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Projeto de Terraplanagem

Curso: Engenharia Civil


Disciplina: Topografia II
Darlann Weskley
Estrutura da Aula
1. Projeto de Terraplanagem
2. Planta e Perfil Longitudinal
3. Seção Transversal
4. Classificação dos Materiais
5. Terraplanagem
6. Fator de Conversão
7. Cálculo dos Volumes
8. Diagrama de Massas
Projeto de Terraplanagem
A partir da definição das premissas, classificação técnica da Via e traçado na

fase de projeto, a superfície natural (terreno) deve ser substituída por uma

superfície projetada, considerando a segurança, o conforto e o desempenho

dos veículos.
Projeto de Terraplanagem
 Os off-set’s de corte e aterro nas plantas do projeto geométrico;

 Definição das seções tipo de corte e aterro tomando como base os

estudos geológicos e geotécnicos conceituais realizados;

 Cálculo dos volumes de terraplenagem e classificação dos materiais

a serem escavados, em função das sondagens realizadas;

 Locais de Empréstimos.
Projeto de Terraplanagem
Projeto de Terraplanagem
1) O projeto de terraplenagem
1.1) Seções em corte, aterro e seções mistas
1.2) Cálculo das áreas das seções
1.3) Cálculo dos volumes entre duas seções transversais

2) Distribuição do Material escavado


2.1) Bota-fora, empréstimo, compensação longitudinal e
compensação transversal
2.2) Compensações volumétricas entre cortes e aterros

3) Diagrama de massas
3.1) Propriedades do diagrama de massas
3.2) Distância econômica de transporte
3.3) Momento de Transporte
Projeto de Terraplanagem

O terreno é irregular, não Não apresenta condições de


permitindo velocidade escoamento das águas pluviais
aceitável sem danificar a superfície de
rolamento

Por quê da importância


do Projeto de
Pode apresentar inclinação Topografia
longitudinal excessiva e Falta de capacidade para
Terraplenagem? suportar a carga do tráfego

Pode apresentar curvatura


que torne a visibilidade
insuficiente
Projeto de Terraplanagem
Os levantamentos iniciais necessários para implantação de um

parcelamento englobam :
 análise e atendimento à legislação Federal , Estadual e Municipal;

 análise da documentação da gleba com ênfase para divisa e confrontastes;

 verificação dos tipos de vegetação, declividades do terreno e existência de

Áreas de Proteção Ambiental (APAs);


 pesquisas de levantamentos aerofotogramétricos e outros mapeamentos da

região topografia, incluindo a poligonal de divisa;


 parecer geológico geotécnico
Fases de Projeto

 Reconhecimento ou Anteprojeto;

 Exploração ou Projeto;

 Locação ou Projeto Definitivo.


Fases de Projeto
Reconhecimento ou Anteprojeto:

É a primeira fase da escolha do traçado de uma estrada. Tem por objetivo


principal o levantamento e a análise de dados da região necessários à
definição dos possíveis locais por onde a estrada possa passar.
Nesta fase são detectados os principais obstáculos topográficos, geológicos,
hidrológicos e escolhidos locais para o lançamento de anteprojetos.

Elementos necessários para a fase de reconhecimento:

 Localização dos pontos inicial e final da estrada;


 Indicação dos pontos obrigatórios de passagem de circunstância e de
condição;
Seção transversal
 Correspondem a cortes efetuados no terreno, ortogonalmente ao eixo de

projeto, nos pontos referidos no estaqueamento (pontos locados);

 No desenho é introduzida a plataforma de projeto, a qual conterá o

ponto correspondente ao greide de terraplenagem (geralmente o seu eixo

de simetria), obtido no perfil longitudinal;

 O eixo vertical que passa pelo ponto correspondente ao greide

interceptará, na seção transversal, o ponto característico do terreno natural,

referido à estaca da seção;


Seção transversal
Depois de definido o traçado da Via e o perfil longitudinal do
terreno, são levantadas as seções transversais;
Seção transversal
Após o definição do greide, da superlargura e da superelevação,
temos a definição da plataforma.

Plataforma + Terreno Natural + Taludes = Seção Transversal

Seção em corte:
Seção transversal
Seção em aterro:
Seção transversal
Seção mista:
Seção transversal - Cálculo
O cálculo das áreas das seções é o primeiro passo para a obtenção dos
volumes.

Métodos para cálculo

Planímetro Com auxílio de softwares

Serve para medir áreas de quaisquer As condições e parâmetros


figuras planas, delimitadas por linhas, básicos de projeto são
Desenhadas em diferentes escalas gráficas definidos pelo projetista

Processo simplificado para estimativa das áreas das seções transversais é a


divisão em trapézios
Cálculo dos Volumes
O projeto de uma Via deve ser escolhido de forma a harmonizar os elementos

geométricos da planta e do perfil. O custo do movimento de terra é

significativo em relação ao custo total da estrada, por isso, sempre que

possível deve ser feito o equilíbrio entre volumes de cortes e aterros,

evitando-se empréstimos e/ou bota-foras.


Cálculo dos Volumes
Quando o volume de corte é maior que o do aterro: Vc  Va

Se a diferença puder ser compensada lateralmente esse volume será


escavado no corte e depositado no aterro da própria seção, portanto não

estando sujeito a transporte no sentido longitudinal da estrada – V = Va.

Se V = Vc – Va = volume de corte do trecho entre seções que será

escavado no corte e transportado para um aterro conveniente, estando,

portanto, sujeito a transporte longitudinal.


Cálculo dos Volumes
Compensação longitudinal

 Corte pleno;

 Empréstimo;

 Corte em seção mista em que o

volume de corte é superior ao de

aterro.
Cálculo dos Volumes
Quando o volume de aterro é maior que o do corte: V a  Vc

Se a diferença puder ser compensada lateralmente não haverá


necessidade de transporte – V = Vc

V = Va – Vc = volume de aterro do trecho com transporte longitudinal.


Cálculo dos Volumes
Compensação lateral

 Seção mista.
Corte
São segmentos que requerem escavação no terreno natural para se alcançar a

linha do greide projetado, definindo assim transversal e longitudinalmente o corpo

estradal.
Aterro
Constituem segmentos cuja implementação requer o depósito de materiais,

para a composição do corpo estradal segundo os gabaritos de projeto.

Os materiais de aterro se originam dos cortes e dos empréstimos.

PLATAFORMA
2L

a
h a
Empréstimo
 São escavações efetuadas em locais previamente definidos;

 Obtenção de materiais com o objetivo de complementar os volumes

necessários para aterros;


 Quando houver insuficiência de volume nos cortes;

 Razões qualitativas de materiais;

 Razões econômicas - Elevadas distâncias de transporte;

 Dependendo da situação podem ser considerados dois tipos distintos de

empréstimos:
o Laterais,

o Concentrados ou localizados.
Empréstimo Lateral
 Caracterizam-se por escavações efetuadas próximas ao corpo estradal;
 Sempre dentro dos limites da faixa de domínio;
 Nos casos de segmentos de cortes;
Processa-se o alargamento da plataforma com consequente
deslocamento dos taludes
 No caso de aterros;
Escavações do tipo “valetões”, em um ou ambos os lados

O que vai definir a execução ou não desses empréstimos é a qualidade do


material adjacente aos cortes ou aterros em que se fará a escavação e o
volume necessário para suprir a carência de material no aterro de destino.
Empréstimo Lateral
Empréstimo Concentrado
São definidos por escavações efetuadas em áreas fora da faixa de domínio,
em locais que contenham materiais em quantidade e qualidade adequada
para confecção dos aterros.
Bota Fora
São os volumes de materiais escavados nos cortes e destinados a depósitos

em áreas externas à construção rodoviária, não utilizáveis na terraplenagem.

Motivos:

 Excesso de material;

 Condições geotécnicas insatisfatórias.


Observações Importantes
Quando há corte e aterro no mesmo segmento entre
Compensação
seções consecutivas e o volume escavado puder ser
Lateral
compensado no próprio local.

Se o volume de corte for maior que o volume necessário para aterro no mesmo
segmento, o aterro deve ser feito com material local, sendo utilizado na
compensação longitudinal apenas o volume excedente.

Se o volume de corte for menor que volume necessário para aterro naquele local,
deverá vir de outro corte ou de empréstimo o volume que falta.

O volume excedente é sempre a diferença entre os dois volumes de corte e aterro,


respectivamente – Bota Fora.

O volume insuficiente é sempre a diferença entre os dois volumes de corte e


aterro, respectivamente – Empréstimo.
PRISMAS
É um sólido com bases paralelas poligonais
iguais e paralelogramos como faces laterais.

Prisma Reto Prisma Oblíquo


Elementos do Prisma

Base

Altura Aresta lateral

Face lateral

Base

Aresta da base
Prismas Regulares

Prisma Quadrangular Regular

Área da Base: Sb  2
h

 Área Lateral: S  4..h


 
Área Total: St  S  2.Sb

Prisma Triangular Regular

2 3
Área da Base: Sb 
4
h
Área Lateral: S  3..h
 

 Área Total: St  S  2.Sb


Prisma Hexagonal Regular

6.2 3
Área da Base: Sb 
h 4

   Área Lateral: S  6..h

  Área Total: St  S  2.Sb



Volume do Prisma

Como este prisma também


é um paralelepípedo, seu
volume é:

h V  a.b.c
 V  
. .h
  V   .h
2


V  Sb .h
Exercícios:
1) Um prisma reto tem altura 7m e a base é um losango
de diagonais 6 m e 8 m. Calcule sua área lateral.

  Uma face lateral


4 6
3 h7
 
8
 5
Pitágoras
S  4..h
 3 4
2 2 2
S  4.5.7
 5 S  140m 2
Exercícios:
2) Na figura abaixo está representada a planificação de
um prisma hexagonal regular de altura igual à aresta da
base. Se a altura do prisma é 2, seu volume é:

2
2 2 2

2 2
2 V  Sb .h
2
6. 3 6.2 3 2 V  6 3.2
Sb   6 3
4 4 V  12 3
Exercícios:
3) Num prisma triangular regular de volume 4 3,
cada aresta lateral mede o dobro de cada aresta da base.
Calcule a área total desse prisma.
2 3
Sb 
V 4 3 4
Sb  3
V  Sb .h
S  3..h
h  2 Sb .h  4 3 S  24

 2 3 St  S  2.Sb
.2  4 3
4 St  24  2. 3
 8
3

St  2(12  3)
 2 h4
4 - Uma vala foi aberta para a passagem de uma tubulação, conforme
mostra a figura abaixo. Pede-se para calcular o volume de escavação
efetuado. Para efeitos de cálculo, tanto o terreno quanto a base da
escavação são planos.
5 - Deseja-se construir uma rampa com inclinação de 10%, conforme o
exemplo dado. Sabendo que a cota de início da rampa é de 34,55m (ponto
mais baixo), que o terreno está nivelado na cota 36,73m e que a rampa
deverá ter largura de 7m, calcular o volume de material a ser retirado do
terreno.
Fator de Conversão
Fator de Conversão
Variações Volumétricas:

Variações nas Densidades (ou massas específicas aparentes):


Fator de Conversão
Fator de Empolamento de Volumes:

EMPOLAMENTO é definido como o


aumento de volume sofrido por um
material, ao ser removido do seu
estado natural.

Coeficiente de Empolamento:

Os volumes de aterros devem ser


FE = comp / nat corrigidos por um FATOR DE
EMPOLAMENTO, sendo denominado
Onde: VOLUME DE ATERRO CORRIGIDO.

nat massa específica aparente seca do material no estado natural;


comp  massa específica aparente seca do material compactado.
Cálculo dos Volumes
CONVENÇÃO PARA MEDIDAS DE VOLUMES:

Positiva para medida dos volumes de corte (+Vc)

Negativa para medida dos volumes de aterros (-Va)


Cálculo dos Volumes

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