Você está na página 1de 64

Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Campus – Medianeira
Mecânica Geral 2
Departamento Acadêmico de Física
Professor: Ricardo A. M. Gotardo
Trabalho de uma Força
Aula 01 – Trabalho e Energia
Eleventh Edition
Cinemática de partículas: métodos de
energia e quantidade de movimento
CHAPTER VECTOR MECHANICS FOR ENGINEERS:

13 DYNAMICS
Ferdinand P. Beer
E. Russell Johnston, Jr.
Phillip J. Cornwell
Brian P. Self

Uma bola de golfe irá se deformar com o impacto, como mostrado por esta
fotografia de alta velocidade. A máxima deformação ocorrerá quando a
velocidade da cabeça do taco e a velocidade da bola forem as mesmas.

Copyright © McGraw-Hill Education. Permission required for reproduction or display.


Métodos de energia e quantidade de movimento
A energia potencial da Testes de impactos são
montanha russa é convertida geralmente analisados usando
em energia cinética quando métodos de momento.
ela desce a pista.
Introduçao
• Anteriormente, problemas que tratam do
movimento de partículas eram resolvidos através
da segunda lei de Newton,
 
F  ma.
• Nesse capítulo adicionaremos dois métodos de
análise.

• Método do trabalho e energia: que relaciona


diretamente força, massa, velocidade e
deslocamento.

• Método do impulso ou momento: relaciona


diretamente força, massa, velocidade e tempo.
Introdução

Abordagens para problemas cinéticos

Forças e Velocidades e Velocidades e


Acelerações Deslocamentos Tempo

Segunda lei de Trabalho e Impulso e


Newton Energia Momento

  t2 

 
F  maG T1  U12  T2 mv1   F dt  mv2
t1
Trabalho de uma força

s
Trabalho de uma força F: U = F . s
F
F
ds θ
Fcosθ
s2
dr

s1 dU= Fcosθ.ds= F.dr


𝑠2 𝑟2
   
𝑈 1 −2 =∫ 𝐹𝑐𝑜𝑠 𝜃 𝑑𝑠 𝑈 1 −2 =∫ 𝑭 . 𝒅𝒓
𝑠1 𝑟1
Trabalho de uma força

• O vetor diferencial dr é o deslocamento da


partícula.
• O trabalho da força é
 
dU  F  dr
 F ds cos 
 Fx dx  Fy dy  Fz dz

• Trabalho é uma grandeza escalar, i.e., tem


magnitude e sinal mas não direção.

• Dimensões de trabalho são Força X distância

1 J  joule   1 N 1 m  1ft  lb  1.356 J


Trabalho de uma força
• Trabalho de uma força durante um
deslocamento finito

A2 

U12   F  dr
A1
s2 s2
   F cos   ds   Ft ds
s1 s1
A2
   Fx dx  Fy dy  Fz dz 
A1

• Trabalho é representado pela área sob a


curva de Ft X s.

• Ft é a força na direção do deslocamento ds.


Trabalho de uma força

Qual o trabalho de uma força


constante em movimento retilíneo ?

a) U12  F x
b) U12   F cos   x

c) U12   F sin   x
d) U12  0
Trabalho de uma força

• Trabalho da força da gravidade,


dU  Fx dx  Fy dy  Fz dz
 W dy
y2
U12    W dy
y1
 W  y 2  y1   W y

• Trabalho da força peso é igual ao produto do


peso W e do deslocamento vertical Dy.

• Na figura acima, quando o trabalho da força peso é positivo ?

a) De y1 para y2 b) De y2 para y1 c) Nunca


Trabalho de uma força
• Magnitude da força exercida por uma mola é
proporcional ao deslocamento da mola,
𝐹=−
  𝑘𝑥 Lei de Hooke

k – constante da mola N/m.


• Trabalho da força exercida por uma
mola,
dU   F dx   kx dx
x2
U12    kx dx  12 kx12  12 kx22
x1
• Trabalho exercido por uma mola é positivo
quando x2 < x1, i.e., quando a mola volta a sua
posição inicial.

• Trabalho de uma força exercida por uma mola é


igual ao negativo da área sob a curva de F X x,
U12   12  F1  F2  x
Trabalho de uma força

O bloco se movendo de A0 para A1, o


Deslocamento é
trabalho é positivo ou negativo? na direção
oposta da força
Positivo Negativo

O bloco se movendo de A2 para Ao, a


força é positiva ou negativa ?
Positivo Negativo
Trabalho de uma força

Trabalho da força gravitacional (assuma que a partícula


M ocupa uma posição fixa O enquanto a partícula m
segue o caminho mostrado),

Mm
dU   Fdr  G 2
dr
r
r2
Mm Mm Mm
U12    G dr  G G
r1 r2 r2 r1
A força normal realiza trabalho de B
para A?

SIM Não

A força peso realiza trabalho


de B para A? Positivo ou
Negativo?
SIM NÃO
Trabalho de uma força

Forças que não realizam trabalho (ds = 0 or cos a = 0):

• A reação de um pino sem atrito quando o corpo apoiado gira


em torno dele;
• A força normal em uma superfície fixa sem atrito quando o
corpo em contato move-se ao longo da superfície
• A reação em um rolamento que se move ao longo de uma
pista;
• O peso de um corpo quando seu centro de gravidade se move
horizontalmente.
Princípio do Trabalho e Energia

• Considere a partícula de massa m sob a força F
dv
Ft  mat  m
dt
dv ds dv
m  mv
ds dt ds
F t ds  mv dv

• Integrando de A1 até A2 ,
s2 v2
2 2
 Ft ds  m  v dv  12 mv2  12 mv1
s1 v1

U12  T2  T1 T  12 mv 2  kinetic energy



• O trabalho da força F é igual a mudança na
energia cinética da partícula.
• Unidade de trabalho e energia cinética são:
2
2  m  m
T  12 mv  kg    kg 2 m  N  m  J
s  s 
Aplicações do princípio do trabalho e da energia

• A força P atua normal ao caminho e não
realiza trabalho.

T1  U12  T2
1W 2
0  Wl  v2
2 g
• A bola é solta do v2  2 gl
repouso no ponto A1.
Determine a velocidade • Velocidade é obtida sem determinar uma
do pêndulo em A2 expressão para aceleração.
usando trabalho e
energia cinética. • Todas as quantidade envolvidas são escalares
e podem ser somadas diretamente.

• Forças em que não realizam trabalho são


eliminadas do problema.
Aplicações do princípio do trabalho e da energia

• O princípio do trabalho e da energia não


podem ser usados para calcular diretamente a
aceleração do corpo de um pêndulo.

• Para calcular a tensão na corda é necessário


aplicar a segunda lei de Newton.

• O corpo passando por A2 ,


 Fn  m an
W v22
P W 
g l
W 2 gl
P W   3W
v2  2 gl g l
Potência
• Potência taxa com que o trabalho é
efetuado.

 ¿ 𝑑𝑈 = ⃗
𝐹 . 𝑑 ⃗𝑟
𝑑𝑡 𝑑𝑡

¿  ⃗𝐹 . ⃗𝑣

• Dimensões de potência são trabalho/tempo ou


força*velocidade. Unidades de potência são

J m ft  lb
1 W (watt)  1  1 N  or 1 hp  550  746 W
s s s
Exemplo 13.1
Estratégia:
• Calcular a Energia Cinética.
• Determinar a distância necessária para
que o trabalho iguale a energia cinética.

Um automóvel de massa 1.000 kg é


conduzido em um declive de 5º a uma
velocidade de 72 km/h quando os
freios são usados, causando uma força
de frenagem total constante (aplicada
pela estrada sobre os pneus) de 5.000
N. Determine a distância percorrida
pelo automóvel até ele parar.
Exemplo 13.1
Modelagem e análise:
• Cálculo da energia cinética.

v2  0 T2  0
• Determine a distância necessária para o
trabalho igualar a variação da energia cinética.

x = 48.3 m
Exemplo 13.2

Estratégia:
• Aplique o princípio do trabalho e da
energia separadamente para os blocos
A e B.

• Quando as duas relações são


combinadas, o trabalho das forças nos
Dois blocos estão conectados por um cabos se cancelam. Resolva a
cabo inextensível como mostrado na expressão para a velocidade.
figura. Se o Sistema é liberado do
repouso, determine a velocidade do bloco
A depois que ele se desloca 2 m. Admita
que o coeficiente de atrito cinético entre o
bloco A e o plano seja de µk = 0,25 e que
a roldana não tenha nem peso nem atrito.

13 - 22
Exemplo 13.2
Modelagem e análise
• Aplique o princípio do trabalho e energia
separadamente as blocos A e B.

 
W A   200 kg  9.81 m s 2  1962 N
FA   k N A   k W A  0.251962 N   490 N
T1  U12  T2 :
0  FC  2 m   FA  2 m   12 m Av 2

FC  2 m    490 N  2 m   12  200 kg  v 2

 
WB   300 kg  9.81 m s 2  2940 N
T1  U12  T2 :
0  Fc  2 m   WB  2 m   12 m B v 2

 Fc  2 m    2940 N  2 m   12  300 kg  v 2
13 - 23
Exemplo 13.2
FC  2 m    490 N  2 m   12  200 kg  v 2

 Fc  2 m    2940 N  2 m   12  300 kg  v 2

 2940 N  2 m    490 N  2 m   12  200 kg  300 kg  v 2


4900 J  12  500 kg  v 2

v  4.43 m s

13 - 24
Exemplo 13.3

Estratégia:
• Aplique o princípio do trabalho e da
energia entre a posição inicial e o
ponto no qual a mola está totalemnte
comprimida. Nesse ponto a velocidade
Uma mola é usada para parar um pacote
é zero e o único termo desconhecido é
de 60 kg que desliza sobre uma
o coeficiente de atrito.
superfície horizontal. A mola tem uma
constante k = 20 kN/m e é contida por • Aplique o princípio do trabalho e da
meio de cabos de tal modo que, energia quando o bloco é impulsionado
inicialmente, ela está comprimida em 120 de volta. O único termo desconhecio é
mm. Sabendo que o pacote tem uma a velocidade na posição final.
velocidade de 2,5 m/s na posição
mostrada na figura e que a deflexão
adicional máxima da mola é de 40 mm,
determine (a) o coeficiente de atrito
cinético entre o pacote e a superfície, (b)
a velocidade do pacote quando ele passar
novamente pela posição mostrada. 13 - 25
Exemplo 13.3
Modelagem e análise :

T1  12 mv12  12  60 kg  2.5 m s  2  187.5 J T2  0

U12  f    kW x

 
   k  60 kg  9.81m s 2  0.640 m    377 J   k

Pmin  kx0   20 kN m  0.120 m   2400 N


Pmax  k  x0  x    20 kN m  0.160 m   3200 N
U12  e   12  Pmin  Pmax  x
  12  2400 N  3200 N  0.040 m   112 .0 J

U1 2   U1 2  f   U1 2  e   377 J   k  112 J

T1  U1 2  T2 :
187.5 J -  377 J   k  112 J  0  k  0.20

13 - 26
Exemplo 13.3

T2  0 T 3 12 mv32  12  60kg  v32

U 23   U 23  f   U 23  e   377 J   k  112 J


 36.5 J

T2  U 23  T3 :
0  36.5 J  12  60 kg  v32
v3  1.103 m s

13 - 27
Exemplo 13.6
Estratégia:
• Aplique o princípio do trablaho e da
energia para determiner a velocidade no
ponto 2.
• Aplique a segunda lei de Newton para
achar a força normal exercida pela pista
Um carrinho de montanha – russa de no ponto 2.
1.000 kg parte do repouso no ponto 1 e
• Aplique o princípio do trabalho e da
move-se pista abaixo, sem atrito. (a)
Determine a força exercida pela pista energia para determinar a velocidade no
sobre o carrinho no ponto 2, onde o ponto 3.
raio de curvatura da pista é de 6 m. (b) • Aplique a segunda lei de Newton para
Determine o valor de segurança achar o raio mínimo de curvatura no
mínimo do raio de curvatura no ponto ponto 3 para que uma força normal
3. positiva seja exercida pela pista.

13 - 28
Exemplo 13.6

• Aplique a segunda lei de Newton para achar a força


normal exercida pela pista no ponto 2.

   Fn  m an :

N = 49.05 kN
13 - 29
Exemplo 13.6

   Fn  m an :

13 - 30
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Câmpus – Medianeira
Mecânica Geral 2
Departamento Acadêmico de Física
Professor: Ricardo A. M. Gotardo
Trabalho de uma Força
Aula 02 – Energia potencial e conservação da
energia.
A energia potencial armazenada no topo da trajetória da bola é
transformada em energia cinética conforme a bola se aproxima
do solo. Por que a altura da bola está diminuendo ?
Energia Potencial
Se o trabalho de uma força depende somente de diferentes
posições. Podemos expressar esse trabalho como energia
potencial.
O trabalho das seguintes forças pode ser expresso como
energia potencial ?

Peso Sim Não


Atrito Sim Não

Normal Sim Não

Força de uma mola Sim Não


Energia Potencial

• Trabalho da força gravitacional W

U12  W y1  W y 2

• O trabalho é independente do caminho


percorrido; depende somente dos valores
iniciais e finais de Wy.

V g  Wy
Energia potencial do corpo em relação a

força da gravidade.
U12  V g   V g 
1 2

• Unidades de trabalho e energia potencial são as


mesmas:
V g  Wy  N  m  J
Energia Potencial
• A expressão anterior para a energia potencial de
um corpo só pode ser utilizada quando o peso de
um corpo for constante.

• Para um veículo espacial, a variação da força


gravitacional com a distância ao centro da Terra
deve ser considerada.

• Trabalho da força gravitacional,


GMm GMm
U12  
r2 r1
• Energia potencial Vg quando a variação da
força gravitacional não pode ser
desconsiderada,
GMm WR 2
Vg   
r r
Energia Potencial

• O trabalho exercido por uma mola depende


somente das compressões iniciais e finais da
mola.
U12  12 kx12  12 kx22

• A energia potencial de um corpo em relação a


força elástica,
Ve  12 kx 2
U12   Ve  1   Ve  2
Forças Conservativas
• O conceito de energia potencial pode ser aplicado se
o trabalho da força é independente do caminho
seguido pelo seu ponto de aplicação.
U12  V  x1 , y1 , z1   V  x2 , y 2 , z 2 
Tais forças são descritas como forças conservativas.
• Para qualquer força conservativa em um caminho
fechado,
 
 F  dr  0
• Trabalho correspondente ao deslocamento entre
dois pontos próximos,
dU  V  x, y, z   V  x  dx, y  dy, z  dz 
  dV  x, y, z 
 V V V 
Fx dx  F y dy  Fz dz   dx  dy  dz 
 x y z 
  V V V 
F       grad V
 x y z 
Conservação da Energia

• Trabalho de uma força conservativa,


U1 2  V1  V2
• Conceito de trabalho e energia,
U1 2  T2  T1
• Segue que
T1  V1  T2  V2
E  T  V  constant
T1  0 V1  W • Quando uma partícula se move sob a ação
T1  V1  W de forças conservativas, a energia mecânica
total é constante.
1W
T2  12 mv22   2 g  W V2  0 • Forças de atrito não são conservativas. A
2g
energia mecânica total de um sistema com
T2  V2  W
atrito diminui.
• Energia mecânica é dissipada por atrito em
energia térmica. Energia total é conservada.
Movimento sob ação de uma força central conservativa

• Quando uma partícula se move sob a ação de uma


força conservativa central, o princípio da conservação
do momento angular
r0 mv0 sin  0  rmv sin 
e o princípio da conservação da energia
T0  V0  T  V
1 mv 2 GMm 1 2 GMm
2 0   2 mv 
r0 r
podem ser aplicados.

• Dado r, as equações podem ser resolvidas para v e j.

• Em um mínimo ou máximo r, j = 90o. Dada as


condições de lançamento, as equações podem ser
resolvidas para rmin, rmax, vmin, e vmax.
Exemplo

Estratégia:
• Aplique o princípio da conservação da
energia entre as posições 1 e 2.
• As energias potenciais elástica e
gravitacional são calculadas através das
informações dadas. A energia cinética
inicial é zero.
Um colar de 10 kg desliza sem atrito
• Resolva para a energia cinética e
ao longo de um caminho vertical como
mostrado. A mola acoplada ao colar velocidade no ponto 2.
tem comprimento sem compressão de
100 mm e constante elástica de 200
N/m. Se o colar é solto do repouso na
posição 1, determine a velocidade na
posição 2.

13 - 40
Exemplo
Modelagem e análise:

Posição 1:

Posição 2:

Conservação da energia:

13 - 41
Exemplo 13.10
Estratégia:
• Como o bloco deve permanecer em
contato com o laço, a força exercida no
bloco deve ser superior ou igual a zero.
Deixando como zero a força exercida
pelo laço, resolva para a velocidade
Um bloco de 250 g é empurrado minima em D.
contra a mola em A e liberado do
repouso. Ele se move 1.200 mm ao • Aplique o princípio da conservação da
longo de uma superfície horizontal energia entre os pontos A e D. Resolva
áspera até que alcança um laço liso. O para a deformação da mola necessária
coeficiente de atrito cinético ao longo para produzir a velocidade e energia
da superfície horizontal áspera é µk = cinética no ponto D.
0,3, e a mola é inicialmente
comprimida 0,75 mm. Determine a
constante k mínima da mola para a
qual o bloco percorrerá BCDE e
permanecerá sempre em contato com
o laço. 13 - 42
Exemplo 13.10
Modelagem e análise:

   Fn  man : W = man mg = m vD2 r


( )
vD2 = rg = ( 0.6 m ) 9.81 m s 2 = 5.886 m 2 s 2

V1 = Ve + Vg = 12 kx 2 + 0 = 1
2 ( 600 N m) x 2 = 300 x 2
T1 = 0

( )
V2 = Ve + Vg = 0 + Wy = ( 0.25 kg ) 9.81 m s 2 ( 1.2 m ) = 2.943 N ×m
1
T2 = 12 mvD2 =
2
( )
( 0.25 kg ) 5.886 m 2 s 2 = 0.73575 N ×m

T1 + V1 = T2 + V2
0 + 300 x 2 = 0.73575 + 2.943

x = 0.1107 m

13 - 43
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Câmpus – Medianeira
Mecânica Geral 2
Departamento Acadêmico de Física
Professor: Ricardo A. M. Gotardo
Trabalho de uma Força
Aula 03 – Impulso e quantidade de movimento.
Impulso e quantidade de movimento
A turbina de um foguete age
O impulso aplicado ao veículo pela
por um determinado
parede leva o momento a zero.
período de tempo para dar
momento linear ao foguete.
Princípio de impulso e quantidade de movimento
• Da segunda lei de Newton,

 d  
F   mv  mv  linear momentum
dt
 
Fdt  d  mv 
t2  
 Fdt  mv 2  mv 1
t1
• Dimensões de impulso são t2 
força * tempo.  Fdt  Imp12  impulse of the force F
t1

 
 
2
N  s  kg  m s  s  kg  m s mv1  Imp12  mv2

• O momento final da partícula pode ser obtido


somando vetorialmente os momentos iniciais e
o impulso da força durante o intervalo de
tempo.
Movimento Impulsivo
• Uma força que age sobre uma partícula
durante um intervalo de tempo muito curto e
que seja grande o suficiente para produzir
variação significante de momento é
denominada força impulsiva.
• Quando uma força impulsiva age numa
partícula,
  
mv1   F t  mv2

• Quando uma bola de baseball é atingida por


um bastão, contato ocorre por um período
muito curto de tempo mas a força é grande o
suficiente para mudar o sentido da bola.

• Forças não impulsivas são aquelas que



Ft são pequenos e portanto, podem ser
desprezadas – um exemplo é a força peso do
bastão.
Exemplo 13.16

Estratégia:
• Aplique o princípio do impulso e
momento nos eixos horizontal e vertical.

Uma bola de beisebol de 120 g é


arremessada com uma velocidade de
224 m/s em direção a um batedor.
Depois que a bola é golpeada pelo
bastão B, ela passa a ter uma
velocidade de 36 m/s na direção
mostrada na figura. Se a bola e o bastão
ficam em contato por 0,015 s,
determine a força impulsiva media
exercida sobre a bola durante o
impacto.
13 - 48
Exemplo 13.16
Modelagem e análise:
 
mv1  Imp1 2  mv2

componente x:

componente y:

  
F = ( 413 N ) i + ( 185.1N ) j , F = 452 N

13 - 49
Impacto
• Impacto: Uma colisão entre dois corpos que
ocorre em um intervalo de tempo muito pequeno
e durante o qual os dois corpos exercem forças
relativamente grandes entre os dois.
• Linha de Impacto: Normal comum ás superfícies
em contato durante o impacto.

• Impacto Central: Impacto no qual os centros de


Impacto Direto Central massa dos dois corpos estão localizados sobre
uma mesma linha.
• Impacto Direto: Impacto no qual a direção das
velocidades dos dois corpos estão na mesma
linha.
• Impacts Oblíquo : Se uma ou ambas as partículas
se movem ao longo de outra linha que não a linha
de impacto.
Impacto Oblíquo Central
Impacto direto central
• Corpos se movendo na mesma linha,
vA > vB .
• Sob o impacto, as duas partículas se
deformarão e, ao final do período de
deformação, elas terão a mesma
velocidade.
• Tem início, um período de restituição, ao
final do qual, dependendo da intensidade
das forças de impacto, as duas partículas
retomarão a sua forma original ou ficarão
permanentemente deformadas.

• O momento total dos dois corpos é


conservado
m A v A  m B v B  mB vB  m B v B

• Uma segunda relação é necessária para se


obter as velocidades.
Impacto Direto Central

e  coefficient of restitutio n
• Período de deformação: m A v A   Pdt  m Au
  Rdt u  vA

 Pdt v A  u
0  e 1
• Período de restituição: m Au   Rdt  m A vA

vB  u
• Uma análise semelhante da partícula B e
u  vB
conduz à relação
• Combinando as relações leva a segunda vB  vA  e v A  v B 
relação entre as velocidades finais.

• Impacto perfeitamente plástico, e = 0: v B  v A  v  m A v A  m B v B   m A  m B  v 


• Impacto perfeitamente elástico, e = 1: vB  vA  v A  v B
Energia e momentos totais se conservam
Impacto central oblíquo
• As velocidades e
direções finais não são
conhecidas. Quatro
equações são
necessárias.

A componente tangencial de cada  v A  t   vA  t  v B  t   vB  t


partícula se conserva.

• A componente normal do momento m A  v A  n  m B  v B  n  m A  vA  n  m B  vB  n


total das duas partículas é
conservado.
• As componentes normais das  vB  n   vA  n  e  v A  n   v B  n 
velocidades relativas antes e depois
do impacto são relacionadas pelo
coeficiente de restituição.
Impacto central oblíquo

• Bloco movendo-se sobre uma superfície


horizontal.
 
• Impulso das forças internas F and  F
ao longo do eixo normal e da força Fext
exercida pela superfície horizontal e
direcionada ao longo da vertical à superfície.

• Velocidades finais da bola e do bloco não são


conhecidas. Três equações são necessárias.
Impacto central oblíquo

• Momento tangencial da bola é  v B  t   vB  t


conservado.
• Momento total horizontal do bloco e m A  v A   m B  v B  x  m A  vA   m B  vB  x
da bola são conservados.
• Componente normal das velocidades  vB  n   vA  n  e  v A  n   v B  n 
relativas do bloco e da bola são
relacionados pelo coeficiente de
restituição.
Problemas envolvendo princípios múltiplos
• Três métodos para analisar problemas:
- Aplicação direta da segunda lei de Newton
- Método do trabalho e da energia
- Método do impulso e do momento

• Selecione o método que melhor se encaixa no problema ou na parte do


problema considerada.
Exemplo 13.19
Estratégia:
• Resolva a equação para a velocidade da
bola nas componentes normal e
tangencial a parede.

• O impulse exercido pela parede é


normal a parede. A componente do
momento tangencial a parede é
conservado.
Uma bola é arremessada contra uma
parede vertical sem atrito. Logo ates • Assuma que velocidade da parede antes
que a bola atinja a parede, sua e depois do impacto é zero. Aplique a
velocidade tem uma intensidade v e relação para o coeficiente de restituição
faz um ângulo de 30º com a para achar a variação da velocidade
horizontal. Sabendo-se que e = 0,90, relativa normal entre a parede e a bola.
determine a intensidade e a direção da
velocidade da bola após o rebote na
parede.

13 - 57
Exemplo 13.19

Modelagem e análise:

vn  v cos 30  0.866v vt  v sin 30  0.500v

• Componente do momento da bola tangencial a parede é


conservado.
vt  vt  0.500v
t • Aplique a relação para o coeficiente de resituição.

n 0  vn  e vn  0 
vn  0.9 0.866v   0.779v

  
v   0.779v n  0.500v t
 0.779 
v  0.926v tan 1   32.7
 0.500 
13 - 58
Exemplo 13.20

Estratégia:
• Resolva as equações das velocidades
normal e tangencial.

• A componente tangencial do momento de


cada bola é conservado.
A intensidade das velocidades de
• O momento total normal do sistema é
duas bolas idênticas sem atrito antes
de se chocarem estão mostradas na conservado.
figura. Considerando que e = 0,9, • As velocidades normais relativas das
determine a intensidade e a direção bolas são relacionadas pelo
da velocidade de cada bola após o coeficiente de restituição.
impacto.
• Resolva as últimas duas equações
simultaneamente para as velocidades
normais das bolas depois do impacto.

13 - 59
Exemplo 13.20
Modelagem e análise:

( vA ) n = vA cos30° = +7.79 m s ( vA ) t = v A sin 30° = +4.5 m s


( vB ) n = - vB cos 60° = - 6 m s ( vB ) t = vB sin 60° = +10.39 m s
• A componente tangencial do momento de cada bola é
conservado.

13 - 60
Exemplo 13.20

13 - 61
Exemplo 13.22

Estratégia:
• Aplique o princípio da conservação da
energia para determinar a velocidade do
bloco no instante do impacto.
• Como o impacto é perfeitamente
plástico, o bloco e o disco se movem
com a mesma velocidade depois do
impacto. Determine a velocidade
necessária para que o momento do bloco
Um bloco de 30 kg é solto de uma e do disco sejam conservados .
altura de 2 m sobre o prato de 10 kg de •
Aplique o princípio da conservação da
uma balança de mola. A constante da
energia para determinar a deformação
mola é k = 20 kN/m. Considerando que
máxima da mola.
o impacto seja perfeitamente plástico,
determine a máxima deflexão do prato.

13 - 62
Exemplo 13.22

Modelagem e análise:

T1  0 V1  WA y   30  9.81 2   588 J
T2  12 m A  v A  22  12  30  v A  22 V2  0
T1  V1  T2  V2
0  588 J  12  30  v A  22  0  v A  2  6.26 m s

m A  v A  2  mB  vB  2   m A  mB  v3
 30 6.26   0   30  10 v3 v3  4.70 m s

13 - 63
Exemplo 13.22
T3  12  m A  mB  v32  12  30  10  4.7  2  442 J
V3  Vg  Ve

 
 0  12 kx32  12 20  103 4.91  103 2  0.241 J
T4  0
V4  Vg  Ve   WA  WB   h   12 kx42
 
 392 x4  x3   12 20  103 x42

Deformação inicial devido ao  392 x4  4.91  103   12  20  103  x42


peso do disco:
WB 10  9.81 3 T3  V3  T4  V4
x3    4.91  10 m
k 20  10 3
  
442  0.241  0  392 x4  4.91  103  12 20  103 x42 
x4  0.230 m

h  x4  x3  0.230 m  4.91  103 m


h  0.225 m
13 - 64