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Direito Internacional Privado

DIPri

Parte I
 Conceito;
 Fontes;
 LINDB artigo 7•
Direito Internacional Privado
DIPri

Ramo do Direito
Conceito Internacional
Conflito de lei no
espaço

Estrangeiro
Direito Internacional Privado
DIPri
Todas do
DIPúblico

LINDB
Fontes Artigo 12 da CF

Lei de Migração-
2017
Lei dos
Refugiados
Problematização:

• Em um caso concreto de conflito qual a legislação competente para


resolver? A brasileira ou a estrangeira?
• Qual juízo competente brasileiro ou estrangeiro? Pode ser o juiz
competente de um país e a lei de outro país.

Diante de um problema de direito de família, de obrigações, de direitos


reais qual lei aplicar?

1º Passo ver o objeto de conexão

2º Passo o elemento de conexão


Atividade 1:

Pegue seu Vade e abra na LINDB.

Artigo 7º caput: Localize o objeto e o


elemento de conexão. Anote do
caderno.
Faça o mesmo com os artigos 8º e 9º

5’ para fazerem.
Artigo Objeto de conexão Elemento de Conexão
7° Caput Estado e capacidade + direito de família Domicílio – Regra
Estado Civil: Residência + animus definitivo
Político: quem é a pessoa em relação ao seu
país em que ela se encontra: Brasileiro,
nato, naturalizado, estrangeiro.
Familiar: quem é aquela pessoa em relação
ao parentesco: pai, filho. Casamento:
solteiro, casado, divorciado
Individual: Sexo, idade, sanidade.
Exemplos: Ação de divórcio, negatória de
paternidade, investigação de paternidade,
ação de naturalização, emancipação,
interdição.

7º § 1º Impedimento e formalidade da celebração Local da celebração do


do casamento casamento
7º § 2º Casamento entre 2 estrangeiros da mesma Lei da nacionalidade dos
nacionalidade nubentes desde que: ambos
estrangeiros e com autoridades
diplomáticas ou consulares.
7º § 3º Invalidade do casamento Primeiro domicílio do casal.
Nacionalidades diferentes –
primeiro domicílio do casal
Observações:

Dificuldade na determinação do domicílio:

Artigo 7º Parágrafo 8º Residência habitual/residência atual

Regra de conexão subsidiária: lei da residência.

Casamento:

Sobre Impedimentos e formalidades da celebração do


casamento:
Regra: Local da celebração do casamento, ainda que os nubentes
sejam estrangeiros. Ex: Estrangeiros quiseram casar no Brasil
deverão seguir as leis brasileiras sobre impedimentos e
formalidades. Brasileiros casam nos EUA, seguirá a lei dos EUA.
Regra alternativa: Se os estrangeiros que casaram no Brasil
quiserem que seja a lei do seu país seguirá o parágrafo 2º= lei da
nacionalidade dos nubentes. AMBOS ESTRANGEIROS E
AUTORIDADES DIPLOMÁTICOS OU CONSULARES.
Regime de Bens:

Parágrafo 4º - Local do domicílio conjugal. Regime da unidade do


regime matrimonial de bens do casal. Via de regra, não vai importar o
local da celebração do casamento, mas sim o local de domicílio
conjugal. Respeitar a unidade do regime matrimonial de bens do casal.
O estrangeiro pode mudar de regime de bens desde que seja
naturalizado pode mudar o regime parcial de bens com expressa
anuência do cônjuge, não pode prejudicar credores e efetuar registro.
Artigo Objeto de conexão Elemento de Conexão
7º § 6º Reconhecimento do divórcio Localização da realização
divórcio. Se realizado no
estrangeiro, se ambos forem
brasileiros só será
reconhecido no Brasil após
um ano da sentença
estrangeira. O
reconhecimento fica
condicionado a
homologação da sentença
estrangeira pelo STJ desde a
emenda 45, transferiu do
STF para o STJ.
NCPC- traz a possibilidade
se o divórcio for consensual
não precisará dessa
homologação, procedimento
de registro daquilo
diretamente no
cartório/averbação.
Em janeiro de 2003, Martin e Clarisse Green, cidadãos britânicos
domiciliados no RJ, casam-se no Consulado-Geral Britânico, localizado na
Praia do Flamengo. Em meados de 2010, decidem se divorciar. Na
ausência de um pacto antenupcial, Clarisse requer, em petição à Vara de
Família do Rio de Janeiro, metade dos Bens adquiridos pelo Casal desde
a celebração do matrimônio alegando que o regime legal vigente no Brasil
é o da Comunhão parcial de bens. Martin, no entanto, contesta a
pretensão de Clarisse argumentando que o casamento foi realizado no
consulado britânico e que, portanto, deve ser aplicado o regime legal de
bens vigente no R.U., que lhe é mais favorável. Com base no caso
hipotético e nos termos da LINDB, assinale a alternativa correta:
a) O juiz brasileiro não poderá conhecer e julgar a lide, pois o casamento
não foi realizado perante a autoridade competente;
b) Clarisse tem razão em sua demanda, pois o regime de bens é regido
pela lex domicilli dos nubentes e, ao tempo do casamento, ambos eram
domiciliados no Brasil.
c) Martin tem razão em sua contestação, pois o regime de bens se rege
pela lei do local da celebração (lex loci celebrationis), e o casamento foi
celebrado no consulado britânico.
d) O regime de bens obedecerá à lex domicilli dos cônjuges quanto aos
bens móveis e à lex rei sitae (ou seja, a lei do lugar onde estão) quanto
aos bens imóveis, se houver.
Bibliografia

BARROSO, Darlan. Direito Internacional. São Paulo: Revista dos


Tribunais, 2012