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História dos Concílios

De Jerusalém ao Vaticano II
Aula 1
1. Introdução
2. Os tempos apostólicos e o Concílio de
Jerusalém
• a]    Concílios do Primeiro Milênio: Niceia I
Os Concílios realizados
(325), Constantinopla I (381), Éfeso (431),
pela Igreja somam um total
Calcedônia (451), Constantinopla II (553),
de 21 mais o Concílio de Constantinopla III (680-681), Niceia II (787),
Jerusalém. Estes concílios Constantinopla IV (869-870).
foram marcos • b]   Concílios Medievais: Latrão I (1123),
importantíssimos na sua Latrão II (1139), Latrão III (1179), Latrão IV
história, tendo em vista (1215), Lyon I (1245), Lyon II (1274), Vienne
principalmente as (1311-1312).
definições da doutrina • c]    Concílios da Reforma: Constança (1414-
Católica ao longo do tempo, 1418), Basileia-Ferrara-Florença-Roma (1431-
vencendo os erros e 1445), Latrão V (1512-1517), Trento (1545-
heresias que comprometiam 1548/1551-1552/1562-1563).
o ‘Depositum Fidei’ • d]   Concílios da Idade Moderna: Vaticano I
(Conteúdo da Fé), ou seja, a (1869-1870), Vaticano II (1962-1965).
sã doutrina da fé.

1. Introdução
• A Igreja nasce a partir dos • Já a história da Igreja se inicia a
ensinamentos e palavras de partir dos fatos narrados no Novo
Jesus. Seus atos vão Testamento. Aqui tem-se a
instituindo juntos aos Palavra fundadora de Cristo. Em
discípulos a sua Igreja. At 2 – 4 se pode observar o
primeiro anúncio dos discípulos
Porém, para a História, após o cumprimento da promessa
existe um marco: de Jesus – o envio do Paráclito
pentecostes. Podemos intuir (cf. Jo 14, 26) – Pedro proclama
que Pentecostes é a diante dos peregrinos judeus
conclusão do nascimento da reunidos por ocasião da festa de
Igreja de Cristo. Pentecostes: (At 2, 22-36)

2. Os tempos apostólicos e o
Concílio de Jerusalém
• Ao ouvirem as palavras de Pedro, começaram a indagar os apóstolos
sobre o que era preciso fazer. Pedro responde:

• "Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus


Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do
Espírito Santo, 39. pois a promessa é para vós, para os vossos filhos e
para todos os que ouvirem de longe o apelo do Senhor, nosso Deus”.
(At 2, 38-39)

• “Três mil pessoas receberam o batismo. A Igreja nasceu.” (COMBY,


2009, p. 15) Os primeiros membros da Igreja continuam a frequentar a
sinagoga e a respeitar os costumes judaicos. Porém, são vistos como
uma nova seita do judaísmo, como tantas outras (Fariseus, saduceus,
zelotes), e passam a ser chamados de “nazarenos”. O que os distingue
é o Batismo em nome de Jesus, a adesão aos ensinamentos dos
Apóstolos, a fração da pão e a constituição de comunidades.
Concílio Apostólico
[Martin Ebner, História Ecumênica da Igreja, I, p. 18]

• O concílio Apostólico em Jerusalém, por volta de 48 d. C., foi uma primeira


tentativa no sentido de estabelecer um fórum de diálogo supra regional para
discutir as opções divergentes, que haviam levado a práticas rituais diversas.
Quanto ao conteúdo, tratava-se do significado da marca de identidade,
concretamente, da circuncisão para a auto compreensão cristã.

• Desse modo, a fé cristã se desvincula do judaísmo. Ninguém deve submeter-se


a uma transplantação cultural para chegar ao Evangelho. A Igreja se torna
verdadeiramente universal. Sem dúvida, as duas grandes tendências – a de
Paulo e a de Tiago – permanecem no interior da Igreja. Um conflito de
influências tem seguimento, mas Paulo se esforça por amnter a unidade entre os
grupos, fazendo, por todo o Império, uma coleta para os cristãos de Jerusalém
que passavam por dificuldades (1 Cor 16, 1-3; 2Cor 8 e 9; Rm 15, 26-28; Gl 2,
10; At 24, 17).
Aula 2
3. Concílios do Primeiro Milênio
a] Niceia I
b] Constantinopla I
c] Éfeso
d] Calcedônia
e] Constantinopla II
f] Constantinopla III
g] Nicéia II
h] Constantinopla IV
• A Igreja Católica reconhece oito Concílios Gerais
desse período. Os seis primeiros estão ligados entre
si, uma vez que os assuntos de um se arrastavam
para o outro. Eles trataram de assuntos de ordem
doutrinal e teológica, na definição das grandes
verdades da fé, como a divindade e humanidade de
Jesus, o mistério da Trindade, a relação de Maria e
Jesus. Os outros dois trataram de assuntos
distintos, como o culto aos santos (Niceia II) e a
estrutura da interna da Igreja (Constantinopla IV).

3. Os Concílios do primeiro milênio


Decisões Principais
a] Niceia I
• Confissão de fé contra Ario:
igualdade de natureza do Filho
• Data: 20/05 - 25/07 de com o Pai. “Deus de Deus, Luz da
325 Luz, Deus verdadeiro de Deus
verdadeiro, gerado, não criado,
• Papa: Silvestre I (314 consubstancial ao Pai”. *S.
- 335) Atanásio foi o grande defensor
desta doutrina.
• Imperador: • Fixação da data da Páscoa a ser
celebrada no primeiro domingo
Constantino Magno após a primeira lua cheia da
primavera (no hemisfério norte).
• Estabelecimento da ordem de
dignidade dos Patriarcados: Roma,
Alexandria, Antioquia, Jerusalém.
b]   Constantinopla I Decisões Principais

• A doutrina da divindade do Espírito


Santo e a condenação de Macedônio,
• Data: maio - junho de patriarca que era contra essa doutrina:
381 “Cremos no Espírito Santo, Senhor e
fonte de vida, que procede do Pai,
• Papa: Dâmaso I (366- que é adorado e glorificado com o Pai
e o Filho e que falou pelos profetas”.
384) “Com o Pai e o Filho ele recebe a
mesma adoração e a mesma glória”.
• Imperador: Teodósio • A sede de Constantinopla, ou
Magno Bizâncio (“segunda Roma”), recebeu
uma preeminência sobre as sedes de
Jerusalém, Alexandria e Antioquia. -
Desses dois Concílios anteriores
surge o Símbolo (Creio - Profissão de
Fé) Niceno Constantinopolitano.
Decisões Principais
c] Éfeso
• Cristo é uma só Pessoa e duas
naturezas;
• Data: 22/06 - 17/07 • Definição do dogma da maternidade
de 431 divina de Maria, contra Nestório,
patriarca de Constantinopla, que foi
• Papa: Celestino I deposto.
• Maria, é THEOTOKOS, “Mãe de
(422-432) Deus, não porque o Verbo de Deus
• Imperador: Teodósio, tirou dela a sua natureza divina, mas
porque é dela que Ele tem o corpo
O Jovem sagrado dotado de uma alma
racional, unido ao qual, na sua
pessoa, se diz que o Verbo nasceu
segundo a carne”.
• Condenou o pelagianismo (de
Pelágio), que negava os efeitos do
pecado original.
Decisões Principais
d] Calcedônia
• Reafirma a Cristologia do Concílio anterior, “na
linha dos santos Padres, ensinamos unanimemente
a confessar um só e mesmo Filho, Nosso Senhor

• Data: 08/10 - 1/11 de Jesus Cristo, o mesmo perfeito em divindade e


perfeito em humanidade, o mesmo verdadeiramente
Deus e verdadeiramente homem, composto de uma
451 alma racional e de um corpo, consubstancial ao Pai,
segundo a divindade, consubstancial a nós segundo
• Papa: Leão I, o a humanidade, ‘semelhante a nós em tudo com
exceção do pecado’ (Hb 4,15); gerado do Pai antes
de todos os séculos segundo a divindade, e nesses
Grande (440-461) últimos dias, para nós e para nossa salvação,
nascido da Virgem Maria, Mãe de Deus, segundo a
• Imperador: Marciano humanidade”.
• Um só e mesmo Cristo, Senhor, Filho Único que
devemos reconhecer em duas naturezas, sem
confusão, sem mudanças, sem divisão, sem
separação. A diferença das naturezas não é de modo
algum suprimida pela sua união, mas antes as
propriedades de cada uma são salvaguardadas e
reunidas em uma só pessoa (uma só hipóstase).
• Condenação da simonia, dos casamentos mistos e
das ordenações absolutas (realizadas sem que o
novo clérigo tivesse determinada funçào pastoral).
e] Constantinopla II Decisões Principais

• Condenação dos nestorianos (Teodoro de


Mopsuéstia, Teodoro de Ciro e Ibas de
• Data: 05/05 - 02/07 Edessa).
• “Não há senão uma única hipóstase [ou
de 553 pessoa], que é Nosso Senhor Jesus
Cristo, Um na Trindade... Aquele que foi
• Papa: Virgílio (537- crucificado na carne, Nosso Senhor Jesus
Cristo, é verdadeiro Deus, Senhor da
555) glória e Um na Santíssima Trindade”.
• “Toda a economia divina é obra comum
• Imperador: Justiniano das três pessoas divinas. Pois da mesma
forma que a Trindade não tem senão uma
única e mesma natureza, assim também,
não tem senão uma única e mesma
operação”.
• “Um Deus e Pai do qual são todas as
coisas, um Senhor Jesus Cristo para
quem são todas as coisas, um Espírito
Santo em quem são todas as coisas”.
f] Constantinopla III Decisões Principais

• Condenação do monotelitismo, heresia


defendida pelo patriarca Sérgio de
• Data: 07/11 de 680 - Constantinopla que ensinava haver só a
vontade divina em Cristo.
16/09 de 681 • Este Concílio ensinou que Cristo possui
• Papa: Ágato (678-681) duas vontades e duas operações
naturais, divina e humana, não opostas,
e Leão II (662-663) mas cooperantes, de sorte que o verbo
feito carne quis humanamente, na
• Imperador: obediência a seu pai, tudo o que decidiu
divinamente com o Pai e o Espírito
Constantino Pogonato Santo, para a nossa salvação.
• A vontade humana de Cristo “segue a
vontade divina, sem estar em
resistência nem em oposição em
relação a ela, mas antes sendo
subordinada a esta vontade todo-
poderosa”.
g] Niceia II Decisões Principais

• Contra os iconoclastas (destruidores de imagens):


há sentido e liceidade na veneração de imagens.
• Data: 24/09 - 23/10 de • “Para proferir sucintamente nossa profissão de fé,
conservamos todas as tradições da igreja, escritas
787 ou não escritas, que nos têm sido transmitidas sem
alteração. Uma delas é a representação pictórica
• Papa: Adriano I (772- das imagens (ícones), que concorda com a
pregação da história evangélica, crendo que, de
795) verdade, e não na aparência, o Verbo de Deus se
fez homem, o que é também útil e proveitoso, pois
• Imperador: Constantino as coisas que se iluminam mutuamente têm sem
dúvida um significado recíproco”.
VI (Regente: Imperatriz • “Nós definimos com todo o rigor e cuidado que, à
semelhança da representação da cruz preciosa e
Irene) vivificante, assim as venerandas e sagradas
imagens pintadas quer em mosaico, quer em
qualquer outro material adaptado, devem ser
expostas nas santas igrejas de Deus, nas alfaias
sagradas, nos paramentos sagrados, nas paredes e
mesas, nas casas e nas ruas; sejam elas as imagens
do Senhor Deus, dos santos anjos, de todos os
santos e justos”.
• Latria (=adoração) Dulia (=veneração)
g] Constantinopla IV Decisões Principais

• Data: 05/10 de 869 a • “Para proferir sucintamente


nossa profissão de fé,
28/02 de 870 conservamos todas as
• Papa: Adriano II (867- tradições da igreja, escritas
872) ou não escritas, que nos têm
sido transmitidas sem
• Imperador: Basílio de alteração. Uma delas é a
Macedônia • Decisões Principais: -
Excomunhão do patriarca
de Constantinopla, (Fócio),
que foi condenado. - O culto
das imagens foi confirmado.
Aula 3
4. Concílios Medievais
a] Latrão II
b] Latrão III
c] Latrão IV
d] Lyon I
e] Lyon II
f] Vienne
• O poder do papado atingiu seu auge na Idade Média
e os concílios desse período foram dedicados à
organização da Igreja e ao controle de suas
estruturas internas. Os documentos conciliares são
aprovados exclusivamente pelo Papa, que passa a
convocar e coordenar os trabalhos com pulso de
ferro. Uma linguagem legalista e menos teológica
invade os documentos conciliares e reafirma uma
monarquia papal. O conjunto desses sete concílios
pode ser visto dentro de um único conjunto de
fortalecimento da hierarquia eclesiástica.

4. Os Concílios Medievais
a] Latrão I Decisões Principais

• Data: 18/03 a 06/04 • Confirmação da Concordata


de Worms, que assegurava à
de 1123 Igreja plena liberdade na
• Papa: Calixto II escolha e ordenação dos
(1119-1124) seus bispos, terminando,
assim, as brigas pelas
• Imperador: Henrique investiduras.
V • Estabeleceu um tempo de
paz entre Estado e Igreja;
• Fortalecimento da disciplina
eclesiástica; - Confirmação
do celibato sacerdotal.
Decisões Principais
b] Latrão II

• Condenou o antipapa
• Data: Abril de 1139 Anacleto II.
• Papa: Inocêncio II • Vetou o exercício da
(1130-1143) medicina e da
• Imperador: Conrado advocacia pelo clero.
III • Rejeitou a usura e o
lucro.
• Decretou que só os
cardeais seriam
eleitores de Papas.
c] Latrão III Decisões Principais

• Necessidade de 2/3 dos votos na


eleição do papa, ficando excluído
• Data: 05 a 19 de qualquer recurso às autoridades leigas
para dirimir dúvidas do processo
março de 1179 eleitoral.
• Papa: Alexandre III • Rejeição do acúmulo de benefícios ou
funções dentro da Igreja por parte de
(1159-1181) uma mesma pessoa. Recomendação da
disciplina da regra aos monges e
• Imperador: Frederico cavaleiros regulares, que interferiam
indevidamente no governo da Igreja.
I • Condenou heresias da época, de fundo
dualista (catarismo) ou de pobreza mal
entendida (pattária, movimento dos
pobres de Lião/Valdenses). Autoriza
usar armas contra eles. Declarou nulas
as ordenações dos Anti Papas Otaviano
Guido e João de Estruma.
d] Latrão IV Decisões Principais

• A condenação dos albigenses e valdenses;


• Condenação dos erros de Joaquim de Fiore, que
• Data: 11 a 30 de pregava o fim do mundo para breve, apoiando-
se em falsa exegese bíblica;

novembro/1215 • Declaração da existência dos demônios como


sendo anjos bons que abusaram do seu livre
arbítrio pecando: “com efeito, o diabo e outros
• Papa: Inocêncio III demônios foram por Deus criados bons em sua
natureza, mas se tornaram maus por sua própria
(1198-1216) iniciativa”
• A realização de mais uma cruzada para libertar o
• Imperador: Frederico Santo Sepulcro, em Jerusalém, que se achava
nas mãos dos muçulmanos; a profissão de fé na
II eucaristia, tendo sido então usada a palavra
“transubstanciação”
• A obrigação da confissão e da comunhão anuais.
• Fixou normas sobre a disciplina e a liturgia.
• Fez legislação sobre os impedimentos
matrimoniais.
• Começa a aparecer a tentativa de fixação do
número sete para os sacramentos.
e] Lyon I
Decisões Principais
• Data: 28/06 a 17/07
de 1245 • Excomunhão e
• Papa: Inocêncio IV deposição do
(1243-1254) imperador Frederico
• Imperador: Frederico II da Alemanha, por
II ser usurpador de bens
eclesiásticos.
Decisões Principais
f] Lyon II
• Procedimentos
• Data: 07/05 a 17/07 referentes ao Conclave,
de 1274 eleição do Papa em
• Papa: Gregório X recinto fechado;
• Imperador: Rodolfo I • Volta à unidade da
Igreja latina com a
Igreja grega
(Constantinopla)
• Reafirmou o Conclave
para a eleição papal.
g] Vienne (Concílio de Decisões Principais
Viena – França)
• Supressão da Ordem
• Data: 16/10 /1311 a dos Templários
06/05/1312 (Cavaleiros Soldados)
• Papa: Clemente V • Contra o modo de
(1305-1314) viver a pobreza dos
• Imperador: Henrique VII franciscanos,
chamados “Espirituais”
que adotavam idéias
heréticas sobre a
pobreza.
Aula 4
5. Concílios da Reforma
a] Constança
b] Basileia – Ferrara – Florença – Roma
c] Latrão V
d] Trento
• A Alta Idade Média trouxe o maior desafio para
a fé católica, o surgimento de conflitos sobre a
autoridade papal e o começo do movimento
protestante. Nesse período temos quatro
concílios, entre eles o concílio de Trento, talvez
o mais importante para a Igreja em todos os
tempos. Uns dos temas mais discutidos nesse
período foi o próprio poder dos concílios e se
estes tinham autoridade maior do que o Papa.
Esta questão foi chamada de Conciliarismo.

5. Os Concílios da Reforma
Decisões Principais

• Resignação do Papa, Gregório XII


a] Constança (1405-1415)
• Deposição do Anti Papa, João XXIII
(1410-29/05/1415)
• Data: 05/11/1414 a • Deposição do Anti Papa avinhense,
Benedito XIII (1394-1415) em
22/04/1418. 26/07/1417
• Eleição de Martinho V em 11/11/1417
• Papa: • Extinção do Grande Cisma do
Ocidente (1305-1378)
• Condenação da doutrina de João Hus,
João Wiclef e Jerônimo de Praga,
precursores de Lutero.
• Decreto relativo à periodicidade dos
Concílios;
• Rejeição do Conciliarismo
• Prevalência do poder do Papa
Decisões Principais
b] Basileia-Ferrara-Florença-
Roma • Reuniões com: os gregos em 06/07/1439; os
armênios em 22/11/1439; os jacobistas em
04/02/1442
• Datas e Locais: • Questões doutrinárias sobre a SS. Trindade:
• em Basiléia de 23/07/1431 a • “O Espírito Santo tem sua essência e seu ser
subsistente ao mesmo tempo do Pai e do Filho e
07/05/1437 procede eternamente de Ambos como de um só
• em Ferrara de 18/09/1437 a Princípio e por uma única expiração... E uma vez
que tudo o que é do Pai, o Pai mesmo o deu ao
01/01/1438 seu Filho Único ao gerá-lo, excetuando o seu ser
• em Florença a partir de 16/07/1439 de pai, esta própria processão do Espírito Santo a
partir do Filho, ele a tem eternamente de Seu Pai
• em Roma a partir de 25/04/1442 que o gerou eternamente.” (DS 1300-1301)
• Papa: Eugênio IV (1431-1447) • “Tudo é uno [neles] lá onde não se encontra
oposição de relação” (DS 1330).
• “Por causa dessa unidade o Pai está todo inteiro
no Filho, todo inteiro no Espírito Santo; o Filho
está todo inteiro no Pai, todo inteiro no Espírito
Santo; o Espírito Santo todo inteiro no Pai, todo
inteiro no Filho”.
• “O Pai, o Filho e o Espírito Santo não são três
princípios das criaturas, mas um só princípio”.
Decisões Principais
c] Latrão V • Contra o Concílio Cismático de
Pisa (1511 - 1512)
• Decretos de reforma da formação
• Data: 10/05/1512 a do clero, sobre a pregação.
• Condenou a declaração que
16/03/1517 favorecia a criação de uma Igreja
Nacional da França.
• Papa: Júlio II (1503- • Assinatura de uma Concordata que
1513) e Leão X regulamentava as relações entre a
Santa Sé e a França. Condenação
(1513-1521) da tese segundo a qual a alma
humana é mortal e uma só para
toda a humanidade, de Pietro
Pomponazzi.
• Exigência do “Imprimatur” para os
livros que versassem sobre a fé ou
teologia
d] Concílio de Trento Decisões Principais
• 1. Contra a Reforma de Lutero:
(Contra-Reforma) • Doutrina sobre a escritura e a tradição:
reafirmação do Cânon das Sagradas Escrituras e
declarou a Vulgata isenta de erros teológicos.
• Data: 13/12/1545 a • Doutrina do pecado original, justificação, os
sacramentos e a missa, a veneração e invocação
04/12/1563 (em três dos santos, eucaristia, purgatório, indulgências,
etc.
períodos)
• Papas: Paulo III (1534- • 2. Decretos de reforma:
• “As imagens de Cristo e da Virgem Maria, Mãe
1549); Júlio III (1550- de Deus, e dos Santos, devem ser guardadas nas
Igrejas, onde se lhes devem prestar a devida honra
1555) e Pio IV (1559- e veneração; não por crer que haja nelas
“Divindades” ou “virtude alguma”, a quem
1565) queremos adorar ou pedir favores imitando os
antigos gentios, que punham toda a sua confiança
em seus ídolos; mas porque as honras que lhes
prestamos as referimos aos protótipos que elas
representam, de sorte que, quando beijamos uma
imagem, ou nos descobrimos ou prostramo-nos
diante dela, adoramos Jesus Cristo e veneramos
os santos por elas representadas”.
• Decreto sobre as Indulgências:
• “Quando Deus toca o coração do homem
• “A Igreja ensina e ordena que o uso das
pela iluminação do Espírito Santo, o homem
indulgências, particularmente salutar ao
não é insensível a tal inspiração, que pode
povo cristão e aprovado pela autoridade dos
também rejeitar; e, no entanto, ele não pode
santos concílios, seja conservado na igreja, e
tampouco, sem a graça divina, chegar, pela
fere com o anátema aos que afirmam serem
vontade livre à justiça diante dele.”
inúteis as indulgências e negam à Igreja o
  poder de as conceder.”
• “Tendo recebido de Cristo o poder de
conferir Indulgências , já nos tempos
• Decreto sobre os Sacramentos:
antiquíssimos usou a igreja deste poder , que
divinamente lhe fora doado...” • “Fiéis à doutrina das Sagradas Escrituras, às
tradições apostólicas (…) e ao sentimento
unânime dos padres, professamos que os
• “Se alguém disser que a todo pecador sacramentos da nova lei foram todos
penitente, que recebeu a graça da instituídos por Nosso senhor Jesus Cristo.”
justificação, é de tal modo perdoada a ofensa
e desfeita e abolida a obrigação à pena
eterna, que não lhe fica obrigação alguma de • “No santíssimo sacramento da Eucaristia,
pena temporal a pagar, seja neste mundo ou estão contidos verdadeiramente, realmente e
no outro, purgatório, antes que lhe possam substancialmente, o corpo e o sangue
ser abertas as portas para o reino dos céus - juntamente com a alma e a divindade de
seja excomungado”. Nosso Senhor Jesus Cristo e, por
conseguinte, o Cristo todo.”
Aula 5
6. Concílios da Idade Moderna
a] Vaticano I
b] Vaticano II
• Entre os 306 anos que separam Trento do
Vaticano I o mundo mudou muito. Ideias
iluministas, Revolução Industrial, mudanças
políticas, tudo foi acontecendo ligeiramente e a
Igreja muitas vezes alheia a realidade.

4. Os Concílios da Idade Moderna


Decisões Principais
• Constituição dogmática Dei Filius, sobre a fé
a] Vaicano I •
católica;
Constituição dogmática “Pastor Aeternus”,
sobre o primado e a infalibilidade do Papa,
quando se pronuncia “ex-catedra”, em
assuntos de fé e de moral.
• Data: 08/12/1869 - • Questões doutrinárias
• “Este único e verdadeiro Deus, por sua
18/07/1870 bondade e por sua virtude onipotente, não para
adquirir nova felicidade ou para aumentá-la,
• Papa: Papa: Pio IX mas a fim de manifestar a sua perfeição pelos
bens que prodigaliza às criaturas, com vontade
(1846-1878) plenamente livre, criou simultaneamente no
início do tempo ambas as criaturas do nada: a
espiritual e a corporal”.
• “O mundo foi criado para a glória de Deus”.
• “Cremos que Deus não precisa de nada
preexistente nem de nenhuma ajuda para
criar”.
• “A criação também não é uma emanação
necessária da substância divina”.
• “Deus cria livremente do nada”.
Decisões Principais
• “Deus conserva e governa com sua providência tudo que criou, ela se
estende com vigor de um extremo ao outro e governa o universo com
suavidade” (Sab 8,1).
• “A Santa Igreja, nossa mãe, sustenta e ensina que Deus, princípio e fim de
todas as coisas, pode ser conhecido com certeza pela luz natural da razão
humana a partir das coisas criadas”
• “Aderindo fielmente à tradição recebida desde o princípio da fé crista (...),
declaramos e definimos como dogma de fé divinamente revelado, que o
Pontífice Romano, quando fala "ex-cathedra", isto é quando, no
desempenho do seu múnus de pastor e doutor de todos os cristãos, define,
com a sua suprema autoridade Apostólica, doutrina respeitante à fé e à
moral, que deva ser crida pela Igreja universal, pois possui, em virtude da
assistência divina, que lhe foi prometida na pessoa do Bem-aventurado
Pedro, a infalibilidade de que o Divino Redentor revestiu a sua Igreja, ao
definir doutrina atinente à fé e à moral; e que, portanto, as definições do
Romano Pontífice são irrefragáveis por si mesmas, e não em virtude do
consenso da Igreja“.
a] Vaicano II

• Data: 11/10/1962 a Decisões Principais


07/12/1965 • Sacramentos em
• Papa: João XXIII vernáculo
(1958-1963) e Paulo • Reforma litúrgica
VI (1963-1978) • Reforma na Liturgia
das Horas
Os Documentos conciliares
• Dentro do intuito de não modificar a doutrina, mas aprender a comunica-la através de
uma formulação que atinja o homem de hoje, durante três anos, os Padres Conciliares
viveram uma rotina de estudos, discussões, emendas e votações dos temas que eram
propostos até alcançar a unidade na correspondência com a fé para se promulgar um
texto. Todo este trabalho gerou ao todo 16 documentos (04 constituições, 03
declarações e 09 decretos). As Constituições expõem as verdades de fé e os elementos
essenciais da Igreja: a Sacrosanctum Concilium (trata da Liturgia); a Lumen Gentium
(trata sobre a Igreja); a Dei Verbum (trata sobre a revelação e a escuta e transmissão da
Palavra de Deus); a Gaudium et Spes (trata da questão da relação da Igreja com o
mundo moderno). As Declarações expõem a visão da Igreja sobre determinadas
questão importantes da sociedade: a Gravissimum Educationis (trata da educação
católica); a Nostra Aetate (trata     da relação entre a Igreja e os não-cristãos); e, a
Dignitatis Humanae (trata da questão da liberdade religiosa). Os Decretos apresentam
as normas disciplinares e pastorais advinda da reflexão conciliar: o Unitatis
Redintegratio (trata do Ecumenismo); o Orientalium Ecclesiarum (trata das igrejas
orientais católicas); o Optatam Totius (trata da formação dos presbíteros); o Perfectae
Caritatis (trata sobre a vida religiosa); o Christus Dominus (trata sobre o serviço
pastoral dos bispos); o Apostolicam Actuositatem (trata do apostolado dos leigos); o
Ad Gentes (apresenta a atividade missionária da Igreja); o Presbyterorum Ordinis
(trata do ministério e da vida do presbítero); e, o Inter Mirífica (trata da relação da
Igreja com os meios de comunicação social).
Bibliografia
• BELLITO, Christopher M. História dos 21 Concílios da Igreja – de Niceia ao
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• PAULY, Wolfgang (Org.). História da Teologia Cristã. São Paulo: Edições
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