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Módulo II

Tricologia
Tricologia

Origem da palavra:
– Do grego thricos (cabelos) + logos (estudos).
Estudo do Cabelo Humano
Fisiologia, Alterações Genéticas e Adquiridas
Desde a aurora da história humana, o cabelo tem constituído um meio
personalizado de exibição. Na sociedade contemporânea, a aparência
de nossos cabelos está muitas vezes ligada à percepção da saúde e
sentimento de autoconfiança. De fato, foi sugerido que a perda do
cabelo pode ter sido o impulso para o interesse de Hipócrates pelos
caminhos da medicina... Os cabelos provavelmente se desenvolvem
como parte de unidade mecanorreceptora nos répteis, que foram os
primeiros ancestrais a deixarem o ambiente aquático para o meio
externo. Nos mamíferos os cabelos são uns importantes fatores de
sobrevivência, através do fenômeno de camuflagem e isolamento para a
termorregulação, além de exercer importantes funções de defesa e
desempenho sexual. Nossos ancestrais pré-sapiens viveram
principalmente em regiões tropicais e subtropicais e, quando a
população humana na qual eles se desenvolveram deixou a floresta
tropical e passou para ambientes mais abertos adotando a vida de
caçador, houve uma dependência do suor para a dissipação térmica e
para a perda de calor do corpo. Com o tempo, pressões seletivas agiram
em níveis genéticos, determinando perda desta função de isolamento
térmico, passando ter apenas uma função decorativa. Darwin, em 1871,
relata que a seleção sexual da mulher a favor de homens cabeludos
contra as mulheres cabeludas levou gradualmente a diferenças
características entre o masculino e o feminino.
Origem do Cabelo
 O folículo piloso e um dos poucos tecidos humanos que contem
células indiferenciadas (germinativas). As células germinativas
encontram-se imiscuídas (intrometidas) dentro da camada basal da
bainha externa da raiz do pelo e em uma área chamada saliência
(protuberância). A partir deste reservatório as células germinativas
migram ate a matriz do pelo e começam a se dividir e se diferenciar.
Seu comportamento é controlado por numerosas citoquinas
produzidas pelas células da papila dérmica. As células da papila
dérmica e algumas células das bainhas interna e externa do folículo
de cabelos androgeno-dependentes têm receptores androgênios em
seus citoplasma e núcleo. Os andrógenos controlam indiretamente o
crescimento capilar através da influencia na síntese e liberação de
citoquinas das células da papila dérmica. Drogas que afetam o
crescimento capilar pertencem a um dos seguintes grupos: drogas
citotoxicas, antiandrogenos e drogas atuantes nos canais de
potássio. O futuro desenvolvimento de drogas seletivas para certas
etapas do processo do crescimento do cabelo possibilitará terapias
mais eficazes nas doenças do crescimento deste fânero.
 Fânero: [Do grego. phanerós, 'visível'.]1. Qualquer formação, visível
e persistente, na superfície da pele, como, por exemplo, cabelos e os
pêlos.
FOLÍCULO PILOSO
O pêlo tem uma haste que se projeta da superfície da pele e, uma
raiz representada pela região mergulhada na pele que é proveniente
de uma invaginação (Formação de uma bainha) tubular da epiderme,
conhecida como folículo piloso. A parte mais profunda de um folículo
piloso em desenvolvimento dá origem a um importante grupo de
células denominadas, matriz de pêlo. Esta matriz encaixa-se sobre
uma diminuta papila de tecido conjuntivo, contendo capilares que
servem de fonte de fluído tecidual.
À parte da proliferação epidérmica que conecta a matriz com a
superfície torna-se canalizada, após o que passa a ser chamada de
bainha radicular externa do folículo piloso. A bainha radicular externa
é revestida, próxima a superfície da pele, por queratina mole, que é
contínua no orifício do folículo com a queratina mole da epiderme.
No fundo do folículo, onde a bainha radicular externa circunda e
torna-se contínua com a matriz, esta é constituída apenas pelo
extrato germinativo.
Ao folículo piloso estão anexadas umas glândulas sebáceas, um
músculo eretor e, dependendo da localização, uma glândula
apócrina. A bainha epitelial da raiz se divide em duas camadas:
bainhas radiculares internas e externas. A externa dá continuidade
às células da camada espinhosa da epiderme superficial.
FOLÍCULO PILOSO
A interna é formada por três camadas celulares distintas:

– CAMADA DE HENLE: mais externa e formada por células


cúbicas.
– CAMADA DE HUXLEY: uma ou duas camadas de células
córneas achatadas.
– CUTÍCULA: formada por finas camadas sobrepostas, cujas
bordas livres projetam-se para baixo em direção a base dos
folículos e entrelaçam-se com as escamas da cutícula do pêlo
que se projetam para cima.

O crescimento do cabelo em um folículo decorre da


proliferação das células em sua matriz, à medida que
as células da posição mais superior na matriz são
deslocadas, afastando-se da papila, elas vão se
transformando em queratina.
Anatomia e Morfologia Capilar
 A presença de melanócitos dá a cor ao pêlo, e estão
dispostos entre a papila e o epitélio da raiz do pêlo e
fornecem melanina às células da raiz e córtex do pêlo.
A partir dessa descrição, é possível entender que toda
a estrutura do pêlo origina-se a partir do folículo
piloso, que também está relacionado ao seu
suprimento sangüíneo, nervoso e muscular. É
interessante notar, contudo, que as variações que
observamos, quanto a quantidade de pêlos das
pessoas, não está relacionada ao número de folículos
pilosos de cada um. Na verdade, há uma variação no
tipo de pêlos produzidos por homens ou por mulheres,
e por diferentes populações humanas. Um controle
genético e hormonal é que determina se os pêlos
serão mais finos ou mais grossos.
Anatomia e Morfologia Capilar
 O corpo humano ao nascer é revestido por
cerca de 5 milhões de folículos pilosos, não
sendo formados folículos adicionais após o
nascimento.
 As glândulas sebáceas são estruturas
lobulares e saculares que com seus canais
excretores abrem-se no terço superior do
folículo abaixo de sua abertura externa;
produzem o sebo cuja função é lubrificar os
pelos e a pele. Cada folículo é provido de
uma a seis glândulas sebáceas que nele se
abrem.
Anatomia e Morfologia Capilar
 Em certas regiões as glândulas sebáceas podem se abrir
diretamente na superfície da pele, particularmente no
nariz, na região genital , perianal, na aréola, no mamilo e
na pálpebra. No nariz os ductos maiores podem ser
obstruídos por impurezas originando os cravos.
 As glândulas sebáceas são constituídas de células
epiteliais denominadas sebócito. O sebócito indiferenciado
contem pouco citoplasma sendo dominado pelo núcleo,
mas durante a diferenciação o citoplasma se distende
com gotículas de lipídios que se coalescem e rompem a
célula, constituindo a secreção do sebo.
 O tamanho da glândula sebácea é inversamente
proporcional ao do pelo do mesmo folículo piloso, as
maiores sendo localizadas em regiões da pele cobertas
com pêlos velares.
Anatomia e Morfologia Capilar
 Na puberdade há um aumento na secreção de sebo pelas
glândulas sebáceas estimuladas pelos androgênios o que
explica a elevada incidência de comedões, pústulas e acne na
adolescência.
 Os androgênios estimulam o desenvolvimento das glândulas
sebáceas e a secreção de sebo, enquanto os estrogênios
suprimem a secreção de sebo. O ácido retinóico provoca uma
redução do tamanho da glândula sebácea e uma acentuada
diminuição da secreção do sebo.
 Estrogênios, antiandrogênios e ácido retinóico podem ser
usados no tratamento da acne vulgaris.
 O músculo eretor do pêlo é um pequeno feixe de fibras
musculares lisas presas à bainha conjuntiva do folículo piloso
ao nível da porção mediana do mesmo. Sua contração
determina que o pelo fica "arrepiado" e também comprime as
glândulas sebáceas ocasionando excreção de sebo para a
superfície.
Anatomia e Morfologia Capilar
 A unidade pilos sebácea compreende o folículo piloso
anexado a uma ou mais glândulas sebáceas; localiza-se na
derme.
 No corpo humano, somente as regiões palmar das mãos,
planta dos pés, lábio inferior e pênis não contêm unidades
pilos sebáceas.
 O folículo piloso é a estrutura que dará origem ao pelo; seu
desenvolvimento é iniciado em torno do terceiro mês da vida
fetal quando a epiderme começa a enviar invaginações para
a derme subjacente que irão se transformar em folículo
piloso e darão origem aos pelos e cabelos. Seu
desenvolvimento está completo em torno do oitavo mês de
gestação, o que explica a presença de hirsutismo durante a
vida fetal e na primeira infância.
 Hirsutismo, acne e alopecia androgenética são dermatoses
da unidade pilos sebácea com manifestação cutânea e são
dependentes dos androgênios.
O Pêlo e Cabelos
Os pêlos são estruturas filiformes,
constituídas por células queratinizadas
produzidas pelos folículos pilosos. Há dois
tipos de pêlos: o pêlo fetal ou lanugo, que
é a pilosidade fina e clara, idêntica aos
pêlos pouco desenvolvidos do adulto e
denominados velus. E o cabelo terminal,
que corresponde ao pêlo espesso e
pigmentado, que compreende os cabelos,
a barba, a pilosidade pubiana e axilar.
O Cabelo
CABELO : é feito de alfa-queratina, uma proteína formada por
cadeias de aminoácidos entre os quais predomina glicina e
leucina, com uma meia dúzia de outros aminoácidos também
importantes. Vários dos ácidos têm grupos laterais volumosos,
como a leucina e alguns cotem átomos de enxofre. A cor dos
cabelos negros, castanhos e loiros deve-se a várias
concentrações de melanina. O cabelo ruivo é colorido por um
pigmento baseado em ferro, tal como o sangue e a ferrugem. O
branqueamento do cabelo é usualmente um ataque aos
compostos responsáveis pela sua cor – quase sempre conseguido
com soluções diluídas de peróxido de hidrogênio, que oxida as
moléculas. O brilho do cabelo é a sua capacidade de refletir luz.
Alguns preparados alcalinos para o cabelo e xampus removem
íons hidrogênio das moléculas de queratina e portanto, alteram a
sua distribuição de cargas elétricas. Em conseqüência, essas
moléculas e as microfibrilas enrolam-se mais fortemente e tornam-
se mais reflexíveis, intensificando seu brilho.
Condicionadores de cabelo incluem substâncias iônicas
(derivados orgânicos do nitrogênio) que se ligam às fibras e
modificam a sua carga elétrica. Isso aumenta a repulsão elétrica
entre fios de cabelo, que se aproximam; como os fios não podem
grudar-se, o cabelo parece mais encorpado.
Origem do Cabelo
 Durante a vida fetal, a partir do segundo mês a pele encontra-
se coberta por pelos lanugos. Por volta do quinto mês do
desenvolvimento este tipo de pelo normalmente é eliminado.
Uma segunda geração de pelos, o velus então começa a
crescer e dura ate os primeiros três ou quatro meses da vida
extra-uterina. Apos o desaparecimento de todos os pelos
velus dois tipos de cabelos emergem: intermediário e
terminal. Cabelos velus são finos (< 0,1 mm), ocasionalmente
pigmentados, e curtos (< 2 cm). Toda a pele é coberta com
cabelos velus com exceção da pele nas palmas das mãos,
plantas dos pés, lado volar de dedos, glande peniana e
pequenos e grandes lábios (apenas no lado interno). Sob a
influencia de diversos fatores locais e sistêmicos os velus são
em certas regiões transformados em cabelos terminais.
Cabelos terminais são grossos (ate 0,6 mm), compridos (> 2
cm), pigmentados e possuem medula.
Mutação Capilar
 O ser humano passa por sete mutações ou sete
mudanças do tipo e forma de cabelo.
Fetal Lanugo
Temporária Lanugo
Infantil Velus
Pré Adolescência Intermidiários
Adolescência Terminais
Adulta Terminais
Idosa Velus
Origem do Cabelo
Origem do Cabelo

 A porção do cabelo que surge acima do nível da


epiderme é chamada à haste capilar, e a porção
dentro do folículo é a raiz do pelo. Enquanto os
pelos terminais se compõem de medula, córtex e
cutícula, aos velus faltam-lhes a medula. Umas
poucas camadas de células incompletamente
queratinizadas formam a medula, que se encontra
no meio da haste do pelo. O córtex constitui-se de
muitas camadas de células fusiformes*
completamente queratinizadas; dá suporte ao
cabelo. A córtex encontra-se coberta pela cutícula:
uma camada de células queratinizadas,
achatadas, arranjadas como telhas num telhado.
 * Forma de Fuso
Origem do Cabelo
 A raiz do pelo encontra-se no folículo. O folículo piloso compor-
se da bainha epitelial e bainha de tecido conectivo. A
bainha epitelial, que está em mais aproximado contato com a
raiz do pelo, tem duas camadas: interna e externa. A camada
interna é composta de três subcamadas:
 (a) uma interna, a cutícula, que é similar e está em contato
próximo com a cutícula do pelo;
 (b) uma camada intermediaria (camada de Huxley), feita de
algumas camadas de células quadradas;
 (c) uma camada externa, de Henle, feita de uma camada de
células poligonais achatadas. A camada epitelial externa
considera-se ser um prolongamento inferior da epiderme, com
a camada espinhosa por dentro e a camada basal e a lamina
basal por fora. A lâmina basal encontra-se espessada e é
conhecida como membrana vítrea. Uma bainha de tecido
conectivo é uma extensão da derme: possui duas camadas,
papilar interna e reticular externa.
Origem do Cabelo
 A base da raiz do cabelo é larga e feita de células com alto
potencial para divisão e diferenciação. Estes células formam o
que se chama de raiz do cabelo. As células da raiz do cabelo se
dividem e movem para cima dentro do folículo, diferenciando-se
tanto como células do cabelo como células da bainha epitelial
interna. Dentro do grupo de células germinativas da matriz
existem melanócitos produtores de pigmentos do cabelo. O
pigmento é sintetizado a partir do aminoácido tirosina
(catalisado pela enzima fenol-oxidase) e transformado através da
dopa em dopaquinona. Transformação subseqüente da
dopaquinona ocorre por dois mecanismos: tanto pode sofrer
transformação espontânea para indolquinona ou através da
adição do aminoácido cisteína.
 Quinona:
 1. Substância cristalina, de odor penetrante que lembra o do
cloro, dicetona insaturada que é produto da oxidação da
hidroquinona; benzoquinona[fórmula: C6H4O2] .
 2. Designação genérica de certas dicetonas que se podem
considerar derivadas, por oxidação, de compostos aromáticos
diidroxilados.
Crescimento Cíclico Capilar

Os cabelos crescem em ciclos que não


são sincrônicos nos seres humanos;
cada cabelo entra em fases do ciclo de
crescimento em um tempo diferente.
Ciclo do Folículo Piloso

 Um fio de cabelo normal dura muitos anos


e passa por três fases distintas:

Anágena
Catágena
Telógena
Ciclo do Folículo Piloso
 Fase Anágena: Corresponde ao
crescimento do fio, durando 2 à 6
anos. Nessa fase o fio cresce, em
média, 1,25 a 1,5cm por mês ou
15cm por ano. O potencial de
crescimento é genético o que
explica porque algumas mulheres
sentem que seus cabelos nunca
ultrapassam um determinado
comprimento, enquanto outras têm
de cortá-los com maior
freqüência .Essa fase de
crescimento do cabelo, que pode
durar até 7 anos. Em um adulto,
aproximadamente 90 por cento do
cabelo do couro cabeludo está na
fase anágena. Os fios estão na
fase de crescimento ativo e são
muito sensíveis a alterações
nutricionais e químicas.
Ciclo do Folículo Piloso
 Fase Catágena: De
repouso o fio já maduro.
Costuma durar de 3 a 6
semanas. Esse é o estágio
mais curto de vida . O
crescimento pára e a parte
mais profunda do folículo
piloso torna-se mais curta,
ficando mais próxima da
superfície do couro
cabeludo.
Ciclo do Folículo Piloso
 Fase Telógena: Dura, em média, 3 a 4
meses.Durante a fase telógena, o cabelo entra
em repouso e não cresce. Um adulto comum
apresenta aproximadamente 10% dos cabelos
do couro cabeludo na fase telógena.
Ao final da fase telógena, os fios caem. Mas
antes disso ocorrer, um novo fio de cabelo na
fase anágena usualmente começa a crescer.
Após sua queda, na fase telógena, os cabelos
serão substituídos por outros se repetirá. No
entanto, fatores como estresse, pós parto,
amamentação e alimentação desbalanceada
podem fazer com que esta fase dure bem mais
do que quatro meses e, conseqüentemente, a
queda de cabelos se prolongará por um
período maior do que o normal.
 Durante a vida, os cabelos passam 20 a 40
vezes pelo ciclo. Esse número é defenido na
ocasião do nascimento, ou seja, há uma
programação genética.
Quanto menor o número de ciclos, menor a
renovação dos cabelos e menor a chance de a
pessoa ficar calva precocemente.
 O excesso de oleosidade pode agravar a
situação.
Morfologia Capilar
Durante a fase de crescimento, as células da raiz
multiplicam-se e se diferenciam em vários tipos celulares, a
saber:
a) Algumas células grandes vacuololizadas e fracamente
queratinizadas, que formam a medula do cabelo;
b) Ao redor da medula diferenciam-se células mais
queratinizadas e dispostas compactamente, formando o
córtex do cabelo;
c) Das células mais periféricas surge a cutícula do cabelo,
que se apresenta como grupos de células fortemente
queratinizadas, as quais dispõem-se envolvendo o córtex,
como escamas de peixe. Essa camada é a responsável
pela resistência e proteção do cabelo;
d) Das células epiteliais mais periféricas originam-se duas
bainhas epiteliais, uma interna e outra externa, que
envolvem o eixo do pêlo na sua porção inicial.
Estrutura do Cabelo
Cada folículo tem três bainhas
envolvendo a raiz do pelo: 1-bainha
radicular externa da raiz que
representa uma invaginação da
epiderme situada entre a matriz
germinativa e a superfície 2- bainha
radicular interna da raiz : desenvolve-
se em torno do pelo separando-o da
bainha externa da raiz, e estende-se
apenas parcialmente pelo folículo. 3-
bainha conjuntiva : é uma bainha de
tecido conjuntivo constituindo uma
extensão da derme que envolve toda
estrutura epitelial do folículo piloso.
Na extremidade inferior do folículo
está situado o bulbo que é a parte
mais espessa e profunda. O bulbo
contém a matriz germinativa, a qual
recobre uma papila de tecido
conjuntivo denominado papila
dérmica.
A papila dérmica é composta de
fibroblastos especializados
localizados na base do folículo,
supondo-se que controla o número
de células da matriz e assim o
tamanho do pêlo.
Estrutura Básica do Cabelo
A haste do fio de cabelo é constituída por três camadas:
Medula – Componente localizado na parte central.
Córtex – Parte mais volumosa, compõe cerca de 70% da massa do fio de
cabelo. É formada por estruturas fibrilares denominadas micro fibrilas e por
outros componentes, entre eles as glândulas de pigmento (melanina)
responsável pela cor dos cabelos. As inserções com substancias alcalinas
ao acontecem no córtex.
Cutícula – Camada externa do fio. Origina-se no folículo piloso como uma
camada celular única, que se torna inclinada e passa por um estágio de
completa queratinização. Sobrepondo-se uma sobre a outra, estas células
queratinizadas dão origem a uma estrutura semelhante a um telhado,
conferindo a cutículas uma característica de multicamadas, em média o cabelo
tem de quatro (4) a doze (12) camadas de escamas ou cutículas e sua função é
proteger o córtex, isto dificulta toda e qualquer ação que objetive atingir o
córtex. A cutícula forma a principal barreira à penetração de agentes
químicos para o interior do fio.
Sua deterioração é causada por:
Ação mecânica – Escovar, pentear , secar sem protetores;
Meios químicos – Shampoos não equilibrados, tinturas, permanentes e
descoloração;
Agentes externos – água do mar e de piscinas, vento, sol e principalmente os
raios ultravioleta do sol.
(Alpha)- Hélix

Córtex

Microfibrilas

Macrofibrilas

Medula

Cutículas
Força do cabelo: O cabelo é surpreendentemente forte: um único
cabelo pode suportar uma carga de aproximadamente 100 gramas
sem quebrar. Você poderia mesmo girar a corda fora do cabelo! A
proteína da keratina do córtex é responsável para esta força
incomum. As moléculas longas do keratina no córtex são
comprimidas para dar forma a uma estrutura regular, que seja não
somente forte mas também flexível. Nós vimos mais cedo que as
proteínas estão compostas de correntes longas dos aminoácido.
Cada corrente faz exame acima de um formulário helicoidal ou
coloidal, como uma mola longa, ou o cabo de um monofone do
telefone. A maioria de correntes da proteína são compostas de
várias misturas dos vintes ou mais aminoácidos. A Keratina contêm
concentrações elevadas de um aminoácido particular chamado
cistina. As proteínas na matriz do cabelo contêm os níveis os mais
elevados de cistina. Cada unidade da cistina contem dois
aminoácidos da cistina nas correntes diferentes que se encontram
próximo e são ligadas junto por dois átomos do enxofre, dando forma
a uma ligação química muito forte conhecida como um enlace do
bissulfeto. Muitas ligações de bissulfeto dão forma ao comprimento
das correntes da keratina, juntando como os rungs de uma escada.
A ligação de bissulfeto é uma das ligações as mais fortes
conhecidas em qualquer lugar na natureza. Este cross-linking por
enlaces do bissulfeto entre as correntes da keratina explica a força
do cabelo.
As ligações químicas dentro do cabelo
mantêm sua forma
PROTEÍNAS
As proteínas são as moléculas orgânicas mais
abundantes e importantes nas células e perfazem 50%
ou mais de seu peso seco. São encontradas em todas
as partes de todas as células, uma vez que são
fundamentais sob todos os aspectos da estrutura e
função celulares.
Existem muitas espécies diferentes de proteínas, cada
uma especializada para uma função biológica diversa.
Além disso, a maior parte da informação genética é
expressa pelas proteínas.
São os constituintes básicos da vida: tanto que
seu nome deriva da palavra grega "proteios",
que significa "em primeiro lugar".
Nos animais, as proteínas correspondem a
cerca de 80% do peso dos músculos
desidratados, cerca de 70% da pele e 90% do
sangue seco.
Mesmo nos vegetais as proteínas estão
presentes.
A importância das proteínas, entretanto, está
relacionada com suas funções no organismo, e
não com sua quantidade. Todas as enzimas
conhecidas, por exemplo, são proteínas; muitas
vezes, as enzimas existem em porções muito
pequenas. Mesmo assim, estas substâncias
catalisam todas as reações metabólicas e
capacitam aos organismos a construção de
outras moléculas - proteínas, ácidos nucléicos,
carboidratos e lipídios - que são necessárias
para a vida.
COMPOSIÇÃO
Todas contêm carbono, hidrogênio, nitrogênio e
oxigênio, e quase todas contêm enxofre.
Algumas proteínas contêm elementos
adicionais, particularmente fósforo, ferro, zinco e
cobre. Seu peso molecular é extremamente
elevado.
Todas as proteínas, independentemente de sua
função ou espécie de origem, são construídas a
partir de um conjunto básico de vinte
aminoácidos, arranjados em várias seqüências
específicas.
FUNÇÕES
Catalisadores;
Elementos estruturais (colágeno) e sistemas
contráteis;
Armazenamento(ferritina); 
Veículos de transporte (hemoglobina); 
Hormônios; 
Anti-infecciosas (imunoglobulina);
Enzimáticas (lipases);
Nutricional (caseína);
Agentes protetores.
Devido as proteínas exercerem uma grande
variedade de funções na célula, estas podem ser
divididas em dois grandes grupos:

Dinâmicas - Transporte, defesa, catálise


de reações, controle do metabolismo e
contração, por exemplo;

Estruturais - Proteínas como o colágeno


e elastina, por exemplo, que promovem a
sustentação estrutural da célula e dos
tecidos.
Classificação das proteínas
quanto a composição
Proteínas Simples - Por hidrólise liberam
apenas aminoácidos.
Proteínas Conjugadas - Por hidrólise
liberam aminoácidos mais um radical não
peptídico, denominado grupo prostético.
Ex: metaloproteínas, hemeproteínas,
lipoproteínas, glicoproteínas, etc.
Quanto ao número de cadeias polipeptídicas:

Proteínas Monoméricas - Formadas por


apenas uma cadeia polipeptídica.

Proteínas Oligoméricas - Formadas por


mais de uma cadeia polipeptídica; São as
proteínas de estrutura e função mais
complexas.
Quanto à forma:
Proteínas Fibrosas - Na sua maioria são insolúveis nos
solventes aquosos e possuem pesos moleculares muito
elevados e são formadas geralmente por longas
moléculas mais ou menos retilíneas e paralelas ao eixo
da fibra. A esta categoria pertencem as proteínas de
estrutura, como colágeno do tecido conjuntivo, as
queratinas dos cabelos, as esclerotinas do tegumento
dos artrópodes, a conchiolina das conchas dos
moluscos, ou ainda a fribrina do soro sanguíneo ou a
miosina dos músculos. Algumas proteínas fibrosas,
porém, possuem uma estrutura diferente, como as
tubulinas, que são formadas por múltiplas subunidades
globulares dispostas helicoidalmente.
Referências
Esclerotinas - Proteínas insolúveis, que compõem a
capa externa dos artrópodes e se torna endurecida e
escurecida naturalmente.
Tegumento - O conjunto formado pela pele e seus
anexos (pêlos, cabelos, unhas e glândulas)
Artrópodes - Que compreende animais invertebrados,
com membros articulados, corpo dividido em segmentos
metaméricos e geralmente coberto de um tegumento
quitinoso que é mudado a intervalos. Inclui os
crustáceos, insetos, aranhas e animais relacionados
Conchiolina - Proteína fibrosa que dá forma à camada
interna iridescente, como a madre-pérola, nos escudos
dos molusco.
Quanto à Forma:
Proteínas Globulares - De estrutura espacial
mais complexa, são mais ou menos
esféricas. São geralmente solúveis nos
solventes aquosos e os seus pesos
moleculares situam-se entre 10.000 e vários
milhões. Nesta categoria situam-se as
proteínas ativas como os enzimas,
transportadores como a hemoglobina, etc.
Esquemas de proteínas
globulares e fibrosas
Queratina

É uma proteína sintetizada


por muitos animais para
formar diversas estruturas
do corpo.
Estrutura da queratina
É uma proteina secundária, forma tridimensional de α-
hélice (α-queratina) ou de folhas–β-pregueadas (β-
queratina), constituídas de cerca de 15 aminoácidos,
principalmente de um aminoácido sulfurado denominado
cisteína. Essas estruturas ocorrem porque os aminoácidos
da queratina interagem entre si através de pontes de
hidrogênio e ligações covalentes bissulfito (-S-S-)
denominadas ligações cisteídicas.
A queratina é uma proteina fibrosa porque a sua estrutura
tridimensional lhe confere características especiais:
microfilamentos com resistência, elasticidade e
impermeabilidade à água.
Mesmo mortas as camadas de células queratinizadas
detém os micróbios e impedem a desidratação das células
que estão logo abaixo. Isso ocorre porque a queratina é
impermeável a água. Além disso, essas células mortas
impedem que o atrito prejudique as células vivas servindo-
lhes de barreira. É formada de proteína impermeabilizante.
Colágeno
É uma proteína de importância
fundamental na constituição da matriz
extracelular do tecido conjuntivo, sendo
responsável por grande parte de suas
propriedades físicas. Existem pelo menos
27 tipos de colágeno, possuindo
diferentes funções.
Benefícios das gelatinas na reposição de
colágeno no organismo
As gelatinas “em pó” beneficiam cada vez mais a saúde
humana. Segundo o professor do Departamento de
Alimentos e Nutrição da Faculdade de Engenharia de
Alimentos da Unicamp, Jaime Farfan, o uso da gelatina
como ingrediente ou como sobremesa tem contribuído para
fortalecer unhas, cabelos e hidratar a pele, dando-lhe maior
resistência, mais espessura, crescimento e brilho.
“Sendo um produto extraído do colágeno, especialmente do
colágeno bovino, a gelatina contém uma série de fragmentos
de proteínas que quando absorvidas pelo intestino são
parcialmente digeridas e fornecem aminoácidos,
fundamentais para a manutenção de ossos e a
reconstituição ou regeneração de algumas articulações”,
explica Farfan.
Benefícios das gelatinas na reposição de colágeno
no organismo
Um organismo saudável necessita de colágeno para a
manutenção do tônus muscular e de uma pele firme, com uma
reposição diária de aproximadamente 1g por quilo de peso
corporal. Pesquisas mostram que, por volta dos 25 anos, o
organismo começa a diminuir a produção de colágeno em
contraposição à necessidade constante dessa importante
molécula no processo de rejuvenescimento e reparação celular. 
Aos 50 anos, o corpo só produz em média 35% do colágeno
necessário. Supõe-se que esta seja uma das principais causas do
envelhecimento. Com a diminuição do colágeno, os músculos
ficam flácidos, diminui a densidade dos ossos, as articulações e
ligamentos perdem a elasticidade e a força, a cartilagem que
envolve as articulações fica frágil e porosa, com aspecto de
almofada. Os cabelos perdem o viço, pois diminui a espessura
do fio capilar. Alguns órgãos podem sofrer deslocamento e
apresentar mau funcionamento. A pele fica mais fraca, desidratada
e sem elasticidade, culminando em flacidez e no aparecimento de
estrias; o ganho de reserva lipídica é mais acentuado.
Função e Composição Química do Cabelo
A função do cabelo e pelos é proteger os locais onde eles se
encontram.
Composição química do cabelo é composta por 65 a 95% de
proteínas, água, lipídeos, pigmentos e outros elementos em
menor quantidade.
Proteínas – São moléculas muito grandes, formadas pela
junção de aminoácidos .
Aminoácidos - São substâncias importantes, porque formam as
proteínas.
O cabelo é formado por uma proteína chamada QUERATINA.

Nitrogênio
Hidrogênio ......................45%
Oxigênio
Carbono......................................50%
Enxofre.......................................5%
Tipos de Cabelos
A forma dos pêlos é uma característica racial; se
distinguem, pois 3 tipos básicos de cabelos,
relacionados às raças:
1) LISÓTRICO: lisos e com forma simétrica e redonda,
típicos das raças mongólicas;
2) CAUCASIANO: ondulados ou cacheados com corte
transversal e oval, típicos das raças caucásicas
(européias);
3) ULÓTRICO: lanosos e crespos com formato elíptico e
achatado, típicos das raças negróides.
Formas Geométricas
Cilíndrico: São os cabelos lisos.
Prismático: São os cabelos ondulados e crespos.
Quanto às características os cabelos são:
Elásticos: É o cabelo mais saudável, sua principal característica é que
quando ele é esticado e solto, retorna ao seu comprimento original.
Porosos: É o cabelo que é poroso por natureza, suas escamas são um
pouco abertas, absorvendo uma quantidade maior de produtos nele
aplicado.
Impermeáveis: É o cabelo que tem as escamas praticamente fechadas,
dificultando a penetração de produtos, tem ótima aparência visual.
Normais: É o cabelo intermediário entre o poroso e o impermeável, nem
absorve produtos com facilidade, nem dificulta a penetração.

Elástico Poroso Impermeável Normal


pH Fisiológico
 A produção do sebo por parte das glândulas sebáceas prover a
diversas necessidades do couro cabeludo. Entre as suas funções
, duas merecem destaque:

 1) contribuir com o suor para a formação da película hidrolipídica


da superfície cutânea( emulsão de água em óleo) que, como uma
barreira natural, impede a entrada de agentes externos à pele e
ao cabelo, protegendo-os das agressões químicas (detergentes,
solventes, tintas, etc.) e bacterianas; a película hidrolipídica, além
disto, é útil à manutenção da plasticidade cutânea, visto que
controla a dispersão líquida nesta região;

2) lubrificar e impermeabilizar a superfície externa do cabelo à
medida que este se alonga. O duto excretor da glândula sebácea
se abre na parte superior do folículo de modo a lubrificar o cabelo
antes mesmo que este último apareça sobre a superfície cutânea.
Sobre o couro cabeludo a produção de sebo é de 650-700 mg em
24 horas.
 Este sebo junto com o suor criam uma substancia ácida ou
alcalina e é nesta substancia que se mede o pH.
O pH
da
Camada Protetora Cabelo e da Pele
 Muitos falam, pH do cabelo ou da pele, na verdade
como o cabelo e a pele são sólidos, não tem pH, e
sim sua camada protetora.

 Potencial Hidrogeniônico (pH). É o valor de 0.0 a


14 que mede a acidez ou alcalinidade de uma
substância líquida. As camadas dos cabelos e do
couro cabeludo são levemente ácidos, com pH
entre 4,5 e 5,5, e só são balanceados dentro desta
faixa. Com o pH alto (alcalino), os fios incham e a
epiderme abre. Com o pH baixo, os fios contraem
e a epiderme fecha hermeticamente, inibindo nos
cabelos, a absorção de condicionadores e outros.
N
E
U
pH Ác ido T
pH Alc alino
R
O

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14

Ph Abre
Fisiológico Cutículas e
Poros
Quando o pH é Neutro ?

 Porque quando se usa um shampoo específico


para bebes os olhos não ardem?
 Não ardem porque o pH da lágrima é 7,4
 E o pH do shampoo dos bebes também é 7,4
 Portanto uma substancia química se torna
neutra quando o pH da substancia onde ele é
aplicado tem o mesmo valor.
Confira o pH de algumas substâncias
Substância pH
Suco de limão 2.3
Vinagre 3
Coca-cola 3e4
Vinho 3,5
Tomate 4,3
Café 5
Saliva Humana 6.3 a 6,9
Sangue Humano 7,3 e 7,5
Lágrima 7,4
Água do mar 8
Sabonete 10
Leite de Magnésia 10,5
Amoníaco 12
A Cor dos Cabelos

 MELANÓCITO: É a célula responsável pela


fabricação do pigmento (melanina).
 A cor do cabelo vem de pigmentos, como a
melanina, que são agregados ao cabelo a partir do
folículo capilar, o aparelho que é responsável pela
produção do mesmo. Em geral, a cor do cabelo
está relacionada à cor da pele: pessoas com pele
escura tendem a ter cabelos escuros, e vice-versa.
Isto porque a pigmentação do cabelo depende da
quantidade de melanócitos presentes.
A Cor dos Cabelos
Dois principais tipos de pigmentos produzem a
ampla gama de cores nos fios de cabelo dos
mamíferos: as eumelaninas (preta e marrom),
caracteristicamente insolúveis, e as feumelaninas,
solúveis em álcalis e que variam da cor amarela
até marrom avermelhado. Estes dois grupos de
pigmentos são produzidos, sob controle genético,
em melanócitos na camada basal da raiz dos
cabelos. Os grânulos de melanina são transferidos
para os queratinócitos circundantes à medida que
migram da matriz para a haste do cabelo. É a partir
desta reação que se formam as varias cores de
cabelos nos mamíferos.
A Cor dos Cabelos
 A polimerização da indolquinona apenas produz o pigmento
escuro, a EUMALANINA. A polimerização de indolquinona e
dopaquinona com a adição de cistina produz pigmento
amarelo, a FEUMELANINA. As células da matriz durante
sua diferenciação ingerem (por fagocitose) eumelanina ou
feumelaninas dos alongamentos dendriticos dos
melanócitos. É desta forma que o cabelo obtém sua cor:
castanhos se a eumelanina é dominante, amarelo ou
vermelho se feumelanina é o pigmento mais importante e a
ERITROMELANINA se o pigmento laranja é o dominante. 
OXIMELANINAS no homem e em outros mamíferos, no
entanto, são encontrados pigmentos amarelos ou
avermelhados que não contém enxofre. A porção da bainha
da raiz dentro do tecido conectivo que se acha em contato
intimo com a matriz capilar e conhecida como papila
dérmica. Tem um papel predominantemente regulatório no
crescimento do cabelo.
Pigmentos Naturais
EUMELANINAS: Quimicamente, as eumelaninas são polímeros que
consistem principalmente em 5,6-di-hidroxiidol (DHI) e, em menor
quantidade, de 5,6-di-hidroxi-indól-2-ácido carboxílico (DHICA),
ligados através de vários tipos de ligações carbono-carbono. Outras
unidades, presentes em proporções menores, incluem 5,6-di-hidroxi-
indól semi-quinona e pirrol carboxilado. Esses elementos menores
provavelmente decorrem da fissão parcial de indóis pelo peróxido de
hidrogênio formado durante a melanogênese.

FEUMELANINAS: Muito menos se sabe sobre a estrutura geral das


feomelaninas, que incluem diversos pigmentos de diferentes
estruturas e composições. As que foram investigadas mais
extensamente são aquelas encontradas nos fios de cabelo amarelo-
avermelhado e nas penas das galinhas. Em termos amplos, as
feomelaninas caracterizam-se por complexa mistura de polímeros
que contêm alta porcentagem (10-12%) de enxofre, apresentando-se
principalmente em unidades de 1,4-benzo-tiazinil-alina unidas
aleatoriamente através de vários tipos de ligações. Esse mesmo tipo
de unidade estrutural é encontrado nos tricocromos, moléculas muito
menores em estrutura, de composição bem definida, e também
encontradas no cabelo vermelho.
Pigmentos Naturais
OXIMELANINAS: No homem e em outros mamíferos, no
entanto, são encontrados pigmentos amarelos ou
avermelhados que não contém enxofre e que, portanto, são
quimicamente distintos dos materiais descritos acima. Foi
sugerido que esses pigmentos, de cor semelhante à das
feomelaninas fossem, na verdade, eumelaninas branqueadas,
surgidas da clivagem peroxidante parcial de unidades de 5,6-
di-hidroxi-indól. Por este motivo, o nome ideal para estes
pigmentos é oximelanina. São pigmentos formados, in vivo,
por mecanismo similar à descoloração do cabelo pelo
peróxido de hidrogênio, que há muito tempo é usado como
tratamento cosmético para clarear a cor natural dos fios de
cabelo(2-7).
ERITROMELANINA: É muito raro são os seres humanos que
apresentam o cabelo completamente RUIVO ou COBRE.
A Cor dos Cabelos
 Conclusão: A cor dos cabelos é determinada pela melanina,
um pigmento produzido por células específicas, chamadas
melanócitos, situadas no ápice da papila dérmica.
A total gama de cores dos cabelos deriva de quatro tipos de
melanina:
1. Eumelaninas ( que dão origem a cabelos marrons ou negros)
2. Feumelaninas (que dão origem aos cabelos louros)
3. Eritromelaninas (que dão origem aos cabelos ruivos, laranjas e vermelhos).
4. Oximelaninas (pigmentos amarelos ou avermelhados que não contém enxofre).

 O cabelo louro, propriamente dito, é determinado por uma


escassa atividade dos melanócitos. No caso do albinismo, se
observa a quase completa ou total ausência de melanina nos
cabelos, que tendem a assumir tons esbranquiçados.
A COR DOS CABELOS

 Existe também um fenômeno raríssimo de


coloração dos cabelos, onde, em um  mesmo
indivíduo, se observa a  manifestação de cabelos
de várias cores, a chamada heterocromia capilar.
Bastante singular é o fenômeno do
rutilismo(cabelos ruivos) que tem uma incidência
muito baixa (cerca 1%, em quase todas as
populações), exceto na Escócia, onde o
percentual chega a 10%.
A COR DOS CABELOS
 A canície (cabelos brancos) é um fenômeno fisiológico
que se manifesta devido a uma redução da função dos
melanócitos com o envelhecimento; a idade média para o
aparecimento dos primeiros cabelos brancos seria ao
redor dos 35 anos, partindo das têmporas para o vértice.
Por canície precoce se entende o aparecimento dos
primeiros cabelos brancos ou grisalhos, quando o
indivíduo tem cerca de 20 anos. Esta é transmitida
hereditariamente e pode ser também um sinal de doenças
auto-imunitárias.

 Cabelos Brancos: Vitrificação capilar é um processo de


enrijecimento da parte periférica do córtex, deixando
praticamente impermeável, necessitando uma técnica
especial para a penetração de pigmentos artificiais.
Fundo de Clareamento em Cabelos Virgens
1 Preto Azul

2 Castanho Escuríssimo Azul/Violeta

3 Castanho Escuro Violeta

4 Castanho Médio Violeta/Vermelho

5 Castanho Claro Vermelho

6 Louro Escuro Vermelho/Laranja

7 Louro Médio Laranja

8 Louro Claro Laranja/Amarelo

9 Louro Muito Claro Amarelo

10 Louro Claríssimo Amarelo Claro


A cor dos Cabelos Virgens
É fundamental que entendamos que os cabelos virgens têm cor (exceto os
brancos) e a perfeita compreensão disto dar ao profissional cabeleireiro a mais
importante ferramenta para o sucesso do resultado na coloração permanente. É o
que chamamos de fundo de clareamento nos cabelos virgens, a tabela no slide
seguinte mostra essas cores que, devemos levar em consideração na junção da
cor artificial com a cor natural, ou seja, cabelo virgem.
Exemplo da aplicação da tabela de fundo de clareamento para cabelos
virgens:
– 1- A cliente tem o cabelo virgem na cor 4 Castanho Médio.
– Fundo de Clareamento: Violeta Avermelhado.
Cor desejada: 7 Louro médio.
– Fórmula: 7.1 + Mix cinza + OX 40vl.
– 2- A cliente tem o cabelo virgem na cor 5 Castanho Claro.
– Fundo de Clareamento: Vermelho.
Cor desejada: 7 Louro médio.
– Fórmula: 7.1 + Mix cinza + OX 30vl.
– 3- A cliente tem o cabelo virgem na cor 6 Louro Escuro.
– Fundo de Clareamento: Vermelho Alaranjado
Cor desejada: 7 Louro médio.
– Fórmula: 7.1 + Mix cinza + OX 20vl.

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