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Atualização da Sífilis

Professora Rebeca Rocha


Sífilis

Agente Etiológico Treponema pallidum.

prática sexual desprotegida, por transfusão de sangue contaminado


Transmissão ou da mãe infectada para o bebê durante a gestação ou o parto.
Fases da Sífilis

Primária
Terciária
Sífilis recente
Secundária Sífilis tardia
Latente tardia
Latente recente
Manifestações Clínicas

Primária Primária

lesão erosada ou lesão erosada ou


ulcerada, geralmente ulcerada, geralmente
única, pouco dolorosa; única, pouco dolorosa;
(2 a 6 semanas); (10 a 90 dias - média de
3 semanas);
com base endurecida,
com base endurecida,
fundo liso, brilhante
fundo liso, brilhante
e pouca secreção
e pouca secreção
serosa.
Fonte: BRASIL, 2017.
serosa.
Fonte: BRASIL, 2019.
Manifestações Clínicas
Latente Latente

recente < 2 anos de


recente < 1 ano, infecção,
tardia > 1 ano; tardia > 2 anos de
infecção;
sem sinais e sintomas, sem sinais e sintomas,
diagnóstico apenas diagnóstico apenas
por exames. por exames.
(testes sorológicos). (testes sorológicos).
Fonte: BRASIL, 2017. Fonte: BRASIL, 2019.
Manifestações Clínicas

Secundária Terciária

lesões cutâneo‐mucosa, sinais e sintomas


6 semanas a 6 meses aparecem entre 2 a 40
depois do cancro duro; anos;

febre, faringite,
lesões cutâneo-mucosas,
perda de peso, cabelo,
neurológicas, cardíacas
pápulas palmoplantares,
e articulares.
placas e condilomas
planos. Fonte: BRASIL, 2017.
Tratamento Antigo
Estadiamento Esquema terapêutico Em alternativa
Sífilis primária, secundária e Penincilina G Benzatina, 2,4 milhões Doxiciclina, 100 mg, via oral, 2
latente recente (com menos de 1 UI, intramuscular, dose única (1,2 vezes/dia, por 15 dias (exceto em
ano de evolução) milhão UI em cada glúteo). gestantes); ou ceftriaxona, 1 g,
intravenoso ou intramuscular, 1
vez/dia, por 8 a 10 dias.
Sífilis latente tardia (com mais de Penincilina G Benzatina, 2,4 milhões Doxiciclina, 100 mg, via oral, 2
1 ano de evolução) ou latente UI, intramuscular, semanal, por 3 vezes/dia, por 30 dias (exceto em
com duração ignorada, e sífilis semanas. Dose total 7,2 milhões UI. gestantes); ou ceftriaxona, 1 g,
terciária intravenoso ou intramuscular, 1
vez/dia, por 8 a 10 dias.
Neurossífilis Penincilina cristalina, 18 a 24 milhões Ceftriaxona, 2 g, intravenoso
UI/dia, intravenoso, doses de 3 a 4 ou intramuscular, 1 vez/dia, por 10 a
milhões UI a cada 4 horas ou por 14 dias.
infusão contínua durante 14 dias.

Fonte: BRASIL, 2017.


Tratamento atualizado, conforme o Protocolo Clínico e
Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas
com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e Guia de
Vigilância em Saúde - 2019.
Estadiamento Esquema terapêutico Alternativa
Sífilis recente: sífilis Penincilina G Benzatina, 2,4 milhões Doxiciclina 100 mg,
primária, secundária UI, intramuscular, dose única (1,2 12/12h, via oral, por
e latente recente (com até 2 milhão UI em cada glúteo). 15 dias (exceto em
anos de evolução) gestantes)
Sífilis tardia: sífilis latente Benzilpenicilina benzatina 2,4 milhões Doxiciclina 100 mg, 12/12h, via
tardia (com mais de dois UI, IM, 1x/semana (1,2 milhão UI em oral, por 30 dias (exceto em
anos de evolução) ou cada glúteo) por 3 semanas*. gestantes)
latente com duração Dose total: 7,2 milhões UI, IM
ignorada e sífilis terciária
Penincilina G cristalina, 18 a 24 Ceftriaxona, 2 g, intravenoso, por
milhões UI/dia, via endovenosa, 10 a 14 dias.
Neurossífilis doses de 3 a 4 milhões UI a cada 4
horas ou por infusão contínua durante
14 dias.

*A regra é que o intervalo entre as doses seja de 7 dias para completar o tratamento. No entanto, caso esse intervalo ultrapasse 14 dias, o
esquema deve ser reiniciado (WHO,2016). Fonte: BRASIL, 2019.
Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Coordenação-Geral de Desenvolvimento da


Epidemiologia em Serviços. Guia de Vigilância em Saúde. 2 ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2017.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Coordenação-Geral de Desenvolvimento da


Epidemiologia em Serviços. Guia de Vigilância em Saúde. 2 ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2019.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Doenças de Condições


Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção
Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Brasília: Ministério da Saúde, 2019.
Rumo à aprovação!