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Amebas e Giardia

Profº Duilio Soares


PROTOZOÁRIOS
Principais Características:

• Eucariontes (possuem membrana nuclear e vários tipos


de organelas).

• Única célula

• Variadas formas

• Núcleo bem definido (um ou mais núcleos)


PROTOZOÁRIOS

Morfologia:

• Variações conforme a fase evolutiva e o meio


a que estejam adaptados.

• Podem ser: esféricos, ovais ou alongados

• Alguns revestidos com cílios, outros flagelos


e outros sem organela locomotora.
PROTOZOÁRIOS
Fases fisiológicas bem definidas:

• Trofozoíto: forma ativa do protozoário, na qual ele se


alimenta e se reproduz.

• Cistos e Oocistos: formas de resistência. Cistos


encontrados em tecidos e fezes. Oocistos
encontrados nas fezes do hospedeiro, provenientes
de reprodução sexuada.

• Gameta: é a forma sexuada de algumas espécies


(♂ - micro e ♀ - macrogametas)
PROTOZOÁRIOS

Protozoários

Intestinais Teciduais Sanguíneos


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AMEBAS
Introdução

• São espécies que vivem no aparelho digestivo e


tecidos de vertebrados.

• Podemos ter casos assintomáticos e sintomáticos


dependendo do parasita.

• A Entamoeba histolytica é o agente etiológico dos


pacientes sintomáticos.

• A Entamoeba dispar, espécie com morfologia similar


a E. histolytica, está incluída nos casos
assintomáticos.
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AMEBÍASE

• A E. dispar não invade mucosa. Elas não produzem


colites disentéricas (como as E. histolyticas)

• As amebas são os parasitas de maior prevalência,


junto com a Giardia lamblia, nos achados do exame
parasitológico de fezes em laboratórios.
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AMEBÍASE
Classificação

• Cisto: O gênero Entamoeba se caracteriza por ter núcleo


esférico ou arredondado e vesiculoso, com a cromatina
periférica delicada distribuída na parte interna da
membrana nuclear; cariosomo (ou endosomo) pequeno.
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AMEBÍASE

Morfologia

• As amebas se distinguem uma das outras pelo


tamanho do trofozoíto e do cisto, pelo número dos
núcleos nos cistos, pelo número e formas de
inclusões citoplasmáticas (vacúolos nos trofozoítos e
corpos cromatóides nos cistos)

• Encontramos os trofozoítos: no intestino, nas úlceras


e nas fezes diarréicas.

• Os cistos encontramos nas fezes normais.


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Exemplo de morfologia da E. histolytica


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AMEBÍASE
Entamoeba coli

• Não é patogênica.

• Trofozoíto: o citoplasma não é diferenciado em endo


e ectocitoplasma; o núcleo apresenta cromatina
grosseira e irregular e o cariossoma grande e
excêntrico.

• Cisto: contêm até 8 núcleos, corpos cromatóides


finos, semelhantes a feixes ou agulhas. (São
massas de ribonucleoproteína)
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AMEBÍASE

E. Coli com corpos cromatóides finos, semelhantes a


agulhas.
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AMEBÍASE

Cisto de E. Coli com 8 núcleos


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AMEBÍASE
Iodamoeba butschlii

• Não é patogênica.

• Núcleo com membrana espessa e não apresenta


cromatina periférica, o cariossoma é muito grande e
central. O cisto possui um só núcleo e um grande
vacúolo de glicogênio que quando corado pelo lugol
toma a cor castanha escura
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AMEBÍASE
Cisto de Iodamoeba butschlii
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AMEBÍASE

Endolimax nana

• Não é patogênica.

• É a menor ameba que vive no homem.

• O cisto é oval, contendo 4 núcleos pequenos, as


vezes pode ser visto corpos cromatóides pequenos.
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AMEBÍASE

Cistos de Endolimax nana


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AMEBÍASE
Entamoeba histolytica
• É patogênica.

• Cistos: São esféricos e ovais. Os núcleos variam de um a


quatro tomando a cor castanho-escuro. Presença de cromatina
e cariossoma central. Os corpos cromatóides, quando
presentes no cisto, tem a forma de bastonetes ou de charutos,
com as pontas arredondadas. Pode haver reserva de
glicogênio, corado de cor castanho pelo lugol.

• Metacisto: É uma forma multinucleada que emerge do cisto no


intestino delgado, onde sofre divisão, dando origem ao
trofozoíto.
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AMEBÍASE

Entamoeba histolytica

• Trofozoíto: Geralmente possui um só núcleo.


Examinado a fresco apresenta-se pleomórfico, ativo,
alongado com emissão contínua e rápida de
pseudópodes, movimentação direcional. O
citoplasma apresenta-se em ectoplasma que é mais
claro e hialino, e endoplasma que é finamente
granuloso com vacúolos, núcleos e restos de
substâncias alimentares. O núcleo possui
cariossoma central e cromatina periférica.
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AMEBÍASE
Entamoeba histolytica

• Pré-cisto: É uma fase intermediária entre o


trofozoíto e cisto. Oval ou ligeiramente arredondado.
Núcleo semelhante ao trofozoíto.
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AMEBÍASE
Entamoeba histolytica

Trofozoíto de E. histolytica. Observar a


Cistos de E. histolytica. Fases
protuberância hialina do citoplasma
de maturação
(ectoplasma). Movimento direcionado.
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AMEBÍASE
Biologia e Ciclo Biológico

• Os trofozoítos da E. histolytica normalmente


vivem na luz no intestino grosso podendo,
ocasionalmente, penetrar na mucosa e produzir
ulcerações intestinais ou em outras regiões do
organismo, como fígado, pulmão, rim e cérebro.

• A multiplicação se dá através de divisão binária


dos trofozoítos.
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AMEBÍASE

Ciclo patogênico - Entamoeba histolytica

• O equilíbrio parasito-hospedeiro pode ser rompido e


os trofozoítos invadem a submucosa intestinal
multiplicando-se ativamente no interior das úlceras e
podem através da circulação porta atingir outros
orgãos, como o fígado, pulmão, rim, cérebro ou pele.

• Existem hemácias incluídas no citoplasma do


trofozoíto.
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AMEBÍASE

Transmissão - Entamoeba histolytica

• A transmissão ocorre através de cistos maduros em


alimentos. Permanecem viáveis por 20 dias.

• A falta de higiene domiciliar pode disseminar os


cistos dentro da família.

• Os portadores assintomáticos que manipulam


alimentos são os principais disseminadores desta
protozoose.
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AMEBÍASE
Período de incubação - Entamoeba histolytica

• Muito variável: de 7 dias até 4 meses.

Diagnóstico - Entamoeba histolytica

• Clínico: muito difícil, há superposição de sintomas a


várias doenças intestinais

• Laboratorial: achado do parasita nas fezes.

• Imunológico: ELISA, IFI,, imunodifusão em gel ágar,


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AMEBÍASE

Tratamento - Entamoeba histolytica

• Formas intestinais e extraintestinais:


• Secnidazol,Metronidazol, Tinidazol, clorofenoxamida
e nitazoxanida.
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GIARDIA

Introdução

• Flagelados parasitas do intestino delgado

• É uma das causas mais comuns da diarréia entre


crianças, que em consequência da infecção
apresentam problemas de má nutrição e retardo no
desenvolvimento.

• Há alteração de humor e irritação.


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Mecanismo de ação

Atividade antiprotozoário da nitazoxanida


seja devida a sua interferência na reação
de transferências de elétrons dependente
da enzima2 piruvato-ferredoxina
oxidorredutase (PFOR) no parasita, a
qual é essencial para o seu metabolismo
energético anaeróbico. No entanto, é
possível que este não seja o único meio
através do qual a nitazoxanida exerça a
sua atividade antiprotozoário.

O mesmo parece ocorrer em relação aos


vermes, embora outros mecanismos,
ainda não totalmente esclarecidos,
possam estar envolvidos.
GIARDÍASE

Morfologia

• Trofozoíto: formato de pêra, com simetria bilateral.


Possui 2 núcleos e 4 pares de flagelos

• Cisto: Oval ou elipsóide. Possui 2 ou 4 núcleos,


número variável de fibrilas e os corpos escuros com
forma de meia-lua.
GIARDÍASE
Ciclo biológico
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GIARDÍASE

Imunidade

O desenvolvimento da resposta imune tem sido


sugerido devido: a natureza autolimitante da
infecção, detecção de anticorpos específicos anti-
giardia nos soros de indivíduos infectados e maior
susceptibilidade de indivíduos imunocomprometidos
à infecção.
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GIARDÍASE

Diagnóstico

• Clínico: diarréia com esteatorréia, irritabilidade,


insônia, náusea e vômito, perda de apetite e dor
abdominal.

• Laboratorial: identificação de cistos e trofozoítos

• Imunológico: IFI e ELISA

• Tese rápido
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GIARDÍASE
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GIARDÍASE

Tratamento

• Metronidazol, timidazol e secnidazol.

Obs: em esquema terapêutico prolongado tem-se


observado efeitos carcinogênicos e mutagênicos em
ratos.

• Tem-se utilizado o Annita (nitazoxanida) no


tratamento de crianças e adultos.