personalidade), de fatores
interpessoais (identificações com outras pessoas) e de fatores culturais (valores sociais
a que uma pessoa está exposta, tanto globais como comunitárias)
SENTIMENTO DE IDENTIDADE PESSOAL
• Se dá de duas formas:
• 1ª perceber-se como sendo o mesmo e contínuo no tempo e no espaço;
• 2ª é perceber que os outros reconhecem essa semelhança e continuidade;

• Quanto + desenvolvido o sentimento de identidade + o individuo valoriza o modo em


que é parecido ou diferente dos demais e + claramente reconhece suas limitações e
habilidades.
• Quanto menos desenvolvido está a identidade, mais o indivíduo necessita o apoio de
opiniões externas para avaliar-se e compreende menos as pessoas como distintas.
• Problemas de comportamento ocorrem muitas vezes durante este processo.
• Todavia existem estudos que mostram que os problemas permanecem com aqueles
que não conseguiram passar por esta construção.
DIMENSÕES PARA FORMAÇÃO DA
IDENTIDADE
• 1ª Exploração ou crise
• 2ª Comprometimento

• 1ª Período de tomada de decisão entre antigos valores são reexaminados, podendo


ser de forma tumultuada ou ocorrer de forma gradual,
• 2ª Na segunda dimensão se supõe que o individuo tenha realizado uma escolha
relativamente firme, servindo como base ou guia para sua ação.
• O resultado esperado, desejado da exploração (crise) é o comprometimento com
algum papel específico, alguma determinada ideologia
CRISE NA FAMILIA
Familia ambiente onde pessoas são treinadas para viver em sociedade
Para cumprir o que a sociedade diz mas também para fazer mudar a sociedade, fazer a
sociedade progredir;
O individuo é formado na família: cada pessoa é única
Crianças que viveram com animais se comportam como animais – depois de um tempo
não conseguem mais aprender ser humano. Porque existem um tempo. Um tempo em
que o ser um humano é mais susceptível para imprimir em nós os comportamentos
humanos.
• Na crise atual da família existe um conjunto de pais que não conseguem instalar,
inscrever os princípios mínimos de moralidade nas crianças.
• Na adolescência (na 1ª dimensão Exploração(crise)), acontece o afastamento dos
pais, surge a importância de definir papéis;
• Há necessidade de aprender a lidar com as más inclinações (egocentrismo), inibir
ações e desejos.
O Lobo
- Trecho de um livro de Billy Graham
- Ilustração de Gavin Aung Than
• Preciso portanto aprender a lidar com meus desejos, saber inibir a ação:
• Ex: As vezes temos vontade de agredir alguém mas porque não executo meu desejo?
• Há uma distância entre a minha vontade e a minha atitude;
• Porque foi inscrito em mim a consciência MORAL
• Quem a inscreveu? Minha família
• Se minha família não me disser o que praticar injustiças é mau, se ela não inscrever em
mim esta consciência, estes anteparos psicológicos e emocionais meu desejo irá para a
ação.
• Se eu não tiver este conjunto de normas claras inscritas em mim eu vou para ação, serei
guiado pelos meus instintos
• Assim agem os psicopatas onde os códigos morais não foram inscritos, ele mata sem culpa.
PORQUE ACONTECEU ISTO COM AS
FAMÍLIAS?
• As famílias das gerações passadas tinham modelos antigos e quiseram passar por
uma transformação para um modelo mais atualizado;
• Todavia ao assumir um modelo novo descartaram tudo o que as famílias das
gerações passadas haviam ensinado:
• Havia coisas ruins: machismo, crianças espancadas, mulheres não tinham valor,
etc...
• As mães antigamente não tinham muito tempo para escutar tinham muito filhos, não
dava para ser tão amiga como hoje;
• Mas havia coisas boas. Mas ao invés e olhar para ver o que estava funcionando até
aqui, olhar o que não funciona e modificar o que não funciona e ficar com o que
funciona. Não jogaram tudo fora.
• Nas gerações passadas, pais tinham pouca ou quase nenhuma instrução, eram em
sua maioria analfabetos.....mas existia respeito. Havia uma hierarquia Pai, mãe,
filhos...todos sabiam os seus papeis...
• Pai é Pai
• Mãe é mãe
• Filho é filho
• Isto instala na criança uma ordenação psíquica, sentimento de ordem, desempenho
de papéis.
• Hoje está tudo confuso
• Dizem todavia alguns estudiosos que tudo bem:
• Sempre que se começa algo novo há erros, para depois acertar,
• Ex; Radiação .....já matou muita gente
• Mas hoje salva muitos
• Assim também acontece com esta nova cara da família
PROMESSA DA NOVA FAMILIA
Meus filhos serão + felizes, terão diálogo, terão acesso as coisas que eu não tive;

Mas neste desejo de atualizar a família houve uma decisão que fez ruir este projeto:

• Os pais tomaram uma decisão: Meus filhos não irão passar pelo que eu passei

• Porque não passar pelo que eu passei significa não inscrição das leis da moral;
• Na ânsia de querer uma família melhor do que tivemos conseguimos gerar a geração + Suicída da
era humana a + depressiva + viciada + incapaz + frustrada
• O novo modelo não funcionou
• Precisa rever e trazer de volta para este novo modelo o que funcionada no modelo anterior.
• É necessário que as famílias consigam novamente inscrever em seus filhos as instâncias
psicológicas da moralidade e dos afetos.
• Os jovens precisam entender que para que se alcance algo é necessário passar por
etapas, executar um conjunto de tarefas
• Ao realizar desejos dos filhos e pagando as contas os pais serão apenas mediadores,
facilitadores, não educadores que é seu papel. O papel da família não é realizar desejos é
ensinar a andar na vida.
• Precisam aprender a suportar a frustração para dar conta da vida e não desistir logo na
primeira crise, Se não frustramos expectativas a gente não treina as pessoas a se
frustrarem com as expectativas frustrantes da vida
• A família precisa a ajudar a criar as habilidades para andar na vida, ter o olhar para o
futuro e não para o presente
• Importância de fazer conhecer a Deus
• Onde em um mundo instável líquido em constante transformação ´Deus é estável é
constante é fiél.
• A família precisa ensinar a seus filhos que ele é importante (sem inflar o ego), nas
relações diárias que transmito a meus filhos que eles são importantes.
• Familia lugar de esperança
• O que tenho feito pela minha familia
• A Familia tem um papel: Desenvolver virtudes, princípios, moralidade, apresentar a
Deus e isto é um processo. Todos temos um objetivo grande é o de SERVIR.
• Uma tarefa para TODOS
RELACIONAMENTO INTERPESSOAL

Preciso me conhecer e ter uma boa autoestima para me relacionar bem com outros.
• Qualidade da relação com os pais ligado diretamente a capacidade de integração de
diferentes em diferentes ambientes por parte dos jovens
• Quando falamos de Relações Interpessoais, estamos falando da construção de
identidade e da personalidade do ser humano. A forma como você reage às pessoas,
como interagem com elas, suas emoções, ações e atitudes quanto às pessoas nas
quais você se relaciona, é o seu relacionamento interpessoal. É através desses
relacionamentos que conhecemos melhor os outros e a nós mesmos.”
COMUNICAÇÃO

 Os jovens da Geração “Y” entram em conflito com outras gerações, porque para
eles, comunicação é comunicação, independentemente do meio utilizado.
SOBRE A GERAÇÃO “Y”
 Acham normal falar de projetos com seu chefe via mensagens de texto, e-mail ou
instant messaging, como se estivessem falando pessoalmente. Eles se recusam a
se comunicar de outra forma que não a eletrônica porque realmente
acreditam que dá no mesmo.

 Por um lado, a preferência por meios digitais facilita a comunicação, o que, em


teoria, favorece o desempenho em relação ao tempo. Por outro lado, perdemos a
oportunidade de desenvolver e aprimorar habilidades linguísticas básicas, como
compreender sinais de comunicação verbais, não verbais e construir
relacionamentos reais.
COMUNICAÇÃO

 A preferência pela comunicação rápida acaba gerando mal-entendidos que afetam


o desempenho em geral.
SOBRE A GERAÇÃO “Y”
 Além disso, é muito difícil para eles se separarem de seus aparatos eletrônicos
para realizar trabalhos que não exigem, ou não permitem proximidade com eles.

 Nunca viveram sem computadores, e-mail ou celulares.

 Não sabem o que é a vida sem mensagem de texto, google ou Wikipedia.

 Os encontros no Facebook e na internet substituíram os encontros entre


desconhecidos.
COMUNICAÇÃO

 Construímos relacionamentos nos comunicando com os outros, da forma que


for.
SOBRE A GERAÇÃO “Y”
 Embora tenhamos nascido todos com potencial de Inteligência Emocional, nossa
criação, nosso meio e experiência na vida influenciam seu desenvolvimento.

 Um quociente maior de Inteligência Emocional contribui para melhores


relacionamentos e aumenta:
 Autoconsciência – saber e entender o que vivemos.
 Autocontrole – administrar e expressar nossas emoções de forma
socialmente adequada.
 Motivação – canalização correta da energia de vida.
 Empatia – interessar-se pelos sentimentos dos outros.
 Aptidão Social - influenciar e servir de exemplo, saber administrar conflitos
e trabalhar em equipe.
COMUNICAÇÃO

 Assim sendo, pessoas emocionalmente inteligentes são indivíduos que trazem


energia para os outros por seu entusiasmo, exemplo, capacidade de reflexão em
SOBRE A GERAÇÃO “Y” situações críticas, empatia com as pessoas e poder de administrar emoções de
forma socialmente adequada.

 Essas características se desenvolvem a partir de experiências e observações


provenientes de interações sociais, sejam positivas ou negativas, e
autoconhecimento para aperfeiçoar a autoconsciência.

 A tecnologia contribuiu para um problema que tem o potencial de impedir o


crescimento da Inteligência Emocional:
 Enviamos mensagens de texto em vez de ligarmos para as pessoas;
 Mandamos e-mails em vez de nos encontrarmos pessoalmente;
 Jogamos videogame em vez de jogarmos futebol;
 Dizemos feliz aniversário via Facebook em vez de cantarmos parabéns e
abraçarmos o aniversariante.
COMUNICAÇÃO

 Além disso, nos tempos da comunicação, enfrentávamos os problemas


diretamente, o que nos dava a capacidade de solucionar conflitos e ver as questões
SOBRE A GERAÇÃO “Y” em perspectiva, fatores que contribuem para o desenvolvimento da Inteligência
Emocional.

 Na comunicação digital, é fácil se desligar do mundo quando a pressão aumenta, e


aí não sofremos as consequências de nossos atos e perdemos a oportunidade de
aprender com nossos erros e aumentar nossa Inteligência Emocional.

 Na verdade, a internet serve como máscara de anonimato. As pessoas podem


criar a personalidade que quiserem e apresentar esse “personagem” ao mundo.
Isso acaba sendo uma brincadeira bastante sedutora para crianças e adultos, daí as
constantes notícias de coação e fraude.

 Essa é a geração do exibicionismo tecnológico.


COMUNICAÇÃO

 A Geração “Y” foi superestimulada desde sempre, por isso sentem-se mal quando
SOBRE A GERAÇÃO “Y” são pouco estimulados. Estão habituados a usar várias formas de mídia ao mesmo
tempo. As informações entram na mente dos jovens “Y” na velocidade da luz, e
eles têm uma boa receptividade, reunindo quantidade enorme de informações em
pouquíssimo tempo.

 Estão acostumados com multiprocessamentos e multitarefas, e são mais eficientes


nessa área do que qualquer outra geração. Sentem-se muito à vontade recebendo
e enviando diversas formas de informação simultaneamente.
COMUNICAÇÃO

 Três desafios do estilo de comunicação da Geração “Y”:


SOBRE A GERAÇÃO “Y”  Preciso agora! Costumam se aborrecer e perder a paciência pela velocidade
da comunicação.
 O fim do contato pessoal – as regras de etiqueta social mudaram bastante. A
linguagem corporal, o contato visual e a importância do tom para expressar
sentimentos foram sobstituidos por abreviações, letras maiúsculas e
conversas picotadas sem final definido.

 Barreiras linguísticas: tchau, adios, bye, té. A formalidade linguística (gramática,


ortografia e conversas pessoais) já não é uma necessidade para essa geração.
SOBRE A GERAÇÃO “Y”
RELACIONAMENTOS
ENTREVISTA
RELACIONAMENTOS

1. QUAL A IMPORTÂNCIA DA AMIZADE E DO TRABALHO EM EQUIPE


PARA A GERAÇÃO “Y”?

2. EM QUE ELA É DIFERENTE DAS DEMAIS GERAÇÕES EM TERMOS DE


RELAÇÕES?

3. COMO SÃO A IDADE ADULTA, O CASAMENTO E OS FILHOS?


RELACIONAMENTO

SOBRE A GERAÇÃO “Y”

A interdependência é uma necessidade essencial do ser humano tanto quanto a


autossuficiência. O homem é um ser social.
Mahatma Gandhi
RELACIONAMENTO

 A amizade tanto no trabalho quanto fora do trabalho, e o relacionamento pessoal


são aspectos fundamentais de nossa vida.

SOBRE A GERAÇÃO “Y”  A Geração “Y” dá mais valor a seus relacionamentos do que ao trabalho e outros
compromissos.

 Por isso sentem-se mais à vontade em atividades que envolvam contato social.
Com os avanços tecnológicos, qualquer um entra em contato com quem quiser em
questão de segundos. Por isso, a distinção entre horário de trabalho e horário
pessoal se perdeu.

 Devido à socialização eletrônica, essa é a primeira geração a conseguir manter


grandes amizades independentemente do tempo, da distância ou da localização.

 Para os jovens da Geração “Y” trabalhar em equipe com uma meta em comum é a
coisa mais natural do mundo. Nasceram e se desenvolveram vivendo essa
experiência.
RELACIONAMENTO

 Essa é a Geração que:


SOBRE A GERAÇÃO “Y”  Começou a ter contato social antes mesmo de aprender a falar;
 Ênfase em atividades extracurriculares;
 Aprendeu que é bom falar abertamente em contextos sociais;
 Idade adulta: casamento tarde, filhos tarde, mais tempo com amigos e
cônjuge antes de ter filhos.
 Os relacionamentos podem começar e dar certo sem contato pessoal, via
meios digitais.
 Deixará o trabalho se suas necessidades de contato social não forem
atendidas.
 Aceitação de culturas, estilos de vida e backgrounds diferentes.
 Sem qualquer tipo de preconceitos e alto nível de consciência social.
 Alto nível de fidelidade aos amigos, mas, não tem fidelidade para com a
empresa.
 Exigência sobre a flexibilidade em tudo.
SOBRE A GERAÇÃO “Y”
ÉTICA
ENTREVISTA
ÉTICA

1. DE ONDE SURGE O DESENVOLVIMENTO DA ÉTICA?

2. EM QUE DIFERE A ÉTICA DA GERAÇÃO “y”?

3. O QUE CONFIABILIDADE, DEDICAÇÃO, INTEGRIDADE,


ADAPTABILIDADE, LEALDADE, BUSCA DE REALIZAÇÃO, MOTIVAÇ
ÃO, RESPONSABILIDADE TÊM EM COMUM?

4. COMO É A ÉTICA DA GERAÇÃO “y”?

5. ONDE FOI O NOSSO ERRO?


ENTREVISTA
ÉTICA

1. DE ONDE SURGE O DESENVOLVIMENTO DA ÉTICA?

2. EM QUE DIFERE A ÉTICA DA GERAÇÃO “y”?

3. O QUE CONFIABILIDADE, DEDICAÇÃO, INTEGRIDADE,


ADAPTABILIDADE, LEALDADE, BUSCA DE REALIZAÇÃO, MOTIVAÇ
ÃO, RESPONSABILIDADE TÊM EM COMUM?

4. COMO É A ÉTICA DA GERAÇÃO “y”?

5. ONDE FOI O NOSSO ERRO?


ÉTICA

 Essa geração é bastante diferente em relação à ética:


SOBRE A GERAÇÃO “Y”  Horários flexíveis;
 Trajes informais;
 Reuniões digitais;
 Primeiro a diversão depois o trabalho;
 Infidelidade à permanência na organização;
 Alto nível de necessidade de feedback e reconhecimento;
 Querem ser reconhecidos pelo que têm a oferecer e, ao mesmo tempo, ser
respeitados por sua plenitude e filosofia de que o trabalho faz parte da vida,
mas não é a vida.

 A ética profissional desenvolve-se a partir da educação, do estilo de vida e da


cultura de uma geração.
ÉTICA

 O que confiabilidade, dedicação, integridade, adaptabilidade, lealdade, busca


de realização, motivação, responsabilidade e trabalho duro têm em comum?
SOBRE A GERAÇÃO “Y” São características evidentes em quem tem ética profissional.

 Para os “Y” a ética é diferente. Preferem trabalhar do seu jeito, o que lhes dá a
fama de indolentes e desqualificados.

 Para eles, confiabilidade, responsabilidade e lealdade, podem se destacar em seus


relacionamentos e compromissos pessoais, enquanto outras características como
dedicação e busca de realização se detacam mais durante o horário de trabalho.

 Falam o que pensam, não se restringem aos limites estabelecidos pelas empresas e
esperam que seus empregadores mudem de acordo com suas necessidades.
ÉTICA

 A Ética da Geração “Y”:


SOBRE A GERAÇÃO “Y”  A vida em primeiro lugar;
 Indistinção entre horário de trabalho e horário de lazer = integração entre a
vida profissional e a vida pessoal;
 Segue regras que funcionam e estabelece as próprias regras;
 Respeito só quando merecido;
 Talento = promoção;
 Horário de trabalho indefinido;
 Quando terminar o trabalho, posso ir embora, mesmo que seja antes das seis;
 Preferência por contato virtual;
 Veste a camisa quando necessário;
 Espera que a empresa mude de acordo com suas necessidades.
ÉTICA

 Toda geração desenvolve sua ideia do que funciona com base nas reações e
experiências de quem a criou.
SOBRE A GERAÇÃO “Y”
 A geração “Y” foi criada pelos Boomers e pelos membros mais velhos da Geração
“X”, cuja prioridade na vida era conseguir um “bom emprego”, trabalhar duro e
economizar dinheiro.

 Seus filhos aprenderam que trabalhar duro e economizar leva à demissão, à


impossibilidade de aposentadoria ou à perda de seu dinheiro suado, estraga
relacionamentos, destrói carreiras e causa doenças e complicações
relacionadas ao estresse.

 A fórmula que a Geração “Y” aprendeu: trabalhar duro + trabalhar muitas


horas + ser obediente + economizar dinheiro = se ferrar.
ÉTICA

 A combinação da educação que gerou: dizerem sempre o que pensam, serem


poupados da culpa e dos erros a todo custo, estarem sempre certos, os pais
SOBRE A GERAÇÃO “Y” ficarem sempre ao lado dos filhos e contra tudo e todos, todo mundo vencer
sempre e poder voltar para casa, afeta a capacidade de adaptação,
motivação, dedicação e responsabilidade do indivíduo, principalmente
quando ele começa a trabalhar.

 O maior erro foi ter dado aos indivíduos da geração “Y” o melhor peixe do
mercado sem ter ensinado esses indivíduos a pescar.

 Com essa lição vêm as maiores qualidades da ética profissional dos Boomers:
perseverança, capacidade de resistência e o equilíbrio saudável entre
aceitação e mudança – qualidades que agora faltam na ética profissional da
Geração “Y”.
SOBRE A GERAÇÃO “Y”
AUTOESTIMA
ENTREVISTA
AUTOESTIMA

1. O QUE É AUTOESTIMA E COMO SE


DESENVOLVE?

2. QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS COMPONENTES DA


SOBRE A GERAÇÃO “Y”

AUTOESTIMA?

3. QUAL A RELAÇÃO ENTRE A AUTOESTIMA E A


AUTOINFLAÇÃO?

4. QUAIS OS RESULTADOS DA AUTOINFLAÇÃO?

5. QUAIS OS EFEITOS COLATERAIS PELA


DIMINUIÇÃO DA COMPETIÇÃO, AS
RECOMPENSAS SEM MERECIMENTO E AS
ALTAS EXPECTATIVAS DE EXCELÊNCIA?
AUTOESTIMA – EU, EU, EU (DEPOIS VOCÊ)
DADOS GERAIS

 Sabem o que querem (grandes coisas) e quando (agora), mas


raramente vê-se um plano prático e realista para o presente.
SOBRE A GERAÇÃO “Y”

Seus grandes planos e expectativas, sem o conhecimento e a


experiência que os respaldem, são consequência direta de
um movimento geracional de incentivo à autoestima e à
confiança na criação e educação dos pais Boomers ou X.

 A boa intenção tornou-se um problema a partir da frase:


“Você pode ser o que quiser”, sem os benefícios da
experência de vida e uma base de vitórias, humildade e
capacidade de aprender com os erros realmente conquistada.
AUTOESTIMA
TEXTO RESUMO
• Nosso autoconceito determina nosso destino, isto é, a visão mais profunda de nós mesmos,
influencia todas as nossas escolhas significativas e todas as nossas decisões e, portanto, determina o
tipo de vida que criamos para nós.
• O autoconceito afeta os nossos sentimentos e o nosso comportamento.
• A AUTOCONFIANÇA - sentimento de competência pessoal.
• O AUTORRESPEITO - sentimento de valor pessoal.
•“Uma vez que a autoestima positiva é o sentimento, a experiência e a convicção de ser adequado à
vida e aos seus desafios, e que a nossa mente é a ferramenta básica da sobrevivência, o pilar central da
autoestima saudável é a política de viver conscientemente - o que acarreta racionalidade, honestidade e
integridade.”
•“Viver conscientemente é viver de maneira responsável em relação à realidade, com respeito por fatos,
conhecimento e verdade, e uma política de gerar um nível de consciência apropriado aos nossos atos.”
• O nível de nossa autoestima não pode ser mais alto que o nível de nossa auto aceitação.”
• “Se queremos proteger nossa autoestima, precisamos saber como avaliar de maneira adequada o
nosso próprio comportamento.
• Autoconfiança e auto respeito são sustentados por uma vida conduzida com autenticidade.
• Significa viver com assertividade - aquilo que pensamos, valorizamos e sentimos manifestamos no
mundo.
• Ao apoiar a autoestima dos outros, apoiamos a nossa própria. Assim a autoestima é beneficiada
quando vivemos com benevolência.”
AUTOESTIMA
TEXTO RESUMO

•Viver CONSCIENTEMENTE

•Viver com AUTO-ACEITAÇÃO

•Viver com RESPONSABILIDADE

•Viver com AUTENTICIDADE

•Viver com BENEVOLÊNCIA


SELF
É aquilo que sabemos
a respeito de nós
mesmos. AUTOCONCEITO

É quem e o que,
SOBRE A GERAÇÃO “Y”

consciente e
inconscientemente,
AUTOESTIMA pensamos que somos.

É como nos sentimos a


respeito de nós mesmos.
É o componente avaliador
AUTOINFLAÇÃO
do autoconceito.
Ego pouco
desenvolvido,
atuando mais no nível
do Ideal.
O AUTOCONCEITO

•Nosso autoconceito determina nosso destino,


isto é, a visão mais profunda de nós mesmos,
influencia todas as nossas escolhas
significativas e todas as nossas decisões e,
portanto, determina o tipo de vida que criamos
para nós.

•O autoconceito afeta os nossos sentimentos e


o nosso comportamento.
O QUE É AUTOESTIMA

 É a impressão que as pessoas têm de si mesmas. a


relação que mantenho com os outros (e como eu trabalho
com eles) é reflexo da minha relação comigo mesmo.
SOBRE A GERAÇÃO “Y”

 É mais do que um senso inato de valor próprio. É a


disposição para experimentar a si mesmo como alguém
competente para lidar com os desafios básicos da vida e
ser merecedor da felicidade.

 A autoestima torna-se consistente quando sinto que eu sou


importante (faço diferença) sinto-me competente para lidar
com as várias situações da vida e gosto da pessoa que eu
sou.

 A baixa auto-estima ocorre quando estou muito distante da


pessoa que eu quero ser e sofro com isto, por não confiar
na minha possibilidade de atingir o meu ideal.
AUTOESTIMA - Componentes

 AUTOCONFIANÇA - sentimento de competência


pessoal. É a convicção de que somos capazes de
SOBRE A GERAÇÃO “Y”

pensar, julgar, conhecer e corrigir nossos erros -


processo e capacidade mentais.

 AUTORRESPEITO - sentimento de valor pessoal. É a


expectativa da amizade, do amor e da felicidade como
uma conseqüência natural de quem somos e do que
fazemos - somos valorosos e merecemos o respeito
dos outros.
ALTA PERFORMANCE BAIXA PERFORMANCE

• Decide, planeja e realiza • Reclama, acusa, dá desculpas


• Reconhece ser a origem dos • Sente-se vítima dos outros, do
acontecimentos em sua vida governo, do mundo
• Desenvolve o poder de estimular a • Busca poder para controlar os outros
auto-estima dos outros
• Atenção nos objetivos • Atenção nos problemas

• Foco na ação • Foco nas sensações corporais


• Atua baseado na importância das • Atua baseado no medo das
ações conseqüências
• Atua pelo prazer de fazer bem feito • Atua esperando recompensas

• Vive no presente, orientado para o • Vive no passado


futuro
• Pró-ativo • Reativo
• Senso de comunidade orientado para • Orientado para si mesmo
o grupo
• Fé • Medo
“A importância da auto-estima saudável
está no fato de que ela é o fundamento
SOBRE A GERAÇÃO “Y”

da nossa capacidade de reagir ativa e


positivamente às oportunidades da vida
- no trabalho, no amor e no lazer. É o
fundamento da serenidade de espírito
que torna possível desfrutar a vida ”.

Nathaniel Branden
“Se ter autoestima é julgar que sou adequado à
vida, à experiência da competência e do valor,
SOBRE A GERAÇÃO “Y”

se autoestima é a autoafirmação da
consciência, de uma mente que confia em si,
então ninguém pode gerar essa experiência a não
ser eu mesmo.”

Nathaniel Branden
O IMPACTO DA AUTOESTIMA

• “Uma vez que a autoestima positiva é o sentimento, a


experiência e a convicção de ser adequado à vida e aos
seus desafios, e que a nossa mente é a ferramenta básica
da sobrevivência, o pilar central da autoestima saudável é
a política de viver conscientemente - o que acarreta
racionalidade, honestidade e integridade.”

• “Viver conscientemente é viver de maneira responsável


em relação à realidade, com respeito por fatos,
conhecimento e verdade, e uma política de gerar um nível
de consciência apropriado aos nossos atos.”
O IMPACTO DA AUTOESTIMA
• “A auto aceitação é uma recusa em negar ou rejeitar qualquer
aspecto do eu: pensamentos, emoções, lembranças, atributos
físicos, subpersonalidades ou ações.

• É a recusa de manter uma relação de animosidade com nossa


própria experiência.

• É o fundamento de todo crescimento e mudança.

• É a coragem, em última instância de estar do nosso lado.

• O nível de nossa autoestima não pode ser mais alto que o nível
de nossa auto aceitação.”
O IMPACTO DA AUTOESTIMA

• “Se queremos proteger nossa autoestima, precisamos


saber como avaliar de maneira adequada o nosso próprio
comportamento.

• Isto inclui viver pelos nossos padrões e conduzir nossas


avaliações com uma atitude de honestidade, simpatia e
disposição para considerar o contexto e as circunstâncias
dos nossos atos, sem culpas.”
O IMPACTO DA AUTOESTIMA

•Precisamos ter a coragem de assumir nossas forças e


nossas vantagens, sem usarmos desculpas ou repreensões
pelos nossos valores, evitando assim trair a autoestima.

•Precisamos reconhecer, fazer amizade, dialogar e abraçar


os nossos subeus, para que possamos nos sentir inteiros,
integrados.
O IMPACTO DA AUTOESTIMA

•Precisamos viver de maneira ativa e não passiva, para


assumir responsabilidade por nossas opções, sentimentos,
atos e bem estar, pela realização de nossos próprios
desejos, por nossa própria existência.

•Como a independência, a produtividade é uma virtude


básica da autoestima, sendo o trabalho uma das formas
práticas de manifestar a auto responsabilidade.
O IMPACTO DA AUTOESTIMA

•Autoconfiança e auto respeito são sustentados por uma


vida conduzida com autenticidade.

•Essa é a coragem de ser quem somos, preservar a


congruência entre o nosso eu interior e o eu que
apresentamos ao mundo.

•Significa viver com assertividade - aquilo que pensamos,


valorizamos e sentimos manifestamos no mundo.

•Não nos relegamos aos subterrâneos do não-expresso e do


não-vivido.
O IMPACTO DA AUTOESTIMA

• “Ao apoiar a autoestima dos outros, apoiamos a nossa


própria.

• Assim a autoestima é beneficiada quando vivemos com


benevolência.”

• “Crescer em autoestima é abandonar aquela zona de


segurança e entrar no desconhecido.”
O IMPACTO DA AUTOESTIMA

•Precisamos entender que, como um ideal ético-


psicológico, a autoestima implica e pressupõe o valor
supremo de uma vida individual.

•Ela repousa em uma visão moral que vê cada pessoa com


um fim em si e - em oposição à doutrina da auto renúncia e
do auto sacrifício - sustenta o auto interesse racional como
princípio orientador.
COMO AUMENTAR A
AUTOESTIMA
•Viver CONSCIENTEMENTE

•Viver com AUTO-ACEITAÇÃO

•Viver com RESPONSABILIDADE

•Viver com AUTENTICIDADE

•Viver com BENEVOLÊNCIA


Autoestima Elevada

Sucesso é atribuído a
Pessoas com Autoestima causas
Elevada internas (suas próprias
SOBRE A GERAÇÃO “Y”

competências e
habilidades)

Motivação mais alta


O fracasso é atribuído a
Maior satisfação no trabalho
causas externas (ex. falta
Maior desempenho
de sorte)
Maior sucesso na carreira

Fonte: ELLIS, R. A; TAYLOR, M. S.


Role of self-esteem within the job search process. Journal of Applied Psychology, 68, 632-640, 1983.
Autoestima Baixa

Pessoas com Autoestima Sucesso é atribuído a causas


Baixa externas (ex: sorte)
SOBRE A GERAÇÃO “Y”

Motivação mais baixa O fracasso é atribuído a


Menor satisfação no trabalho causas internas (ex.: suas
Baixo desempenho próprias habilidades e
Menor sucesso na carreira competências)

Fonte: ELLIS, R. A; TAYLOR, M. S.


Role of self-esteem within the job search process. Journal of Applied Psychology, 68, 632-640, 1983.
AUTOESTIMA – EU, EU, EU (DEPOIS VOCÊ)
FUNDAMENTOS DA AUTOESTIMA

 A Autoestima é:
 O conceito do EU;
 Como pensamos e nos sentimos em relação a nós
mesmos no mundo.
SOBRE A GERAÇÃO “Y”

 Se a nossa autoestima for saudável, nos sentiremos


valorizados, compreendidos, úteis, satisfeitos com nossas
qualidades, mais produtivos no trabalho e mais criativos na
vida.

 Se a autoestima for baixa, nos sentiremos rejeitados, inúteis,


incompreendidos, incapazes, fazendo de tudo para esconder
os pontos fracos e com baixa resistência à frustração e alta
capacidade de magoar-se (aliementar expectativas pouco
realistas, não aceitar feedback, culpar os outros por seus
erros e ter diiculdade de ver as coisas em perspectivas).
AUTOESTIMA – EU, EU, EU (DEPOIS VOCÊ)
O MOVIMENTO DE AUTOINFLAÇÃO

 O Sistema educacional e de criação dos pais mudou


radicalmente nessa geração, passando a focar o
desenvolvimento desmedido da autestima, o que gerou
despropositadamente, o que se chama, “Movimento de
SOBRE A GERAÇÃO “Y”

AUTOINFLAÇÃO” – elogio ao bom desempenho e também


ao desempenho insuficiente.

 O RESULTADO disso é uma geração que não pode errar. A


experiência de vida de aprender com os erros, assumir
responsabilidade pelo desempenho e desenvolver as
habilidades essenciais para enfrentar desafios foi excluída
desse movimento de autoinflação.

 Esse tipo de ensinamento está executando e pilhando dois


aspectos fundamentais para o desenvolvimento de uma
autoestima saudável: a HUMILDADE e o
AUTOCONHECIMENTO.
AUTOESTIMA – EU, EU, EU (DEPOIS VOCÊ)
O MOVIMENTO DE AUTOINFLAÇÃO INCLUI:

 Experiências infladas de autoestima com o desempenho


insuficiente;

 Poucas experiências de autoestima positiva que acontecem


naturalmente quando o desempenho é superior;
SOBRE A GERAÇÃO “Y”

 Confiança de que o filho é livre para ser e fazer o que quiser,


sem o desenvolvimento de expectativas realistas, práticas e
fundamentadas.

 Proteção de qualquer forma de fracasso ou culpa. A culpa é


imediatamente redirecionada pelos adultos.

 Isso tudo vem da adoção de uma postura de educação centrada


no filho – MEU FILHO ESTÁ CERTO DE QUALQUER
MANEIRA… MESMO QUE ESTEJA ERRADO. O filhos
foram condicionados a ficarem atrás de seus pais pensando: EU
SOU A VÍTIMA AQUI E MEUS PAIS VÃO RESOLVER A
SITUAÇÃO.
AUTOESTIMA – EU, EU, EU (DEPOIS VOCÊ)
O MOVIMENTO DE AUTOINFLAÇÃO INCLUI:

 Quando somos criados como vítimas, deixamos de aprender


com a experiência, perdemos a capacidade de ver outros pontos
de vista e não entendemos outras posturas, o que impede o
desenvolvimento da autoestima.
SOBRE A GERAÇÃO “Y”

 Quando somos responsabilizados por nosso comportamento,


passamos a entender o Sistema de causa e efeito de respeito
social; quando assumimos responsabilidade por nossos atos,
aprendemos, nos desenvolvemos e crescemos com a
experiência e nossa autoestima aumenta.

 No ambiente de trabalho, esse é um fator fundamental para o


desenvolvimento de técnicas positivas de liderança e
autoestima saudável.

 O AMOR-PRÓPRIO e a AUTOESTIMA surgem quando


assumimos responsabilidade por nosso desempenho.
AUTOESTIMA – EU, EU, EU (DEPOIS VOCÊ)
O MOVIMENTO DE AUTOINFLAÇÃO INCLUI:

 A ênfase depositada na autoestima se justifica, mas a genuinidade


decorrente das experiências de vida que desenvolvem a autoestima se
perdeu.

 De um modo geral a competição é saudável e provê um meio para


aprendermos a nos relacionar e interagir, assim como enfrentar desafios –
SOBRE A GERAÇÃO “Y”

questões fundamentais no ambiente de trabalho.

 No entanto, devido ao movimento de autoinflação, os pais e escolas


exigiram menos competição no mundo acadêmico e mais foco na
preocupação com o “EU”. O amor-próprio passou a ser ensinado em
projetos autofocados, como relatórios “tudo eu”.

 O desenvolvimento dos sentimentos de valorização do “EU” foi cultivado


com troféus imerecidos e celebração de comportamentos que antigamente
eram de praxe (por favor, obrigado, tartar bem, compartilhar, estudar).

 A expectativa de excelência em tudo o que a criança faz, seja na escola,


seja em atividades extraescolares, lhe dificulta a aceitação do fracasso e a
capacidade de aprender com os erros.
AUTOESTIMA – EU, EU, EU (DEPOIS VOCÊ)
O MOVIMENTO DE AUTOINFLAÇÃO INCLUI:

Efeitos colaterais gerados na Geração “Y” pela


diminuição da competição, as recompensas sem
merecimento e as altas expectativas de excelência:
• Dificuldade de aceitar o fracasso.
• Dificuldade de lidar e aprender com os erros.
SOBRE A GERAÇÃO “Y”

• Dificuldade de aceitar feedback e críticas


construtivas.
• Dificuldade de estabelecer um sistema realista de
medidas para autoavaliação do desempenho e
das expectativas.
• Dificuldade de assumir a responsabilidade pelos
erros cometidos.
• Dificuldade de ver outros pontos de vista.
• Falta de autoconhecimento.
• Dificuldade de reconhecer suas limitações.
• Dificuldade de assumir a responsabilidade por
seus atos e suas decisões.
• Incapacidade de focar o presente.
AUTOESTIMA – EU, EU, EU (DEPOIS VOCÊ)
O MOVIMENTO DE AUTOINFLAÇÃO INCLUI:

Os jovens da Geração “Y”:


SOBRE A GERAÇÃO “Y”

• Têm autoconfiança.
• Sentem-se capazes.
• Têm desejo de ter mais responsabilidades.
• Gostam de encarar desafios.
• Usam de franqueza e ousadia.
• Não têm medo de errar.
• São abertos e destemidos.
AUTOESTIMA – EU, EU, EU (DEPOIS VOCÊ)
AÇÕES PARA SOLUÇÃO

• Mudança de discurso: De “Eu sou, Eu fiz, Eu quero”


Para “Fale-me um pouco mais de você” – OUVIR.

• Comece com um elogio, passe para a crítica construtiva


SOBRE A GERAÇÃO “Y”

e depois faça outro elogio, sua mensagem será


emocionalmente digerível.

• Fazer uso da avaliação 180 graus.

• Treinar o pensar antes de agir – autocontrole.

• Mudar a visão autocentrada para a visão holística.

• Transformar o movimento de autoinflação em


movimento de autorrealização.
 ANTES, CADA CRIANÇA SE DESTACAVA DO SEU JEITO.

 COM O TEMPO, TODOS PASSARAM A SER TRATADOS


DA MESMA MANEIRA E NINGUÉM E DESTACAVA,
SOBRE A GERAÇÃO “Y”

PORQUE TODO MUNDO VENCIA.

 ANTES, TODA CRIANÇA SABIA O QUE ERA PERDER.

 HOJE EM DIA, NÃO EXISTE MAIS ISSO NO CURRICULO


ESCOLAR, O QUE PREJUDICA SERIAMENTE NOSSOS
ALUNOS MAIS TALENTOSOS, PORQUE SE TODO MUNDO
GANHA, NIVELAMOS POR BAIXO, E NINGUÉM TEM A
CHANCE DE SE SOBRESSAIR.
“Feliz não é a pessoa num
determinado conjunto de
circunstâncias,mas a pessoa com um
determinado conjunto de atitudes”

Hugh Downs
“Quatro lições para aprender na vida: pensar
com clareza, sem pressa ou confusão; amar a
todos com sinceridade; agir sempre movido por
nobres motivos; confiar completamente em
Deus”.

Hellen Keller
AUTOESTIMA – O QUE FAZER?

1. Cuidar o suficiente para desenvolver o sentimento de


ser amado.

2. Dar feedbacks honestos tanto em situações positivas


quanto negativas – acertos e erros.
SOBRE A GERAÇÃO “Y”

3. Colocar limites de forma equilibrada e verdadeira.

4. Valorizar, compreender e desenvolver o sentimento de


importância.

5. Desafiar para correr riscos.

6. Liberdade vigiada – críticas construtivas, construções


conjuntas, incentivar a autoavaliação.

7. Tornar-se presente sem tirar a responsabilidade e a


individualidade.
SOBRE A GERAÇÃO “Y”
MOTIVAÇÃO
ENTREVISTA
MOTIVAÇÃO

1. O QUE É A MOTIVAÇÃO E QUAL A SUA


IMPORTÂNCIA?

2. EU MOTIVO O OUTRO OU É O OUTRO QUE SE


SOBRE A GERAÇÃO “Y”

MOTIVA?

3. O QUE É LOCUS DE CONTROLE?

4. COMO É A MOTIVAÇÃO NA GERAÇÃO “Y”?

5. QUAL A QUESTÃO MAIS PREOCUPANTE EM


RELAÇÃO À MOTIVAÇÃO E À MATURIDADE –
VIDA ADULTA DESTA GERAÇÃO?

6. O QUE FAZER?
MOTIVAÇÃO
Energia oriunda do
conjunto de
expectativas, desejos,
valores e desafios
individuais. EXPECTATIVAS
SOBRE A GERAÇÃO “Y”

São fatores
motivacionais de
DESEJOS primeira ordem.

É aquilo que existe de


mais profundo no ser
humano.
VALORES

São crenças
duradouras que
regem a nossa vida.
LOCUS DE CONTROLE

 O psicólogo Julian Rotter chamou de Locus de


Controle ao tipo de motivação utilizada pelo
indivíduo em sua vida. Refere-se ao quanto nós
SOBRE A GERAÇÃO “Y”

acreditamos ser capazes de controlar os principais


eventos de nossa vida.

 Interno – têm controle sobre o que acontece, fazem


mudanças significativas, aprendem lições valiosas no
processo, têm entusiasmo e lutam pela realização.

 Externo – acreditam que as situações ou as mudanças


que precisam acontecer estão fora de seu controle.
Persistem na tarefa apenas enquanto tiver um
motivador externo – reconhecimento, recompensa,
feedback, etc.
MOTIVAÇÃO EXTERNA (EXTRÍNSECA)

 A Motivação Externa – é quando fazemos algo pelo


reconhecimento e recompensa ou por medo de castigo e
consequências.
SOBRE A GERAÇÃO “Y”

 Quando somos motivados por fatores externos, buscamos


recompensas tangíveis, queremos elogios, esperamos
feedback imediato e exigimos reconhecimento após cada
pequena conquista.

 Os funcionários motivados por fatores externos geralmente


sentem que têm pouco controle em relação ao que
acontece com eles e com o mundo à sua volta, e se sentem
incapazes de mudar as coisas, o que gera insegurança e
frustração, diminuindo a produtividade.
MOTIVAÇÃO INTERNA (INTRÍNSECA)

 Quando temos Motivação Interna, fazemos as coisas porque


sentimos entusiasmo e nos sentimos preenchidos pelo trabalho
em si.
SOBRE A GERAÇÃO “Y”

 As recompensas externas são bem-vindas, mas não são nosso


objetivo. Há envolvimento com o seu trabalho. Trabalha-se para
contribuir, não necessariamente pelo reconhecimento.

 Estes fucionários geralmente sentem que têm controle em


relação ao que acontece com eles, se sentem capazes de mudar
o que for necessário e criam novos projetos que agregam
valor sem necessidade de reconhecimento ou recompensas.

 A realização vem do orgulho interno e da vontade de vencer.


A MOTIVAÇÃO NA GERAÇÃO “Y”

 A Geração “Y” é impulsionada mais pela motivação


externa do que pela motivação interna. Buscam
gratificação instantânea; não querem saber de
investimentos de longo prazo no que se refere a trabalho.
Precisam de constante aprovação e recompensa para se
SOBRE A GERAÇÃO “Y”

sentirem motivados a produzir.

 Quando ajudamos o funcionário “Y” a encontrar a


motivação Interna, aumentamos sua capacidade de ser
bem-sucedido, produtivo, independente e autossuficiente,
e diminuimos sua dependência em relação a nossa atenção
individual personalizada e feedback.

 A Geração “Y” está em um extremo de motivação externa


em comparação com as outras gerações.
MOTIVAÇÃO NA GERAÇÃO “Y”

 A capacidade da Geração “Y” de ser motivada por fatores


internos foi afetada pelo movimento de autoinflação.

 Eles cresceram ouvindo elogios em casa, na escola e em sua


comunidade. O foco eram as recompensas e as vitórias,
SOBRE A GERAÇÃO “Y”

geralmente sem merecimento, no lugar da crítica construtiva


e do aprendizado.

 Não poder “perder” significa não ter a oportunidade de


aprender com os erros.

 Consequentemente, a motivação interna com base em uma


necessidade/desejo de melhorar não se desenvolve. Sem o
fracasso, como podemos aprender a melhorar ou saber o que
realmente fazemos bem?

 Os jovens dessa geração cresceram com a ideia de que são


importantes e merecem reconhecimento e/ou recompensa,
independentemente do que façam.
MOTIVAÇÃO NA GERAÇÃO “Y”

 Quando recebemos recompensas e elogios por um desempenho


abaixo da média, desenvolvemos expectativas de reconhecimento
por tudo o que fazemos. Essas expecativas vão ficando cada vez
maiores com a idade se não forem corrigidas.

 No entanto, por conta do movimento de autoinflação, existe um


SOBRE A GERAÇÃO “Y”

consenso geral entre os jovens dessa geração de que eles estão


predestinados a ter sucesso.

 Eles acham que estão sendo motivados por seus próprios padrões
internos. Ledo engano, que reflete a falta de autoconhecimento
quanto às suas necessidades motivacionais.

 O que estamos vendo é uma geração com grande necessidade de


motivação externa disfarçada de uma falsa sensação de
motivação interna, que vai morrendo.

 O problema dessa máscara, usada na faculdade e no trabalho, é


que ela cai facilmente em situações de conflito.
MOTIVAÇÃO NA GERAÇÃO “Y”

 Um sinal de maturidade é conseguir abrir mão da gratificação


instantânea e encontrar motivação interna para seguir em
frente e prosperar.
SOBRE A GERAÇÃO “Y”

 Um problema nas organizações é que sem atenção pessoal,


elogios constantes e estratégias criativas de motivação externa,
a produtividade e o compromisso diminuem.

 Outro problema, é que, com o tempo, se o comportamento que


era motivado por fatores internos passa a ser motivado por
fatores externos a motivação interna desaparecerá.
VANTAGENS DA MOTIVAÇÃO EXTERNA

1. Os funcionários “Y” acham importante que eu chefe


assuma o papel de mentor no trabalho. Eles valorizam
esse feedback e dizem que a orientação os ajuda a manter
a motivação e o compromisso.
SOBRE A GERAÇÃO “Y”

2. Os jovens “Y” preferem trabalhar em equipe.


Comunicação constante, relacionamento e elogio sempre
fizeram parte da sua vida e se ressentem quando não têm.

3. Funcionam muito bem se os outros sabem o que eles


precisam e proporcionam ou criam expectativas.
O QUE FAZER?

1. Bate-papo de cinco minutos individualmente sobre ideias


que agreguem valor à equipe.

2. Benefícios do trabalho em equipe e recompensas.

3. Ajudar a aumentar a autoconsciência monitorando a si


SOBRE A GERAÇÃO “Y”

mesmos de forma independente e a assumir


responsabilidades – perguntar sempre por que algo tem de
ser feito de determinada maneira.

4. Fazer reuniões para identificar comportamentos a serem


trabalhados.

5. Misturar as gerações para aprendizagem e para reconhecer


e aprimorar pontos fortes.

6. Estabelecer reconhecimentos e gratificações gradativas.

7. Ensinar a abrir mão da gratificação instantânea.


Relações Interpessoais

Relações Humanas ou relações


interpessoais se refere a qualquer
tipo de relação estabelecida entre
duas ou mais pessoas. É em torno
dessas relações que se estabelecem
os conflitos entre as pessoas.

A base das “trocas” existentes nas


relações interpessoais é o
comportamento. Por meio dele
avaliamos as pessoas e formamos
concepções acerca delas.
Como estão as minhas
relações interpessoais?

Roda da Vida
O CULTIVO DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS

• O cultivo das relações interpessoais é extremamente importante para a vida cristã. É


certo que a vida humana consiste em relacionamentos. Tudo o que o homem é
reflete-se em seu modo de lidar com as pessoas.
• Por isto, a Bíblia ensina como o cristão deve viver em sociedade. Já nascido de
novo, deve viver de acordo com um padrão de comportamento pautado no amor.
• Não levando em consideração os seus próprios interesses (1 Co 13.5), pois o amor
de Cristo contrapõe-se ao individualismo egocêntrico tão cultuado nos dias atuais.
• “Portanto, cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação”
(Rm 15.2).
• (Romanos 15)Mas nós que somos fortes devemos suportar as fraquezas dos fracos e
não agradar a nós mesmos.
• Amar uns aos outros é um mandamento do Senhor Jesus (Jo 15.12). Assim, todos
saberão que somos seus discípulos (Jo 13.35). O amor é um elemento essencial
para a vida e o crescimento da Igreja (Ef 4.15,16); é o vínculo da perfeição (Cl
3.14).
• “Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (v.18)
• O Individualismo
• O individualismo é o sistema egocêntrico no qual o ser humano opta por viver
exclusivamente para si. Nada pode ser mais contrário ao ensino bíblico! Bastante
adotado atualmente, o individualismo tem diferentes manifestações: o egoísmo, a
inimizade, o ódio (Rm 1.29).
• O contra ponto:
• O vivar cristão tem como alvo amar ao próximo (Jo 13.35), considerar os outros
superiores a si mesmo (Fp 2.3) e abdicar de seus direitos em prol do bem-estar
alheio (Fp 2.4).
• João também é enfático ao afirmar: quem não ama não é nascido de Deus (1 Jo
4.7,8). Se alguém nasceu de novo, ama ao próximo assim como Cristo nos amou.
• É algo imperativo! A Bíblia exorta-nos a ter o mesmo sentimento de Cristo (Fp 2.5):
humildade, amor e altruísmo (Rm 15.3).
• Quanto mais do amor de Deus tivermos em nossos corações e maturidade espiritual
alcançarmos do Senhor, mais cuidado devemos ter em
nossos relacionamentos com os nossos irmãos e mais dispostos devemos estar
para renunciar a tudo que for preciso, a fim de melhor servir ao Senhor à medida
que convivemos com os santospara a glória de Deus.
O HOMEM E A SOLIDÃO
• . Ao contrário, as crises que assolam a sociedade contemporânea, pela ganância,
pelo abuso de poder, pelo abuso de autoridade, pela corrupção e pela disparidade
social, acabam minando a alma do homem urbano
• Neste contexto, o homem no âmago de sua sobrevivência, na busca de conquistas
para o desfrute de uma vida com qualidade, incorre na necessidade de trabalhar
cada dia mais e consequentemente, o tempo para desfrutar com a família, com os
amigos, para consigo mesmo, e até mesmo para com Deus, torna-se cada vez mais
escasso.
• As intempéries deste cotidiano provocam no homem o distanciamento de Deus, isto
gera um sentimento de vazio: a solidão
• Fazendo que o 38 Nº 04 – OUT/2014 homem sinta-se só, mesmo estando junto com
a família, na igreja, ou no trabalho. Isto torna o homem infeliz e sem objetivo
• As pessoas solitárias, incapazes de relacionar-se, tendem a se refugiar em seus próprios
pensamentos, muitas vezes egocêntricos, assumindo o papel de vítimas, merecedoras de
compaixão, vislumbrando que as outras pessoas não podem compreendê-las,
indiferentemente de qual seja a situação
• Um dos problemas psicológicos é o sentimento de inferioridade que assombra a humanidade
fazendo gerar a solidão. Desde criança, jovem ou adulto, o distanciamento de Deus torna o
homem urbano só, isolado e com dificuldade de comunicar-se. Muitas pessoas têm a
sensação de refletirem como espelhos às expectativas e desejos do que os outros esperam
• Para Collins: Esta sensação afeta pessoas de todas as idades, inclusive crianças, mas os
estudiosos concordam que a solidão cresce bastante na adolescência e atinge seu ponto
mais alto entre dezoito e os vinte e cinco anos. Embora a solidão apareça em todas as
culturas, ela é mais frequente em sociedades como a nossa, que estimulam o individualismo.
(Collins, 2004, p. 107).
• Para Collins (2004, p. 107), “solidão é a dolorosa constatação de que não temos contatos
íntimos e significativos com outras pessoas. Ela envolve uma sensação de vazio interior,
isolamento e anseio profundo”. Observa-se que existe uma desestabilização psicológica
e emocional onde o homem sente uma ausência nos relacionamentos, é um dos
resultados quando o homem sai de suas raízes no meio dos familiares, vive o isolamento
social, a comunicação do indivíduo é traduzida pelo comportamento, uma vez cada
pessoa manifesta sua solidão de forma diferente das outras.
• A solidão acomete frequentemente as pessoas com baixa autoestima, dificuldade de
comunicação, falta de controle, hostilidade e medo. As pessoas solitárias incapazes de
relacionar-se tendem a se refugiar em seus próprios pensamentos, muitas vezes
egocêntricos, assumindo o papel de vítimas, merecedoras de compaixão, vislumbrando
que as outras pessoas não podem compreendê-las, indiferentemente de qual seja a
situação.
• Substancialmente, qualquer ciência e civilização perderam a dimensão do homem, segundo
o projeto originário da vida, uma vez que o ser humano é carente da própria verdade interior
conforme o projeto da natureza, ele encontra-se disperso e caótico. Nenhum homem sabe
mais o que é certo e o que é errado: cada um, quando deve emitir um juízo de bem ou mal,
imediatamente uniformiza a própria mente àquilo que aprendeu na família, àquilo que diz a
sociedade ou àquilo que prega uma religião. (Meneghetti, 2008, p.08
• Quando duas pessoas ou mais se juntam, ocorrem relações interpessoais,
contemporaneamente, as relações interpessoais frequentemente são tensas e marcadas
por conflitos. Homens e mulheres orgulham-se de seu individualismo, sua independência e
autodeterminação, mas esses traços de personalidade marcados pela sombra da solidão,
às vezes, afastam uns dos outros, e tornam as pessoas mais insensíveis, solitárias, e
incapazes de relacionar-se bem com outras pessoas. Muitas vezes a solidão é decorrente
do pecado que aliena o ser humano de
• Muitas vezes a solidão é decorrente do pecado que aliena o ser humano de Deus e
do seu próximo. E em vez de se voltarem para Deus arrependidos, e procurarem a
reconciliação com o próximo, os solitários buscam uma tangente, uma espécie de
válvula de escape através de meios ainda mais pecaminosos, ou em um número
imenso de atividades seculares para acabar com a inquietação do interior. Collins
(2004, p.113) afirma que “quando ignoramos a Deus e não confessamos nossos
pecados, há pouca probabilidade de nos livrarmos da solidão
• A Bíblia expressa claramente a necessidade de comunhão e comunicação com Deus
e também com as pessoas, particularmente, aos cristãos, neste contexto aborda-se o
papel da igreja diante da prevenção da solidão, buscando o fortalecimento da igreja
local, ao enfrentamento as transformações, ao desenvolvimento da auto-estima e a
estimulação do crescimento
• A igreja precisa ajudar as pessoas a terem um relacionamento íntimo com o Criador,
não obstante a ajuda do estabelecimento de relacionamentos profundos e concisos
com os membros da família, onde haja a doação mútua e que se respeite e aceita a
individualidade de cada um
• Um mundo no qual o homem urbano, apesar de adaptado, globalizado e tecnológico,
vive procurando criar, modificar, construir e desconstruir conceitos, princípios,
valores, ideais, numa proporção tão ampla para obter respostas, para conhecer a si
mesmo e compreender o seu próximo, e em meio a tantas tentativas o ser humano
encontra-se cada vez mais alienado e distante de Deus e do seu próximo
• Quando falamos de Relações Interpessoais, estamos falando da construção de
identidade e da personalidade do ser humano. A forma como você reage às pessoas,
como interagem com elas, suas emoções, ações e atitudes quanto às pessoas nas
quais você se relaciona, é o seu relacionamento interpessoal. É através desses
relacionamentos que conhecemos melhor os outros e a nós mesmos.”
• Pode-se dizer também que é formada por um conjunto de modelos pessoais ou
entendida pela definição da autoimagem sobre “virtudes” e “defeitos”. Como esta
inteligência é a mais pessoal de todas, ela só é observável através das
manifestações de afeto, da percepção das nossas emoções e das forças e fraquezas
pessoais, geralmente percebe-se através de atividades de imagem corporal. Está
relacionada aos estados interiores do ser. Podemos dizer que é a capacidade de
formar um conceito verdadeiro sobre si mesmo.
• Esta dinâmica é fundamental para que haja autoconhecimento. Pedir que cada aluno
desenhe a si mesmo numa folha de papel, escrevendo ao lado dos olhos as 3 coisas
que mais gostaria de ver; da boca as 3 coisas que mais gosta de falar; dos ouvidos
as 3 coisas que mais gostaria de ouvir; das mãos as 3 coisas que mais gostaria de
fazer; dos pés as 3 coisas que mais gostaria de pisar, pois são as que você mais
detesta. Ao término do desenho com as 3 coisas do lado de cada parte do corpo,
abrir espaço para que cada um que desejar fale um pouco do seu desenho e suas
escolhas, então, perguntar a todos o que acharam. A atividade foi difícil ou fácil? O
que achou ao desenhar e descrever tais coisas? Desenvolver um debate de
autoconhecimento. http://psicopedagogia-online.blogspot.com.br/2009/10/psicologia-
social-e-dinamicas-de-grupo.html
• Para muitas pessoas, as relações mais importantes das suas vidas são as familiares.
• Não existe nenhuma família igual a outra
• Cada família possui a sua própria cultura e sofre diversas influências.
• Existem 3 tipos básicos de famílias:
• Famílias com excessiva proximidade emocional, com limites frágeis.
• Famílias com baixa proximidade emocional, que por vezes apresentam limites rígidos
nas relações entre os membros.
• Famílias em que a proximidade emocional e os limites interpessoais são equilibrados.
• Os dois primeiros tipos citados possuem um padrão disfuncional, ou seja, a forma
como as pessoas da família relacionam-se gera prejuízos, pois não existe um
adequado equilíbrio entre proximidade emocional e limites. 
• O relacionamento interpessoal pessoal envolve a forma como lidamos com as pessoas
mais próximas a nós. Familiares, cônjuges, amigos, namorado ou namorada, enfim, como
encaramos as situações que se revelam nessas relações.
• Você sabe o que é relacionamento interpessoal? Nada mais é do que a forma como
interagimos com as pessoas ao nosso redor: amigos, colegas de trabalho, familiares, ou
seja, as diversas interações que podem acontecer baseadas em sentimentos, emoções e
tipos de relacionamentos que temos com o núcleo de pessoas que nos cerca em nosso dia
a dia.
• O relacionamento interpessoal sempre muda, tudo depende do contexto em que ele está
inserido. Isso significa que o seu modo de se relacionar no ambiente de trabalho não será
igual em seu relacionamento familiar, do mesmo modo que você terá comportamentos
diferentes se estiver no meio de uma comunidade de “apenas conhecidos” ao invés de estar
entre amigos mais íntimos
• Já o relacionamento interpessoal virtual é visto como algo mais recente. Mesmo
que não estejamos presentes fisicamente, diretamente ao lado das pessoas, no
momento de criar uma conexão virtual com alguém precisamos lembrar que ainda
assim devemos seguir algumas regras das normas comportamentais que rege nossa
sociedade.
FATORES QUE INFLUENCIAM A SUA
RELAÇÃO INTERPESSOAL
• Dentro desses tipos de relações interpessoais existem vários fatores importantes, que
definem em qual tipo essa relação se encaixa e como podemos melhorá-las e nos beneficiar.
Alguns desses fatores são: autoconhecimento, amor próprio, tolerância e empatia.
• e autoconhecer pode ser um processo demorado e doloroso, pois nele avaliamos nossos
sentimentos e a forma como reagimos a determinadas situações. Nem sempre estamos
dispostos a mudar de opinião. Mas como permitir que alguém saiba como realmente somos
se não estamos dispostos a compreender nossos verdadeiros princípios?
• Amor próprio
• Tolerância
• E a empatia é um fator de extrema importância, pois é onde nos colocamos no lugar do
próximo de diversas maneiras sem o interesse de obter apenas o que há de melhor nessa
relação, mas também dando o nosso melhor ao outro.
• Para Satir, " Cada palavra, cada expressão facial, cada gesto ou ação dos pais dá à
criança uma mensagem sobre o seu próprio valor. É triste que tantos pais não
percebam a mensagem que estão enviando."
RELACIONAMENTO INTERPESSOAL NA
FAMILIA
• Ha três coisas na vida que não voltam atras:  a flecha lançada, a palavra pronunciada e
a oportunidade perdida. (Provérbio Chinês).
• A natureza nos uniu a uma família, e devemos viver nossas vidas unidos, ajudando uns
aos outros”.  No entanto, o relacionamento interpessoal entre família é uma experiência
bem particular para cada pessoa. Tem pessoa que acha prazeroso; que aproveita o
tempo de lazer com os familiares; que toma decisões importantes consultando a família.
• s membros familiares que vivem neuroticamente uns para os outros membros da
mesma família, afirmam para si próprios: “Se eu me sacrifico pelo outro, exijo que ele se
dedique a mim”. Não se trata de afeição, e sim de um compromisso impostos entre dois
ou mais membros da mesma família. Na verdade não estão exercitando o discernimento
necessário para enxergar a autentica satisfação de cada um como pessoa.
RELACIONAMENTO INTERPESSOAL COM
AMIGOS
• Desde a infância, identificamos a necessidade de interagirmos com as pessoas ao
nosso redor; na escola, procuramos ingressar em grupos para nos sentirmos
protegidos.Os vizinhos também são uma das opções para que essa necessidade
social seja atendida.
• Ao ingressarmos em um grupo, logo observamos o comportamento das pessoas que
iremos auto relacionar-se com elas.
RELACIONAMENTO INTERPESSOAL  NA VIDA
SOCIAL
• O primeiro passo para interferirmos na sociedade e instaurar, em definitivo, a harmonia nas
relações, é investirmos na comunicação, praticar a arte do diálogo e recuperar a dignidade de
nossa espécie, que é a única, entre os animais, apta a compreender e ser compreendido.
• O convívio coletivo garante a saúde do grupo e enriquece, sobremaneira, o indivíduo que se
dispõe a dedicar-se na arte da conversa. Seja ela técnica, acadêmica, social, não importa, é a
conversa que cria o elo que ativa a “liga” da sociedade.
• Quando falamos em comunicação interpessoal, podemos pensar em pontes. Criar pontes entre os
corações, me parece uma maneira simples de compreender a questão. Quanto mais pontes
criamos, mais opções teremos por onde transitar. Lembrando sempre que cada qual passeia pelas
pontes sem aprisionar ninguém em seu “território” e nem abandonar o seu em detrimento do outro.
Este ir e vir entre o coração das pessoas é, em verdade, a base do movimento social autêntico.
Quando as pessoas convivem dentro deste trânsito parece haver naturalmente harmonia e
entendimento. A conversa, é o meio do qual dispomos a nos fazer entender. Possui regras que
asseguram um bom desempenho, de modo a facilitar as relações interpessoais.
• Segundo McGrath (2007, p. ),
• O pós-modernismo é geralmente entendido como algo de sensibilidade cultural sem
absolutos, certezas fixas ou fundamentos [...] [...] O pós-modernismo declara que
todos os sistemas de crenças devem ser vistos como igualmente plausíveis. Algo é
verdadeiro se é verdadeiro para mim.
• Sendo assim, todos são possuidores da verdade, isto é “vale tudo”, não existe mais
um padrão de exposição da realidade, é o fim da proibição. Esses novos conceitos
colocados diariamente afrontam os princípios cristãos despertando nos pais a
insegurança de que não vão conseguir incutir no filho os ensinamentos bíblicos.
IDENTIDADE
• aulo, em 1 Coríntios 3:1-2, diz: “Eu, porém, irmãos não vos pude falar como espirituais, e sim como
carnais, como crianças em Cristo. Leite vos dei de beber, não vos dei alimento sólido; porque
ainda não podeis suportá-lo”.
• Concluímos que na infância o indivíduo é voltado para o “eu”. O tempo passa e na adolescência o ser
humano é capaz de incluir o “outro” no seu sistema de valores e em suas relações com o universo, o
“eu” é particular da criança e é pequeno demais para incluir “outros”. Na adolescência há uma expansão
do “eu” e torna-se necessário a inclusão de outros. Por isso, os adolescentes procuram grupos, tribos e
afinidades. Procuram se conectar ao mundo de alguma forma: cabelos, roupas, linguagem e
comportamentos.
• Há cristãos que são como crianças. Nunca querem expandir o seu “eu”. Vivem como meninos na fé, na
oração, na comunhão e nas emoções, recusam-se a crescer, estão sempre procurando uma
religiosidade assistencialista e de autovalorização. São pessoas que já estão no evangelho há 5, 10, 20,
30 anos e nunca saíram do leite espiritual. E não crescem emocionalmente, não se conectam.
Consideram os conflitos uma perda de tempo e focam no desgaste, ao invés de privilegiar o fato de que
ninguém passa por eles e fica da mesma forma.
• aulo, em 1 Coríntios 14:20, diz: “Irmãos, não sejais meninos no juízo; na malícia,
sim sede crianças; quanto ao juízo, sede homens amadurecidos”.
• A extensão do “eu” é um sinal de maturidade. É preciso fazer a diferença neste
mundo globalizado: manter amizades dentro e além das igrejas, de forma
interdenominacional, envolver-se em fatos sociais, desenvolver a segurança
emocional, ser capaz de autocrítica, ousar experimentar outras perspectivas, e não
ocultar a realidade em troca de fantasias. Não existe “eu” se não tiver o “outro”.
• Uma pessoa madura tem um relacionamento de liberdade com Deus e não foge às
responsabilidades desta liberdade. Uma pessoa madura se conecta com este mundo
e sabe lidar com as pessoas, com a ciência, com a arte, com a política e com o
próximo. Ama o próximo sem segregar ou julgar, mas com misericórdia.
• Ensinar a bíblia é revelar a realidade da natureza humana – espírito, alma e corpo –,
mas sendo eficaz em estabelecer que para termos sucesso na vida devemos
considerar a totalidade dessas dimensões do homem, integrando espírito, alma e
corpo. Revelando a plenitude da humanidade. esta metanoia (mudança de mente)
proporciona um crescimento tanto na vertical (para Deus), quanto na horizontal (para
os homens) tornando-o a luz do mundo e o sal da terra, entendendo quem é e para
que veio ao mundo.
• Quem é você, como você se definiria hoje?
• Em que se baseia a sua identidade, qual é o alicerce?
• O que define quem você é?
• ma das questões mais relevantes da vida, a meu ver,  gira em torno da compreensão da identidade de cada um de nós. Somos criados por Deus, o artista mais criativo do universo, que nos fez a cada um
com um design único.
• Somos obra de Deus, criados com uma identidade própria para cumprir um propósito aqui na terra. A partir do conhecimento de Deus, conseguimos compreender a nossa identidade e o propósito pelo
qual somos como somos, e para qual finalidade existimos.
• Neste texto, eu gostaria de compartilhar um pouco a respeito desse assunto, e por isso gostaria de citar três questões cruciais que estão interligadas dentro desse tema:
• Quem sou eu?

• Qual é o meu dom, talento ou habilidade?

• Como unir estas questões com vistas à identificação e cumprimento do meu propósito de vida?
• Ao escrever sobre este assunto, me lembrei da Escola Adorando que realizamos no ano de 2007. Na reunião de abertura da escola, por um direcionamento de Deus, eu deixei para os alunos estas três
perguntas acima , e disse a eles: se ao final da escola vocês tiverem estas três simples questões esclarecidas,  certamente vocês irão avançar muito na vida e ministério de vocês.
• Me lembro da reação de um dos alunos especificamente, que por coincidência era um pastor bem jovem. Ele me procurou ao final de uma aula e compartilhou comigo o tanto que ficara atordoado por não
ter respostas para essas questões.  Sinceramente, eu não tinha ideia do quanto Deus queria mexer com aquela turma através dessas perguntas.
• De qualquer maneira, te convido a refletir sobre este assunto comigo, na esperança de que você seja edificado e instigado a buscar estas respostas em Deus, caso você não as tenha ainda.
• “Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.  Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto
fui feito, e entretecido nas profundezas da terra.  Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem
ainda uma delas havia. E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grandes são as somas deles!”
• Salmos 139:14-17
• Este salmo expressa muito bem sobre o assunto da nossa reflexão e nos traz uma fundamentação importante sobre a qual eu gostaria de ressaltar dois pontos:
• Identidade  e propósito:

• 1.Fomos criados por Deus;


• 2. Para cumprir um propósito.
•  
• Conforme eu citei anteriormente, o conhecimento de Deus e o nosso relacionamento com Ele nos dá um entendimento muito claro da nossa identidade e isso é libertador
para que possamos romper de fato e nos alinhar aos pensamentos e propósitos Dele a nosso respeito. (Leia mais sobre este assunto no texto 
Superficialidade X Profundidade). Jesus é o nosso maior exemplo de alguém que teve sua identidade sustentada em seu relacionamento com o Pai e caminhou
integralmente dentro disto. Filipenses 2:5-11
• Constantemente somos bombardeados com “verdades” a nosso respeito, baseadas em fatos, padrões e pensamentos humanos estabelecidos por nós mesmos ou pela
sociedade que nos cerca, que nos levam a viver uma eterna comparação com os outros. De fato, somos cercados por verdades que  nem sempre são fundamentadas na
VERDADE , ou seja, na palavra de Deus, e por isso andamos em círculos e não fluímos na vida.
• O que a Bíblia diz a nosso respeito:
• 1. Somos criados por Deus – Salmos 139:13-15
2. Criados à imagem e semelhança de Deus – Gênesis 1:27
3. Nova criatura – 2Coríntios 5:17
4. Filhos e herdeiros de Deus – 1João 3:1-2; Gálatas 4:1-7
5. Tesouro particular de Deus – Êxodo 19:5,6
6. Livres – Gálatas 5:1
7. Templo do Espírito Santo – 1Coríntios 6:19,20
8. Amigos de Deus – João 15:15
9. Sacerdócio real – 1Pedro 2:5,9
• Certamente é libertador, quando nos alinhamos com a palavra de Deus e entendemos quem somos em Cristo.
• Baseados nesta compreensão de nossa identidade, podemos chegar a algumas conclusões a respeito do propósito da nossa existência, Na próxima semana darei
continuidade a este assunto no texto: Para que eu existo?
• Espero ter contribuído de alguma forma para você que tem lutado com estas questões.  Gostaria de deixar um vídeo de uma ministração que fala do nosso lugar em
Deus.
•  
• 22 - MINHA BANDEIRA PESSOAL

     Esta dinâmica toca num assunto vital para os jovens. Pode ser trabalhada na escola ou nos grupos, podendo ser adaptada à realidade específica.

Objetivo: Possibilitar aos participantes a identificação das suas habilidades e limitações.

Material necessário: Fichas de trabalho, lápis preto, lápis de cor, borrachas.

Desenvolvimento:
•  
• Grupo espalhado pela sala. Sentados. Dar a cada participante uma ficha de trabalho. Distribuir o material de desenho pela sala;
• Explicar ao grupo que a bandeira geralmente representa um país e significa algo da história desse país. Nesta atividade cada um vai construir sua própria bandeira a partir de seis perguntas feitas pelo coordenador;
• Pedir que respondam a cada pergunta por intermédio de um desenho ou de um símbolo na área adequada. Os que não quiserem desenhar poderão escrever uma frase ou algumas palavras, mas o coordenador deve procurar incentivar a expressão pelo desenho;
• O coordenador faz as seguintes perguntas, indicando a área onde devem ser respondidas:

 - Qual o seu maior sucesso individual?
•  - O que gostaria de mudar em você?
•  - Qual a pessoa que você mais admira?
•  - Em que atividade você se considera muito bom?
•  - O que mais valoriza na vida?
•  - Quais as dificuldades ou facilidades para se trabalhar em grupo?
•  
• Dar cerca de vinte minutos para que a bandeira seja confeccionada;
• Quando todos tiverem terminado, dividir o grupo em subgrupos e pedir que compartilhem suas bandeiras.
• Abrir o plenário para comentar o que mais chamou a atenção de cada um em sua própria bandeira e na dos companheiros. Contar o que descobriu sobre si mesmo e sobre o grupo.
• No fechamento do encontro, cada participante diz como se sente após ter compartilhado com o grupo sua história pessoal.
•  
•  
•  
• Comentários:
•  
• Tomar consciência das suas habilidades e limitações propicia um conhecimento mais aprofundado sobre si mesmo, suas habilidades, facilitando as escolhas que precisa fazer na vida;
• Feita dessa forma, a reflexão torna-se prazerosa, evitando resistências. É um trabalho leve e ao mesmo tempo profundo. Permite que o grupo possa entrar em reflexões como a escolha profissional.
• Segundo Hall (2006), a pós-modernidade, denominada por ele de modernidade
tardia, possibilita o surgimento de um novo conceito de identidade em que há o
surgimento de identidades contraditórias, plurais e fragmentadas. Para esse autor, a
globalização é uma das principais causas das mudanças e interferências culturais,
pois esse processo diminui as distâncias, aproxima as nações, facilita a comunicação
e a interferência cultural e linguística que apontam para a construção de novas
identidades.
• Tais elementos contribuem para que a construção identitária seja deslocada e
desestabilizada a partir do encontro com o outro, com o diferente. Mas ao mesmo tempo em
que essas questões poderiam indicar, conforme a autora, para uma “democratização em
tempo real”, a mesma globalização que (re)força a mistura e “pulveriza as identidades”, cria
kits de perfis-padrão de identidades facilmente consumíveis pelos sujeitos, atendendo à
lógica do mercado e desconsiderando a diversidade geográfica e cultural. “Identidades
locais fixas desaparecem para dar lugar a identidades globalizadas flexíveis que mudam ao
sabor dos movimentos do mercado e com igual velocidade” (ROLNIK, 1997, p. 20). Nesse
sentido, as mudanças econômicas propiciadas pela globalização e pela mídia eletrônica
contribuem para a formatação da identidade, para a criação de subjetividades vinculadas à
lógica do mercado. Essas questões são visíveis em todos os campos da sociedade, seja na
moda, nas dietas, na publicidade, ou na literatura de autoajuda que disciplinariza sujeitos e
contribui para a fabricação de indivíduos dóceis. Stuart Hall remete às palavras de Marx e
Engels para referir-se à transitoriedade
• Somos uma sociedade em movimento, cuja constante oscilação promove a
constituição de identidades de transição, fruto de escolhas necessárias para a
existência da própria sociedade. Uma das referências da não rigidez das identidades
é a linguagem a qual pode representar, simultaneamente, a identidade e a diferenç
• Silva (2011, p.76) afirma que dizer que são o resultado de atos de criação significa
dizer que não são "elementos" da natureza, que não são essências, que não são
coisas que estejam simplesmente aí, à espera de serem reveladas ou descobertas,
respeitadas ou toleradas. A identidade e a diferença têm que ser ativamente
produzidas. Elas não são criaturas do mundo natural ou de um mundo
transcendental, mas do mundo cultural e social. Somos nós que as fabricamos, no
contexto de relações culturais e sociais. A identidade e a diferença são criações
sociais e culturais (Grifos do autor). Produzimos linguagens e construímo-nos por
meio da linguagem
• Novaes (2011, p.1) a juventude é a fase da vida mais marcada por ambivalências. Ser
jovem é viver uma contraditória convivência entre a subordinação à família e à sociedade e
ao mesmo tempo, grandes expectativas de emancipação. Para a juventude acena-se com
uma espécie de “moratória social”. Isto é, a juventude é vista como etapa de preparação,
em que os indivíduos processam sua inserção nas diversas dimensões da vida social, a
saber: responsabilidade com família própria, inserção no mundo do trabalho, exercício pleno
de direitos e deveres de cidadania. [...] entre os jovens contemporâneos, há diferenças
culturais e desigualdades sociais. Hoje já é lugar comum falar em “juventudes”, no plural.
Em uma sociedade marcada por grandes distâncias sociais, são desiguais e diferentes as
possibilidades de se viver a juventude como “moratória social”, tempo de preparação. A
condição juvenil é vivida de forma desigual e diversa em função da origem social; dos níveis
de renda; das disparidades socioeconômicas entre campo e cidade, entre regiões do
mesmo país, entre países, entre continentes, hemisférios. (Grifos originais) A afirmação de
Novaes sobre a juventude vai ao encontro do que
• Muitos confrontos entre professores e alunos se dão pela escassez de vínculos, pela falta
de desejo de ensinar e aprender. Muitos jovens precisam de apoio e mostram uma
precariedade de laços, com uma imagem e estima equivocadas de si mesmos. Tratam das
suas experiências, no presente, sem perceber que essas estão pautadas em inadequadas,
distorcidas e interrompidas ligações com o passado, com aqueles que deveriam ser
sustentadores e frustradores das necessidades e desejos infantis.
• Para alguns, foi insuficiente o registro que deveria recalcar os sentimentos de grandiosidade
e voracidade, levando-os à incapacidade de tolerar as frustrações e a realidade, interferindo
na simbolização e superação do desamparo e da onipotência.
• Acredito que a pessoa aprende quando confia, quando passa a enfrentar o desafio de estar
só, mesmo junto com os outros, quando suporta a frustração imposta pela separação e
diferenciação, pois foi barrada nos desejos infantis de apropriar-se ou manter-se fusionada
com a outra pessoa.
• s dificuldades de aprendizagem, nos casos estudados, representaram contratos malfeitos na
identidade e autoria de pensar, sentir e agir com responsabilidade no difícil encontro com o
conhecimento e o saber.
• Se considerarmos a aprendizagem como uma função que leva à expansão das estruturas mentais
e afetivas, o não-aprender pode ser encarado como um sintoma que reflete as paradas no
desenvolvimento individual por impasses nos processos de filiação e de reconhecimento diante de
um grupo social (Paín, 1987).
• Os sujeitos com dificuldades escolares têm problemas de ordem vincular, conflitos,
indiscriminações e fantasias impedidoras, não conseguem superar os limites impostos na
realidade escolar. Aprender representa tolerância com o tempo e o espaço de comunicação e
convivência com o Outro. Ao aprender, o sujeito classifica, ordena, questiona, experimenta e
expõe o que sabe, o que é. O conhecimento do mundo não é separado do conhecimento de si
mesmo. A conexão com a curiosidade, a inquietação e as idéias depende das motivações
internas, do amor por si mesmo.
• enso que todos precisam do reconhecimento, do olhar refletor, da palavra para apoiar
a estima pessoal e para suportar as demandas externas, sem isso advêm o colapso,
a ausência, a dor de nada ser e, portanto, ascender ao Ter. Por isso as histórias de
aprendizagem social e escolar desses adolescentes apresentam tantas falhas.
• Os jovens que conheci demonstram uma ambivalência no Ser e no Ter decorrente da
intolerável separação dos pais, da casa, da intimidade de um lugar para viver. Eles
moraram com alguém, com um grupo, uma família, que continua responsável por
eles, mas sentem-se abandonados. Alguns tiveram a presença de uma mãe e de um
pai que por algum motivo se afastaram, levando-os a defrontarem-se com a realidade
dos que não têm privilégios sociais, dos que têm de superar, desde cedo, a perda
dos laços parentais.
• ntendi, com as histórias desses jovens, que a função materna é essencial na
organização e fortalecimento do ego, que a função paterna é imprescindível na
sustentação da estruturação psíquica e na verticalização do filho.
• O pai representa um pólo articulador na vida da criança. Para o menino um esteio
narcísico, um modelo identificatório. O pai tem uma função estruturante, separadora
da ligação mãe-filho, enraíza a criança na filiação do sobrenome e na linhagem que
transmite. Alguns meninos da Instituição não receberam o sobrenome do pai, não o
conheceram, foram alijados de suas representações desde o início da vida.
• Avalio que os sintomas das crianças e dos adolescentes que têm dificuldades para
aprender, sem uma causa orgânica, são perguntas mudas, mensagens por
decodificar, mal-entendidos e expressões de enganos, que se manifestam em
prejuízos na aprendizagem escolar. Compreendo que esses sintomas advêm da
frustração do objeto real, representado na falta imaginária do objeto simbólico ou na
privação deste, bloqueando a capacidade de pensar.
• Como formulou Bion (1988), a incapacidade de pensar é resultante da incapacidade do
grupo familiar, principalmente da mãe, em acolher as angústias dos filhos. Bion se referia
ao pensar baseado nos vínculos humanos como um esforço para compreender a si
mesmo, a realidade própria e a do Outro a partir das experiências emocionais da infância.
• Compreendo que, na adolescência, o efeito de estruturas familiares desarticuladas gera
um predomínio de fantasias de abandono e solidão, associadas a uma incapacidade de
lidar com os sentimentos pessoais. O abandono pode ser interpretado como
impossibilidade de satisfazer os pais, acentuando o sentimento de desvalorização, a
sensação de ser ruim. Os adultos não podem responder por nada, afinal eles estão sós e
devem passar por tudo que vivem no momento. Isso gera mais desconforto e
insegurança, um ir e vir que os aprisiona. Não podem confiar, dar significação aos
sentimentos, estão sozinhos, por isso burlam a realidade, burlam para sobreviver aos
encontros e às separações.
• Vejo que esses jovens precisam abandonar o desejo bizarro de mudar de corpo e de alma,
mesmo que insatisfeitos com o papel que representam no mundo. Mas eles continuam olhando
os outros como se fossem melhores, ou piores, têm medidas para quase tudo, não podem dar-se
conta de que em toda a vida há dramas que, na maior parte do tempo, permanecem reprimidos.
• Talvez o mais sensato seria aceitar o que são, como são, com os limites que derivam da relação
com os pais, substituindo a fuga, o isolamento, a falsa aparência, a impulsividade pelo Ser, pela
autoria de Ter uma solução para os problemas da vida. Tal caminho poderia ser a saída para
evitar o transtorno narcísico na aprendizagem, um caminho que exploraria as fantasias,
trabalhando-as de forma criativa, sem angústias, transformando-as em produções.
• Talvez o mais sensato seria pensar que o pior abandono é se abandonar e viver de forma
abandonada e inter-romper a visão onipotente e ameaçadora do mundo, para testar a realidade
e modificá-la, sempre que necessário, assegurando o acesso ao mundo simbólico com
sentimentos mais amigáveis a respeito de si mesmo.
• Identifiquei que os problemas narcísicos representam um dano, um obstáculo na
aprendizagem, mas podem ser uma força motivacional para o sucesso, desde que
não se voltem contra o sujeito, escravizando-o na procura da admiração e da
submissão incondicional dos outros. Essa seria a outra prisão do narcisista, não
poder errar, não poder falhar, tão ruim quanto a do não poder ver, escutar, só
dominar, independentemente da dor que provoca em si mesmo e nas outras pessoas.
• Entendo que ser amado e aceito significa uma restauração parcial do narcisismo
inicial do ser humano e da tentativa de alcançá-lo ou superá-lo. O amor por si mesmo
só poderá ser conseguido com novos vínculos, com a ampliação do mundo das
fantasias e desejos, com a entrada de novos personagens, novas identificações e
conhecimentos.
• Os adolescentes que conheci estão sós, pois seus pais estão envolvidos com as
próprias necessidades, não têm condições de ajudá-los e compreendê-los, nem ser
continentes de suas angústias. São pais que outorgaram à escola e ao internato o
dever de criá-los com a esperança de um futuro melhor. Para que tal projeto
aconteça, outros adultos se farão necessários, os professores e educadores da
Instituição, desde que esses aceitem a solidão que os meninos carregam, o
sofrimento, não só físico, mas sobretudo psíquico.
• foram alijados de uma mãe e de um pai confiáveis, que lhes dessem saudosos laços
de família.
O Lobo
- Trecho de um livro de Billy Graham
- Ilustração de Gavin Aung Than
TÍTULO E LAYOUT DE CONTEÚDO COM
LISTA
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• Quarto nível
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TÍTULO E LAYOUT DE CONTEÚDO COM
GRÁFICO
6

0
Categoria 1 Categoria 2 Categoria 3 Categoria 4

Série 1 Série 2 Série 3


DOIS LAYOUTS DE CONTEÚDO COM TABELA
Classe Grupo A Grupo B • Primeiro marcador aqui
• Segundo marcador aqui
Classe 1 82 85
• Terceiro marcador aqui
Classe 2 76 88

Classe 3 84 90
DOIS LAYOUTS DE CONTEÚDO COM
SMARTART
• Primeiro marcador aqui Grupo A
• Segundo marcador aqui • Tarefa 1
• Terceiro marcador aqui • Tarefa 2

Grupo B

• Tarefa 1
• Tarefa 2

Grupo C

• Tarefa 1
• Tarefa 2