Você está na página 1de 18

ARTROSCOPIA COTOVELO

Introdução
 1932, Michael Burman cotovelo "inadequado para o exame"
artroscópico.
 Originalmente paciente decúbito dorsal e mão suspensa à tração.
 Difícil acesso aspecto posterior do cotovelo, Poehling et al.
popularizou posição prona
 decúbito lateral defendida por O'Driscoll e Morris melhor acesso a
ambos os compartimentos anterior e posterior.
 Avanços artroscopia e equipamentos segura e eficaz tto cotovelo
transtornos.
 tecnicamente exigente anatomia neurovascular cotovelo.
 indicações para a artroscopia do cotovelo original contava apenas
com o diagnóstico e remoção de corpos livres
 técnicas avançaram, as indicações tratamento de sinovite,
osteocondrite dissecante, contraturas capsulares, artrite, fraturas,
epicondilite lateral, e instabilidade
Indicações
 Remoção corpos livres, osteófitos 2ª artrose,
ressecção cabeça rádio, liberação contraturas
capsulares, aderências e ressecção plica
sintomática, osteocondrite dissecante, fraturas,
epicondilite lateral, instabilidade, artrite
séptica, sinovectomia, osteocondromatose
sinovial e avaliação pacientes com dor de
cotovelo crônica..
 Vários estudos eficácia artroscopia do cotovelo
diagnóstico e tratamento corpos livres taxa de
sucesso - 90%.
Anestesia
 Anestesia geral ou regional.
 Anestesia geral permite um relaxamento muscular e
flexibilidade completa do paciente.
 Função neurológica monitorada após cirurgia anestesia geral.
 Paciente acordado, com anestesia regional, a posição prona ou
decúbito lateral pode ser mal tolerada.
 Anestesia regional com bloqueio escaleno, axilar ou Beir
venosa regional também pode ser utilizado se o paciente não
pode se submeter a anestesia geral.
 Bloqueio axilar nem sempre conseguir anestesia completa
sobre o cotovelo.
 Anestesia regional pode limitar tempo operatório ou
intolerância paciente garrote bloqueio Beir.
Posicionamento
 Andrews e Carson 1985 – posição supina
 Ombro abduzido a 90º, rotação neutra e
90º flexão cotovelo suspenso dispositivo
de tração
 Vantagens : acesso fácil vias aéreas .
 anatomia intra-articular facilitada
cotovelo posição supina
 Conversão procedimento aberto é
facilitada
 Desvantagens dispositivo tração, ajuda 2ª
pessoa estabilizar braço
 Manipulação cotovelo mais difícil
dispositivo de tração em cima.
 Acesso difícil compartimento posterior
cotovelo.
Decúbito Ventral
 Poehling e col - rolos tórax ventilação adequada.
 ombro abduzido 90º braço apoiado posicionador
 Vantagens visualização compartimento
posterior
 Face anterior cotovelo inferior e estruturas
neurovasculares anteriormente margem
segurança adicional portais.
 Nenhum equipamento especial ou pessoa é
necessária
 Desvantagens vias aéreas e rolos tórax, máscaras
proteção acolchoada, almofadas úlceras pressão
 anestesia regional não é bem tolerado
 anestesia geral - insuficiência bloqueio ou
ansiedade paciente – reposicionamento
necessária.
 Abordagens medial e lateral facilmente
acessíveis, anterior reposicionar
Decúbito lateral
 O'Driscoll e Morrey vantagens decúbito
dorsal e ventral – armadilhas cada posição.
 braço posicionado suporte braço ou sobre
almofada.
 Ombro flexionado 90º e rodado
internamente, e o cotovelo flexionado em 90º
 procedimento cirúrgico - cotovelo na
posição prona vantagens
 permiti fácil posicionamento podem tolerar
anestesia regional
 melhor acesso à via aérea mais fácil
converter anestesia geral
 Desvantagens uso acolchoado e
reposicionar conversão aberta
Portais
Anatomia neurovascular e relação
tridimensional
8 portais acesso
Determinados anatomia neurovascular e
musculotendinea cotovelo.
Utilização vários – cotovelo conjunto
altamente restrito.
Complexidade procedimentos
artroscópicos nº portais usados aumentou –
ênfase portais proximal anterior.
Marcos importantes : cabeça rádio,
olécrano, epicôndilo lateral, epicôndilo
medial e n. ulnar
Antes fazer portais distenção - 20-30 mL SF
Estruturas neurovasculares deslocados
distensão articulação - margem adicional
de segurança.
Portal Anteromedial
 Andrews e Carson 2 cm
distal e 2 cm anterior epic
med
 Cotovelo flexionado 90º
centro articulação,
flexopronador, músculo
braquial e cápsula anterior
 Técnica dentro para fora
artroscópio portal lateral
 Estruturas laterais
visualizadas
Portal Anteromedial

 N cutâneo medial antebraço


maior risco média 1 mm
portal.
 N mediano : 7-14 mm.
 Lindenfeld distância média
22 mm – 1cm anterior
epicôndilo medial.
Portal anteromedial Proximal
 Poehling 1989 - 2 cm proximal epicôndilo medial e anterior septo
intermuscular medial (Fig. 37-4). nervo ulnar
 apontada cabeça rádio superfície anterior úmero. músculo braquial
anterior n. mediano e a. braquial.
 Recomendada portal inicial acesso mais seguro e melhor visualização
 extravasamento líquidos pode ser menor portal ântero-lateral.
 Visualização face anterior articulação: cápsula anterior, tróclea,
processo coronóide, capitelo, cabeça do rádio, medial e lateral calhas
 Risco ramo cutâneo posterior nervo medial do antebraço 2,3 mm
 Cotovelo flexão n mediano protegido braquial - 12,4 a 22 mm
 N. ulnar 12 a 23,7 mm não está risco portal anterior ao septo
intermuscular.
 Contra-indicações subluxação ou transposição submuscular n ulnar
Portal Anterolateral
 Andrews e Carson 1985 - 3 cm distal e 1 cm anterior
epicôndilo lateral
 Centro articulação , extensor radial curto e cápsula
 Técnica dentro para fora portal ântero-medial ou ântero-
medial proximal
 Visualização face antero medial coronóide , tróclea, fossa
coronóide e face medial cabeça rádio.
 Visualização articulação lateral portal proximal
anterolateral - procedimentos cabeça rádio
 Lynch localizado 2 mm n cut post antebraço.
 N. radial 4,9-9,1 mm cotovelo 90º flexão e distensão
 Proximidade e risco N.radial entrada + proximal portal
Portal Anterolateral Proximal
 Stother, Campo e Sabóia Campos 2 cm proximal e 1-
2 cm anterior epicôndilo lateral
 Portal inicial artroscopia centro articulação, úmero
anterior, braquiorradial, braquial e cápsula lateral
 Visualização compartimento anterior: aspectos
lateral e anterior cabeça radial , capitelo lateral,
ulnoumeral anterior e cápsula anterior .
Portal Anterolateral Proximal
 Ramo post n cut lat antebraço e n. radial.
 Média 6,1 mm ramo post n cut ant
 Portal desenvolvido proximidade n. radial
portal antero lateral
 Cotovelo 90º flexão e distendida n radial
média 9,9-14,2 mm em contraste 4,9-9,1 mm
portal anterolateral
Portal Médiolateral
 Centro área olécrano, epicôndilo lateral e
cabeça do rádio distensão inicial do conjunto.
 Visualização da articulação radial ulnar, bem
como o aspecto inferior da cabeça do rádio e
capitelo.
 Risco mínimo neurovasculares n cutâneo
posterior do antebraço - 7 mm
 Vazamento líquido tecidos moles portal final
Portal Posterior - Transtríceps
 3 cm proximal ponta olécrano
linha mediana posterior
 Visualização compartimento
posterior, goteira medial e lateral.
 Trocater direção fossa olécrano
tendão tríceps e cápsula articular
posterior.
 Artroscópio portal póstero-lateral
usada para fenestração úmero
distal artroplastia ulnoumeral
acessar compartimento anterior.
 Utilizado instrumentação na
remoção de corpos livres e excisão
esporão olécrano.
Portal Pósterolateral
 3 cm proximal ponta olécrano e lateral
tendão tríceps
 Trocarte direção fossa olécrano
lateralmente tríceps
 Penetrar articulação cápsula póstero-
lateral.
 Cotovelo 45º flexão relaxar tríceps e
cápsula.
 Lesão triceps próximo cortical
posterior
 20 mm n cut med ant e 25 mm n cut
post ant.
 Vizualização compartimento posterior,
goteiras medial e lateral.
 Goteira medial nervo ulnar superficial
cápsula
Complicações
 Lesão neurovasculares: 0- 14% transitórias extravasamento de fluido
compressão ou anestésico local, lesão direta
 N. radial, mediano, interósseo anterior, cutâneo medial antebraço e
ulnar
 473 artroscopias consecutivas – Kelly e col - 10 pacientes (2,5%)
paralisia transitória
 Associados portais ântero-lateral e ântero-medial
 N. radial, interósseo posterior e ramo sup rad portal - ântero-lateral
 N. mediano e interósseo anterior - portal ântero-medial
 Neuroma - lesão n. cutâneo superficial
 Lesão iatrogênica cartilagem articular, infecção, drenagem persistente
portais, fístula sinovial e garrote.
 Artrofibrose, distrofia simpático-reflexa e tromboembolismo são
menos frequentes

Você também pode gostar