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FILOSOFIA DA ARTE:

TEORIA EXPRESSIVISTA
e
TEORIA FORMALISTA

Cláudia
Oliveira, nº6, 11ºK
TEORIA EXPRESSIVISTA DA ARTE

( a Arte como expressão )

Parte-se do pressuposto de que a arte tem uma essência - uma natureza eterna e imutável - e de
que é possível aprender a sua essência e definir a arte de uma vez por todas.

Teoria da arte como expressão:

- Surgiu na época do Romantismo e é caracterizada pela sua valorização dos sentimentos;


- A arte é capaz de transmitir e exprimir sentimentos através de si e as pessoas são capazes de
os experimentar observando-a, logo: Uma obra é arte se, e só se, exprimir os sentimentos e
emoções do artista e se a sua obra contagiar o seu público com as mesmas emoções.
Para Lev Tolstoi:

A arte é um meio de comunicação de sentimentos, o estado emocional do artista é


transmitido para o exterior para os seus espectadores/leitores/ouvintes;

Deve haver uma unidade entre os sentimentos entre o autor e o seu público, ou seja, este
deve ser capaz de interpretar a sua obra e as emoções que o artista quis transmitir;

Tem de existir uma autenticidade/sinceridade por parte do artista na criação da sua obra e
clareza na transmissão dos sentimentos pois, se as emoções forem autênticas/verdadeiras, o
usufruto delas por parte dos espectadores também o será.
OBJEÇÕES

- Nem sempre as obras de arte transmitem sentimentos;


- Não é abrangente, isto é, não se aplica em várias situações, como objetos;
- A interpretação das emoções é subjetiva, ou seja, varia para cada pessoa, o que dificulta a
interpretação e veracidade dos sentimentos transmitidos na obra;
- Não existe uma garantia de que as emoções que um espectador sente ao observar a obra
correspondem aos sentimentos do seu criador;

Fig. 1 “O
TEORIA FORMALISTA DA ARTE

( a Arte como forma )

Teoria da arte como forma:

- Surgiu nos finais do séc. XIX com a descoberta e desenvolvimento de novas técnicas
fotográficas;
- A arte é capaz de apresentar uma forma significante, isto é, uma relação que resulta da
combinação estabelecida entre as partes que a constituem (linhas, formas, cores…) e que
provoca emoções estéticas, ou seja, desperta “beleza” em nós. O seu conteúdo irrelevante para
determinar o seu valor artístico. Logo: Uma obra é arte se, e só se, provocar emoções estéticas.
Para Clive Bell:

A arte é definida pela sua capacidade de dar origem a uma emoção estética;

Não se deve procurar aquilo que define uma obra de arte na própria obra, mas sim, no sujeito
que a observa, isto é, cada um define o que é a obra para si e quais as emoções que sente;

A arte provoca emoções, não as exprime, ou seja, a emoção estética é apenas o resultado da
relação que o observador estabelece com a obra.

As obras de arte genuínas partilham uma qualidade comum que é a forma significante. Esta
tem origem na capacidade do artista em articular formas.
OBJEÇÕES

- O conceito de “forma significante” não é claro, apenas sabemos que as formas são significantes
porque nos provocam emoções estéticas;
- Há quem não sinta nenhuma emoção estética perante obras consideradas arte;
- É uma teoria circular, isto é, que utiliza como justificação aquilo que pretende justificar, pois
define a forma significante em função das emoções estéticas e estas emoções estéticas são
definidas como resultado das formas significantes;
- É uma teoria elitista, isto é, algo baseado no princípio da minoria pois, segundo Bell, apenas um
pequeno número de pessoas é capaz de sentir emoções estéticas, nem todos são capazes de
sentir o que uma obra transmite.

Fig. 2 “Amarelo-Vermelho-Azul” de Kandinsky


No meu ponto de vista:

Não me identifico com apenas uma teoria, mas sim com alguns aspectos de ambas. Na minha
opinião, a arte é capaz de transmitir e expressar sentimentos, contudo, esta também é capaz de
despertar e provocar emoções físicas no público que a observa, não apenas meras emoções
estéticas. Apesar de eu concordar que as obras de artes podem expressar e, ao mesmo tempo,
provocar emoções em nós, também penso que existem algumas que não provocam nem foram
feitas com o objetivo de provocar tais emoções.

Para mim a arte pode ser interpretada das mais variadas formas e pode ser apreciada e
interpretada por todos, quer seja de forma depreciativa ou apreciativa, sendo essa interpretação
subjetiva o que a torna bela. Esta pode ser sim uma forma de representar sentimentos e emoções,
porém, pode não representar nada com nada, sendo seu o conteúdo “irrelevante para determinar
o seu valor artístico”, e mesmo assim ser algo digno de ser apreciado.

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