Você está na página 1de 19

Clique no ícone para adicionar uma imagem

PONTES EM ARCOS E
GRANDES
ESTRUTURAS
INTRODUÇÃO
• O projeto de uma ponte ou grande estrutura é o
produto de um processo criativo constituído de
uma sequência de alternativas, onde cada uma
procura melhorar a anterior, até que se atinja
uma solução suficientemente boa para ser
construída.

• Esse processo parte das condições locais, onde


a obra deve ser implantada (topografia,
geologia, condições climáticas, tráfego, etc.) e
considerando os materiais e as técnicas
construtivas disponíveis, os tipos estruturais e
as teorias conhecidas, procura criar uma obra
que atenda às funções previamente definidas,
com uma série de qualidades especificadas.

2
SISTEMA ESTRUTURAL
Clique no ícone para adicionar uma imagem
DAS PONTES
• Em termos estruturais uma ponte em geral, é
dividida em Superestrutura, Mesoestrutura e
Infraestrutura:

• - Superestrutura: É a parte útil da obra, por


onde se trafega, constitui as vigas e lajes,
responsável por receber as cargas da utilização
e transmiti-las à meso e infraestrutura.

• - Mesoestrutura: São os pilares e elementos de


apoio, tem como função receber as cargas da
superestrutura e transmiti-las para a
infraestrutura, é determinante para a altura total
da ponte.

3
SISTEMA ESTRUTURAL
DAS PONTES Clique no ícone para adicionar uma imagem

- Infraestrutura: É constituída pela


fundação, seja sapatas, estacas com
blocos de coroamento ou tubulões, tem
a função essencial de descarregar toda a
carga da ponte para o solo.

4
CARACTERÍSTICAS
ESTRUTURAIS Clique no ícone para adicionar uma imagem

Quanto a classificação das pontes, elas são


caracterizadas com base na:

• Finalidade: rodoviária, ferroviária, passagem de


pedestres, etc.

• -Extensão do vão: pontilhões, pontes e bueiros.

• Durabilidade: permanentes ou provisórias.

• Esconsidade: retas, esconsas ou curvas.

• Material de construção: madeira, concreto


armado, aço, etc.

• Sistema estrutural: em vigas contínuas, em laje,


pênsil, estaiada.

5
CLASSIFICAÇÃO
QUANTO AO SISTEMA
ESTRUTURAL
 
As pontes podem ser classificadas, quanto
ao sistema estrutural da superestrutura em:
• Ponte em viga;
• Ponte em pórtico;
• Ponte em arco;
• Ponte pênsil;
• Ponte estaiada.

6
CLASSIFICAÇÃO DAS
PONTES EM ARCO Clique no ícone para adicionar uma imagem

Outra classificação muito utilizada é


com relação a posição do tabuleiro. As
estruturas em arco podem ser
projetadas com:

• Tabuleiro superior;

• Sustentado por montantes;

• Tabuleiro inferior;

• Sustentado por tirantes ou


pendurais.
• Existe ainda o sistema misto com o
arco intermediário, sustentado
lateralmente por montantes e, no
centro, por pendurais.
7
PONTES EM ARCO

As estruturas em arco permitem o


emprego do concreto armado
convencional em grandes vãos com
pequeno consumo de material. O eixo
do arco pode ser projetado em
coincidência com a linha de pressões
devida à carga permanente,
aproveitando, assim, a boa resistência
a esforços de compressão
proporcionada pelo concreto.

8
PONTES EM ARCO Clique no ícone para adicionar uma imagem

O arco, com sua forma curva


desenvolvida segundo a linha de
pressões, devido ao peso próprio, é o
tipo estrutural mais apropriado para os
materiais de construção denominados
“maciços” (pedras, concreto).
As pontes em arco, executadas com
pedras naturais de boa qualidade
possuem durabilidade praticamente
ilimitada e, via de regra, não
necessitam de juntas de dilatação.

9
FORÇAS ATUANTES NO
ARCO Clique no ícone para adicionar uma imagem

Uma ponte em arco é uma estrutura


semicircular com suportes em cada
uma das extremidades. O design do
arco, o semicírculo, desvia
naturalmente o peso da ponte para os
suportes, portanto, as pontes em arco
vivem sujeitas a força de compressão,
que é empurrada para fora pela curva
do arco em direção às pilastras. Na
figura ao lado, temos o estudo das
forças na ponte em arco, as barras
azuis estão sujeitas a compressão, e as
vermelhas, tração.

10
MAIOR PONTE EM ARCO

 
A Ponte Chaotianmen é a mais longa ponte
em arco do mundo com 552 metros de
extensão em seu vão livre principal. É uma
ponte rodo-ferroviária de 2 andares sobre o
rio Yangtze, localizada na cidade de
Chongqing, na China, foi inaugurada em 29
de abril de 2009 com comprimento total de
1.741 m.
A Ponte Chaotianmen tem 6 pistas
rodoviárias e uma pista de pedestres de cada
lado no convés superior, e 4 faixas
ferroviárias no convés inferior, está
localizada no ponto de junção do Rio Azul,
Rio Jialing e Yangtze. A ponte tem uma
superestrutura com um sistema de arco
amarrado arco com 36 m de largura e altura
de 142 m.
 

11
NORMAS TÉCNICAS PARA O
PROJETO DE PONTES E GRANDES
ESTRUTURAS
• NBR 6118:2004 – Projeto de Estruturas de concreto
• NBR 7187:2003 – Projeto de Pontes de Concreto Armado e de Concreto Protendido
• NBR 10839:1989 – Execução de Obras de Arte Especiais em Concreto Armado e Concreto
Protendido
• NBR 9062:1985 – Projeto e Execução de Estruturas de Concreto Pré-moldado
• NBR 6122:1996 – Projeto e Execução de Fundações
• NBR 6123:1988 – Forças Devidas ao Vento em Edificações
• NBR 7188:1984 – Carga Móvel em Ponte Rodoviária e Passarela de Pedestre
• NBR 7189:1985 – Cargas Móveis para Projeto Estrutural de Obras Ferroviárias
•  

12
GRANDES ESTRUTURAS
EM ARCO

 
Desde a antiguidade, civilizações
como o antigo Egito, Babilônia, Grécia
e Assíria já utilizavam os arcos como
elementos estruturais, porém, foram os
romanos que popularizaram o uso dos
arcos, por utiliza-los em larga escala. 

13
GRANDES ESTRUTURAS
EM ARCO
 
O Anfiteatro Flaviano, conhecido
como O Coliseu, talvez a mais
emblemática construção romana.

É o maior anfiteatro romano já


construído e se tornou o símbolo da
própria Roma. Estima-se uma
capacidade para 50.000 a 80.000
espectadores. O edifício forma uma
elipse com perímetro de 527 m, com
eixos medindo aproximadamente 187 e
156 m. 

14
15
AQUEDUTOS ROMANOS
• Os aquedutos são construções emblemáticas e
símbolo do poderio romano. Na sua construção
eram utilizados o concreto (opus caementicium) e
a alvenaria de tijolos e pedras, aliados à
tecnologia dos arcos. Eles são, em essência, canais
artificiais de condução de água para níveis mais
baixos que as fontes naturais, aproveitando-se a
gravidade. As fontes podiam captar água das
nascentes ou estarem em represas, sendo
recolhidas em pontos ligados a pequenos túneis.

16
PONT DU GARD

• Um dos aquedutos mais emblemáticos é o


aqueduto da Pont du Gard, na França, do século I
a.C., foi construído provavelmente por Agripa. O
nível inferior possui uma estrada e o nível
superior um aqueduto, com 1,8 metros de altura e
1,2 m de largura, com gradiente de 0,4%. O nível
inferior possui 7 arcos, o nível médio 11 arcos, e o
nível superior 35 arcos.

17
CONSTRUÇÃO Clique no ícone para adicionar uma imagem

• Os arcos precisam de um método diferenciado de


construção, geralmente as peças são cortadas em
ângulo em encaixadas.
• Os elementos tem diferentes nomes, dá-se o
nome de Aduela aos blocos que constituem o arco.
A chave, também conhecida como pedra angular,
é a aduela central de um arco. É comum ser de
maiores dimensões que as demais aduelas. A
chave, tal como as aduelas, sustenta-se devido à
forma destas peças, já que as suas faces
laterais, cortadas em ângulo, transmitem
lateralmente as tensões, conseguindo um
equilíbrio por compressão, e evitando que o
conjunto se desmorone sob carga vertical .

18
REFERENCIAS
• Araújo, D. L., Projeto de ponte em concreto armado com duas longarinas, Apostila da disciplina Pontes do curso de Engenharia
Civil da Universidade Federal de Goiás,Goiânia-GO, 1999;

• ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7187: Projeto de pontes de concreto armado e de concreto
protendido - Procedimento. 2003.

• ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7188: Cargas móveis em ponte rodoviária e passarela de
pedestre. 1982.

• ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7189: Cargas móveis para projeto estrutural de obras
ferroviárias. 1985.

• Braga, W. Transversinas Internas nos Tabuleiros das Pontes. 1º ed. São Paulo, SP: Instituto de Engenharia – Divisão Técnica de
Estruturas. 2002. p. 08-14, p 15-24.

• Amorim, D. L. N. F., Barboza, A. S. R., Barbirato, J. C. C., Análise do comportamento de sistemas estruturais de pontes
utilizando a técnica de analogia de grelha aplicada ao tabuleiro associada a um modelo de pórtico. Monografia de Graduação,
Universidade Federal de Alagoas, 77 f. Maceió. 2009.

•  
19