Você está na página 1de 68

Iniciar a gravação

Pré-universitário - Filosofia

Filosofia Clássica - Aristóteles


MODELO - AULAS ON-LINE

Aristóteles – Biografia

• Nasceu na cidade de Estagira, na Calcídia, em 384 a.C.


• Conhecido como “O Estagirita”.
MODELO - AULAS ON-LINE

Aristóteles – Biografia

• Filho de Nicômaco e de Faestis.

• Nicômaco era médico e membro da


ordem dos Asclepíades.

• A medicina era transmitida entre as


gerações.

• Perdeu o pai com a idade de sete anos.

• Foi educado pelo tio, Proxeno.


MODELO - AULAS ON-LINE

Aristóteles – Biografia

• Viagem a Atenas, aos 18 anos.

• Entre a escola de Isócrates e a Academia, optou por esta,


onde permaneceu por 20 anos, como aluno e, depois,
como professor.

• Com a morte de Platão, a Academia ficou sob o comando


de Espeusipo, aumentando ainda mais o caráter
matemático da instituição.
MODELO - AULAS ON-LINE

Aristóteles diferia de Platão:

• abandonando da componente místico-


religioso-escatológica.

• por sua origem médica e naturalista,


priorizando as “ciências naturais”, em
detrimento da “Matemática”.

• por seu método sistemático, em vez do


dialético-dialógico.
MODELO - AULAS ON-LINE
Aristóteles – Biografia

• Viagem à Ásia Menor (Assos, Atarneu


e Mitilene).

• Estudos filosóficos e científicos. Obras


no campo da Biologia.

• Casamento com Pítias (344 a.C.), em


Mitilene. Teve uma filha (Pítias).

• Relação com Haerpilis. Teve um filho


(Nicômaco).
MODELO - AULAS ON-LINE
Aristóteles – Biografia
• Viagem à Macedônia (343 a.C.). Ensino de Alexandre (13
anos de idade).
• Segundo Aristóteles:

a) a Grécia não sobreviveria


dividida em cidades rivais,
devendo ser pacificada,
sem centralização política;

b) os gregos seriam superiores


a quaisquer outros povos.
Aristóteles ensinando Alexandre, o Grande, gravura de Charles Laplante
MODELO - AULAS ON-LINE

Aristóteles – Biografia
• Volta a Atenas (335 a.C.). Fundação do Liceu (Escola
peripatética), junto ao templo de Apolo Lício (deus da luz).

Afresco ”A escola de Aristóteles”, do alemão Gustav Adolph Spangenberg (1883-1888).


MODELO - AULAS ON-LINE
Aristóteles – Biografia

• Com a morte de Alexandre, em 323


a.C., teve início uma onda
antimacedônica na Grécia.

• Aristóteles foi perseguido, sendo


acusado de “crime de impiedade”.

• Aristóteles se refugiou em Cálcis,


terra natal de sua mãe, onde veio a
falecer no ano seguinte.
MODELO - AULAS ON-LINE

Aristóteles

A Filosofia
MODELO - AULAS ON-LINE

Aristóteles – A Filosofia
• Todo o conhecimento estaria dividido em três ciências:

I. Ciências teoréticas. Buscam o saber em si mesmo.


(Metafísica, Física e Matemática)

II. Ciências práticas. Buscam o saber para a perfeição


moral. (Ética e Política)

II. Ciências poiéticas. Buscam o saber em função do fazer.


(Poesia e Retórica)
MODELO - AULAS ON-LINE

Aristóteles – Ciências Teoréticas


• As “ciências teoréticas”, as mais elevadas,
estariam divididas em:

I. Metafísica. Filosofia primeira.

II. Física. Filosofia segunda.

III. Matemática. Linguagem/interpretação.


MODELO - AULAS ON-LINE

A Metafísica aristotélica

• Segundo Aristóteles:

“Todas as outras ciências podem ser mais


necessárias ao homem, mas superior a esta
nenhuma”.
MODELO - AULAS ON-LINE

• A Metafísica aristotélica (é o estudo do ser)


pode ser encarada como:

I. Etiologia – estudo das causas do ser.

II. Ontologia – estudo do ser, enquanto ser.

III. Ousiologia – estudo do ser (substância).

IV. Teologia – estudo do ser suprassensível.


MODELO - AULAS ON-LINE

• A palavra “ser”, em grego: ONTO. Daí vem a palavra


ONTOLOGIA (Estudo do ser, enquanto ser).

• A palavra “ser”, em latim: ESSE. Daí vem a palavra


essência, a substância, que compõe o ser.
MODELO - AULAS ON-LINE

1ª) Etiologia – é o estudo das causas do ser

a) Causa formal.
(O que é) ESTÁTICAS
b) Causa material.
(Do que é feito) SER

c) Causa eficiente.
(Como surgiu) DINÂMICAS
d) Causa final.
(Para que surgiu)
MODELO - AULAS ON-LINE

Ontologia – Estudo do ser, enquanto ser.

• Os significados possíveis do ser:

a) O ser como categorias;

b) O ser como ato e potência;

c) O ser como acidente;

d) O ser como verdadeiro;


MODELO - AULAS ON-LINE

Ontologia – Categorias

• As categorias do ser:

1. Substância; 6. Paixão;
2. Qualidade; 7. Lugar;
3. Quantidade; 8. Tempo;
4. Relação; 9. Hábito;
5. Ação; 10. Estado.
MODELO - AULAS ON-LINE
Ontologia - Categorias

“As palavras sem combinação umas com as outras significam por


si mesmas uma das seguintes coisas: o que (substância), o
quanto (quantidade), o como (qualidade), com o que se
relaciona (relação), onde está (lugar), quando (tempo), como
está (estado), em que circunstância (hábito), atividade (ação) e
passividade (paixão). Dizendo de modo elementar, são exemplos
de substância, homem, cavalo; de quantidade, de dois côvados
de largura, ou de três côvados de largura; de qualidade, branco,
gramatical; de relação, dobro, metade, maior; de lugar, no Liceu,
no Mercado; de tempo, ontem, o ano passado; de estado,
deitado, sentado; de hábito, calçado, armado; de ação, corta,
queima; de paixão, é cortado, é queimado” 
(Cat., IV, 1 b).
MODELO - AULAS ON-LINE

Ontologia – Ato e Potência


• O ser como ato e potência: não podem ser definidos em
referência a outra coisa, mas apenas em relação mútua
um com o outro e ilustrados com exemplos.

• O ato e a potência se
dão em todas as
categorias.
MODELO - AULAS ON-LINE

Ontologia

• O “ser como acidente”: casual e fortuito. Não


há ciência.

• O “ser como verdadeiro”. Próprio da mente


humana. É estudado pela lógica.
MODELO - AULAS ON-LINE

Ousiologia – É o estudo da substância

• Em torno da substância giram os significados do ser.

• A matéria é impropriamente substância. É dotada de


potência.

• A forma é de fato substância (causa primeira do ser). É


dotada de ato.

• Sinolo: composto de matéria e forma.


MODELO - AULAS ON-LINE

Teologia – Estudo do ser suprassensível

• Tempo e Movimento: incorruptíveis; eternos.

• Para tanto, deve haver um “Princípio” (eterno,


imóvel e privado de potência) que seja causa.
MODELO - AULAS ON-LINE

Teologia

• O movimento se origina a partir de um motor, que é


acionado por outro, que é por outro, sucessivamente.

• Esse princípio é o “Motor Imóvel”, uma substância


suprassensível.

• O “Motor Imóvel” é “causa final” (finalidade), e não “causa


eficiente”.
MODELO - AULAS ON-LINE

Teologia

"Tudo o que está em movimento deve ser movido por algo. Logo,
se ele não tem em si mesmo a fonte do movimento, é evidente
que é movido por algo diferente de si mesmo, pois deve haver
algum outro que o mova. (...) Uma vez que tudo o que está em
movimento deve ser movido por algo, assumamos o caso no qual
algo está em movimento e é movido por algo que está, ele
mesmo, em movimento e que, de novo, é movido por outro que
está em movimento, e este por um outro e assim sucessivamente.
Então a série não pode continuar ao infinito, mas deve haver um
primeiro movente.“
ARISTÓTELES, Física, Livro VII, 241a [24-26] e 242b [16-20]
MODELO - AULAS ON-LINE

A Física aristotélica
• Segundo Aristóteles, é a “segunda Filosofia”.
• Estuda a substância sensível, caracterizada
pelo movimento.
• É uma ontologia ou metafísica do sensível.
• Movimento: passagem do “ser em potência”
para o “ser em ato”.
• O movimento das coisas: retilíneo.
• Mundo Sublunar x Mundo Celeste.
MODELO - AULAS ON-LINE

A Matemática aristotélica

• Os objetos matemáticos não são entidades


reais, nem algo de irreal. Eles existem
potencialmente nas coisas sensíveis.

• Os objetos matemáticos são entes da razão,


que, em ato, só existem em nossa mente.
MODELO - AULAS ON-LINE

Ciências Práticas
• As “ciências práticas” analisam as ações dos homens
e o fim que eles querem atingir:

I. Ética. Estuda a conduta ou o fim do homem,


enquanto “indivíduo”.

II. Política. Estuda a conduta ou o fim do homem,


enquanto parte de uma “sociedade”.
MODELO - AULAS ON-LINE

• Todas as ações humanas tendem a “fins” que são


“bens”.

• O conjunto das ações humanas e o conjunto dos fins


particulares para os quais elas tendem subordinam-se
a um “fim último”/“bem supremo”, isto é, para a
“felicidade”.

• A felicidade consiste em aperfeiçoar-se enquanto


homem, na atividade que diferencia o homem de todas
as outras coisas.
MODELO - AULAS ON-LINE

• A felicidade não pode consistir no simples viver como


tal, porque até os seres vegetativos vivem; nem
mesmo viver na vida sensitiva, que é comum também
aos animais.

• O homem que deseja viver bem deve viver, sempre,


segundo a razão.
MODELO - AULAS ON-LINE

ÉTICA ARISTOTÉLICA
MODELO - AULAS ON-LINE

1º) AS VIRTUDES ÉTICAS  

• Na alma humana, “há algo de estranho à razão, que a


ela se opõe e resiste”, e que, no entanto, “participa da
razão”:

a) A parte sensível participa de alguma forma da razão.

b) A parte vegetativa: não participa em nada da razão.


MODELO - AULAS ON-LINE

• “Virtude ética”: acontece quando a razão controla a parte


sensível.

• A virtude ética se adquire com a repetição de uma série de


atos sucessivos: “hábito”.

• As “virtudes éticas” são múltiplas, mas todas têm uma


característica comum: intervindo, a razão deve impor a
“justa medida” (“caminho intermédio” ou “meio-termo”
entre o excesso e a escassez).
MODELO - AULAS ON-LINE
AS VIRTUDES PARA ARISTÓTELES
MODELO - AULAS ON-LINE

2º) AS VIRTUDES DIANÉTICAS


  

• A perfeição da alma racional como tal: virtude


“dianética”.

• A alma racional tem dois aspectos:

a) sabedoria;

b) sapiência;

 
MODELO - AULAS ON-LINE

• Sabedoria – consiste em dirigir bem a vida do


homem; deliberar de modo correto sobre aquilo que é
bem ou mal para o homem.

• Sapiência – consiste no conhecimento das realidades


que estão acima do homem (ciência teorética; de
modo especial, a Metafísica).
 
• No exercício desta última, é que consistiria a perfeição
da atividade contemplativa. O homem alcançaria a
felicidade máxima, quase uma tangência com o
divino. 
MODELO - AULAS ON-LINE

3º) Psicologia do ato moral


 

• Aristóteles buscou superar o intelectualismo socrático.

 
• “Conhecer o bem” ≠ “realizar o bem”.

 
• Analisou os processos psíquicos pressupostos pelo
ato moral.
MODELO - AULAS ON-LINE
 
• “Deliberação”: Define quais os meios que em ação para
chegar aos objetivos (é o que se vai fazer).

• “Escolha”: opera os meios mais remotos ou próximos,


transformando-os em ato (como se vai fazer).

• A “escolha” não teria a ver com os fins. Ela nos tornaria


responsáveis, mas não necessariamente bons (ou maus).

• Ser “bom” dependeria dos fins seriam objetos de


“volição”. Somente o homem virtuoso (bom) saberia
reconhecer o verdadeiro bem.
MODELO - AULAS ON-LINE

POLÍTICA
ARISTOTÉLICA
MODELO - AULAS ON-LINE

1º) A CIDADE E O CIDADÃO


 
• O bem do indivíduo seria da mesma natureza que o bem da
Pólis, mas esta “é mais bela e mais divina” porque se ampliaria
da dimensão do privado para a dimensão do social, para a qual
o homem grego seria particularmente sensível.

• O homem seria um “animal político” (um animal em sociedade


politicamente organizada).
 
• Um homem autárquico seria “ou uma fera ou um Deus”
 
MODELO - AULAS ON-LINE

• Aristóteles não considerava “cidadãos” todos de uma Pólis.

• O cidadão precisaria participar da administração da coisa


pública, fazer parte das Assembleias e administram a justiça.
 
• Nem colono, nem membro de uma cidade conquistada
poderiam ser "cidadãos".
 
• Nem os operários, embora livres, poderiam ser cidadãos,
porque faltaria a eles o “tempo livre” necessário para participar
da administração da coisa pública.
MODELO - AULAS ON-LINE

• Cidadãos seriam em número limitado, enquanto os outros


acabariam sendo meios que para satisfazer as
necessidades dos primeiros.

• O escravo serviria para a produção de objetos e bens de


uso, além dos serviços. O escravo seria tal “por natureza”.
 
• Escravos não deveriam resultar de guerras dos gregos
entre si, mas das guerras contra os bárbaros, pois estes
seriam inferiores “por natureza”.
MODELO - AULAS ON-LINE

2º) O ESTADO E SUAS FORMAS


 
• Segundo Aristóteles, o Estado poderia ter diferentes
constituições.

• O poder soberano poderia ser exercido por um só homem; ou


por poucos homens; ou pela maior parte.

• O poder soberano, também, poderia estar regido “segundo o


bem comum” ou pelo “próprio interesse privado”.
 
MODELO - AULAS ON-LINE

• Haveria três formas de governo puras e três de governo


impuras:
 
• Monarquia.
• Aristocracia. PURAS
• Politia
 
• Tirania.
• Oligarquia. IMPURAS
• Democracia.
 
 
MODELO - AULAS ON-LINE

• A “democracia” se desleixaria do bem comum, uma


“demagogia”.

• A igualdade na liberdade não tornaria os homens em


todo o resto.
 
• Em abstrato, seriam melhores as primeiras duas
formas de governo, mas, concretamente, a forma
melhor seria a politia.
MODELO - AULAS ON-LINE

3º) O Estado ideal


 
• O fim do Estado é moral: deve visar o incremento da
virtude.

• Reafirma-se o grande princípio platônico da


correspondência entre o Estado e a alma do cidadão
singular.
 
• Para Aristóteles, o Estado ideal deveria sê-lo à medida do
homem: nem demais populoso, nem muito pouco.
 
MODELO - AULAS ON-LINE

• As qualidades dos cidadãos: as próprias dos gregos


(síntese das características dos povos nórdicos e dos
povos orientais).
 
• Os cidadãos deveriam ser guerreiros, na juventude, e,
conselheiros, na maturidade, e, sacerdotes, na
velhice.
MODELO - AULAS ON-LINE

• Para a felicidade da Pólis, seria necessário tornar


cada cidadão o mais possível virtuoso, mediante
adequada educação.
 
• Viver em paz e fazer as coisas belas (contemplar)
seria o ideal supremo a que deve visar o Estado.
 
• Guerra, para a paz; trabalhar, para ganhar o livre
repouso.
MODELO - AULAS ON-LINE

Aristóteles – Ciências Poiéticas

• Também são chamadas de produtivas. Nelas, a ação e o


resultado são diferentes ou estão separados. São inferiores às
teoréticas (theoría) e às práticas (práxis), que possuem seu
fim em si mesmas.

I. Poesia. Toda arte que imite (emule ou simule) caracteres,


paixões ou ações.

II. Retórica. Tem a função de persuadir, uma arte que analisa e


define os procedimentos com que o homem procura
convencer os outros homens.
MODELO - AULAS ON-LINE

A Poética aristotélica.
• A poesia não é um conhecimento teórico da natureza
humana, mas, uma imitação dos sentimentos e ações
dos seres humanos.

• Filosofia (lógos) ≠ Poesia (mýthos)

• Mimese – a arte é a cópia das coisas reais. O objeto da


imitação são as ações humanas, enquanto virtudes ou
vícios.

• Catarse – a arte purifica a alma e potencializa a razão.


MODELO - AULAS ON-LINE

A Poética aristotélica.

• Para Aristóteles, poesia e prosa seriam diferentes,


porque a primeira “imita as coisas”, enquanto a segunda
“diz diretamente as coisas”.
MODELO - AULAS ON-LINE

A Retórica aristotélica.

• A arte retórica não é a ação de persuadir, mas, de


conhecer ou reconhecer os meios adequados para
persuadir e distingui-los dos que são apenas
aparentemente persuasivos.

• A retórica é indispensável à política e aos discursos


públicos proferidos em assembleia durante o processo
deliberativo.
MODELO - AULAS ON-LINE
A Retórica aristotélica.

• Há uma diferença entre os meios não retóricos


(testemunho, confissão sob tortura, provas documentais)
e os meios propriamente retóricos.

• Meios retóricos são os que se baseiam no caráter (éthos)


do orador, que procura persuadir graças à opinião
favorável que o ouvinte tem daquele que fala e não sobre
o assunto que está sendo tratado.
MODELO - AULAS ON-LINE

A Lógica aristotélica
• Para Aristóteles, a Lógica não se insere no seu quatro de
ciências.

• A Lógica, para Aristóteles, é uma espécie de


instrumento/ferramenta, para relacionar o
conhecimento de cada ciência entre si.

• O Estagirita usa a expressão Analítica (resolução) para


se referir à Lógica.
MODELO - AULAS ON-LINE

• A Lógica mostra como procede o pensamento


quando pensa, qual é a estrutura do raciocínio,
quais são seus elementos, como é possível
apresentar demonstrações, que tipos e modos de
demonstração existem, de que é possível
fornecer demonstrações e quando.
MODELO - AULAS ON-LINE

• O termo “Organon”, que significa “instrumento” é


utilizado como título para o conjunto de todos os
escritos aristotélicos relativos à lógica. Ele define
bem o conceito e o fim da lógica aristotélica, que
pretende precisamente fornecer os instrumentos
mentais necessários para enfrentar qualquer tipo
de investigação.
MODELO - AULAS ON-LINE

Categorias: representam a unidade básica da


lógica.

• Em sentido ontológico, são as divisões


originárias do ser, tendo, no vértice, a substância.

• Em sentido lógico, são os predicados supremos,


que exprimem as correspondentes figuras do ser.

• Em sentido gramatical, exprimem as partes


originárias das proposições.
MODELO - AULAS ON-LINE

Os Juízos e as Proposições

• Ao unirmos as categorias entre si, afirmando ou


negando algo de alguma outra coisa, temos o
“juízo”.

• O juízo é o ato com que afirmamos ou negamos


um conceito em relação a outro conceito.

• E a expressão lógica do juízo é a “enunciação” ou


“proposição”.
MODELO - AULAS ON-LINE

O Silogismo

• Somente estamos raciocinando quando


passamos de juízo para juízo, de proposições
para proposições, de modo que tenham
determinados nexos entre si.

• O silogismo é precisamente o raciocínio perfeito,


isto é, aquele raciocínio em que a conclusão a
que se chega é efetivamente a consequência que
brota, necessariamente, do antecedente.
MODELO - AULAS ON-LINE

• Geralmente, em um raciocínio perfeito deve haver


três proposições, das quais duas funcionam como
antecedentes, sendo assim chamadas de
premissas, e a terceira é a consequente
(conclusão que brota das premissas).

• Vejamos o exemplo clássico de silogismo:


MODELO - AULAS ON-LINE

• Exemplo de Silogismo:

1) I Premissa: Se todos os homens são mortais,

2) II Premissa: e se Sócrates é homem,

3) Conclusão: então Sócrates é mortal.


(Dedução)
MODELO - AULAS ON-LINE

INTUIÇÃO E INDUÇÃO

• O silogismo é um processo substancialmente


dedutivo, porquanto extrai verdades particulares
de verdades universais.

• Mas como são colhidas as verdades universais?


Aristóteles nos fala de a) “indução” e de b)
“intuição” como de processos em certo sentido
opostos ao processo silogístico, mas que, de
qualquer forma, o próprio silogismo pressupõe.
MODELO - AULAS ON-LINE

a) A indução é o procedimento pelo qual do


particular se extrai o universal. Apesar de, nos
Analíticos, Aristóteles tentar mostrar que a própria
indução pode ser tratada silogisticamente, essa
tentativa permanece inteiramente isolada. E ele
reconhece, ao contrário, habitualmente, que a
indução não é um raciocínio, mas sim um “ser
conduzido” do particular ao universal por uma
espécie de visão imediata ou de intuição, que a
experiência torna possível. Em essência, a indução
é o processo abstrativo.
MODELO - AULAS ON-LINE

b) A intuição, ao contrário, é a captação pura dos


princípios primeiros por parte do intelecto. Assim,
também Aristóteles admite uma intuição intelectiva;
com efeito, a possibilidade do saber “mediato”
pressupõe estruturalmente um saber “imediato”.
MODELO - AULAS ON-LINE

Princípios fundamentais

I. Identidade. A = A.

II. Não-contradição. A ≠ B.

III. Terceiro excluído. Ou é, ou não é