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DISCIPLINA TÓPICOS

ESPECIAIS EM
ARQUIVOLOGIA I (TEORIA
DOS CONCEITOS)

PROFESSORA: Lucia Helena Corrêa Solci


PERÍODO LETIVO: 2018/2
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DISCIPLINA TÓPICOS ESPECIAIS EM ARQUIVOLOGIA I
(TEORIA DOS CONCEITOS)

1) CONCEITO

a) Um conceito é uma idéia ou construção mental elaborada acerca de


um fenômeno.
b) São termos referentes aos fenômenos que ocorrem na natureza ou no
pensamento.
c) São representações cognitivas, abstratas, de uma realidade
perceptível formada por experiências diretas ou indiretas.

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(TEORIA DOS CONCEITOS)

1) CONCEITO

d) O conceito constitui em um agregado de CARACTERÍSTICAS


que são comuns a um sem número de objetos individuais.
e) Sua função primária é permitir que indivíduos possam descrever
situações e se comunicar efetivamente.
f) Como representações de uma dada realidade, os conceitos
possuem atributos de caráter dinâmico, mutáveis na dimensão
temporal e contextual, sendo sua evolução influenciada pelo
uso e aplicação.
Exemplo: Cocada (doce); Cocada (gíria)

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(TEORIA DOS CONCEITOS)

1) CONCEITO

g) Os conceitos “não são esculpidos em pedras, sua análise e


entendimento mudam com o tempo, não devendo ser
considerados como um produto finalizado.” (Fundo de Arquivo).
h) CAPURRO e HJORLANDA alertam quanto ao caráter dinâmico das
estruturas teóricas que envolvem os conceitos, principalmente no
âmbito das Ciências Sociais.
i) Segundo JAPIASSU e MARCONDES (1995, p.53), conceito “[...]
designa uma idéia abstrata e geral sob a qual podemos unir diversos
elementos.”(Rosa)
k) DICIONÁRIO DE CIÊNCIAS SOCIAIS DA FUNDAÇÃO GETÚLIO
VARGAS (1987, p. 232) o define como um aspecto do pensamento.
Conceito é uma espécie de unidade em termos da qual se pensa;
uma unidade menor do que um julgamento, proposição ou teoria, mas
que forçosamente toma parte neles (...) 4
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1) CONCEITO

h) Exemplos de Conceitos:

h.1) Língua de Sinais de Fumaça comum entre os índios:

Explicação do uso de duas nuvens de fumaça: um sinal de duas


nuvens significava que tudo estava bem e que o acampamento estava
estável e seguro. 
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1) CONCEITO

h.2) Exemplo do alfabeto em Libras:

h.3) Exemplo de palavra em Libras:

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1) CONCEITO

h.4) Fluxograma da Construção de um Conceito


SIGNO

Imagem Acústica Conceito

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1) CONCEITO
h.4.1) SIGNO: Algo que é usado, referido ou tomado no lugar de outra
coisa.
h.4.1.1) SIGNOS NATURAIS (INDÍCIOS OU SINTOMAS)
EX.: ABRAÇO (INDICA MANIFESTAÇÃO DE CARINHO)

h.4.1.2) SIGNOS SUBSTITUTIVOS (ÍCONES)


EX.: ESCUDO DE UM TIME DE FUTEBOL

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2) DEFINIÇÃO

Explicação clara e breve de um conceito.

CAMPOS insere a questão da definição a qual, no seu entender, “[...] é a descrição


de um conceito pelo significado de outros conceitos conhecidos. A definição
revela a posição do conceito em um sistema de conceitos
relacionados.”(Tesauro)

Definições são mal vistas por filósofos e teóricos da cultura que não acreditam
mais na capacidade de uma língua prover um meio confiável de capturar a
identidade ou o significado de coisas que encontramos no mundo.

As dúvidas vão desde o significado propriamente dito de um termo até a


utilidade da definição em si.

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2) DEFINIÇÃO

A certeza positivista de que verdades e mentiras podiam ser aferidas por


meio da lógica e de observações empíricas, foi seriamente abalada.
(Teoria das Três Idades)

Proposições e conceitos não eram mais absolutos. Essa visão ganhou


força a partir da década de 1970 com a prevalência do
CONSTRUTIVISMO (formador social, com o intuito de organizar e
instruir a vida das pessoas, e não apenas decorar) e do RELATIVISMO
(recusa de qualquer proposição filosófica ou ética de valor universal e
absoluto. Tudo o que se diga ou faça é relativo ao lugar, à época e
demais circunstâncias nas quais o homem se encontra).

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2.1.1) INTERDEPENDÊNCIA ENTRE CONCIEITO RDEFINIÇÃO

Segundo CAMPOS, CONCEITO É UMA IDEIA QUE SE TEM DE UM OBJETO,


QUE PODE SER COMUNICADA POR MEIO DE UMA FORMA VERBAL - O
TERMO.

Ocorre que essa forma verbal pressupõe uma narrativa que, por sua vez, envolve
outros conceitos.

No exemplo “Lâmpada incandescente: lâmpada na qual uma matéria sólida se


aquece por meio da corrente elétrica até alcançar um grau de temperatura no
qual emite luz” (CAMPOS, 2003), identificamos em lâmpada incandescente o
TERMO que materializa o CONCEITO, ou seja, a ideia que se tem desse
objeto. Já a NARRATIVA que se segue ao termo, seria a DEFINIÇÃO.
 
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3) MAPAS CONCEITUAIS

3.1) Definição

a) Ferramenta administrativa, para organizar e representar o


conhecimento, de forma geral, sendo basicamente um
aperfeiçoamento do conhecido organograma, somente que,
bastante, e muito detalhado, com fins de ser utilizado em trabalho
de equipe [e na construção de LDs].
b) É uma representação gráfica em duas ou mais dimensões de um
conjunto de conceitos construídos de tal forma que as relações
entre eles sejam evidentes.

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3) MAPAS CONCEITUAIS

3.2) Características

a) À medida que o conhecimento prévio serve de base para a


atribuição de significados à nova informação, ele também se
modifica.
b) A estrutura cognitiva está constantemente se reestruturando
durante a aprendizagem significativa.
c) O processo é dinâmico.
d) O conhecimento vai sendo construído.

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3) MAPAS CONCEITUAIS

3.2) Características

e) Os conceitos aparecem dentro de caixas enquanto que as relações


entre os conceitos são especificadas através de frases de ligação
nos arcos que unem os conceitos.
f) As frases de ligação têm funções estruturantes e exercem papel
fundamental na representação de uma relação entre dois conceitos.
A dois conceitos, conectados por uma frase de ligação chamamos
de proposição.

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3) MAPAS CONCEITUAIS

3.2) Características

g) As proposições são uma característica particular dos mapas


conceituais se comparados a outros tipos de representação como
os mapas mentais.

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ARQUIVOLOGIA I (TEORIA DOS CONCEITOS)

3) MAPAS CONCEITUAIS

3.2) Características

3.2.1) Proposições
 Proposição é um termo usado em lógica para descrever o
conteúdo de asserções.
 Uma asserção é um conteúdo que pode ser tomado
como verdadeiro ou falso.
 Asserções são abstrações de sentenças não linguísticas que a
constituem.
 A natureza das proposições é controversa entre filósofos, muitos
dos quais são céticos sobre a existência de proposições.

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3) MAPAS CONCEITUAIS

3.2) Características

3.2.1) Proposições
 Muitos lógicos preferem evitar o uso do termo proposição em favor de
usar sentença.
 Diferentes sentenças podem expressar a mesma proposição quando
têm o mesmo significado. Por exemplo: Teoria das Três Idades e Ciclo
Vital dos Documentos.
 Na lógica aristotélica uma proposição é um tipo particular de
sentença, a saber, aquela que afirma ou nega um predicado de
um sujeito.

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3) MAPAS CONCEITUAIS

3.2) Características

3.2.1) Proposições
 Proposições são usualmente consideradas como
o conteúdo de crenças e outros pensamentos representativos.
 Elas também podem ser o objeto de outras atitudes,
como desejo, preferência, intenção, como em "Desejo um
carro novo" e "Espero que chova", por exemplo.

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3) MAPAS CONCEITUAIS

3.3) Técnicas para Construção de Mapas Conceituais

a) Ter, antes, uma boa inteligência inicial cuja resposta estará


expressa no mapa geográfico construído.
b) Escolher um conjunto de conceitos (termos de indexação)
dispondo-os no final do espaço onde o mapa será elaborado.

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3) MAPAS CONCEITUAIS

3.3) Técnicas para Construção de Mapas Conceituais

c) Escolher um conceito para estabelecimento da(s) relação(ões)


entre eles.
d) Decidir qual o par e escrever uma frase de ligação para esse par
de conceitos escolhido.
e) A repetição das etapas c) e d) tantas vezes quanto se fizer
necessário (em geral até que todos os conceitos escolhidos
tenham, ao menos, uma ligação com outro conceito).

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3) MAPAS CONCEITUAIS

3.3) Técnicas para Construção de Mapas Conceituais

White e Gunstone,1997, propõem uma seqüência de etapas que


auxiliam a construção de um mapa conceitual:

a) Escreva os termos ou conceitos principais que você conhece sobre


o tópico selecionado.
b) Escreva cada conceito ou termo em um cartão.

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3) MAPAS CONCEITUAIS

3.3) Técnicas para Construção de Mapas Conceituais

c) Revise os cartões, separando aqueles conceitos que você NÃO


entendeu.
d) Também coloque de lado aqueles que NÃO ESTÃO relacionados
com qualquer outro termo.

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3) MAPAS CONCEITUAIS

3.3) Técnicas para Construção de Mapas Conceituais

e) Os cartões restantes são aqueles que serão usados na construção


do mapa conceitual.
f) Organize os cartões de forma que os termos relacionados fiquem
perto uns dos outros.

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3) MAPAS CONCEITUAIS

3.3) Técnicas para Construção de Mapas Conceituais

g) Cole os cartões em um pedaço de papel tão logo você esteja


satisfeito com o arranjo.
h) Deixe um pequeno espaço para as linhas que você irá traçar.
i) Desenhe linhas entre os termos que você considera que estão
relacionados.
j) Escreva sobre cada linha a natureza da relação entre os termos.

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3) MAPAS CONCEITUAIS

3.3) Técnicas para Construção de Mapas Conceituais

k) Se você deixou cartões separados na etapa da letra c, volte e


verifique se alguns deles ajustam-se ao mapa conceitual que você
construiu;
l) Se isto acontecer, assegure-se de adicionar as linhas e relações
entre estes novos itens.

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3 MAPAS CONCEITUAIS

3.4 Definição dos Termos inerentes à construção dum Mapa


Conceitual Orgânico-Funcional

a) FUNÇÃO: “Corresponde ao conjunto das atividades que um órgão


público ou empresa privada exerce para a consecução de seus
objetivos. As funções podem ser diretas ou essenciais [funções
finalísticas] e indiretas ou auxiliares... [funções administrativas].”
(BERNARDES & DELATORE, p. 30.)

a.1) Gestão de Capital: corresponde à coordenação das ações de


recrutamento, seleção,desenvolvimento e capacitação, avaliação e
acompanhamento da vida funcional dos funcionários ou servidores
encarregados da execução de serviços públicos ou de natureza26
pública, dentro das hierarquias funcionais e dos regimes jurídicos
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3 MAPAS CONCEITUAIS

3.4 Definição dos Termos inerentes à construção dum Mapa


Conceitual Orgânico-Funcional

b) SUBFUNÇÃO: “...agrupamento de atividades afins,


correspondendo cada subfunção a uma modalidade da respectiva
função.” (BERNARDES, Como elaborar..., 2005, p. 70.)

b.1) SELEÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS: Esta


subfunção refere-se à coordenação dos processos
seletivos,concursos públicos, capacitação e qualificação dos
funcionários e servidores públicos ou dos candidatos
a cargos e funções nos diferentes órgãos.
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ARQUIVOLOGIA I (TEORIA DOS CONCEITOS)
3 MAPAS CONCEITUAIS

3.4 Definição dos Termos inerentes à construção dum Mapa


Conceitual Orgânico-Funcional

c) ATIVIDADE: “Ações, encargos ou serviços decorrentes


do exercício de uma função.” (BERNARDES & DELATORRE,
2007, p. 15 e 30.)
c.1) RECRUTAMENTO E SELEÇÃO DE PESSOAS: “é um
sistema de informações, que visa atrair candidatos
potencialmente qualificados, dos quais serão selecionados
futuros funcionários da organização. A função do
recrutamento é suprir a seleção de pessoal de matéria-prima
básica, ou seja, os candidatos ao emprego.” (RIBEIRO, 2006)
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ARQUIVOLOGIA I (TEORIA DOS CONCEITOS)
3 MAPAS CONCEITUAIS

3.4 Definição dos Termos inerentes à construção dum Mapa


Conceitual Orgânico-Funcional

d) TIPO DOCUMENTAL:  O estudo que tem como objeto os


tipos documentais, e entendidos como a configuração que assume a
espécie documental de acordo com a atividade que a gerou, a
natureza do conteúdo, ou técnica de registro. TIPO DOCUMENTAL =
ESPÉCIE + FUNÇÃO Exemplo de tipo documental: Processo
relativo ao trabalho da comissão permanente ou especial de
licitação.
d.1) CURRÍCULO DE CANDIDATO A EMPREGO PÚBLICO
d.2) FICHA DE INSCRIÇÃO DE CANDIDATO A EMPREGO PÚBLICO
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3) MAPAS CONCEITUAIS

3.4) Termos inerentes à construção de um Mapa Conceitual Orgânico-Funcional


Função

03 GESTÃO DE CAPITAL
Subfunção

Atividade

03.02 SELEÇÃO E DESENVOLVIMENTO


Tipo Documental
DE PESSOAS

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MODELO DE CONSTRUÇÃO DE MAPA CONCEITUAL (VER


APRESENTAÇÃO DO POWER POINT “MAPA CONCEITUAL
ÚLTIMA VERSÃO 2018.2”

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4) CONCEITOS A PRIORI E CONCEITOS A POSTERIORI  

a) Os conceitos podem ser EMPÍRICOS ou CONCRETOS


(observados, pelos sentidos) ou ABSTRATOS (não observáveis; se
referem às qualidades ou estados e que não têm existência própria).

b) Exemplo de Conceito Empírico: Antes de iniciar a obra, o João de


Barro descobre a direção e o sentido predominante do vento no local e
então constrói a casa com a "porta" voltada para o lado oposto. A
medida evita que a chuva entre no ninho, protegendo a fêmea e seu
filhote.

c) Exemplo de Conceitos Abstratos: Bondade, Beleza, Justiça. 

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4) CONCEITOS A PRIORI E CONCEITOS A POSTERIORI  

c) Os conceitos podem ser contextualizados em duas correntes:


c.1) Empirismo, onde os conceitos são construtos que resultam da
abstração da experiência.
c.2) Racionalismo, em que os conceitos são produtos da razão.

d) Tradição kantiana: Estabelece distinção entre conceitos


PUROS ou A PRIORI (que NÃO foram retirados da experiência),
e os conceitos A POSTERIORI, de NATUREZA EMPÍRICA.

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4) CONCEITOS A PRIORI E CONCEITOS A POSTERIORI  

4.1) Conceitos A PRIORI (PUROS)

a) Segundo Kant, são A PRIORI os elementos do conhecimento


(intuições, conceitos, juízos) independentes da experiência.
b) A proposição, por exemplo, "todos os corpos são extensos" é uma
afirmação necessária e universalmente verdadeira (os juízos a
priori são universais e necessários), existam corpos ou não; é
uma verdade que não depende da experiência.

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4) CONCEITOS A PRIORI E CONCEITOS A POSTERIORI  

4.1) Conceitos A PRIORI (PUROS)

a) A PRIORI é uma expressão usada para fazer referência a um


princípio anterior à experiência. 
b) A PRIORI é uma locução adverbial da língua latina, que não se
encontra no dicionário da língua portuguesa, mas é muito usada para
indicar “aquilo que vem antes de”.
c) Exemplo: Sobre a vitória nas eleições, a priori, não é possível tirar
conclusões.

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4) CONCEITOS A PRIORI E CONCEITOS A POSTERIORI  

4.2) Conceitos A POSTERIORI (EMPÍRICOS)

a) Conhecimento é A POSTERIORI quando:

a.1) comprovados a partir da experiência (forma empírica).


a.2) possuem validade particular.
a.3) Exemplo: “Em Matosinhos, as mulheres falam muito alto e
acenam muito com as mãos”).

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4) CONCEITOS A PRIORI E CONCEITOS A POSTERIORI  

4.2) Conceitos A POSTERIORI (EMPÍRICOS)

a) Os conceitos são construtos que resultam da abstração da


experiência.
b) Todos os conceitos, mesmos os mais abstratos e universais
partem de fatos concretos.
c) Na antiguidade são comuns as concepções empiristas.
d) Os estóicos falavam que a alma é uma tábua onde não há nada
escrito.

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4) CONCEITOS A PRIORI E CONCEITOS A POSTERIORI  

4.2) Conceitos A POSTERIORI (EMPÍRICOS)

OBSERVAÇÃO:

1) Estoicismo é um movimento filosófico que surgiu na Grécia Antiga.


2) Preza a fidelidade ao conhecimento, desprezando todos os tipos de
sentimentos externos, como a paixão, a luxúria e demais emoções.

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4) CONCEITOS A PRIORI E CONCEITOS A POSTERIORI  

4.2) Conceitos A POSTERIORI (EMPÍRICOS)

OBSERVAÇÃO:

3) Filosofia estóica: paixão é considerada sempre má, e as emoções


um vício da alma (ódio, amor ou piedade).
4) Sentimentos externos tornariam o homem um ser irracional e
não imparcial.
5) Um verdadeiro sábio, segundo o estoicismo, não deveria sofrer
de emoções externas, pois estas influenciariam em suas
decisões e raciocínios.

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4) CONCEITOS A PRIORI E CONCEITOS A POSTERIORI  

4.2) Conceitos A POSTERIORI (EMPÍRICOS)

OBSERVAÇÃO:

6) Ser humano alcança a felicidade apenas a partir das suas “virtudes”.


7) O conhecimento segundo os ensinamentos de Sócrates) seria
desprovido de “vício”, considerado para os estóicos um mal
absoluto).

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4) CONCEITOS A PRIORI E CONCEITOS A POSTERIORI  

4.2) Conceitos A POSTERIORI (EMPÍRICOS)

OBSERVAÇÃO:

7.1) Socrátes acreditava que ninguém tinha as respostas definitivas para


qualquer perguntas.
7.2) Socrátes perambulava por Atenas, fazendo as questões que
considerava básicas sobre moralidade e política.
7.3) Para Socrátes, a catástrofe consiste na corrupção da alma.
7.4) O ser humano deve preservar sua integridade acima de tudo.
7.5) Ele dizia que é melhor sofrer uma injustiça do que cometê-la.

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4) CONCEITOS A PRIORI E CONCEITOS A POSTERIORI  

4.2) Conceitos A POSTERIORI (EMPÍRICOS)

OBSERVAÇÃO:

8) Na Idade Moderna Locke defende que a alma é um papel em


branco e que somente por meio da experiência, estas iriam
imprimindo marcas neste “papel”.
9) Para ele, havia dois tipos de experiência: a interna e a externa.
10) A experiência interna é a reflexão.

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4) CONCEITOS A PRIORI E CONCEITOS A POSTERIORI  

4.2) Conceitos A POSTERIORI (EMPÍRICOS)

OBSERVAÇÃO:

11) A experiência externa é a sensação.

e) Empírico é um termo que tem origem no grego empeirikos, e o seu


significado é o de “experimentado”. 
f) Empírico se refere a tudo aquilo que está baseado em atividades
práticas, em experiências e observações.

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4) CONCEITOS A PRIORI E CONCEITOS A POSTERIORI  

4.2) Conceitos A POSTERIORI (EMPÍRICOS)

g) É o conhecimento adquirido vivenciando a realidade.


h) É diferente do tipo do conhecimento que vem do método cientifico
ou a partir de teorias.

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(TEORIA DOS CONCEITOS)

4) CONCEITOS A PRIORI E CONCEITOS A POSTERIORI  

4.2) Conceitos A POSTERIORI (EMPÍRICOS)

h) O conhecimento empírico é aquele do senso comum, adquirido sem


reflexões, desprovido de lógica e racionalidade, sem compreensão
das relações de causa e efeito.
i) Os antigos sabiam de forma empírica que o Sol nascia todo dia
mais ou menos no mesmo horário.

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(TEORIA DOS CONCEITOS)

5) CONCEITO SEGUNDO O RACIONALISMO

a) René Descartes defende que a razão é uma faculdade


independente da experiência.
b) Isto compreende a existência de um conhecimento inato como
explica com a sua frase “Cogito, ergo sum” (“Penso, logo existo”).
c) Os JUÍZOS SINTÉTICOS são os que estão relacionados com a
lógica (por exemplo, “subir para cima”).

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5) CONCEITO SEGUNDO O RACIONALISMO

d) Afirma que tudo que existe tem uma causa inteligível, pondo a
razão, o pensamento, como a principal fonte do conhecimento
humano.
e) Seu método é a dedução.
f) Seu conhecimento só é aceito como racional se possuir em seus
juízos necessidade lógica e validade universal, sem precisar do uso
da experiência.

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DISCIPLINA TÓPICOS ESPECIAIS EM ARQUIVOLOGIA I
(TEORIA DOS CONCEITOS)

5) CONCEITO SEGUNDO O RACIONALISMO

g) No século XIX o racionalismo É LÓGICO já que concebe o


pensamento como a fonte única do conhecimento, não
existindo espaço para a experiência.
h) Forma do racionalismo assume um caráter unilateral.
i) Dogmatização do conhecimento por deduzir conhecimentos a
partir de simples conceitos.

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