Você está na página 1de 10

Análise Imediata e Poder

Calorífico de Biomassas

Eng. Leandro Alves Moya


Introdução
A biomassa é uma fonte de energia renovável
que tem sido reconhecida como recurso energético
sustentável e alternativo aos combustíveis fósseis.
Em 2012, a participação de energias renováveis na
Matriz Energética Brasileira representou 42,4%.
Destes, 13,8% corresponde à energia hidráulica,
24,5 % à energia de biomassa, sendo que 15,4 %
provêm da cana de açúcar e 9,1% procede de
origem florestal (lenha e carvão vegetal) e lixívia, e
outras renováveis representam 4,1%. A biomassa
florestal representa, portanto, a terceira fonte de
energia renovável da matriz nacional (EPE, 2013).
Composição imediata
A análise imediata fornece as frações mássicas de umidade, voláteis, cinzas e carbono fixo de uma amostra
de biomassa. É uma das características de maior importância nos combustíveis, porque esses componentes
influenciam o comportamento da biomassa nos processo de termoconversão.

O material volátil é a parte do combustível que se separa em forma gasosa dirante seu aquecimento. É
composto de hidrocarbonetos eventualmente presentes na estrutura sólida e outros gases, que são formados
num processo de pirólise, tais como o hidrogênio o monóxido de carbono e metano. O teor de voláteis tem
influência no comprimento da chama, no acendimento e no volume necessário da fornalha.

O carbono fixo é o resíduo combustível deixado após a liberação do material volátil. Compõe-se
principalmente de carbono, embora possa conter outros elementos não liberados durante a volatilização.
Composição imediata
As cinzas englobam todos os minerais incombustíveis e é composta basicamente de óxidos, tais como a
alumina, óxido de cálcio, óxido de magnésio, entre outros.

A umidade presente no combustível sólido é importante para a determinação de seu poder calorífico
inferior. É determinado pela secagem, antes de outras análises, colocando-se a amostra em uma estufa a 105±4
°C até atingir massa constante.
Composição imediata
Poder calorífico
O poder calorífico é a quantidade de calor liberado no processo de combustão completa, e é determinado
pelo conteúdo de energia do material. O poder calorífico depende da porcentagem de carbono e hidrogênio do
material, sendo estes os que mais contribuem para aumentar o valor da quantidade de calor liberado na
combustão.

Define-se Poder Calorífico Superior (PCS) quando a água proveniente da combustão é obtida na forma
líquida, e Poder Calorífico Inferior (PCI) quando a água é obtida na forma de vapor.

A diferença entre os dois valores é exatamente a entalpia de vaporização da água formada na combustão do
hidrogênio constituinte e da água presente no cimbustível na forma de umidade.
Poder calorífico
Poder calorífico
As medições do poder calorífico em laboratório são realizadas em bomba calorimétrica com temperatura
do meio controlada próximo à temperatura ambiente, e o valor obtido é sempre o Poder Calorífico Superior
(PCS) . A avaliação do Poder Calorífico Inferior (PCI) é feita através da equação abaixo e, portanto, o teor de
hidrogênio do combustível deve ser conhecido ou pelo menos estimado com alguma margem de segurança.

Em que:
PCI = poder calorífico inferior (kJ/kg)
PCS = Poder Calorífico Superior (kJ/kg)
h = teor de hidrogênio no constituinte do combustível (kg/kg)
u = teor de umidade no combustível (kg H2O / kg de combustível seco)
Poder calorífico

Bombas calorimétricas para a determinação de poder calorífico de combustíveis líquidos e sólidos.


Referências bibliográficas
HERNÁNDEZ MENA, L. E. Estudo experimental da pirólise lenta de bambu (Dendrocalamous giganteus
Munro) e caracterização do carvão vegetal gerado. Dissertação de mestrado - Universidade Estadual de
Campinas, Faculdade de Engenharia Mecânica, 2014.

SANCHEZ, C. Tecnologia da Combustão. Apostila do curso IM 351 - Tecnologia da Combustão, Universidade


Estadual de Campinas, Faculdade de Engenharia Mecânica, Departamento de Energia.