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ESTRUTURAS USUAIS DE MADEIRA

Prof. Luís Eustáquio Moreira

Aula 3

Propriedades mecânicas
ASSIM COMO AS PROPRIDADES FÍSICAS, AS PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS
MATERIAIS SÃO DETERMINADAS EM LABORATÓRIOS:

A ABNT (NBR 7190) (PROJETO DE ESTRUTURAS DE MADEIRA) ABORDA TAMBÉM


OS PROCEDIMENTOS DE ENSAIOS FÍSICOS E MECÂNICOS.

OS CORPOS DE PROVA PARA CADA TIPO DE TESTE (COMPRESSÃO, TRAÇÃO,


CISALHAMENTO) TÊM SEUS TAMANHOS PADRONIZADOS.

GARRAS PARA
TESTE DE COMPRESSÃO
TESTE DE TRAÇÃO
Nos Laboratórios se determinam as RESISTÊNCIAS MÉDIAS fc0, (Ec0),ft0, (Et0), fv0, fv90 (Ec90),
fe0, fe90, Eb, entre outros...
Nos laboratórios a resistência
e o módulo de elasticidade
médios obtidos nos
experimentos são
recalculados para Umidade
de 12 % através de curvas
obtidas experimentalmente e
então tabeladas.

Da mesma forma a
densidade aparente é
corrigida para 12 % pelo
diagrama de Kollman
PRINCIPAIS ENSAIOS MECÂNICOS
COMPRESSÃO

TRAÇÃO
CISALHAMENTO
RESISTÊNCIAS OU TENSÕES DE CÁLCULO
Para se dar segurança, as tensões máximas que o material poderá atingir em serviço
deverão ser reduzidas para a Resistências de Cálculo, que serão obtidas a partir das
resistências médias tabeladas.

k mod f k
fd 
w
k mod (Fator de modificação da resistência, produto de 3
fatores)
fk (Valor característico da resistência, que leva em conta a dispersão dos
resultados em torno da resistência média, uma fração da média)
w Coeficiente de segurança propriamente dito, igual a:
VALOR CARACTERÍSTICO DA RESISTÊNCIA
“Por simplificação considera-se uma distribuição normal das resistências em torno do
valor médio”. O valor característico fk é um valor tal que existe o
percentil de apenas 5 % de probabilidade de que
k mod f k
fd 
um novo corpo de prova ensaiado do lote

w
homogêneo dê valor menor que o valor
característico.

A área sob a curva de Para tração e compressão:


Gauss representa ao
número total de corpos fk = fmédio – 1,65x(desvio padrão)
de prova em um grande
número deles. Considerando-se um c. de variação = 18% :

Resistencia à compressão paralela


Resistência à tração paralela

Para o cisalhamento paralelo Resistência à compressão a 90 graus


considera-se um coeficiente de
variação de 28 %, razão porque Resistência à tração a 90 graus
fv0,k = 0,54fv0 (0,54 das Resistência ao cisalhamento paralelo
resistências medias tabeladas).
Resistência ao cisalhamento a 90 graus
FATORES DE MODIFICAÇÃO DA RESISTÊNCIA

k mod f k
fd 
w
VENTO: NBR 7190: CURTA DURAÇÃO
EUROCODE: DURAÇÃO INSTANTANEA
Duração do carregamento kmod1 Permanente: atua durante a vida útil da
permanente 0,6 estrutura
Longa duração 0,7 Longa duração: acima de 6 meses
Media duração 0,8
Média duração: 1 semana a 6 meses
Curta duração 0,9
Curta duração: até uma semana
Duração instantânea 1,1

Kmod1 = 0,6 somente é utilizado pela NBR 7190 quando há apenas ações permanentes

A duração de um carregamento é dada pela duração acumulada da ação


variável principal da combinação
Um carregamento normal (aquele que contém apenas ações decorrentes do uso
normal – p proprio, sobrecarga, vento – )é classificado como de longa duração k mod1 = 0,7
Classes de umidade ambiente Uamb
1 2 3 4

kmod 2 < 65 % 65 a 75 % 75 a 90 % > 90 %

Uamb< Uamb >


75% 75%
1,0 0,8
kmod 2
Para madeira submersa = 0,65

k mod 3
1a. Categoria: 1,0

2a. Categoria: 0,8

(e ausência de defeitos visuais)


Não se tendo laudo técnico, considera-se de 2ª Categoria.
 
Aqui está a explicação do fator de modificação .
O testemecânicoparadeterminação da
resistência do material tem
umaduraçãopequena, de cerca de um minuto e
meio. O material então, emgeral,
apresentaráresistênciamaior do
queteráemserviço, numacondiçãopermanente. A
madeira chega a ter o dobro da resistência no
impactoemrelação à condiçãopermanente,
emserviço.

 
Aqui está a explicação do fator, função do conteúdo
de umidade da madeira que é função da
umidadeambiente. Quando a umidadeambiente é
maior do que 75 %, as
madeirasemgeralterãoumidade de equilíbriomaior
do que 16%. Como a resistênciafoicorrigidapara a
umidadepadrão de 12%, então, adota-se Quando a
madeira estásubmersa, adota-se 5
RELAÇÕES ENTRE AS RESISTÊNCIAS

f c 90, k  0,25 f c 0, k c – COMPRESSÃO a 0 ou 90 graus

f c 0, k
fto , k  t - tração
0,77

f e 0, k  f c 0, k RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO NO FURO DOS PARAFUSOS OU PREGOS,


CHAMADA RESISTENCIA AO EMBUTIMENTO e

f e90, k  0,25 f c 0, k

f v 0, k  0,15 f c 0, k (coníferas) v - cisalhamento

Ee 0  Et 0 Módulo de elasticidade à tração tomado igual ao módulo de


elasticidade à compressão

Eb Módulo de elasticidade em flexão (bending)


 
Exemplo 3:
Calcular as resistências de
cálculo, a partir da tabela de
resistência ao lado, para o
paraju (maçaranduba), para
uma construção em Belo
Horizonte, Serra, madeira sem
laudo técnico e carregamento
normal. Pede-se:

fc0d= ?
ft0d = ?
fv0d= ?
 

  0,56 (0,7 ×82,9)


𝑓𝑐 0 𝑑 = =23,2 𝑀𝑃𝑎
1,4
  0,56 (0,7 ×138,5)
𝑓𝑡 0 𝑑 = =30,2 𝑀𝑃𝑎
1,8
  0,56(0,54 × 14,9)
𝑓𝑣 0𝑑 = =2,5 𝑀𝑃𝑎
1,8
 22733=12730 MPa
CLASSES DE RESISTÊNCIA – PARA FACILITAR O PROJETO E DEIXAR EM
ABERTO DIFERENTES POSSIBILIDADES DE ESCOLHA DE MADEIRA
As classes de resistência facilitam a análise. Assim, se por exemplo, um projeto
calculado para dicotiledôneas C50, kmod = 0,56, usará as resistências de cálculo:

Deste modo, várias madeiras dicotiledôneas poderiam atender a essa


classe de resistência. Quais?

Basta ir à tabela de resistências médias e multiplicar por 0,7 as


resistências médias fc0 tabeladas. Desse modo se obtém as resistências
fc0,k dessas madeiras. Todas aquelas que tiverem fc0,k maiores que 50
MPa atendem ao projeto dimensionado para a classe C50. Observe que
as tabelas de classes de resistência se baseiam nas resistências
características e não em resistências médias.
EQUAÇÃO DE HANKINSON – COMPRESSÃO INCLINADA ÀS FIBRAS

A metodologia de Hankinson:
Equação utilizada para reduzir
as resistências a solicitações
inclinadas que acontecem nas
ligações

O ângulo da força aplicada, inclinada


com as fibras, é o menor ângulo entre
as barras que se conectam.

Essa equação é utilizada no cálculo das “O ângulo  a ser tomado é o menor ângulo
ligações, onde as barras se conectam em entre a força solicitante e as fibras da barra
diferentes ângulos (pregos, parafusos, solicitada”
cavilhas e entalhes).

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