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7.

METROLOGIA DIMENSIONAL
7.1 DEFINIÇÃO DA METROLOGIA DIMENSIONAL E SUA
ABRANGÊNCIA

 A METROLOGIA DIMENSIONAL é um
campo de estudos da metrologia que se
restringe essencialmente às medições de
grandezas cujos valores expressam-se em
unidades de comprimento ou de ângulo
plano.
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7.1 DEFINIÇÃO DA METROLOGIA DIMENSIONAL E SUA
ABRANGÊNCIA

Aplicações onde se requerem medições de grandezas da metrologia


dimensional:

 No desenvolvimento de projetos de produtos e

 Nas indústrias da construção como aeronáutica, naval, civil e de


componentes elétricos e eletrônicos.

Mas é na indústria da construção mecânica que se têm aplicações mais


variadas e específicas, e referentes à fabricação de peças, dispositivos
ou máquinas.
7. METROLOGIA DIMENSIONAL
7.1 DEFINIÇÃO DA METROLOGIA DIMENSIONAL E SUA
ABRANGÊNCIA

Na construção mecânica, o ciclo de controle de


qualidade abrange, resumidamente, as seguintes
fases:
especificação (uma atividade de projeto),
fabricação e
inspeção.
A inspeção desenvolve-se durante a fabricação e no
final desta, ao obter-se o produto acabado.
Ela consiste numa atividade de acompanhamento
da conformidade com as especificações.
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7.1 DEFINIÇÃO DA METROLOGIA DIMENSIONAL E SUA
ABRANGÊNCIA

Em geral, são inspecionadas dimensões, formas e posições.

Na inspeção de peças, dispositivos ou máquinas, comumente são incluídas os


seguintes parâmetros:

 Distâncias, deslocamentos, espessuras, etc. (dimensões);

 Perfil reto ou outro, planeza, circularidade, cilíndricidade, etc.(forma


macrogeométrica);

 Rugosidade superficial (forma microgeométrica);

 Coordenadas de um ponto, alinhamento e inclinação (posição). 


7. METROLOGIA DIMENSIONAL
7.1 DEFINIÇÃO DA METROLOGIA DIMENSIONAL E SUA
ABRANGÊNCIA

Os desvios dimensionais, de forma e de posição são


avaliados com o uso desses parâmetros em
unidades de comprimento e ângulo.

Assim, pode-se afirmar que a METROLOGIA


DIMENSIONAL é a ciência de medição de
comprimentos e ângulos planos.
 
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7.2 CATEGORIAS ELEMENTARES DE MEDIÇÃO

 As grandezas a medir têm diversas denominações


(comprimento, deslocamento, espessura, posição, passo de
rosca, raio, diâmetro) que podem ser enquadradas
fundamentalmente nas seguintes categorias elementares de
medição:

o Posição de um ponto

o Distância entre dois pontos

o Deslocamento de um ponto
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7.2 CATEGORIAS ELEMENTARES DE MEDIÇÃO

Posição de um ponto

A posição de um ponto pode ser obtida usando

coordenadas cartesianas, no plano ou no espaço


tridimensional, ou

coordenadas polares ou cilíndricas, em relação a uma


determinada referência.
7. METROLOGIA DIMENSIONAL
7.2 CATEGORIAS ELEMENTARES DE MEDIÇÃO

Posição de um ponto

Um exemplo prático é a posição, em coordenadas cartesianas,


do centro de um furo circular, de uma peça plana, em
relação a outro ponto da peça.

Em vários casos, basta apenas medir a posição angular, sem


a preocupação de determinar a distância radial.

As escalas óticas lineares e angulares, os microscópios de


medir coordenadas e as máquinas de medir coordenadas
são exemplos típicos de sistemas de medição de posição.
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7.2 CATEGORIAS ELEMENTARES DE MEDIÇÃO

Distância entre dois pontos

Trata-se essencialmente da medição de comprimentos, ou de


ângulos planos, pela diferença de posição entre dois pontos.

A maioria dos instrumentos de medição de comprimentos,


espessuras e ângulos planos enquadra-se nessa categoria.

Paquímetros, micrômetros e réguas graduadas são exemplos de


instrumentos de medição de distâncias ou comprimentos,

enquanto que transferidores universais servem para medir ângulos


planos.
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7.2 CATEGORIAS ELEMENTARES DE MEDIÇÃO

Deslocamento de um ponto

 É a diferença das posições (lineares ou angulares) de um


mesmo ponto antes e depois da ação que causou sua mudança
de posição.

 Um exemplo simples é o deslocamento de um ponto de uma


peça após ser submetida a um esforço externo.

 
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7.2 CATEGORIAS ELEMENTARES DE MEDIÇÃO

Deslocamento de um ponto

 Outro exemplo é o deslocamento do apalpador de um


comparador provocado pelo movimento de uma peça em
contato com o apalpador.

 Os instrumentos de medição de deslocamentos mais


conhecidos são relógios comparadores, sensores LVDT,
sensores indutivos, sensores de proximidade e encoders.
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7.3 AÇÕES FUNDAMENTAIS

Considerando somente a construção mecânica, a Metrologia


Dimensional tem papel destacado e está presente no
exercício das seguintes ações fundamentais:

o Comprovação

o Medição

o Verificação

o Controle
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7.3 AÇÕES FUNDAMENTAIS

Comprovação

Consiste na identificação da existência de uma ou várias


propriedades para uma dada peça.

Determina-se apenas a existência delas, sem indicação de


valores medidos, por observação pessoal direta ou
mediante algum instrumento.
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7.3 AÇÕES FUNDAMENTAIS

Comprovação

São exemplos:

a) comprovar que uma superfície é mais áspera do que outra


pelo tato;

b) comprovar que uma peça foi fabricada com o material


especificado, como de aço, usando um detector de
material ferromagnético.

É, portanto, uma ação qualitativa.


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Medição

o Medição é o processo de obtenção


experimental de um ou mais valores que
podem ser, razoavelmente, atribuídos a uma
grandeza (VIM 2008)
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Medição

Dentre os agentes requeridos no processo de medição, tem


destaque o método de medição.

Os métodos usados com mais freqüência na metrologia


dimensional são o absoluto (ou direto) e o diferencial
(um método indireto).
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7.3 AÇÕES FUNDAMENTAIS

Medição

Com o método absoluto, o resultado de medição é obtido


integralmente por observação direta no instrumento de
medição.

Um exemplo característico é a medição do diâmetro de um


eixo usando paquímetro comum.

O resultado é obtido integralmente, efetuando a leitura


indicada nas escalas do instrumento.
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7.3 AÇÕES FUNDAMENTAIS

Medição
O método diferencial consiste em obter a diferença entre o
resultado de medição e um valor de referência
(normalmente o valor de um padrão).

O resultado de medição é obtido pela soma algébrica do


valor diferencial, lido no instrumento ou sistema de
medição, com o valor de referência.

Na Metrologia Dimensional, este método também é conhecido


como método comparativo e os instrumentos de leitura
das diferenças obtidas são denominados de
comparadores.
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7.3 AÇÕES FUNDAMENTAIS

Medição
Exemplo de uso do método diferencial.

O resultado de medição é 50,38 mm.

A medição é a essência da metrologia e, na abordagem


deste item, representa uma ação quantitativa.
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Verificação

Segundo o VIM 2008,


verificação consiste no provimento de evidência
objetiva de que um dado item atende a
requisitos especificados.
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7.3 AÇÕES FUNDAMENTAIS

Verificação

Considerando que o dado item seja um paquímetro


(instrumento de medir comprimentos), na
verificação dos requisitos da sua qualidade,
são averiguados se parâmetros sob exame
atendem às especificações estabelecidas.

Entre os parâmetros averiguados, alguns podem


ser obtidos na calibração das escalas do
instrumento.
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7.3 AÇÕES FUNDAMENTAIS

Verificação
Na abrangência da Metrologia Dimensional, essa ação
consiste em observar se um resultado de medição
encontra-se entre limites de tolerância.
Em muitos casos da metrologia dimensional, é desnecessário
obter o resultado de medição, pois basta observar se
este se encontra entre limites indicados.
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7.3 AÇÕES FUNDAMENTAIS

Verificação

Com este exemplo, percebe-se que a ação de


verificar é uma avaliação de conformidade, ou
uma inspeção dimensional.
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7.3 AÇÕES FUNDAMENTAIS

Controle

Controlar é o procedimento que consiste em


determinar se o resultado de medição
encontra-se entre valores toleráveis e em agir
no sentido de corrigir o eventual desvio
dimensional do campo de tolerância, de modo
que os futuros resultados de medição estejam
entre limites toleráveis.
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7.3 AÇÕES FUNDAMENTAIS

Controle

O procedimento de controle envolve, explícita ou


implicitamente, a ação de medição e, sempre
explicitamente, a ação de verificação.

No exemplo de verificação da figura anterior, ocorre


uma medição implicitamente.
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7.3 AÇÕES FUNDAMENTAIS

Controle
Para exercer um controle, na fabricação de peças, requerem-
se os seguintes itens básicos:

 especificações dimensionais,

 instrumentos de medição,

 instrumentos atuadores e

 máquinas para fabricação das peças.


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7.3 AÇÕES FUNDAMENTAIS

As ações de comprovação, medição e verificação costumam


ser exercidas nas inspeções ou, mais especificamente,
nas avaliações de conformidade dimensional.

Desse modo, na construção mecânica, é praxe denominar os


conhecimentos envolvidos com a prática da metrologia
de CONTROLE DIMENSIONAL.

Freqüentemente este é subentendido como tendo a mesma


abrangência da METROLOGIA DIMENSIONAL.
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7.4 O CONTROLE DIMENSIONAL E SUAS FINALIDADES

 O Controle Dimensional pode ser considerado como


uma área específica de estudos da Metrologia
Dimensional, aplicada à garantia de qualidade da
fabricação de peças.

 Sob esse enfoque, o Controle Dimensional está


presente desde a recepção da peça bruta, passando
por inspeções de fabricação, até o produto acabado.
7. METROLOGIA DIMENSIONAL
7.4 O CONTROLE DIMENSIONAL E SUAS FINALIDADES

 Sua finalidade não é somente indicar se as peças


são fabricadas dentro das tolerâncias estabelecidas,
mas também orientar a fabricação, evitando erros e,
consequentemente, reduzindo despesas e
aumentando a produtividade.
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7.3 O CONTROLE DIMENSIONAL E SUAS FINALIDADES

Em geral, as finalidades do Controle Dimensional são:

 Determinar, mediante o controle das peças, antes ou durante o


processo, o correto ajuste (manual ou automatizado) dos
comandos das máquinas operatrizes ou o posicionamento
correto das ferramentas de usinagem.

 Determinar, mediante o controle estatístico das peças


acabadas, se em virtude de um desajuste gradativo da máquina
operatriz ou do desgaste da ferramenta de corte, o ajuste da
máquina deve ser corrigido, ou a ferramenta afiada, para o
prosseguimento da fabricação das demais peças.
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7.3 O CONTROLE DIMENSIONAL E SUAS FINALIDADES

Em geral, as finalidades do Controle Dimensional são:

 Efetuar o controle de recepção das peças em bruto e o controle de


saída das peças acabadas.

 Criar condições para as peças serem produzidas dentro das


características especificadas, com o auxílio de ensaios de
máquinas operatrizes e calibração dos instrumentos de medição
utilizados.

 Obter informações das causas e do comportamento dos erros,


úteis para o projeto novo ou para o aprimoramento das máquinas
operatrizes e dos demais sistemas de medição, usados na
fabricação das peças.
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7.5 A EVOLUÇÃO DOS INSTRUMENTOS DA METROLOGIA
DIMENSIONAL

É natural supor que o primeiro instrumento da metrologia


dimensional tenha sido o que permite medir comprimentos,
para as aplicações mais primitivas que se possa imaginar.

Aplicações:
 construções de artefatos de caça,
 moradia,
 agricultura e
 transporte.

Muito do que se sabe dos primórdios se deve à arqueologia.


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7.5 A EVOLUÇÃO DOS INSTRUMENTOS DA METROLOGIA
DIMENSIONAL

 As informações mais confiáveis sobre instrumentos da metrologia


dimensional remontam ao século dezenove e se referem ao
denominado período da revolução industrial.

 Um fato marcante ocorreu no final do século dezoito, quando a


França adotou o sistema métrico decimal, sendo seguida de
outros países.

 A convenção do metro, realizada na segunda metade do século


dezenove, constituiu o evento de consolidação do início da era
moderna da metrologia dimensional.
7. METROLOGIA DIMENSIONAL
7.5 A EVOLUÇÃO DOS INSTRUMENTOS DA METROLOGIA
DIMENSIONAL

 No século dezenove e até aproximadamente a metade do século


vinte, ocorreu a revolução das máquinas.

 No começo desse período, a dimensão crítica era da ordem de


10μm e a produção em escala industrial, ao final do período, incluía
armas de fogo, máquinas de costura e automóveis.

 Os processos de fabricação de peças usavam operações tais


como usinagem, estampagem, fundição e forja.

 Começava o uso do conceito de intercambiabilidade e


dimensionamentos com diferentes graus de tolerância das
peças.
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7.5 A EVOLUÇÃO DOS INSTRUMENTOS DA METROLOGIA
DIMENSIONAL

 Os instrumentos de medição de comprimentos mais importantes


eram paquímetros com nônio e micrômetros mecânicos.

 A produção comercial de paquímetros iniciou em 1850 e a de


micrômetros em 1867.

 No final do século dezenove, usavam-se os gabaritos que foram


substituídos por calibres limites.

 Os blocos padrão, utilizados principalmente para calibração dos


paquímetros e micrômetros, foram introduzidos em 1898 e
comercializados a partir de 1911.
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7.5 A EVOLUÇÃO DOS INSTRUMENTOS DA METROLOGIA
DIMENSIONAL

 Até o ano de 1930, já existiam relógios comparadores,


instrumentos óticos convencionais, microscópios de projeção e
universais, máquinas de medir comprimentos com escalas óticas,
medidores pneumáticos e interferômetros.

 Era possível adquirir instrumentos com resolução de até 1μm ou


de 0,05μm (interferômetro).

 Instrumentos baseados em princípios elétricos estavam surgindo


por volta de 1935 como sensores resistivos, indutivos e capacitivos.

 Muitos instrumentos criados nessa época são usados até o início


do século vinte e um.
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7.5 A EVOLUÇÃO DOS INSTRUMENTOS DA METROLOGIA
DIMENSIONAL

 Outra revolução industrial importante foi a do semicondutor que


começou por volta de 1950 e se estende até o início do século vinte
e um.

 Os fenômenos físicos que causam efeitos nos materiais


semicondutores proporcionaram o desenvolvimento de uma
enorme variedade de sensores que fornecem sinal elétrico.

 Associados a estes, os avanços da tecnologia em informática e a


internet têm sido aplicados na modernização de muitos sistemas
de medição da metrologia dimensional, principalmente na medição
automatizada.
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7.5 A EVOLUÇÃO DOS INSTRUMENTOS DA METROLOGIA
DIMENSIONAL

 Os aperfeiçoamentos dos instrumentos da metrologia


dimensional podem ser apreciados particularmente no
controle dos processos de usinagem, onde já se
requerem resoluções de 0,1μm e até de 1nm.
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7.5 A EVOLUÇÃO DOS INSTRUMENTOS DA METROLOGIA
DIMENSIONAL

O avanço de demanda por instrumentos de alto grau de exatidão


ocorre para:
 Eliminar ajustes e especialmente promover montagens
automáticas;
 Melhorar o controle de qualidade, mediante o emprego de
máquinas de alto grau de exatidão, de modo a reduzir refugos,
retrabalho e inspeção convencional;
 Melhorar a intercambiabilidade de componentes;
 Obter maior vida de desgaste e fadiga de componentes;
 Obter mais miniaturização e acondicionamentos compactos;
 Obter futuros avanços em tecnologia e ciências.
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7.5 A EVOLUÇÃO DOS INSTRUMENTOS DA METROLOGIA
DIMENSIONAL

 Na micrometrologia, as dimensões dos objetos estão tipicamente


no intervalo de frações de milímetros até vários milímetros e as
incertezas de parâmetros dimensionais ao redor de 0,1 μm.

 Exemplos de objetos da medição da micrometrologia são os MEMS


(micro-eletromechanical systems) que empregam micro sensores e
micro atuadores
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7.5 A EVOLUÇÃO DOS INSTRUMENTOS DA METROLOGIA
DIMENSIONAL

 A nanometrolgia pode ser definida como a ciência da medição


aplicada em nanoescala.

 As dimensões de objetos vão até 100nm e as incertezas de


características dimensionais até 0,1nm.

 As suas aplicações encontram-se na ótica, microeletrônica, saúde,


biologia e química.

 Os instrumentos de medição em uso são microscópios


eletrônicos e de varredura.
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7.5 A EVOLUÇÃO DOS INSTRUMENTOS DA METROLOGIA
DIMENSIONAL

 A nanotecnologia representa a revolução industrial a partir do


ano 2000.

 os nanoprodutos produzidos em massa são eletrônicos, fotônicos,


magnéticos, mecânicos, químicos e biológicos.

 Os instrumentos de medição possivelmente serão encoders


óticos avançados calibrados com microscópios óticos, eletrônicos
ou atômicos.
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7.6 TIPOS DE INSTRUMENTOS DISPONÍVEIS NO
MERCADO

 Os tipos de instrumentos da metrologia dimensional podem ser


encontrados nos catálogos dos fabricantes.
 Existe uma variedade imensa deles, dependendo da utilização
necessária ou desejada.
 A maioria foi concebida para as aplicações industriais,
principalmente na inspeção de peças.
 Além disso, seus princípios de funcionamento incorporam as
tecnologias de sensores e de informática, permitindo novas funções
operacionais, o que contribui, ainda mais, para ampliar a
diversidade disponível no mercado.
7. METROLOGIA DIMENSIONAL
7.6 TIPOS DE INSTRUMENTOS DISPONÍVEIS NO
MERCADO

 Para a medição de comprimentos, deslocamentos, desvios


dimensionais, de forma e de posição, e de outras grandezas
semelhantes, existem instrumentos de princípios de
funcionamento
 puramente mecânicos como trenas, escalas metálicas,
paquímetros, micrômetros e relógios comparadores,
 bem como instrumentos óticos
 ou que usam sinais de medição elétricos como escalas eletro-
óticas e indutivas incrementais,
 sistemas com laser, e
 sistemas com sensores baseados em diversos princípios físicos.
 Muitos destes podem ser usados nas aplicações da
micrometrologia.
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7.6 TIPOS DE INSTRUMENTOS DISPONÍVEIS NO
MERCADO

 Para as medições de ângulos, representativos de formas e de


posições, os fabricantes oferecem instrumentos tais como
 gabaritos mecânicos ou óticos,
 transferidores simples e universais (mecânicos ou digitais),
 divisores óticos,
 sensores que fornecem sinais elétricos como os potenciométricos,
indutivos, capacitivos e encoders (estes também podem ser usados
em medições de dispositivos girantes).
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7.6 TIPOS DE INSTRUMENTOS DISPONÍVEIS NO
MERCADO

 Os fabricantes também oferecem uma variedade de sistemas


mais sofisticados para medição de desvios de forma e
posição, como
 aparelhos medidores de desvios de circularidade,
 máquinas de medir em coordenadas,
 medidores de contornos,
 alguns sistemas automatizados,
 microscópios e projetores de perfis e, dentre eles, alguns que
medem usando visão mediante câmeras digitais.
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7.6 TIPOS DE INSTRUMENTOS DISPONÍVEIS NO MERCADO

 Nos capítulos seguintes, são apresentados princípios de


funcionamento, construtivos e características dos instrumentos ou
sistemas de medição mais comumente usados na metrologia
dimensional e referentes às seguintes grandezas:

 Comprimentos e distâncias;
 Deslocamentos lineares;
 Ângulos planos;
 Desvios de forma;
 Desvios de posição.

Slides elaborados por Volnei Andersson (02/09/2013)

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