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Vias de Acesso do

Sistema Vascular
Classificação quando a localização da
extremidade do cateter
 Central: Posicionamento de um dispositivo apropriado de acesso vascular cuja
extremidade atinja a Veia Cava Superior ou a Veia Cava Inferior,
independentemente do seu local de inserção
 Periférico  baixo risco de complicações imediatas, sendo a aplicação não
exclusive a um profissional de medicina
Classificação quanto ao tipo de vaso
sanguíneo
 Arterial  a canulação arterial pode ser utilizada para monitoramento
contínuo da pressão arterial. Pacientes que se beneficiariam desse
monitoramento seriam indivíduos com choque circulatório e elevada
resistência vascular sistêmica. Nesses casos, pode ocorrer uma significativa
diferença entre a aferição de pressão indireta e a direta (cateterização
intraarterial). Outro exemplo são pacientes que precisam de doses
fracionadas e ajustadas de fármacos vasodilatadores potentes. Pois para a
utilização desses fármacos, os pacientes precisam de um monitoramento
frequente e acurada da pressão arterial.
 Também é utilizada em gasometria arterial
 Venoso  mais comum. Submetido à menores pressões, acabam se tornando
sítio de punção mais adequados em que não há necessidade de ser arterial
Classificação quanto à via de acesso

 Punção  existem 3 maneiras de guiar esse acesso


 Visualização direta das veias, possíveis quando são superficiais
 Limites anatômicos  mais comum em punções venosas profundas
 Utilização do ultrassom  reduz muito os riscos da punção venosa central, cateterismo
 Dissecção ou Flebotomia
 Utilizada em casos de trauma, em casos de choque hipovolêmico grave
principalmente, em que os pacientes estão colabados
 Nesse caso há uma predileção em dissecar as veias do terço médio do braço
Medida de Calibre

 Existem dois sistemas: French e o Gauge


 French: Calibre de cateters

French Calibre

 1 French = 0,33 milímetros (1/3)


 Maioria dos cateters são de um French entre 4-10
 Gauge: calibre de agulhas

Gauge Calibre

 O vaso sanguíneo que receber o cateter ou agulha precisa ter um diâmetro


compatível
 É ideal que o calibre do catéter ocupe no máximo 30 a 45% do calibre do vaso em
que ele vai ser inserido
 Fluxo no Cateter: equação de Poiseulle
 Exemplo de situação: necessária a infusão de uma grande quantidade de fluidos a
uma alta velocidade  necessário catéter calibroso: cateter mais curto e de
maior calibre
Acessos venosos Centrais

 Intracath
 Dispositivos de inserção sobre fio-guia (Seldinger)
 Cateter Central de Inserção Periférica

• Posição do paciente: decúbito dorsal-horizontal com as clavículas alinhadas


• Ideal: posição de Trendelenburg  facilita a punção por provocar o ingurgitamento dos vasos
do pescoço
• Antissepsia do professional e da superfície
• Solução à base de clorexidina
 Quinto passo  utilização de campos estéreis: campo fenestrado
 Anestesia local com lidocaína a 2% sem vasoconstrictor
 Realizar técnica escolhida
 Solicitar Radiografia  para confirmar o posicionamento do cateter

 INDICAÇÕES:
 Pacientes com impossibilidade de acesso venoso periférico
 Monitorização de parâmetros hemodinâmicos
 Administração de agentes esclerosantes: aminas vasoativas e Drogas quimioterápicas
 Hemodiálise
 Nutrição parenteral
 Solução glicosada em concentração maior que 10%  soluções de alta concentração de glicose
podem culminar em flebite se forem administradas em veia periférica  pode adicionar até 10
ampolas de glicose por fase de soro fisiológico
 Manejo hidroeletrolítico, hemotransfusão e infusão de Drogas durante Grandes Cirurgias
 CONTRAINDICAÇÕES RELATIVAS
 Infecção no local
 Discrasia sanguínea  necessita-se controlar a hemostasia (plaquetas> 50mil; atividade de
protombina>50%; INR<1,5), sempre evitando puncionar a subclávia desse paciente, pois se ocorrer um
acidente nesse paciente e for puncionada a artéria subclávia, ela não é compressível
 Pulmão contralateral acometido  pulmão com pneumotórax, ex. O ideal é fazer a punção ipsilateral ao
pulmão acometido. Ou seja, melhor escolher o lado já acometido, para evitar uma piora do outro
 Se esse paciente faz um pneumotórax por trauma com fratura de clavicula, melhor puncionar contralateral à lesão
 Trombose prévia local
 Alterações anatômicas e/ou estruturais que interfiram na progressão do cateter
Acessos venosos centrais: complicações
 Punção arterial
 Hematoma
 Hemotórax
 Pneumotórax
 Arritmia cardíaca
 Quilotórax  pode acontecer quando é feita uma punção inadvertida do ducto
torácico, localizado à esquerda. Por isso, há uma maior predileção pelas punções à
direita. Outro motivo é que no lado direito a cúpula pleural é mais baixa, diminuindo a
probabilidade de pneumotórax. Ainda outro motivo é que o acesso ao átrio direito se
torna bem mais retilíneo
Acessos venosos centrais Intracath
 Atualmente vem sendo substituído
 Tipo “Dispositivo plástico por dentro da agulha”
 A agulha permanece conectada ao Sistema, não tem como descartar
 Outro problema é que o calibre do cateter é menor do que o da agulha. Ou seja,
será uma punção venosa com tamanho superior ao tamanho do dispositivo que vai
ficar dentro do vaso, favorecendo extravasamentos sanguíneos
 Desvantagens em relação a outros cateteres
Acessos venosos centrais Punção à
Seldinger
 Atualmente é mais utilizada
 Tipo “Dispositivo de inserção sobre fio-guia
 Variados números de vias
 Materiais: cateter, fio-guia, agulha de punção + seringa e dilatador
 Sítios de acesso para essa técnica: V. subclávia, V. femoral, V. Jugular Interna
 O acesso femoral é em ultimo caso
 Paciente pneumopata grave: optar por punção na jugular interna
 Paciente com discrasia sanguínea: optar por sítio jugular
 Pacientes obesos: preferência na subclávia
Acessos venosos centrais Cateter Central
de Inserção Periférica
 Inserido em veias de MMSS
 Menor risco de punção
 Inadequado em algumas situações
 Técnica: Cateter através de cânula removível
 Navegada até a veia cava superior
 Inadequada para infusão de grandes volumes e de fluidos de alta viscosidade
Acessos Venosos Periféricos

 Cateteres agulhados
 Cateteres plásticos
 Punção intraóssea

Infusão de medicamentos
Coleta de sangue

CONTRAINDICAÇÕES
• Acometimentos locais: flebite, queimadura, trombose, edema
• Membro superior já submetido a esvaziamento linfonodal axillar: mastectomia, ex.
Membro não deve ser puncionado
• Membro superior com fístula AV
Complicações de Acessos venosos
periféricos
 15%  flebite  cordão venoso palpável
 Hematoma
 Infiltração
 Infecção
Cateteres agulhados

 Scalp ou Buterfly
 Agulha + asas de empunhadura
 Infusões de curta duração e baixo volume
 Veias de pequeno calibre
 Evitar áreas de dobra
Cateteres plásticos

 Abocath ou jelco
 Infusões de média duração  72-96 horas
 Volumes intermediários
 Cateter plástico + agulha interna + câmara de refluxo
Punção intraóssea

 Acesso de emergência
 Permanência de, no máximo, 24h
 Mais comum em crianças
 Sítio mais comum = tuberosidade da tíbia