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Contabilidade Internacional

Estrutura Conceitual – CPC 00


Apresentação das Demonstrações Financeiras – CPC 26

Prof.º Anderson de Sousa Santos


Estrutura Conceitual e Apresentação das Demonstrações Financeiras

DFs são preparadas e apresentadas para usuários externos por diversas


entidades ao redor do mundo.

Apesar de parecerem similares em todos os países, as DFs apresentam


diferenças decorrentes a uma variedade de fatores sociais, econômicos e
legais.

Como consequência das diferenças, surgiram diferentes critérios no


reconhecimento de itens nas DFs e definição do escopo.
Estrutura Conceitual e Apresentação das Demonstrações Financeiras

DFs devem ser preparadas com o propósito de fornecer informações


úteis na tomada de decisões econômicas.

A estrutura conceitual estabelece os conceitos que fundamentam a


preparação e apresentação de DFs, destinadas aos seus usuários externos,
com finalidade de:

a. Dar suporte ao desenvolvimento de novos pronunciamentos e revisão;


b. Promover harmonização das regras;
c. Dar suporte aos reguladores locais no desenvolvimento de regras regionais;
d. Dar suporte aos preparadores de DFs na aplicação das normas internacionais;
e. Auxiliar os auditores independentes;
f. Proporcionar, àqueles interessados, informações sobre o enfoque adotado na formulação
dos pronunciamentos técnicos.
Estrutura Conceitual e Apresentação das Demonstrações Financeiras

O objetivo das demonstrações financeiras é fornecer informações sobre a


posição e desempenho financeiros e os fluxos de caixa de uma entidade
que sejam úteis a uma ampla gama de usuários em seus processo de
tomada de decisão.

O IAS 1 define como um conjunto completo de DFs:

a. Demonstração da posição financeira;


b. Demonstração do resultado abrangente;
c. Demonstração das mutações no patrimônio líquido;
d. Demonstração dos fluxos de caixa; e
e. Notas, incluindo um resumo das políticas contábeis importantes e outras notas
explicativas.
Compreensibilidade

Relevância

Materialidade

Confiabilidade
Competência

Representação
adequada
Essência sobre a
básicos

forma
Pressupostos

Neutralidade
Características qualitativas da DFs

Prudência
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Continuidade

Integridade

Comparabilidade
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Os Pronunciamentos do IASB são composto por Normas sobre


tópicos específicos sob as siglas de IFRS (International Financial
Reporting Standards) e as interpretações sobre assuntos contenciosos,
sob as siglas de SIC (Standing Interpretations Committee). As 37
Normas Internacionais em vigor em 2009 são as do quadro a seguir:
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Estrutura Conceitual e Apresentação das Demonstrações Financeiras
Estrutura Conceitual e Apresentação das Demonstrações Financeiras

A IAS 1 tem por objetivo determinar as bases para a apresentação


de demonstrações contábeis, no sentido de assegurar a comparabilidade
tanto entre as demonstrações de períodos anteriores quanto com as
demonstrações de outras entidades.

Ela estabelece os requisitos gerais para a apresentação das


demonstrações contábeis, as diretrizes para as suas estruturas e as
exigências mínimas quanto aos seus conteúdos.
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A IAS 1 foi emitida e 1997, porém em Setembro de 2007, 0 IASB


(International Accounting Standards Board) emitiu uma IAS 1
revisada.

O principal dessa revisão foi agregar informação das


demonstrações contábeis com base em característica compartilhadas.

A IAS 1 são aplicáveis a todas as demonstrações contábeis de


propósitos gerais, que são aquelas direcionadas ao atendimento dos
usuários (stakeholders).

Sendo assim, ela aplica a todas as entidades, incluindo aquelas


que emitem demonstrações consolidadas e demonstrações separadas de
acordo com a IAS 27 (Demonstrações Contábeis Consolidadas e
Separadas).
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A IAS 1 não é aplicável a relatórios contábeis intermediários que


são preparados de acordo com IAS 34 (relatórios Contábeis
Intermediários).

As demonstrações contábeis fornecem informações sobre a


posição e desempenho financeiros e os fluxos de caixa de uma entidade
que sejam úteis a uma ampla gama de usuários em seus processos de
tomada de decisão.

Para atender a esse objetivo, as demonstrações contábeis fornecem


informação sobre os ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas e
despesas (incluindo ganhos e perdas), integralização de capital e
distribuições a acionistas e fluxos de caixa.
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Considerações Gerais

Uma apresentação justa implica que as demonstrações contábeis


representam fielmente o efeito das transações patrimoniais

Presume-se que a aplicação das IFRS, com as divulgações


adicionais, quando necessárias, resulte na apresentação justa das
demonstrações contábeis.

Quando a entidade cumpre com todas as exigências das IFRS, ela


deve fazer uma declaração explícita e sem restrições de tal
cumprimento nas notas explicativas.
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Continuidade
As demonstrações contábeis devem ser preparadas com base na
continuidade da entidade, a menos que a administração tenha a
intenção de liquidar a entidade, ou parar de negociar ou não possuir
nenhuma alternativa realística para continuar com suas operações.
Quando a entidade não prepara suas demonstrações sob o
pressuposto da continuidade, esse fato deve ser divulgado juntamente
com a base em que as demonstrações foram elaboradas e as razões
pelas quais o pressuposto da continuidade não foi considerado.
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Regime de Competência

As Demonstrações contábeis da entidade devem ser preparadas e


apresentadas usando o regime de competência, com exceção da
demonstração dos fluxos de caixa.

Materialidade e Formatação

Cada classe material de itens deverá ser apresentada separadamente


nas demonstrações contábeis. Itens materiais que são diferentes em sua
natureza ou função deverão ser apresentados separadamente.
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Materialidade e Formatação – continuação


Porém, o item que não seja suficiente material para garantir a
apresentação separada nas demonstrações pode justificar a
apresentação nas notas explicativas, lembrando que se a informação
é imaterial, a entidade não precisa fazer a divulgação exigida pela
IFRS.
Freqüência dos Relatório e Informação Comparativa
Os relatórios contábeis deverão ser apresentados no mínimo
anualmente, com a inclusão da informação comparativa do período
anterior.
Quando a entidade altera a apresentação ou a classificação de itens
das demonstrações contábeis, a informação comparativa também
precisará ser reclassificada, com as devidas divulgações a respeito, a
menos que seja impraticável essa reclassificação.
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Consistência de Apresentação

As entidades deverão manter a apresentação e classificação de


contas nas demonstrações contábeis de um período para o outro a
menos que outra alternativa seja mais apropriada ou que determinada
Norma determine a mudança na apresentação.
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DEMONSTRAÇÃO DA POSIÇÃO FINANCEIRA

BALANÇO PATRIMONIAL (BRASIL)

• Distinção dos itens do Ativo e Passivo em:

• Corrente: capital circulante;

• Não Correntes: operações de longo prazo.


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DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO ABRANGENTE (DRA)

• Uma entidade deverá apresentar todos os itens de receita e


despesas reconhecidos no período em uma das duas seguintes
formas:

a) Uma única demonstração de resultado abrangente;

b) Em duas demonstrações: uma demonstrando os componentes de


lucro ou prejuízo (DRE à parte) e uma segunda começando com
o lucro e prejuízo, seguindo de outro resultado abrangente.
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DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO ABRANGENTE (DRA)


• A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) é a apresentação, em
forma resumida, das operações realizadas pela empresa, durante o
exercício social, demonstradas de forma a destacar o resultado líquido do
período, incluindo o que se denomina de receitas e despesas realizadas.

• Os outros Resultados Abrangentes incluem as demais variações do


Patrimônio Líquido que não representam receitas e despesas realizadas,
com exceção daquelas mutações resultantes de transações com
proprietários na qualidade de proprietários.

• A Demonstração do Resultado Abrangente do Exercício (DRA) é


elaborada a partir da soma do resultado líquido apresentado no DRE com
os outros resultados abrangentes.
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CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis.

O pronunciamento técnico seguindo as normas internacionais de


contabilidade, institui a obrigatoriedade da elaboração Demonstração de
Resultado Abrangente – DRA.

 A DRA apresenta as receitas, despesas e outras mutações que afetam


o patrimônio líquido, mas que não são reconhecidas (ou não foram
reconhecidas ainda) na Demonstração de Resultado do Exercício.

 Essas receitas e despesas são identificadas como “outros resultados


abrangentes”.
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De acordo com o CPC 26, compreendem os seguintes itens:

a) Variações na reserva de reavaliação quando permitidas legalmente;

b) Ganhos e perdas atuariais em planos de pensão com o benefício definido reconhecidos


conforme item 93ª do CPC 33;
c) Ganhos e perdas derivados de conservação de demonstrações contábeis de operações no
exterior (ver CPC 02);

d) Ajuste de avaliação patrimonial relativo aos ganhos e perdas na mensuração de ativos


financeiros disponíveis para venda ( ver CPC 38)

e) Ajuste de avaliação patrimonial relativo à efetiva parcela de ganhos ou perdas de


instrumentos de hedge em hedge de fluxo de caixa.
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O FASB através do concepts statement nº 6 conceitua resultado


abrangente como:

 Uma alteração no patrimônio líquido de uma sociedade durante um


período, decorrente de transações e outros eventos e circunstâncias
não originadas dos sócios. Isso inclui todas as mudanças no
patrimônio líquido durante o período, exceto aquelas resultantes de
investimentos dos sócios e distribuições aos sócios.
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A demonstração de resultados abrangentes é uma importante ferramenta


gerencial.

Atualiza o capital próprio dos sócios, através do registro no patrimônio


líquido (e não o resultado) das receitas e despesas incorridas porém de
realização financeira incerta.

O lucro abrangente representa a mudança no patrimônio dos acionistas


de uma companhia através da exclusão dos efeitos de novas injeções de
capital e pagamentos de dividendos.
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No Brasil a Demonstração de Resultado Abrangente pode ser


apresentada dentro da Demonstração das Mutações do Patrimônio
Líquido (DMPL), ou através de relatório próprio.

O Pronunciamento Técnico CPC nº 26, sugere que a DRA seja


adicionada à DMPL.
Estrutura Conceitual e Apresentação das Demonstrações Financeiras

A demonstração de resultado abrangente tem seu valor inicial no


resultado líquido do período apurado pela DRE.

a) Resultado líquido do período;

b) Cada item dos outros resultados abrangentes classificados conforme sua natureza;

c) Parcela dos outros resultados abrangentes de empresas investidas reconhecida por meio
do método de equivalência patrimonial;

d) Resultado abrangente do período.

A entidade deverá divulgar a destinação do resultado abrangente total do


período, atribuível a:

e) Participação de acionistas ou sócios não controladores;

f) Aos proprietários da entidade controladora.


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Modelo de relatório separado da DRE


De m o ns t ra ç ã o do Re s ult a do Abra ng e nt e
Lu c r o Lí q u i d o d o P e r í o d o 272.000
P a rc e la dos sóc ios da Cont rola dora 250.000
P a rc e la dos nã o c ont rola dore s 22.000
Ajust e s Inst rume nt os Fina nc e iros 60.000
Tribut os s/ Ajust e s Inst rume nt os Fina nc e iros 20.000
Equiv. P a t rim. s/ Ga nhos Abra ng. de Coliga da s 30.000
Ajust e s de Conve rsã o do P e rí odo 260.000
Tribut os s/ a Ajust e s de Conve rsã o do P e rí odo 90.000
Ou t r o s R e s . A b r a n g . A n t e s R e c l a s . 16 0 . 0 0 0
Ajust e s de Inst . Fina nc . Re c la s. p/ Re sult a do 10.600
Ou t r o s R e s u l t a d o s A b r a n g e n t e s 17 0 . 6 0 0
P a rc e la dos sóc ios da Cont rola dora 164.600
P a rc e la dos nã o c ont rola dore s 6.000
R e s u l t a d o A b r a n g e n t e To t a l 442.600
P a rc e la dos sóc ios da Cont rola dora 414.600
P a rc e la dos nã o c ont rola dore s 28.000
Fonte: Adaptação FIPECAFI
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Demonstração do Resultado Abrangente - DRA

R e s . C a p. , Lu c r o s Ou t r os P a r t . d o s Nã o
R e s e r va s d e
C a p . Soc . Int e g . Op ç . Ou t . e P r e j uíz os R e s ul t a d o s P L d os Soc . Da C o nt r . Cont. np P L P L C o ns ol i d a d o
Luc r o s
Aç õ e s T e s . Ac um. Ag r a ng . da s C ont .
Sa l do s Ini c i a i s 1.000.000 80.000 300.000 270.000 1.650.000 158.000 1.808.000
Aume nt o d e C a p i t a l 5 00 . 00 0 5 0. 000 1 0 0 . 00 0 350 . 00 0 32. 00 0 3 82. 0 00
Ga s t os c om E mi s . d e Aç õe s 7.000 7 . 0 00 7. 000
Opç õ e s Out or ga da s R e c on. 3 0. 000 3 0. 000 30. 000
Aç õe s e m t e s o ur a r i a Ad q. 20.000 2 0. 000 20. 000
Aç õe s e m t e s o ur a r i a Ve nd. 6 0. 000 6 0. 000 60. 000
Di vi d e n do s 1 62 . 00 0 162 . 00 0 13. 20 0 1 75. 2 00
T r ans de Cap c / Sóc i os 251.000 18.800 269.800
Lu c r o Líq . d o P e r ío d o 2 50 . 00 0 250.000 22.000 272.000
Aj us t e s In s t r um. Fi na nc e i r os 6 0 . 00 0 6 0. 000 60. 000
T r i b . s / Aj us t e s In s t r . Fi na n. 2 0 . 00 0 2 0. 000 20. 000
E q. P a t . s / Ga n. Ab r g . d e C ol i g. 2 4 . 00 0 2 4. 000 6. 000 30. 000
Aj us t e s de C o nv . d o P e r íod o 2 6 0 . 00 0 260 . 00 0 2 60. 0 00
T r i b ut o s s / Aj . de C o nv . do P e r . 9 0 . 00 0 9 0. 000 90. 000
Out r os R e s ul t a d os Abr a ng e nt e s 154.000 6.000 160.000
R e c l . p / R e s . - Aj . Ins t r . Fi n a n c . 1 0 . 60 0 10.600 - 10.600
R e s u l t a do Ag r a nge nt e T ot a l 414.600 28.000 442.600
C ons t i t ui ç ã o de R e s e r v a s 1 4 0 . 00 0 1 40 . 00 0
R e a l i z . de R e s e r va R e a va l i a ç ã o 78 . 80 0 7 8 . 80 0
T r i b . s / R e a l . Da R e s . De R e a v. 26 . 80 0 2 6 . 80 0
Sa l do s Fi na i s 1.500.000 93.000 340.000 - 382.600 2.315.600 204.800 2.520.400

Fonte: Adaptação FIPECAFI


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DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO ABRANGENTE (DRA)

De acordo com as normas internacionais, a DRA pode ser apresentada


como continuidade da DRE.

Esse modelo aceito pelo IASB, não foi aceito pelo o Brasil.
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D e mo n s t r a ç ã o d o R e s u l t a d o A b r a n g e n t e
R e c e i t a s de Ve nda s 1. 879. 400
T r i butos s obr e a s ve nda s 300. 000
R e c e i t a Líq u i d a d e Ve ndas 1. 57 9. 400
C u s t o d o s P r o d u t o s Ve n d i d o s 820. 000
Lu c r o B r u t o 7 5 9. 40 0
De s p e s a s c o m Ve n d a s 180. 000
De s p e s a s A d mi n i s t r a t i v a s 125. 000
R e c e i t a d a E q u i v a l ê n c i a P a t r i mo n i a l 35. 000
Lu c r o B r u t o A n t e s R e c . D e s p. Fi n. 4 8 9. 40 0
R e c e i t a s Fi n a n c e i r a s 93. 000
De s p e s a s Fi n a n c e i r a s 124. 500
Lu c r o A n t e s T r i butos s o b r e o Lu c r o 4 5 7. 90 0
T r ibutos s obr e o luc r o 185. 900
Lu c r o Líq u i d o d o P e r ío d o 2 7 2. 00 0
P a r c e l a dos s óc ios da C ont r ol a dor a 250. 000
P a r c e l a dos nã o c ontr ol a dor e s 22. 000
Aj u s t e s In s t r u me n t o s Fi n a n c e i r o s 60. 000
T r i b u t o s s / A j u s t e s In s t r u me n t o s Fi n a n c e i r o s 20. 000
E q u i v . P a t r i m. s / G a n h o s Ab r a n g . d e C o l i g a d a s 30. 000
Aj u s t e s d e C o n v e r s ã o d o P e r ío d o 260. 000
T r i b u t o s s / a Aj u s t e s d e C o n v e r s ã o d o P e r ío d o 90. 000
Outr o s Re s . Abr ang . Ante s Re c l as . 1 6 0. 00 0
Aj u s t e s d e In s t . Fi n a n c . R e c l a s . p / R e s u l t a d o 10. 600
Outr o s Re s ul ta dos Abr ange nte s 1 7 0. 60 0
P a r c e l a dos s óc ios da C ont r ol a dor a 164. 600
P a r c e l a dos nã o c ontr ol a dor e s 6. 000
Re s ul tado Abr a nge nte T o tal 4 4 2. 60 0
P a r c e l a dos s óc ios da C ont r ol a dor a 414. 600
P a r c e l a dos nã o c ontr ol a dor e s 28. 000
Fonte: Adaptação FIPECAFI
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DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES NO PATRIMONIO


LIQUIDO – DMPL
Os ativos líquidos de uma entidade podem mudar por vários motivos,
principalmente lucros e as despesas reportadas na demonstração do
resultado abrangente e o apor ou retorno de capital aos acionistas.
A IAS 1 requer que a apresentação da demonstração das mutações no
patrimônio líquido exiba no corpo da demonstração:

a) O resultado abrangente total do período separadamente os valores totais atribuíveis aos


proprietários da empresa controladora a terceiros não controladores;

b) Para cada componente do patrimônio líquido, as consequências da mudanças nas políticas


contábeis e as correções erros reconhecidos de acordo com a IAS 8;
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c) Para cada componente do patrimônio líquido, ema reconciliação entre o saldo acumulado no
inicio e no final do período, mostrando separadamente as mudanças resultantes de:

i. Lucro ou prejuízo;

ii. Cada item de outro resultado abrangente;

iii. Transações com proprietários, mostrando separadamente contribuições de e para eles e


mudanças na participação de subsidiárias que não resultem em perda de controle. antes de :
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DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES NO PATRIMONIO


LIQUIDO – DMPL

A norma também requer a divulgação da quantia de dividendos


reconhecidos com distribuições aos acionistas durante o período, e a
quantia relativa por ação. Isso pode ser mostrado no corpo da
demonstrações das mutações no patrimônio líquido, ou nas notas. A IAS
1 não permite mais que essa informação seja destacada na demonstração
do resultado abrangente.
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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

• IAS 1 exige que a apresentação das notas às demonstrações


financeiras:

a) Apresente informações sobre os fundamentos da preparação das demonstrações financeiras


e as políticas contábeis específicas utilizadas;

b) Divulgue as informações exigidas pelas IFRS que não constem do corpo da demonstração
da posição financeira, demonstração do resultado abrangente, da demonstração das
mutações no patrimônio líquido ou da demonstração de fluxos de caixa;

c) Forneça informações adicionais que não constem em qualquer outra peça das demonstrações
financeiras, mas que sejam relevantes à compreensão de qualquer uma dessas
demonstrações.
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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS


Ordem de apresentação das notas:

a) Uma declaração de conformidade com as IFRSs;

b) Um resumo das políticas contábeis significativas aplicadas, indicando:

i. A(s) base(s) de mensuração usada na preparação das demonstrações financeiras;

ii. As demais políticas contábeis utilizadas, que sejam relevantes para o entendimento das

demonstrações financeiras.
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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS


c) Informação auxiliar aos itens apresentados no corpo da demonstração da posição financeira,
resultado abrangente, resultado (se apresentada separadamente), mutações no patrimônio
líquido, fluxos de caixa, na ordem em que estiverem apresentados e cada item( linha).

d) Outras divulgações, incluindo:

i. Passivos contingentes e compromissos contratuais não reconhecidos;

ii. Divulgações não financeiras, como por exemplo as políticas e os objetivos da gestão de risco

financeiro da entidade.
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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

Uma entidade deve divulgar informações sobre assunções que adotou


sobre o futuro, e as principais causas de incertezas em estimativas ao
final do período de reporte, que apresentem um risco significativo de
resultar em ajustes materiais aos valores acumulados de ativos e passivos
no decorrer do ano seguinte. Com relação a esses ativos e passivos, as
notas devem incluir detalhes de:

a) Sua natureza;
b) Seus valores acumulados ao final do período de reporte.
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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

Uma entidade deve divulgar em nota explicativa:

a) O montante de dividendos propostos ou declarados antes da data de autorização de


emissão das demonstrações financeiras, mas não reconhecidos como uma distribuição
aos proprietários durante o período de reporte, e o respectivo valor por ação;

b) O montante de qualquer dividendo preferencial cumulativo não reconhecido.


Bibliografia

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• ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Novas mudanças contábeis nas IFRS. São Paulo, Atlas, 2017.

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• HENDRIKSEN, Eldon S.; BREDA, Michael F. Van. Teoria da Contabilidade. 1 ed.12 reimpressão. São Paulo: Atlas, 2015.
 
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