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RINITE ALÉRGICA

Acadêmico: Fernando Gomes Fonseca


Disciplina: Internato de Pediatria
Epidemiologia
 International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) Fase 3
(1999-2004):
 Ampla variação na prevalência da rinite alérgica entre centros de um mesmo país e
entre países.
 Entre os escolares de 6 a 7 anos, a prevalência observada foi de 8,5%, e entre
adolescentes foi de 14,6%.
 As maiores taxas de prevalência foram observadas em centros de países com renda
média e baixa, particularmente da África e América Latina.
 No Brasil, a prevalência média de rinite foi de 25,7% (19,3 a 39,8%) para os
escolares e 29,6% (17,4 a 47,4%) para os adolescentes.
 A prevalência média de rinite alérgica foi de 12,6% (10,3 a 17,4%) e 15,6% (8,9 a
24,4%), para os escolares e adolescentes, respectivamente.
 Nos primeiros anos de vida o diagnóstico de rinite alérgica não é tarefa fácil.
IV CONSENSO BRASILEIRO SOBRE RINITES - 2017

Nas cidades das regiões sul e sudeste, as maiores


prevalências de sintomas nasais ocorreram nos
meses mais frios do ano (maio a agosto). Nas
cidades do nordeste não houve diferença na
prevalência dos sintomas nasais segundo
os meses do ano.
Definição

Inflamação crônica da mucosa nasal e seios paranasais causada por


reações mediadas pela imunoglobulina E (IgE) específica para
determinados alérgenos cujos sintomas são reversíveis espontaneamente
ou com tratamento.

Reação tipo I Gell e Coombs


 Aumento da permeabilidade vascular
 Edema mucoso
 Hipersecreção glandular
 Atração de eosinófilos (inflamação alérgica)
Quadro clínico
Sintomas cardinais

espirros em salva
prurido nasal intenso
coriza clara e abundante associada ao
gotejamento pós nasal
obstrução nasal
Classificação

Tratado SBP
Fatores desencadeantes
As mudanças bruscas de temperatura
podem induzir sintomas nasais em
pacientes com rinite alérgica, pelo
estímulo de fibras C (não adrenérgico e
não colinérgico) e do sistema nervoso
parassimpático.

Os anti-inflamatórios não hormonais


(AINH), dentre os quais destaca-se o
ácido acetilsalicílico, podem
desencadear ou agravar a rinite
alérgica e asma, especialmente em
adultos.

A alergia alimentar raramente induz


sintomas de rinite de modo exclusivo,
apesar dos sintoma nasais
ocorrerem com frequência no contexto
de reação anafilática desencadeada por
alimentos.
Etiopatogenia

Adaptado de: Wheatley LM, Togias A. Allergic


Rhinitis.N Engl J Med. 2015;372(5):456-463
Diagnóstico
 História clínica e antecedentes atópicos

 Rinoscopia anterior
 edema e hipertrofia de cornetos
 coloração empalidecida
 secreção aquosa

 Citologia da secreção nasal


 eosinófilos

 Presença de IgE específica


 teste cutâneo ou RAST positivos
Quando o extrato padronizado do alérgeno é
introduzido na pele, interage com as IgE ligadas aos
mastócitos, causando libertação de histamina e
consequente reação de pápula e eritema.

Na impossibilidade de realizar os testes cutâneos, o


diagnóstico deve basear–se na dosagem de IgE total
e específica (RAST) e na contagem de eosinófilos do
sangue periférico.
Compensa fazer dosagem de IgE
total?
 Concentrações séricas elevadas de IgE total podem ser detectadas em diferentes
doenças como:
 infecção pelo HIV,
 aspergilose pulmonar alérgica,
 sinusite fúngica alérgica,
 linfomas,
 tuberculose,
 parasitoses com ciclo pulmonar, entre outras.

 Alguns estudos mostraram que valores séricos mais elevados de IgE total
apresentam especificidade próximo a 95%, mas com sensibilidade não
ultrapassando 55% em asmáticos e 30% em pacientes com rinite.
 A dosagem de IgE total apresenta valor limitado para a triagem de doenças
alérgicas, especialmente em crianças.
E IgE específica?

 Tanto a positividade dos TCHI como a presença de IgE séricas específicas


podem representar apenas sensibilização atópica e não devem ser valorizados
na ausência de sintomas alérgicos.

 Do mesmo modo que os testes cutâneos de hipersensibilidade imediata, a


dosagem de IgE específica para aeroalérgenos em pacientes abaixo de 4 anos
tem limitações em sua acurácia diagnóstica
Tratamento
Medidas gerais
higiene ambiental
lavagem nasal (soro fisiológico)

Medicamentos sintomáticos
anti-histamínicos (prurido, espirros, coriza)
descongestionantes (sistêmicos e tópicos)
anticolinérgicos (coriza)
Referências

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