Você está na página 1de 10

O ensino de línguas

estrangeiras nas escolas


Da Universidade à escola: os caminhos tortuosos em direção à competência
comunicativa.

Professora Mestre Kelly Gaignoux – Ufpa/Bragança


kcmgaignoux@gmail.com
Por que ensinar língua estrangeira nas
escolas?
• LDB;
• Parâmetros curriculares;
• Fator cultural;
• Desenvolvimento cognitivo;
• Desenvolvimento social;
• Desenvolvimento afetivo;
Que competências desenvolvemos no curso
de Língua Inglesa?
• Domínio do uso da Língua Inglesa, em suas modalidades oral e
escrita, favorecendo a produção e compreensão de textos (PP –
Bragança, 2011);

Logo, espera-se que o aluno-professor possa:

• Dominar, tanto do ponto de vista prático quanto teórico, o


funcionamento da Língua Inglesa em suas modalidades oral e escrita;
Noção de competência
• Chomsky (1957) cunhou o termo competência como a capacidade inata do
falante em produzir e entender um número infinito de enunciados;
• Hymes (1972) introduz o conceito de competência linguística e competência
comunicativa;
• Canale e Swain (1980) propõem um novo conceito de competência
comunicativa e introduzem três tipos: gramatical, sociolinguística e
estratégica;
• Canale (1983) inclui a competência discursiva ao modelo proposto por Canale
e Swain;
• Dornyei; Larsen-Freeman e Celse-Murcia (1995) expandem o modelo trazido
por Canale e Swain;
Conceito de Competência
• Canale e Swain (1980) adotaram o termo Competência Comunicativa
e o definem como sendo a relação e a interação entre a competência
gramatical, ou conhecimento das regras de gramática, e competência
sociolinguística, ou conhecimento das regras de uso da língua.
O que se ensina nas escolas?
• “O professor começa a aula copiando no quadro sobre o assunto Past Continuous, a estrutura gramatical. Nesta aula o foco
era o passado do verbo “to be”, “was e were” .A turma não tem poucos alunos. O professor da um tempo para os alunos
terminarem de copiar para ele explicar. O professor começa a explicar sobre o assunto dando exemplos de frases no Past
Continuous no quadro e fazendo com que os alunos participem, repetindo e pedindo que os alunos repetissem para
praticar a pronuncia. “ (Aluno 1)

• “Logo após começou o assunto para a 3ª avaliação que foi o verbo there e have (forma afirmativa, negativa e
interrogativa), com alguns exemplos (there are two cars in the garage). Ao acabar de escrever o assunto no quadro o
professor fez a chamada e logo começou a explicar dizendo como se indentificava as frases no plural. “ (Aluno 2)

• “Depois de alguns minutos, ele percebeu que os alunos não estavam entendendo nada, pois não houve uma explicação
sobre. Então ele decidiu começar com a explicação, ele apenas pegou uma cópia e começou a ler em Inglês e fazer a
tradução simultaneamente, durante sua leitura em Inglês eu percebi que ele tinha dificuldade de pronunciar algumas
palavras”. (Aluno 3)

• “Na aula do dia 24 o professor iniciou a aula entregando as avaliações da aula passada (do dia 03 de novembro), nesta aula
o professor ressaltou que vai passar assunto sobre compreensão textual, gramática será de menos.” (Aluno 3)
O problema em questão
• Professores em exercício tem pouco ou nenhum domínio da língua;
- Ensino da metalinguagem;
- Ensino de regras gramaticais;
- Ausência de aspectos sócio-culturais;
- Utilização da LM em 100% das aulas para se comunicar com os alunos;
- Alunos se sentem desinteressados pelas aulas de língua.

• Professores em formação tem pouco ou nenhum domínio da língua;


- Preferem usar a LM nas aulas de língua;
- Apresentam dificuldade na leituras de textos em inglês;
- Não conseguem expressar uma ideia usando a língua alvo;
- Não se sentem confiantes em trabalhar com a língua inglesa nas escolas;
- Perdem o interesse pelo curso em razão da falta de domínio da língua.
• “Se o profissional de língua estrangeira não fizer uso do idioma na
sala de aula, ele estará abrindo mão da qualificação que mais o
caracteriza e que o distingue de professores de outras matérias: a sua
condição de ser bilíngue, de poder transitar entre duas culturas, a
materna e a estrangeira.” (LIMA, 2009)
Considerações Finais
• Aulas de língua tem como foco o uso da língua;
• Aulas de língua não devem se resumir ao ensino da metalinguagem;
• O professor de língua precisa ter o mínimo de proficiência na língua
estrangeira;
• Professores com pouca proficiência na língua tendem a praticar um
ensino voltado à gramática descontextualizada;
• As LE tendem a ser matéria “prima pobre” nas escolas;
• O trabalho com a leitura pode ser associado a outras habilidades;