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GESTÃO FINANCEIRA E

ORÇAMENTÁRIA
Prof. Adriano Trindade
ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

 PRINCIPAIS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS


PARA ANÁLISE FINANCEIRA

BALANÇO PATRIMONIAL

DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO DO
EXERCÍCIO
ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

 Trata-se de um documento com o qual é


possível representar a evolução do
patrimônio total da organização em um
determinado período de tempo — que
geralmente é de um ano, mas pode variar
conforme as necessidades do negócio ou a
legislação — e analisar qual é a sua
situação financeira.
TERMINOLOGIAS
GASTOS
 a) Gasto — Compra de um produto ou serviço
qualquer, que gera sacrifício financeiro para a
entidade (desembolso), sacrifício esse representado
por entrega ou promessa de entrega de ativos
(normalmente dinheiro). Exemplo: consumo de
matéria prima, mão de obra, desgaste de
equipamentos,etc.
TERMINOLOGIAS
GASTOS
 Conceito extremamente amplo e que se aplica a
todos os bens e serviços adquiridos; assim,
temos Gastos com a compra de matérias-
primas, Gastos com mão-de-obra, tanto na
produção como na distribuição, Gastos com
honorários da diretoria, Gastos na compra de
um imobilizado etc.
Desembolso

 Pagamento resultante da aquisição do


bem ou serviço.
 Pode ocorrer antes, durante ou após a

entrada da utilidade comprada


CUSTOS
SÃO OS GASTOS EFETUADOS NO ESFORÇO
DE FABRICAÇÃO DE PRODUTOS OU
SERVIÇOS.
Exemplos: Madeira utilizada na fabricação de um
armário; mão de obra do operador da máquina de
corte, material de expediente.
CUSTOS
A matéria-prima é gasto em sua aquisição que
imediatamente se torna investimento, e assim
fica durante o tempo de sua Estocagem; no
momento de sua utilização na fabricação de um
bem, surge o Custo da matéria-prima como
parte integrante do bem elaborado. Este, por
sua vez, é de novo um investimento, já que fica
ativado até sua venda.
DESPESAS
SÃO TODOS OS GASTOS EFETUADOS NA
ADMINISTRAÇÃO DO NEGÓCIO OU NO
ESFORÇO DE VENDA DO PRODUTO OU
SERVIÇO ACABADO.
Exemplos: Despesas com propaganda, comissões de
vendas, salários de administração, etc.
PERDAS
 SÃO OS GASTOS INESPERADOS E
INVOLUNTÁRIOS.
Exemplos: inundações, incêndios, perda de estoque
mal armazenado, roubos, etc.
 Não se confunde com a despesa (muito menos
com o custo), exatamente por sua característica de
anormalidade; não é um sacrifício feito com
intenção de obtenção de receita.
PERDAS TÉCNICAS
 Não se deve confundir PERDAS INVOLUNTÁRIAS
COM PERDAS ESPERADAS, é muito comum o uso
da expressão Perdas de material na produção de
inúmeros bens e serviços; entretanto, a quase
totalidade dessas “perdas” é, na realidade, um custo,
já que são valores sacrificados de maneira normal no
processo de produção, fazendo parte de um sacrifício
já conhecido até por antecipação para a obtenção do
produto ou serviço e da receita almejada
INVESTIMENTOS
 Gasto ativado em função de sua vida útil
ou de benefícios atribuíveis a futuro(s)
período(s).
 Todos os sacrifícios havidos pela
aquisição de bens ou serviços (gastos)
que são “estocados” nos Ativos da
empresa para baixa ou amortização
quando de sua venda ou de seu consumo.
INVESTIMENTOS
 Podem ser de diversas naturezas e de períodos de
ativação variados: a matéria-prima é um gasto
contabilizado temporariamente como
investimento circulante; a máquina é um gasto
que se transforma num investimento permanente;
as ações adquiridas de outras empresas são gastos
classificados como investimentos circulantes ou
permanentes, dependendo da intenção que levou
a sociedade à aquisição.
RESUMINDO....
Custo e Despesa não são sinônimos; têm
sentido próprio, assim como Investimento,
Gasto e Perda.
 A utilização de uma terminologia

homogênea simplifica o entendimento e a


comunicação.
RECEITAS
 VALORES RESULTANTES DA VENDA DO
PRODUTOS/SERVIÇOS.
 VALORES RESULTANTES DA VENDA DE
IMOBILIZADOS.
 VALORES RESULTANTES DE TRANSAÇÕES
FINANCEIRAS.
RECEITAS E GASTOS
TOTAIS

 VALORES CONSOLIDADOS QUE DECORREM


DO SOMATÓRIO DA QUANTIDADE DE
PRODUTOS OU SERVIÇOS PRODUZIDOS OU
VENDIDOS EM UM DETERMINADO PERÍODO.
 VALORES DECORRENTES DE CONTRATOS.
RECEITAS E GASTOS
UNITÁRIOS
SÃO OS VALORES ATRIBUÍDOS A PARCELAS
UNITÁRIAS DE PRODUTOS OU SERVIÇOS.

EXEMPLOS:
 VALOR DO GASTO REFERENTE A
QUANTIDADE DE TECIDO UTIZADO NA
PRODUÇÃO DE UM SOFÁ.
 VALOR DE VENDA ATRIBUÍDO A UMA
UNIDADE DE PRODUTO.
OS CUSTOS/DESPESAS CLASSIFICAM-SE EM:

 DIRETOS E INDIRETOS
FIXOS E VARIÁVEIS
CUSTO/DESPESA DIRETO
 SÃO OS CUSTOS/DESPESAS QUE PODEM SER
APROPRIADOS AOS OBJETOS COM BASE DE
RELAÇÃO E VALORAÇÃO EXATAS.
Exemplo: valor da mão de obra aplicada na fabricação
de um determinado produto; valor da matéria prima
utilizada na fabricação de um determinado produto.
CUSTO/DESPESA INDIRETA
- SÃO OS CUSTOS/DESPESAS CLASSIFICADOS
DE FORMA QUE SEUS VALORES NÃO
GUARDEM RELAÇÃO DE CAUSA E EFEITO
COM OS PRODUTOS OU SERVIÇOS, OU
SEJA, SÃO RATEADOS ATRAVES DE UMA
BASES ARBITRÁRIAS.
EXEMPLOS: ALUGUEL, SALÁRIOS, SEGUROS,
COMBÚSTIVEL.
CUSTOS E DESPESAS FIXAS
SÃO AQUELES QUE PERMANECEM
CONSTANTES DENTRO DA DETERMINADA
CAPACIDADE INSTALADA DA EMPRESA
(INTERVALO RELEVANTE DE ESTUDO),
INDEPENDENTEMENTE DO VOLUME DE
PRODUÇÃO/VENDAS.
CUSTO/DESPESA FIXA
 PERMANECE CONSTANTE NO SEU TOTAL
 VALOR UNITARIO VARIA DE ACORDO COM A
QUANTIDADE PRODUZIDA/VENDIDA.
 NORMALMENTE É RATEADO.
CUSTO/DESPESA VARIÁVEL
 VALOR TOTAL É VARIÁVEL NA RELAÇÃO
DAS QUANTIDADES
PRODUZIDAS/VENDIDAS.
 APRESENTA-SE FIXO UNITARIAMENTE.
FÓRMULA DO PONTO DE EQUILIBRIO

 UTILIZADA PARA FINS GERENCIAIS (NÃO


FISCAIS) TEM INTRÍNSECA RELAÇÃO COM
O SISTEMA DE CUSTEIO DIRETO/VARIÁVEL.
 UTILIZADE NA ANÁLISE DE

SENSIBILIDADE (SIMULAÇÕES DE NÍVEIS


DE PRODUÇÃO/VENDA) E DETERMINAÇÃO
DE PREÇO DE VENDA.
PONTO DE EQUILIBRIO META
 CONSIDERA-SE PARA EFEITO DE
OBJETIVOS OPERACIONAIS DE PRODUÇÃO
E VENDA UMA EXPECTATIVA DE
RESULTADO POSITIVO (LUCRO).
 RECEITA – GASTOS = LUCRO
FÓRMULA DO PONTO DE
EQUILIBRIO
RT = ROT + C/D.V.T + C/D.F.T
ONDE:
RT= RECEITA TOTAL DO PERIODO
C/D.V.T= CUSTO E DESPESA VARIAVEL TOTAL
DO PERIODO
C/D.F.T= CUSTO E DESPESA FIXA TOTAL DO
PERIODO
ROT= RESULTADO OPERACIONAL TOTAL DO
PERIODO.

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