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3289 - PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES DE

TEMPOS LIVRES: REFEIÇÕES

25 HORAS
MÓDULO
Técnico Auxiliar de Educação – Planificação de atividades de tempos
livres: Refeições
OBJETIVO

 Planificar e orientar as
refeições das crianças.
CONTEÚDOS

Pôr a mesa
CONTEÚDOS

Servir a refeição
CONTEÚDOS

Regras sociais intrínsecas à refeição


• Sentar
• Utilização do guardanapo
• Relação com os colegas
• Ajuda a crianças com maior
dificuldade de alimentação
Introdução

A alimentação tem sido, ao longo da história, uma constante nas preocupações do


homem.

Pode mesmo afirmar-se que a alimentação tem determinado o futuro e o destino das
civilizações. Para além de uma necessidade fundamental do ser humano, a
alimentação é um dos fatores do ambiente que mais afeta a saúde.
Introdução

“Somos o que comemos” é um velho aforismo que traduz bem este


facto.
COMER

Função Biológica Função Social


satisfazer necessidades fonte de prazer, de
biológicas e energéticas socialização e de
inerentes ao bom transmissão de cultura
funcionamento do
nosso organismo

No entanto, não basta ter acesso a bens alimentares.

É preciso “saber comer” - saber escolher os alimentos de forma e em


quantidade adequadas às necessidades diárias, ao longo das diferentes fases da
vida.
Nas sociedades ocidentais, muitas das doenças crónicas responsáveis por
doença e mortalidade prematura (obesidade, cancro, doenças cérebro e
cardiovasculares, osteoporose, entre outras) estão diretamente relacionadas
com más práticas alimentares.

Apesar da maioria da população ter acesso a bens alimentares básicos,


persistem ainda, no nosso país, problemas de carência alimentar, em
particular em grupos socialmente excluídos.
 Muitos dos nossos hábitos alimentares são condicionados desde os
primeiros anos de vida.

 Uma alimentação saudável durante a infância é essencial para


permitir um normal desenvolvimento e crescimento e prevenir uma
série de problemas de saúde ligados à alimentação, como sejam a
anemia, o atraso de crescimento, a malnutrição, a obesidade, ou a
cárie dentária.
Portugal é um dos Países Europeus com maior número de crianças com excesso
de peso e obesidade, o que obriga a uma intervenção urgente, tanto a nível da
identificação dos determinantes, como a nível da sua prevenção (OMS).

É importante refletir sobre a alimentação no período infantil e definir algumas


linhas orientadoras para uma boa prática de promoção da saúde alimentar no
ambiente familiar, torna-se de extrema importância para os profissionais de saúde.
As crianças e jovens passam grande parte da sua vida dentro dos
estabelecimentos de ensino e aí têm de fazer grande parte da sua
alimentação, daí o papel que a escola pode ter na formação dos hábitos
alimentares dos nossos jovens.
Papel da escola na adoção de uma
alimentação saudável
Abordagem curricular de temas relacionados com a alimentação;

Fornecer alimentos saudáveis nos espaços de alimentação coletiva

A influência dos pares, dos professores e dos auxiliares de ação educativa,

Pelos produtos que são postos à disposição no bufete e na cantina

A escola é, reconhecidamente, um lugar preferencial para a capacitação dos


jovens para fazerem escolhas alimentares saudáveis - permite mudar não só
conhecimentos como comportamentos.
Papel da escola na adoção de uma
alimentação saudável
 As equipas de saúde escolar encontram-se numa posição privilegiada
para intervir:
• Nível individual: diagnóstico precoce, encaminhamento e
aconselhamento;
• Nível coletivo: recomendações para a escola - nas cantinas, bufetes e
refeitórios escolares, na sensibilização dos manipuladores de
alimentos e na sensibilização da comunidade educativa alargada.
Atualmente, sobretudo em meio urbano, as crianças de idade pré-escolar
são, cada vez em maior número, acolhidas em jardins de infância, locais em
que recebem uma parte importante da sua alimentação diária e adquirem os
primeiros conhecimentos sobre a importância de uma alimentação saudável.

Todavia, muitos dos profissionais responsáveis pela


alimentação destas crianças não dispõem dos
conhecimentos necessários para uma adequada seleção
alimentar e para uma intervenção educativa nesta área.
Objetivos da Educação Alimentar de
crianças em idade pré-escolar
 Criar atitudes positivas face aos alimentos e à alimentação;

 Encorajar a aceitação da necessidade de uma alimentação saudável e


diversificada;
 Promover a compreensão da relação entre a alimentação e a saúde;

 Promover o desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis.


Fatores de Efetividade da Educação
Alimentar
Os pais e encarregados de educação têm um papel fundamental na Educação Alimentar dos seus
filhos/educandos:
transmitir saberes,

revelando condutas alimentares que ajudem a posterior modelação de comportamentos salutares dos
seus filhos/educandos.

Por outro lado, cabe à escola uma função educativa, nomeadamente a transmissão de conhecimentos
essenciais para o crescimento intelectual e cognitivo dos alunos.

Assim, escola e famílias devem cooperar no sentido de uma educação


para uma alimentação saudável.
Cabe às escolas:
planear refeições, não só equilibradas do ponto de vista nutricional, mas
também agradáveis e apelativas;
 contrariar o “apelo” das refeições de pastelaria ou de “fast-food”;
Pôr a mesa
Pôr a mesa
O Serviço de alimentação contempla as seguintes refeições diárias:
 Merenda/ lanche da manhã

 Almoço

 Lanche

 Suplemento da tarde (crianças que permaneçam até mais tarde – 18h ou


19h).
Pôr a mesa
 As ementas devem ser elaboradas por pessoas especializadas
(nutricionista) e devem estar afixadas, em local visível.
 
 A alimentação deverá ser ajustada a alergias, a intolerâncias
alimentares e/ ou à necessidade de dieta, desde que:
• Estas situações sejam prescritas por médico ou nutricionista
• Os recursos disponíveis permitam a preparação e confeção dessas
refeições

 Na preparação para as refeições deve haver uma pessoa responsável por


recolher informação sobre o número de refeições (presenças).
Pôr a mesa
As atividades de apoio na alimentação são aproveitadas como ocasião para
estabelecer uma relação individualizada com a criança.

 
Em crianças pequenas as Em crianças mais crescidas
refeições proporcionam um proporcionam a exploração de novos
contacto físico próprio com paladares, cheiros e texturas.
um adulto atento. Aprendem a Desenvolvem a autonomia e a
confiar no mundo como um motricidade: tentam comer sozinhos
local onde as pessoas com os dedos, uma colher ou uma
reconhecem e respondem às caneca.
suas necessidades.
 
Pôr a mesa

 Momento de convívio social e de interação;

 Formam atitudes positivas e aprendem competências sociais vitais que


perdurarão vida fora;
 Aprende através de uma abordagem ativa enquanto comem.
Pôr a mesa
De acordo com o ritmo de desenvolvimento da criança e as suas
competências, as atividades de apoio na alimentação são aproveitadas
como ocasião para estabelecer relação individualizada com a criança e
promover a aquisição de competências por parte desta, nomeadamente:
1.Na realização de pequenas tarefas de preparação do espaço da refeição (p.e.
ajudar a colocar os pratos, guardanapos e talheres na mesa);
2.No período de refeições (p.e. usa a colher sozinha para comer, segura o copo
para beber);
3.No período pós-refeições (p.e. lavar as mãos depois de comer).
Tarefas que as crianças podem realizar de
modo a apoiar as refeições:
• Distribuir pratos, tigelas, canecas, guardanapos…
• Servir sumo ou leite do jarro para canecas.
• Servirem-se sozinhas da comida que está na travessa.
• Deitar guardanapos para o cesto de papéis.
• Tirar os restos de comida dos pratos.
• Empilhar os pratos sujos em alguidares para serem lavados.
• Limpar a mesa com água, detergente e esponja.
Deixe a criança ajudar a fazer uma salada de fruta, a pôr o
fiambre no pão, a colocar comida nos pratos, a pôr e levantar a
mesa.
 
Ajudar na preparação de comida ajuda as
crianças a:
 A torná-la mais independente, pois escolhe o que vai comer e tem mais
prazer no ato de comer.
 A ter um maior controlo das mãos e do pulso;
 A adquirir conhecimentos matemáticos, pois lida com quantidades,
pesos e medidas
 A conhecer os diferentes alimentos e explorar com eles as aptidões
sensoriais (cheiro, gosto, as cores, as texturas);
 A trabalhar para um fim, pois está a trabalhar para conseguir
qualquer coisa: um bolo, uma tarte, uma gelatina, etc.
Servir a refeição
Servir a refeição – Elementos a
não esquecer:

 O respeito pelo horário das refeições,

 o respeito pela introdução de novos alimentos,

 O respeito pelo ritmo individual de cada criança e, ainda,

 O respeito por uma alimentação adequada.


Servir a refeição

Estes momentos podem constituir, também, uma excelente

oportunidade para o desenvolvimento da autonomia da criança, para a

ocorrência de experiências sensoriais e, ainda, para a aprendizagem de

competências sociais.
Servir a refeição

A distribuição das refeições têm em conta o apoio e promoção da

autonomia das crianças na alimentação, promovendo a oportunidade

de aprendizagens básicas mas, sempre que necessário auxiliam aquelas

que apresentam maiores dificuldades respeitando os ritmos de

aprendizagem de cada uma.


Servir a refeição – controlo da
qualidade permanente

A preparação e oferta de refeições em ambientes coletivos requerem técnicas


específicas, incluindo o controlo de qualidade permanente, tanto para
prevenir contaminações e intoxicações alimentares quanto para avaliar a
qualidade da ementa oferecida às crianças
Servir a refeição – controlo da
qualidade permanente
Nesse sentido devem ser seguidas as seguintes normas:
1.Os alimentos oferecidos às crianças devem ser preparados pouco antes do
consumo;

2.Nunca oferecer restos de uma refeição para a criança;

3. Para evitar a contaminação dos alimentos e a transmissão de doenças


causadas por alimentos, a pessoa responsável pela preparação das refeições
deve higienizar bem as mãos com água e sabão/desinfetante todas as vezes
que for preparar ou oferecer o alimento à criança.
Servir a refeição – controlo da qualidade
permanente
4. As frutas, verduras e legumes que forem consumidos crus e/ou com casca
recomenda-se a sua previa lavagem em àgua corrente e desinfeção, seguida de
enxaguamento;

5. Os alimentos devem ser bem cozidos;

6. Não se deve utilizar alimentos industrializados deixados fora do frigorífico


(como Iogurte, leite fermentado, preparações á base de iogurte e queijo) ou
com prazo de validade expirado, ou com embalagens amassadas, furadas ou
estufadas;
Servir a refeição – controlo da qualidade
permanente
7. Oferecer água potável, de acordo com a legislação em vigor(tratada, filtrada
ou fervida) para a criança beber. O mesmo cuidado deve ser observado na
preparação dos alimentos.

8. Os utensílios onde os alimentos são preparados e servidos também devem


ser higienizados com água e detergente com ação desinfetante, após a qual,
devem ser bem enxaguados.

9. Os alimentos secos devem ser guardados em local fresco, seco, ventilado e


protegidos de insetos roedores e de outros animais.
Servir a refeição – controlo da qualidade
permanente
10. Os produtos frescos, devem ser armazenados a temperaturas adequadas (0-
5ºC na refrigeração; <-18ºC na conservação de congelados);

11. Na preparação de alimentos, separá-los por famílias em diferentes


bancadas, para facilitar o processo podemos recorrer a tábuas/facas de cores
diferentes de acordo com o alimento a utilizar.
Questão aula

1. Durante a preparação e confeção das refeições deve estar


garantida a higiene e segurança dos alimentos. Refira
alguns cuidados a serem tidos em conta por parte do
pessoal afeto à cozinha.
Servir a refeição
O planeamento, junto com as crianças, de:
• ementas equilibradas,
•cuidados com a preparação e oferta de lanches ou outras refeições,
•projetos pedagógicos que envolvam o conhecimento sobre os alimentos,
•preparações culinárias quotidianas ou que façam parte de festividades,

permite que elas aprendam sobre a função social da alimentação e as


práticas culturais.
 
Servir a refeição

É recomendável que os educadores ofereçam uma variedade de alimentos


e cuidem para que a criança experimente de tudo.

Garantir uma oferta de alimentos atraentes, bem preparados, oferecidos em


ambientes afetivos, tranquilos e agradáveis.
Servir a refeição -Recomendações sobre
procedimentos na organização das refeições e algumas
sugestões de atividades que visam a integração dos
cuidados com a ampliação das experiências das
crianças:
Servir a refeição
1. Arrumar os ambientes onde são servidos pequenos lanches ou as demais
refeições de forma a permitir a conversa e a interação entre diferentes
grupos, mas, quando o número de grupos infantis forem grandes
(creches e pré-escolas com mais de cinquenta crianças), evitar oferecê-
las para todos os grupos ao mesmo tempo em grandes refeitórios;

2. Permitir que as crianças sentem com quem desejarem para comer e


possam conversar com os seus companheiros;
Servir a refeição
3. Servir refeições em ambientes higiénicos, confortáveis, tranquilos, de
acordo com as singularidades de cada grupo etário e com as diversas
práticas culturais de alimentação;

4. Possibilitar às crianças oportunidades que propiciem o acesso e


conhecimento sobre os diversos alimentos, o desenvolvimento de
habilidades para escolher a sua alimentação, servir-se e alimentar-se com
segurança, prazer e independência.
Servir a refeição

As recomendações previamente referidas devem ser desenvolvidas tendo


em conta os diversos grupos etários e de acordo com os interesses e
desenvolvimento infantil
Servir a refeição

Bons hábitos a incutir:


•Primeiro fazemos a refeição salgada, depois comemos a sobremesa (fruta
ou doce);
•Para cada alimento utilizamos talheres adequados;
•Existe uma postura correta quando sentamos à mesa;
•Devemos mastigar bem os alimentos;
•É preciso fazer higiene antes e depois da refeição.
Servir a refeição
Funções que cabem aos colaboradores:
•Preparam a comida sólida de modo a que as crianças possam comer em
segurança;
•Têm em consideração a existência de crianças que se encontram em
situação de necessitar de uma dieta alimentar ou com necessidades
especiais.
•Durante a refeição, os colaboradores (i.e. educador de infância e ajudantes
de ação educativa) sentam-se à mesa com as crianças e usam este período
de tempo para:
•Desenvolver competências e autonomias (p.e. as crianças são encorajadas a
comer sozinhas);
Servir a refeição

• O espaço onde se fazem as refeições, a qualidade do atendimento e a


tranquilidade são ajudas preciosas para que as crianças se sintam
acolhidas, respeitadas e valorizadas – privilegiando sempre o convívio.

Organizar as refeições e gerir o tempo desta eficazmente, por forma a que


seja um prazer partilhado por adultos e crianças.
Servir a refeição

O almoço será seguido de um tempo de brincadeira, maior ou menor,


conforme a organização da rotina diária. Nesse tempo as crianças brincarão
livremente, tendo por companheiros atentos e desafiadores de novas
brincadeiras, não só os seus pares, mas também os profissionais que
estiverem por elas responsáveis.

Isso é educar e não simplesmente cuidar


Os profissionais devem estar sempre atentos, mostram o lado nutritivo da
refeição, a mastigação, entre outros aspetos, e estimulam a criança ao bom
hábito.
Servir a refeição – Rotina Geral

 
Devem ser estipuladas e cumpridas as seguintes regras antes de cada
refeição:
•Lavar as mãos;
•Entrar ordeiramente no refeitório;
•Bonés fora da cabeça;
•Sentar de forma organizada;
Servir a refeição – Rotina Geral
 Tarefas a realizar pelos auxiliares no período da refeição:
•Ajudar as crianças a lavarem as mãos e colocarem os babetes.
•Colocar as mesas e incentivar as crianças a fazê-lo.
•Ajudar a sentarem-se.
•Servir as crianças - Preparar a comida de modo a que as crianças possam
comer em segurança (espinhas, temperatura dos alimentos, ….).
•Ter em atenção as crianças que necessitam de uma dieta alimentar ou
cuidados especiais.
•Auxiliá-las sempre e transmitir regras de higiene e comportamento à mesa
sempre que necessário.
Servir a refeição – Rotina Geral
 Durante as refeições os auxiliares e educadores devem sentar-se à mesa com
as crianças e usar esse tempo para:
•Desenvolver competências e autonomias;
•Encorajá-las a apreciar diferentes tipos de comidas e a utilizar os diferentes
utensílios;
•Alertar a criança para não comer alimentos ou usar utensílios que tenham
caído no chão.
•Manter as mesas limpas.
•Retirar os pratos sujos.
•Preparar a fruta.
•Gerir os conflitos.
•Tomar atenção à refeição e posteriormente comunicar aos familiares a falta de
apetite da criança ou outras situações.
Servir a refeição – Rotina Alimentar do bebé
 
As crianças com alimentação à base de biberões e papas:

•  A distribuição das refeições deve respeitar o ritmo e a necessidade de cada


um, sendo disponibilizadas de forma individual;
• Bebés com menos de 8 meses são alimentados ao colo enquanto bebem o
biberão, procurando-se que seja sempre o mesmo colaborador a realizar esta
tarefa e que este disponibilize uma atenção individualizada à criança;
• As crianças, dependendo da idade e autonomia, e que se alimentem de
papas e sopas, deverão ficar sentadas numa cadeira de alimentação
individual ou à mesa e em pequeno grupo.
Servir a refeição – Rotina Alimentar do bebé
 

O papel dos adultos será o de tentar recriar a proximidade e a segurança


familiar que os bebés sentm quando estão nos braços dos pais, quando estes
cuidam deles ou quando lhes dão o biberão.
Servir a refeição – Rotina Alimentar do bebé
 
As crianças com alimentação à base de papas:

Quando consomem alimentos para serem comidos com uma colher (puré,
iogurte, papas) é necessário que o adulto lhes dê uma colher para a mão, mas
que simultaneamente segure uma colher na sua mão.

Objetivo:
•Praticar a utilização da colher e dos dedos;
•A utilização os dedos quando comem vai proporcionar o desenvolvimento da
sua autonomia.
Servir a refeição – Rotina Alimentar do bebé
 
Como dar de comer ao bebé:

1. Preparar uma pequena quantidade de comida.

2. Sentar o bebé no colo, utilizando a curva do braço como suporte. A cabeça


do bebé deve estar direita, para que seja mais fácil engolir.

3. Utilizar uma pequena colher de plástico rasa, retirar um pouco de puré e


levá-lo suavemente aos lábios do bebé. (Alguns bebés abrem
automaticamente a boca quando se aproxima dela uma colher, mas, se tal
não acontecer, abrir a própria boca – normalmente o bebé imitá-la-á.)
Servir a refeição – Rotina Alimentar do bebé
 
Como dar de comer ao bebé:

4. Com a ponta da colher na boca do bebé, incliná-la ligeiramente para cima,


para que o puré deslize. Ter o cuidado de não a colocar demasiado dentro da
boca, pois o bebé pode fechá-la e deixar de se sentir estimulado. No início, a
maior parte dos bebés sentem-se confusos sobre o que fazer com a comida, por
isso, deve-se ter paciência. Muitas vezes a primeira reação é deitar a comida
fora, mas deve apanhá-la e voltar a tentar.

5. Se a primeira colherada correr bem, deve oferecer-lhe outra.


Servir a refeição – Rotina Alimentar do bebé
 
Como dar de beber ao bebé:

1. Deitar uma pequena quantidade de água num copo e sentar o bebé no colo
ou numa cadeira de bebé.
2. Levar o copo à boca do bebé e incliná-lo ligeiramente para que saiam
algumas gotas. Deve-se fazê-lo devagar, para que o bebé possa engolir.
3. Tal como os primeiros alimentos sólidos, se o bebé virar a cara, afastar o
copo ou começar a chorar, deve-se desistir e voltar a tentar noutra altura.
Servir a refeição – Rotina Alimentar das
crianças pequenas
 

• Conduzir os bebés ao refeitório, sempre que possível, em pequenos grupos,


com cadeiras adequadas para que a atividade de refeição possa ser
comunitária e mais estimulante.
• É preciso deixar que os bebés sintam as texturas dos alimentos,
denominando doce, salgado, quente, frio, duro, mole, cores, sabores,
orientando-os nas boas maneiras com palavras simples e com músicas;
Servir a refeição – Rotina Alimentar das
crianças pequenas
 

• Olhar nos olhos e sorrir, estimulando a pronúncia de palavras e sons


simples, com alegria; usar termos de cordialidade (obrigado, por favor),
mesmo com crianças que ainda não falem;
• Alimentar simultaneamente os bebés, para que não fiquem à espera e a ver
os outros a comer; deixar que mexam alguns alimentos para estimulação e
distração.
Servir a refeição – Rotina Alimentar das
crianças pequenas
 

• As crianças que já sabem estar sentadas podem começar a comer alguns


alimentos sozinhas, se lhes dermos a ajuda necessária;
• É importante dar oportunidade à criança de poder “mexer”, levar à boca e
cheirar os alimentos e que tenha uma colher para que se familiarize com
este objeto e tente comer sem ajuda.
• O aconselhável seriam 3 ou 4, sentadas em frente do adulto, para que este
pudesse ajudar todas e ver-lhes a cara.
Servir a refeição – Rotina Alimentar das
crianças
 

• O educador/auxiliar dará à criança a colher com pouca comida, e esta


tentará aproximá-la da boca com a sua ajuda, não importando que a entorne
e se suje.
• O que interessa é ir adquirindo a coordenação olho-mão-boca, que pouco a
pouco irá conseguindo.
• As porções serão mais pequenas, podendo repeti-las, se as crianças
quiserem.
Servir a refeição – Rotina Alimentar das
crianças
 

• É bom que bebam durante as refeições, é conveniente pôr-lhes pouca


quantidade, pois é provável que a entornem;
• Quando a criança começa a empurrar a comida ou a brincar com ela, é
porque não tem fome; (deve ser-lhes oferecida pouco depois e, entretanto,
convém dar-lhe um pouco de água ou um pedaço de pão para se entreter).
Servir a refeição – Rotina Alimentar das
crianças maiores
 

• Experimentar dinâmicas variadas, tais como: cantar músicas relacionadas à


refeição que irão fazer (pequeno almoço, almoço, lanche, jantar...);
• Soletrar o nome do alimento que será saboreado;
• Fazer adivinhações sobre o alimento a ser consumido;
• Fazê-los ouvir e compreender histórias com fantoches;
• Escrever o nome do alimento da ementa em fichas ou painéis para leitura
posterior e incidental, auto-servir-se da travessa ou do jarro, colocando a
quantidade que deseja e comprometendo-se a consumi-la até o fim.
Questão aula

2 . No momento das refeições existem algumas rotinas que


devem ser tidas em linha de conta. Mencione as principais
rotina alimentares antes e durante as refeições a serem
levadas a cabo pelos auxiliares e/ou educadores com bebés
e crianças.
Instrumentos de Educação Alimentar
 
A opção por hábitos alimentares mais saudáveis, não significa abdicar
totalmente daqueles alimentos menos saudáveis. O importante é que o
consumo desses alimentos constitua a exceção e não a regra do dia-a-dia
alimentar. A informação pode ser transmitida através de instrumentos de
educação alimentar:

• Pirâmide dos alimentos


• My plate – “O meu prato” ou prato
Saudável
• Semáforo dos alimentos
• Roda dos Alimentos
Instrumentos de Educação Alimentar
 
Instrumentos de Educação Alimentar
 
  Questão aula

3 . Refira quais os principais instrumentos de educação


alimentar conhece e a qual a sua função
Instrumentos de Educação Alimentar
 
•Para as crianças, a pirâmide é mais larga - porque a infância é um período
de crescimento e desenvolvimento e a necessidade energética é maior.

•Especial atenção ao ferro e proteínas para evitar anemias.

•Os alimentos energéticos, que são a base da pirâmide, previnem a


desnutrição quando ingeridos de acordo com as quantidades recomendadas.
Início da alimentação complementar
 

O início da alimentação complementar não é rígido.

Os alimentos complementares devem ser introduzidos entre os 4 e os 6


meses de idade.

Com o início da alimentação complementar, a água deve ser oferecida


ao longo do dia, em pequenas quantidades.
Primeiros alimentos a introduzir
 
•Sempre de origem vegetal;

•Creme de legumes ou farinha láctea/não láctea, de acordo com as


indicações da equipa de saúde ou pediatra;

•As primeiras farinhas devem ser sem glúten;


Primeiros cremes de legumes
   Os primeiros legumes a utilizar são:

a batata e a cenoura,

que servem de base para o puré, ao qual depois passados alguns dias e aos
poucos, se vão adicionando outros legumes, preferencialmente de cor
clara, pois são mais tenros, fáceis de digerir e menos alergénicos um
de cada vez, a cada 3 dias, como por exemplo: o alho francês, a
alface, o agrião, a curgete,

o feijão-verde, a couve branca,

a couve-flor e a abóbora.
Primeiros cremes de legumes
 

 Creme ABC – abóbora, batata, cenoura;

 Alternativa: cenoura e/ou abóbora, 1 rodela de cebola e/ou 1 dentinho


de alho e com uns grãos de arroz (mais fácil de digerir do que a
batata); sem sal; bem cozida; 1 colher e meia de chá (5 – 7,5 ml) de
azeite, em crú, no prato;
A alimentação dos 6 aos 12 meses
 A cebola, a salsa, os coentros e o alho também podem ser introduzidos de
acordo com o gosto e a preferência familiar. A batata-doce, pelo seu sabor
nunca deve fazer parte dos primeiros vegetais, pois dificulta a introdução
de sabores mais amargos.

 As leguminosas como o feijão-frade, o feijão branco ou preto, as ervilhas,


as favas, as lentilhas e o grão podem começar a dar-se por volta dos 10-11
meses de idade, cozidos e bem esmagados ou em puré.

 Os espinafres, os nabos, as nabiças, os brócolos e as beterrabas devem


ser evitados até perto de 1 ano de idade.
Plano alimentar da criança em cada
mês – 4 meses
Cinco a seis refeições diárias:

Uma refeição de puré de legumes ou de farinha de cereais sem glúten.

As restantes refeições são constituídas por leite materno ou adaptado.

A refeição de sopa ou de farinha de cereais sem glúten deverá ser dada à


colher, nem muito aguada nem muito espessa, porque pode provocar reacções
gastrointestinais adversas.
Plano alimentar da criança em cada
mês – 4 meses
Considerações:

Se a criança estiver a ser amamentada exclusivamente ao peito, o técnico de


saúde pode adiar a diversificação alimentar até o 6º mês.

A passagem de uma alimentação líquida de fácil deglutição para novos


alimentos, com sabores e consistências diferentes, não é fácil para as crianças.
É fundamental que quem dá a refeição à criança escolha o melhor momento do
dia e faça-o de uma forma paciente e disponível.
Plano alimentar da criança em cada
mês – 4 meses
Considerações:

Inicie com consistências mais fluidas e pequenas doses, completando, se


necessário, a refeição com leite.

Se a criança tiver dificuldade em aceitar a sopa ou a papa, não desista e faça
uma nova tentativa no dia seguinte.
Plano alimentar da criança em cada
mês – 5 meses
Até cinco refeições por dia:

Uma refeição de farinha de cereais sem glúten.

Uma refeição de puré de legumes e a sobremesa de fruta. Após uma a duas


semanas, pode-se juntar a carne ao puré, só para dar o gosto, e retirá-la no
final. Inicialmente, como período de transição, podemos utilizar durante 3 a 6
dias o caldo de carne.
Plano alimentar da criança em cada
mês – 5 meses
Até cinco refeições por dia:

Na introdução da carne, devemos começar pelas carnes brancas, respeitando


a seguinte sequência: frango, peru, borrego, coelho, vitela e, por último, vaca.

As restantes refeições são constituídas por leite materno ou adaptado.


Plano alimentar da criança em cada
mês – 5 meses
Considerações:

O puré de legumes não precisa de ser feito todos os dias. Poderá ser
conservado adequadamente no frigorífico cerca de 48 horas.

A conservação do puré deve ser feita em embalagens individuais de plástico


ou vidro tapadas que deverão ir para o frigorífico assim que não houver vapor
de água.
Plano alimentar da criança em cada
mês – 6/7 meses
Até cinco refeições por dia:

Uma refeição de farinha de cerais com ou sem glúten.

Uma refeição de puré de legumes com carne e a sobremesa de fruta.

As restantes refeições são constituídas por leite materno ou transição


Plano alimentar da criança em cada
mês – 8 meses
Até cinco refeições por dia:

Uma refeição de farinha de cereais com ou sem glúten.

Duas refeições de puré de legumes com carne e sobremesa de fruta (almoço e


jantar).

As restantes refeições são constituídas por leite materno ou transição


Plano alimentar da criança em cada
mês – 8 meses
Considerações:

São introduzidos, gradualmente, novos frutos, deixando os frutos mais


alergénicos (citrinos – laranja, tangerinas, clementinas e frutos silvestres) para
depois de um ano de idade, sobretudo se houver história familiar de alergias.
Plano alimentar da criança em cada
mês – 9/10 meses
Quatro a cinco refeições diárias:

Uma refeição de farinha de cereais com ou sem glúten.

Duas refeições de puré de legumes com carne ou peixe ou gema de ovo e


sobremesa de fruta (almoço e jantar).

As restantes refeições são de leite materno ou industrial de transição.


Plano alimentar da criança em cada
mês – 9/10 meses
Considerações:

A introdução do peixe nas crianças é, habitualmente, feita aos 9 meses.

A gema do ovo poderá ser introduzida nesta idade, duas a três vezes por
semana, em substituição da carne ou do peixe.

Podem ser introduzidas as leguminosas secas no puré de legumes. Deve-se


adiar a introdução destes alimentos para mais tarde em crianças com alergias.
Plano alimentar da criança em cada
mês – 9/10 meses
Considerações:

Os alimentos devem ser menos triturados (os purés e as frutas), de forma a
que criança comece a experimentar a alimentação sólida.

Aos 10 meses e se for bem aceite, poderá oferecer ao almoço e ao jantar 1º e


2º prato; neste caso, deve retirar a carne/peixe/ovo da sopa.
Plano alimentar da criança em cada
mês – 12 meses
Quatro a cinco refeições diárias:

Uma refeição de farinha de cereais com ou sem glúten.

Duas refeições de puré de legumes com carne ou peixe ou ovo e sobremesa


de fruta (almoço e jantar).

As restantes refeições são de leite materno ou industrial.


Plano alimentar da criança em cada
mês – 12 meses
Considerações:

Podem ser introduzidos os frutos cítricos e o ovo completo (gema e clara).

O leite de vaca nunca deve ser introduzido, antes dos 12 meses de idade, e, se
possível, só depois dos três anos (36 meses). Se usar leite de vaca, entre os 12 e
os 24 meses (2 anos), este deverá ser gordo. A partir dos dois anos, poderá ser
meio gordo.
Plano alimentar da criança em cada
mês – 12 meses
Considerações:

Este é o momento da criança iniciar a alimentação familiar, mas é


fundamental que os alimentos sejam pobres em sal, gordura e açúcar.

Alguns cuidados nunca são demais relembrar, tais como: lavar as mãos antes
de preparar qualquer alimento para a criança ou iniciar uma refeição e nunca
deixar a criança sozinha enquanto come.
Exemplos de ementas para
bebés/Crianças
DOS 4 AOS 6 MESES 
Pequeno-almoço
Leite materno complementado ou não com um leite infantil
ou Um biberão de 180ml de leite infantil

Almoço
Creme de legumes simples + puré de fruta cozida

Tarde
Leite materno complementado ou não com um leite infantil
ou Um biberão de 180 ml de leite infantil  + opcionalmente puré de fruta
cozida
Exemplos de ementas para
bebés/Crianças
DOS 6 aos 8 meses 
Pequeno-almoço
Leite materno complementado ou não com um leite infantil
ou um biberão de 210 ml de leite infantil
  
Almoço
1Creme de legumes com carne triturada ou Creme de legumes simples + arroz
bem cozido com carne triturada (2 a 3 colheres de chá*)
130g Puré de fruta cozida
 
Tarde
Papa de cereais com glúten
Exemplos de ementas para
bebés/Crianças
DOS 8 aos 12 meses 
 
Pequeno-almoço
Leite materno complementado ou não com um leite infantil
ou  um biberão de 210 ml de leite infantil

 Almoço
Creme de legumes com carne ou peixe triturada ou Creme de legumes simples +
arroz ou massa ou pedaços de batata bem cozidos com carne ou peixe esmagados
(3 a 4 colheres de chá*)
130g Puré de fruta cozida
 
Tarde
Papa de cereais com glúten
Exemplos de ementas para
bebés/Crianças
DOS 12 aos 15 meses 
Pequeno-almoço
250 ml de leite de crescimento especial para crianças, enriquecido em vitaminas e
minerais + 40g pão com creme vegetal
 
Almoço
Sopa de legumes + arroz ou massa ou pedaços de batata bem cozidos com carne ou peixe
ou 1 ovo em pedacinhos (2 a 2+1/2 colheres de chá*) + pedaços de legumes cozidos
130g Fruta em pedaços ou uma sobremesa láctea

Tarde
250 ml de leite de crescimento especial para crianças, enriquecido em vitaminas e
minerais+  2 tostas para bebé
ou Papa de cereais para bebé
+ Fruta em pedaços
Exemplos de ementas para
bebés/Crianças
A partir dos 15 meses 
Pequeno-almoço
Um biberão/caneca de 250 ml de leite de crescimento especial para crianças, enriquecido
em vitaminas e minerais + 40g pão com creme vegetal

Almoço
Sopa de legumes + arroz ou massa ou pedaços de batata bem cozidos com carne ou peixe
ou 1 ovo em pedacinhos (2 a 3 colheres de chá*) + pedaços de legumes cozidos
130g Fruta em pedaços ou uma sobremesa láctea
 
Tarde
250 ml de leite de crescimento especial para crianças, enriquecido em vitaminas e
minerais+  2 tostas para bebé
ou Papa de cereais para bebé
+ Fruta em pedaços
Regras sociais intrínsecas às
refeições
Regras gerais de boas maneiras a
incutir às crianças:
 
Sempre que possível ajudar a servir os companheiros (crianças mais velhas)
Comer sempre a sopa (ponto de honra)
Falar baixo e um de cada vez
Mastigar os alimentos
Não comer nem muito depressa nem muito devagar
Levantar o dedo sempre que necessite de algo
Arrumar e limpar adequadamente o seu lugar
Não deitar papéis ou água para o chão.
Sentar

 Não se pode esperar que uma criança se sente logo de forma correta à mesa, é
importante que se comece a ensinar desde cedo e com paciência ir praticando
esta forma de estar.
Sentar
Algumas regras gerais em termos de postura:

Não comer de pé;

Ao sentar, manter as costas eretas junto à cadeira;

Posição das mãos à mesa: sempre os pulsos apoiados na beirada da mesa; ás


vezes: o antebraço apoiado, mas a mão sempre aparente; nunca o cotovelo à
mesa e jamais os braços sobre a mesa;
Não se debruçar sobre a mesa;

Comer com calma, mastigando com a boca fechada.


Sentar
Algumas regras gerais em termos de postura:
 Não abaixar a cabeça para comer: a colher vai até a boca e não a boca ate a
colher;
Não soprar a sopa para arrefecê-la;

Não fazer barulho com a boca ao tomá-la;

Conservar os cotovelos unidos ao corpo, sem deixar as “asas” abertas;

Não mexer nos cabelos quando estiver na mesa.

Ficar calmo à mesa.

Só devemos levantar da mesa quando todos tiverem acabado de comer.


Utilização dos guardanapos
Regras básicas para utilização do guardanapo:
Se for de papel, deve ficar do lado esquerdo do prato, dobrado;

Se for de tecido, deve ficar no colo, dobrado ao meio;

Limpar os lábios com o guardanapo e nunca com as mãos;

Toda a vez que a pessoa for limpar a boca, deve usar o lado de dentro da
dobra para evitar que o guardanapo fique sujo por fora;
Todas as vezes que for beber, deve-se limpar a boca antes, para não deixar
marcas no copo.
Utilização dos talheres
Regras a serem cumpridas quanto à posição dos talheres:
Disposição: prato, faca ao lado direito, garfo ao lado esquerdo, em cima do
guardanapo;
Durante a refeição: garfo e faca ficam na mão direita, pode-se passar o garfo para
a mão esquerda, mas nunca a faca.
Enquanto a faca não é usada descanse-a no canto superior do prato, com a serra
voltada para dentro, toda no prato e não com o cabo na mesa;
Quando terminar a refeição: garfo e faca ficam inteiramente apoiados no centro
do prato, isso indica que a refeição foi encerrada. Eles devem ficar paralelos e não
cruzados.
Utilização dos talheres
Em relação à sua utilização:
Não por nunca a mão na comida, manipulá-la sempre com os talheres;

Segurar os talheres graciosamente;

Não deixe cair comida fora do prato;

Não gesticular com os talheres na mão;

Evitar que os alimentos caiam na roupa ou na mesa - e, se isso acontecer, não levá-los
à boca novamente;
Não brincar com os talheres nem com a comida;

Não soprar a comida;

Manter a boca fechada durante a mastigação.


Relação com os colegas
As refeições constituem uma oportunidade diária de:
 Fortalecer relações com as crianças.

 Apoiar as crianças na conversação.

 Ajudar as crianças na exploração.

 Implementar a repetição.
Relação com os colegas
As refeições constituem uma oportunidade diária de:
 Fortalecer relações com as crianças.

 Apoiar as crianças na conversação.

 Ajudar as crianças na exploração.

 Implementar a repetição.
Relação com os colegas
As refeições constituem uma oportunidade diária de:
 Fortalecer relações com as crianças.

 Apoiar as crianças na conversação.

 Ajudar as crianças na exploração.

 Implementar a repetição.

Ao educador compete respeitar as características, o ritmo, as necessidades e


possibilidades de cada criança, nas diferentes faixas etárias.
Ajuda a crianças com maior dificuldade
de alimentação
Problemas com alimentos sólidos:

Na maioria dos casos, trata-se apenas de uma parte normal do desmame, à


medida que o bebé se habitua a comer com a colher. A relutância em comer
alimentos sólidos, por vezes, deve-se a uma doença menor ou à dentição.


Ajuda a crianças com maior dificuldade
de alimentação
Por isso:
Seja paciente, dê tempo ao bebé e encoraje-o.

Se o bebé parecer não aceitar realmente os alimentos sólidos, tente deixá-los de lado durante
uma semana e em seguida tente novamente.
Não parta do princípio de que um alimento rejeitado está permanentemente afastado da
ementa: os bebés têm uma memória curta e podem comer hoje com agrado aquilo que ontem
rejeitaram.
Mantenha-se descontraída. A tensão é contagiosa, e o bebé captará quaisquer sinais de
ansiedade por parte do adulto.
Ajuda a crianças com maior dificuldade
de alimentação
Falta de apetite:

O aumento de peso do bebé abranda depois dos seis meses de idade e, por isso,
é possível que se preocupe desnecessariamente com a falta de apetite. Se lhe
for dada uma seleção razoável de alimentos, nenhum bebé passa fome por
vontade própria
Ajuda a crianças com maior dificuldade
de alimentação
Como tentar uma criança com falta de apetite:
Preste atenção à apresentação. Certifique-se de que o lugar onde a criança se
senta para comer está limpo e atraente.
Utilize panos de mesa, pratos e copos coloridos e sejam criativas na
apresentação.
Sirva porções pequenas. Para uma criança com falte de apetite, a comida a
mais pode ser desmotivante.
Certifique-se de que a criança ingere pelo menos um alimento favorito em
cada refeição.
Ajuda a crianças com maior dificuldade
de alimentação
Como tentar uma criança com falta de apetite:
Certifique-se de que a criança ingere pelo menos um alimento favorito em cada
refeição.
Envolva a criança na preparação da refeição e arranjo da mesa.

Ofereça novos alimentos sem fazer muito alarido. Disfarce os alimentos novos
com os conhecidos.
Evite dar-lhe coisas doces como recompensa por ele ter comido algo saboroso.

Procure garantir que a criança na hora da refeição não esteja demasiado cansada
ou esfomeada.
Ajuda a crianças com maior dificuldade
de alimentação
Recusar comer grumos:
Estimule a mastigação, tornando a textura da comida cada vez com mais
grumos.
 
A maioria dos bebés prefere alimentos coloridos e de aspeto atraente a uma
mistura mole que contenha grumos, por isso procure oferecer pequenas porções
de vegetais cozidos, carne ou queijo, em vez de uma papa mole. E dê-lhe
alimentos que se comam à mão.
 
Não fique ansiosa ou preocupada com a alimentação, pois o bebé pode
percebê-lo. Se lhe oferecer uma variedade suficiente, a curiosidade natural
tomará conta do resto.
Ajuda a crianças com maior dificuldade
de alimentação
Recusar beber por um copo:
A maioria dos bebés ainda sente uma forte necessidade de mamar, portanto,
embora seja proveitoso introduzir prontamente um copo para substituir o
biberão, não deixe que isso se torne num problema.

Se tal acontecer, guarde o copo durante duas semanas e volte a introduzi-lo ou
utilize outro diferente. O copo com bico na tampa é útil à hora das refeições,
embora alguns bebés não os apreciem se o líquido escorrer demasiado depressa;
verifique os buracos do bico e, se necessário, adquira um tipo diferente.
 
O bebé pode preferir beber por um copo “verdadeiro” como os mais crescidos;
assim, experimente retirar a tampa do copo. Desde que as fraldas continuem
normalmente molhadas, o bebé estará a ingerir líquidos suficientes.
Ajuda a crianças com maior dificuldade
de alimentação
Comer e sujar tudo:
É vulgar que as crianças pequenas brinquem com a comida e a explorem com
as mãos, apertando-a entre os dedos ou espalhando-a sobre a roupa ou a
cadeira de bebé.

Comer sem sujar é menos importante do que o prazer da comida. É insensato


esperar que uma criança de um ano manuseie utensílios com precisão e asseio.
Por volta dos 3 anos, normalmente, a criança já consegue manusear uma colher
e um garfo e comer de forma mais asseada.

É importante que seja realista e ensine as regras de boas maneiras segundo a


idade e a fase de desenvolvimento da criança.
Ajuda a crianças com maior dificuldade
de alimentação
Rituais alimentares:
Algumas crianças pequenas desenvolvem rituais em redor da comida, tais
como recusar ingerir um alimento a não ser que seja servido de uma
determinada maneira, exigir sempre o mesmo copo para beber, etc.

O ritual não pode ser alterado sem que a criança faça uma birra. A maior
parte desses rituais inofensivos e, a não ser que interfiram na alimentação geral
da criança ou incomode os outros, não vale a pena dar-lhes importância (se a
cenoura cortada em cubos, por exemplo, significa que é comida, enquanto em
palitos permanecem intocáveis, não vale a pena preocupar-se).

Se reparar num ritual que sinta não ser capaz de suportar, procure eliminá-lo
variando a rotina da criança antes que se estabeleça como rotina.
  Questão aula

4 . Identifique algumas regras gerais de boas maneiras a


incutir às crianças, pelos técnicos, no decorrer das
refeições.
  Trabalho de grupo

Elabore um exemplo de ementas para bebés/crianças.


Obrigada